Pandemia provoca alta onda de contratações de especialistas em seguros

Fonte: PageGroup

A pandemia está provocando uma verdadeira movimentação executiva no setor de seguros. É que aponta levantamento do PageGroup, referência mundial em recrutamento especializado de executivos de todos os níveis hierárquicos. De acordo com a consultoria, a demanda por profissionais do segmento aumentou 40% até maio deste ano em comparação com o mesmo período de 2020. Entre os cargos mais buscados nos cinco primeiros meses do ano aparecem gerente comercial, gerente de relacionamento e especialista/ coordenador de sinistro.

“Nós percebemos que houve muitas mudanças em contratos desde o início da pandemia. A chegada da covid alterou drasticamente a forma como empresas e usuários enxergam o seguro. Muitas empresas tiveram de rediscutir apólices e até mesmo contratar diferentes modalidades de seguros financeiros, sejam eles patrimoniais, de garantia, responsabilidade ou risco. Do lado dos usuários, muitos tiveram de contratar ou até mesmo migrar seu seguro-saúde ou adquirir um seguro de vida. Toda essa movimentação impactou o mercado e no consequente aumento da contratação de profissionais”, explica Juliana França, gerente da área de Seguros do PageGroup.

A consultora revela que tanto corretoras, seguradoras, insurtechs e companhias de diferentes segmentos estão recrutando esses profissionais. “Há uma demanda elevada para esses especialistas, especialmente para aqueles com boas habilidades técnicas e comportamentais, além de ótimo conhecimento do mercado e dos produtos. Boa comunicação e fluência num segundo idioma também contam bastante na hora da seleção final”, diz França. 

Mercado constata maior demanda por especialistas

Uma das empresas que também tem notado essa intensa movimentação e maior procura por especialistas em seguros é a It’sSeg, uma das maiores corretoras de seguros do país especializada em gestão de benefícios. De acordo com Thais Camargo, diretora de Gente, Cultura & Gestão da companhia, os cuidados com a saúde mental foram intensificados durante a pandemia, provocando maior procura por gerentes de relacionamento. 

“Estamos contratando especialistas nessa área em função da alta demanda de nossos clientes. Como somos prestadores de serviços em saúde, os RHs têm sido muito demandados por seus colaboradores para programas voltados à saúde mental, nutrição, acolhimento, engajamento, entre outras demandas do dia a dia. Temos notado que este profissional de relacionamento tem suportado os RHs em grande parte destas demandas”, explica a executiva. 

Veja abaixo quais são os profissionais de Seguros mais demandados. Os cargos considerados nessa lista contemplam média e alta gerência e níveis técnico e de suporte à gestão. 

Para chegar a essa lista, o PageGroup consulta permanentemente empresas de todos os portes (pequena, média e grande) em 14 setores de todo o Brasil. A partir dessa conversa e do entendimento das reais necessidades de contratação, os consultores consolidam essas informações e produzem a relação final dos cargos com maior possibilidade de demanda das empresas.

Confira a lista:

Cargo: Gerente Comercial

O que faz: prospecção de novos clientes evenda consultiva de produtos do mercado de seguros.

Perfil da vaga: conhecimento técnico sobre produtos do mercado de seguros. Ótima comunicação e habilidade de negociação.

Salário: R$ 15 mil a R$ 22 mil + bônus

Motivo para alta: crescimento da demanda por seguros, tanto para PF, quando para PJ.

Percentual de aumento da procura pela vaga: 50%

Cargo: Gerente de Relacionamento

O que faz: manter clientes e aumentar participação de compra de produtos de seguros em uma mesma conta

Perfil da vaga: conhecimento em produtos de seguros, boa comunicação e habilidade em gestão comercial

Salário: R$ 15 mil a R$ 22 mil + bônus

Motivo para alta: aumento na exigência de qualidade dos clientes e da compra de novos seguros.

Percentual de aumento da procura pela vaga: 40%

Cargo: Especialista/Coordenador de Sinistro

O que faz: avalição e confecção de apólice de seguros, condução de todo processo de sinistro, resoluções de problemas, avaliação de ativos do segurado e defesa dele junto a seguradora.

Perfil da vaga: profundo conhecimento sobre produtos de seguros e regras & normas de caso um deles.

Salário: R$ 8 mil a R$ 12,5 mil

Motivo para alta: instabilidade de mercado gerou aumento da busca de seguros e ocorrências de sinistros, especialmente, gerados por questões de saúde e/ou financeira.

Percentual de aumento da procura pela vaga: 40% 

Microsoft e Sompo investirão US$ 25 milhões na startup Wejo

Fonte: Reuters

Wejo, uma startup britânica de dados automotivos apoiada pela General Motors, disse hoje (29) que a Microsoft e a seguradora Sompo Holdings vão investir US$ 25 milhões na empresa. O investimento ocorre no momento em que a Wejo se prepara para abrir o capitalno final deste ano, por meio de uma fusão reversa com a Virtuoso Acquisition. O negócio foi anunciado no mês passado e avaliou a startup em US$ 800 milhões, incluindo dívidas.

A Microsoft e a Sompo se juntam à General Motors e à empresa de análise de dados Palantir Technologies como parte do financiamento de investimento privado da Wejo, que agora é de US$ 125 milhões. A Wejo, sediada em Manchester, organiza dados de quase 11 milhões de veículos conectados à internet para clientes como GM, Hyundai Motor e Daimler.

AXA amplia série de pílulas de conteúdo para auxiliar corretor em seus negócios

Daniela axa

Fonte: AXA


Um dos pilares da venda é a proximidade com o cliente e os parceiros. E, para encurtar as distâncias entre os corretores e seus clientes, a AXA no Brasil desenvolveu novas pílulas de conteúdo para auxiliar o corretor a reforçar seus argumentos de venda e falar sobre gerenciamento de riscos com os segurados. Os materiais, com linguagem simples e objetiva, podem ser enviados via whatsapp.

Apresentando desde o portfólio, riscos rotineiros e como evitá-los ou até mesmo explicando um pouco mais sobre a empresa, as pílulas aproximam e ampliam a frequência do contato. Antes, uma conversa com um cafezinho era essencial para o diálogo, hoje, é preciso pensar em inovações digitais para não perder o toque humano da venda.

“O momento exige inovação, jogo de cintura e um olhar atento para os movimentos na comunicação. Precisamos cada vez mais nos apropriar das ferramentas digitais para abrir caminhos para um diálogo contínuo. Assim como a AXA quer estar mais próxima ao corretor, é importante que ele também esteja em constante contato com a carteira de clientes, e nós contribuímos com esse processo”, comenta Danielle Titton Fagaraz, Superintendente de Marketing Estratégico e Planejamento Comercial P&C da AXA no Brasil.

Essa e muitas outras vantagens estão disponíveis no Portal do Corretor da AXA. Os corretores parceiros da companhia podem usufruir deste e de outros benefícios: através do AXA Experience Club, o corretor também tem acesso a conteúdos exclusivos, além de prêmios trimestrais,  sorteios de viagens exclusivas e comissão extra.

Conjuntura CNseg analisa economia e seguros

Conjuntura 49 CNseg

Fonte: CNseg

A edição nº 47 da Conjuntura CNseg, publicação produzida pela Confederação Nacional das Seguradoras, analisa o crescimento de 1,2% do PIB no primeiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período de 2020, e seus impactos na economia. Essa análise mostra que, apesar da maior severidade da segunda onda da pandemia, não apenas a adesão às medidas de isolamento e às restrições a atividades econômicas foi menor, como provavelmente a relação entre isolamento e atividade econômica também se tornou menos intensa.

A recuperação da economia desde seu pior momento no segundo trimestre do ano passado tem sido desigual, com desempenho melhor da indústria e do agronegócio em comparação com vários segmentos do setor de serviços, especialmente os serviços prestados às famílias.

A avaliação é que se abre uma janela de oportunidades para que a agenda de reformas avance e os fundamentos econômicos melhorem, na esteira da ampliação da vacinação contra a Covid-19, de um maior crescimento global e da forte demanda pelos produtos tipicamente exportados pelo País. Há ainda muitas incertezas no horizonte e a questão fiscal, que é principal fragilidade da economia brasileira, está distante de ser equacionada.

Outra questão abordada é sobre o nível de ocupação da mão de obra, medida pela PNADc, que está 7,1% menor no trimes­tre encerrado em março último em relação ao mesmo período do ano passado (são 6,6 milhões de ocupados a menos). Isso pode ser uma jobless recovery, no jargão tomado dos economistas americanos, uma recuperação sem emprego, agrava­da pela grande desigualdade brasileira, que se manifesta também como diferenças de pro­dutividade: dos milhões de pessoas a menos na força de trabalho, a maioria estava empregada em serviços de baixa produtividade, em grande parte informais. Por isso, a renda que geravam faz pouca diferença no crescimento agregado da economia, que se recupera, ao menos neste primeiro momento, em setores menos intensi­vos em mão de obra e de maior produtividade (como a agropecuária e os serviços financeiros, tecnológicos e de informação), constata a publicação.

A publicação apresenta também um panorama completo do desempenho do setor de seguros, inclusive com a divulgação dos dados de Saúde do primeiro trimestre de 2021, realizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Sem DPVAT, o setor arrecadou o montante de R$ 130,9 bilhões em contraprestações líquidas, prêmio direto de seguro, contribuições de previdência e faturamento de capitalização, nos primeiros três meses de 2021, montante 8,7% superior ao mesmo período de 2020. 

Todos os segmentos mostraram melhor desempenho em relação ao mesmo mês do ano anterior, com destaque para Cobertura de Pessoas que avançou 59,3% neste período. Um dos destaques é para o resultado recorde nas concessões de crédito imobiliário a pessoas físicas vem impulsionando o seguro Habitacional. Segundo dados do BC, em abril de 2021, as concessões de crédito para pessoa física destinadas ao financiamento imobiliário apresentaram resultado recorde na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de 85,3%.

Para completar, a CNseg volta a publicar as projeções de arrecadação do setor segurador após a suspensão ocorrida durante eclosão da pandemia. Foram estabelecidos dois intervalos distintos de expansão da arrecadação no ano: de 5% a 9,4% (com Saúde Suplementar, mas sem DPVAT), ou de 5,5% a 8,9% (sem DPVAT e sem Saúde suplementar), dependendo do comportamento das variáveis exógenas usadas no modelo de previsão.

Mercados emergentes enfrentam déficit de US$ 5,4 trilhões ao ano em poupanças para aposentadorias sustentáveis, declara o Swiss Re Institute

Swiss Re lacuna aposentadoria

Fonte: Swiss Re

Os trabalhadores em mercados emergentes estão se aposentando sem ativos suficientes para cobrir suas necessidades previdenciárias, criando um déficit total de cerca de US$ 106 trilhões, segundo a estimativa do Swiss Re Institute. Essa lacuna de poupança previdenciária é cerca de três vezes o PIB dos mercados emergentes, tão alta quanto a estimativa para os principais mercados desenvolvidos, como os Estados Unidos e a Austrália.

Os custos do subfinanciamento previdenciário podem retornar aos governos por meio de maior risco de pobreza, saúde precária e pressão sobre as gerações mais jovens, enquanto facilitar aposentadorias sustentáveis pode abrir inúmeras oportunidades para fortalecimento da resiliência das famílias e sociedades. Há uma necessidade iminente de ação.”Os recursos previdenciários na América Latina têm sido historicamente baixos. Estimamos que a atual crise da COVID-19, combinada com o envelhecimento da população e as crescentes demandas fiscais sobre os governos, aumentará a lacuna de poupança previdenciária. Muitos indivíduos enfrentam a perspectiva de não conseguirem os recursos necessários para uma aposentadoria confortável”, declara Kaspar Mueller.

A lacuna de poupança previdenciária é a diferença entre os fundos previdenciários disponíveis e a necessidade de aposentadoria das populações trabalhadoras dos mercados emergentes. Ela é calculada a partir de todas as contribuições previdenciárias (obrigatórias e voluntárias) e os rendimentos esperados dos fundos previdenciários e poupanças acumuladas durante os anos de trabalho, subtraídos da soma de dinheiro necessária para financiar 65% da renda pré-aposentadoria durante os anos de aposentadoria.

Os indivíduos nos mercados emergentes precisarão cada vez mais fazer seus próprios arranjos de recursos para a aposentadoria. As reformas previdenciárias estão transferindo para os indivíduos a responsabilidade de economizar para a aposentadoria e a gestão dos riscos ao longo da vida, como mortalidade, morbidade, longevidade e desempenho do investimento. Esses riscos restringem a capacidade do indivíduo de sustentar sua aposentadoria, uma vez que um período de ausência do trabalho por motivo de doença, assistência à família ou mesmo morte influenciaria as economias da família. Esse desafio é agudo nos mercados emergentes, em que os recursos pessoais tendem a ser menores e as redes de segurança social mais fracas. Os indivíduos precisarão de proteção de seguro mais personalizada, na forma de coberturas de vida, assistência médica, invalidez e doenças graves, para gerenciar esses riscos. O Swiss Re Institute estima que, para proteger totalmente a população global contra os riscos de mortalidade e saúde, seria necessário um adicional de US$ 1,2 trilhão em termos de prêmios equivalentes, 60% dos quais seriam em mercados emergentes.

Integrar o seguro de proteção aos sistemas previdenciários obrigatórios é uma solução comprovada. No Chile, o seguro de vida compulsório no sistema previdenciário nacional alcançou forte proteção contra o risco de mortalidade. Outras soluções de seguro podem incluir coberturas biométricas, como mortalidade, morbidade e cuidados de longo prazo com um componente de poupança, para fornecer cobertura flexível e responsiva por toda a vida. As seguradoras podem trabalhar com plataformas confiáveis de poupança para aposentadoria a fim de facilitar a distribuição.page2image41706496

A lacuna de poupanças previdenciárias nos mercados emergentes tem muitas causas. O envelhecimento da população está pressionando cada vez mais os sistemas previdenciários nacionais, uma vez que uma força de trabalho reduzida sustenta uma população cada vez mais idosa. Os gastos públicos com previdência estão aumentando acentuadamente como porcentagem do PIB, desafiando as finanças dos governos, enquanto a queda nas taxas de juros está aumentando a longo prazo o desafio dos recursos previdenciários. A crise da COVID-19 exacerbou essas tendências no curto prazo.

América Latina: uma lacuna de poupança previdenciária de US$ 514 bilhões por ano
A preocupação com o risco de mortalidade está aumentando significativamente na América Latina, uma vez que a pandemia de COVID- 19 continua a impactar a região. A crise econômica também está aumentando os temores sobre a segurança financeira. Na América Latina, a lacuna de poupança previdenciária de US$ 514 bilhões por ano totaliza US$ 10 trilhões cumulativos sobre todas as aposentadorias dos trabalhadores, destacando a necessidade de os indivíduos protegerem seus recursos para economizar e acumular ativos para a aposentadoria. A lacuna de poupança da região por trabalhador é de cerca de US$ 50.000, equivalente a cerca de 6,2 vezes a renda salarial média anual.

O Brasil tem a maior lacuna de poupança previdenciária por ano, de US$ 180 bilhões, um reflexo de sua grande população trabalhadora. Os trabalhadores chilenos enfrentam o maior déficit de poupança previdenciária da região, de US$ 133.000 por trabalhador, devido à combinação de uma renda salarial relativamente alta e uma baixa taxa de contribuição previdenciária (10%). Isso também gera uma baixa adequação previdenciária, uma vez que os fundos estimados cobrem apenas 42% da renda previdenciária da qual os trabalhadores chilenos precisam. O Brasil tem a maior adequação previdenciária, com fundos estimados capazes de fornecer cerca de 50% da renda necessária.

A cobertura previdenciária – a proporção da população trabalhadora coberta por provisão previdenciária – é baixa na América Latina, refletindo parcialmente os grandes setores informais nas economias da região. O Peru tem a menor taxa de cobertura previdenciária, 24%, refletindo seu alto grau de força de trabalho informal. Uma maior formalização do trabalho ajudaria a aumentar a cobertura previdenciária.

É necessária uma parceria mais forte para garantir a sustentabilidade previdenciária
Os governos de mercados emergentes devem apoiar um sistema previdenciário sustentável, com bases sólidas em uma estrutura regulatória igualmente sólida, compromisso com a educação, incentivos para participação, como isenções fiscais, e parceria sólida entre todas as partes. A parceria também pode fornecer rotas para as seguradoras investirem em projetos público-privados de longo prazo que correspondam bem às suas responsabilidades, como financiamento de infraestrutura.

“O déficit na poupança para aposentadorias adequadas e sustentáveis não pode ser superado apenas por recursos do governo. Uma forte parceria entre o estado, o setor privado e os indivíduos será fundamental”, declara Jerome Jean Haegeli, Swiss Re Group Chief Economist . “Proteger as pessoas ao longo de seu ciclo de vida de poupança tem o potencial de reduzir a pobreza, a saúde precária e até mesmo a comoção social, e deve formar um alicerce fundamental de crescimento econômico de longo prazo nos mercados emergentes.”

Fabíola Oliveira Assume a Superintendência das áreas Administrativa, Financeira e Pessoal do Seguro PASI

Fonte: PASI

Fabíola Oliveira é a nova Superintendente Administrativo, Financeiro e Pessoal da companhia. “Assumir a superintendência das áreas Administrativa, Financeira e Pessoal, está sendo um divisor de águas em minha carreira profissional. Cada desafio vivido tem me feito crescer e acreditar que posso contribuir, cada vez mais, com o crescimento exponencial desta organização. Tenho imensa gratidão por toda confiança depositada pela Diretoria do PASI e colegas em meu trabalho, por todas as oportunidades de crescimento que tenho tido ao longo de minha caminhada, pois me proporcionaram transformações profissionais e evolução como ser humano”, destacou a executiva.

A profissional promete empenho, foco e comprometimento para que as áreas que sob sua gestão se desenvolvam cada vez mais, sendo uma referência de suporte e apoio às demais áreas da empresa, trazendo segurança e transparência para colaboradores e diretoria. “A oportunidade de poder compartilhar conhecimento nas reuniões estratégicas e nos comitês de gestão têm contribuído para que minha visão sobre o negócio seja ampliada e assim espero contribuir de forma mais abrangente entre as áreas. Estarei focada para alcançar os melhores resultados junto às minhas equipes, para que esteja preparada e fortalecida para o futuro e para os grandes desafios que virão”, concluiu.

Valor Econômico – Seguradoras ampliam áreas de cobertura

O Valor Economico publicou nesta terça-feira um especial sobre Agronegócios. A matéria sobre seguros conta que o seguro agrícola é um dos ramos de maior crescimento do mercado segurador. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em 2020, o Programa de Seguro Rural (PSR) resultou na contratação de aproximadamente 193 mil apólices, atendendo 105 mil agricultores, o que representou uma área segurada de 13,7 milhões de hectares e um valor segurado da ordem de R$ 45,7 bilhões. O valor médio do subsídio utilizado pelo produtor foi de 35%, com volume total de seguro rural de R$ 3 bilhões, alta de 36%. As indenizações também avançaram. As seguradoras pagaram em 2020 mais de R$ 2,46 bilhões, em comparação a R$ 1,9 bilhão de 2019.

Os executivos estão animados com uso da tecnologia, que durante a pandemia foi acelerado. É o caso da Newe Seguros. “Antes, as companhias tinham de estar direto no campo para verificar o comportamento da safra, com estimativas por amostragem. Agora tudo é feito com uso de inteligência artificial e análise de dados”, afirma o vice-presidente da seguradora, Rodrigo Motroni. Além disso, ter peritos exclusivos e corretores parceiros no campo, segundo ele, tem sustentado crescimento de 50% em número de apólices nos últimos três anos. Neste ano, até abril, foram contabilizadas 9,8 mil apólices. “Devemos fechar 2021 perto de 20 mil”, afirma.

A Essor Seguros inovou ao lançar, em parceria com a Agrobrasil e os resseguradores Scor e IRB Brasil Re, o seguro de pastagem, destaca o CEO Fabio Pinho

O paramétrico, que ainda não decolou no Brasil, ganha uma novidade: subsídios. O tema está em estudo, mas a expectativa do Mapa e das seguradoras, principalmente as estrangeiras, é grande. Esse produto é baseado em algum índice climático, como precipitação, dias secos, temperatura, que se relacionam ao potencial de perda ou redução de produtividade da cultura. A Essor Seguros inovou ao lançar, em parceria com a Agrobrasil e os resseguradores Scor e IRB Brasil Re, o seguro de pastagem, que é um seguro paramétrico que visa cobrir prejuízos em função de baixa produção forrageira que serve de alimento para o gado. “Este seguro é passível de subsídio, e consideramos que as alternativas paramétricas subsidiadas são uma ótima alternativa para o crescimento do seguro rural como um todo”, aposta o CEO, Fabio Pinho.

Leia a íntegra no portal do Valor, aberto para assinantes.

Valor Econômico: Seguradora desburocratiza contratos e indenizações

O Valor Economico publicou um especial sobre Logistica. Nele, uma matéria sobre seguros que conta que a pandemia trouxe novidades para o seguro de transportes. Uma tendência que há tempos não se via no segmento foi a queda do volume de pagamentos de indenizações sobre as vendas, pela primeira vez em anos, para um indicador abaixo de 50% em 2020. Outra mudança relevante foi a simplificação na contratação e no pedido de indenizações. As seguradoras reduziram burocracias tanto para a contratação como para o processo de pagamento de indenizações, que passou a ser digital. Os avanços não foram suficientes para conter a queda nas vendas, de R$ 3,8 bilhões em 2019 para R$ 3,6 bilhões em 2020. As transportadoras são responsáveis por cerca de 45% da compra de seguro transporte, os embarcadores nacionais por 35% e os internacionais por 20%.

Leia no portal do Valor. Aberto para assinantes.

Webinar discute riscos emergentes e macro tendências para o mercado de seguros, em específico na retomada das atividades

Os potenciais problemas decorrentes da volta às atividades de plantas industriais e demais estabelecimentos, apontados como eminentes na edição do relatório SONAR 2021, serão tema do webinar, que acontece no próximo dia 6 de julho, às 9h. 

A edição 2021 do Relatório SONAR, elaborado pelo Swiss Re Institute, identificou nove riscos emergentes para o mercado de seguros. 

Além da reativação dos espaços, cuja perspectiva de ocorrência é estimado entre zero e três anos, os demais riscos emergentes apontados documento são: “empresas zumbi”, empresas dependentes de auxílios econômicos; queda de renda da classe média e aumento da desigualdade; problemas de saúde de longo prazo; dispositivos de monitoramento de saúde; armazenamento de materiais inflamáveis e explosivos; produtos com testes insuficientes; riscos de micromobilidade, como no caso das scooters elétricas; e riscos na reabertura de companhias a partir do avanço da imunização contra a Covid 19.

O objetivo do encontro virtual, promovido pela Swiss Re Corporate Solutions, é detalhar os riscos e seus potenciais impactos para o mercado de seguro e para as empresas, mas principalmente formas práticas de avaliação e prevenção, com os cuidados a serem observados de acordo com o porte da companhia. 

Publicado desde 2013, o Relatório SONAR tem como principal objetivo avaliar e debater cenários de riscos emergentes ou potenciais focos de problemas para que o setor de seguros e resseguros possa criar alternativas para enfrentá-los com o vigor necessário, especialmente em tempos turbulentos. A pandemia de COVID-19 acelerou o surgimento de novos riscos, mas a crise atual não deve inibir as ações de transição para uma economia sustentável.

Apresentado pela jornalista Denise Bueno, o webinar “Riscos Emergentes e Macro Tendências: implicações na retomada das atividades” contará com as seguintes participações:


– Caroline Rodrigues Cabral, Economista do Instituto Swiss Re;

– Fabio Magalhães, Head Risk Engineering Services Americas Swiss Re Corporate Solutions

– Rafael Rodrigues, Head Subscrição Standard (Massificados) Brasil da SRCS;

– Silvio Steinberg, Head Patrimonial & Riscos de Engenharia Brasil da SRCS.

O evento, transmitido em português, é aberto a todos os interessados. Para participar, basta acessar aqui.

Serviço: 

Webinar Riscos Emergentes e Macro Tendências: implicações na retomada das atividades

Quando: 6 de julho de 2021

Horário: 9h

Indenizações pagas pelas seguradoras até abril somam R$ 19,4 bilhões, traz estudo do IRB

IRB ranking seguradoras jan abril 2021

Fonte: IRB

O Dashboard IRB+Mercado Segurador, painel dinâmico do IRB+Inteligência que concentra os dados do setor de seguros divulgados pela Susep, vai colocar no ar duas novidades. A partir desta segunda (28), dois gráficos vão consolidar as informações referentes às variáveis sinistros ocorridos e prêmio emitido por segmento. Com isso, é possível analisar o histórico desde 2014. 

De acordo com a ferramenta, que pode ser acessada gratuitamente no site do IRB Brasil RE, de janeiro a abril desse ano os sinistros ocorridos subiram 18,3% em relação a 2020, alcançando R$ 19,4 bilhões. É a maior marca do primeiro quadrimestre desde o início da série histórica. Ainda nos quatro primeiros meses de 2021, o segmento Vida mostrou força e foi responsável por 36,9% dos prêmios emitidos, seguido de Automóvel (26,3%) e Corporativo de Danos e Responsabilidades (19%). No total, as seguradoras já emitiram R$ 43 bilhões em 2021. Alta de 13,4%, ante igual período de 2020.