XP Seguros assume a liderança de captação líquida de previdência privada em abril

A XP Seguros encerrou o mês de abril com R$ 1,6 bilhão em captação líquida, somando um total de R$ 5,2 bilhões no acumulado do ano, de acordo com dados da Fenaprevi. Os números posicionam a XP como líder em captação líquida do mercado. A XP Seguros conta hoje com R$ 20 bilhões em ativos sob custódia, 106 produtos para varejo – sendo 51 exclusivos, 23 fundos com alocação offshore e mais de 59 parceiros, incluindo a própria XP Asset. Em relação à portabilidade líquida, a XP Seguros é líder absoluta com um acumulado de R$ 4,7 bilhões no ano (até abril), o que indica 85% de market share.

“Em pouco mais de dois anos de mercado, a XP Seguros já quadruplicou seu tamanho e é hoje a 8ª maior seguradora do mercado, com a grade mais completa de produtos. A integração com o Banco XP, a partir do final de 2020, foi determinante para uma integração otimizada com os demais produtos, permitindo que mais clientes viessem tanto para a Previdência por conta da plataforma completa da XP quanto para os demais produtos devido à robusta oferta de produtos”, analisa Roberto Teixeira, head da XP Seguros.

Teixeira conta que, dentre as prioridades ainda para 2021, estão o lançamento de fundos que refletem o desempenho de mercados internacionais como Estados Unidos, China e Europa, além do contínuo investimento em tecnologia. “As recentes mudanças regulatórias tornaram nossos produtos mais competitivos com portfólios que combinam participação menor de renda fixa e mais de multimercados, renda variável e fundos internacionais. Além disso, temos investido de forma consistente em tecnologia para aprimorar cada vez mais a experiência dos nossos clientes em nossa plataforma”.

Em um mercado extremamente concentrado – 89% do R$ 1 trilhão em previdência está nos 5 maiores bancos – a XP Seguros foi pioneira na oferta dos primeiros planos de previdência ESG, planos com taxa de zero de administração, FoFs de alocação, entre outros.

PASI incrementa assistência odontológica com serviços de urgência

Andrea PASI

Fonte: PASI

O PASI, Seguro de Vida e Acidentes em Grupo, que tem por principal objetivo estratégico proteger um número expressivo de trabalhadores e empresas ligados a entidades de classe em todo país, incrementou incrementou os serviços prestados com a assistência para urgência odontológica com foco no alívio da dor, incômodos e imprevistos. O atendimento home care odontológico é prestado por dentistas especializados e realizado diretamente na residência do segurado ou em qualquer lugar que ele escolher, através de um atendimento móvel com equipamentos portáteis de alta tecnologia. 

Segundo Andréa Cláudia, superintendente Técnica e de Operações da companhia, o serviço oferece mais conforto, praticidade e comodidade ao segurado, além de um atendimento humanizado. “A Assistência Odontológica de Urgência PASI é uma solução que vem ao encontro do atual momento em que estamos vivendo. A pandemia trouxe o isolamento social e o dever de zelar pelo bem-estar. O home care oferece aos segurados a tranquilidade de não ter que se locomover até um consultório e ter de ficar aguardando o atendimento em uma sala de espera, ou seja, é um atendimento totalmente personalizado, desde o primeiro contato do segurado, possibilitando até a escolha do local onde deseja ser atendido”, destaca Andréa.

A abrangência da cobertura é em todo o território nacional e o serviço está disponível 24 horas por dia. A assistência oferecida pelo PASI conta com alguns diferenciais exclusivos: a possibilidade do atendimento ser prestado em clínica credenciada ou o reembolso do procedimento; uma Central de Orientação Odontológica por telefone ou por chat possibilitando videochamadas, sem limite de utilização e sem custo adicional, para orientar e esclarecer dúvidas sobre a saúde bucal e outros cuidados essenciais para o segurado; envio do Kit PASI Primeiros Dentinhos para os segurados que já tiverem contrato em seu plano o benefício da Cesta Natalidade, outro benefício inovador lançando pelo PASI em 2009. 

Por apenas R$1,00 real por segurado já é possível incluir todos esses benefícios no plano do seguro independente do números de vidas do seguro contratado. A assistência cobre mais de 20 procedimentos. Para utilizar a Assistência Odontológica de Urgência PASI o segurado deve entrar em contato através de um 0800 ou pelo aplicativo, possibilitando uma triagem odontológica por videochamada, permitindo até que o dentista possa prescrever medicamentos através de uma receita digital. Todos os procedimentos seguem as resoluções do Conselho Federal de Odontologia – CFO. 

“A Assistência Odontológica de Urgência PASI é mais uma oportunidade para os corretores de seguros alavancarem suas vendas”, reforça Andréa. Segundo a executiva, com essa assistência, os corretores poderão oferecer para seus clientes uma solução que irá trazer segurança, tranquilidade e um atendimento imediato sem limite de utilização. “É preciso valorizar os cuidados oferecidos remotamente e os serviços realizados em domicílio que proporcionam uma série de vantagens aos segurados”, finaliza Andréa.

Todas as atenções voltadas para a divulgação do PIB do primeiro trimestre deste ano

Pedro Simoes, CNseg

A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2021 segue subindo, com alta de 3,52% para 3,96% no boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 31, diante de uma economia que se mostra mais resiliente em relação à pandemia do que se esperava. Em contrapartida, para 2022 as projeções recuaram novamente, agora de 2,30% para 2,25%. “A grande expectativa está para a divulgação do PIB nesta terça-feira, 1 de junho. Todos aguardam para entender as mudanças que o IBGE pode vir a fazer, para possivelmente corrigir dados que envolvem a sazonalidade dos diversos setores”, comenta Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras.

Para o período de 24 a 28 de maio, como Simões já previa, as projeções para o PIB melhoraram porque estavam ainda abaixo do crescimento garantido pelo carregamento estatístico, de 3,6%. “Mas, para o ano que vem, o recuo atesta que, apesar dos resultados melhores que o esperado no curto prazo, continua no País o ambiente de grande incerteza em relação à dinâmica da pandemia, à economia e à política”, acrescenta.

Os números do emprego também devem gerar debates entre economistas. “Os dados de trabalho mostram que estamos com menos da metade da população em idade ativa de fato trabalhando e o PIB mesmo assim, consegue voltar a crescer, ainda que aquém do potencial do País. Vamos acompanhar esta pauta para ver a elasticidade que ela traz na relação entre emprego e PIB”, diz o economista da CNseg.

As expectativas de inflação para 2021 continuam avançando, passando de 3,24% para 3,31%, superando, portanto, o teto da meta estabelecida pelo CMN, de 3,25%. Essa é a oitava elevação consecutiva das expectativas. Já para 2022, a expectativa para a inflação oficial subiu marginalmente de 3,67% para 3,68%. Com projeções para inflação superando a meta este ano, os analistas consultados também aumentaram sua projeção para a Selic no final deste ano, de 5,50% para 5,75%.

“A permanência de condições hidrológicas adversas levanta temores que vão desde os impactos na inflação – que já se encontra pressionada – com o acionamento da bandeira vermelha 2 em junho devido aos maiores custos com geração das termelétricas à possibilidade de apagões nos horários de pico, restrições no uso da água pelo setor mais dinâmico da economia, a agropecuária, e até mesmo racionamento – ainda que especialistas considerem a possibilidade remota.”

Leia a íntegra do Boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas produzido pela CNseg.

Azos levanta R$ 13 milhões e inicia operação para venda de seguros de vida

TQ SÃO PAULO 17.02.2021 Retrato do CEO Rafael Cló. FOTO TIAGO QUEIROZ / DIVULGAÇÃO

Fonte: Azos

Inspirada em um modelo de negócio conhecido nos Estados Unidos como Managing General Agent (MGA), a Azos iniciou, em abril, sua operação comercial em todo o território nacional com o propósito de democratizar o setor e garantir a melhor experiência ao usuário, com oferta de preços acessíveis, a partir de R$ 5. Rafael Cló, CEO e fundador da Azos, conta que a ideia da empresa surgiu no fim de 2019 e de modo quase casuístico.

Enquanto concluía o MBA em Stanford, venceu o cartão de crédito brasileiro que fazia os pagamentos automáticos de um seguro de vida que Rafael havia contratado. As tentativas de solucionar a questão de maneira virtual foram em vão. O corretor que vendeu a apólice tinha saído da companhia e não podia ajudar. O departamento financeiro da seguradora não tinha permissão para ligar para um número estrangeiro. Ao custo de juros e multas por atraso, a questão foi resolvida depois de mais de dois meses. 

Em suas pesquisas, deparou-se com seguradoras brasileiras que não permitem que os consumidores comprem outras proteções, para doenças graves ou invalidez, se não contratarem uma proteção de vida antes. Rafael, então, dividiu suas observações e descobertas com Bernardo Ribeiro e Renato Farias.  

Com carreiras que mesclavam a expertise em análise de dados, vendas e marketing em multinacionais e a experiência em mercados de capitais e fundos de investimento em inovação, os três amigos combinaram de aprofundar as investigações. Perceberam que o mercado de seguros brasileiro cresceu mais de 20% nos últimos anos, enquanto a economia nacional como um todo andou de lado no mesmo período. Constataram ainda que as seguradoras de vida no país contam com uma das maiores margens de lucro do mundo (ROE ~20%) e que 85% dos brasileiros não possuem, atualmente, nenhum tipo de proteção, segundo dados do Ibope. 

A Azos levantou R$ 350 mil na primeira rodada, em abril de 2020. Em outubro, captaram mais R$ 12,5 milhões com Kaszek, Maya, Propel e alguns outros anjos dos mercados de tecnologia e seguros. “Os recursos foram usados para montar um time forte de tecnologia e firmar parcerias com resseguradora e seguradora de ponta no mercado para construir do zero novos produtos de seguro”, afirma Renato.

“Além de oferecer uma contratação online simplificada para o cliente final, a Azos também vai usar sua tecnologia para firmar parcerias com corretores. “Queremos democratizar o acesso ao seguro de vida no país e para nós isso significa encontrar nosso cliente onde ele quiser ser encontrado, seja online ou por meio do seu corretor de confiança. Com nossos sistemas flexíveis, na prática, o corretor não terá que se preocupar com nada que não seja explicar a importância do seguro e vender”, conta Bernardo.

Decathlon faz parceria com SURA para ofertar seguro para bikes para o ciclista

Fonte: SURA

Com o objetivo de tornar a experiência do ciclista ainda mais completa, a Decathlon, uma das maiores redes varejistas de artigos esportivos do Brasil, que já possui um leque de serviços e produtos focados no maior conforto e segurança para este público, disponibiliza o B-On, seguro exclusivo da Decathlon para bikes sendo a primeira rede do varejo esportivo a ofertar este serviço aos consumidores. 

Feito em parceria com Clube Santuu e Seguradora Sura, o B-On é válido em todo o território nacional para todas as bikes adquiridas na Decathlon, no e-commerce ou em lojas físicas, tanto de marcas próprias como de marcas parceiras (bikes infantis, que não possuem número de série, não podem ser seguradas), e também para bikes elétricas. O seguro tem opção de parcelamento em 10 vezes e pode ser adquirido com a ajuda de um vendedor nas lojas físicas ou também pelo consumidor por meio da plataforma Web Santuu, de forma fácil e totalmente online. 

Entre os diferenciais e vantagens do serviço, que o torna um dos mais amplos e completos do mercado, sem necessidade de aquisições adicionais, estão: garantia de reposição de bikes e peças na própria Decathlon, sem valor mínimo na bike para obtenção do seguro, proteção imediata, possibilidade de abertura do sinistro de forma online e simplificada, garantia de cobertura mesmo em posse de terceiros ou estando em transporte, garantia de cobertura contra subtração e danos acidentais e, em caso de acidente, garantia do traslado do ciclista e o da bike. 

“Com a consolidação do mercado de bicicletas e a indústria mais forte, avaliamos o cenário e entendemos que seria muito benéfico para os nossos esportistas ter a facilidade de contratar o serviço de seguro junto da compra de sua bike. Queremos deixar claro para o ciclista a importância de contar com um seguro no dia a dia e, dessa forma, fidelizar ainda mais o cliente Decathlon, oferecendo uma gama completa de serviços para todos os ciclistas dentro da nossa loja”, contra Marcello Toshio, diretor de produtos na Decathlon Brasil. 

O B-On chega para completar a gama de serviços e produtos para o ciclista da Decathlon, que já inclui oferta de bikes de marcas próprias, acessórios e itens de vestuário, garantia vitalícia e serviço de oficinas em algumas das lojas espalhadas pelo País, para consertos e manutenção. Com mais de 65 modalidades esportivas contempladas e 7 mil itens para adultos e crianças, a loja possui tudo para o esporte a preços imbatíveis, aliando tecnologia, variedade e qualidade. A rede oferece a possibilidade de comprar online e retirar na loja, e realiza troca e devolução OMNI facilitada – compre no site, troque na loja. Confira a lista completa das lojas Decathlon aqui. 

Paula Lopes é nomeada líder regional da Marsh Specialty

Paula Lopes - líder regional da Marsh Specialty ....

Fonte: Marsh

A Marsh anunciou a nomeação de Paula Lopes como líder regional da Marsh Specialty. Nessa função, Paula terá o papel de alavancar a estratégia de especialidades para acelerar o crescimento da Marsh, adaptando as entregas da companhia às necessidades específicas de indústrias como Energia, Aviação, Crédito, Marine, entre outras.

Como líder regional da Marsh Specialty, a executiva se reportará a Lucy Clarke, presidente global da Marsh Specialty e a Ricardo Brockmann, CEO da Marsh América Latina e Caribe. Paula continuará assumindo as funções de sua atual posição como Líder Regional de Placement.

Com 22 anos de experiência no mercado, Paula é engenheira de formação e ingressou na Marsh em 2008 onde ocupou diversas posições de liderança, mais recentemente como líder de Placement no Brasil. Na Marsh, a executiva é reconhecida por sua liderança estratégica.

Paula também é embaixadora do grupo de Mulheres da Marsh McLennan no Brasil e conselheira da Sou Segura (Associação das Mulheres do Mercado de Seguros). “Como parte da Marsh McLennan, acredito profundamente no desenvolvimento do talento, em brindar possibilidades a colegas comprometidos e na força da diversidade em uma equipe”, diz a executiva. 

Um tabu que começa a ser quebrado na pandemia

Revista Valor Financeiro Seguros, Previdencia e Resseguros

A pandemia do covid-19, que levou à morte mais de 400 mil pessoas no Brasil até o início de maio, parece ter despertado uma preocupação com o futuro que, embora latente, parecia não ter força para vencer a resistência histórica em contratar um seguro de vida. Os números da Federação Nacional de Previdencia Privada (FenaPrevi) mostram que em 2020 houve uma lata de 26% na aquisição de apólices de seguro de vida, em comparação com o ano de 2019. Nos três primeiros meses de 2021, os prêmios de seguros de vida individuais e coletivos chegaram a R$ 5,2 bilhões, com alta de 14,6% ante o primeiro trimestre de 2020.

Leia a íntegra da matéria, uma das 21, que estão na Revista Valor Financeiro Seguros, Previdência e Resseguros, no portal do Valor Econômico.

Seguradoras crescem com fusões, aquisições e parcerias

Revista Valor Financeiro Seguros, Previdencia e Resseguros

Nos últimos anos, até por uma questão de sobrevivência, as companhias de seguro decidiram romper com o conservadorismo. Foram empurradas para um ambiente de mudanças graças às novas tecnologias capazes de democratizar o seguro, dentro de um novo contexto regulatório, e com a chegada do PIX e transferências por WhatsApp, que possibilitam inúmeros lançamentos ao ter um sistema de pagamento de baixo custo. Neste processo de adaptação, para o qual ainda há um longo caminho a ser percorrido, foi preciso se abrir mais ao mercado. O avanço das insurtechs escancarou o ativismo do consumidor mais exigente. O novo roteiro estratégico das companhias passou a incluir compra e venda de carteiras e O movimento de fusões e aquisições tem sido intenso na última década, com quase duas centenas de operações.

Leia a íntegra da matéria, uma das 21, que estão na Revista Valor Financeiro Seguros, Previdência e Resseguros, no portal do Valor Econômico.

Seguradoras e resseguradoras se adiantam para cumprir as exigências da norma internacional IFRS 17

Seguradoras e resseguradoras investem em tecnologia, processos e pessoas para cumprir a norma internacional IFRS 17, mesmo sem ainda ter uma previsão da Superintendência de Seguros Privados (Susep) sobre como o tema será regulado. “É um tema técnico e revolucionário para o mercado segurador. Apesar de ser uma regra em essência contábil, afeta a companhia de uma forma ampla. Há impactos desde como a seguradora vende seus produtos até a composição de suas reservas técnicas”, afirma Dinarte Bonetti, sócio da empresa de consultoria e auditoria PwC Brasil. A normatização internacional, que tem prazo para ser implementada até 2023, vai ocupar boa parte da agenda dos atuários.

Bonetti afirma que a IFRS 17 passa a ter um papel muito relevante nos resultados da companhia, ao dar comparabilidade com seus pares. A norma possui uma natureza atuarial muito grande fazendo com que contadores e atuários trabalhem em conjunto para explicar o resultado das seguradoras. Para que toda essa transição ocorra de forma satisfatória serão necessárias mudanças nos processos internos das companhias, adaptações ou aquisição de novos sistemas financeiros e contábeis, além do treinamento de pessoal e alteração na forma de divulgação das informações financeiras.

Companhias de capital aberto precisam apresentar suas demonstrações financeiras de acordo com as normas internacionais, caso por exemplo do IRB Brasil RE, maior resseguradora do país e única de capital aberto. A norma aplicada atualmente nas instituições do mercado segurador, a IFRS 4, não estabelece princípios para o reconhecimento, mensuração, apresentação e divulgação dos contratos de seguro.

“Contudo, a IFRS 17 chega para equiparar esses princípios trazendo mais transparência, pois as seguradoras terão que mensurar seus contratos de seguro pelo valor atual, utilizando premissas atualizadas sobre fluxos de caixa, taxa de desconto e risco. Além disso, a adoção da IFRS 17 é extremamente desafiadora, pois não se trata de uma mudança simples de princípios contábeis”, afirma Leonardo Giuberti Mattedi, diretor financeiro do IRB Brasil RE.

Mattedi cita como benefícios a comparabilidade das informações financeiras entre as companhias do setor de seguros. “Com a adoção da IFRS 17, entidades poderão ter suas informações financeiras comparadas com as demais ao redor do mundo. Os analistas e investidores poderão identificar as semelhanças, diferenças econômicas e de risco entre as seguradoras. Desta maneira, haverá mais transparência ao mercado de forma global”, comenta.

Empresas brasileiras de capital fechado já se antecipam e também se preparam para a implementação da norma, como é o caso da Icatu Seguros, que está em pleno processo de implementação da IFRS 17. “Já demos início ao processo com a orientação de uma consultoria externa com experiência na implementação da IFRS 17 em vários países. Contratamos profissionais experientes no mercado de seguros para reforçar o time e temos outras ações complementares, como a implantação do SAP”, informa Ivandro Oliveira, Superintendente Contábil e Tributário.

Mesmo sem a exigência da norma pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que estuda o assunto e deverá se manifestar em breve sobre como a exigência será regulada no Brasil, a Icatu acredita que a convergência é provável e que as normas do órgão regulador poderão convergir, mesmo que posteriormente. “A conversão não é algo trivial e que se faça no curto prazo, por isso investe no projeto acreditando ser a melhor estratégia a longo prazo e que, adicionalmente, estaremos prontos para aderir a uma tendência global”, afirma Oliveira.

Com a IFRS 17, a contabilidade de seguros muda bastante, dando foco à previsão de caixa de cada contrato, por safra anual e controlando separadamente os contratos superavitários dos deficitários. O executivo da Icatu cita, entre os benefícios esperados, a redução do custo de capital, acesso facilitado ao mercado financeiro internacional, comparabilidade das seguradoras em patamar global, melhor entendimento do “business” por parte de investidores, melhor cenário de governança e de transparência, entre outros.

Na Europa, a discussão é mais rotineira do que no Brasil. Os europeus afirmam que a IFRS, discutido há 20 anos, foi projetado para simplificar as demonstrações financeiras complexas das seguradoras. O impacto das novas regras não será sentido de maneira uniforme em todo o setor. As seguradoras de vida serão mais afetadas do que as seguradoras de danos, que engloba bens patrimoniais e responsabilidades. “Trata-se de uma norma abrangente, que afeta várias áreas operacionais de uma seguradora, não apenas seu departamento de contabilidade”, alerta o sócio da PwC Brasil. A IFRS 17 entra em vigor em 1º de janeiro de 2023.

SulAmérica avança ao cuidar do cliente, do corretor e do acionista

Parceria. Treinamento e qualificação dos corretores. Atualização do portfólio dos produtos e inclusão de novos serviços. Uso da inteligência artificial para proporcionar ao corretor vendas mais assertivas. Lançamento da plataforma Pra Saber. Essas são as bases da estratégia chamada Saúde Integral lançada em 2020 pela SulAmérica, que traz um olhar 360 graus do cliente, abrangendo o física, o mental e o financeira, e que já traz resultados significativos. Mesmo em cenário desafiador, a companhia cresceu em número de beneficiários, focou em iniciativas de tecnologia, inovação e cuidado coordenado, contam Victor Bernardes, diretor de Vida e Previdência, e os diretores comerciais Solange Zaquem e Luciano Lima, ao blog Sonho Seguro. 

“As vendas de seguro de vida individual dobraram. A média era de 1,8 mil itens por mês. Em março, atingimos 4 mil, com 100% delas com assinatura eletrônica”, contou Victor Bernardes, diretor de Vida e Previdência SulAmérica. Segundo o executivo, a vulnerabilidade da vida, sentimento potencializado no mundo pela pandemia, despertou as pessoas para a importância da proteção financeira. “O seguro de vida individual tem uma participação ínfima no Brasil, com 1% do Produto Interno Bruto (PIB), comparada aos mercados mais maduros, como os Estados Unidos e Japão, acima de 5%. Temos muito a conquistar”. 

Infelizmente, uma propaganda do seguro vem de quem tem recebido indenizações, dando ao menos um alívio financeiro para perdas irreparáveis. As seguradoras pagaram de março de 2020 a março de 2021 mais de R$ 1,7 bilhão em indenizações por covid-19. A SulAmérica pagou R$ 90 milhões em seguro de vida, indenizando mais de 2,3 mil pessoas. “Impactou a rentabilidade do segmento tanto em 2020 quanto nos primeiros meses de 2021, pois tomamos a decisão de indenizar clientes mesmo com coberturas de exclusão de pandemia. A expectativa é retomar níveis normais à medida que a situação da pandemia esteja controlada, com o avanço do processo de vacinação no país”, diz. Em saúde, a SulAmérica registrou, desde o início da pandemia até 11 de maio, 20.427 beneficiários internados devido à doença causada pelo novo coronavírus. Desse total, 9.667 precisaram de UTI. Houve 1.403 óbitos, enquanto 18.119 segurados se recuperaram.

Além do plano de saúde, o seguro de vida passou a ser visto como uma proteção financeira com uso inclusive em vida e isso é uma grande mudança. Antes da pandemia, a seguradora já vinha modernizando o seguro de vida numa tentativa de trazer benefícios que pudessem ser usados em vida, quebrando o rótulo de “seguro de morte”. Com a pandemia, clientes passaram a conhecer melhor o seguro que oferece coberturas em vida, como consultas com médicos por meio da telemedicina, doenças graves e valores diários para dias de internação hospitalar. 

Este novo ciclo do produto, trouxe novos clientes. Segundo Bernardes, a carteira de vida individual já mostra uma redução da idade média dos clientes e avanço do público feminino. “Antes da pandemia, havia igualdade entre homens e mulheres. Agora temos mais mulheres, com idade média que saiu de 44 anos para 35. Enquanto a idade das mulheres caiu 11 anos, no público masculino a redução foi 5 anos. Uma mudança significativamente em 18 meses”, pontua. “Temos uma atualização constante do nosso portfólio visando ampliar vantagens para clientes, corretores e acionistas, um tripé que rege a nossa estratégia”. Uma atualização recente foi a aceitação do PIX para os pagamentos de seguro de vida. 

Previdência traz tranquilidade para quem cria o hábito de poupar

Previdência teve momento forte de saques no início da pandemia no ano passado, pois as pessoas precisaram de suas reservas. Mas o ritmo de captação já é registrado em 2021. Dados da Federação Nacional de Previdência Privada (FenaPrevi) mostram reservas acima de R$ 1 trilhão. Boa parte disso está concentrada em bancos, mas as gestoras independentes atraem cada dia mais clientes com fundos diferenciados, taxas mais acessíveis e entrega de boa performance. “Ofertar produtos com respostas para o atual momento, consultores financeiros e uma boa comunicação com a base de clientes traz benefícios para todos”, avalia. 

Uma das novidades que marca o pioneirismo da SulAmérica é o SOS Prev, lançado em outubro passado. O produto visa atender a necessidade de recursos imediatos dos clientes de VGBL e PGBL e evitar saques, por meio de empréstimos que usam como garantia o saldo dos participantes. A iniciativa surgiu a partir de uma instrução da Superintendência de Seguro Privados (Susep), a circular 600/2020 de 3 de agosto, que estabeleceu regras para a concessão de assistência financeira com recurso próprio pelas sociedades seguradoras e entidades abertas de previdência complementar a participantes ou assistidos nos planos. 

O produto da SulAmérica permite ao cliente tomar um valor correspondente a até 50% do saldo acumulado nos planos. Os valores depositados no VGBL ou PGBL garantem o empréstimo na mesma proporção. “A ideia é que, se o cliente precisar resgatar um pedaço da reserva para fazer jus às despesas, a SulAmérica ofereça o empréstimo para evitar que ele interrompa a disciplina de acumulação e continue poupando”, explica. “Os clientes têm o valor que precisam depositados em sua conta rapidamente, uma vez que o crédito conta com a garantia do fundo de previdência. O custo do crédito muitas vezes é menor do que a penalidade de pagar uma taxa mais elevada de Imposto de Renda com saques antes do prazo de uma taxa menor”. 

Em maio deste ano, a SulAmérica lançou dois novos fundos multimercado. O SulAmérica Occam Prev FIC FIM, criado em parceria com a Occam Brasil Gestão de Recursos, é um fundo que pode investir até 70% em renda variável, com exposição de até 10% em ativos com variação cambial e investimentos no exterior de forma indireta. Já o SulAmérica Panamby Inno Prev FIE I FIC FIM, que conta com a expertise da Panamby como gestora, é um produto de risco moderado, com o objetivo de entregar ao investidor uma rentabilidade de CDI+5% ao ano. “Ter uma carteira diversificada de fundos é muito importante para o investidor poder navegar em momentos mais turbulentos, como os que vivemos com a pandemia”, afirma o executivo. 

Executivos da área comercial comemoram as conquistas

Solange Zaquem Thompson Motta e Luciano Lima, que cuidam dos corretores em todo Brasil que atuam no varejo, comemoram as conquistas num período atípico que vive o mundo. “Nos conforta saber que podemos amenizar os problemas de vários clientes e corretores neste período tão conturbado que vivemos hoje, com mais de 450 mil mortes e uma situação econômica incerta no Brasil”, comenta Lima. 

Lima: “Quando o corretor assiste os cursos, ele automaticamente acumula pontos, inclusive para as campanhas de incentivo da seguradora. Com a pontuação alcançada é possível acessar os cursos de MBA da PUC-RS, com aceite de créditos e certificação”

Com o aumento da demanda por proteção por parte dos clientes e os estímulos financeiros e educacionais ofertados pela SulAmérica, o corretor passou a investir na diversificação do portfólio e a se interessar mais pelos cursos ofertados na Pra Saber, uma plataforma nascida a partir das demandas dos corretores de seguros. “Sempre apoiamos o corretor a empreender e com a pandemia passamos a ter muito mais sucesso nesta luta. Desde o lançamento da plataforma em outubro de 2020, 3 mil corretores já concluíram os cursos ofertados. A importância da qualificação do corretor fica clara quando pesquisas mostram que 90% das pessoas que têm recursos investidos não contam com acompanhamento adequado. Muitos corretores de seguros descobriram isso e aproveitam esta brecha para cativar seus clientes”.  

São cursos gratuitos para que o corretor invista no seu negócio e na sua carreira. A diferença para outras iniciativas do setor é que a SulAmérica traz mais do que treinamento sobre produtos. “Oferecemos uma escola de empreendedorismo e negócios”, ressalta Lima. Outro destaque da plataforma é o estímulo ao aprendizado. “Quando o corretor assiste os cursos, ele automaticamente acumula pontos, inclusive para as campanhas de incentivo da seguradora. Com a pontuação alcançada é possível acessar os cursos de MBA da PUC-RS, com aceite de créditos e certificação”, acrescenta Lima.

Solange, que atua há mais de 34 anos com corretores, disse que este foi o período mais desafiador da vida de todos

Solange, que atua há mais de 34 anos com corretores, disse que este foi o período mais desafiador da vida de todos. “Os profissionais da área comercial são acostumados a ter um relacionamento presencial, tanto com as seguradoras como com os clientes. E neste momento de pandemia, todos nós fomos testados e certamente aprendemos e evoluímos muito, principalmente no ambiente digital. Antes eles nos acionavam e iam nas filiais para tirar as dúvidas. Agora eles têm muito mais autonomia para resolver questões do dia a dia”. 

Lima comenta que o corretor, que temia a venda digital, entendeu a importância da tecnologia, que o ajuda a vender mais e a prestar um serviço mais ágil aos consumidores. “O corretor passou a ganhar mais porque vende um produto que não vendia e tem uma renda vitalícia. Enquanto o cliente mantiver o seguro de vida ou saúde, a comissão do corretor é paga. Outro ponto bacana é que o profissional de vendas que indicar clientes para a gestora de recursos, que tem parceria com a Órama, também é bonificado financeiramente”. 

Bernardes, Solange e Lima também destacam que, além de atender seu cliente no conceito de saúde integral, o corretor faz uma blindagem da sua carteira. Prestando um serviço de consultor, ele não fica mais refém de perder um cliente por uma diferença irrisória no preço do seguro ofertado por um concorrente. Tal cuidado está dentro da proposta de valor do grupo com produtos de Saúde Integral, que se propõe a combinar um portfólio de produtos de Saúde, Odonto, Vida, Previdência e Investimento com novas oportunidades de negócios. Uma estratégia que beneficia o cliente, o corretor e o acionista.