Programa de estágio da HDI Seguros está com vagas abertas

Fonte: HDI

A HDI seguros – a 4ª maior seguradora no ramo empresarial, a 5ª maior em Automóveis e a 6ª em Residencial – está com vagas abertas para o programa de estágio. As oportunidades são voltadas para jovens das regiões de São Paulo (SP), Blumenau (SC), Itajaí (SC) e Caxias do Sul (RS). 

As inscrições estão abertas até o mês de junho, para candidatos que tenham previsão de formatura de julho a dezembro de 2023 nos cursos de Administração de Empresas, Direito, Engenharia da Computação, Engenharia de Produção, Comunicação, Comunicação Social, Ciências da Computação, Ciências Atuariais, Ciências Contábeis, Estatística, Matemática, Economia, Análise de Sistemas, entre outros. 

Entre os benefícios oferecidos pela seguradora, estão assistência médica, Gympass, vale-refeição, vale-transporte, fretado (para a região de SP), folga no aniversário, desconto nos produtos HDI, descanso remunerado e seguro de vida. Além de contarem com dress code casual e trabalho remoto, os jovens terão a oportunidade de desempenhar as atividades em um ambiente voltado para inovação e desenvolvimento profissional. Os candidatos também contam com o programa de desenvolvimento ‘HDI Educa’, que tem como objetivo desenvolver competências comportamentais e técnicas, e o programa de qualidade de vida e bem estar ‘Fique Bem’.  

As inscrições são feitas através do site https://estagiohdiseguros.gupy.io/.   

MAG Investimentos recebe autorização da CVM e anuncia novas gestoras de recursos para ativos imobiliários e renda variável

Fonte: MAG

A MAG Investimentos, empresa do Grupo Mongeral Aegon, anuncia o lançamento de duas companhias voltadas para gestão de recursos: MAG Ativos Imobiliários e MAG Renda Variável. A previsão é de que comecem a operar ainda no primeiro semestre de 2021. 

“Vimos uma oportunidade de suprir uma demanda crescente do mercado e expandir os negócios da asset do grupo. As empresas foram criadas pensando nos investidores que procuram diversificar suas carteiras de investimentos, sempre buscando soluções diferenciadas. Estes são, aliás, são dois segmentos que apostamos muito no longo prazo” explica Cláudio Pires, diretor da MAG Investimentos. 

A expectativa é de que nos primeiros dez anos, a MAG Ativos Imobiliários atinja uma captação de R$ 7 bilhões e obtenha um lucro líquido de R$ 60 milhões, enquanto a previsão para a MAG Renda Variável é de uma captação de R$ 3 bilhões e lucro de R$ 50 milhões no mesmo período. Esta ampliação de portfólio vem acompanhada de uma estratégia de fortalecer a atuação da gestora em São Paulo, onde foi inaugurado 1 escritório no início do ano. A expectativa é de que até o fim do ano, cerca de dez novos colaboradores sejam contratados para a nova filial. Atualmente são oito, sendo cinco do departamento comercial. 

Como a MAG Investimentos já possuía produtos de renda variável, nos próximos meses haverá a transferência da gestão dos fundos para a nova empresa. O responsável por essa movimentação será Felipe Taylor, que assumirá como Head de gestão da nova companhia. O executivo integrava a equipe da MAG Investimentos como Head de equities desde julho de 2020. Anteriormente, passou por empresas como Navi, Kondor Invest e Tese Investimentos.  

Além disso, com a aprovação da CVM, também terá início a atuação do Grupo em fundos imobiliários, que ficará sob responsabilidade de Valdery Albuquerque, também respondendo como Head de gestão. Valdery é economista, possui mais de 25 anos de experiência nos mercados financeiro e de capitais, tendo ocupado cargos como CFO e CEO da Caixa Econômica Federal, diretor Executivo do Banco Unibanco e Superintendente Executivo do Banco Fator, responsável pela área de ativos imobiliários e mercado de capitais. Ambos atuarão de forma integrada à MAG Investimentos, ficando sob a mesma estrutura operacional e de governança. 

Argo Seguros encerra primeiro trimestre com alta de 25% em vendas, para R$ 101 milhões

Rafael Fragnan Argo Seguros

Fonte: Argo

Argo Seguros – seguradora especialista no desenvolvimento de produtos de nicho, com foco em inovação, tecnologia e inclusão social – segue registrando desempenhos recordes em sua história. Depois de ter superado seu melhor resultado comercial em 2020, a multinacional norte-americana agora registrou um crescimento de 25% no volume de prêmio emitido, seu melhor desempenho para um primeiro trimestre em nove anos de atuação no Brasil. Nos três primeiros meses deste ano, a Argo Seguros registrou R$ 101,6 milhões em prêmios emitidos, bem acima dos R$ 75,6 milhões alcançados no mesmo período do ano passado, com um índice combinado de 94,2%.

“O resultado é para ser comemorado por diversos fatores. Primeiro, pelo valor alcançado, mas principalmente porque o índice combinado segue abaixo de 100%, o que demonstra que a companhia mantém lucro operacional antes do resultado financeiro”, disse Rafael Fragnan, Chief Risk Officer da Argo Seguros. Segundo o executivo, o resultado do período foi muito importante, o que faz a companhia planejar a longo prazo no Brasil. ”Desde de abril do ano passado, estamos mantendo uma média próxima a R$ 100 milhões de volume de prêmio emitido por trimestre. Se seguirmos nesse ritmo, vamos superar mais uma vez nosso melhor desempenho em um ano”, analisa.

O resultado desse desempenho é uma conjunção de diversas ações da companhia como novos produtos, serviços agregados, parcerias e o aumento na base de corretores cadastrados. Somente neste primeiro trimestre de 2021, mais de 1.600 corretores se cadastraram para operar com a Argo Seguros, um crescimento de 36% na comparação com o mesmo período de 2020.

“Estamos colhendo os frutos de um trabalho que vem sendo realizado desde 2019, quando realizamos um grande road show pelo Brasil, passando por várias capitais. Esse ano a estratégia era repetir esse giro para nos mantermos próximos aos nossos parceiros, corretores e assessorias, mas devido a pandemia fomos obrigados a focar em um formato digital, o que também se mostrou bem efetivo”, concluiu Fragnan.

Setor de seguros alerta sobre perigo das associações de proteção veicular

Fonte: CNseg

Rio de Janeiro, 13 de maio de 2021 – As principais entidades de representação do setor de seguros estruturaram diversas ações de comunicação para fornecer esclarecimentos à sociedade sobre os riscos da proteção veicular. A iniciativa é composta por site (https://www.seguroautosim.com.br), vídeos e a cartilha “Proteção veicular não garante proteção” – com encarte apresentando quadro comparativo entre o seguro auto e a proteção veicular. A assinatura das ações é encabeçada pela Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, pelas Federações que a compõem, Sindicatos das Seguradoras e Sinapp, Fenacor e Sindicatos dos Corretores de Seguros. Todo o material de comunicação institucional descreve as principais diferenças entre o seguro e o produto das associações, permitindo ao consumidor final ter um melhor entendimento sobre as diferenças que existem entre eles.

A Justiça, os Procons e órgão de supervisão do setor de seguros enfrentam crescimento significativo na quantidade de reclamações por parte dos consumidores prejudicados pelas associações. Nos últimos anos, o Ministério Público Federal e a Superintendência de Seguros Privados (Susep) têm atuado, por vezes em conjunto, para coibir a atuação das associações. Só a Susep já ingressou com aproximadamente 213 ações civis públicas, das quais 29 tiveram reconhecidas a ilegalidade da atuação no âmbito dos Tribunais Regionais Federais das cinco regiões do País e do Superior Tribunal de Justiça, segundo a cartilha “Proteção veicular não garante proteção”.

Espalhadas por todo o País, sobretudo entre pequenas e médias cidades brasileiras, as associações podem se tornar um problema de enorme gravidade, sem qualquer controle de sua solidez financeira para oferecer irregularmente produto equiparável a seguro, segundo avaliação do setor de seguros. A cartilha esclarece que as associações de proteção veicular não querem se enquadrar no Código de Defesa do Consumidor, não admitem ser fiscalizadas pelo Poder Público e entendem que não estão sujeitas a pagar tributos.

Nos três vídeos disponíveis no site https://www.seguroautosim.com.br, é possível ampliar o conhecimento sobre o tema. Em off, o locutor lembra que “as seguradoras seguem leis e normas de órgãos reguladores, deixando assim o consumidor protegido de várias formas. Isso permite que as seguradoras planejem e utilizem os recursos de forma a cumprir com o que prometeram e sejam fiscalizadas com imparcialidade. Já na proteção veicular quem recolhe o dinheiro é o mesmo que faz a gestão de recursos. Não há regras, fiscalização nem imparcialidade. Isso não garante proteção, o associado não é considerado um consumidor e não terá direitos que garantam melhor atendimento ou defesa. Para que acreditar em algo que te deixa vulnerável?”, indaga o locutor. 

Em outro, é lembrado que, “se a associação não tiver dinheiro suficiente no fundo para arcar com algum imprevisto, o associado pode receber menos do que o valor total necessário. Ou pode ser que a associação tenha que recolher mais dinheiro dos associados para cobrir essa indenização. Nessas situações, terão associados que pagarão mais do que outros ou associados que receberão suas indenizações integrais e outros não. É justo?”, indaga o locutor em off

No terceiro vídeo, explica-se por que o consumidor pode confiar no mercado legal. “Nas seguradoras, o pagamento da indenização é de até 30 dias após a entrega da documentação, de acordo com regras da Susep. A seguradora sempre se planeja para ter recursos. Nas associações, não há prazo determinado para o pagamento, não há órgão público regulador que estabeleça as regras da operação, que dependerá de as associações ter ou não recursos no momento em que o associado precisar. Ou seja, na prática, nem todo mundo recebe aquilo que foi combinado! Por lei, a seguradora precisa garantir ao segurado o dinheiro de sua indenização e você terá o apoio de várias instituições para isso. Na proteção veicular, você contará com a própria sorte. Se informe, acesse https://www.seguroautosim.com.br e saiba mais. Seguro auto sim, por caminhos mais seguros”, diz o locutor em off.

Conhecer Seguros lança curso sobre subscrição de grandes riscos no novo cenário

Fonte: Conhecer Seguros

A Resolução CNSP 407 trouxe para o mercado uma regulamentação atualizada em relação aos seguros de grandes riscos, seguindo a tendência da Susep de flexibilizar as negociações contratuais. Diante dessas novas condições, a Conhecer Seguros lança um curso online ao vivo para auxiliar o setor no entendimento dessas mudanças e na aplicação prática das novas regras aos negócios. As aulas iniciam no dia 7 de junho e as inscrições estão abertas pelo site da escola.

O curso “Subscrição de Grandes Riscos no Novo Cenário – Seguros de Propriedades” é ministrado pelo especialista David de Jesus Neves e conta com a coordenação acadêmica de Walter Polido. Seu foco é a subscrição de riscos para fins de seguro e resseguro. As aulas acontecem nos dias 7, 9, 14, 16, 21 e 23 de junho, das 19h00 às 22h00.

Para Polido, a liberdade atribuída às seguradoras na estipulação das bases contratuais exige aprimoramento técnico urgente de todos os players. “Melhorar o processo de subscrição pode ser uma tarefa desafiadora para as companhias, pelo fato de estarem acostumadas a modelos encontrados em mercados padronizados, assim como o brasileiro. Por isso, é fundamental a intensificação na busca do conhecimento especializado, assim como tantos outros mercados já providenciaram”, destaca o especialista.

Neves complementa que não existe subscrição sem liberdade de escolha, sem a livre convicção na elaboração das bases contratuais múltiplas. “Subscrever não significa tão somente enquadrar uma proposta de seguro num modelo preconcebido de clausulado de cobertura. Significa, em contrapartida, determinar qual será o melhor modelo de condições de coberturas para aquele determinado risco, muitas vezes elaboradas exclusivamente para aquela situação particularizada.”

O curso utiliza a metodologia de estudo de casos práticos, com o objetivo de motivar os participantes a analisar e a resolver situações concretas do cotidiano. Dessa forma, a teoria subjacente é entendida a partir das situações práticas.

Ao concluir o curso, considerando frequência mínima de 75% nas aulas e realização do teste de avaliação de conhecimentos, o aluno recebe o Certificado de Aprovação de maneira online. 

Pottencial Seguradora anuncia novo Head de Engenharia e Riscos Diversos

Fonte: Pottencial

Dando sustentação ao seu plano de crescimento, a Pottencial Seguradora, maior insurtech do Brasil, anuncia a chegada de mais um importante e estratégico reforço para o time. Com 21 anos de experiência no mercado de Seguros e Resseguros e passagens por grandes empresas do setor, como Allianz, Zurich, Liberty e IRB, o engenheiro civil André Guidetti assume a área de Riscos de Engenharia e Riscos Diversos. Para o Head, que também apoiará a Companhia na abertura de novos produtos, chegar à seguradora em um momento de expansão torna o desafio ainda mais motivante. “Com visão inovadora e investimentos constantes em tecnologia, a Pottencial conseguiu se destacar em um cenário competitivo e dominado por grandes players. É um orgulho poder contribuir para o desenvolvimento desta empresa, que tem à sua frente um caminho próspero e bastante promissor”, celebra Guidetti.

Para o vice-presidente da Pottencial, Carlos Ferreira Quick, a contratação do executivo está alinhada a um dos principais propósitos da Companhia, de ampliar a presença no mercado por meio de um portfólio de produtos cada vez mais diversificado, aproximação com os stakeholders e atendimento de excelência.  “Contar com a expertise do Guidetti em uma área estratégica, que tem apresentado crescimento exponencial e sustentável, é motivo de satisfação para toda a equipe. Nossos objetivos são ambiciosos e sabemos da importância de ter ao nosso lado profissionais experientes, competentes e de alta capacidade técnica para atingi-los”, disse.

Com escritórios em sete cidades brasileiras e sede em Belo Horizonte, Minas Gerais, a Pottencial reafirma a solidez do modelo flex-híbrido, implementado no início da pandemia para possibilitar aos potters – como são chamados os colaboradores internamente – a opção de trabalharem à distância ou presencialmente. Da capital paulista, Guidetti pretende ampliar e diversificar ainda mais a sua equipe, que já conta com profissionais dos quatro cantos do país. “A Pottencial entende que para crescer é preciso se diferenciar e criar um ambiente diverso, inclusivo e múltiplo. De forma disruptiva, a empresa nos permite ousar, criar e implementar novas soluções. Os desafios do mercado são muitos, mas, sem dúvida, com este time diferenciado e engajado estamos preparados para enfrentá-los”, finaliza Guidetti. 

IFRS 17: seguradoras e resseguradoras precisam se preparar para padrões contábeis internacionais

claudia PWC IRFS 17

O IFRS 17 vem ai. Essa é uma frase dita de forma ansiosa por executivos da área financeira das seguradoras e resseguradoras. Eles sabem que o tempo voa quando se trata de adaptar sistemas normativos em um cenário de revolução vivido dentre das empresas de seguros em todo o mundo. Especialmente no Brasil, onde a Superintendência de Seguros Privados (Susep) promove uma ampla renovação do arcabouço regulatório do mercado segurador.

Depois de muito lobby na Europa, as seguradoras e resseguradoras conseguiram mais um ano de prazo. Era 2022 e agora passou a ser 2023. Parece distante, mas segundo os consultores está em cima da hora, dada a complexidade para implementar no sistema todos os comandos necessários para rodar a norma que visa tornar mais fácil para investidores e analistas comparar companhias de seguros. Comenta-se que os preços das ações das seguradoras têm um desconto em relação a outras empresas porque poucos conseguem entender suas contas. O objetivo da norma é permitir maior comparabilidade dos resultados entre as diferentes re/seguradoras.

Uma pesquisa da consultoria PwC constatou que 32% das seguradoras ainda estão na fase de diagnóstico para entender os efeitos da mudança, 9% estão na fase de estudo para a implementação, 55% estão na fase de implementação e apenas 5% já concluíram a implementação e já estão em fase de testes. Importante ressaltar que, apesar do prazo de vigência ser a partir de 2023, as seguradoras deverão preparar os dados contábeis a partir de 2022 para permitir a comparabilidade dos saldos das demonstrações financeiras (2023 x 2022), informa Claudia Eliza Medeiros, líder de consultoria de Seguros da PwC Brasil.

A Susep informou que estuda o tema e avalia sua adoção no mercado segurador brasileiro, tendo em vista sua responsabilidade de supervisionar a indústria, bem como a extensão da eventual adoção, a definição de parâmetros, o nível de aderência e os prazos adequados para sua implementação. “Sabemos que há empresas que, em breve, já terão que gerar informações nesse novo padrão, para fins de consolidação com matrizes estrangeiras que já necessitem reportar com base nas regras do IFRS 17”, informou a autarquia. 

Na Europa, a discussão é mais rotineira do que no Brasil. Os europeus afirmam que o IFRS, discutido há 20 anos, foi projetado para simplificar as demonstrações financeiras complexas das seguradoras. O impacto das novas regras não será sentido de maneira uniforme em todo o setor. As seguradoras de vida serão mais afetadas do que as seguradoras de danos, que engloba bens patrimoniais e responsabilidades.

Para entender melhor o tema, leia a entrevista concedida ao blog Sonho Seguro por Claudia Eliza, que tem 30 anos de experiência e possui expertise consolidada em IFRS e USGAAP, consultoria de processos e transformações financeiras envolvendo IFRS 17 para seguradoras e resseguradoras. Bacharel em Economia e Ciências Contábeis pela UERJ, com extensão executiva em “Business Strategy” pelo Insead e Contadora Pública nos Estados Unidos da América, Claudia também é Membro da Câmara Americana e do IBRACON.

Para aprofundar o assunto no Brasil, o IFRS 17 será tema do roadshow virtual promovido pela PWC no dia 11 de maio, das 9h as 11h. “Nesta edição do Brasil, contaremos com a presença de nossos especialistas globais e locais, compartilhando suas percepções sobre os mais recentes desenvolvimentos do processo de implementação do IFRS 17, desafios e soluções de tecnologia #IFRS17”, conta a executiva. A sessão será em inglês e português. Saiba mais

Leia abaixo a entrevista concedida pela líder de consultoria de Seguros da PwC Brasil:

A introdução da IFRS 17, elaborada pelo International Accounting Standards Board (IASB), é considerada uma das maiores alterações já ocorridas no setor segurador. Qual a importância do IFRS 17 para o setor?

Ao adotar a norma, a seguradora uniformizará suas demonstrações financeiras às práticas contábeis internacionais, tornando-as comparáveis às outras seguradoras e, auxiliando, portanto, os seus investidores e acionistas na tomada de decisões. Esse é apenas um dos benefícios, mas a metodologia adotada está próxima às regras da Solvência II, facilitando o gerenciamento de riscos das Seguradoras, além de produzir informações mais transparentes e úteis aos acionistas e público em geral no que tange à performance dos contratos de seguros.

Qual o impacto da implementação dessas normas para as seguradoras, em seus balanços?

A nova norma contábil altera de forma relevante a forma com que as seguradoras elaboram suas demonstrações financeiras, pois leva em consideração as estimativas de entradas, saídas, ajuste de risco e margem de lucro a ser auferida pela seguradora ao longo do período de vigência do contrato ou portfólio. A seguradora diferirá a margem de lucro esperada ao longo da vigência dos contratos, mas caso os contratos ou portfólios demonstrem que são onerosos, a perda esperada é reconhecida imediatamente no resultado. 

Todas as seguradoras são obrigadas a adotar?

Não. Somente as seguradoras e resseguradoras que são requeridas a elaborar suas demonstrações financeiras de acordo com as normas internacionais de contabilidade (“IFRS”), ou seja aquelas de capital aberto ou que reportam informações financeiras para o exterior para consolidação pela matriz conforme as referidas normas internacionais. O IFRS 17 (ou CPC 50) deverá ser adotado pelas demais seguradoras brasileiras apenas quando exigido pelo regulador, no caso a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Com base em uma pesquisa feita pela PwC no Brasil, 88% das seguradoras informam que precisam adotar o IFRS 17.

Os impactos são os mesmos para todos os ramos, como vida e previdência (life) e seguros de danos (no life)? 

A norma é aplicável para contratos que envolvem a transferência de risco para a seguradora ou ressegurador e, portanto, é aplicável para “life” e “no life”.  Há cerca de 12 decisões técnicas a serem tomadas, tais como nível de granulidade dos contratos, critérios de mensuração, ajustes de riscos, taxas de descontos, regra de transição, entre outras, que poderão gerar impactos distintos nas seguradoras e nos seus modelos de negócio.

O prazo final agora é 2023. Em qual estágio acredita que as seguradoras que atuam no Brasil estão?

A adoção da norma não é simples, pois envolve implantação de sistemas e ferramentas que tornem possível a captura de dados para modelagem dos fluxos de caixa e a “tradução” para a contabilidade, considerando os novos planos de contas e modelos de demonstrações financeiras. A PwC fez uma pesquisa com as seguradoras do Brasil e constatou que 32% das seguradoras ainda estão na fase de diagnóstico para entender os efeitos da mudança, 9% estão na fase de estudo para a implementação, 55% estão na fase de implementação e apenas 5% já concluíram a implementação e já estão em fase de testes. Importante ressaltar que, apesar do prazo de vigência ser a partir de 2023, as seguradoras deverão preparar os dados contábeis a partir de 2022 para permitir a comparabilidade dos saldos das demonstrações financeiras (2023 x 2022).

Sempre escuto investidores comentarem que os preços das ações das seguradoras têm um desconto em relação a outras empresas porque ninguém consegue entender suas contas. O IFRS 17 reduzirá esse desconto?

O IFRS 17 aumentará o nível de transparência pois que exige a divulgação da performance dos contratos de seguros considerando a visão de portfólio (modelo de negócio), rentabilidade e safra (vigência) dos contratos. Imagino que o investidor conseguirá interpretar melhor os números das seguradoras e comparar os seus produtos e resultados com outros players.

O IFRS está em discussão há mais de 20 anos. Ele foi atualizado para este novo cenário de inovação que o setor de seguros no mundo vive, considerando os seguros intermitentes, por exemplo?

A norma é muito abrangente e é possível aplicá-la para todos os tipos de contrato de seguros. A sua complexidade está exatamente nessa amplitude, pois exigirá do Segurador interpretações e tomadas de decisões para sua implantação, podendo gerar impactos distintos nos resultados dependendo das decisões.

Algumas seguradoras afirmam que os mercados de seguros são diferentes, com regras muito adaptadas ao arcabouço regulatório de cada país. É uma regra global ou ela pode sofrer adaptações? Que tipo de mudanças países como Inglaterra, Alemanha ou EUA fizeram?

Não tem muito jeito: quem precisa seguir as normas internacionais de contabilidade tem que adotar a norma na íntegra, independentemente do país. Certos reguladores ou Comitês de preparação de normas contábeis podem customizar a norma, mas se essa customização divergir muito da norma internacional, a seguradora terá que apresentar dois balanços: um para atender à norma contábil local e outra para atender à norma internacional. Piora a situação e exigência para as seguradoras que necessitam adotar o IFRS. 

E o Brasil? 

No Brasil, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis emitiu o CPC 50- Contratos de Seguros que está correlacionado ao IFR 17, no entanto, a SUSEP ainda não referendou o pronunciamento e ainda não divulgou se, como e quando aplicará essa nova norma contábil para as seguradoras no Brasil. Se isso não ocorrer até 2023, as seguradoras de capital aberto e as que precisam preparar informações para a matriz deverão preparar dois balanços: um para atendimento às normas da Susep (normas atuais) e outra para atendimento às normas internacionais (IFRS 17). 

Seguradoras de capital aberto, estrangeiras e ligadas a bancos estão mais adiantadas do que seguradoras nacionais?

Sim, pelos motivos descritos acima.

Como a seguradora deve se preparar para atender ao IFRS 17? Quais são os primeiros passos? 

O primeiro passo é fazer um diagnóstico dos seus produtos para entender os que é necessário para aderência à norma no que tange a processos/ dados, sistemas e equipes. Uma ideia dos modelos de mensuração é importante para ajudar a seguradora a decidir que dados necessitará e qual sistema melhor se encaixa no seu modelo de negócio. Há diversas softwares no mercado e a PwC, por exemplo, desenvolveu globalmente o “In a Box”, que é um software bem utilizado mundialmente e relativamente simples, que parte dos modelos de fluxo de caixa e produz o plano de contas, registros contábeis, demonstrações financeiras e divulgações requeridas e pode rodar na nuvem. No entanto, a implantação dessa ferramenta e de outras no mercado é complexa, pois exige a organização de dados que muitas Seguradoras ainda precisam providenciar.

Com a pandemia, o prazo pode ser ampliado?

É pouco provável, pois a norma já foi adiada duas vezes. 

Kipp Saúde chega ao mercado brasileiro de healthtechs

Fonte: Omint

Hoje o mercado de healthtechs do país ganha um novo player no segmento. A Kipp Saúde chega com a missão de oferecer um novo jeito de cuidar das pessoas, destacando principalmente o acompanhamento contínuo da saúde e carregando em seu DNA a expertise e a excelência do Grupo Omint, referência em qualidade há mais de 40 anos no Brasil.

O lançamento da Kipp Saúde atende às novas demandas do mercado de planos de saúde e reforça a estratégia de inovação do Grupo Omint de atrair um perfil que, mais do que serviços, deseja consumir experiências inovadoras. “O Grupo Omint está atento ao atual cenário do país, e o lançamento da Kipp Saúde é uma consequência natural desse olhar cuidadoso para o novo momento que estamos vivendo”, declara André Coutinho, CEO do Grupo Omint. “A pandemia da Covid-19 impactou a todos e gerou novas demandas dos clientes de planos de saúde. Com isso, nós propomos soluções que contam com a expertise que temos acumulado nesse segmento há mais de 40 anos. Ela nos tornou especialistas em desenhar modelos de gestão da saúde que entregam alto valor agregado para cada indivíduo em sua operação”, acrescenta o executivo.

Planos de saúde individuais 

Um estudo aprofundado sobre os modelos internacionais de gestão de saúde embasou a concepção e o planejamento da Kipp Saúde, e “a atenção primária à saúde foi priorizada por possibilitar o acompanhamento da saúde de maneira próxima, customizada e perene. Os planos da Kipp Saúde apresentam foco em iniciativas que englobam pilares como sono, alimentação e atividade física, o que ajuda a promover mais equilíbrio do corpo e da mente, e não apenas o atendimento quando o indivíduo apresenta queixas”, destaca Eduardo Monteiro, diretor de Saúde do Grupo Omint.

Inicialmente os planos da Kipp abrangem o município de São Paulo e são dirigidos a executivos, profissionais liberais, trabalhadores autônomos, microempreendedores e servidores públicos ou funcionários de empresa privada que não possuem um plano de qualidade ou extensão de planos familiares.

A Kipp oferece uma série de serviços digitais complementares para que o cliente tenha um atendimento exclusivo e personalizado, ao alcance das mãos. “Tenho certeza de que a Kipp Saúde terá uma boa receptividade do público, especialmente porque oferecemos produtos diferenciados e com a proposta de cuidar e ajudar as pessoas. Queremos explorar cada vez mais a tecnologia nas nossas operações para facilitar o acesso à saúde, sem deixar de lado o atendimento humanizado”, destaca Coutinho.

Canais de distribuição 

Todo o processo de compra dos produtos é 100% on-line e desburocratizado, e um dos diferenciais da Kipp Saúde será o modelo de vendas, em que além da venda B2C pelo site, temos o papel fundamental dos corretores na distribuição. “O nosso relacionamento com os corretores, construído ao longo dos anos, nos dá oportunidades para que esses profissionais ampliem ainda mais sua base de clientes e ofertas”, destaca Cícero Barreto, diretor Comercial e de Marketing do grupo Omint.

Plano de Comunicação 

A Kipp traz produtos mais democráticos, destinados a um público amplo, com modelo de contratação individual. “Para o lançamento da nova empresa e dos planos Kipp Saúde, a companhia promove uma campanha de mídia que contemplará veiculação em TV e digital com redes sociais, podcasts, mídia programática e influencers, apostando na criação de conteúdo para gerar engajamento com a marca”, comenta Barreto. 

Parcerias e diferenciais 

A aliança com instituições que têm um histórico de excelência e infraestrutura de referência para atender e cuidar das pessoas é fundamental para a operação da Kipp Saúde. Para este lançamento, a parceria foi iniciada com os hospitais Nove de Julho, Leforte Liberdade, Leforte Morumbi, Santa Paula, Santa Joana, Pro Matre e Sabará; e os centros de diagnósticos Alta, Delboni Auriemo, Salomão Zoppi e Lavoisier. No médio prazo, há perspectivas de ampliação do leque de produtos para oferecer ainda mais possibilidades de atendimento para os clientes.

Um dos diferenciais na aquisição dos produtos da Kipp Saúde serão ações e orientações desenvolvidas em parceria com Marcio Atalla, educador físico, autor de livros sobre bem-estar e apresentador de programas de rádio e TV que abordam a temática de cuidados com a saúde. O projeto oferece lives, podcasts, blog posts, vídeos e muitos outros conteúdos para acompanhar o cliente em sua jornada por mais qualidade de vida.

Pier promete restituição instantânea aos segurados de celular

O fundador e CEO da startup Pier. Igor Mascarenhas. Em 01 de outobro de 2020. Sao Paulo, SP. Foto: Andre Porto.

A insurtech Pier anuncia o lançamento da tecnologia Pier Bolt para pagamento instantâneo a clientes em caso de roubo ou furto de smartphone. Sucesso na fase inicial, a tecnologia da Pier conseguiu aprovar e autorizar em menos de 1 segundo o reembolso, com TED imediato de forma automática. A tecnologia usa inteligência artificial e machine learning para criar um modelo de organização de dados exclusivo e que torna possível pagar um cliente no primeiro instante.

“A Pier está criando uma nova era para o mercado de seguros. Até antes da existência das insurtechs, as seguradoras pagavam seus clientes com muita burocracia e complicação. O Pier Bolt traz o pagamento instantâneo, um desafio que é tão complexo que cabe em apenas uma mão, no mundo todo, o número de empresas que possuem esse tipo de inteligência em seu modelo de negócios”, declara Igor Mascarenhas, cofundador e CEO da Pier.

“Investimos R$ 7,45 milhões em engenharia de dados para criar uma tecnologia proprietária e única, com inteligência artificial que usa machine learning para análise de comportamento do usuário e de suas necessidades, além de parametrização para evitar fraudes. Hoje, a Pier tem um sistema que avalia sozinho o risco de cada sinistro com tal perfeição que já autorizamos restituição imediata. Acreditamos que até o fim deste trimestre cerca de 30% dos clientes que tiverem sinistros serão pagos automaticamente pelo Pier Bolt”, comenta o CEO da Pier.

O Pier Bolt utiliza machine learning para fazer um cruzamento de dados com mais de 45 mil combinações diversas, aprender continuamente e tomar decisões a respeito do pagamento da restituição instantânea aos clientes. “O sistema traz a possibilidade de, por meio da tecnologia de nosso app, acompanhar a trajetória de comportamento dos mais de 30 mil membros da base. Com isso, a inteligência artificial aprende sozinha, observa os pontos chaves e avalia informações que são decisivas para definição de pagamento instantâneo em fração de segundos, o que para um ser humano leva algumas horas para ser compreendido”, enfatiza Mascarenhas.

Inter e Sompo fecham parceria por 15 anos para a venda de seguros habitacionais

banco inter e liberty seguros

O Banco Inter, que já tem uma parceria com a Liberty Seguros por 15 anos para vender seguros, anunciou na noite desta terça-feira, em fato relevante, uma parceria entre sua subsidiária Inter Digital Seguros e a japonesa Sompo Seguros. Pelo contrato, o Inter poderá oferecer em seu aplicativo, por meio da subsidiária, seguros habitacionais no ramo do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), para cobertura de morte ou invalidez permanente e para danos físicos ao imóvel. A Sompo pagará à Inter Seguros os valores de R$ 12 milhões à vista; e R$ 152,5 milhões ao longo da duração do contrato, podendo-se elevar os valores de acordo com a superação de metas. A parceria entre Sompo e Inter terá duração inicial de 15 anos.

A Inter Seguros atingiu a marca de 367 mil clientes ativos em sua carteira no primeiro trimestre de 2021, com crescimento de 385% sobre o mesmo período de 2020. O volume de prêmios foi de R$ 35 milhões, com expansão de 44%. O Banco Inter registrou lucro de R$ 20,8 milhões no primeiro trimestre, um aumento de 7,2% ante o quarto trimestre e revertendo o prejuízo de R$ 8,4 milhões registrado no primeiro trimestre de 2020. O banco terminou março com 10,2 milhões de clientes, com expansão anual de 106%, mas agora em maio já passou de 11 milhões.