Planejar é o segredo para tempos incertos

cnseg

Fonte: CNseg

Para falar sobre os riscos a que todos estão expostos no dia a dia e as maneiras de nos protegermos, o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, participou nesta quinta-feira, dia 27, de live na página da Confederação Nacional das Seguradoras no Instagram (@cnseg_oficial), com a jornalista Mara Luquet, tendo como tema “Planejar é o segredo para tempos incertos”.

Como bem lembrado por Marcio, o risco está presente em todos os momentos de nossas vidas, desde o nascimento até a morte, mas, apesar disso, segundo ele, a população ainda não se deu totalmente conta da importância da prevenção, apesar de a pandemia do novo coronavírus estar ajudando a mudar esse quadro. “É importante tomar a consciência de que os riscos existem e usar essa consciência a nosso favor, pois o acaso não vai nos proteger, enquanto estivermos distraídos, como cantado na bela música dos Titãs”, afirmou.

Segundo ele, há um seguro para cada tipo de risco e é importante que as pessoas fiquem atentas para a necessidade de planejamento, escolhendo os seguros que considerarem mais importantes em cada fase de sua vida.

O Presidente da CNseg lembrou que até há algum tempo, as pessoas não tinham muito acesso a informações. Atualmente, além de muito mais acesso à informação e aos canais de comercialização, há muito mais competição no mercado segurador, fazendo com que a oferta e a qualidade dos produtos se ampliassem substancialmente. “Com essa competição, as seguradoras passaram a oferecer seguros muito mais adequados às necessidades e ao bolso de cada um, aproximando ainda mais o seguro das nossas vidas”, afirmou.

Quando questionado por Mara Luquet sobre com quem o cidadão deve recorrer para avaliar a quais riscos está mais exposto e quais os cuidados necessários na hora da verdade, Marcio respondeu que um agente importantíssimo para instruir os clientes é o corretor de seguros, que é o profissional treinado e habilitado. E alertou para a necessidade de o cliente usar todas as informações à sua disposição. Além disso, destacou que é muito importante que o consumidor verifique se a seguradora escolhida é devidamente registrada na Susep, “pois há empresas que se apresentam como seguradoras e não são”.

Em caso de problemas com o seguro contratado, o Presidente da CNseg citou as agências reguladoras do setor, que são a Susep e, no caso da saúde suplementar, a ANS, “que têm toda a capacidade de orientar os consumidores e, se for o caso, penalizar as seguradoras”. Ele também lembrou a recente presença do Consumidor.gov.br, descrito como um ente nacional como porta de entrada para reclamações. “É importante reclamar, quando for o caso, pois isso ajuda a melhorar os serviços prestados”, citando a possibilidade, antes das reclamações, do recurso às ouvidorias das seguradoras, que são um meio de encurtar caminhos.

Um outro canal de acesso para os consumidores lembrado por ele é o do Fale Conosco do Portal da CNseg (cnseg.org.br) e o próprio portal, que contém uma grande quantidade de conteúdo, como os produtos disponíveis, o tamanho do mercado, os canais para se recorrer em caso de problemas, entre outras informações, sendo uma importante ferramenta auxiliar.

Já ao final do bate-papo, Mara citou a importância do seguro, não só para as pessoas, mas para a economia do país, e Marcio afirmou que esse setor é um dos maiores investidores institucionais do Brasil, pois o dinheiro dos consumidores, enquanto sob a guarda das seguradoras, é utilizado para financiar uma série de projetos para o país. Entretanto, ele disse que esse tema merece futura live pelo Instagram da CNseg.

Ranking das seguradoras aponta faturamento de R$ 298,1 bilhões do setor em 2020

ranking das seguradoras 2020

O ano de 2020 fica marcado por inimagináveis desafios para todas as pessoas e países, como consequência do isolamento social necessário para conter o novo coronavírus, que paralisou atividades, desencadeando a pior crise econômica desde 1929. Naturalmente, o setor de seguros foi impactado, mas está entre os mais resilientes e que melhor puderam se adaptar”, começa o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, na última edição do Ranking das Seguradoras. 

O estudo, realizado anualmente pelo consultor de economia do Sincor-SP, da Rating de Seguros, Francisco Galiza, aponta uma receita total de R$ 298,1 bilhões do setor em 2020, que representa um crescimento de 1,4% em relação ao ano anterior. A receita leva em consideração todo o mercado de seguros, incluindo DPVAT e os produtos de acumulação (VGBL e PGBL). Tirando esses ramos, a receita ficou em R$ 174,4 bilhões, uma variação de 4,8% em relação a 2019. 

Segundo o Ranking, os cinco maiores grupos do setor em produtos de risco são Bradesco, SulAmérica, Porto Seguro, Banco do Brasil e Zurich Santander, que representam 54% de todo o mercado.

O ramo de automóvel, tido como destaque do setor nos últimos anos, sofreu uma das maiores perdas, juntamente com transportes. “Uma consequência direta do momento que o País vive de diminuição na mobilidade”, aponta Galiza. O faturamento de automóvel atingiu R$ 35,2 bilhões (sem DPVAT) no ano passado, com os cinco maiores grupos sendo Porto Seguro, Allianz Seguros, Bradesco Seguros, Tokio Marine Seguradora e Liberty Seguros. 

Os seguros de pessoas continuam sendo o destaque do setor, já que no ano passado tiveram um faturamento de R$ 48,1 bilhões. Os cinco maiores grupos são Bradesco Seguros, Zurich Santander, Banco do Brasil, Caixa Seguros e Itaú, representando mais de 59% de todo o ramo.

Zurich e Instituto Terra dão pontapé inicial em projeto para recuperar Mata Atlântica

Rodrigo Barros

Fonte: Zurich

O projeto da Zurich em parceria com o Instituto Terra, que pretende chegar ao plantio de 1 milhão de árvores até 2028, está com a sua primeira etapa concluída: 100 mil mudas de árvores de 69 espécies nativas foram plantadas na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Bulcão, em Aimorés (MG), entre os meses de outubro do ano passado e fevereiro de 2021. O projeto ganhou até uma canção de Gilberto Gil: “Refloresta”, que, dois meses após o lançamento, já soma mais de 300 mil visualizações no YouTube.

Através do plantio e da manutenção das mudas, o objetivo da Zurich é ajudar a reconstruir a cobertura de Mata Atlântica original da região do Vale do Rio Doce. Integrante da Net-Zero Asset Owner Alliance da Organização das Nações Unidas (ONU), a seguradora está comprometida com a redução e compensação das emissões de carbono no planeta.

O projeto envolve desde a coleta de sementes até a produção das mudas no viveiro do Instituto, além dos plantios, do monitoramento e da manutenção para o pleno estabelecimento das plantas no solo. “Estimativa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ-USP), feita em parceria com o Instituto Totum e a Fundação SOS Mata Atlântica, aponta que cada árvore absorve 163,14 kg de gás carbônico (CO2) da atmosfera em seus primeiros 20 anos. Isto significa que o projeto de 1 milhão de árvores tem o potencial de sequestrar mais de 163 mil toneladas de carbono do meio ambiente em duas décadas”, comemora o diretor-executivo responsável pela Sustentabilidade da Zurich no Brasil, Rodrigo Barros. 

Segundo o executivo, o Grupo Zurich apoia o projeto globalmente porque entende que o reflorestamento, por ser um excelente meio de combate às mudanças climáticas, deve ocorrer de uma forma direcionada e responsável para garantir a biodiversidade, protegendo a variedade de vida selvagem e as comunidades locais. “A parceria com o Instituto Terra proporciona todos esses elementos, já que, além de promover o reflorestamento, a entidade também apoia as comunidades locais por meio de diversos projetos educacionais e de preservação da água”.

Na primeira etapa, concluída nos primeiros meses chuvosos de 2021, foram priorizadas 69 espécies pioneiras e secundárias, com alta disposição de folhas e formação de serrapilheira, contribuindo para a proteção e nutrição do solo. Além disso, elas devem atrair a fauna, fornecendo alimento ou abrigo para animais silvestres – muitos dos quais se tornam dispersores de sementes, ajudando a perpetuar a floresta e a manter seu equilíbrio ecológico. Em outras palavras, esse é considerado um pontapé inicial para a regeneração do bioma, protegendo o solo, atraindo a fauna e favorecendo a manutenção de nascentes, riachos e ribeirões.

“Estamos muito felizes com a conclusão dessa primeira etapa do projeto de recuperação da RPPN Fazenda Bulcão. Isto significa que foi dado mais um passo rumo ao objetivo maior que é o de devolver à natureza aquilo que lhe foi tirado. Mas mais que isso: manifesta a materialização de um compromisso estabelecido pela Zurich em nível global, o de zerar as emissões de carbono até 2050. Queremos ser uma das empresas mais responsáveis e de maior impacto socioambiental do mundo”, finaliza Rodrigo Barros.

Refloresta

Os plantios foram realizados respeitando todos os ecossistemas envolvidos e ampliando a diversidade da flora de Mata Atlântica – na área da RPPN já convivem, em diferentes estágios de desenvolvimento, outras 2,2 milhões de árvores de mais de 230 espécies do bioma, fruto de um projeto de restauração em desenvolvimento há mais de 20 anos pelo Instituto Terra.

“A primeira fase de reflorestamento da RPPN Fazenda Bulcão permitiu restabelecer a cobertura sobre o solo, trazer diversidade e o estabelecimento de processos ecológicos naturais regenerativos em uma área totalmente degradada anteriormente”, pontua a diretora-executiva do Instituto Terra, Isabella Salton.

Os novos plantios, com o apoio da Zurich, são fundamentais para ajudar a enriquecer e a ampliar o processo de restauração de aspectos e características originais do bioma nos próximos anos. A escolha de diferentes espécies nativas, aliás, é o que torna o reflorestamento eficaz, pois não cria monoculturas, respeitando os ciclos do solo. Isso significa que a floresta crescerá, contará com o aumento de sua biodiversidade, e com o tempo, terá capacidade de se autoperpetuar a longo prazo.

Próximos passos

Com as mudas plantadas, a primeira fase ainda contará com um monitoramento mês a mês por um período de dois anos sob a orientação de consultores professores da ESALQ-USP e com o apoio e parceria dos alunos e professores do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES, unidade Colatina). Os resultados poderão ser apresentados em revistas, congressos e veículos reconhecidos de difusão de conhecimentos científicos.

Ainda para este ano de 2021, a equipe do Instituto Terra planeja produzir e plantar mais 140 mil árvores de 69 espécies, dando sequência às ações previstas na parceria com a Zurich. Os novos plantios buscam ampliar o número de matrizes arbóreas florestais que possam fornecer sementes, de forma a garantir a variabilidade e a sustentabilidade genética das populações seguintes, tornando a nova floresta autossustentável. Também estão sendo usados o máximo possível de insumos orgânicos e de fontes locais para evitar emissões de carbono e custos ambientais, de acordo com o alinhamento mundial de sustentabilidade da Zurich.

As ações de monitoramento serão conduzidas durante os próximos oito anos do projeto, de forma a gerar um panorama completo e fiel ao desenvolvimento das árvores plantadas e do impacto da ação conjunta entre a Zurich e o Instituto Terra. A expectativa é que, até 2028, o projeto tenha sido responsável pela cobertura de uma área de 700 hectares de terra no Vale do Rio Doce – o equivalente ao tamanho de 850 campos de futebol.

Austral finaliza aquisição da Markel Internacional do Brasil

A Austral Holding anuncia a aquisição da subsidiária da Markel Internacional do Brasil, operação aprovada no último dia 17 de maio pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão regulador do mercado. As negociações tiveram início em 2019 e foram retomadas em 2020, com a decisão do grupo internacional de rever sua atuação na América Latina. O contrato foi assinado em fevereiro de 2021 e a Austral Re fará a administração do portfólio.

Entre os méritos da aquisição da Markel Resseguradora do Brasil, a Austral destaca a oportunidade para estreitar seus laços com as cedentes que mantinham operações com a empresa no Brasil e com brokers especializados em resseguro. Esta é a segunda aquisição do grupo em dois anos: em 2019, a Austral Re concluiu fusão com a Terra Brasis, consolidando-se como uma resseguradora brasileira que atua para desenvolver o mercado brasileiro e latino-americano de resseguros.

De acordo com as demonstrações financeiras divulgadas pela Markel Resseguradora do Brasil relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2020, a companhia reportou um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 76 milhões e ativos totais de quase R$ 180 milhões. Com a conclusão da operação, a Austral Re promoverá a integração operacional da Markel, incorporando processos e a equipe de funcionários da Markel ao seu time. 

Qualicorp e Sincor-SP anunciam parceria para comercializar planos de saúde

Sincor SP Alexandre Camillo

Fonte: Qualicorp

A Qualicorp firmou duas parcerias estratégicas com o Sincor-SP para promover acesso à saúde de qualidade. A iniciativa consiste em viabilizar acesso aos corretores associados para comercializar todo o portfólio Qualicorp, que conta atualmente com produtos de mais de 100 operadoras parceiras. Além disso, a Companhia está disponibilizando a todos os associados do Sindicato no Estado de São Paulo acesso aos planos de saúde da SulAmérica, uma de suas principais parceiras.

“Valorizamos e lutamos pelos corretores. Estamos sempre ouvindo a categoria, na busca por soluções inovadoras e para construir juntos pontes para o futuro. A parceria visa reforçar nosso contato direto com esses profissionais e nos permite dar mais um passo na direção de apoio ao corretor. Esse é o novo jeito Quali de ser”, disse Bruno Blatt, CEO da Qualicorp, em LIVE no Direto & Reto com Camillo, realizada nesta quarta-feira, dia 26, com o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo.

Eles reúnem produtos que combinam assistência de saúde e odontológica, seguro para perda de renda sem custo adicional, auxílio anual de até R$ 1.800,00 para compra de medicamentos, entre outros benefícios. “São produtos modernos e bem abrangentes, além de diversificados para atender às diferentes necessidades dos corretores interessados”, aponta Elton Carluci, vice-presidente Comercial, de Inovação e Novos Negócios da Quali. “Estamos realizando mais uma entrega aos nossos associados. Lutamos muito para oferecer um plano de saúde adequado aos corretores de seguros e ainda ganhamos mais uma oportunidade de negócios”, declara Alexandre Camillo o presidente do Sincor-SP.

O CEO da Qualicorp, Bruno Blatt, reforça que neste momento econômico e sanitário delicado, a importância dos planos de saúde se tornou ainda maior. “Ter um plano de saúde sempre esteve entre as prioridades das pessoas, mas agora está ainda mais evidente a sua importância neste momento. E com essa iniciativa, fortalecemos ainda amis a parceria com esse profissional qualificado que é o corretor ligado ao Sincor-SP. Esse é mais um passo no sentido de fortalecer ainda mais essa relação duradoura”, afirma Blatt.

LUTO

Faleceu nesta madrugada Michal Jerzy Swierczynski. O executivo teve sua carreira consolidada no setor de seguros por décadas. Entrou na Liberty em 1999, depois de dois anos na presidência da Santos Seguros. Foi diretor da área de grandes riscos da AGF Brasil Seguros. É pai de Raphael Swierczynski, CEO da Ciclic, corretora do BB. O enterro será hoje, no cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, SP.

O CEO da Thinkseg, Andre Gregori, lamenta a morte de Michal Jerzy Swierczynski, pai de Raphael Swierczynsk, ex-sócio da startup Thinkseg.

Conjuntura CNseg reavalia setor de seguros em 2020 após incorporação da saúde suplementar

Fonte:CNseg

A Conjuntura CNseg nº 44, a nova edição da publicação produzida pela Confederação Nacional das Seguradoras, mostra expansão do setor segurador após a incorporação do resultado final de saúde suplementar em 2020.

No texto sobre análise setorial, a publicação destaca que, influenciada pelos números fechados da saúde suplementar em 2020 pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a arrecadação consolidada do setor segurador (Seguros- sem DPVAT -; Previdência e Vida; Saúde Suplementar e Capitalização) avançou para R$ 500,9 bilhões no ano passado, representando crescimento de 3% sobre 2019.

Sem saúde suplementar, o montante arrecadado em 2020 fora de R$ 273,7 bilhões, 1,3% superior ao de 2019. A taxa de participação do setor em proporção ao PIB subiu para 6,7% no ano passado, com a inclusão da saúde suplementar.

Segundo a publicação, a saúde suplementar encerrou 2020 com R$ 227 bilhões em contraprestações líquidas, crescimento de 5,1% em relação a 2019. Houve, contudo, desaceleração sobre 2019, quando o segmento havia crescido 8% sobre 2018.

Sobre o quadro macroeconômico, a Conjuntura CNseg constata que a economia mostrou-se mais resiliente do que o esperado no primeiro trimestre, mas adverte que as métricas de análise devem ser olhadas com cautela com a inclusão dos números de março, porque indicam um cenário de forte crescimento que, na prática, não se verifica.

A análise macroeconômica explica que os desvios das métricas, sobretudo na comparação mês contra mês do ano anterior, ocorrem porque em março do ano passado houve as primeiras medidas restritivas à circulação e ao funcionamento de indústrias e empresas comerciais e de serviços, refletindo-se na dessazonalização dessas séries em tempos tão excepcionais.

Há exemplos numerosos: a PIM-PF, por exemplo, mostrou que a produção industrial brasileira recuou 2,4% em março perante fevereiro, na série livre de efeitos sazonais. No entanto, na comparação contra o mesmo mês de 2020, março apresentou alta de 10,5%.

Já a PMC registrou queda de 0,6% no comércio varejista em março sobre fevereiro, mas indicou alta de 2,4% na comparação a março de 2020. A oscilação se repete com o IBC-Br, indicador de atividade agregada do Banco Central. O índice teve queda de 1,59%, consideravelmente menor que a esperada na margem. Na comparação contra o mesmo mês de 2020, o IBC-Br marca alta de 6,26%. No primeiro trimestre, a alta ficou em 2,3%.

A publicação apresenta também o desempenho do setor de seguros neste ano, demonstrando o comportamento heterogêneo entre as coberturas de Danos e Responsabilidade e as Pessoais nos três primeiros meses do ano, ainda impactadas pela pandemia. Sem Saúde Suplementar e DPVAT, o setor de seguros fechou o primeiro trimestre de 2021 com crescimento de 10,3% em relação ao mesmo período de 2020, acumulando o montante de R$ 71,2 bilhões em prêmios de seguros, contribuições em Previdência Privada e faturamento de capitalização. Lembra a publicação que, no primeiro trimestre do ano passado, a crise da pandemia estava em seu começo, o que possibilitou ao setor obter um crescimento de 7,8% sobre o mesmo período de 2019.

O estudo faz ainda um prognóstico positivo para o primeiro semestre do ano, destacando que os indicadores econômicos poderão apresentar mais vigor entre abril e maio, tendo em vista a diminuição das restrições à circulação e às atividades econômicas em abril e maio. “Espera-se um cenário um pouco mais positivo para a primeira metade do ano e, por essa razão, as expectativas para o crescimento do PIB em 2021 começam a ser corrigidas para cima, como abordaremos mais adiante”, diz o estudo.

A inflação, em alta global, influenciada pela escassez ou elevação de preços de insumos de produção e materiais básicos, além dos alimentos, e comportamento do emprego são outros temas tratados na nova publicação. A correlação entre inflação e taxa de emprego é avaliada, destacando-se que as grandes transferências de renda às famílias podem estar desestimulando a busca por emprego, enquanto outros acreditam que os problemas de escassez nas cadeias de produção estariam por trás das contratações abaixo do previsto, fato corroborado pelas altas taxas de aumento dos salários no País. A correlação entre os indicadores econômicos, setoriais e o comportamento dos ramos e modalidades de seguros é assunto recorrente na nova publicação.

Lucro do setor de seguros recua para R$ 2,8 bilhões no primeiro trimestre

As seguradoras registraram lucro líquido de R$ 2,8 bilhões de janeiro a março de 2021, abaixo dos R$ 3,2 bilhões registrados em mesmo período anterior, segundo dados da Superintendência de Seguros Seguros (Susep) analisados pela consultoria Siscorp. A diferença de R$ 400 milhões praticamente se concentra na Bradesco Bradesco, que segue líder do ranking, com ganho de R$ 772 milhões no período analisado, aquém dos R$ 1,28 bilhão registrado em janeiro a março de 2020. Neste valor não está incluído o ganho com saúde, segmento sob a supervisão da Agencia Nacional de Saúde (ANS). Com saúde, o ganho do grupo Bradesco Seguros no primeiro trimestre foi de R$ 1,6 bilhão, o que representa crescimento de 40,6% em relação ao mesmo período de 2020.

A BB Seguridade vem em segundo, com R$ 588 milhões, acima dos R$ 493 milhoes do mesmo período anterior. A Caixa vem em terceiro, com R$ 559 milhões, pouco abaixo dos R$ 579 milhões de 2020. Zurich Santander praticamente manteve o ganho em R$ 221 milhões. A diferença no ranking de 2020/2021 se deu por neste ano a Siscorp consolidar o valor das duas empresas, antes separados. E para fechar o ranking dos cinco maiores lucros do setor de seguros, a Porto Seguro, com R$ 211 milhões, acima dos R$ 201 milhões do primeiro trimestre de 2020.

Juliana Fonseca é a nova sócia da EZZE Seguros e vai liderar área de bancassurance

ezze seguros

Fonte: EZZE

Com o objetivo de ampliar sua participação nesse canal de distribuição, a EZZE Seguros cria a área de bancassurance e A&H, sigla que contempla seguros de acidentes e saúde (Accident & Health). Para gerir o projeto, Juliana Fonseca, profissional com mais de 20 anos de experiência nesse mercado, é a nova sócia da empresa e chega para ocupar a cadeira de VP do departamento. Com a missão de estruturar e desenvolver a área na seguradora, a executiva traz sua expertise conquistada pela passagem por grandes players do mercado. 

“Na EZZE Seguros, procuramos ter presença em todos os canais de distribuição. O relacionamento é um dos pilares principais para termos uma participação holística, por isso, nosso time é composto por profissionais referência para no mercado, como é o caso da Juliana. Tenho muita confiança na liderança dela para essa nova área que estamos investindo para estarmos próximos tanto de bancos tradicionais e cooperativas, assim como as instituições digitais e fintechs, que, segundo dados do grupo McKinsey, correspondem a 21% das vendas de seguros no mundo” explica Richard Vinhosa, CEO da EZZE Seguros. 

SURA registra crescimento de 13,7% na receita no primeiro trimestre do ano

sura seguros

Fonte: SURA

O Grupo SURA reportou seus resultados financeiros para o primeiro trimestre de 2021, período em que se evidenciou o compromisso dos investimentos da Suramericana (Seguros SURA) e SURA Asset Management (SURA AM) por acompanhar os latino-americanos na conjuntura derivada da pandemia e contribuir para a reativação econômica da região. 

O grupo destacou iniciativas como a de AFP Integra, filial da SURA AM no Peru, que criou o Fundo Solidário, financiado com 1% da receita da Companhia, para fornecer a cobertura de seguro de invalidez ou sobrevivência aos afiliados que não contam com ela. E a filial da Suramericana na Colômbia, que vacinou mais de 400 mil afiliados da EPS SURA contra o coronavírus, através de 91 centros de vacinação, com capacidade total para aplicar cerca de 25 mil doses por dia, de acordo com a disponibilidade de biológicos. 

Nos resultados consolidados, se destaca o crescimento da receita de 13,7% frente ao primeiro trimestre de 2020, enquanto as despesas operacionais aumentaram a um ritmo mais lento de 6,3%, explicado pela dinâmica comercial positiva dos negócios de ambas as filiais, apesar dos desafios em diferentes países na questão da vacinação, novos picos da pandemia e seus efeitos nas economias e nos mercados de trabalho. 

“Os resultados do primeiro trimestre são melhores do que o esperado, e vem do nosso compromisso com a vida, em contribuir com a recuperação econômica da região e, claro, para acompanhar os esforços públicos e privados para mitigar o impacto da pandemia. Os investimentos do Grupo SURA mostram uma recuperação geral desde a dinâmica comercial das filiais aos melhores resultados das companhias associadas, que demonstram a relevância para as pessoas e as empresas do portfólio”, comenta Gonzalo Pérez, Presidente do Grupo SURA. 

Na Suramericana, as companhias destinaram mais de USD 534,9 milhões em iniciativas associadas à gestão da pandemia, desde seu início até o último mês de março. Na Colômbia, os esforços para salvar vidas se destacam com uma taxa de letalidade por COVID-19 entre afiliados e segurados da SURA, sendo um terço quando comparado com a média nacional (0,8% vs. 2,6%), em 10 de maio. Além disso, a Ayudas Diagnósticas SURA ampliou as capacidades de processamento de testes de COVID com um novo laboratório de biologia molecular, assim como a implementação de vacinação multiveicular para afiliados da EPS SURA. 

No Chile, iniciativas avançam para incentivar hábitos de vida saudáveis; no México e El Salvador foram criados canais mais ágeis para facilitar a aquisição de soluções pelas pessoas; na Argentina, o Seguro de Vida Laboral foi lançado diante das incertezas da empregabilidade, e a solução de proteção digital que se consolida nos nove países onde a Seguros SURA está presente, entre outras iniciativas. 

Na SURA Asset Management, as ações pedagógicas da AFP Integra (Peru) e AFP Capital (Chile), que promovem a importância de proteger a poupança, se destacam diante das recentes mudanças regulatórias que autorizaram retiradas parciais da poupança previdenciária, para as quais também foram disponibilizados canais ágeis e oportunos para atender as solicitações dos afiliados. Da mesma forma, a Protección (Colômbia) contribui para a reativação econômica com a formação do seu MasterClass Digital, jornadas abertas para milhares de PMEs e empreendedores que recebem formação gratuita durante três dias, ministradas por especialistas em tendências de inovação, transformação digital, marketing, sustentabilidade e talento humano. 

Por sua parte, Afore SURA (México) foi pioneira em habilitar a auto transferência digital para afiliados no seu aplicativo, que ao mesmo tempo é uma ferramenta simples que impulsiona a formalização trabalhistade milhões de trabalhadores, especialmente jovens, que não se registraram no sistema previdenciário mexicano. A iniciativa permite verificar em tempo real se seus empregadores estão fazendo as respectivass contribuições de poupança para a aposentadoria e é uma oportunidade para iniciar sua poupança voluntária. 

Resultados financeiros consolidados no primeiro trimestre de 2021 

O crescimento dos prêmios emitidos e das receitas por comissões das filiais, a recuperação em rendimentos por investimentos próprios das administradoras de fundos de pensão, assim como o aumento no percebido por método de participação como acionistas em outras companhias, permitiram alcançar receitas operacionais de USD 1,564 bilhão. 

“Estes primeiros resultados consolidados de 2021 mostram sinais claros de recuperação dos investimentos no portfólio. Estamos vendo os benefícios de um portfólio de investimentos balanceado, que impulsiona o crescimento das receitas e lucros, que também é resultado dos avanços da Suramericana e SURA AM em consolidar modelos operacionais eficientes, assim como a melhora considerável nas receitas pela participação em companhias como Bancolombia, Grupo Nutresa e Grupo Argos”, explica Ricardo Jaramillo, Vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios e Finanças do Grupo SURA. 

Destaca-se também que o crescimento das despesas foi de 6,3%, comportamento controlado devido ao foco na eficiência e as despesas operacionais que reduziram 0,4%, apesar do aumento da sinistralidade nos segmentos de Vida e Saúde da Suramericana. Assim, o lucro operacional foi de USD 140,7 milhões, superior ao de 2020, mas, inferior ao de um ano sem pandemia como 2019. O mesmo ocorre como lucro líquido, que foi de USD 59,4 milhões. Em relação aos resultados das filiais: 

SURA Asset Management registrou um crescimento da renda por comissões de 7,5%, impulsionado pela Poupança para a Aposentadoria (pensões), Investimentos SURA (poupança para pessoas) e da SURA Investment Management (gestão de ativos para clientes institucionais). Desta filial também se destaca o controle das despesas operacionais, que aumentou 0.8% frente ao primeiro trimestre de 2020. Assim, o lucro líquido fechou em USD 32,6 milhões, resultado dos lucros em todos os segmentos. Dessa forma, destaca-se que os ativos sob manejo cresceram 16,6% frente ao primeiro trimestre de 2020, alcançando USD 150,111 milhões. 

Suramericana (Seguros SURA) obteve um crescimento de 7.3% em prêmios emitidos, que somaram USD 1,296 milhões, da mesma forma que manteve o controle das despesas, que aumentaram 1.6%. Não obstante, os sinistros retidos aumentaram 14.5%, principalmente pelos segmentos de Vida e Saúde, considerando um primeiro trimestre de 2020 sem efeitos materiais da pandemia, frente a um primeiro trimestre de 2021 que recebe impactos dos picos de contágio, especialmente na Colômbia. Ao final, registrou um prejuízo líquido de USD -3 milhões, em linha com o orçamento da Companhia perante o aumento da sinistralidade mencionada.