Artigo: O impacto dos IPOs na contratação de seguros

por Breno Nardy é gerente de Linhas Financeiras da Austral Seguradora

O expressivo aumento de IPOs que o Brasil acompanha, desde o ano passado, movimenta a atuação de uma série de stakeholders, responsáveis pelos diversos âmbitos necessários para que uma companhia se torne listada na Bolsa de Valores. Há escritórios especializados para a construção de um prospecto robusto, bancos que fazem a ponte entre executivos e investidores em roadshows e agências de mídia para a divulgação da marca. A preparação pela empresa é complexa e depende da mudança de processos internos, além de considerável dispêndio de recursos.  Como um mecanismo capaz de gerar oportunidades para investidores,  ao mesmo tempo em que permite injeção de capital na empresa a ser listada, o IPO eleva as exigências sobre a administração da companhia, que pode buscar proteção e algum nível de conforto no mercado segurador.    

Apesar das dificuldades que o processo de IPO pode trazer, esse mecanismo de captação financeira vem se tornando cada vez mais popular. A B3, principal bolsa de valores do Brasil, registrou entre os Níveis 1 e 2 e o Novo Mercado apenas 5 empresas listadas no ano de 2019; em 2020, foram 28 empresas; e, no primeiro quadrimestre de 2021, já são 21 empresas listadas. Um dos fatores que explica essa movimentação elevada de aberturas de capital na bolsa é a baixa taxa de juros do mercado, que mantém liquidez elevada em um cenário de busca por maior rentabilidade.

As companhias que estão aproveitando esse momento para fazer seu IPO acabam por ampliar o seu quadro societário diante da venda de parte de suas ações ao mercado. Essa alteração na composição de sócios exige um maior nível de governança da companhia, com grau de maturidade elevado em processos operacionais, contábeis e financeiros, em linha com todas as diretrizes da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Atentos às dificuldades do processo, ao maior nível de exigência sobre seu trabalho e às tendências de mercado, os administradores dessas companhias vêm buscando soluções para suavizar os riscos aos quais a administração está exposta. Seja com o seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores (D&O, sigla em inglês para Directors and Officers), seja com o POSI (Public Offering of Securities Insurance, em tradução literal Seguro para a Oferta Pública de Valores Mobiliários) o mercado segurador oferece algumas opções. 

A contratação do D&O, cuja proteção é voltada para o patrimônio das pessoas físicas que ocupam cargos com poder de gestão, ganhou publicidade desde a Lava Jato. Em consonância com as necessidades de seus clientes, a indústria de seguros oferta o POSI, voltado justamente para a as empresas que estão realizando a abertura de capital ou ofertas subsequentes (Follow Ons). O mercado securitário trabalha com a contratação do POSI em paralelo à contratação do D&O, atuando com a proteção anual tradicional, inclusive com coberturas voltadas para o mercado de capitais, e aquele com uma proteção muito mais direcionada para a oferta de capitais em si e os envolvidos nessa oferta como os próprios acionistas controladores e vendedores. 

A partir do momento em que a empresa realiza a abertura de capital, é indicada a contratação da Cobertura C dentro do seguro D&O. Essa cobertura protegerá os segurados e o tomador das reclamações realizadas contra eles no mercado de capitais advindas de atos de gestão. Em especial o órgão regulador desse mercado, a CVM, costuma ser duro em seu papel de fiscalizar casos de violações de leis, normas ou regulamentos ligados à compra, oferta, subscrição ou venda de valores mobiliários. A Cobertura C será responsável por essa proteção enquanto a empresa estiver sob a regulação do mercado de capitais, não apenas no momento de abertura. Sendo assim, mesmo empresas consolidadas há longo período na bolsa de valores mantêm a contratação da cobertura como proteção a seus administradores.

         A tendência é que, conforme mais administradores tenham conhecimento desses instrumentos, maior seja o nível de contratação do seguro e, consequentemente, maior a proteção que o mercado segurador poderá oferecer. O seguro D&O e o POSI são complementares, não excludentes. O amadurecimento do mercado securitário brasileiro certamente agrega valor a todos os envolvidos.

Câmbio e inflação são variáveis importantes para medir potencial de crescimento do PIB em 2021

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Fonte: CNseg

A última reunião mensal do Comitê de Estudos de Mercado (CEM), da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, realizada na última semana de maio, avaliou o desempenho do setor segurador perante os diferentes ciclos econômicos, apresentou projeções da Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) de alguns indicadores macroeconômicos para o ano em cenários otimista ou pessimista e, também, tratou dos movimentos recentes das economias brasileira e mundial.

Na etapa do encontro, a Suesp apresentou um levantamento que confronta o desempenho do setor versus o PIB brasileiro a partir de 2011. A arrecadação do setor de seguros, entre 2011 e 2013, foi de 9,5% reais, ao passo que o PIB acumulado no mesmo período avançou 3%. De 2014 a 2016, o setor cresceu 3,5% por ano, ao passo que o PIB teve contração de 2,1%, na média. Entre 2017 e 2019, a taxa de crescimento do setor foi de 3,4% (e a do PIB no mesmo período de 1,5%). Por fim, em 2020, ano da pandemia, o setor de seguros experimentou queda real 1,5% na arrecadação, enquanto o PIB teve retração de 4,1%, ambos impactados pela pandemia.

No segmento de Saúde, foram apresentados dados sobre o comportamento de receitas e das indenizações desde 2011. O gráfico mostra uma tendência de gradual arrefecimento das contribuições aos planos a partir de 2014 (ano contra ano) até a recente recuperação ocorrida a partir do segundo semestre de 2020. Apresenta-se ainda o desempenho diferenciado entre as modalidade médico-hospitalar e planos odontológicos, com taxas de crescimento anual de, respectivamente, 1,2% e 4,7% no número de beneficiários na comparação entre dezembro de 2020 e mesmo mês de 2019.

Sobre o seguro Rural, foi constatado que a movimentação deste ramo cresceu 572% entre 2010 e 2020. A taxa é muito superior à expansão apresentada pelo PIB agropecuário, de 175% nominais no mesmo período. Dessa forma, a penetração do seguro Rural no PIB Agropecuário (Arrecadação/PIB), mais que dobrou, passando de 0,6% para 1,6% no período.

Os economistas Luiz Roberto Cunha e Pedro Simões, ambos integrantes do CEM, se revezaram na parte destinada à apresentação das projeções dos indicadores, dependendo do cenário macroeconômico que prevalecerá. No quadro otimista, os economistas esperam um crescimento maior da economia, com a superação (mesmo que parcial) de problemas que fazem o câmbio estar tão depreciado no Brasil. Projetam o IPCA mais alto por estar muito mais ligado à demanda e juros mais elevados como nos dois cenários (pessimista ou otimista) como “normalização” da política monetária. No cenário pessimista, o câmbio permanece mais alto, pressionando IGP-M (por meio do IPA).

Dessa forma, o PIB real, por exemplo, em um quadro pessimista, pode crescer 2,95% ou avançar para 4,08% neste ano, em um cenário otimista.  O PIB indústria real, uma variação de 2% (pessimista) a 5,10%(otimista); a Selic oscilar de 4,75% a 6,25%. Já o IGP-M pode subir 21,02% em um cenário pessimista, ou 12,50%, em um quadro macro mais positivo.

O balanço mais recente da economia foi também avaliado. Os dois economistas concluíram que a segunda onda da Covid-19 – apesar de mais intensa que a primeira – afetou de maneira menos severa a atividade econômica.  Há menor elasticidade entre mobilidade e PIB. Segundo eles, os Serviços se beneficiam com a reabertura e demanda “reprimida”, além do gasto da poupança precaucional acumulada pelas classes médias e altas ao longo do ano passado. Também a Indústria se beneficia do aumento da demanda por bens industriais, mas, na margem, tem sofrido por conta de aumento de preços ou mesmo escassez de insumos, citando como exemplo os semicondutores para produção de automóveis. Já o Comércio, beneficiado durante a fase mais aguda da pandemia- enfrenta um período de ressaca, com o deslocamento dos gastos para serviços.

No plano global, as preocupações com a inflação continuam presentes. Constata-se que revisões no ritmo da atividade são acompanhadas de elevações nas projeções de inflação, como maior pressão sobre os preços administrados e de bens industriais, além das já conhecidas pressões no preço das commodities, exacerbadas no Brasil pelo câmbio. Logo, a recuperação rápida da economia mundial aumentou a demanda mundial por bens, mas já há restrições de oferta para alguns produtos, pressionando também preços de bens industriais.

Porto Seguro amplia cobertura do seguro aluguel para até 18x o valor da locação

Porto Seguro aluguel

Fonte: Porto Seguro

Lançado em setembro do ano passado, o Porto Seguro Aluguel Essencial apresenta mais uma novidade que passa a valer a partir deste mês de junho. Agora, além de oferecer o Limite Máximo de Garantia de 12 vezes o valor do aluguel e taxa fixa de 8% sobre o valor do aluguel, o produto passa a ofertar aos clientes, um novo plano de 18 vezes o valor aluguel e taxa fixa de 12%. Nelson Aguiar, superintendente de Negócios Financeiros e Capitalização da Porto Seguro, destaca que a novidade amplia os benefícios para imobiliárias e locadores, que passam a contar com uma oferta de garantia mais estendida.

“Nosso objetivo é sempre aprimorar o portfólio a fim de oferecer a melhor solução possível em seguros para os potenciais clientes, assim como fornecer condições mais vantajosas para que Corretores e imobiliárias tenham maior rentabilidade e vantagem competitiva na comercialização do produto”, afirma o executivo.

Solução ágil e sem burocracia, o produto garante ao cliente, de maneira ágil e acessível, a substituição do fiador ou caução, a transferência de responsabilidade do pagamento do aluguel para a seguradora em caso de inadimplência, além da dispensa de comprovação de renda e envio de documentação. Os clientes que contam com esse seguro têm ainda a possibilidade de parcelamento em até 60x sem juros, três meses grátis do Reppara!, sorteio anual de R $200 mil pelo PortoCap e parcelamento do aluguel vencido ou a vencer no cartão de crédito.

Aumento dos riscos nas empresas potencializa atuação do seguro de crédito no mercado

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FonteL Euler Hermes

Com a pandemia e consequentemente as perdas causadas por conta da crise econômica, o número de indenizações nas empresas brasileiras no último ano foi significativo.As primeiras estatísticas de 2021 mostram um recuo do número de empresas que pediram recuperação judicial. Embora o cenário de pandemia esteja longe de se resolver, vemos que o empresário que sobreviveu a 2020 teve muita resiliência e flexibilidade no gerenciamento do seu negócio, e deveria aproveitar a perspectiva um pouco mais positiva da economia em 2021.

As previsões de crescimento do PIB em 2021, depois de um desastre em 2020, são muito encorajadoras. Portanto, esperamos um ano melhor no que se refere a empresas em recuperação judicial.A análise é do diretor comercial da seguradora de crédito Euler Hermes, Luciano Mendonça. O executivo acredita que este quadro foi potencializado também pelo fato de novas empresas estarem buscando cobertura de crédito em virtude de atrasos e não pagamentos que ocorreram ao longo do último ano. “Esta tendência deverá ser acompanhada pelo aumento da exposição ao risco, principalmente nos setores que ensaiam alguma retomada, como metais, construção, químicos e alimentos”, exemplifica.

Impactos e perspectivas

O diretor lembra que, no início da pandemia, o prognóstico do mercado de seguro de crédito era bastante negativo: a partir do 2Q2020 houve aumento do número de sinistros (não-pagamentos informados pelos segurados) em comparação com 2019. No entanto, Mendonça afirma que este aumento se reduziu no 2H2020, levando ao fechamento do ano com apenas 15% mais perdas que em 2019.“Isto não foi ao acaso: quando a pandemia eclodiu, tomamos ações de redução de exposição que estavam alinhadas à redução das vendas dos nossos segurados, desta forma limitando potenciais perdas. Com a melhora que se percebeu ao final de 2020, tivemos possibilidade de retomar nossa exposição a níveis pré-pandemia, com aumento constante de exposição ao risco em setores mais resilientes à crise. Sem dúvida, nosso monitoramento da situação econômica nos permitiu gerenciar mais precisamente a exposição ao risco de crédito nos vários mercados onde atuamos, retomando o apetite de cobertura antes de qualquer outra seguradora”, conta.

Setores mais afetados buscam proteção

Mendonça explica que os setores ligados à infraestrutura, como metais e construção, além de plásticos/embalagens, foram os que sofreram mais no começo da pandemia e têm buscado proteção com seguro de crédito.“Estes são os setores mais afetados por uma redução da atividade econômica, e suas cadeias têm pouco tempo de adaptação a uma nova conjuntura de risco. Assim, as perdas se espalharam por diferentes elos da corrente. Por isso, percebemos o aumento de apólices em empresas destes setores já no final de 2020, o que continuou neste primeiro quadrimestre”, afirma.

Monitoramento é aliado

Com mais de 85 milhões de empresas monitoradas diariamente em todo o mundo, a base de dados da Euler Hermes auxilia na gestão de crédito de empresas dos mais variados tamanhos e setores. “Se sua empresa fornece para um cliente, é muito provável que este cliente já tenha sido avaliado anteriormente pela Euler Hermes como um risco de crédito junto a outros fornecedores”, afirma Mendonça.Diante dessa expertise, a seguradora conta com uma visibilidade transversal sobre a cadeia de suprimentos dos clientes e isto faz com que esteja em posição privilegiada no monitoramento do risco de pagamento das empresas, uma vez que a seguradora é a primeira a saber sobre potenciais atrasos e caso estes se tornem inadimplência, é a Euler Hermes que indeniza as perdas.

Mercado em desenvolvimentoO diretor afirma que o seguro de crédito ainda é uma ferramenta pouco difundida no Brasil. Apenas no estado de São Paulo, há mais de 42 mil corretores de seguros habilitados, e aproximadamente duas dezenas deles são especializados em seguro de crédito. Portanto, é um campo aberto para corretores de seguro que querem diversificar a oferta de soluções para seus segurados atuais.“O seguro de crédito é a melhor ferramenta de gerenciamento de risco de crédito: além de monitorar a capacidade de pagamento das empresas, o seguro indeniza as perdas caso um cliente segurado fique em inadimplência.

Uma empresa pode ter o melhor time de analistas de crédito e as melhores ferramentas de monitoramento de risco, mas nenhuma delas põe dinheiro na mesa caso um cliente não honre os pagamentos”, explica.O diretor lembra ainda que o ano de 2020 assustou muitos empresários com as perdas ocorridas, o que despertou a busca por soluções contra o não pagamento e o seguro de crédito faz este papel. “Já no final de 2020, percebemos um aumento da busca de proteção e este movimento se confirmou em 2021. Ano passado crescemos +25%, e neste ano nossos números já estão bastante positivos”, comemora.

Setor de seguros avança na retomada de crescimento, aponta a KPMG

Kpmg estudo seguros

Fonte: KPMG

A KPMG realizou um levantamento analisando os quatro padrões de retomada dos 40 principais setores da economia brasileira após um ano de início da pandemia da covid-19. Segundo estudo, o setor de seguros está no estágio de “crescimento” em que as empresas escalam o pós pandemia com o comportamento do consumidor favoravelmente alterado durante a crise. Na primeira edição da pesquisa realizada em abril do ano passado, o segmento estava fase chamada “retorno ao normal” em que as empresas sofreram efeitos da recessão do distanciamento social do consumidor.

Com relação à nova realidade para o setor de seguros, o relatório apontou as seguintes: 

Estratégia: essa nova realidade destacou ainda mais a necessidade de as seguradoras simplificarem, melhorarem, automatizarem e digitalizarem os processos de ponta a ponta. Haverá uma maior percepção da necessidade de transformar digitalmente todo o ecossistema, como forma também de tornar os processos mais simples e ágeis. 

Colaboradores: As novas formas de trabalho que as seguradoras e os colaboradores estão vivenciando, provavelmente, vieram para ficar e provocarão uma transformação dos modelos de trabalho. Nesse cenário, é importante assegurar que os profissionais tenham as habilidades e a disposição para embarcar no mundo digital, promovendo o desenvolvimento de habilidades e competências considerando o novo normal. 

Estrutura de capital: Necessidade de reforçar a eficiência da estrutura de capital e o monitoramento dos níveis de solvência regulatórios, considerando um cenário de taxas de juros mais baixas e maior volatilidade. 

Gestão de riscos: Fortalecer as políticas de gestão de riscos e governança, para responder às incertezas que afetam a volatilidade, juros mais baixos, bem como os riscos relacionados aos ataques cibernéticos, que são acentuados num ambiente externo. Um novo conceito de gerenciamento de exposição de risco de seguro pode ajudar as seguradoras a progredir e planejar quais sinistros são recebidos para oferecer um melhor atendimento aos clientes. 

Modelo de negócios: aceleração do processo de transformação digital, aumentando a automação das operações e interações com os clientes. Revisão das estratégias de canais de distribuição para atender a essa demanda. Seguradoras potencialmente passarão a avaliar de forma mais contundente alianças e parcerias com insurtechs por meio das quais os recursos digitais podem ser mais rapidamente incorporados. 

Modelo operacional: Foco na eficiência operacional como fator competitivo, tanto na perspectiva de precificação, quanto na rentabilidade. A oportunidade digital para as seguradoras vai além das interações entre clientes e corretores, a nova realidade destacou ainda a necessidade de as seguradoras simplificarem, melhorarem e digitalizarem diversos processos para serem capazes de responder com mais agilidade às demandas do cliente, bem como realinhar sua estrutura de custos. 

Mudanças de hábitos dos consumidores: Houve um interesse maior pelos produtos de vida e de saúde, além de seguros residenciais e de riscos cibernéticos, considerando os novos hábitos e a nova realidade experimentada pelos consumidores. Além disso, as preferências dos consumidores por interagir via plataformas digitais também apoiam esta tendência. As seguradoras deverão responder a isso com a criação de novos produtos para atender a esse novo interesse, bem como repensando seu modelo de negócio e operacional para ter capacidade de responder, de forma mais ágil, com produtos personalizados. 

“A pesquisa mostrou que o setor de seguros avançou no que diz respeito à retomada de crescimento um ano após o início da pandemia. Na nova realidade, podemos considerar aspectos que estão impulsionando o setor como transformação digital, resiliência, inovação e colaboração”, analisa a sócia líder de seguros da KPMG, Érika Ramos. 

Sobre a pesquisa “Tendências e a nova realidade – 1 ano de covid-19”: 

O documento da KPMG traz informações relevantes e um balanço sobre como as empresas vêm respondendo aos desdobramentos desde o início da crise. De acordo com a pesquisa, podem ser consideradas em “processo de crescimento”, as indústrias em que os investidores percebem o potencial de liderar e fornecem capital para escalar agressivamente durante a recuperação. Já no “retorno ao normal”, essas organizações são vistas como essenciais e se recuperarão mais rapidamente à medida que a demanda do consumidor retornar em volumes semelhantes. No terceiro estágio intitulado no relatório como “transformar para emergir” estão as indústrias e empresas que precisam se transformar para emergir mais fortes e mais alinhados com as mudanças nas prioridades e nos padrões comportamentais dos consumidores. Por fim, “em reiniciar”, essas organizações lutam para se recuperar da covid-19 devido à demanda permanentemente reduzida por ofertas, capital insuficiente para evitar recessão prolongada ou má execução da transformação digital. 

“A análise destaca que líderes de diferentes mercados têm buscado enfrentar esse momento com resiliência, informação e planejamento estratégico, de modo a antecipar possíveis entraves e obstáculos e, assim, obter os resultados esperados mesmo em um período complexo e desafiador. O estudo aponta as especificidades dos setores abordados, incluindo as tendências, as medidas que as empresas têm adotado para mitigar os reflexos do atual cenário, os principais desdobramentos observados neste último ano, as lições aprendidas e os riscos inerentes aos mercados”, finaliza o sócio de clientes e mercados da KPMG no Brasil e América do Sul, Jean Paraskevopoulos. 

Tokio Marine disponibiliza Pix para pagamento em todo o Brasil

Fonte: Tokio Marine

Sempre em busca de soluções que agreguem comodidade e facilidade à rotina dos seus Clientes, a Tokio Marine, uma das maiores Seguradoras do País, acaba de incluir o Pix como uma de suas opções de pagamento. O novo meio de transferência bancária instantânea criado pelo Banco Central pode ser utilizado pelos Clientes para pagamento de parcelas dos Seguros Auto, Residencial, Condomínio, Empresarial, Vida e Acidentes Pessoais. 

Independentemente da forma selecionada na contratação do produto, que pode ser boleto bancário, débito automático ou cartão de crédito, o Cliente terá acesso ao pagamento via PIX através dos principais canais digitais da Seguradora: WhatsApp, chat, aplicativo ou até mesmo pelo site. Ao acessar as opções de pagamento da parcela referente ao período desejado, o Pix estará disponível logo acima das demais. Quando selecionado o método, o Segurado terá acesso a um QR Code ou linha digitável PIX para efetuar a transação em seu aplicativo do banco.

O Diretor de Finanças e Administração da Seguradora, Daniel Dibe, explica que a utilização do Pix não altera o método de cobrança das parcelas já programadas pelos Clientes, mas serve como uma opção de conveniência para aqueles que assim desejarem. Caso algum prazo de compensação não seja observado no momento da transação e ocorra algum pagamento em duplicidade, a Seguradora fará a devolução do valor pago a mais.

“A modalidade PIX evita a necessidade de que o Segurado peça uma segunda via de boleto ou substitua o pagamento com o cartão de crédito em um mês onde o limite já esteja comprometido, por exemplo. Além disso, oferece total autonomia para que ele avalie a opção que melhor o atende naquele momento”, afirma Dibe.

A Tokio Marine está sempre atenta aos novos hábitos dos Consumidores para entender o seu dia a dia e desenvolver soluções tecnológicas que conversem com rotinas cada vez mais dinâmicas e conectadas. “A transferência via Pix se estabeleceu de forma muito rápida no País e diante disso, tivemos apoio total das nossas áreas de TI e Projetos para implementar mais essa comodidade para os Clientes, simplificando a relação com a Tokio Marine”, conclui o CFO.

MAG Seguros doa materiais esportivos de atleta olímpica assaltada no Rio de Janeiro

mag seguros

Fonte: MAG

Na última semana, a judoca Eliza Carolina Ramos foi assaltada no Rio de Janeiro e perdeu seus documentos e materiais esportivo de treino e que levaria para competir nas Olimpíadas de Tóquio. Diante da situação, a MAG Seguros, seguradora especializada em seguro de vida e previdência e patrocinadora oficial dos esportes olímpicos do Flamengo, prontamente buscou ajudá-la e se comprometeu em doar os materiais perdidos pela atleta. 

Segundo Mirella Lavrini, superintendente de Marca e Comunicação da MAG Seguros, a missão da companhia é de garantir a proteção e segurança dos brasileiros em diversos momentos da vida, incluindo fases difíceis, como essa. “Temos um compromisso com nossos clientes e parceiros. Sabemos da nossa missão de garantir a saúde financeira das pessoas em momentos de dificuldade e por isso não hesitamos em ajudar Eliza, para que ela não perca essa oportunidade grande oportunidade”, completou Lavrini. 

A MAG Seguros tem forte relação com o esporte. Além de patrocinar os esportes olímpicos do Flamengo, a companhia apoia há dois anos a Copa do Brasil e tem parceria com diversos clubes por meio da oferta de cobertura de seguro de vida para atletas e sócio torcedores. 

Valor: Empresas ‘zumbis’ são risco pós-pandemia, avalia Swiss Re

Swiss Re estudos

Fonte: Valor Economico, Por Assis Moreira

As “empresas zumbis”, aquelas com rendimento insuficiente para cobrir suas dívidas, estão entre os riscos emergentes que poderão pesar nas economias no pós-covid-19, segundo relatório da resseguradora Swiss Re. O grupo suíço constata que, na esteira da crise sanitária global, programas de apoio governamental para evitar falências têm mantido vivas

Em seu relatório “New Emerging Risk Insights”, a Swiss Re observa que nos EUA as falências de empresas caíram 5% em relação a 2020, uma inversão da tendência de aumento das taxas de 2017 a 2019. Os programas de estímulo do governo ajudaram muitas empresas viáveis a se manterem à tona, mas ao mesmo tempo também apoiaram empresas não viáveis.

Crise hídrica gera negócios para o setor, avalia diretor da Fator Seguradora

Richard Leone Fator Seguradora

Apesar do agravamento da crise hídrica, a pior dos últimos 91 anos, o mercado segurador afirma que este cenário ainda não entrou na agenda de “preocupações” e sim de “oportunidades” de negócios. Riscos de apagões, que eram considerados irrelevantes por analistas, começam a entrar no radar de riscos considerando-se as perdas que afetam todos, como empresas paralisarem linhas de produção, comercio online ter vendas reduzidas por falta de acesso a internet e até mesmo cancelamento de voos por falta de energia. 

Segundo Richard Mendes Leone, diretor técnico de Property & Commercial Lines da Fator Seguradora, a crise hídrica traz duas vertentes para as seguradoras: gerenciar riscos dos clientes que tem apólice de lucro cessantes e eventuais acidentes que possam ocorrer em máquinas e equipamentos afetados por oscilação energética, e ofertar seguros para os novos investimentos. “Dependendo da situação futura dos reservatórios, pode não haver geração suficiente para atender os momentos de forte demanda do sistema elétrico. E isso deixa claro a urgência de investimentos neste setor”, avalia.

Com o ONS autorizando o despacho de usinas termelétricas para garantir a segurança energética do país, a geração das usinas hidrelétricas é reduzida com objetivo de desacelerar o esgotamento dos reservatórios durante o período seco. Os riscos cobertos pelos seguros de lucros cessantes são as perdas geradas pela paralisação total ou parcial nos negócios do segurado resultante de dano material. Ou seja, se não houver um dano material, a simples paralisação das plantas por falta de recursos naturais, não acionará o seguro de lucros cessantes.

Com o acionamento das termoelétricas neste momento de falta de recursos naturais, a partida e o desligamento das máquinas ao longo do ano, geram tensões em seus eixos, que podem ocasionar quebra de máquinas, que por sua vez causará prejuízos às seguradoras tanto em danos materiais como em lucros cessantes. Um outro ponto de atenção das seguradoras está no mercado de spot de energia. As geradoras podem precisar comprar energia no mercado de curto prazo para honrar seus contratos, o que pode acionar a cobertura de lucro cessante do contrato de seguro.

Segundo o advogado especializado em responsabilidade civil, Walter Polido, boa parte dos seguros ofertados no Brasil tem o não fornecimento ou a falha no fornecimento de energia elétrica como risco excluído pelas apólices de Responsabilidade Civil Operacional das empresas geradoras, distribuidoras e vendedoras de energia. “Então, a questão da crise hídrica é algo bem complexo, mas que não deverá afetar as seguradoras que atuam no segmento”, avalia.

Assim, o foco dos executivos de seguros está nos investimentos. De acordo com estudos divulgados pelo governo, a participação da geração de energia vindo das hidrelétricas caiu de 67% em 2014 para 62% em 2021, puxado por uma maior participação da energia eólica, com 10% (4% em 2014) e outras fontes renováveis. “Se houver investimentos estratégicos, como a construção de hidrelétricas com reservatórios para reduzir a dependência das chuvas, o risco de apagões será reduzido. Outra opção são os investimentos em fontes renováveis de energia, como solar, eólica e biomassa para complementar a geração energética de maneira limpa, respeitando o meio ambiente”, comenta Leone. 

Rodrigo Belloube, CEO da Munich Re, compartilha da mesma opinião. “Lucros cessantes são geralmente muito pouco comercializados. O sistema energético no Brasil se auto-protege com compensações de um Estado para o outro. Já investimentos são uma necessidade inequívoca e daí surge sempre a oportunidade de novos negócios, principalmente em seguros de Riscos de Engenharia (incluindo RC e Transportes) e Garantia”, diz. 

“Atualmente, os investimentos em construção de PCHs e de parques fotovoltaicos são os que mais demandam programas de seguros”, comenta o diretor da Fator Seguradora. Segundo dados do governo e de especialistas, o setor de energia demanda investimentos de R$ 2,7 trilhões nos próximos 10 anos. Já para petróleo, gás natural e biocombustíveis, outros R$ 2,3 trilhões. Desses valores, R$ 365 bilhões para geração centralizada, geração distribuída e transmissão de energia elétrica; R$ 89,6 bilhões em empreendimentos de transmissão no período de 10 anos, além de 40 mil quilômetros de novas linhas de transmissão devem ser erguidas até 2030. 

Levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) aponta que o Brasil acaba de ultrapassar a marca histórica de 9 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar em usinas de grande porte e pequenos e médios sistemas instalados em telhados, fachadas e terrenos. Desde 2012, a fonte já trouxe mais de R$ 46 bilhões em novos investimentos ao País e gerou mais de 270 mil empregos acumulados. De acordo com a associação, somente na geração própria de energia, o setor solar pode trazer mais de R$ 139 bilhões em investimentos e gerar mais de 1 milhão de novos empregos ao Brasil até 2050, com o marco legal proposto pelo PL nº 5.829/2019. 

“Estamos atentos a este movimento no setor elétrico e nos preparando para a demanda dos investidores. A Fator Seguradora atua com todo o ciclo de investimento, desde o seguro garantia de performance, passando por riscos de engenharia, apólices que cobrem riscos que podem paralisar a obra; seguro construção, para acidentes nos parques; e, por fim, o seguro operacional, que garante perdas durante o dia a dia do parque energético”, finaliza Leone.

Artigo – Cinco tendências no marketing de seguros

Fonte: Francisco Galiza, Rating de Seguros e consultor de economia do Sincor-SP

A pandemia transformou (ou, para alguns, apenas acelerou) muitos dos processos e comportamentos atualmente em curso no mercado consumidor, e até na sociedade de um modo geral. Como não poderia deixar de ser, já existe uma vasta bibliografia a respeito discutindo tais pontos, inclusive nos assuntos relacionados especificamente ao setor de seguros. Nos textos citados (links no final do texto), para tentar responder perguntas do tipo: O que vai acontecer na indústria de seguros? Que ramos terão mais sucesso? Como se comportará o segurado? Etc.

Não cabe, porém, nesse momento, uma discussão sobre todos esses efeitos. Agora, para sermos objetivos, a preocupação dessa análise focará somente em um determinado aspecto. Como deverá se comportar a comunicação corporativa das empresas no futuro? O que ela deverá oferecer aos seus clientes e parceiros, para incrementar a sua efetividade? O que deverá ser informado para que os consumidores e parceiros se interessem pelos produtos e serviços? Haverá modificações no marketing de seguros? Quais são as tendências principais? Etc.

Claro que o assunto ainda é novo e muita gente não sabe se haverá alguma forma de refluxo no movimento (ou seja, será que voltaremos a ser como éramos antes?). A dúvida é natural, sem falar do momento que vivemos. De qualquer maneira, alguns cenários já podem ser sinalizados. Enfim, esse é o ponto principal desse texto. A seguir, então, em resumo, apresentamos cinco tendências para o Marketing de Seguros:

Tendência 1: Maior Importância do Seguro 
Antes de falar do marketing propriamente dito, é preciso dizer que o seguro cresceu de importância em um cenário pós-pandemia. Seguro passou a ser visto mais do que simplesmente o pagamento de sinistros. Outros serviços são esperados, muito se espera do setor, as expectativas estão altas. Pesquisas também mostram que até a predisposição à transparência do consumidor aumentou, em relação a seus dados, se isso acarretar um prêmio mais apropriado e uma diminuição de riscos.

Tendência 2: Crescimento da Economia sem contato 
Ao longo do tempo, com o incremento da tecnologia, se acreditava que as “distâncias tinham desaparecido”, ou, pelo menos, diminuído bastante. De certa maneira, esse processo foi freado com a pandemia, as visitas pessoais vão diminuir. Outro ponto relacionado com a pandemia é o próprio incremento da tecnologia nos processos, a automatização das empresas vai aumentar. Tudo é correlacionado.

Tendência 3: Mais criatividade no Marketing 
A necessidade da criatividade no marketing é cada vez maior, pensar alternativas diferentes, buscar soluções novas que atraiam a atenção do consumidor. Isso vai desde a valorização do chamado “pensamento criativo” até a liderança para a capacidade de lidar com as transformações. Fazer do mesmo em uma sociedade em transformação é perigoso para o sucesso de uma empresa.

Tendência 4: Incremento do Marketing de Conteúdo 

O incremento do marketing de conteúdo como estratégia da companhia, até pela dificuldade adicional de haver o mesmo grau de relacionamento pessoal de como era antes. Com o marketing de conteúdo, as empresas criam um relacionamento digital, gerando confiança e fortalecendo a relação comercial. A empresa acaba por se tornar também uma autoridade naquele assunto em questão.

Em uma definição estrita do termo: “Marketing de conteúdo é uma abordagem estratégica de marketing focada em criar e distribuir conteúdo valioso, relevante e consistente para atrair e reter um público-alvo claramente definido — e, em última análise, conduzi-los a ações rentáveis como consumidores.” Esse assunto tem também atraído a atenção de diversos setores, com a publicação de dicas e sugestões, o interesse é crescente. 11 Mas, ressaltamos, tem que ser um marketing de conteúdo eficiente e de qualidade, algo que realmente seja bom. Ou, então, a estratégia não tem sentido.

Tendência 5: Utilização intensa de vídeos na estratégia 
A utilização intensa de vídeos nessa estratégia é uma realidade. Um dos modos mais objetivos e diretos de expressar essa forma de comunicação – marketing de conteúdo – é pelo modelo de vídeos. Existem outros, claro, mas o vídeo permite uma metodologia rápida de comunicação, o consumidor quer um resumo, ele está acostumado. O artigo citado no link 12 levanta quatro tópicos relevantes com relação a tais aspectos, conforme visto na tabela.

Tabela – Tendências de Comunicação Corporativa 

TendênciaComentário
1Vídeos com conteúdoEm um novo estágio de desenvolvimento, os vídeos de comunicação corporativa precisarão ter mais qualidade, com entretenimento, cenário do setor, informações especializadas, conteúdos educacionais, etc. 
2Toda empresa se tornou uma empresa de mídiaEsse era um cenário que já vinha ocorrendo, mas que agora ganhou mais força. As empresas precisam ter como foco a criação do seu próprio núcleo de criação de notícias. Quase como se fossem também uma empresa de mídia.
3Maturidade na Comunicação CorporativaO trabalho da comunicação corporativa se torna cada vez mais estratégico, um pilar fundamental para o posicionamento da companhia, devendo ser integrado com diversas áreas da empresa. 
4Humanização na Comunicação SocialEm um período de angústias e incertezas, as pessoas buscam nas redes sociais o resgate de valores importantes e apoio nesse momento crítico. As empresas precisam ter consciência disso. 

Por exemplo, conforme visto na tabela, o texto defende que todas as empresas, independentes de seu ramo de atuação, se tornem também uma “empresa de mídia”. Uma revolução no modelo de negócios, sem dúvida.

Enfim, na nossa visão, muitas dessas transformações irão ocorrer no mercado segurador brasileiro, mas em velocidades distintas. Isso dependerá do tamanho das empresas, da cultura, etc. Algumas empresas já estão mostrando algum movimento, outras menos.

O setor de seguros tem como tradição se relacionar muito com seus parceiros, a comunicação é intensa. Isso vai permanecer, independente da forma e do conteúdo. Ou seja, tudo leva a crer que essa tendência irá de fato chegar.

Então, devemos ficar atentos!