Fim da fiscalização especial no IRB Brasil RE

Antonio Cassio dos Santos IRB

Fonte: IRB

A Susep (Superintendência de Seguros Privados) formalizou o encerramento da fiscalização especial que mantinha no IRB Brasil RE, reconhecendo que a companhia apresentou ativos exigidos para garantir as provisões técnicas definidas pelo órgão regulador do setor de seguros e resseguros. 

Em ofício enviado hoje ao IRB, a Susep comunicou oficialmente o reenquadramento e, com isso, foram encerradas as atividades de fiscalização na companhia que tiveram início em 11 de maio do ano passado. 

“Era a etapa que faltava para o definitivo retorno do IRB a um período de resultados positivos e à sua trajetória como o maior ressegurador da América Latina. Cumprimos nosso compromisso”, diz o presidente do Conselho de Administração do ressegurador, Antonio Cassio dos Santos. “Após a volta à lucratividade, de acordo com os resultados mensais já apresentados à Susep, o encerramento da fiscalização especial é um marco relevante, que definitivamente vira uma página na história da companhia e a posiciona para o futuro”. 

Para o CEO, Wilson Toneto, “o reenquadramento coroa um esforço de recuperação financeira e da credibilidade da companhia que representou um desafio maiúsculo da gestão e das equipes em meio à pandemia da covid-19”. Segundo ele, o foco agora é melhorar os resultados de maneira contínua, “sem pressa, mas sem pausa, como temos feito desde que a nova Administração assumiu a companhia”. 

Nas demonstrações financeiras referentes a 2020, o IRB informou que havia atingido o enquadramento regulatório dos índices de liquidez e cobertura de provisões técnicas. “O desenquadramento regulatório foi informado ao mercado em 11 de maio de 2020, quando a companhia foi oficiada pela Susep, em razão de apresentar insuficiência na composição dos ativos garantidores de provisões técnicas e consequentemente da liquidez regulatória”, disse a companhia em comunicado de 18 de fevereiro. 

O reenquadramento foi resultado de um plano que a gestão do IRB levou a efeito de julho a dezembro, e contou com ações de aumento de capital e emissão de debêntures, entre outras. Com isso, foi possível levantar R$ 4,8 bilhões em recursos financeiros e garantir as provisões técnicas da companhia. 

“Foi uma jornada exitosa em que obtivemos os ativos garantidores para a cobertura das provisões no tempo esperado, mesmo em um cenário de mercado complexo devido à pandemia, uma demonstração inequívoca da credibilidade do IRB e do trabalho das nossas equipes. Agora, a companhia seguirá seu caminho natural de crescimento sustentável”, finaliza vice-presidente financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Werner Süffert. 

FenSeg prevê mercado de seguros de danos mais competitivo com novas regras da Susep

Antonio Trindade

Fonte: FenSeg

A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) considera um importante avanço a Resolução 407/21 do CNSP, que regulamenta os Seguros de Grandes Riscos. O normativo é um estímulo à competitividade, à inovação e à transparência do segmento. “O normativo garante flexibilidade nas negociações contratuais, de modo a ampliar a oferta de produtos e serviços. Os clausulados criam condições para oferta de seguros sob medida, que atendam às necessidades de cada cliente”, explica o presidente da FenSeg, Antonio Trindade. 

O normativo extingue a estrutura de clausulados existentes, dispensando a necessidade de registro prévio das condições gerais e da nota técnica junto ao órgão regulador.

“As seguradoras ganham mais agilidade na criação de novos produtos, com a diversificação das coberturas. Outro aspecto positivo é a simplificação das condições contratuais. Em consequência, haverá mais clareza quanto aos riscos cobertos e excluídos oferecidos pelo seguro”, diz a presidente da Comissão de Grandes Riscos da FenSeg, Thisiani Martins. 

Ela destaca ainda a segmentação e a definição do que vem a ser Grandes Riscos, separando-os dos Seguros Massificados. A Resolução 407 permite um melhor endereçamento das regras e a diferenciação do relacionamento entre seguradora e segurado.

“Essa liberdade permitirá que seguradoras com corpo técnico forte e estruturado se diferenciem no mercado, com a elaboração individual de condições contratuais para cada segurado. Este será um fator decisivo na compra do produto pelos segurados”, acrescenta Thisiani.

Antonio Trindade ressalta outro aspecto fundamental: o diálogo com o corpo técnico da Susep, sempre muito colaborativo e disposto a encontrar soluções efetivas, bem como os demais participantes do mercado na formatação da nova Resolução. A exemplo da Circular 621/21, que simplificou as normas dos Seguros Massificados, a FenSeg participou ativamente das consultas sobre a nova regulamentação de Grandes Riscos. 

“A FenSeg é parceira na tarefa de modernizar a legislação de seguros, como forma de aumentar a eficiência do mercado. Deixamos um agradecimento especial aos executivos das nossas associadas, que participam ativamente dos trabalhos, bem como ao corpo técnico da Susep. Agora, podemos oferecer produtos de maior valor agregado, impulsionando a carteira de Grandes Riscos conclui Trindade.

Executivos do setor de seguros estão menos otimistas

O mercado de seguros encerrou o primeiro trimestre do ano menos confiante. É o que indica pesquisa realizada pela Fenacor no final do mês passado, que mediu o grau de confiança que prevalece no setor. Foram ouvidos 100 executivos, entre donos de grandes corretoras de seguros, seguradores e resseguradores.

De acordo com o levantamento, entre fevereiro e março o ICSS (Índice de Confiança do Setor de Seguros), caiu de 116 para 112,3, menor índice apurado desde novembro de 2020. Contudo, como o índice permaneceu acima de 100, a expectativa atual ainda é de relativa confiança nos rumos do mercado.

A queda mais expressiva ocorreu no ICGC (Índice de Confiança das Grandes Corretoras), que despencou de 116,7 para 102,6 entre os dois períodos comparados. Já o ICES (Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras) teve ligeiro crescimento, de 111,9 para 112. O avanço mais expressivo foi registrado no ICER (Índice de Confiança e Expectativas das Resseguradoras), que passou de 119,4 para 123,3.

57% dos incidentes cibernéticos nas empresas são causados por falhas técnicas ou erro humano

Gustavo Galrao

Fonte: AGCS

Os erros humanos e falhas técnicas são os principais impulsionadores para incidentes cibernéticos dentro das empresas no mundo, segundo o relatório Global Risk Dialogue divulgado recentemente pela Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS). A análise levou em consideração 1.879 sinistros de várias seguradoras relatados de 2015 até o final de 2020 em diversos países, incluindo o Brasil.

O levantamento mostra que houve um aumento notável em reivindicações cibernéticas nos últimos anos. Quando medimos as perdas por números de reclamações, 57% são causadas por falhas técnicas e de TI ou incidentes por erro humano, 40% por manipulação externa de sistemas e 3% ação interna maliciosa, por exemplo, ação realizada por um funcionário desonesto.

Quando levamos em consideração o impacto financeiro, 85% dos incidentes são causados por manipulação externa de sistemas, por exemplo, ataque direto da Internet ou conteúdo malicioso, como ransomware/malware; 9% por ação interna maliciosa e 6% por causa interna acidental.

 “Com o trabalho em casa, agora generalizado por causa da pandemia, a segurança em torno do acesso e autenticação se tornou um ponto crítico. Um treinamento de funcionários bem realizado pode reduzir significativamente as consequências de um evento cyber, especialmente na identificação de phishing e esquemas maliciosos em e-mails comerciais”, explica Gustavo Galrão, Diretor Regional de Linhas Financeiras AGCS Ibero/Latam. O executivo complementa ainda que ter um bom plano de continuidade de negócios, que contemple coberturas para um incidente cibernético, são fundamentais para minimizar o impacto financeiro. 

Seja por resultado de um ciberataque externo, erro humano ou uma falha técnica, a interrupção de negócios é o principal fator de custo por trás das reivindicações cibernéticas, o que representa cerca de 60% do valor de todos os sinistros analisados. Em segundo lugar estão os custos associados com os casos de violação de dados.

CNseg faz adesão à iniciativa Investidores pelo Clima (IPC)

Fonte: CNseg

Mais uma ação engajadora assegura à Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg protagonismo institucional na busca da mitigação dos riscos climáticos. Desta vez, trata-se de sua adesão à iniciativa Investidores pelo Clima (IPC), coordenada pela consultoria de finanças sustentáveis SITAWI, e com apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS).

Dessa forma, a CNseg assume responsabilidade pública de apoiar ações que promovam investimentos verdes e, ao mesmo tempo, em favor da resiliência social, tendo em vista que o setor segurador, por meio de ações decisivas, quer seja na política de subscrição de riscos, quer seja na seleção de ativos de seu portfólio de investimentos, pode facilitar a transição para uma economia de baixo carbono.

Entendendo que o compromisso de mitigar os riscos e ampliar oportunidades de negócios diante do cenário de mudanças climáticas é tarefa dos setores público e privado, a CNseg se propõe a mobilizar esforços para construção de uma agenda colaborativa do setor em torno de questões como sustentabilidade econômica, ambiental, social e de governança (ASG), sempre que possível, nas estratégias de investimentos das seguradoras. Como um dos maiores investidores institucionais do País, com ativos equivalentes a 27% da dívida pública brasileira, o setor tem recursos e interesse em investir em ativos que considerem aspectos ASG.

Em seu primeiro ciclo de reuniões com investidores, o IPC desenvolveu o “Guia de Descarbonização de Portfólios”, cujo objetivo é apresentar as etapas, as estratégias e as ferramentas para mensuração, avaliação e reporte da intensidade de carbono do portfólio de investimentos. Para o segundo ciclo de reuniões o IPC pretende levar para Glasgow, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 26), uma representação fidedigna da atual situação climática nacional. O encontro é uma oportunidade para a comunidade internacional entrar em consenso sobre mecanismos aplicáveis globalmente visando a mitigação das mudanças climáticas.

Embora recente, a iniciativa do IPC conta com outras 21 grandes organizações, como instituições financeiras, gestoras de ativos, fundos de pensão e seguradoras que participam da iniciativa. Trata-se, enfim, de uma iniciativa que visa engajar os investidores nacionais em torno da mitigação das ameaças climáticas.

Qualicorp compra carteiras com 10 mil clientes de Unimeds no segmento coletivo por adesão

Fonte: Qualicorp

A Qualicorp, administradora de planos de saúde coletivos, firmou acordo para a compra de duas carteiras de clientes no segmento de planos de saúde coletivos por adesão, somando 10 mil beneficiários. As aquisições reforçam a estratégia de regionalização, fortalecimento do relacionamento da Quali com as Unimeds e a ampliação de acordos com parceiros locais em diversos estados do País. 

O primeiro contrato envolve as carteiras de planos privados de assistência à saúde com cerca de 7,9 mil vidas, no segmento coletivo por adesão e no segmento de pequenas e médias empresas (PME), da administradora de benefícios Gestão Adm, localizada em Natal (RN). A carteira é atendida pela Unimed Natal.  

O segundo acordo engloba a carteira de planos de saúde com cerca de 2,3 mil vidas, todas no segmento de adesão, da ACIAP (Associação Comercial, Industrial, Agropastoril e Prestadora de Serviços de Barra Mansa). Neste caso, a carteira tem atendimento realizado pela Unimed Barra Mansa (RJ). 

As transações, que envolvem apenas os direitos e obrigações das carteiras, marcam o início da parceria da Quali com a Unimed Natal e Unimed Barra Mansa. “As aquisições reforçam nossa estratégia de crescimento por meio de parcerias locais, observando as oportunidades em todas as regiões do País, inclusive com o fortalecimento do relacionamento da Quali com a diversas operadores do sistema Unimed”, destaca Elton Carluci, vice-presidente Comercial, de Inovação e Novos Negócios da Quali.

A Qualicorp segue atenta às oportunidades para ampliar seu portfólio de produtos, operadoras e ofertar opções mais acessíveis de planos de saúde à população. “Permanecemos atentos ao mercado de forma a avaliar oportunidades que adicionem valor à Companhia, aumentem a presença da Quali em diferentes operadoras e fortaleçam nosso portfólio por meio de aquisições ou de forma orgânica, nosso principal foco de crescimento”, diz Eduardo Oliveira, diretor de fusões e aquisições (M&A) e desenvolvimento de negócios da Qualicorp. 

A conclusão da compra das duas carteiras está sujeita ao cumprimento de condições usuais neste tipo de operação.

A compra das duas carteiras soma-se às 1,2 milhão de vidas que a Qualicorp possui em seu portfólio na categoria adesão médico-hospitalar. Já a Unimed Natal e a Unimed Barra Mansa passam a integrar a lista de mais de duas dezenas de Unimeds parceiras da Quali em todo o Brasil. Atualmente, a Companhia possui acordos com mais de mais de 85 operadoras de planos de saúde.

Prudential do Brasil contrata Dennys Rosini como diretor de produtos

A seguradora Prudential do Brasil, a maior independente do país no mercado de Seguros de Pessoas, tem um novo diretor de Produtos, Dennys Rosini. Com 20 anos de experiência, o executivo apoiará a estratégia de crescimento sustentável da companhia por meio da gestão integrada da carteira de produtos de Vida Individual e Seguros Coletivos, trazendo ainda mais sinergia entre os canais e analisando oportunidades de mercado. Dennys, que se reportará diretamente ao vice-presidente de Marketing&Digital, Carlos Cortez, tem passagens por empresas como Zurich Brasil Seguros, Unibanco AIG-Itaú, Santander Seguros, MetLife e Chubb Seguros, na qual atuou nos últimos seis anos como diretor de Seguros de Vida.

IPO da Caixa Seguridade pode levantar até R$ 5,7 bi; empresa define faixa de preço das ações

Fonte: Agência Estado, por Aline Bronzati

A Caixa Seguridade, holding de seguros da Caixa Econômica Federal, definiu os preços indicativos para suas ações na abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) prevista para este mês. A faixa vai de R$ 9,33 a R$ 12,67 por ação. Se a oferta sair no topo do preço, a empresa pode levantar até R$ 5,7 bilhões.

O avanço do IPO da Caixa Seguridade ocorre a despeito do ambiente da maior aversão às estatais no Brasil diante de episódios de interferência do governo Bolsonaro em companhias como Petrobrás e Banco do Brasil. Nesse sentido, a estratégia da companhia, que vem monitorando o humor mercado de mercado, é vender uma fatia menor na oferta base.

A ideia da Caixa, dona da holding, é oferecer somente 15% do negócio, e ainda um lote adicional. Antes, cogitava-se 30%. Mais adiante, com a companhia já listada, o banco poderia fazer uma oferta secundária, o chamado follow on, no jargão do mercado, conforme antecipou o Estadão/Broadcast.

Momento de insegurança

Conforme mostrou o Estadão, várias empresas estão desistindo de abrir o capital neste momento, por conta do avanço da covid-19 e também do aumento dos ruídos políticos, que acabam atrapalhando a economia. Neste ano, 18 empresas já anunciaram que vão adiar seu IPO.

Enquanto se preparava para abrir capital, a Caixa Seguridade conseguiu entregar tudo o que prometeu aos investidores no passado, o que pode ajudar a conter o cenário mais adverso para estatais no Brasil. Na última quarta-feira, anunciou a conclusão da implementação de mais duas parcerias. Uma com a já sócia francesa CNP Assurances, na área de consórcios, e outra com a brasileira Icatu, em capitalização.

O movimento encerra um processo de reestruturação da operação de seguros da Caixa que rendeu R$ 10 bilhões ao banco público a partir da venda da exclusividade de seu balcão a companhias nacionais e estrangeiras. Além de cinco joint ventures com seguradoras, estruturou uma corretora de seguros 100% própria, que é parte importante na receita de seguros para bancos, e também selou parceria com outras três corretoras para turbinar a distribuição de apólices Brasil afora.

A leitura na Caixa é a de que retomar a conversa com os investidores para o IPO, com toda a lição de casa feita pode render frutos, ainda que pese um cenário mais adverso para estatais no Brasil. Isso porque a operacionalização das parcerias prometidas mitiga os riscos de não-execução, afirma uma fonte, que prefere não ser identificada. O próprio presidente da Caixa, Pedro Guimarães, já disse não ver motivos para aversão de investidores a estatais.

Além de vender uma fatia menor na bolsa — a orientação da Caixa é desovar o “mínimo possível”, afirma outra fonte, o banco também quer lotar a operação com ordens do varejo, aproveitando o crescimento no número de investidores na Bolsa diante do cenário de juros baixos. O objetivo é distribuir, ao menos, 50% do seu IPO para investidores pessoas físicas. Também deverá contar com uma ajuda dos funcionários da instituição, que poderão comprar ações, fora o segmento private, aqueles dos mais ricos.

Valor de mercado

No passado, a oferta da Caixa Seguridade era estimada em R$ 15 bilhões, e o objetivo do banco público era avaliá-la entre R$ 50 bilhões e R$ 60 bilhões. Agora, esse deve ser o patamar a ser alcançado nos próximos anos, após ser listada em Bolsa, equiparando-se, assim à BB Seguridade, que vale R$ 49,5 bilhões na B3.

O IPO da Caixa Seguridade foi paralisado em meio à pandemia e retomado este ano. Em sua nova tentativa de se listar na Bolsa, a companhia protocolou o pedido junto à CVM no início de março. A operação está sendo estruturada pela própria Caixa, ao lado de Morgan Stanley, Bank of America, Itaú BBA, Credit Suisse e UBS BB. O Banco do Brasil também está na operação e será responsável por incrementar a oferta junto ao varejo, ao lado da Caixa.

MAG Seguros desenvolve 11 projetos criados na parceria com a PUC Rio

O Insurtech Innovation Program, que é uma parceria do MAG Seguros e IRB Brasil RE com a PUC Rio, completou três anos com muitas conquistas e chega a sua 4ª edição neste ano. O programa visa desenvolver alunos de graduação em conhecimentos de inovação e ferramentas tecnológicas como inteligência artificial, machine learning, internet das coisas e blockchain. A partir disso, o Insurtech incentiva a busca por soluções que possam contribuir com o mercado de seguros e resseguros a partir de diferentes temas, como longevidade, relacionamento com o cliente e novos produtos. 

O blog Sonho Seguro conversou com Renata Loyola, superintendente de Gestão da Inovação da MAG Seguros, para contar quais as conquistas, desafios e expectativas para 2021. Acompanhe a entrevista.

Quais as principais ações?

O programa visa desenvolver inovações em processos, produtos e serviços para o Grupo Mongeral Aegon e ao mesmo tempo capacitar os colaboradores da empresa permitindo que eles participem do desenvolvimento destes projetos em parceria com os alunos universitários. O programa que tem duração de 12 meses, conta com metodologia de inovação desenvolvida pela Apple, um corpo docente especializado da PUC-Rio e uma série de iniciativas que visam aproximar os alunos e os colaboradores do universo de inovação, tecnologia e empreendedorismo. Os projetos do programa são desenvolvidos tendo como base a estratégia da companhia.

Quantas pessoas já participaram?

Já tivemos 159 colaboradores envolvidos no programa, considerando aqueles que exerceram papeis de participantes, padrinhos e banca dos Pitchs. Além disso, tivemos mais de 1300 alunos universitários inscritos, 105 deles foram selecionados para participar do programa, representando 99 instituições de ensino, 98 cursos e 18 estados diferentes.

Quantas ideias já foram estruturadas e quantas selecionadas?

Considerando os últimos três anos do programa foram desenvolvidas 83 ideias e 11 delas foram priorizados para desenvolvimento na MAG. Este resultado representa uma conversão de projetos de inovação de mais de 13%.

Quais os projetos mais relevantes?

Radial é um aplicativo para o seguro On Demand baseado em geolocalização e tempo de uso. O segurado marca no aplicativo quais áreas são consideradas “seguras” para ele, permitindo que a ativação e desativação do seguro aconteça de forma automática. Ensure é um aplicativo de autenticação de identidade por foto e confirmação das coberturas contratadas pelo cliente. Ele visa aumentar a segurança na contratação do seguro. Kangoo é um produto on demand para a época de gestação, o qual irá permitir um apoio financeiro para a gestante no caso de alguma ocorrência grave nesse período.

Quantas viraram realidade e quais se destacam?

Seis projetos foram efetivamente implementados na companhia e outros cinco foram priorizados para implementação. Destacamos o projeto radial, pois o conceito de seguros on demand utilizando geolocalização foi utilizando como inspiração na estruturação da nova empresa de seguros on demanda do Grupo Mongeral Aegon, a Simple2u.

O que o programa tem previsto para 2021?

Para 2021 estamos apostando na diversidade como um diferencial do programa, pois pela primeira vez conseguimos abrir as inscrições para alunos universitários de todo o Brasil em razão do modelo 100% online.

Quais as áreas de maior interesse para a MAG em inovação?

Temos como estratégia investir em Inovação em produtos, inovação para produtividade, novos modelos de negócios e captação de talentos com mentalidade inovadora.

Três perguntas para Ismar Torres

Ismar torres

Fonte: Boletim Líder Seguradora

José Ismar Alves Tôrres assumiu a gestão da Seguradora Líder em dezembro de 2016. Em pouco mais de quatro anos, Tôrres liderou uma série de transformações na gestão do Seguro DPVAT, especialmente nas áreas de simplificação e celeridade dos processos; controles internos e compliance; e combate às fraudes. No dia 31 de março, Ismar despediu-se da Companhia e, no seu lugar, assume Leandro Martins Alves, que até o final de março ocupava o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Seguradora. 

Para relembrar a trajetória de mudanças realizadas na Seguradora Líder nos últimos anos, Ismar Tôrres é o convidado da seção “Três Perguntas para” da newsletter da Companhia. Confira a entrevista na íntegra abaixo:

Como você descreveria a gestão do Seguro DPVAT pela Seguradora Líder nos últimos quatros anos, período em que esteve à frente da Companhia? 

Estar à frente da Diretoria Executiva da Seguradora Líder desde 2016, guiando as transformações necessárias para o aperfeiçoamento de um produto tão único e de uma dimensão social sem igual, como o Seguro DPVAT, foi uma honra. 

Ao longo deste tempo, trabalhamos com o propósito de assegurar o acesso facilitado e o olhar ainda mais atento ao atendimento amplo, digno, humano e empático aos mais de 211 milhões de brasileiros que têm direito a este benefício. Afinal, no país em que uma pessoa morre no trânsito a cada 15 minutos e que, por ano, acumula cerca de 300 mil indenizações para vítimas de acidentes em ruas, estradas e rodovias, o Seguro DPVAT é, muitas vezes, o único recurso que as vítimas e seus familiares têm para se reerguer.

Visando garantir sempre a destinação correta e transparente deste benefício, com processos otimizados e ágeis, realizamos mudanças significativas na gestão ao longo dos últimos quatro anos para apresentar um trabalho cada vez mais eficiente. Eficiência foi a nossa palavra-chave dos últimos anos. Mesmo com a queda expressiva da arrecadação, decorrente das reduções, ano após ano, do prêmio do Seguro DPVAT, conseguimos reduzir em mais de 55% as despesas da operação entre 2016 e 2020, permitindo uma economia de R$632 milhões. 

Quais as realizações que você mais se orgulha ao longo deste período?

Ao longo destes quatro anos, trabalhamos incansavelmente em melhorias e aprimoramento, visando sempre atender da melhor forma à população, e cada ação tomada neste sentido me traz muito orgulho. Me sinto realizado de saber que trabalhamos focados em facilitar a vida das pessoas, principalmente em um momento tão difícil.

Entre as ações, investimos de forma maciça no combate às fraudes contra o Seguro DPVAT. Nos últimos anos, passamos a utilizar sistemas com machine learning e inteligência artificial, aumentando a eficácia de prevenção de fraudes através de modelos matemáticos avançados. Além disso, os casos considerados merecedores de apuração mais detalhada são enviados, ainda, para uma equipe que investiga in loco a existência de irregularidades, garantindo que as indenizações sejam pagas aos reais beneficiários do seguro. Mais de 10 mil pedidos de indenização indevidos já foram evitados pelos sistemas da Seguradora Líder nos últimos dois anos, representando perdas evitadas de mais de R$ 70,8 milhões. Quando uma fraude é identificada, a Seguradora Líder encaminha uma notícia-crime ou uma representação disciplinar aos órgãos competentes. Nos últimos dois anos, em todo o País, as ações proativas da Seguradora Líder já resultaram em 94 sentenças condenatórias, 130 condenados, 34 prisões e 103 cancelamentos, suspensões ou cassações de registros em órgãos de classe. 

O mercado segurador também reconheceu esses importantes avanços da Seguradora Líder: em 2019, o modelo de combate às fraudes do Consórcio do Seguro DPVAT foi vencedor do Prêmio de Inovação em Seguros da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

Além disso, foram criados processos para simplificar a vida do beneficiário, tais como a redução de documentos necessários para dar entrada no pedido de indenização; padronização da jornada do cliente em todos os canais de atendimento, com a adoção de plataforma omnichanel; lançamento do aplicativo Seguro DPVAT, permitindo a abertura do sinistro de forma remota – o que facilitou, também, a entrada no processo de indenização durante a pandemia –; e o desenvolvimento do Assistente Virtual da Seguradora Líder, disponível via chat e WhatsApp para acelerar o atendimento dos nossos clientes.

Todo esse trabalho fez com que reduzíssemos em mais de 70% o tempo médio de pagamento das indenizações – que em janeiro de 2017 era de 74 dias e, em dezembro de 2020, de 21 dias. 

Também tenho muito orgulho de dizer que, nos últimos quatro anos, o Consórcio do Seguro DPVAT fortaleceu os sistemas de Gestão de Riscos e Controles nas três linhas de defesa, com contratação de profissionais experientes de mercado para a liderança da segunda linha (Riscos, Compliance e Controles Internos) e da terceira linha (Auditoria Interna). A governança de riscos da Seguradora Líder foi reestruturada com a criação de comissões, políticas, gestão de riscos e diligência de parceiros de negócio. Foram aprimorados, ainda, todo o mapa de Riscos Corporativos e das matrizes de processos, riscos e controles, assim como foi revista toda a estrutura de normativos internos, através de uma governança robusta. Criamos, ainda, um Programa de Integridade, que passou do nível de maturidade de 52% para o de 74%, sete pontos percentuais acima do mercado segurador, de acordo com diagnóstico realizado em 2020, por empresa de renome contratada para tal finalidade. Criamos, ainda, em 2017 um Portal da Integridade com todos os dados sobre a operação do Seguro DPVAT, reforçando a transparência da Seguradora Líder.

E como você enxerga a importância deste seguro social para a sociedade brasileira no atual momento, em que o país enfrenta uma das piores crises sociais e econômicas?

O Seguro DPVAT propicia uma importante reparação social ao proteger os mais de 211 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito, especialmente os de renda mais baixa. Em um país com mais de 450 mil mortos no trânsito nos últimos dez anos e com menos de 30% da frota em circulação circulando com algum seguro facultativo contratado, o DPVAT se torna, em muitos casos, o único amparo financeiro de milhares de famílias. 

A tragédia do trânsito brasileiro muitas vezes transforma em vítima o provedor da casa. Diante deste cenário, o Seguro DPVAT se torna, cada vez mais importante para a sociedade brasileira, principalmente em um momento de constante empobrecimento da população, assolada por uma grave crise econômico-social. O seguro pode ser, para essas famílias, a garantia de cerca de um salário-mínimo por mês, mesmo com uma importância segurada não reajustada há mais de 13 anos, para muitos beneficiários, vítimas do trânsito brasileiro.

O Seguro DPVAT deveria ser visto, portanto, como uma política de Estado, tendo em conta o seu caráter e alcance social abrangente, beneficiando principalmente as classes sociais menos favorecidas. Este é um produto que vem sendo aperfeiçoado na linha do tempo, desde a sua criação. É um direito e uma conquista de toda a sociedade brasileira.