IFRS 17: seguradoras e resseguradoras precisam se preparar para padrões contábeis internacionais

claudia PWC IRFS 17

O IFRS 17 vem ai. Essa é uma frase dita de forma ansiosa por executivos da área financeira das seguradoras e resseguradoras. Eles sabem que o tempo voa quando se trata de adaptar sistemas normativos em um cenário de revolução vivido dentre das empresas de seguros em todo o mundo. Especialmente no Brasil, onde a Superintendência de Seguros Privados (Susep) promove uma ampla renovação do arcabouço regulatório do mercado segurador.

Depois de muito lobby na Europa, as seguradoras e resseguradoras conseguiram mais um ano de prazo. Era 2022 e agora passou a ser 2023. Parece distante, mas segundo os consultores está em cima da hora, dada a complexidade para implementar no sistema todos os comandos necessários para rodar a norma que visa tornar mais fácil para investidores e analistas comparar companhias de seguros. Comenta-se que os preços das ações das seguradoras têm um desconto em relação a outras empresas porque poucos conseguem entender suas contas. O objetivo da norma é permitir maior comparabilidade dos resultados entre as diferentes re/seguradoras.

Uma pesquisa da consultoria PwC constatou que 32% das seguradoras ainda estão na fase de diagnóstico para entender os efeitos da mudança, 9% estão na fase de estudo para a implementação, 55% estão na fase de implementação e apenas 5% já concluíram a implementação e já estão em fase de testes. Importante ressaltar que, apesar do prazo de vigência ser a partir de 2023, as seguradoras deverão preparar os dados contábeis a partir de 2022 para permitir a comparabilidade dos saldos das demonstrações financeiras (2023 x 2022), informa Claudia Eliza Medeiros, líder de consultoria de Seguros da PwC Brasil.

A Susep informou que estuda o tema e avalia sua adoção no mercado segurador brasileiro, tendo em vista sua responsabilidade de supervisionar a indústria, bem como a extensão da eventual adoção, a definição de parâmetros, o nível de aderência e os prazos adequados para sua implementação. “Sabemos que há empresas que, em breve, já terão que gerar informações nesse novo padrão, para fins de consolidação com matrizes estrangeiras que já necessitem reportar com base nas regras do IFRS 17”, informou a autarquia. 

Na Europa, a discussão é mais rotineira do que no Brasil. Os europeus afirmam que o IFRS, discutido há 20 anos, foi projetado para simplificar as demonstrações financeiras complexas das seguradoras. O impacto das novas regras não será sentido de maneira uniforme em todo o setor. As seguradoras de vida serão mais afetadas do que as seguradoras de danos, que engloba bens patrimoniais e responsabilidades.

Para entender melhor o tema, leia a entrevista concedida ao blog Sonho Seguro por Claudia Eliza, que tem 30 anos de experiência e possui expertise consolidada em IFRS e USGAAP, consultoria de processos e transformações financeiras envolvendo IFRS 17 para seguradoras e resseguradoras. Bacharel em Economia e Ciências Contábeis pela UERJ, com extensão executiva em “Business Strategy” pelo Insead e Contadora Pública nos Estados Unidos da América, Claudia também é Membro da Câmara Americana e do IBRACON.

Para aprofundar o assunto no Brasil, o IFRS 17 será tema do roadshow virtual promovido pela PWC no dia 11 de maio, das 9h as 11h. “Nesta edição do Brasil, contaremos com a presença de nossos especialistas globais e locais, compartilhando suas percepções sobre os mais recentes desenvolvimentos do processo de implementação do IFRS 17, desafios e soluções de tecnologia #IFRS17”, conta a executiva. A sessão será em inglês e português. Saiba mais

Leia abaixo a entrevista concedida pela líder de consultoria de Seguros da PwC Brasil:

A introdução da IFRS 17, elaborada pelo International Accounting Standards Board (IASB), é considerada uma das maiores alterações já ocorridas no setor segurador. Qual a importância do IFRS 17 para o setor?

Ao adotar a norma, a seguradora uniformizará suas demonstrações financeiras às práticas contábeis internacionais, tornando-as comparáveis às outras seguradoras e, auxiliando, portanto, os seus investidores e acionistas na tomada de decisões. Esse é apenas um dos benefícios, mas a metodologia adotada está próxima às regras da Solvência II, facilitando o gerenciamento de riscos das Seguradoras, além de produzir informações mais transparentes e úteis aos acionistas e público em geral no que tange à performance dos contratos de seguros.

Qual o impacto da implementação dessas normas para as seguradoras, em seus balanços?

A nova norma contábil altera de forma relevante a forma com que as seguradoras elaboram suas demonstrações financeiras, pois leva em consideração as estimativas de entradas, saídas, ajuste de risco e margem de lucro a ser auferida pela seguradora ao longo do período de vigência do contrato ou portfólio. A seguradora diferirá a margem de lucro esperada ao longo da vigência dos contratos, mas caso os contratos ou portfólios demonstrem que são onerosos, a perda esperada é reconhecida imediatamente no resultado. 

Todas as seguradoras são obrigadas a adotar?

Não. Somente as seguradoras e resseguradoras que são requeridas a elaborar suas demonstrações financeiras de acordo com as normas internacionais de contabilidade (“IFRS”), ou seja aquelas de capital aberto ou que reportam informações financeiras para o exterior para consolidação pela matriz conforme as referidas normas internacionais. O IFRS 17 (ou CPC 50) deverá ser adotado pelas demais seguradoras brasileiras apenas quando exigido pelo regulador, no caso a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Com base em uma pesquisa feita pela PwC no Brasil, 88% das seguradoras informam que precisam adotar o IFRS 17.

Os impactos são os mesmos para todos os ramos, como vida e previdência (life) e seguros de danos (no life)? 

A norma é aplicável para contratos que envolvem a transferência de risco para a seguradora ou ressegurador e, portanto, é aplicável para “life” e “no life”.  Há cerca de 12 decisões técnicas a serem tomadas, tais como nível de granulidade dos contratos, critérios de mensuração, ajustes de riscos, taxas de descontos, regra de transição, entre outras, que poderão gerar impactos distintos nas seguradoras e nos seus modelos de negócio.

O prazo final agora é 2023. Em qual estágio acredita que as seguradoras que atuam no Brasil estão?

A adoção da norma não é simples, pois envolve implantação de sistemas e ferramentas que tornem possível a captura de dados para modelagem dos fluxos de caixa e a “tradução” para a contabilidade, considerando os novos planos de contas e modelos de demonstrações financeiras. A PwC fez uma pesquisa com as seguradoras do Brasil e constatou que 32% das seguradoras ainda estão na fase de diagnóstico para entender os efeitos da mudança, 9% estão na fase de estudo para a implementação, 55% estão na fase de implementação e apenas 5% já concluíram a implementação e já estão em fase de testes. Importante ressaltar que, apesar do prazo de vigência ser a partir de 2023, as seguradoras deverão preparar os dados contábeis a partir de 2022 para permitir a comparabilidade dos saldos das demonstrações financeiras (2023 x 2022).

Sempre escuto investidores comentarem que os preços das ações das seguradoras têm um desconto em relação a outras empresas porque ninguém consegue entender suas contas. O IFRS 17 reduzirá esse desconto?

O IFRS 17 aumentará o nível de transparência pois que exige a divulgação da performance dos contratos de seguros considerando a visão de portfólio (modelo de negócio), rentabilidade e safra (vigência) dos contratos. Imagino que o investidor conseguirá interpretar melhor os números das seguradoras e comparar os seus produtos e resultados com outros players.

O IFRS está em discussão há mais de 20 anos. Ele foi atualizado para este novo cenário de inovação que o setor de seguros no mundo vive, considerando os seguros intermitentes, por exemplo?

A norma é muito abrangente e é possível aplicá-la para todos os tipos de contrato de seguros. A sua complexidade está exatamente nessa amplitude, pois exigirá do Segurador interpretações e tomadas de decisões para sua implantação, podendo gerar impactos distintos nos resultados dependendo das decisões.

Algumas seguradoras afirmam que os mercados de seguros são diferentes, com regras muito adaptadas ao arcabouço regulatório de cada país. É uma regra global ou ela pode sofrer adaptações? Que tipo de mudanças países como Inglaterra, Alemanha ou EUA fizeram?

Não tem muito jeito: quem precisa seguir as normas internacionais de contabilidade tem que adotar a norma na íntegra, independentemente do país. Certos reguladores ou Comitês de preparação de normas contábeis podem customizar a norma, mas se essa customização divergir muito da norma internacional, a seguradora terá que apresentar dois balanços: um para atender à norma contábil local e outra para atender à norma internacional. Piora a situação e exigência para as seguradoras que necessitam adotar o IFRS. 

E o Brasil? 

No Brasil, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis emitiu o CPC 50- Contratos de Seguros que está correlacionado ao IFR 17, no entanto, a SUSEP ainda não referendou o pronunciamento e ainda não divulgou se, como e quando aplicará essa nova norma contábil para as seguradoras no Brasil. Se isso não ocorrer até 2023, as seguradoras de capital aberto e as que precisam preparar informações para a matriz deverão preparar dois balanços: um para atendimento às normas da Susep (normas atuais) e outra para atendimento às normas internacionais (IFRS 17). 

Seguradoras de capital aberto, estrangeiras e ligadas a bancos estão mais adiantadas do que seguradoras nacionais?

Sim, pelos motivos descritos acima.

Como a seguradora deve se preparar para atender ao IFRS 17? Quais são os primeiros passos? 

O primeiro passo é fazer um diagnóstico dos seus produtos para entender os que é necessário para aderência à norma no que tange a processos/ dados, sistemas e equipes. Uma ideia dos modelos de mensuração é importante para ajudar a seguradora a decidir que dados necessitará e qual sistema melhor se encaixa no seu modelo de negócio. Há diversas softwares no mercado e a PwC, por exemplo, desenvolveu globalmente o “In a Box”, que é um software bem utilizado mundialmente e relativamente simples, que parte dos modelos de fluxo de caixa e produz o plano de contas, registros contábeis, demonstrações financeiras e divulgações requeridas e pode rodar na nuvem. No entanto, a implantação dessa ferramenta e de outras no mercado é complexa, pois exige a organização de dados que muitas Seguradoras ainda precisam providenciar.

Com a pandemia, o prazo pode ser ampliado?

É pouco provável, pois a norma já foi adiada duas vezes. 

Kipp Saúde chega ao mercado brasileiro de healthtechs

Fonte: Omint

Hoje o mercado de healthtechs do país ganha um novo player no segmento. A Kipp Saúde chega com a missão de oferecer um novo jeito de cuidar das pessoas, destacando principalmente o acompanhamento contínuo da saúde e carregando em seu DNA a expertise e a excelência do Grupo Omint, referência em qualidade há mais de 40 anos no Brasil.

O lançamento da Kipp Saúde atende às novas demandas do mercado de planos de saúde e reforça a estratégia de inovação do Grupo Omint de atrair um perfil que, mais do que serviços, deseja consumir experiências inovadoras. “O Grupo Omint está atento ao atual cenário do país, e o lançamento da Kipp Saúde é uma consequência natural desse olhar cuidadoso para o novo momento que estamos vivendo”, declara André Coutinho, CEO do Grupo Omint. “A pandemia da Covid-19 impactou a todos e gerou novas demandas dos clientes de planos de saúde. Com isso, nós propomos soluções que contam com a expertise que temos acumulado nesse segmento há mais de 40 anos. Ela nos tornou especialistas em desenhar modelos de gestão da saúde que entregam alto valor agregado para cada indivíduo em sua operação”, acrescenta o executivo.

Planos de saúde individuais 

Um estudo aprofundado sobre os modelos internacionais de gestão de saúde embasou a concepção e o planejamento da Kipp Saúde, e “a atenção primária à saúde foi priorizada por possibilitar o acompanhamento da saúde de maneira próxima, customizada e perene. Os planos da Kipp Saúde apresentam foco em iniciativas que englobam pilares como sono, alimentação e atividade física, o que ajuda a promover mais equilíbrio do corpo e da mente, e não apenas o atendimento quando o indivíduo apresenta queixas”, destaca Eduardo Monteiro, diretor de Saúde do Grupo Omint.

Inicialmente os planos da Kipp abrangem o município de São Paulo e são dirigidos a executivos, profissionais liberais, trabalhadores autônomos, microempreendedores e servidores públicos ou funcionários de empresa privada que não possuem um plano de qualidade ou extensão de planos familiares.

A Kipp oferece uma série de serviços digitais complementares para que o cliente tenha um atendimento exclusivo e personalizado, ao alcance das mãos. “Tenho certeza de que a Kipp Saúde terá uma boa receptividade do público, especialmente porque oferecemos produtos diferenciados e com a proposta de cuidar e ajudar as pessoas. Queremos explorar cada vez mais a tecnologia nas nossas operações para facilitar o acesso à saúde, sem deixar de lado o atendimento humanizado”, destaca Coutinho.

Canais de distribuição 

Todo o processo de compra dos produtos é 100% on-line e desburocratizado, e um dos diferenciais da Kipp Saúde será o modelo de vendas, em que além da venda B2C pelo site, temos o papel fundamental dos corretores na distribuição. “O nosso relacionamento com os corretores, construído ao longo dos anos, nos dá oportunidades para que esses profissionais ampliem ainda mais sua base de clientes e ofertas”, destaca Cícero Barreto, diretor Comercial e de Marketing do grupo Omint.

Plano de Comunicação 

A Kipp traz produtos mais democráticos, destinados a um público amplo, com modelo de contratação individual. “Para o lançamento da nova empresa e dos planos Kipp Saúde, a companhia promove uma campanha de mídia que contemplará veiculação em TV e digital com redes sociais, podcasts, mídia programática e influencers, apostando na criação de conteúdo para gerar engajamento com a marca”, comenta Barreto. 

Parcerias e diferenciais 

A aliança com instituições que têm um histórico de excelência e infraestrutura de referência para atender e cuidar das pessoas é fundamental para a operação da Kipp Saúde. Para este lançamento, a parceria foi iniciada com os hospitais Nove de Julho, Leforte Liberdade, Leforte Morumbi, Santa Paula, Santa Joana, Pro Matre e Sabará; e os centros de diagnósticos Alta, Delboni Auriemo, Salomão Zoppi e Lavoisier. No médio prazo, há perspectivas de ampliação do leque de produtos para oferecer ainda mais possibilidades de atendimento para os clientes.

Um dos diferenciais na aquisição dos produtos da Kipp Saúde serão ações e orientações desenvolvidas em parceria com Marcio Atalla, educador físico, autor de livros sobre bem-estar e apresentador de programas de rádio e TV que abordam a temática de cuidados com a saúde. O projeto oferece lives, podcasts, blog posts, vídeos e muitos outros conteúdos para acompanhar o cliente em sua jornada por mais qualidade de vida.

Pier promete restituição instantânea aos segurados de celular

O fundador e CEO da startup Pier. Igor Mascarenhas. Em 01 de outobro de 2020. Sao Paulo, SP. Foto: Andre Porto.

A insurtech Pier anuncia o lançamento da tecnologia Pier Bolt para pagamento instantâneo a clientes em caso de roubo ou furto de smartphone. Sucesso na fase inicial, a tecnologia da Pier conseguiu aprovar e autorizar em menos de 1 segundo o reembolso, com TED imediato de forma automática. A tecnologia usa inteligência artificial e machine learning para criar um modelo de organização de dados exclusivo e que torna possível pagar um cliente no primeiro instante.

“A Pier está criando uma nova era para o mercado de seguros. Até antes da existência das insurtechs, as seguradoras pagavam seus clientes com muita burocracia e complicação. O Pier Bolt traz o pagamento instantâneo, um desafio que é tão complexo que cabe em apenas uma mão, no mundo todo, o número de empresas que possuem esse tipo de inteligência em seu modelo de negócios”, declara Igor Mascarenhas, cofundador e CEO da Pier.

“Investimos R$ 7,45 milhões em engenharia de dados para criar uma tecnologia proprietária e única, com inteligência artificial que usa machine learning para análise de comportamento do usuário e de suas necessidades, além de parametrização para evitar fraudes. Hoje, a Pier tem um sistema que avalia sozinho o risco de cada sinistro com tal perfeição que já autorizamos restituição imediata. Acreditamos que até o fim deste trimestre cerca de 30% dos clientes que tiverem sinistros serão pagos automaticamente pelo Pier Bolt”, comenta o CEO da Pier.

O Pier Bolt utiliza machine learning para fazer um cruzamento de dados com mais de 45 mil combinações diversas, aprender continuamente e tomar decisões a respeito do pagamento da restituição instantânea aos clientes. “O sistema traz a possibilidade de, por meio da tecnologia de nosso app, acompanhar a trajetória de comportamento dos mais de 30 mil membros da base. Com isso, a inteligência artificial aprende sozinha, observa os pontos chaves e avalia informações que são decisivas para definição de pagamento instantâneo em fração de segundos, o que para um ser humano leva algumas horas para ser compreendido”, enfatiza Mascarenhas.

Inter e Sompo fecham parceria por 15 anos para a venda de seguros habitacionais

banco inter e liberty seguros

O Banco Inter, que já tem uma parceria com a Liberty Seguros por 15 anos para vender seguros, anunciou na noite desta terça-feira, em fato relevante, uma parceria entre sua subsidiária Inter Digital Seguros e a japonesa Sompo Seguros. Pelo contrato, o Inter poderá oferecer em seu aplicativo, por meio da subsidiária, seguros habitacionais no ramo do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), para cobertura de morte ou invalidez permanente e para danos físicos ao imóvel. A Sompo pagará à Inter Seguros os valores de R$ 12 milhões à vista; e R$ 152,5 milhões ao longo da duração do contrato, podendo-se elevar os valores de acordo com a superação de metas. A parceria entre Sompo e Inter terá duração inicial de 15 anos.

A Inter Seguros atingiu a marca de 367 mil clientes ativos em sua carteira no primeiro trimestre de 2021, com crescimento de 385% sobre o mesmo período de 2020. O volume de prêmios foi de R$ 35 milhões, com expansão de 44%. O Banco Inter registrou lucro de R$ 20,8 milhões no primeiro trimestre, um aumento de 7,2% ante o quarto trimestre e revertendo o prejuízo de R$ 8,4 milhões registrado no primeiro trimestre de 2020. O banco terminou março com 10,2 milhões de clientes, com expansão anual de 106%, mas agora em maio já passou de 11 milhões.

Fator Seguradora conta detalhes do seguro garantia arbitral recém lançado em webinar

fator seguradora seguro arbitral

Fonte: Fator Seguradora

Com a missão de contribuir para a preservação de acordos discutidos em arbitragem, a Fator Seguradora está lançando o seguro garantia arbitral. O novo produto assegura o pagamento de valores como espécie de contracautela ou caução de responsabilidade do tomador nesses procedimentos. Para esclarecer as possibilidades de uso a partir de diferentes perspectivas, a seguradora realizou webinar aberto ao público nesta segunda-feira (10/5).

O painel foi formado por Juliana Lopes Amaral, diretora adjunta da Fator Seguradora, responsável por sinistros, conformidade e jurídico; Cassio Gama Amaral, sócio do Mattos Filho Advogados; Carolina Jardim, superintendente de Credit Specialties da Marsh JLT Specialty Brasil; e o árbitro Walter Polido. O diretor de garantias da Fator, Pedro Mattosinho, mediou o evento.

Estamos em um momento propício para desregulamentação e liberdade do setor. A mecânica do produto funciona de maneira análoga ao seguro garantia judicial, já bastante difundido, afirmou Juliana Lopes Amaral, da Fator. Ela pontuou que a arbitragem já é uma alternativa usada para soluções de conflitos empresariais significativos, mas também poderia funcionar para discussões envolvendo valores menores. E o seguro se aplicaria a essa diversidade de possibilidades e proporções, avalia a diretora da Fator.

O advogado Cassio Gama Amaral, sócio do escritório Mattos Filho, que contribuiu para a formatação do produto exemplificou diferentes contextos em que o seguro garantiaarbitral poderia ser explorado. A começar por setores em que a arbitragem já é bastante demandada, como é o caso de disputas na construção civil. De modo geral, são questões complexas e que exigem perícia. Na arbitragem os processos se tornam mais céleres, afirmou.

Nessa seara, uma hipótese seria a abertura de processo para rescisão do contrato de empreitada. Por alguma razão, por uma questão envolvendo o patrimônio da construtora, por exemplo, o dono da obra decide rescindi-la. Então o construtor pede liminar em arbitragem para continuar na obra, assegurando que daria conta de finalizar. Havendo um seguro garantia arbitral, o árbitro se sentiria confortável em conceder liminar atendendo ao pedido. Isso serviria para salvaguardar o dono da obra, explicou o advogado.

Essa confiança se daria pelo fato de que o seguro, adquirido pela construtora, cobriria o valor estipulado de garantia caso o tomador deixe de arcar com o pagamento, após sentença arbitral. No Judiciário, o dispositivo que satisfaz o prejuízo que a outra parte poderia ter se chama contracautela. Com o seguro, isso é coberto, complementou.

Outras possibilidades de uso seria em disputas societárias, quando um dos sócios procura arbitragem para dar continuidade a um projeto no qual o parceiro de negócios não embarcou. Aqui, para evitar prejuízo à contraparte, fica estabelecida uma caução, que é assegurada pelo produto. Também há cobertura dos custos com os procedimentos arbitrais.

O entendimento é de que a adesão ao seguro poderia ter efeitos positivos, inclusive, na manutenção da imparcialidade do árbitro ele não precisaria considerar, ainda que indiretamente, eventuais prejuízos decorrentes de sua decisão. A avaliação de medida cautelar seria facilitada para o árbitro com essa ferramenta, além de proteger a contraparte. Além disso, ter a garantia pode tornar o processo menos formal e engessado, ao abranger o que as partes considerarem adequado, defendeu Walter Polido.

Para Carolina Jardim, que atua de modo direto com clientes de seguros, também há a possibilidade de o produto se adaptar e atender a demandas atualmente descobertas. É interessante ter um modelo específico para endereçar esse tipo de risco. Ele contém um clausulado flexível, que permite uso em diferentes situações de arbitragem, mas também clareza sobre os riscos cobertos, avaliou Jardim.

Na visão dela, as possibilidades são muito amplas e devem despertar demanda positiva ela acredita no potencial de ele ser democrático e uma porta de entrada para clientes no ambiente de seguros. Árbitro, Polido deu opinião semelhante: há preconceito em relação à arbitragem, sobre como ela é sempre cara e só para grandes causas. Hoje, não é dessa forma. Não imagino esse seguro funcionando apenas para casos grandiosos bilionários. Os árbitros podem sugerir para as partes quando surgir pedido de medida cautelar.

Também não há restrição para uso do seguro apenas em câmaras de arbitragem no Brasil. Ele poderia ser aplicado como garantia em outros países, envolvendo partes brasileiras ou não. Além disso, ele pode funcionar para disputas intermediárias em contratos que não envolvam pedido de rescisão. Se o contrato original previa arbitragem, há muitas possibilidades, pontuou Pedro Mattosinho, da Fator.

Os especialistas convidados esclareceram também uma dúvida comum na diferenciação entre o seguro garantia arbitral e um seguro de crédito. O produto lançado pela Fator, como outros seguros garantia, se dá entre três partes e não está restrito à insolvência do tomador, e sim ao descumprimento de determinado acerto. Outra vantagem é que o seguro garantianão se soma à dívida do tomador, portanto não comprometeria suas linhas de crédito bancárias.

SulAmérica lucra R$ 54 milhões no primeiro trimestre de 2021

ricardo botas sulamerica

Fonte: SulAmérica

A SulAmérica registrou lucro líquido de R$ 54 milhões neste primeiro trimestre de 2021, redução de 22,8% na comparação com igual período no ano passado, concentrada no aumento dos impactos tributários neste período. O lucro antes dos impostos atingiu R$ 114 milhões, aumento de 31,5% em relação ao ano anterior. Neste período, houve aumento líquido de 134 mil beneficiários na comparação com dezembro do último ano, tendo desenvolvido e acelerado iniciativas em tecnologia, inovação, cuidado coordenado, retenção de clientes e principalmente ações que reforçam a parceria com os seus mais de 36 mil corretores de seguros. Em relação ao mesmo período do ano anterior, foram incluídas quase 400 mil pessoas nos produtos de saúde e odonto. “Lançamos novos produtos, em novas regiões, e reforçamos nossas estruturas comerciais, aproximando ainda mais nosso atendimento comercial e os corretores de varejo dos negócios, o que deve trazer maior agilidade”, aposta Ricardo Bottas, diretor-presidente da SulAmérica.

Os avanços nesses segmentos, somados ao crescimento consistente de contribuições e portabilidade em previdência privada, com reservas que já se aproximam dos R$10 bilhões, impulsionaram as receitas operacionais, que totalizaram R$ 5,2 bilhões, um aumento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2020. A companhia registrou ainda sólido desempenho operacional com margem bruta de R$484,6 milhões (+21,5%) e EBITDA ajustado de R$146 milhões (+34,9%).

Em paralelo aos esforços prioritários para garantir total suporte à crise sanitária sem precedentes na história recente, a SulAmérica, como gestora de Saúde Integral, foi capaz de acelerar sua transformação digital, e também cultural. “Estávamos preparados para este momento desafiador, cujos custos assistenciais apenas com a pandemia somaram mais de R$ 410 milhões no primeiro trimestre de 2021 e R$ 1,3 bilhão desde o início da crise, preservando e garantindo nossa operação e principalmente, garantido e protegendo nossos beneficiários e suas famílias, mesmo em um cenário adverso. Reforçamos nossos canais digitais e chegamos a quase 1 milhão de atendimentos digitais desde janeiro de 2020, principalmente por meio da telemedicina, sendo mais de 300 mil apenas neste primeiro trimestre de 2021. Com isso somos a empresa que mais atende beneficiários via nosso aplicativo e website”, comenta Bottas.

Este início de 2021 marcou o fortalecimento ainda maior da integração ESG na companhia, com o avanço de iniciativas que ampliam a inclusão e acesso à saúde, com a oferta também de produtos mais acessíveis. Destacamos a evolução da linha de produtos regionais – o SulAmérica Direto – que vem crescendo de maneira significativa desde o fim de 2020. “Neste período, lançamos o Direto Joinville e já atingimos 26 mil beneficiários em todos os produtos da linha Direto já lançados, que buscam promover maior acesso”, destaca Bottas.

Em continuidade ao processo de expansão em regiões estratégicas, em março, anunciamos mais um acordo para aquisição da carteira de planos de saúde da Santa Casa de Ponta Grossa, no estado do Paraná, que, quando concluída, adicionará cerca de 25 mil beneficiários ao nosso portfólio de saúde. “Foi a primeira aquisição por meio da Paraná Clínicas e o movimento evidencia nosso foco em aproveitar oportunidades inorgânicas no processo de penetração em novos segmentos no setor de saúde suplementar assim como nossa consolidação no segmento em que tradicionalmente atuamos”, diz Bottas.

Em saúde financeira, o desempenho da companhia também se destacou neste início de 2021. A parceria com a Óramaestá avançando a passos largos, com uma adesão importante dos corretores no programa de indicação para a plataforma: já são quase 3 mil corretores cadastrados e aptos para indicar potenciais clientes.“Facilitar o acesso e ajudar a democratizar investimentos no Brasil abrirá novas possibilidades para nossos clientes, além de gerar muitas oportunidades para nós e para nossos corretores e parceiros de negócios”, pontua Bottas. Ao mesmo tempo, a SulAmérica Investimentos retomou o crescimento nos ativos sob gestão, que somaram R$45 bilhões, mantendo sua posição de destaque entre as 5 maiores gestoras independentes do país.

Em seguro de vida, a SulAmérica, ciente de sua responsabilidade neste momento, continuou com a cobertura voluntária de sinistros relacionadas àCOVID-19, suportando quase 700 casos apenas no primeiro trimestre de 2021 e mais de 1.600 desde o início da pandemia em março de 2020, o que naturalmente impactou a rentabilidade do segmento tanto em 2020 quanto nos primeiros meses de 2021. A expectativa da companhia é retomar níveis normais e recorrentes de rentabilidade para esse portfólio à medida que a situação da pandemia esteja controlada, principalmente a partir do avanço do processo de vacinação no país.

A Companhia segue com foco contínuo na busca por aumento de eficiência e produtividade, com rigor na gestão dos custos e despesas, ao mesmo tempo em que continua com importantes investimentos em iniciativas e projetos estratégicos relacionados, principalmente, ao cuidado coordenado, lançamentos de novos produtos e à transformação digital, fundamentais para o crescimento e sustentabilidade das operações.

“Seguimos determinados em evoluir nossos processos e manter investimentos permanentes em tecnologia e inovação. A partir de uma visão que busca complementar nossa proposta de valor com produtos de Saúde Integral, combinaremos nosso portfólio de produtos de Saúde, Odonto, Vida, Previdência e Investimento com novas oportunidades de negócios numa visão de ecossistema, nosso foco buscará a melhoria contínua na experiência dos nossos clientes, parceiros e para a sociedade”, conclui Bottas.

MetLife Foundation destina mais de meio milhão de reais ao Hospital Santa Marcelina

 Fonte: MetLife

Com o objetivo de continuar contribuindo para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 no Brasil, a MetLife, por meio da MetLife Foundation, fez pela segunda vez uma doação de mais de 500 mil reais, ao Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, Zona Leste da cidade de São Paulo. No ano passado, a instituição já havia destinado outros 500 mil reais em apoio financeiro, totalizando agora mais de 1 milhão de reais para uso no suporte e cuidado com a saúde. Com esse novo recurso, o hospital fará a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, luvas e seringas descartáveis, materiais essenciais para o trabalho dos médicos e enfermeiros.  

Desde o início da pandemia do coronavírus, a MetLife Foundation, braço filantrópico da MetLife, uma das principais empresas de serviços financeiros do mundo, está ajudando milhares de famílias e instituições parceiras. Além das doações ao hospital, por exemplo, a Fundação promove uma campanha interna para seus colaboradores em todo o mundo – principalmente do Brasil, Argentina, Índia e Bangladesh, que estão vivendo momentos difíceis relacionados à pandemia – com o estímulo para que também ajudem instituições parcerias. A cada doação de um colaborador, a MetLife Foundation dobra o valor, aumentando o impacto e a contribuição positiva na sociedade.  

As duas doações ao Hospital Santa Marcelina contribuem para o atendimento e o amparo à população que sofre com a crise, além de ser um apoio essencial para o combate à doença. O Hospital Santa Marcelina é um dos quatro hospitais de grande porte da cidade de São Paulo. Filantrópico, mantém 85% de seu atendimento dedicado ao SUS e representa o maior serviço de saúde na região. 

“O ano de 2020 nos deixou marcas de mudanças globais que jamais serão esquecidas. Foi um ano que gerou incertezas e que nos deu oportunidades de colocar como prioridade a assistência e o cuidado à saúde. Ao longo desta trajetória marcante, todos nós fomos extremamente desafiados a intensificar as medidas de proteção, processos organizacionais, além de sermos surpreendidos com as necessidades ilimitadas e recursos escassos para lidar com o aumento do número dos casos e a gravidade dos pacientes acometidos com a Covid-19. Sem a ajuda de parceiros, como a MetLife, não seria possível dar continuidade a esta missão”, destacou Irmã Rosane Ghedin, Diretora Presidente do Hospital Santa Marcelina. 

“A MetLife Foundation está no Brasil há mais de sete anos, apoiando diversos projetos importantes de filantropia que incentivam a educação financeira e a inclusão social em todo o País. Realizar ações como essas está em nosso propósito de olhar para o cuidado, a proteção e o bem-estar das pessoas e da sociedade, especialmente nesse momento. Temos a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais protegida e segura todos os dias”, afirma o CEO da MetLife Brasil e Colômbia, Raphael de Carvalho. 

Além destes projetos, a MetLife Foundation já destinou ao Brasil outros 26 mil dólares (mais de R$ 100.000,00) para a compra de kits de higiene e cestas básicas para mais de 2.000 famílias, em parceria com a ONG Habitat Para a Humanidade Brasil. A instituição também tem uma parceria com a Vila Sésamo, que ampliou a visibilidade de recursos digitais para orientação das crianças e famílias das comunidades que já fazem parte do programa Sonhar, Planejar e Alcançar, propondo atividades e experiências seguras em casa durante o período de distanciamento social, além de incentivar a educação financeira para essas famílias. A MetLife Foundation também é parceira da Village Capital, em projeto para acelerar fintechs que estão trabalhando em soluções em prol do auxílio a famílias afetadas economicamente pela Covid-19.  

SulAmérica abre inscrições para o programa de estágio #SeIntegra

sulamerica

Os colaboradores da SulAmérica trabalham todos os dias com o propósito de melhorar a vida das pessoas, dando apoio e segurança a elas em todas as decisões de saúde física, emocional e financeira. Quer fazer parte desse time #SangueLaranja e ajudar a construir uma sociedade com muito mais Saúde Integral? A partir desta segunda-feira (3), a SulAmérica recebe inscrições para o programa de estágio #SeIntegra.

A companhia busca universitários do Rio de Janeiro e de São Paulo com formação prevista entre dezembro de 2022 e dezembro de 2023. Estão abertas vagas para estudantes de diferentes cursos, como Administração de Empresas, Contabilidade, Direito, Economia, Design, Engenharia de Produção, Estatística, Matemática, Ciências Atuariais, Comunicação Social, TI, entre outros.

Os estagiários da SulAmérica têm a oportunidade de colocar a mão na massa, aplicando todo o conhecimento adquirido na graduação em projetos inovadores e importantes para a companhia. O programa também prevê cursos e treinamentos para acelerar o desenvolvimento profissional.

O programa oferece bolsa-auxílio compatível com o mercado, além de outros benefícios, como seguro saúde, vale-refeição, vale-transporte, Gympass e seguro de vida para acidentes pessoais. Para quem excede as expectativas, há, ainda, o programa “Estagiário Nota 10”, que, além do reconhecimento, gera um aumento no valor da bolsa-auxílio.

E mais: a companhia valoriza a diversidade e respeita o jeito de ser de cada um. Na SulAmérica, o colaborador decide o seu dress code, de acordo com o seu estilo e sua agenda.

As inscrições vão até o dia 23 de maio pelo site vagas.com.br/estagiosulamerica. Todo o processo seletivo será realizado de forma online e o trabalho, inicialmente, seguirá o modelo de home office. O programa tem duração de dois anos.

Quer saber como é estagiar na SulAmérica?

“Eu escolhi a SulAmérica por ser uma empresa que está há muito tempo no mercado e com ótimas recomendações, entre elas por ser uma companhia que preza pelo cuidado com os seus colaboradores, o que comprovei aqui dentro”, conta Alessandra Ribeiro, 24, estudante de Ciências Atuariais e efetivada no fim de abril para a área de Análise de Custos. “Uma das coisas mais importantes que a SulAmérica tem é o foco em reter talentos, com processos internos que permitem também a migração entre as áreas. A expectativa com a companhia daqui para frente é de crescimento pessoal e profissional”, afirma.

“Está sendo uma contribuição e tanto na minha formação, pois tive acesso a um mundo mais amplo e integrado, tendo contato com diversas áreas de negócio, o que é bem ‘fora da bolha’ a que eu estava acostumada nos escritórios onde trabalhei. Isso me trouxe uma visão mais estratégica do Direito. Aqui, estou em um ambiente de trabalho que equilibra seriedade e descontração, porque foge um pouco daquele padrão corporativo, já que podemos contar com um dress code flexível. Além disso, aqui são tolerantes com as tatuagens, o que nos permite ser mais livres nas escolhas que fazemos”, diz Alessandra Brandão, 22, estudante do curso de Direito.

“Além da oportunidade de trabalhar em uma companhia em constante evolução, no dia a dia de trabalho admiro a liberdade e o respeito entre as pessoas. O aprendizado é amplo e vai desde as tecnologias disponíveis às soft skills”, diz Vinicius Oliveira, 23, estudante do curso de Ciência e Tecnologia com ênfase em Ciências da Computação e estagiário há três meses do time de Advanced Analytics. “Foi uma boa surpresa ver que a empresa agrega e utiliza as melhores ferramentas e metodologias da área de tecnologia”, completa.

“Acredito que, além da empresa nos escolher, nós também precisamos selecionar bem o local onde iremos ingressar. Aqui, sou tratado com igualdade pelos diversos níveis da companhia. Também me senti motivado ao saber do Estagiário Nota 10, além dos programas de integração, com diversos assuntos relevantes como Comunicação Não Violenta, Técnicas de Apresentação e Design Thinking” diz Lucca Forti, 22, estudante de Engenharia de Produção, que, depois de um ano e oito meses de estágio, acaba de ser efetivado a analista de Projetos. “Me sinto realizado com esta oportunidade, principalmente quando olho para trás e enxergo o quanto evoluí. Agora chegou a hora de encarar novos desafios”, completa.

SulAmérica lança movimento #VamosApoiarAsMães

Fonte: SulAmérica

Nesse mês de comemoração do Dia das Mães, a SulAmérica anuncia o movimento social #vamosapoiarasmães. A ação tem o objetivo de levar Saúde Integral (equilíbrio físico, emocional e financeiro) para as mulheres, que foram as mais impactadas pelo desemprego ou pela perda de seus próprios negócios, de acordo com pesquisa realizada pela Rede Mulheres Empreendedoras em março deste ano. Assim, por meio de parcerias, a SulAmérica convida as mães a participarem de iniciativas gratuitas de recolocação profissional, sessões de apoio com psicólogos e nutricionistas.

“O equilíbrio entre as saúdes física, emocional e financeira é fundamental para viver de forma plena agora e no futuro”, diz Patrícia Coimbra, vice-presidente de Capital Humano, Administrativo, Sustentabilidade e Marketing da SulAmérica. “E é isso que vamos oferecer a partir do mês de maio para as mães de todo Brasil.”

Com esse conceito ampliado de saúde, a SulAmérica, em parceria com o Psicologia Viva, cuidará da parte física e emocional, oferecendo gratuitamente até duas sessões com nutricionistas e atendimentos pontuais com psicólogos. Já na área financeira, a ideia é apoiar a recolocação no mercado de trabalho. Para isso, a SulAmérica fechou parceria com a Catho e a eduK.

A dinâmica do apoio profissional funciona assim: as 1500 mães que primeiro concluírem um dos cinco cursos da eduK liberados para este movimento sem custo receberão um voucher com acesso premium à Catho durante três meses. Os cursos abertos para esse projeto são:

• Presença digital: como alavancar suas vendas usando suas redes sociais;
• Inteligência Emocional para reestruturação do negócio;
• Contabilidade e finanças para negócios criativos;
• Turbine seu negócio com o Google adwords;
• Independência financeira: como administrar e guardar dinheiro.

O voucher ofertado para ação social dá acesso gratuito por três meses ao portal da Catho no plano profissional. Esse plano permite candidaturas ilimitadas às mais de 226 mil vagas ativas na plataforma. Ainda, todos os cursos fornecem um certificado de conclusão e podem ser concluídos em até 3 meses após a inscrição.

Série de entrevistas: Fernanda Gentil é a embaixadora da ação social
E, para apoiar o movimento social, a jornalista e apresentadora Fernanda Gentil estará à frente de uma série de entrevistas sobre Saúde Integral com especialistas em saúde física, emocional e financeira. A médica pediatra Dra. Ana Escobar e Raquel Giglio, vice-presidente de Saúde e Odonto da SulAmérica, conversam com Fernanda sobre simples atitudes que fortalecem o pilar de Saúde Física.

Para Saúde Emocional, a psicóloga e psicoterapeuta Cintia Aleixo, especialista em depressão na maternidade, conversará com Fernanda Gentil e Dra. Tereza Veloso, diretora médica da SulAmérica. “A mulher sofre durante a vida muitas pressões e a maternidade é uma delas. Por isso, cuidar da mente tem de ser algo prioritário na vida de todas”, afirma Dra. Tereza.

Para o pilar de Saúde Financeira, a jornalista Mara Luquet e a diretora da SulAmérica Investimentos, Maria Augusta Mosca, darão dicas melhores práticas para cuidar dos recursos financeiros em uma conversa aberta com Fernanda Gentil. “É claro que a personalização precisa acontecer, pois cada pessoa tem um modo de vida e um montante para viver, mas as boas práticas servem para todos”, afirma Maria Augusta.

Essa ação social em prol do Dias das Mães faz parte de um trabalho mais amplo de saúde emocional da SulAmérica. Em março, a empresa lançou projeto social em parceria com a empresa Psicologia Viva de consultas psicológicas gratuitas para profissionais da saúde e familiares de internados ou de vítimas da Covid-19. Essa ação foi ampliada até o fim de maio.

Para saber mais sobre o movimento #vamosapoiarasmães e outras ações sociais acesse SulAmérica

Mercado de seguros investe em IA e inteligência de dados para aprimorar oferta e transformar relações com os clientes

seguros IA

Fonte: NTT DATA

NTT DATA, provedora global de serviços de tecnologia da informação, acaba de apresentar a primeira edição de uma nova série de relatórios técnicos da indústria de seguros, intitulada “Dados em Toda a Cadeia de Valor do Setor de Seguros” (em inglês, Data Across the Insurance Value Chain), na qual analisa desafios e questões específicas da indústria de seguros e faz recomendações sobre a adoção de dados inteligentes e IA para as companhias de seguros.

Uma das principais conclusões do estudo é que Inteligência Artificial (IA) e smart data continuarão a ser prioridades estratégicas em toda a cadeia de seguros nos próximos anos. “Esta tendência deve se manter, porque a aplicação destas tecnologias possibilita que novos conhecimentos sejam incorporados, entre outros, aos processos comerciais para tornar mais assertivas as tomadas de decisões, em relação, por exemplo, a identificação de perfis de segurados, definição de prémios, realização de campanhas de marketing, gestão de sinistros e jornada de experiências dos clientes. Com isso, as empresas de seguros ganham competitividade sustentável, devido à maior agilidade e acuracidade em suas ofertas”, afirma Alex Morán, sócio responsável pelos setores de Seguros e Saúde da everis Brasil. 

Morán explica que, já há alguns anos, as seguradoras estão investindo nas primeiras fases de adoção destas tecnologias, mas ainda de forma incipiente. Isto porque importantes desafios precisam ser superados, como a aplicação de estruturas de operações de machine learning para passar de sandbox e validações de conceito para implementação de IA em escala; migração massiva para arquiteturas baseadas na nuvem ou híbridas; e aproveitamento do potencial de campos de vanguarda, como o processamento da linguagem natural, da visão computacional ou da aprendizagem por reforço. Além é claro da necessidade de implementar uma estratégia baseada na ética, confiança e segurança a fim de facilitar uma economia mundial de dados com outros parceiros para maximizar a acessibilidade a fontes de dados significativas. 

“É de extrema importância a forma como as seguradoras lidam com estes desafios e é altamente recomendável gerir esta transformação de forma holística, sem esquecer aspetos como a gestão de dados ou de mudanças. Afinal, para se transformar e alcançar seus objetivos, as companhias do setor têm de desafiar o status quo e tomar decisões ousadas em termos de organograma, modelo operacional, investimentos, análises de RH, vendas inteligentes, fixação de preços etc. Só assim elas estarão preparadas para concorrer com seus competidores tradicionais e com novos players que estão ingressando neste mercado, ampliando de imediato entre 3,2% e 7,1% suas vendas”, reforça Morán. 

Momento do mercado

Consciente que a Inteligência Artificial (IA) ÂncoraÂncoraÂncorasmart data se tornaram indispensáveis no setor de seguros nos dias de hoje, e como uma primeira abordagem dentro da série, a NTT DATA analisou o estado de maturidade das empresas orientadas por IA. Apresentando informações fundamentais para que as empresas do setor evoluam a partir do uso incipiente, oportuno e estratégico de IA, para modelos que orquestram dados e IA como ativos fundamentais para gerar negócios e construir um modelo de vínculo com clientes relevantes em tempo real, e baseado em insights acionáveis.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Gartner, os líderes de TI estão considerando o uso de IA na cadeia de valor do setor de seguros como uma de suas principais prioridades. Para concorrentes com experiência tecnológica exclusiva, que permite expandir sua gama de ofertas para atender às necessidades de seus clientes, as oportunidades não param de crescer. Estas necessidades têm como base a flexibilidade e a prevenção, dois fatores que vêm se tornando cada vez mais importantes.

O atual cenário comercial é caracterizado por uma mudança de paradigma com a entrada das Insurtechs, novos players que competem diretamente com modelos tradicionais e aceleram sua entrada no mercado utilizando a IA como uma importante vantagem competitiva. Além disso, os fundos de investimento têm demonstrado interesse nestes novos players. Apesar das circunstâncias de 2020, os investimentos e transações alcançaram níveis recordes. Neste trimestre, a proporção de investimentos com capital inicial Âncoracresceu e chegou a 57%, retornando aos índices pré-COVID-19, e metade das transações foram realizadas no Âncorasetor de distribuição de seguros. 

Para onde o setor está caminhando: escalabilidade e monetização 

Considerando a importância dos principais fatores tecnológicos acima, as seguradoras continuam desempenhando esforços significativos em todo o mundo para aumentar a utilização da IA e suas capacidades de base de dados, assim como, Âncoraimplementar casos de uso cada vez mais sofisticados. O objetivo principal é melhorar a vida das pessoas e obter a redução dos custos. 

Atualmente, existem exemplos claros no mercado. As empresas Insurtechs entraram com força total no mercado oferecendo a opção de contratação de seguros por meio de aplicativos de forma simples e flexível. Um outro exemplo é o seguro da Tesla, um aplicativo que permite aos usuários adquirirem seguros on-line e depois ajustarem os preços com base nos dados gerados pelo veículo, conforme os parâmetros de condução de cada pessoa. Já a Delta Dental, o maior fornecedor de seguros odontológicos dos Estados Unidos, utilizou escovas de dentes que transmitem informações sobre a condição bucal de cada usuário. E estes são apenas alguns exemplos de como as empresas estão se adaptando aos novos tempos. 

Após um período inicial de learning by doing Âncora abordagem prática de aprendizagem – o mercado entrou agora em uma fase de escalabilidade e monetização. O aproveitamento da IA em larga escala requer das empresas a criação de pilares fundamentais para a implementação da inteligência artificial, em consonância com a governança corporativa: um gerenciamento de dados e IA que apoie estratégia de inteligência geral e operações de machine learning para alavancar o ciclo de vida dos dados, assim as seguradoras gerenciam os ciclos de vida da IA e os produtos de dados em escala para impulsionar a monetização. 

Entretanto, além de considerar questões de funcionalidade, outros aspectos importantes a serem abordados nos próximos anos incluem a ética, confiabilidade e segurança da IA. O setor de seguros é um dos principais responsáveis pela formação do contexto econômico e social. Junto com os serviços financeiros, os seguros estão destinados ao papel chave na estruturação do futuro de uma IA responsável. Ambos os setores dependem muito de big data para desenvolver suas propostas de valor. 

Ao gerenciar dados pessoais e comportamentais em larga escala, as seguradoras precisarão implementar mecanismos para identificar e mitigar os proxies, enviesamentos de dados, e definir uma estratégia clara para fornecer às partes interessadas uma explicação dos modelos de IA em áreas como gestão de sinistros ou subscrição.

A perspectiva da NTT DATA

O impacto positivo da inteligência artificial na geração de novos valores comerciais deve ser equilibrado com estratégias específicas para minimizar a geração de qualquer desvantagem, dano ou discriminação na vida das pessoas, por exemplo, privando as pessoas de obter a proteção adequada contra riscos.

Desta forma, a corrida para liderar o mercado de seguros em um futuro próximo já começou. A adoção das melhores práticas pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso: 

  • Assegurar que esta transformação seja conduzida de forma holística na empresa: é muito provável que esta transformação fracasse caso as decisões tomadas sejam exclusivamente a nomeação de um guru como diretor de dados e análises, e a criação de uma nova equipe fundamentada em cientistas e engenheiros de dados. Sem ações mais transformadoras e ambiciosas, recursos talentosos deixarão a empresa mais cedo do que se espera.
  • Gerenciar e desafiar o “status quo” de uma seguradora tradicional: as seguradoras tradicionais passaram por várias fusões e aquisições e estão agora em meio a uma transformação de excelência operacional para reduzir significativamente o número de profissionais, com o objetivo de se tornarem mais eficientes e competitivas.
  • Criar uma pequena equipe isolada de outras (TI, inteligência empresarial etc.): o objetivo é poder compartilhar com o mercado e os acionistas que a empresa está realmente investindo nesta tendência de mercado. 
  • Estabelecer um organograma e um modelo operacional global, coordenado e ambicioso: para garantir que toda a empresa atue de acordo com uma abordagem orientada por dados, explorando todas as sinergias.
  • Adotar novos modelos de uso: impulsionados por capacidades de ponta com menor tempo de lançamento ao mercado.
  • Pensar fora da caixa: as seguradoras tendem a se concentrar em como aproveitar a IA e o smart data dentro do modelo de negócios e da cadeia de valor existentes, no entanto, a verdadeira transformação está relacionada à evolução futura do modelo de negócios e da cadeia de valor possibilitada pelas novas capacidades de IA.

“Estas são recomendações fundamentais para este momento do mercado segurador, que passa por uma desagregação, com inúmeros novos atores vindos do ecossistema das startups, cujo DNA já é baseado em dados e novas propostas de valor, e que são responsáveis por um novo contexto competitivo, no qual a inovação tecnológica deve se traduzir em novos modelos de negócio, serviços diferenciados, interações e experiências hiperpersonalizadas para os segurados”, destaca Morán. Ele ressalta ainda que é viabilizar esses novos negócios mais interativos e digitais exige a criação de equipes híbridas, com profissionais das áreas comerciais, estratégicas, de design e ciência dos dados, que combinem os seus conhecimentos especializados.

Você pode baixar o relatório técnico completo aqui.