Swiss Re anuncia redução de carbono para carteira de investimentos

Christian Mumenthaler Swiss Re

A Swiss Re anunciou hoje novas medidas para apoiar a transição para uma economia zero carbono, abrangendo tanto a gestão de ativos quanto a subscrição, bem como suas próprias operações. “As mudanças climáticas continuam sendo o maior desafio que enfrentamos como sociedade. As apostas são altas e requerem atenção imediata. Associar-se a emissões líquidas zero até 2050 e definir metas climáticas concretas são primeiros passos importantes. O que precisa acontecer agora é ação. Estamos avançando em todas as áreas do nosso negócio para acelerar a transição para o carbono zero“, disse o CEO do Grupo Swiss Re, Christian Mumenthaler.

Como membro fundador da Net-Zero Asset Owner Alliance, organizada pelas Nações Unidas, a Swiss Re se comprometeu a fazer a transição de seu portfólio de investimentos para emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050.

Entre as metas, a Swiss Re anunciou:

  • – Meta de redução da intensidade de carbono para 2025 de 35% para títulos corporativos e carteira de ações listadas; carteira de imóveis diretos já à frente do caminho de 1,5 ° C em 2025.
    – Objetivo de longo prazo de saída dos ativos baseados no carvão para a carteira até 2030.
    – A Swiss Re se envolverá sistematicamente com empresas de portfólio no desenvolvimento de estratégias climáticas como parte de uma estrutura de envolvimento mais ampla.
    – Meta de aumentar os investimentos em infraestrutura renovável e social em US$ 750 milhões. Além disso, meta de expandir a exposição a títulos verdes, sociais e de sustentabilidade para US$ 4 bilhões até o final de 2024 (de US $ 2,6 bilhões no final de 2020).
    – A Swiss Re apresentará um relatório anual sobre o progresso em direção às metas.
    – As metas se baseiam na redução já substancial das intensidades de carbono nos títulos corporativos da Swiss Re e na carteira de ações listadas de cerca de 30% entre 2015 e 2018.

Leia mais detalhes no portal da Swiss Re

Sompo contrata Daniel de Rosa como diretor executivo de TI

Daniel de Rosa - GRUPO SOMPO I

Fonte: Sompo

O Grupo Sompo acaba de contratar Daniel de Rosa como novo diretor executivo de Tecnologia da Informação no Brasil. O executivo, que atua há mais de 30 anos no setor de TI em cargos de liderança em seguradoras, bancos e consultorias de mercado; chega para contribuir com as estratégias de expansão do market share e a abrangência de atuação do grupo segurador no mercado nacional.   

“O Grupo Sompo é reconhecido no mercado por conta dos investimentos em inovação que vem implementando nos anos recentes. Pretendo contribuir para que o grupo continue a desenvolver novas soluções que, além de serem reconhecidas pela inovação, também tragam mais eficiência e incrementem a jornada dos clientes junto à companhia”, destaca Daniel de Rosa.

Daniel de Rosa conta com mais de três décadas de experiência na área de Tecnologia da Informação, com atuação em empresas nacionais e estrangeiras dos setores de Serviços Financeiros, Indústria Automotiva, Pesquisa de Mercado e Consultoria. Liderou gestão global de TI e em áreas multifuncionais como Processos, Operações, Segurança da Informação e Prevenção a Fraudes. Como executivo, liderou processos de estruturação das áreas de TI e Negócios localmente e no exterior, desenvolveu planejamentos estratégicos de TI alinhado à estratégia das companhias, além de comandar migrações de Datacenter, reestruturações de processos de Operações com foco em eficiência e grandes projetos no mercado financeiro e de seguros. É graduado em Ciências da Computação (Universidade São Judas Tadeu). Em entidades representativas, já ocupou a posição de Membro e Presidente do Conselho de Tecnologia da CIP (Câmara Interbancária de Pagamentos) e Coordenador da Febraban no GT de Mensagens do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) do Banco Central do Brasil.

“O grupo Sompo investe em infraestrutura e inovação na área de TI há anos, com foco estratégico em dinamizar negócios e agregar valor no relacionamento com parceiros de negócios e segurados. Daniel de Rosa é um profissional com ampla vivência de mercado e sua chegada traz um olhar mais estratégico na condução dos investimentos que devem ser implementados nos próximos anos”, destaca Alfredo Lalia Neto, CEO do Grupo Sompo no Brasil.

Crescimento do PIB ainda incerto pressiona inflação e aumento de juros, avalia CNseg

pedro simoes, CNSEG

Segundo Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, o agravamento da pandemia no País tem custos diretos, atribuídos às maiores restrições à circulação das pessoas e fechamento total ou parcial de negócios para diminuir o contágio, quanto indiretos, ligados à queda da confiança de empresários e consumidores e também de investidores internacionais, o que tende a manter o câmbio pressionado, dificultando o controle da inflação, mesmo em um cenário de atividade muito fraca. “Isso sem dúvida retarda a recuperação que estávamos observando até o final do ano passado”, comentou ele nesta segunda-feira, após a divulgação do Boletim Focus, do Banco Central. 

O economista afirma que a principal variável para determinar se o segundo trimestre também pode ser comprometido está na única solução possível para resolver simultaneamente as crises sanitária e econômica: a vacinação. “Mesmo que seja difícil acreditar que os gargalos estejam solucionados até lá, se houver indicações disso, alguma confiança já pode ser retomada. Nesse sentido, a decisão de que estados, municípios e até mesmo empresas poderão adquirir doses é positiva”, acrescenta. 

Outro destaque desta semana está na reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), que na quarta feira divulgará como fica a taxa básica de juros da economia, a Selic. A aposta dos analistas que mais acertam é de que a taxa subirá meio ponto percentual, para 2,50% ao ano. “Geralmente associamos aumentos de juros a um cenário mais negativo do ponto de vista de atividade, mas a atual situação é tão excepcional que o aumento nesse momento sinaliza o início de um retorno a alguma normalidade na economia, dado que juros reais negativos não parecem ser compatíveis com um país com o fiscal tão apertado como o nosso, o que se manifesta na nossa taxa de câmbio muito mais depreciada que a de nossos pares emergentes, afetando a inflação”, comenta. 

Do ponto de vista do setor, acrescenta Simões, tal aumento pode ser visto como positivo não apenas porque é o recomendado do ponto de vista macroeconômico, melhorando o ambiente de negócios, como também aumenta a remuneração das grandes reservas técnicas das seguradoras, que totalizam mais de R$ 1,3 trilhão. 

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

IRB Brasil RE tem novo diretor na Argentina

IRB Brasil RE Argentina

Fonte: IRB

O IRB Brasil RE anunciou que Facundo Jorge Montenegro vai comandar as operações do ressegurador no escritório de Buenos Aires, na Argentina. Com mais de 40 anos no mercado, a maioria deles dedicados ao setor financeiro e de seguros – principalmente patrimoniais e de pessoas – o novo diretor vai atuar diretamente com a vice-presidente Executiva de Resseguros do IRB Brasil RE, Isabel Blazquez Solano. 

“O IRB está entre os dez primeiros resseguradores do mercado argentino. Para ampliar nossa participação, teremos foco no apoio aos clientes, visando a geração de negócios mais rentáveis. Vamos alinhar nossa atuação às necessidades do mercado, criando sinergias e identificando oportunidades de melhoria e inovação”, afirma Facundo, destacando que o escritório atuará no mercado argentino e também no Chile, Paraguai e Uruguai. 

Especialista em Seguros de Danos e Responsabilidades, Facundo atuou como presidente executivo na Companhia de Seguros La Occidental e também na Zurich Seguros, ambas na Venezuela. Teve ainda passagem na Liberty, na Argentina, como diretor técnico de patrimoniais. Recentemente, fazia parte da equipe da Generali Brasil Seguros, na diretoria Técnica, Operacional e de TI, onde permaneceu por dois anos.  

Willis Towers Watson apresenta relatório de tendências dos custos médicos em 2021

custo da saude
  • Fonte: Willis

A Willis Towers Watson, empresa global líder em consultoria, corretagem e soluções, acaba de divulgar os resultados do estudo “Global Medical Trends” que aponta as tendências de evolução dos custos médicos em diversos países para 2021. A pesquisa é realizada todos os anos entre os meses de julho e setembro. Nesta edição, participaram 287 das principais seguradoras no mundo, representando 76 países.

De acordo com o relatório, a tendência é de que a taxa de inflação médica global seja de mais de 8% em 2021. A América Latina é a região que registra as maiores altas com uma projeção de 13,6% em 2021.

Para Walderez Fogarolli, diretora de gestão de saúde da Willis Towers Watson, o cenário de alta nos custos tem como causa principal apostergação dos tratamentos causados pela pandemia, o que pode levar ao agravamento das condições de saúde e a alguns aumentos inesperados de custos, como os de equipamentos de proteção individual.

“No Brasil, a redução significativa na utilização dos recursos de saúde resultou em uma taxa média de 9,4% para 2020, algo que não se via há muito tempo. A tendência é que volte aos dois dígitos em 2021 à medida que a demanda e a utilização aumentem. Entretanto, a taxa média deve ficar em torno de 11,21%, um pouco abaixo dos anos anteriores em função de vários fatores, como a recessão econômica e a introdução da telemedicina”, explica.

A especialista complementa que aprovada como medida temporária para este ano, espera-se que a telemedicina se torne permanente e melhore a utilização e o acesso para alguns, ao mesmo tempo em que ajude a gerenciar os custos. Um outro fator que pode impactar a tendência de custos médicos no país é a revisão periódica que é feita pela ANS nas coberturas mínimas obrigatórias nos planos médicos.

Telemedicina

O estudo também traz dados de como estão as práticas relacionadas à implementação da telemedicina. No mundo, cerca de 50% das seguradoras oferecem o atendimento por telemedicina em todos os planos. Na América Latina, essa parcela é de 46%.

Segundo Walderez Fogarolli, a pandemia tem ajudado a acelerar a implementação da telemedicina em muitos países. No Brasil, por exemplo, onde seguradoras e hospitais já vinham desenvolvendo capacitação e se preparando há algum tempo, a telemedicina foi regulamentada provisoriamente em março de 2020, enquanto vigorar a pandemia. “Essa modalidade pode ser usada como ferramenta para triagem e encaminhamento ao atendimento médico apropriado, facilitando o acesso e diminuindo o tempo de espera e o risco para alguns pacientes”, explica.

Metade das seguradoras da América Latina informou que, atualmente, 10% a 19% dos segurados realizam consultas com médico generalista via telemedicina. A perspectiva, segundo 22% das seguradoras ouvidas, é que até o final de 2021, de 20% a 29% dos segurados usem a telemedicina para estas consultas.

Susep propõe simplificação dos seguros de responsabilidade civil

Solange Vieira Susep

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou, em reunião ordinária do Conselho Diretor, realizada em 04 de março de 2021, a abertura de consulta pública sobre a norma que revisa e consolida as regras aplicáveis aos seguros de responsabilidade civil, dando continuidade ao processo de simplificação regulatória, flexibilização na elaboração de produtos e estímulo à inovação.  

A minuta de circular prevê a revogação de cinco normas que dispõem sobre o segmento de responsabilidades, inclusive estabelecendo o fim dos planos padronizados do seguro de responsabilidade civil geral, que engessam a oferta de produtos.  

A superintendente da Susep, Solange Vieira, explica que a medida é fundamental para permitir maior competição, viabilizando a oferta de produtos mais adequados às necessidades dos segurados. “Com a maior liberdade para estruturação dos produtos espera-se que as seguradoras elaborem contratos mais simples, objetivos e de fácil entendimento para seus clientes, aumentando a oferta de produtos existentes no mercado”, afirma.  

O novo normativo adequa os seguros de responsabilidade civil aos avanços da norma geral de seguros de danos (Circular Susep nº 621/2021), simplificando as regras específicas do segmento, dando continuidade ao processo de redução das amarras regulatórias, possibilitando a diversificação dos produtos, com o objetivo de expandir a utilização destes seguros para proteção do patrimônio dos cidadãos e das empresas. 

Indenizações a terceiros 

“Neste sentido, a proposta pode agilizar e simplificar, por exemplo, o pagamento de indenizações, pois permite contratos que estabeleçam que a seguradora indenizará diretamente um terceiro sem que o segurado precise desembolsar qualquer valor previamente”, explica Igor Lourenço, diretor técnico da Autarquia.  

Outro avanço importante é a possibilidade de produtos sem limites predefinidos por cobertura, permitindo-se a utilização de todo o valor contratado para diferentes coberturas ou garantias conforme a necessidade de segurado, conferindo maior flexibilidade aos contratos. 

Além disso, a norma autoriza que as seguradoras paguem indenizações impostas por decisões administrativas do Poder Público, como o TCU por exemplo, o que não é permitido atualmente.  

As linhas de negócio de responsabilidade civil vêm registrando crescimento contínuo nos últimos anos. Entre 2015 até 2020, houve crescimento nominal da ordem de 175%, com o segmento contabilizando total de R$ 2,6 bilhões de prêmios de seguros em 2020. O destaque vem sendo o ramo de responsabilidade civil geral, com cerca de R$ 1,2 bilhões em prêmios subscritos no ano de 2020, seguido dos de responsabilidade civil para diretores e administradores, com R$ 920 milhões.  

Mais acesso ao seguro 

A expectativa também é que as mudanças propostas colaborem com o desenvolvimento e crescimento do setor do Brasil, aumentando o acesso ao seguro. Dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostram que há significativo espaço para crescimento do setor. No final de 2020, os seguros de responsabilidade civil somaram, em prêmios, aproximadamente R$ 2,6 bilhões, o que representa 0,06% do PIB e apenas 3,3% dos prêmios de seguros de danos no Brasil, enquanto, outros países sul-americanos apresentam números superiores. Somente em 2019, Colômbia e Uruguai já registravam prêmios de seguros de danos equivalendo a 0,11% do PIB, e o Equador, 0,07%. Em países mais desenvolvidos, como Austrália, Alemanha e EUA, os números em relação ao PIB foram ainda mais expressivos –  respectivamente 0,31%, 0,34% e 0,63%, ou seja, entre 5 a 10 vezes maior do que o verificado no Brasil. 

A Consulta Pública nº 06/2021 ficará aberta por 30 dias para receber sugestões dos cidadãos. Para acessá-la, clique aqui.

Artigo: Dia do Consumidor, uma data para reflexão de todos

solange cnseg

por Solange Beatriz Palheiro Mendes*

Desde 2015, a Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg promove o “Colóquio de Proteção do Consumidor de Seguros”, realizado em todas as regiões do País.  Oito edições do evento já foram promovidas, reunindo representantes de seguradoras e dos Procons de diversos estados, com o objetivo de discutir problemas e soluções para as queixas mais frequentes dos consumidores referentes ao setor segurador nacional. As questões mais críticas apontadas nos colóquios são posteriormente tratadas nas Comissões Técnicas da CNseg, compostas por representantes de diversas áreas de seguradoras, a fim de que o legado do Colóquio gere entregas efetivas para harmonizar a relação entre consumidor e empresa.

O empoderamento do consumidor é uma prioridade no campo institucional. Assume, na verdade, ares ainda mais estratégicos em um quadro de enormes dificuldades. A educação securitária promovida pela Confederação Nacional das Seguradoras – por meio das iniciativas que integram o seu Programa de Educação em Seguros, como livretos, estudos, podcasts, publicações e parceria com instituições de ensino – e o diálogo transparente com os órgãos de defesa do consumidor contribuem para disseminar a cultura do seguro. Ao mesmo tempo, delimitam os direitos e deveres das partes que participam de um modelo de negócio regido pelo mutualismo.  

O conceito do mutualismo é basilar e caro para o setor segurador e significa que seus produtos cobrem o que foi acordado contratualmente. Toda vez que o interesse individual se sobrepõe ao coletivo, como ocorre em ações que pleiteiam riscos não contratados, acarreta  aos participantes – consumidores e seguradoras – o ônus de suportarem os prejuízos.

O setor segurador nacional está de portas abertas para incorporar novos consumidores e reduzir vulnerabilidades e enfrentar os riscos, que  nos desafiam com uma frequência acima do imaginado nos últimos tempos, comprometendo, às vezes, patrimônios, bem-estar e qualidade de vida tão arduamente conquistados. 

Estar entre as escolhas do consumidor é motivo de enorme honra  e  responsabilidade, sobretudo em um ano de pandemia e seus danos prolongados, mas não nos deixa na zona de conforto. O Dia do Consumidor é, sem dúvida, um importante incentivo à realização de um balanço do relacionamento entre empresa e cliente. Relação que pode ser sempre aprimorada, em benefício de todos na construção de uma sociedade livre, justa e também mais solidária.

*Solange Beatriz Palheiro Mendes é Diretora-Executiva da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg

Inter Seguros simplifica o mercado e cresce 472% em 2020

paulo padilha banco inter

Fonte: Inter Seguros

Enquanto as vendas gerais de seguros patinaram em 2020, impactadas pela pandemia e a ausência de balcão para realizar operações físicas, o Inter viu sua vertical dedicada ao setor crescer 472%, em comparação a 2019, e atingir a marca de 265 mil vendas. Aliada ao crescimento, a Inter Seguros incorporou novos produtos em seu portfólio e hoje tem a plataforma de proteção mais completa do Brasil, com 16 opções digitais – de seguro para pet à compra de imóvel, até os tradicionais residencial, auto e vida.  

“O mercado de seguros no Brasil é mais um setor que reluta em acordar para a transformação digital e a necessidade de oferecer o que realmente interessa aos clientes”, afirma Paulo Padilha, CEO da Inter Seguros. “Enquanto muitas iniciativas digitais ainda focam em um ou dois produtos tradicionais, e os grandes bancos insistem em empurrar aquilo que o cliente não precisa, o Inter apostou numa plataforma única de oferta de produtos de seguridade”, completa. 

A contratação de seguros no Inter é totalmente digital e sem intermediários, feitas pelo aplicativo, com poucos cliques o cliente escolhe a opção que faz mais sentido para seu momento de vida. A oferta customizada de produtos é feita por meio de algoritmos que entendem cada perfil de cliente, com uso de inteligência artificial, sem a presença de um gerente para empurrar produtos indesejados.  

Enquanto as insurtechs (startups que aliam tecnologia e seguros) atuam com margens apertadas, ou até mesmo negativas, a Inter Seguros é a vertical de negócio com maior margem do Inter, com 89,2% de EBITDA, em valores absolutos o resultado é de R$ 34,2 milhões em 2020. “O desempenho foi acima do esperado, quando nem se sabia sobre os impactos da pandemia, fruto de uma oferta simplificada, assertiva e focada no cliente, aliada à taxa de cancelamento abaixo da média de mercado, o que traz ao nosso modelo negócio resiliência e escala”, conclui Padilha. 

Para chancelar o potencial do modelo de negócio do Inter, a Liberty Seguros, multinacional que, em 2018, celebrou um acordo de R$ 12 milhões, por dez anos de exclusividade, reviu o contrato e ampliou o valor para R$ 368 milhões, por mais quinze anos de parceria. Os recursos poderão ser investidos em novas tecnologias e aquisição de empresas do setor, além de trazer a possibilidade de tornar a oferta global, ampliar a plataforma de seguros para empresas e aumentar o portfólio para a base de correntistas pessoa física

Fator Seguradora anuncia novo diretor executivo comercial

A Fator Seguradora anunciou a chegada de Luiz Antonio da Fonseca como novo diretor executivo comercial. Ele substitui Emerson Bueno, que assumiu a mesma função na EZZE Seguros neste mês. Fonseca tem uma sólida experiência no mercado segurador, ocupando posição de média e alta gestão em empresas líderes como AIG-Unibanco, Itaú-Unibanco, Ace e, mais recentemente, Chubb, onde exercia o cargo de vice-presidente comercial. “Tenho certeza que sua ajuda será fundamental para que possamos alcançar um novo patamar de produção, crescendo de forma rápida e consistente”, comentou Luís Eduardo Assis, CEO da Fator Seguradora. 

Fonseca contou ao blog Sonho Seguro que está muito animado para assumir o cargo na Fator Seguradora, especializada em grandes riscos, garantia, riscos financeiros e de responsabilidades. “Estou muito feliz com a chegada a Fator. Vamos dar continuidade a estratégia de crescimento da companhia. Buscaremos não só a nossa consolidação no mercado de grandes riscos, mas também a criação de novas alternativas para a distribuição de seguros. Vamos trabalhar lado a lado com os corretores de seguros na oferta de soluções diferenciadas para os clientes. Certamente temos pela frente um ano desafiador, mas que traz oportunidades de crescimento e de inovarmos em muitas frentes”.

Artigo: Novo marco regulatório vai alavancar o microsseguro no Brasil

microsseguros pedro pinheiro

Pedro Pinheiro*

A regulação dos seguros, como qualquer fenômeno jurídico, é um produto do seu tempo. No Brasil, as discussões em torno do desenho de um arcabouço regulatório do microsseguro que começaram a ser realizadas em 2003 foram um reflexo da ênfase do então recém-eleito governo em fomentar políticas públicas para a população de baixa renda, bem como para as micro e pequenas empresas no setores formal e informal. Desde a primeira regulamentação sobre o tema, em 2004, até a conclusão de todo o marco regulatório com a Resolução CNSP nº 244 e o conjunto de seis Circulares Susep em 2012, o país efetivamente observou mais de 3 milhões de pessoas saindo das estatísticas de pobreza para serem recebidas no mercado de consumo como a “Nova Classe Média”. A demanda para o microsseguro foi projetada em 40 milhões de segurados em um mercado potencial de cem milhões de pessoas, com projeções de receita de prêmios de até 6 bilhões de reais por ano. Aqueles eram tempos de esperança.

Em linha com as grandes expectativas a respeito do mercado potencial de microsseguros, o regulador tinha uma preocupação premente a respeito do tratamento que seria conferido a esses consumidores, novos no mercado de seguros. A estrutura do microsseguro previa um extenso conjunto de regras relativas à conduta de mercado das seguradoras, incluindo, por exemplo, a obrigação de enviar mensagens de educação financeira para os segurados quando o seguro era adquirido por meios remotos. A abordagem regulatória quanto ao design de produtos restringia os ramos de seguro que poderiam ser comercializados sob a estrutura do microsseguro, com limites máximos de capital segurado para cada linha, prazo reduzido para regulação de sinistros e pagamento de indenizações, prazos de vigência contratuais limitados e outras imposições. No afã de proteger os consumidores, o regulador criou um conjunto de “caixas” nas quais os produtos deveriam caber para serem considerados microsseguros.

Embora alguns aspectos dessa estrutura regulatória devam ser reconhecidos como os primeiros avanços em ideias muito inovadoras que foram lançadas e aplicadas a operações de seguro tradicionais posteriormente, como as vendas de seguros por meios remotos ou por meio de correspondentes/representantes de seguros, as empresas sentiram que não só faltava espaço para inovar, mas também não havia incentivo para adaptarem seus produtos já existentes às novas regras, mesmo que esses produtos visassem atender consumidores de baixa renda e PMEs. Como resultado, os números oficiais da Susep apontam para um mercado de apenas 355 milhões de reais em arrecadação de prêmios em 2020, muito distante das grandes expectativas originais.

Uma nova consulta pública da Susep visa reduzir os aspectos burocráticos e eliminar as caixas do microsseguro. A consulta pública propõe a revisão da Resolução CNSP nº 244/11, que estabelece o regime geral para as Circulares que detalham as regras de criação de uma empresa microsseguradora dedicada ou a licença para que uma seguradora tradicional passe a operar no ramo de microsseguro, as regras estritas para o design de produtos e para a distribuição por meio de corretores e correspondentes especializados em microsseguros. Atraindo a aplicação de aspectos inovadores da regulação dos ramos tradicionais, ainda mais fortalecidos recentemente pela atual gestão da Susep, a nova Resolução transforma os fundamentos da estrutura regulatória do microsseguro de um diploma prescritivo para um baseado em “princípios e valores básicos”.

Ao reduzir as imposições da regra anterior, suprimindo, por exemplo, os limites máximos de garantia e capital segurado que agora devem ser determinados pela seguradora com base na natureza, objetivo e características da cobertura, a nova Resolução incentivará as empresas a inovar para atender às demandas de seus consumidores-alvo. Em vez de oferecer caixas pré-definidas às quais os produtos devem se conformar, o regulador agora pede às empresas que levantem “bandeiras” que sinalizem quais de seus produtos são projetados para atender às necessidades específicas dos consumidores de baixa renda e PMEs. Ao fazê-lo, não só expande o campo de atuação das seguradoras especializadas em microsseguros, como permite que produtos das seguradoras tradicionais alinhados às diretrizes do microsseguro possam ser migrados para esse formato, fortalecendo seu posicionamento no mercado inclusivo. Com base nos princípios e valores básicos mencionados expressamente na nova Resolução, estes devem ser tempos de inclusão, simplicidade, foco no cliente, acessibilidade, transparência, proporcionalidade, sustentabilidade, educação financeira e inovação.

* Líder Regulatório na StoneCo. As opiniões expressas neste artigo são do autor e não representam necessariamente a visão da empresa.