Reviravolta na Lava Jato impacta o seguro D&O? Leia a entrevista com especialista da seguradora Zurich

Fernando Saccon

Segundo o Superintendente de Linhas Financeiras e Seguro Garantia da Zurich no Brasil, o atual cenário com as decisões do Supremo Tribunal Federal traz um ambiente desafiador para o seguro D&O, mas também oportunidades para amadurecimento e desenvolvimento do produto no mercado nacional. “Com essa decisão, processos terão que se iniciar novamente do zero, podendo gerar novos valores a serem indenizados, mas é importante ressaltar que eventos cometidos com dolo continuarão não sendo passíveis de cobertura securitária”, afirma. Leia a entrevista concedida pelo executivo ao blog Sonho Seguro.

Com a reviravolta na Lava Jato, o que muda no D&O? Se a justiça diz que não houve corrupção, há algum impacto nos pagamentos de custas e sinistros?

Desde 2014, com as operações Lava Jato, Zelotes, entre outras, muitos setores foram afetados e diversas empresas tiveram custos incorridos na defesa de seus administradores, diretores, conselheiros, entre outros gestores envolvidos, além também dos acordos realizados nesses processos. Esse novo cenário, criado a partir das recentes decisões do Supremo Tribunal Federal, traz um ambiente desafiador para o seguro D&O, mas também oportunidades para amadurecimento e desenvolvimento do produto no mercado nacional. Com essa decisão, processos terão que se iniciar novamente do zero, podendo gerar novos valores a serem indenizados, mas é importante ressaltar que eventos cometidos com dolo continuarão não sendo passíveis de cobertura securitária.

A Susep muda normas do RC. Quais os pontos positivos e negativos da nova norma?

A proposta do regulador visa a agilizar e simplificar o pagamento das indenizações e dá maior liberdade na estruturação dos produtos. A Zurich já dispõe de meios ágeis para dar cobertura de sinistros nos casos de erros e omissões de executivos cujas empresas contrataram o seguro D&O. Entendemos que a norma estimula a concorrência no mercado, já que propõe simplificação dos contratos, a fim de que tenham fácil entendimento. Como a Susep abriu uma consulta pública, alguns ajustes deverão ser feitos. Mas, para a Zurich, toda e qualquer medida que facilite o entendimento dos seguros é positiva, já que a empresa também conta com iniciativas de simplificação dos contratos de seus seguros.

O prazo para adequação é viável?

Apenas os planos de seguros registrados na Susep antes do início de vigência da norma que não estejam em conformidade com as novas regras deverão ser adaptados em até 180 dias. Estamos avaliando todas as necessidades, mas entendemos que o prazo estipulado é suficiente.

A Zurich já está pronta para esta nova regulamentação?

Estamos avaliando a norma em conjunto com as demais consultas que o regulador tem tornado pública, para avaliarmos e nos prepararmos para quaisquer ajustes que sejam necessários em nossos produtos e negócios.

O que mudou no D&O com a pandemia?

A partir da decretação da pandemia, muitas empresas passaram (e estão passando) por dificuldades financeiras, consequência da crise provocada pelo novo coronavírus e que impactou negativamente companhias de alguns setores, como aviação, turismo, varejo não alimentício, mineração e Óleo & Gás. No segmento de pequenas e médias, há também uma preocupação elevada com riscos de insolvência/falência. Em um cenário como este, há a possibilidade de as decisões dos administradores passarem a ser alvo de questionamentos, inclusive quanto ao cumprimento das políticas de governança das empresas, cujas reclamações atingem diretamente os seguros D&O. Neste contexto, percebemos um endurecimento do mercado de D&O, que é consequência do aumento de sinistralidade, redução de capacidade, restrição no apetite de risco das seguradoras e resseguradores, restrição de coberturas e, em alguns casos, aumento das taxas.

No mercado internacional, uma das maiores altas de resseguro foi no D&O. Isso impactou o preço do seguro também no Brasil?

Falei do “endurecimento” na questão anterior, e o maior impacto dele tem-se dado sobretudo nas empresas que negociam ações no mercado de capitais americano, devido ao aumento das reclamações contra gestores dessas companhias. Essas apólices são as que mais demandam suporte de resseguro e consequentemente houve impacto também nos preços nos Brasil. Um exemplo são as ações de classe (class action), que são movidas pelos investidores contra as companhias e seus gestores quando se sentem prejudicados por algum ato ou omissão delas, ou de seus gestores na negociação de seus valores mobiliários ou comunicação com o mercado e órgãos reguladores.

Cenário da crise sanitária e incertezas fiscais seguem deteriorando projeções, o que preocupa setor segurador

Pedro Simoes CNseg

Sem um direcionamento claro de soluções para as sérias questões que o País enfrenta em relação às crises sanitária, fiscal e política, esta semana continua assistindo à deterioração das expectativas dos economistas consultados pelo Banco Central no relatório Focus. Segundo Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, a agenda das necessárias reformas estruturantes parece cada vez mais coadjuvante em relação às outras prioridades da política “As atenções na semana, mesmo com o feriado, estrão voltadas para Brasília, com delicada questão do orçamento de 2021 – que deverá ser sancionado ou vetado até quinta-feira – e agora a CPI da Covid-19, que adicionou ainda mais incerteza ao cenário e que terá sua estrutura definida nos próximos dias”, destaca o economista ao comentar o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. 

O IBC-Br, divulgado hoje e que ainda não está refletido nas projeções do boletim desta semana, apontou crescimento de 1,7% da atividade econômica no mês, uma surpresa positiva. Entretanto, Simões alerta que é preciso lembrar que em fevereiro, apesar do salto do número de casos e mortes por Covid-19 entre o final do ano passado e começo de 2021, o cenário ainda não era tão ruim quanto o que vivemos plenamente desde março e que os indicadores antecedentes mostram que o impacto mais forte da segunda onda sobre as atividades deve vir no último mês do primeiro trimestre.

Leia o comentário das projeções dos principais indicadores no Boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.

D’Or Consultoria traz Taísa Santiago para liderar área Comercial em Pernambuco

Fonte: D’Or Consultoria

A D’Or Consultoria oficializou a inauguração de sua filial em Pernambuco, localizada no Recife (PE), há menos de um ano e já traz mais uma importante novidade ao mercado local de seguros e benefícios. O anúncio é uma contribuição de peso ao time, com a chegada de Taísa Santiago.

A executiva chega ao time D’Or Consultoria com uma grande experiência no ramo de seguros, adquirida em quase 25 anos de carreira de sucesso na Bradesco Seguros. Essa expertise, aliada ao suporte de toda a estrutura de serviços que a D’Or Consultoria entrega aos seus clientes, potencializam o projeto que ganha força para um grande crescimento na região.

“Além de toda a confiança que depositamos no seu trabalho, enxergamos em Taísa um grande talento na habilidade de conduzir um projeto importante para a expansão da nossa carteira na filial Pernambuco, desenvolvendo um trabalho transformador, com sua comprovada competência, o que agrega muito valor à D’Or Consultoria”, afirma o diretor da filial Pernambuco, Evyo de Mello.

O compromisso da D’Or Consultoria com a geração de valor ao mercado local é um dos pontos de identificação. “Quando fui apresentada à D’Or Consultoria percebi de imediato a grande sinergia de valores e princípios que sempre nortearam a minha carreira profissional. O compromisso com a entrega e com o acolhimento integral das necessidades dos clientes, encantam e tornam a minha decisão bem mais segura. Além disso, os diferenciais exclusivos que somente a D’Or Consultoria oferece, como o serviço de Concierge, por exemplo, dão a segurança para seguir nesse projeto que já é um case de sucesso”, destaca Taísa Santiago, que assume o cargo de Diretora Comercial da filial D’Or Pernambuco.

A chegada de Taísa Santiago à D’Or Consultoria reforça para o mercado a importância que o Nordeste representa para a empresa.

Pesquisa mostra aumento da expectativa para o uso da telemedicina até o final de 2021

FONTE: Willis

A pandemia direcionou os holofotes para a telemedicina e agora ela chegou para ficar em muitos países. Aqui no Brasil, a lei que autoriza o uso provisório desse tipo atendimento acaba de completar um ano. A pesquisa “2021 Global Medical Trends”, realizada pela Willis Towers Watson com 287 seguradoras em 27 países, revela algumas perspectivas e dados de implementação desta modalidade no mundo.

Globalmente, 50% das seguradoras oferecem o atendimento por telemedicina em todos os planos. A Europa é a região onde a telemedicina é mais comum, sendo oferecida por quase 60% das seguradoras. Em seguida, temos o Oriente Médio e a África (49%), a América Latina (46%) e a Ásia Pacífico (31% em todos os planos; 36% em planos seletivos).

O atendimento médico primário por clínico geral é oferecido por 90% das seguradoras globalmente. Outros serviços cobertos são a prescrição de medicamentos, consulta com médico especialista e atendimentos relacionados à saúde mental. Na América Latina, mais de dois terços das seguradoras (68%) indicaram que menos de 10% dos segurados usavam a telemedicina para atendimento médico primário antes da COVID-19. Metade das seguradoras informou que, atualmente, 10% a 19% dos segurados realizam consultas com clínico geral via telemedicina. Até o final de 2021, 22% das seguradoras esperam que 20% a 29% dos segurados usem a telemedicina para estas consultas e 10% das seguradoras esperam que 75% ou mais utilizem o serviço.

Segundo a diretora de gestão de saúde da Willis Towers Watson, Walderez Fogarolli, a pandemia tem ajudado a acelerar a implementação da telemedicina em muitos países. No Brasil, por exemplo, onde seguradoras e hospitais já vinham desenvolvendo capacitação e se preparando há algum tempo, a telemedicina foi regulamentada provisoriamente, enquanto vigorar a pandemia. “Essa modalidade pode ser usada como ferramenta para triagem e encaminhamento ao atendimento médico apropriado, facilitando o acesso e diminuindo o tempo de espera e o risco para alguns pacientes”, explica.

Mesmo com a adoção mais ampla da telemedicina, alguns países têm restrições em relação aos serviços que são legalmente autorizados a serem prestados de forma virtual. As restrições podem ser observadas nos serviços de atendimento médico primário por clínico geral, prescrição de medicamentos, consultas com médicos especialistas e serviços relacionados à saúde mental. 

“O serviço de prescrição de medicamentos é, geralmente, o mais sujeito a restrições. Alguns países não permitem qualquer prescrição de medicamentos de forma virtual, enquanto outros limitam a prescrição de certos medicamentos, como narcóticos. A lista de países com restrições para prescrição de medicamentos inclui Brasil, Holanda, Espanha, Suíça, Índia, Indonésia, Japão, Filipinas e Taiwan”, afirma Fogarolli. 

E, finalmente, quando se trata de serviços de saúde mental, pode haver restrições às enfermidades que podem ser tratadas via telemedicina. A legislação relacionada à telemedicina está em plena mutação no momento, por isso é importante manter-se atualizado sobre o que acontece ao redor do mundo. Ao mesmo tempo, as empresas devem buscar maneiras de garantir que a telemedicina seja incorporada aos programas de saúde existentes e que não se ofereçam serviços duplicados.

AXA passa aceitar bitcoins em seguros de danos na Suíça

bitcoin e seguros

A AXA estabeleceu a bitcoin como nova opção de pagamento para os clientes do mercado suíço. A criptomoeda já serve para realizar pagamento de seguros à companhia. Trata-se de uma iniciativa inédita na Suíça e representa um “investimento no futuro digital”, segundo artigo publicado no blog da subsidiária AXA destacado pelo portal português ECO. “Esta é a resposta da AXA à procura crescente dos clientes por soluções de pagamento alternativas, com as novas tecnologias a desempenhar um papel cada vez mais importante”, afirma Claudia Bienentreu, Head of Open Innovation, AXA Switzerland.

Um estudo de mercado lançado em 2019, com pessoas com idade entre 18 e 55 anos sobre o que pensavam das criptomoedas, revelou que um terço dos respondentes já vinha pesquisando algumas unidades BTC ou estava interessado em fazê-lo. Com a pandemia, a transformação digital e a difusão das moedas virtuais, a Axa decidiu responder à procura e passou a permitir que os seus clientes paguem faturas com bitcoins (BTC).

Desta forma, a companhia emerge como a primeira entre as grandes seguradoras multirriscos a oferecer a opção alternativa como solução de pagamento. Disponível para os clientes desde o princípio de abril, pagar prêmios de seguros de patrimônios, chamados no Brasil de seguros de danos, é permitido para todos os produtos da AXA Insurance Ltd. Os clientes precisam ter uma referência, capital disponível e serem titulares de uma carteira BTC.

Os débitos emitidos em francos suíços são convertidos na criptomoeda e o pagamento pode ser efetuado online, através do endereço invoice.inapay.ch/axa ou mesmo diretamente através da aplicação MyAXA, onde a opção alternativa também está disponível. A companhia não cobra comissões sobre a conversão da criptomoeda.

Time Mitsui Sumitomo já desenvolve produtos dentro dos novos normativos da Susep

bruno Mitsui


A Mitsui Sumitomo já está a todo vapor para ofertar aos clientes novos produtos a partir da maior liberdade concedida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). “Acreditamos que a circular 621 vai acelerar as mudanças de produtos, o que traz maior oferta ao consumidor, mais vendas para os corretores, e ganhos para o acionista com maior escala para a operação”, diz Bruno Porte, diretor de TI, Sinistros e Operações da Mitsui Sumitomo. 

O executivo conta que a empresa já criou um grupo com 10 executivos de diferentes áreas para ter um processo contínuo de testes, aprendizado e inovação. “Essa mudança reduz a burocracia, o que nos traz mais agilidade. O produto passa a ser registrado na Susep e a comercialização pode ser imediata. Não precisamos aguardar o processo de validação que fazia a aprovação ou recomendações demorar bastante. Anteriormente o processo era moroso e entrava em um fila”, comenta. “Além disso, temos mais flexibilidade para criação de produtos e nos permite combinar seguros em uma mesma apólice, o que beneficia o consumidor com a redução de custo”.

No caso de uma família com dois veículos, uma residência e uma bicicleta, será nítido a melhora na jornada. Ao invés de quatro contratações, o seguro será feito em uma única apólice. Isso pode gerar benefícios como descontos adicionais. “Sem contar o fato de que na maioria das vezes a família faz apenas o seguro dos automóveis. O ganho para o corretor é grande”, afirma. Entre os benefícios para o consumidor, Bruno Porte cita a transparência. 

“Nos planos de seguro que conjuguem mais de uma cobertura, a seguradora deverá informar, em destaque, se as coberturas poderão ser contratadas isoladamente e exige uma linguagem clara, objetiva e de fácil entendimento das condições contratuais”, destaca. Outros benefícios são permitir ao segurado conhecer o perfil do profissional corretor e das condições e características da própria seguradora. Não será permitida a seguradora a inclusão de cláusula que fixe prazo máximo para a comunicação de sinistro. Além disso, a liquidação dos sinistros passa a ter prazo limitado a trinta dias, contados a partir da entrega de todos os documentos básicos.

O grupo de trabalho criado envolve equipes de produtos, área comercial, marketing, TI, operações e sinistros. “Estamos explorando as possibilidades para produtos de forma ampla, considerando todos os canais de distribuição e perfil de clientes”, diz. Segundo ele, há uma infinidade de combinações que podem ser feitas. “O grande objetivo é a utilização de dados para entender o perfil de clientes, suas necessidades e deste modo criar a solução que melhor atende cada nicho de negócio. Será um processo contínuo de teste, e aprendizado em cada canal para tentar encontrar um modelo ideal de oferta”. 

Em grandes riscos as mudanças trazidas com a Resolução 407, divulgadas no dia 31 de março, também são comemoradas pelo executivo da Mitsui Sumitomo. Em virtude das características dos segmentos de produto, para pessoas jurídicas é possível combinar todos os ramos, mas respeitando danos e de responsabilidades. Em ambos os casos é possível combinar produtos inteiros ou apenas coberturas que atendam necessidade do cliente, canal de distribuição ou de nichos.

“Essa possibilidade abre uma janela de oportunidades enorme na busca por novas soluções de seguros, inclusive na democratização de ramos pouco explorados como riscos cibernéticos, por exemplo”, cita. “Trata-se de uma mudança importante para clientes, corretores, seguradoras e para resseguradoras. Todos no setor terão muito trabalho para colocar tudo isso no ar neste ano. Mas vai valer a pena ter um mercado de seguros mais moderno e explorando novas oportunidades de negócios”, finaliza Bruno.

Assurant e Extra firmam parceria para oferta de smartphones no Brasil

A Assurant, líder global em produtos e serviços de proteção ligados a vida conectada, fechou uma parceria com o Extra e, a partir deste mês, clientes da rede em todo Brasil poderão levar seus smartphones usados a uma das mais de 100 lojas participantes do programa e adquirir um novo aparelho, entregando o antigo como parte do pagamento (conforme critérios de elegibilidade do programa). 

A parceria consiste na facilitação da troca, o Trade-in, ou seja, o celular ou smartphone atual é avaliado e o seu valor é convertido em crédito para aquisição de um novo aparelho. O Extra é o primeiro hipermercado a lançar um programa de Trade-in no país, ampliando o acesso dos consumidores a este tipo de programa. “É com certeza uma iniciativa que beneficiará a todos os clientes. O programa de troca aumenta o poder de compra dos consumidores na aquisição de um novo aparelho, podendo contar com a nossa capacidade de ofertar o suporte necessário a preços acessíveis”, conta Vladimir Freneda Vice-presidente da Assurant.O mercado de smartphones tem crescido cada vez mais no Brasil e de acordo com a pesquisa ” A Década Conectada 2020 “, 52% dos entrevistados afirmaram ter a intenção de trocar seus smartphones por aparelhos mais atualizados e compatíveis às inovações tecnológicas do 5G. 

A Assurant desenvolve globalmente programas de trade-in, upgrade e reciclagem de dispositivos móveis. 
Somente nos últimos dois anos, foram processados globalmente mais de 15.1 milhões de aparelhos através dos programas de trade-in. 

“Hoje, os clientes do Extra podem contar com um sortimento de mais de 60 modelos de smartphones das marcas mais bem avaliadas no mercado brasileiro, disponíveis em mais de 100 lojas de hipermercado em todo o Brasil. Esta parceria vem para consolidar ainda mais a nossa premissa de sempre oferecer a melhor experiência de compra para nossos consumidores, com uma grande percepção de economia e garantindo seu poder de compra também para a categoria de telefones celulares”, ressalta Renata Duque, Gerente Comercial do GPA. 

Samplemed investe para apoiar seguradoras na democratização do seguro de vida

samplemed_mario_jorge_pereira

A pandemia trouxe outro significado para a vida das pessoas. Em todos os sentidos. Um deles abrange o seguro de vida, que passou a ser relevante na lista de prioridades das famílias e empresas diante da incerteza do amanhã. Pais de família querem deixar seus entes protegidos. Indivíduos descobriram o seguro de doenças graves que oferece capital para ser usado no que for preciso em caso de diagnósticos indesejáveis. Executivos buscam no seguro de vida uma forma de dar prosseguimento a um negócio, mesmo com a perda de um dos sócios. 

Tais preocupações explicam o aumento da venda de seguros de vida para R$ 43 bilhões em 2020, alta de 4,9%, mesmo com a queda de renda da população e aumento das demissões, o que reduziu significativamente o volume de seguro de vida empresarial, maior fatia no volume total das vendas do setor. No entanto, com o aumento da percepção de morte potencializada com a pandemia, que se aproximava de 400 mil mortes no mês de abril, a estimativa do setor é de maior procura pelo produto em 2021.

Para apoiar as seguradoras, o grupo Samplemed investiu em tecnologia e em pessoas. Fez 70 contratações durante a pandemia, sendo boa parte subscritores, enfermeiros e profissionais especialistas em ciência de dados. Hoje são 120 na equipe. Entre eles, Mário Jorge Pereira, contratado em fevereiro deste ano como diretor comercial e de marketing da Samplemed. Há 40 anos no mercado, atuou nas áreas técnica, de sinistro e comercial de seguradoras como Itaú, Sompo e Allianz. 

“Nosso foco é auxiliar que o seguro de vida abranja uma parte maior da sociedade. Um dos meus principais objetivos é entender as necessidades dos clientes e através de ações integradas, buscar assertividade na qualidade das entregas. Para isso, temos um ecossistema de soluções para subscrição de risco que traz mais agilidade e assertividade para as seguradoras e resseguradoras impulsionarem as vendas”, diz ele ao blog Sonho Seguro. 

 “Nossa plataforma está preparada para subscrever desde os seguros mais básicos até os mais complexos”, afirma. O primeiro produto é o preditivo, desenhado para atender seguros massificados, bancasurance e canais digitais com capital segurado mais baixo. Apenas com o CPF e dados básicos, a plataforma indica para a seguradora se o risco é baixo, médio ou alto, deixando a critério da companhia aceitar automaticamente ou não.

O produto seguinte é a subscrição automática. Nela, a Samplemed cria questionários digitais de acordo com as regras estabelecidas pelas seguradoras. É possível ter quase 4 mil perguntas e sub perguntas para se aprofundar no risco. Se um cliente responde que tem diabetes, por exemplo, em vez de negar o seguro, a subscrição vai avaliar o risco com indagações como quais medicamentos são usados, se pratica esporte, se segue uma dieta adequada, e assim precificar o seguro de forma mais adequada. O mesmo com fumantes e outras doenças. Dependendo das respostas, a seguradora aceita, nega ou agrava ou preço do seguro. “A decisão final das regras de aceitação é da seguradora, mas temos experiência para auxiliá-las na construção dos questionários e, principalmente, na jornada da experiência do cliente”, explica o executivo. 

O terceiro produto é a tele subscrição. Para um grupo de clientes, geralmente com capital mais elevado, por exemplo, a entrevista é feita por um especialista. O cliente recebe um link para fazer agendamento para a tele entrevista no horário mais conveniente.  Passada esta etapa, entra o quarto produto, a vídeo subscrição. É praticamente o mesmo da tele, só que em vídeo, e geralmente é usado para capitais mais elevados e riscos mais complexos. “Com o vídeo garantimos maior segurança para a seguradora ao usar o face match, onde o cliente apresenta o documento na tela e utilizamos inteligência artificial para garantir uma maior segurança.

E, por fim, caso a seguradora ache conveniente para ambas as partes a realização de exames médicos para aceitar riscos mais elevados de seguro de vida, comprovando assim o estado clínico do cliente, a Samplemed agenda um horário para que uma pessoa vá até o local indicado pelo cliente. “Temos cerca de 700 prestadores credenciados para este serviço”, informa. 

Alessandra Monteiro - baixa
Alessandra, do IRB: Você elimina papel e o segurado tem uma percepção muito melhor de atendimento por parte da seguradora

Todo o investimento já mostra resultados, com clientes satisfeitos. O IRB Brasil RE, maior ressegurador do Brasil, tem uma parceria desde 2012 com a Samplemed para oferecer o serviço de tele subscrição aos seus clientes. “Esse serviço vem sendo muito importante dentro da nossa estratégia de oferecer sempre os melhores produtos e serviços aos nossos clientes, além de contribuir para a modernização do mercado de seguros de vida como um todo. Você elimina papel e o segurado tem uma percepção muito melhor de atendimento por parte da seguradora, e ainda contribui para uma melhor análise do risco, buscando informações mais precisas e detalhadas”, afirma Alessandra Monteiro, diretora de Subscrição de Vida e Longevidade do IRB.

A Samplemed, que atua neste segmento de tele subscrição há mais de 30 anos, realizou mais de 350 mil subscrições médicas para atender seguradoras e resseguradoras que tem na lista de clientes. “As subscrições feitas por nós para nossas parceiras ultrapassaram R$ 201 bilhões em capital segurado”, destaca o executivo. A pandemia acelerou o uso de tecnologia das seguradoras, o que beneficiou a Samplemed. “As seguradoras aceleraram a experiência digital e investem para que o cliente tenha a melhor experiência possível na contratação do seguro de vida”. 

Segundo o diretor comercial, a plataforma de atendimento está integrada aos legados das seguradoras. “Temos um sistema integrador e de APIs para que os dados cheguem de forma organizada. Colocamos os exames médicos em uma forma padronizada para que o subscritor da seguradora analise de forma simples, prática e ágil”, diz.  A segurança digital dos dados é outro ponto prioritário. “Estamos 100% aderentes não só às regras como LGPD no Brasil, como também às regras americanas e europeias. Para vencer a concorrência da Mapfre RE, na qual 40 empresas disputaram conosco, nos adaptamos às regras de outros países e demonstramos a nossa capacidade de criação, flexibilidade e tecnologia de ponta”.

Para 2021, a expectativa do grupo é crescer ainda mais, impulsionada por um portfolio mais completo de produtos da nossa plataforma, que permite aumentar os serviços prestados aos atuais clientes e conquistar novos, começando no preditivo e terminando com o vídeo subscrição. O grupo também se prepara para estrear no segmento de saúde, com grande potencial para a tele subscrição e questionários digitais para ajudar no processo de preenchimento da declaração pessoal de saúde; e ampliar a internacionalização iniciada nos últimos dois anos e que hoje já atinge cinco países, além do Brasil. 

”Temos a ambição de ampliar a oferta das nossas soluções de subscrição às seguradoras no exterior.. Olhamos até mesmo entrar no mercado asiático, uma vez que a pandemia abriu muitas possibilidades com o tele trabalho. Nosso sistema já está preparado para espanhol, italiano, francês, inglês e português. A adaptação não é só da língua estrangeira, mas sim de aspectos culturais, caso necessário”, finaliza Pereira, para quem o potencial de crescimento do seguro de vida é certo em todo o mundo diante das perspectivas de novas pandemias.

Porto Seguro e Petlove anunciam aliança no segmento pet e lançam a Porto.Pet

Porto Seguro petlove

Fonte: Porto Seguro

A Petlove, maior ecossistema digital para pets do Brasil, e a Health for Pet, líder no ramo de planos de saúde para animais de estimação pertencente ao grupo Porto Seguro, anunciam a assinatura de um acordo para combinação de suas operações. Nessa transação, a Porto Seguro passará a deter 13,5% de participação da Petlove e, em contrapartida, irá transferir a operação da Health for Pet para a Petlove. A aliança entre as companhias inclui ainda o lançamento da marca Porto.Pet, que substituirá a Health for Pet e passará a integrar o ecossistema Petlove, passando a ter a Porto Seguro como acionista estratégico.

O principal objetivo com a união é fortalecer o portfólio de produtos e serviços da Porto Seguro e da Petlove, que vai ao encontro do crescimento e expansão de ambas as empresas e cumpre a missão de tornar mais prática a vida dos clientes e cuidar do que realmente importa: a saúde e felicidade dos pets. Nesse movimento, a Porto Seguro passa a oferecer todo o conjunto de soluções e conveniência da Petlove para sua base de clientes e a Petlove passa a contar com mais um produto dentro do seu ecossistema pet.

A combinação das empresas acontece meses depois de a Petlove se unir com a DogHero, maior empresa de serviços para pets da América Latina, realizar aquisição da Vetus, um dos maiores sistemas de gestão para clínicas, hospitais e médicos veterinários e receber aportes significativos da Softbank e L Catterton. 

A Porto.Pet já nasce com 41 mil vidas em carteira e com a associação com a Petlove, acelera o plano de expansão para cobertura nacional, atendendo a uma importante demanda dos corretores. Está sendo considerada ainda a possibilidade de verticalização do negócio e criação de unidades próprias de atendimento aos pets. Com isso, a Porto.Pet deve se tornar uma das maiores redes integradas de atendimento a pets do Brasil em format­­­o físico e virtual. 

“Esse movimento sinérgico reforça a nossa missão de nos tornarmos a maior plataforma de produtos e serviços pet e entrega de conveniência a todos os elos da cadeia pet: não somente para mães e pais de pets, mas também médicos, clínicas e hospitais veterinários e petshops de todo o Brasil”, afirma Marcio Waldman, fundador da Petlove.  “A chegada da Porto Seguro ao ecossistema Petlove e o lançamento da Porto.Pet são importantes passos para ampliar os benefícios e a agenda dos nossos médicos veterinários, a nossa chave para o sucesso do negócio”, completa Waldman.

É uma oportunidade que fortalecerá o nosso objetivo de integrar negócios e tomar decisões colocando o cliente no centro, inovando e contribuindo com a ampliação da oferta de soluções para o mercado pet. Lançar a Porto.Pet e nos unir à Petlove é um importante passo para a aceleração do crescimento estratégico da Porto Seguro”, explica Marcos Loução, vice-presidente de Negócios Financeiros e Serviços da Porto Seguro. “Queremos, cada vez mais, desenvolver ecossistemas completos e com tecnologia embarcada para produtos de Serviços, Seguros, Saúde e Serviços Financeiros, melhorando e facilitando a vida dos brasileiros”, acrescenta Loução.   

O acordo está sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). 

Desafios da expansão do microsseguro são debatidos em workshop da Microinsurance Network

Marcio Coriolano

Fonte: CNseg

O Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano, afirmou que os desafios ao avanço dos microsseguros no País não estão restritos à questão regulatória, mas também a barreiras na distribuição e de custos dos produtos. Sua declaração aconteceu na abertura do workshop virtual “Landscape of Microinsurance Study – Brazil” (ou, “Panorama do Estudo do Microsseguro no Brasil”), promovido pela Microinsurance Network, com apoio da CNseg, na quarta-feira, 14 de abril.

“Não adianta apontar o dedo apenas para a regulação do Governo, mas é preciso reconhecer mudanças necessárias na distribuição e nos custos de transação da oferta dos microsseguros”, disse ele, diante de uma plateia que reuniu, entre outros: a Diretora-Executiva do Microinsurance Network, Katharine Pulvermacher; a Gerente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Bradesco Seguros,  Ivani Benazzi (mediadora); o Diretor de Supervisão da Susep, Rafael Scherre; a Coordenadora-Geral de Regulação de Seguros Massificados, Pessoas e Previdência da Susep, Mariana Arozo; o Presidente da AM Best Rating, Matthew Masher; a Vice-Presidente da AM Best Rating, Andrea Keenan; e o Diretor Sênior da América Latina da AM Best Rating, Carlos de la Torre.

Para Marcio Coriolano, a redução desses custos, que afetam o produto, é fundamental para que o microsseguro ganhe maior relevância dentro do mercado brasileiro de seguros, sobretudo porque seu público-alvo (a população com renda mais baixa) é muito sensível aos preços, tendo em vista que hoje a renda de 70% da população brasileira situa-se abaixo de dois salários-mínimos. “Parte importante desssa renda vai para transportes, alimentação, aluguéis, restringindo o espaço dos orçamentos familiares que sobra para a proteção securitária”, afirmou, para demonstrar a relevância dos custos e das condições de acesso aos microsseguros.

Em razão desse quadro e da perspectiva de aprovação de novo marco regulatório ainda este ano, o Presidente da CNseg avaliou que a mudança regulatória, que reduz prescrições, pode tornar o modelo de microsseguros mais efetivo, algo a se comemorar, pois incentivará as empresas do setor a se debruçarem ainda mais sobre esse segmento. “O microsseguro é uma salvaguarda para o patrimônio da população com renda menor. O seu papel é justamente contribuir para tornar a trajetória irregular das conquistas dos mais pobres em uma linha reta e ascendente, reduzindo o impacto negativo dos imprevistos financeiros na sua vida.  Os microsseguros possuem vocação para complementar os programas de proteção social do Estado e suprir eventuais lacunas deixadas por eles, especialmente em países periféricos, como o Brasil”.

O Presidente da CNseg frisou que o marco regulatório dos microsseguros evoluiu nos últimos anos, exemplificando isso com a guinada do modelo de supervisão, de prescritivo para principiológico e colaborativo, algo que deve contribuir para o desenvolvimento desse segmento. 

Ainda segundo ele, entre 2016 e 2020, os prêmios dos produtos classificados nos ramos de microsseguros no Brasil cresceram mais de 55%, passando de R$ 228,4 milhões para R$ 355,4 milhões nesse período, avanço quase duas vezes superior ao observado para o segmento de Danos e Responsabilidades, que cresceu 29%. Importante também, lembrou, o aumento do número de seguradoras que emitiram prêmios de microsseguros, que passaram de 17, em 2016, para 24, em 2020. Acrescentou que alguns outros produtos, que não estão classificados formalmente como microsseguros, vem ganhando apelo junto às populações com renda mais baixa, como o residencial, que entre 2016 e 2020, cresceu 35%. 

O Presidente da CNseg assinalou outra contribuição importante e indireta dos microsseguros: “As inovações apresentadas para as operações de microsseguros foram gradativamente incorporadas aos modelos tradicionais de negócios, como a possibilidade de vendas de seguros por meios remotos ou por meio de correspondentes de microsseguros e de instituições financeiras.  Além disso, avanços tecnológicos se intensificaram, impulsionando novas abordagens de aproximação com o consumidor final, utilizando centrais de atendimento, internet, telefones celulares, canais varejistas, entre outras, o que permitiu ampliar a oferta de produtos e oferecer um tratamento mais ágil, para além da abordagem pessoal.”

Apesar dos primeiros passos da regulação terem sido reconhecidos como avanços para o setor, as empresas, segundo Coriolano, entendem que a formatação de produtos muito restrita, com imposição de exigências regulatórias superiores às dos produtos tradicionais, agravou o desafio do custo operacional, que é determinante para o sucesso desse segmento.

Assinalou, também, que o amadurecimento desse marco regulatório se deu em um momento em que as condições econômicas brasileiras começaram a deteriorar.  “Ao longo de 2014, o processo de ascensão da ‘nova classe média’ foi interrompido, e até certo ponto revertido, fazendo com que o espaço para a ‘popularização’ do seguro se reduzisse. Como falei, chegamos ao último trimestre de 2020, com cerca de 70% da população com renda proveniente do trabalho inferior a dois salários-mínimos (US$ 388). Ou seja, a grande maioria da população sequer tem renda suficiente para construir um patrimônio, quiçá protegê-lo por meio de seguro, sem que custos sejam reduzidos e acesso seja facilitado ao máximo”.

Também no encontro foram apresentados os principais pontos do estudo “Landscape of Microinsurance – 2020”, que identifica e avalia as tendências e a evolução dos produtos e serviços de seguros inclusivos, contando com a participação de 194 provedores de microsseguro, de países da África, Ásia e América Latina e Caribe. Um breve debate sobre suas conclusões ocorreu entre os participantes, demonstrando o enorme desafio que marca a expansão global dos microsseguros.

Os dois representantes da Susep, Rafael Scherre e Mariana Arozo, adiantaram as principais modificações para o marco regulatório de microsseguros. Deixaram claro que o mercado terá plena liberdade para desenhar os produtos, estabelecer limites de capitais segurados (hoje de R$ 30 mil) e encerrar a exclusão de limitação de coberturas.