Mercado com expectativa de alta da taxa básica de juros

Priscila Aguiar, economista do CEM - Comissão Estudos de Mercado da CNseg

As seguradoras têm na pauta desta semana a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa na terça-feira feira e termina na quarta, dia 5, com a definição da taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião, em março, o Comitê sinalizou que para a próxima reunião, a menos de uma mudança significativa nas projeções de inflação ou no balanço de riscos, o Comitê antevê a continuação do processo de normalização parcial do estímulo monetário com outro ajuste da mesma magnitude.

“Como não foi observada essa ‘mudança significativa’, o mercado já aguarda a elevação da taxa básica de juros em 0,75 pontos percentuais”, afirma Priscila Aguiar, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras. As previsões dos analistas do Focus desta semana para a Taxa Selic em 2021 foram mantidas em 5,5% e para 2022 aumentaram para 6,25% ante 6,13% na semana anterior.

A projeção para a Taxa de Câmbio também foi mantida em R$/US$ 5,40 para 2021 e 2022. Para o PIB, houve um ajuste positivo pela segunda semana consecutiva, saindo de 3,09% para 3,14% em 2021, mas para 2022, houve queda, passando de 2,34% para 2,31%. “São ajustes normais que saem da calibragem dos modelos utilizados. Além da reunião do COPOM, o mercado aguarda a versão final do texto da Reforma Tributária que deverá se tornar prioridade na agenda do Legislativo”, destaca a economista da CNseg.

Leia o comentário das projeções dos principais indicadores no Boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.

Liberty Seguros anuncia nova edição do Liberty Trends, relatório com as principais tendências do mercado

Fonte: Liberty

O Brasil e o mundo enfrentam um cenário totalmente atípico, e mudanças que estavam em andamento foram aceleradas. O mercado foi forçado a se adaptar rapidamente. Quem já tinha a tecnologia como aliada saiu na frente, mas teve a necessidade de se atentar ainda mais ao comportamento dos consumidores que passam por transformações constantes há mais de um ano. 

Desde 2017, a Liberty Seguros viu a necessidade de acompanhar essas mudanças e, por isso, deu início ao desenvolvimento de um relatório com as principais macrotendências que poderão influenciar o mercado de seguros como um todo. Em 2021, quando o mundo enfrenta a maior crise sanitária de sua história, refletir sobre o momento que estamos vivendo e sobre o que devemos esperar para o futuro, é ainda mais relevante. 

“Já são mais de 5 anos desenvolvendo esse relatório que ajuda não só a Liberty, mas todo o setor, a seguir alinhados às tendências e possíveis mudanças que podem impactar diretamente os negócios. Precisamos estar sempre atentos e prontos para adaptações, principalmente em um período que tem nos feito rever estratégias e nos ensinado a ouvir cada vez mais a necessidade dos clientes”, comenta Alessandra Lima, superintendente de estratégia e inovação da Liberty Seguros. 

Da evolução tecnológica até a importância da sustentabilidade, abaixo estão alguns destaques do estudo.

  • Evolução tecnológica e conectividade 

O crescimento robusto e constante da velocidade de Interconexão entre 2019–2023 é resultado da influência das principais macrotendências e do surgimento da COVID-19. Por isso, adotar serviços totalmente digitalizados tornou-se crucial no cenário atual. Com o aumento na nova demanda por engajamento digital distribuído, as empresas estão tendo que endereçar questões relacionadas a força de trabalho remota, eficiência de rede e latência do fluxo de trabalho. De acordo com Fórum Econômico Mundial, 70% do novo valor gerado ao longo da próxima década será baseado em modelos de negócios habilitados para o digital.

  • Economia da Experiência

A experiência na compra e na utilização de produtos e de serviços deve ser memorável, e deve transformar todo o processo de compra e de consumo em algo prazeroso. As empresas passarão a estabelecer padrões de excelência de atendimento para estágios mais experimentais, impulsionados pela digitalização de serviços gerada pela pandemia. 

Em pesquisa da Ipsos sobre Tendências Emergentes, 90% declararam que estão procurando ativamente maneiras de simplificar suas vidas. Além disso, 80% das pessoas que declararam estar em busca de conveniência disseram que pagariam por produtos ou serviços que lhe economizariam tempo. 

  • Relacionamento Pró-ativo
    Velocidade é vital, ainda mais quando o consumidor está pedindo algo que seja dependente do tempo. Uma pessoa que trabalha em home office, por exemplo, não pode ficar sem internet, estar com a conexão lenta ou, ainda, uma conexão instável. Quando um cliente solicitar algo que não seja custoso ou demande tempo demais, vale a pena superar expectativas e realizar aquilo que ele pediu. Isso deixará o cliente mais do que satisfeito, e a sua marca será lembrada por ele sempre.

Clientes fiéis, que fazem compras recorrentes, geram mais de 80% da receita total de qualquer negócio. Por isso, empresas que conseguem maiores receitas e crescem rapidamente possuem fortes estratégias de Customer Success, focando em um contato proativo com o interesse genuíno de ajudar.

  • Envelhecimento e Intergeracionalidade
    A economia prateada no Brasil, que mira o público com mais de 50 anos, é a terceira maior do mundo, atrás dos EUA e da China. Esta demanda crescente gera um movimento dentro das empresas, que precisam garantir que seus produtos e serviços estejam adequados a este público. No Brasil, muitas empresas já começaram a se adaptar para uma realidade onde o público acima dos 50 anos terá a maior parcela do poder de compra nacional, lançando novos produtos e novos modelos de negócios aderentes a este público.
  • Empoderamento e Faça você mesmo (DIY)
    O Empoderamento & DIY é uma tendência comportamental, derivada do viés cognitivo conhecido como efeito IKEA – loja de móveis sueca internacionalmente reconhecida pela sua política monte-sozinho. De acordo com um estudo desenvolvido por estudiosos de Harvard, Yale e Duke, quando uma pessoa exerce um papel importante ao construir um produto (parcial ou integralmente), ela tende a reconhecer um valor ainda maior neste mesmo produto quando ele se torna finalizado. A mudança no cenário econômico do país fez com que essa tendência crescesse ainda mais. Muitas pessoas passaram a criar produtos caseiros, seguindo dicas na internet, seja por conta do dinheiro, da agilidade em ter a solução, ou seja pelo desejo de ter um produto único que a própria pessoa criou. Com isso muitas empresas passaram a oferecer soluções direcionadas a este público, além de soluções cada vez mais personalizadas.
  • Individualidade e Privacidade

Existe uma linha muito tênue quando o assunto é uso de dados pessoais. Se por um lado uma maior quantidade de dados possibilitam que as empresas ofereçam uma solução personalizada para seus clientes, por outro lado os clientes podem sentir que sua privacidade está sendo invadida pelas empresas. Existe também o risco crescente de vazamento de informações pessoais de usuários, como aconteceu no Brasil recentemente. Encontrar este equilíbrio entre a individualidade e a privacidade é uma das principais missões das empresas para os próximos anos.

Segundo o Instituto Ponemon, 63% das pequenas e médias empresas sofreram algum incidente com vazamento de dados em 2019. A principal causa citada para isso é a perda ou roubo de equipamentos, seguida por ataques à rede, vulnerabilidades dos dispositivos móveis e e-mails enviados para remetentes errados. 

  • Instantaneidade, Imediatismo, Impaciência

Atuar de forma rápida nas demandas de clientes e parceiros se tornará algo essencial para as empresas, que precisam agilizar respostas e processos para os mesmos. As empresas precisarão saber medir quais momentos deverão ser atendidos com excelência, e quais precisarão ser atendidos com agilidade. Também existe uma grande oportunidade para as empresas explorarem a crescente impaciência dos clientes, oferecendo soluções que amenizem a correria do dia a dia.

Considerando pesquisas realizadas por dispositivos móveis, em dois anos houve:

  • Um aumento de 200% em buscas de expressões como “aberto + agora + perto de mim”,
  • 120% de aumento nas buscas de “rastrear pacote” e 
  • 400% na procura de “24 horas + SAC”, o que dá uma amostra de como os consumidores andam impacientes

O relatório ainda traz dados sobre dependência dos aparelhos móveis, reforçando que a maneira mais fácil e eficiente de chegar até um determinado público é por meio dos mobiles, tendo isso como prioridade nas estratégias das empresas. Outra tendência que vem ganhando força no mercado é a Sustentabilidade, já que as empresas precisam rever processos rotineiros, desde o consumo exagerado de recursos até a escolha de fornecedores que respeitem os recursos naturais em sua produção. Novas tecnologias, como o hidrogênio verde, lideram o caminho para um futuro onde a garantia de sobrevivência da cadeia de suprimentos será o grande foco das empresas em suas ações e estratégia. 

“O relatório traz dados muito importantes para nos guiar nas tendências dos próximos anos. São mudanças que já estávamos acompanhando e, com certeza, vão exigir ainda mais atenção para as empresas que pretendem se manter competitivas no mercado e para os corretores evoluírem seus negócios”, completa Alessandra.

MetLife e Itaú Unibanco anunciam expansão da parceria para o Itaú Personnalité

Fonte: MetLife

Para ampliar ainda mais as soluções e produtos disponíveis para os clientes, a MetLife e o Itaú Unibanco anunciam a expansão da parceria para a comercialização do Seguro de Vida e dos Planos Odontológicos no Itaú Personnalité. As contratações estarão disponíveis a partir do dia 3 de maio, e serão feitas pelos mais de 230 consultores de seguros das 320 agências do Itaú Personnalité – sendo 88 delas digitais – com contato por telefone, garantindo a segurança e saúde de todos durante a pandemia. 

Os produtos odontológicos comercializados serão os mesmos disponíveis atualmente para o varejo. Contudo, o diferencial será o foco direcionado ao segmento de alta renda, além da experiência geral do cliente e pós-venda, que serão personalizados e exclusivos para o Personnalité. Recentemente, a MetLife e o Itaú também anunciaram a comercialização dos planos odontológicos por meio do internet banking, via mobile e e-commerce. 

“Estamos felizes com essa nova iniciativa com o Itaú, pois ela representa mais um capítulo na construção da história dessa parceria estratégica. A MetLife é especialista em seguros e o Itaú quer ter à disposição os melhores produtos para seus clientes”, pontua Marcelo Tomei, diretor Comercial da MetLife. “Estamos juntos para ajudar a cuidar da vida das pessoas e, para isso, sempre pensamos e criamos novas soluções que facilitem o dia a dia do cliente”, complementa. 

Segundo o executivo, durante a pandemia, a procura pelo seguro de vida individual cresceu e o mercado segurador saltou 17%, enquanto a MetLife teve um crescimento de 76% no segmento. 

AXA no Brasil anuncia nova executiva comercial no Espírito Santo

Fonte: AXA

A fim de potencializar sua atuação no país e a proximidade com corretores, a AXA no Brasil anuncia a chegada da Analúcia Bibiano, que dará atendimento dedicado aos parceiros no Espírito Santo. Com mais de 20 anos de experiência no mercado, a executiva possui a missão de estreitar ainda mais o relacionamento entre a seguradora e seus parceiros, sob a gestão de Mariana Azevedo, que atua no Rio de Janeiro e Espírito Santo e é responsável também pelo atendimento dedicado à carteira de Transportes na região. 

“O compromisso com os nossos corretores é claro: atender às suas necessidades e orientá-los em relação às oportunidades, e sabemos que ainda há muito a ser explorado no Espírito Santo, uma praça de grande relevância para nós. Com a presença de mais uma executiva comercial, iremos atender de maneira mais consultiva os nossos parceiros, a fim de auxiliá-los na ampliação de seus negócios”, afirma Karine Brandão, Diretora Comercial RJ/ES & Digital BR da AXA no Brasil. 

A seguradora promoverá encontros virtuais com a executiva para apresentá-la aos parceiros nas próximas semanas. A chegada de Analúcia é parte de uma série de iniciativas para ampliar a presença da companhia na região, que tem um grande potencial de crescimento e atua fortemente na linha dos produtos massificados (Empresarial e Condomínio), Transporte, Property e Vida.

Porto Seguro tem alta de 49% no lucro recorrente do 1o. tri, para R$ 296 milhões

porto seguro

A Porto Seguro divulgou lucro líquido recorrente de R$ 296,6 milhões no trimestre (+49,0% vs. 1T20)1, resultando em um ROAE de 14,7% a.a. no 1T21 (+4,0 p.p. vs. 1T20). Excluindo o efeito do excesso de capital e considerando uma remuneração de 100% do CDI para os investimentos, a rentabilidade anualizada sobre o patrimônio seria de 20,2% no 1T21, informa o grupo em comunicado. Detalhes do resultados serão dados em teleconferência, as 11h.

O resultado financeiro atingiu 193,7 milhões no trimestre, através de um retorno sobre as aplicações financeiras (ex- previdência) de 2,36% no período (equivalente a 488% do CDI no período). Esse resultado é decorrente principalmente das alocações em títulos indexados à inflação, em ativos de renda variável e em fundos multimercado.

No consolidado de todos os negócios de Seguros, o índice combinado recorrente atingiu 92,3% no trimestre (-1,8 p.p. vs. 1T20), decorrente principalmente da redução da sinistralidade do seguro Auto (-6,1 p.p. vs. 1T20), beneficiado pela melhoria nos modelos de subscrição e precificação de risco, e pela redução nas frequências de sinistros em função da pandemia. O índice de despesas administrativas e operacionais, desconsiderando despesas e incentivos a programas sociaispara combater os impactos da pandemia na sociedade (incluindo o programa “Meu Porto Seguro”), melhorou 0,3 p.p. no trimestre (vs. 1T20), alcançando o melhor nível para um primeiro trimestre na série histórica dos últimos 10 anos, em razão dos investimentos em tecnologia e aperfeiçoamento de processos para aumentar a eficiência operacional.

Na vertical Seguros, os prêmios cresceram 6,6% (vs. 1T20), alavancados principalmente pelo aumento dos prêmios dos seguros Auto e Patrimoniais. A carteira de seguro Auto obteve um aumento de 6,7% nos prêmios emitidos e um incremento de 124 mil veículos na carteira em relação ao 1T20. Os prêmios dos seguros Patrimoniais avançaram 8,5% (vs. 1T20) e os prêmios do seguro de Vida cresceram 2,6% (vs. 1T20), com destaque para o desempenho do Vida Individual, que cresceu 15,4% (vs. 1T20).

A vertical Saúde apresentou crescimento de 5,1% nos prêmios e receitas (vs. 1T20). Os prêmios do seguro Saúde Empresarial evoluíram 4,7% no trimestre (vs. 1T20), com crescimento de 34,3% no número de empresas seguradas. O Seguro Odontológico alcançou 651 mil vidas seguradas, uma expansão de 7,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na vertical Negócios Financeiros a carteira de crédito atingiu R$ 10,4 bilhões ao final do trimestre, crescimento de 29,0% em relação ao 1T20, e obteve um aumento de 16,2% nas receitas recorrentes (vs. 1T20), com crescimento de duplo dígito nos principais negócios, com destaque para a expansão de 39,1% na carteira de Financiamento (vs. 1T20) e para o crescimento de 29,7% nas receitas do Consórcio (vs. 1T20). O gerenciamento eficaz da carteira de crédito e as ações para mitigação de risco contribuíram para a redução da inadimplência (NPL +90 dias), que atingiu 4,0% ao final do 1T21, apresentando melhora tanto em relação ao 4T20 (-0,4 p.p.) quanto ao 1T20 (-0,8 p.p.), ficando abaixo da média mesmo quando comparado com períodos anteriores à pandemia.

Na vertical Serviços, as receitas recorrentes2 cresceram 21,9% no 1T21 (vs. 1T20), com destaque para o Carro Fácil, que já está operando com resultados positivos e cresceu 25,2% no trimestre (vs. 1T20), alcançando 7,4 mil contratos ativos (+17,5% vs. 1T20), e também para a expansão de 53,9% nas receitas da Porto.Pet (nome da nova marca em substituição à Health for Pet). A vertical Serviços conta também com outros produtos sinérgicos aos negócios da Porto Seguro com alto potencial de expansão, tais como o Porto Cuida, Porto Faz e o Reppara!.

Presidente da CNseg defende medidas para enfrentar os desafios da saúde suplementar

Fonte: CNseg

O Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, participou nesta quarta-feira, dia 28, do painel de abertura do Fórum de Saúde e Previdência, realizado remotamente pela Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro (ABRH-RJ). Tendo os impactos da pandemia na gestão de saúde pelas áreas de Recursos Humanos nas empresas como tema central, o painel de abertura também contou com a participação do Presidente da ABRH, Paulo Sardinha, e do Diretor-gerente da Bradesco Saúde, Flávio Bitter, que foi o moderador.  

O Presidente da CNseg iniciou sua participação apresentando um panorama do mercado de saúde suplementar, que ao longo dos últimos 12 anos cresceu muito acima do PIB, em um movimento contracíclico, em reação às dificuldades de acesso à saúde pública. Nesse período, disse ele, também ocorreu um aumento dos custos do financiamento da saúde gerado, entre outros fatores, pelo “formidável desenvolvimento da tecnologia em saúde” e pela reorganização da cadeia de recursos, que mudou o foco da atenção primária à saúde para a secundária e terciária, gerando um embate em relação aos custos entre o segmento que financia (as empresas) e os prestadores de assistência (as operadoras de planos de saúde).

Entretanto, lembrou Coriolano, o aumento dos sentimentos de finitude e de aversão a riscos gerados pela pandemia fizeram com que a população adotasse um padrão mais elevado de preocupação com a saúde e a vida e as empresas redobrassem a preocupação com a saúde de seus funcionários.

Diante desse impasse entre a preocupação com a saúde e a dificuldade de seu financiamento, o Presidente da CNseg propôs a busca de soluções que “integrem toda a cadeia produtiva da saúde”, inclusive os contratantes de planos coletivos, destacando algumas medidas necessárias, como uma maior racionalidade na incorporação tecnológica na saúde; uma maior atenção à saúde básica e à promoção da saúde; a revisão do modelo de remuneração de prestadores, valorizando a efetividade; e a revisão do marco legal do setor.

Ele também lembrou que a catástrofe da pandemia é uma entre outras que precisam ser enfrentadas, citando como exemplo a crise ambiental e destacando também a necessidade de preocupação com os fatores ASG (Ambientais, Sociais e de Governança).

Concordando com o Presidente da CNseg, o Presidente da ABRH afirmou que o retorno à estabilidade passa pela integração de todos os atores da cadeia de saúde e que os departamentos de RH são os melhores interlocutores para construir as pontes necessárias para a superação da crise da melhor maneira.

Paulo Sardinha também disse que os RH das empresas terão um papel muito mais abrangente em relação ao cuidado com a saúde dos funcionários, deixando de se preocupar exclusivamente com a gestão do plano de saúde da empresa e com o SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho). “Não vejo mais como possível avaliar os planos de saúde apenas em relação a custos”, afirmou, complementando que o conceito de saúde precisa ser encarado de uma forma ainda mais ampla e as empresas também precisam se preocupar com o que acontece “fora de seus muros”, pois as organizações são diretamente impactadas, por exemplo, pelo histórico dos indivíduos em relação a saúde e educação, lembrando também que atitudes individuais podem colocar em risco toda a coletividade.

Evidenciando um alinhamento de ideias, o Presidente da CNseg, que disse se considerar também um gestor de RH, visto comandar uma organização com cerca de 200 funcionários,  acrescentou outras questões que devem estar no radar dos RH, como a necessidade de um conforto social e a preocupação com a poluição e até com o lixo nas ruas. “As área de RH terão que ser vistas, daqui por diante, mais que tudo, como agentes de transformação da vida das pessoas”, concluiu.

Especialistas se unem e criam curso sobre inovação em seguros na Fintech School

Fonte: Fintech School

A Fintech School, especializada em educação para as áreas de Finanças, Tecnologia e Negócios, anuncia mais uma novidade no seu portfólio de cursos: o programa “Agenda Regulatória Susep – Oportunidades e desafios para a inovação na indústria de seguros”. 

Em dezembro do ano passado, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou o plano de regulação da autarquia para o exercício de 2021. Diante da agenda divulgada, a regulação irá apoiar a inovação, criando uma maior concorrência e levando o mercado segurador a fazer melhor uso de tecnologias.  Dividido em 8 módulos, o programa, com 10 horas e custo de R$ 1.299,00, irá abordar os seguintes Agenda Regulatória 2021, Consolidação de Normas, Sistema de Registro de Operações, Política de Segurança Cibernética, Open Insurance, Revisão do limite de cessão em resseguro/retrocessão, Produtos de acumulação, Demonstrações Financeiras e Política de Responsabilidade Socioambiental. 

Os módulos serão apresentados por nomes de peso do mercado. Compõem a lista de painelistas Renato Terzi (BMG Cor), Camila Calais (Mattos Filho), Abner Oliva (Cerc Central de Recebíveis), Marta Schuh (Marsh), Marcia Cicarelli (Demarest), Paulo Brancher (Mattos Filho), Eduardo Bezerra (Wiz), Rogério Melfi (Tecban), Laura Maconi (Oliver Wyman), Ronald Kaufmann (Control Consultoria), Fabiano Lima (Zurich Seguros), João Batista Ângelo (Zurich Santander Seguros), Gustavo Rezende Vieira (Santander Auto), Barbara Bassani (Tozzini Freire) e André Antunes (Tozzini Freire). 

Entre os principais objetivos do painel, destaca-se a contextualização da agenda regulatória para o setor, de movimento de registradoras no país e as tendências previstas para a indústria. “Entre as inovações que serão abordadas estão a transformação digital e o uso de dados inteligentes (conectado ao open insurance); o sandbox, trazendo maior competitividade ao setor; a utilização de garantias para mitigação de riscos e eficiência operacional”, explica Abner Oliva, COO da CERC, que abordará o Sistema de Registro de Operações.

No módulo sobre Open Insurance, o assunto principal será a maneira como a transformação no mercado financeiro está sendo regulada no Brasil e no Mundo. “O movimento Open, que iniciou em Open Banking, está avançando para outros mercados, gerando uma série de novas oportunidades”, declara, Rogerio Melfi, especialista em Novas Plataformas / Open Banking na TecBan. De acordo com Laura Maconi, da consultoria Oliver Wyman, o acesso a dados e avanços tecnológicos irá fomentar a inovação no setor, com maior foco em atender as necessidades do cliente.

Pela primeira vez, o tema ASG (Ambiental, Social e Governança) foi incluído entre as prioridades da agenda da SUSEP. “O módulo sobre ASG trará um panorama sobre este aspecto ainda pouco explorado no setor, auxiliando na reflexão sobre condutas supervisionadas e dos próprios segurados que estejam condizentes com as melhores práticas do mercado”, garante Barbara Bassani, advogada no Escritório TozziniFreire. 

O curso é indicado para empreendedores, profissionais ou entusiastas do mercado interessados em se inserir em um mindset de inovação que visa antever o potencial da indústria de seguros impulsionado pelo momento regulatório e pela mudança de comportamento do consumidor na pandemia. 

Serviço

Início do curso: 31 de maio de 2021.

Matrículas Abertas

Inscrições pelo site: https://agenda-regulatoria-susep.fintechschool.com.br/

Sobre a Fintech School

A Fintech School é especializada em educação para as áreas de Finanças, Tecnologia e Negócios. Em um mundo de mudanças aceleradas, preparar profissionais para o futuro é essencial. Com programas variados ministrados por diversos experts, a escola oferece uma visão ampla de quais são as oportunidades e os desafios da transformação digital, preparando seus alunos para se destacarem no mercado de trabalho.  

Serviços de encanador lideram o ranking com 24% das solicitações de atendimento na pandemia, segundo

Fonte: Allianz

Com a pandemia do coronavírus, a assistência 24h foi uma aliada dos adeptos ao seguro Residência. De acordo com um levantamento realizado pela Allianz Seguros, no período de março a dezembro de 2020, foi registrado um aumento de 42% nos acionamentos dos serviços de assistência, em relação ao mesmo período de 2019.

No período da pesquisa, os serviços mais acionados foram de encanador (24%), eletricista (12%), check-up lar (7%) e locação (4%), sendo as maiores motivações os problemas hidráulicos (25%), consertos de eletrodomésticos (21%) e elétricos (11%).

“Nos primeiros meses de isolamento, de março a maio, os acionamentos foram mais tímidos, devido à preocupação dos segurados em receber terceiros. Com a flexibilização, vimos as solicitações pelos serviços serem retomadas. Afinal, quanto mais tempo em casa usufruindo de sua estrutura, mais imprevistos tendem a acontecer, com os clientes precisando de respaldo para problemas emergenciais”, conta David Beatham, diretor executivo de Massificados e Vida da Allianz Seguros. 

Regiões com maior acionamento de assistência 24h

Nos meses analisados pela Allianz, foram registrados mais acionamentos nas capitais brasileiras, onde estão concentradas a maioria das apólices da empresa. Os top 5 estados com mais solicitações foram: São Paulo (47%), Minas Gerais (13%), Paraná (11%), Santa Catarina (6%) e Rio de Janeiro (5,5%).

Aumento da procura

A Allianz também percebeu um aumento na procura dos seguros Residência Especial e Exclusivo – as ofertas mais completas da companhia. O dado reflete uma crescente de preocupação dos consumidores em qualificarem a proteção de seus patrimônios.

“Esse cenário pôde ser percebido pelas áreas Técnica e Comercial, que foram mais acionadas na busca por informações e entendimento do produto por parte dos corretores que trabalham com a companhia, refletindo o interesse dos consumidores”, afirma David Beatham.

Principais benefícios do seguro Residencial

Um pacote de assistência 24h precisa estar em linha com as necessidades do segurado dentro de casa, além de atender outros fatores que permeiam a sua vida fora do lar. O plano mais completo da Allianz oferece 74 serviços, incluindo assistência a pets, bicicletas, além de check-up kids, idoso e outras facilidades. “A variedade de itens que pode ser contemplada em uma única apólice de seguro confirma a importância que damos no amparo total ao dia a dia do segurado, que ainda conta com garantia na prestação de quaisquer serviços”, diz Beatham.

Além dos serviços prestados à equipamentos de linha branca, como geladeiras, fogão, micro-ondas, a Allianz oferece consertos de linha marrom também – os eletrônicos de uso doméstico, como televisão, home-theaters, aparelhos de áudio.

BRB faz parceria com corretora Wiz para ofertar seguros aos clientes do banco

Fonte: Wiz

O Banco de Brasília anunciou a escolha da Wiz Soluções para a oferta de seguros no modelo bancassurance, com exclusividade, por 20 anos. O BRB e a gestora dos canais de distribuição de seguros e produtos financeiros vão criar uma joint venture para a potencialização de negócios, junto aos clientes de todo o Brasil. 

Agora as partes dedicam-se à troca de documentos e aos últimos acertos para a formalização do vínculo e início da operação. Detalhes da composição societária e de valores envolvidos nas tratativas, entre outros, estão por ora restritos aos administradores das duas empresas. O modelo ominichannel, com atendimento presencial nas agências do BRB, correspondentes bancários, agentes da rede de parceiros da Wiz e atuação remota será adotada na joint venture.

O BRB vem em uma crescente jornada de digitalização, sob o comando de Paulo Henrique Costa, executivo C-level com mais de 20 anos de experiência em instituições financeiras, de seguros e investimentos. O Banco tem destacado valores importantes em tecnologia para a expansão dos serviços para as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do País. A instituição financeira alcançou lucro de R$ 449,6 milhões, em 2020. Uma alta de 7,3% comparada ao ano anterior. 

“Hoje é uma data histórica. Vamos para um acordo de corretagem e venda de produtos de seguridade. A Wiz tem feito um trabalho sensacional, com experiência enorme com o cliente e capacidade extraordinária de gerar negócios e relacionamento. Nos últimos tempos, partimos à modernização dos serviços para ser um banco completo para varejo e entes públicos”, celebra o presidente do BRB.

Os resultados do Banco têm como base a política de expansão principalmente de crédito imobiliário, bem como o lançamento do Banco Digital Nação BRB FLA, em parceria com o Flamengo, que contribuiu para a maior digitalização e ganho de eficiência operacional da instituição. A plataforma com o Clube gerou 460 mil contas, que já representam 55% das contas do BRB tradicional. 

“Com a parceria do BRB com a Wiz, focada em seguridade, nós esperamos ampliar expressivamente a base atual de clientes, em cinco anos. Porque seguro favorece muito o relacionamento. Recolhemos R$ 700 milhões em prêmio no ano passado”, complementa Paulo Henrique.  Em 2020, o BRB registrou um aumento na comercialização de seguros da ordem de 35% frente ao ano anterior. No mês passado, o Banco divulgou que investirá R$ 10 milhões em marketplace para oferta de produtos bancários para caminhoneiros, a partir de um acordo com o Ministério da Infraestrutura. Nele, será possível a antecipação de receitas com serviços de frete, tomar empréstimos e contratar seguros em condições especiais, entre outros. 

A Wiz obteve lucro de R$ 199 milhões, retração de 7,3% em razão de provisionamentos não recorrentes, em 2020. A companhia dedicará esforços para ampliar as bases de públicos de interesse do BRB e, como hábito, proporcionar resultados expressivos para o parceiro. Dos últimos dois anos para cá, e principalmente neste começo do ano quando perdeu a parceria com a Caixa Seguridade, a Wiz vem firmando contratos com outras instituições financeiras. “Temos pleno senso do desafio e das oportunidades. E a certeza de que vamos construir uma nova companhia de futuro grandioso”, celebra o CEO da Wiz, Heverton Peixoto. 

Artigo: Criatividade, persistência e obstinação para superar a crise

por Marcelo Farinha, diretor comercial da Brasilcap e presidente da Federação Nacional de Capitalização (Fenacap)

A capitalização surgiu no Brasil em 1929, em meio a uma enorme crise internacional. O país, então dependente de capital externo, vivia período de carência de recursos que pudesse alavancar o seu desenvolvimento. Assim, a capitalização nasceu com a missão de mobilizar e aglutinar pequenas economias populares para formação de poupança nacional de larga escala. Hoje, diante da pior crise do século, o segmento demonstra mais uma vez o seu papel de fomento econômico e social.

Em 2020, mesmo diante do cenário adverso da pandemia, o segmento injetou R$ 19,2 bilhões no mercado, considerando os valores pagos em resgates e nos sorteios. Esses recursos ajudam a movimentar a economia, trazendo segurança para as famílias em um ano tão desafiador. Acima de tudo, ajudam as pessoas a realizarem seus planos e projetos.

Concretizar planos em tempos de crise, no entanto, exige criatividade, pensar fora da caixa. Segundo Albert Einstein, a crise traz progresso, pois nos obriga a fazer diferente. Diante de um consumidor cada vez mais exigente e conectado, é natural que o mercado de capitalização experimente novas formas de interação com o cliente. Enfrentar desafios e superar obstáculos são a tônica de um segmento que, ao longo de seus 92 anos de existência, demonstra obstinação, persistência e criatividade.

Essa resiliência é novamente colocada à prova em meio à pandemia de Covid-19. Diferentemente de outras crises que a nossa geração conheceu, esta não teve origem no ambiente econômico, mas irradiou seus reflexos para toda a economia. A necessidade de distanciamento chegou ao Brasil no momento em que o país tentava retomar o ritmo de crescimento. E obrigou a capitalização a buscar novas estratégias de relacionamento com o consumidor.

De saída, a pandemia impactou o ambiente geral de negócios. Como reflexo, a indústria viu seu faturamento encolher em torno de 4,1% no ano passado. Uma crise dessa dimensão mexe bastante com as pessoas. É natural que a sociedade repense seus valores.  Assim, a tendência é que as pessoas revejam hábitos de consumo e busquem o essencial, o sustentável. 

Esse tipo de comportamento ajuda a explicar o desempenho da capitalização no último ano. Em 2020, as reservas técnicas avançaram 5,4% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 32,4 bilhões. Já os resgates diminuíram 4,8%. A percepção de risco que a crise traz leva as pessoas a buscarem segurança financeira. Daí essa redução nos resgastes. É o sentimento de guardar agora para atravessar os momentos mais críticos que a crise pode trazer.

A crise não apenas impactou a renda das famílias, como afetou o sistema de distribuição do segmento, ao criar uma distância entre a força de vendas e o consumidor. Diante disso, os esforços de superação foram empreendidos em quatro grandes eixos:

a.  Intensificar o foco no relacionamento com cliente. Foi necessário redirecionar os esforços da central de distribuição: em lugar de vender, prestar pronto atendimento; reformular a comunicação com os clientes e promover uma atuação mais empática, ajustada às adversidades atuais.

b. Reforçar o cuidado com os colaboradores. A indústria, de maneira geral, introduziu o conceito do teletrabalho, como forma de proteger seu mais importante ativo – os recursos humanos – e também cuidar para evitar a pressão sobre o sistema de saúde. Na Brasilcap, por exemplo, além da rotina de atividades laborais remotas, foi adotada estratégia de manutenção de empregos. Em vez de reduzir o quadro, o time foi ampliado, com novas contratações durante a pandemia. Há funcionários que iniciaram sua jornada na Companhia trabalhando em casa e até o momento não conhecem pessoalmente seus colegas.

c. O terceiro eixo de ação foi direcionado à sociedade em geral. Diferentemente de anos anteriores, em que os investimentos sociais geralmente se concentravam no fim do exercício, em 2020 antecipamos aportes e os direcionamos para projetos destinados a aliviar os impactos da pandemia. A Brasilcap destinou R$ 2,3 milhões a hospitais e instituições do terceiro setor atuantes no combate aos efeitos da Covid-19.

d. Por último, devem ser destacados os esforços do segmento de capitalização para diversificar os canais de distribuição, notadamente no campo digital. Diante de uma sociedade cada vez mais conectada e fisicamente distante, há um movimento crescente de investimentos em soluções de negócios digitais.  Foi assim – combinando avanço tecnológico com responsabilidade social – que a Brasilcap lançou em abril de 2020 o Doadin, seu primeiro produto inteiramente digital, destinado a captar e direcionar recursos para entidades filantrópicas.

Sobre responsabilidade social, fica claro que a percepção de dor e sofrimento faz com que valores como empatia, solidariedade e união ganhem mais relevância, em oposição a comportamentos individuais. É uma tendência que poderá ensejar maior engajamento nas causas sociais. Esse sentimento conversa com a capitalização na modalidade Filantropia Premiável, que permite ao titular doar recursos para uma causa que considere justa e ainda concorrer a prêmios: fazer o bem faz bem!

 Outra modalidade que dialoga em sintonia com o cenário atual é Instrumento de Garantia. Nela, as reservas do titular podem ser vinculadas como garantia de uma operação de crédito, de locação de imóveis (em substituição ao fiador) ou qualquer outro tipo de contrato entre as partes. No momento crítico em que vivemos, é natural que os agentes de mercado fiquem mais reticentes diante dos riscos e passem a se cercar de maior segurança nos negócios.  Não à toa, essa modalidade – em vigor desde abril de 2019 – já representa cerca de 11% do volume total de títulos emitidos e apresenta grande potencial de crescimento.

As mudanças também abarcam o universo digital. Vivemos uma era de grandes transformações bem antes da crise. Somos mais conectados, estamos mais longevos, admitimos novos conceitos de núcleo familiar, usamos dinheiro eletrônico e pagamos nossas contas com o celular. O consumidor mais exigente, informado e consciente valoriza a experiência, agilidade e conveniência e demanda novos modelos de negócios. Os produtos precisam estar inseridos em sua jornada de relacionamento.

A crise sanitária, ou o distanciamento social dela decorrente, acabam reforçando a necessidade de transformações, a partir de condições previamente existentes: os nativos digitais, a evolução tecnológica e a estabilização econômica. Assim como os serviços de delivery (em especial, de alimentos), o mercado de capitalização procura interagir com clientes por meio de canais digitais (em complemento aos canais tradicionais). A entrega de valor por meio de novas plataformas é um caminho sem volta.

Enfim, não vamos sair desta crise da mesma forma como entramos. O ambiente de negócios é o combustível e a crise, o catalisador. A capitalização tem muito a contribuir para a superação deste cenário. Com suas distintas modalidades – Tradicional, Popular, Incentivo, Instrumento de Garantia, Compra Programada e Filantropia Premiável –, o segmento oferece um conjunto versátil de soluções. Cada vez mais, ele se revela sustentável para diferentes perfis de consumidores, com sua história de quase um século. Sobretudo, é um instrumento de salvaguarda financeira, exercendo papel de destaque no fomento à atividade social e econômica.