Mercado de seguros tem nova versão das Tábuas Biométricas BR-EMS

carlos alberto de paula

Fonte: Fenaprevi

Na última quinta-feira (01/07), passou a vigorar a nova versão das Tábuas BR-EMS (a 2021). Trata-se de um conjunto de tabelas construídas com estatísticas baseadas na experiência do mercado segurador brasileiro e utilizadas pelas empresas do setor para a realização dos cálculos atuariais relacionados às rendas, precificação dos produtos, dentre outros. 

Os dados são voltados à comercialização de seguros de pessoas e planos abertos de caráter previdenciário, e refletem  a mortalidade e a sobrevivência da população protegida. As tábuas foram protocoladas pela  Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – FenaPrevi na Superintendência de Seguros Privados – SUSEP e serão divulgadas no site da autarquia. 

A versão 2021 das Tábuas foi apresentada inicialmente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ ao Instituto Brasileiro de Atuária – IBA em  reunião realizada no dia 15/06, que contou com a participação da FenaPrevi. Com base na apresentação realizada pelo Laboratório de Matemática Aplicada da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Labma/UFRJ, o IBA referendou  a nova versão das Tábuas Biométricas BR-EMS. 

“O trabalho de construção das Tábuas BR-EMS foi um marco para o setor já em 2010, quando houve o lançamento do modelo brasileiro. A entrada em vigor da versão 2021 reforça a importância delas para os cálculos atuariais efetuados pelo mercado segurador”, diz Carlos de Paula, diretor executivo da FenaPrevi. 

Reconhecimento internacional 

A versão BR-EMS 2021 também será divulgada no site do IBA e, posteriormente, será publicada no portal da Society of Actuaries – SOA, dos EUA. 

“Para nós, não tem preço uma tábua brasileira ser referenciada por uma entidade atuarial internacional estruturada como a SOA, com anos de experiência”, comemora a presidente do IBA, Leticia Doherty. 

Iniciativa 100% brasileira 

As seguradoras adotam desde 2010 as Tábuas Biométricas denominadas Experiência do Mercado Segurador Brasileiro (sigla BR-EMS), as quais são atualizadas a cada cinco anos. Elas são apresentadas nas versões das coberturas de morte e sobrevivência, e dos gêneros masculino e feminino. 

A BR-EMS 2010 trouxe as primeiras Tábuas resultantes de estudos para a composição de um modelo essencialmente brasileiro, que iniciaram em meados de 2006, quando a FenaPrevi contratou o Laboratório de Matemática da UFRJ para desenvolver o trabalho. 

Até então as informações que subsidiavam os cálculos atuariais para a comercialização dos produtos do mercado de seguros e previdência privada aberta se baseavam em modelagem americana. 

B3 fecha parceria com NEWE Seguros para dar mais liquidez ao mercado de energia

Átila NEWE Seguros

A B3, a bolsa do Brasil, fechou uma parceria com a seguradora NEWE para disponibilizar aos agentes do mercado livre de energia, usuários da Plataforma de Energia da B3, benefícios na hora de contratar seguro garantia. O objetivo dessa parceria é trazer ainda mais liquidez a esse mercado. 

Com essa parceria, ao contratar o seguro, o agente que já possui o Selo de Confiança da B3 pode autorizar que a seguradora NEWE tenha acesso ao status de seu selo e, a partir dessas informações, a seguradora pode aumentar o limite de crédito dado ao agente. Esse benefício é possível porque a seguradora passa a ter mais informações e transparência sobre a saúde dos contratos daquele agente.

Por outro lado, os clientes da seguradora que ainda não estão na Plataforma da B3 serão convidados a conhecer os benefícios da solução criada pela bolsa do Brasil para também terem acesso aos benefícios da parceria.

O seguro garantia funciona como uma alternativa de caução para pagamento da energia futura comprada pelo agente a um custo mais baixo que outros instrumentos, gerando eficiência de caixa às empresas.

“Com a parceria, o agente poderá obter mais crédito e mais segurança nas negociações”, explica Ana Beatriz Mattos, superintendente de Novos Negócios da B3. “Acreditamos que gestão de risco está diretamente ligada a ganhos de performance e produtividade”, completa. 

“O mercado de energia vem crescendo no Brasil e essa parceria da B3 com a NEWE promoverá crescimento mais estruturado do mercado de energia livre, ainda pouco explorado pelo setor de seguros”, afirma Átila Santos, superintende de Riscos Financeiros da NEWE. 

Estudo da AGCS revela riscos na retomada do setor aéreo no pós-Covid-19

Fonte: AGCS

A súbita parada imposta à indústria da aviação pela crise do Covid-19 atingiu duramente o setor. Em abril de 2020, dois terços da frota mundial de aviação comercial ficaram ociosos, enquanto o tráfego de passageiros caiu 90% em relação ao ano anterior. Hoje, a indústria da aviação está lentamente se recuperando, liderada pelas viagens domésticas. À medida que mais aeronaves retornam aos céus, um novo relatório  de aviação da seguradora Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) destaca alguns dos desafios únicos que as companhias aéreas e aeroportos enfrentam ao reiniciarem suas operações – desde pilotos “enferrujados” até infestações por insetos. Também identifica uma série de maneiras pelas quais o Covid-19 está remodelando o setor, impulsionando mudanças de longo p razo na composição da frota, rotas de voo e demanda de passageiros.

“A imobilização das frotas mundiais durante a pandemia representou um evento sem precedentes para a indústria da aviação”, diz Dave Warfel, Diretor Regional de Aviação da AGCS. “As companhias aéreas têm trabalhado incansavelmente para manter suas frotas e treinar suas tripulações durante este longo período de inatividade e, como seguradoras, temos um grande interesse em trabalhar com elas para entender seus planos de retorno. Os desafios sem dúvida surgirão à medida que a indústria se preparar para decolar novamente. Embora seja difícil prever exatamente em que forma a aviação voltará, uma coisa é certa – ela estará diferente”.

1. Pilotos “enferrujados” e o retorno dos voos turísticos

No início deste ano, dezenas de pilotos relataram, para o Sistema de Relatórios de Segurança da Aviação da NASA, ter cometido erros, tais como levar várias tentativas até conseguirem pousar, citando estarem “enferrujados” como um fator de retorno aos céus. As companhias aéreas (e outros operadores) estão bem conscientes do potencial de “ferrugem” dos pilotos e continuam a tomar medidas para gerenciar e mitigar esses riscos.

As principais companhias aéreas desenvolveram diferentes programas de treinamento para os pilotos voltando ao serviço, dependendo do tempo de ausência. “Em uma época de atividade sem precedentes, é reconfortante saber que os processos de gestão de risco que tornaram as viagens aéreas mais seguras do que qualquer forma de viagem antes da pandemia continuarão a conduzir um ambiente de segurança inigualável no mundo pós-Covid-19”, diz Warfel.

Entretanto, o retorno de voos para destinos turísticos pode levar a um aumento de risco para aeronaves pequenas de lazer, incluindo helicópteros, particularmente se houver um influxo de novos pilotos não familiarizados com as rotas e o terreno. Já houve uma série de acidentes fatais envolvendo voos turísticos nos últimos anos.

2. Incidentes de “raiva aérea” em ascensão

O comportamento indisciplinado dos passageiros é cada vez mais uma preocupação, particularmente nos Estados Unidos. Em um ano típico, há cerca de 150 relatos de transtorno de passageiros em aeronaves. Em junho de 2021 foram 3.000 de acordo com a Administração Federal de Aviação – a maioria envolvendo passageiros recusando-se a usar máscara. O relatório observa que os passageiros indisciplinados podem mais tarde alegar que foram discriminados pela companhia aérea nestes casos, mesmo quando em erro – uma tendência que as seguradoras precisam manter.

3. Riscos das frotas estacionadas

Embora uma grande parte da frota aérea mundial tenha estado – e ainda esteja – estacionada durante o Covid-19, as exposições a perdas não desaparecem. Elas mudam. As frotas estacionadas são expostas a eventos climáticos. Houve numerosos incidentes de aeronaves em terra danificadas por tempestades de granizo e furacões.

O risco de manobras ou incidentes no solo também aumenta, o que pode levar a sinistros dispendiosos. Houve uma série de colisões no início da pandemia, quando os operadores transferiram as aeronaves para instalações de armazenamento. É provável que haja mais incidentes quando as aeronaves forem movimentadas novamente antes de reiniciarem seus voos.

Aeronaves armazenadas normalmente passam por manutenções regulares para garantir um rápido retorno. Entretanto, a aviação nunca viu tantos aviões temporariamente fora de serviço e o relatório observa que as companhias aéreas menores podem enfrentar desafios significativos ao reativar frotas, já que será um processo sem precedentes.

4. A escassez de pilotos traz riscos

Por estranho que pareça, dado o impacto do Covid-19, a indústria mundial de aviação enfrenta uma escassez de pilotos a médio e longo prazo. O enorme aumento das viagens aéreas pré-pandemia – o crescimento anual de passageiros aéreos só na China foi de 10%+ por ano a partir de 2011 – significava que a demanda dos pilotos já superava a oferta. Mais de 250 mil pilotos serão necessários durante a próxima década.

“Em países menos regulamentados, a escassez pode levar a pilotos operando aeronaves comerciais com qualificações limitadas e baixo tempo de voo em geral”, diz Warfel. “A fadiga também é um risco conhecido entre os pilotos existentes e deve ser gerenciada adequadamente”. Felizmente, há muita experiência e recursos disponíveis para auxiliar as empresas aéreas implementarem sistemas adequados de gerenciamento da fadiga. ”

Algumas companhias aéreas estão construindo suas próprias condutas para pilotos, estabelecendo escolas de voo. Dada a natureza do treinamento, as escolas de pilotagem são propensas a acidentes e sinistros estão se tornando mais caros com o aumento dos valores das aeronaves e o aumento da atividade. Os acidentes de pouso são mais comuns, mas as seguradoras também têm visto perdas totais.

5. A nova geração de aeronaves traz melhorias na segurança, mas custos mais altos

Várias companhias aéreas reduziram suas frotas ou retiraram aeronaves ao longo do último ano, já que a pandemia precipitou uma mudança geracional para aeronaves menores, dado o esperado número reduzido de passageiros em aeronaves no futuro próximo.

“A nova geração de aeronaves traz benefícios em termos de segurança e eficiência”, diz Axel von Frowein, Diretor Regional de Aviação da AGCS. “Entretanto, novos materiais, como compostos, titânio e ligas são mais caros de reparar, resultando em custos mais altos de sinistros”.

6. Desempenho robusto do transporte de carga aéreo: tendência contínua

Embora as viagens de passageiros tenham sido devastadas pela pandemia, outros setores da aviação tiveram um desempenho mais robusto, como os operadores de carga. Em abril de 2021, a região Ásia Pacífico relatou seu melhor mês para carga aérea internacional desde o início da pandemia, graças ao aumento da confiança comercial, comércio eletrônico e congestionamento nos portos marítimos, enquanto a capacidade de carga da América Latina para a América do Norte cresceu quase um terço em maio de 2021 em comparação com o mesmo período de duas semanas em 2019. O relatório espera que a carga aérea continue com seu forte desempenho.

7. Viagens de negócios – boom ou fracasso?

O tráfego de viagens de negócios pré-covid-19 totalizou US$1,5 bilhão por ano ou cerca de 1,7% do PIB global. Com muitas companhias aéreas voltando atrás em suas expectativas a curto prazo, o relatório questiona se esses dias ficaram para trás. Novas formas de colaboração, como as chamadas de vídeo, provaram ser eficazes e mais empresas estão visando reduzir as viagens de negócios para melhorar sua pegada de carbono. Portanto, enquanto se prevê um pico inicial assim que os lockdowns terminarem, muitas empresas aéreas estão se preparando para uma mudança de paradigma de longo prazo nas viagens, com a expectativa de que as viagens de negócios retomem mais lentamente.

No entanto, o que indica um possível aumento é que algumas áreas da aviação executiva se mostraram resilientes durante a pandemia. As empresas que já possuíam aeronaves continuaram a utilizá-las, enquanto muitas que nunca haviam comprado ou fretado uma aeronave antes o fizeram pela primeira vez. Muitas empresas charter prosperaram.

8. Novas rotas se multiplicam na Europa e Ásia-Pacífico

Mais de 1.400 novas rotas aéreas estão programadas para 2021 – mais do dobro das que foram acrescentadas em 2016 – impulsionadas pela Europa (mais de 600) e Ásia Pacífico (mais de 500), com os aeroportos regionais definidos como os principais beneficiários. Somente no mercado doméstico chinês, mais de 200 novas rotas foram acrescentadas – quase o mesmo que nos EUA.

“Este desenvolvimento reflete o desejo da experimentação de algumas companhias em tempos incertos, particularmente as menores”, diz von Frowein. “Novas rotas significam menor congestionamento no espaço aéreo e nos aeroportos, o que pode ter um impacto positivo sobre os riscos, tais como incidentes em terra”. Entretanto, voar em novas rotas pode trazer um ambiente de maior risco. ”

9. Infestações por insetos que afetam a precisão dos instrumentos

Houve uma série de relatos de leituras de velocidade e altitude não confiáveis durante o(s) primeiro(s) voo(s) após algumas aeronaves terem deixado os hangares . Em muitos casos, o problema foi rastreado até ninhos de insetos não detectados dentro dos tubos pitot da aeronave, sensores sensíveis à pressão que alimentam um computador aviônico com dados. Tais incidentes levaram a decolagens rejeitadas e eventos de retorno. O risco de contaminação aumenta se os procedimentos de armazenamento não forem seguidos.

Impacto dos sinistros da Covid-19

O relatório também observa que a indústria da aviação tem visto relativamente poucos sinistros diretamente relacionados com a pandemia até o momento. Em um pequeno número de notificações de responsabilidade civil, os passageiros processaram as companhias aéreas por cancelamentos/interrupções.

“A Covid-19 não tem sido um condutor direto de sinistros na aviação durante o ano passado”, diz Cristina Schoen, Diretoras Global de Sinistros na AGCS. “Como resultado da redução significativa nas viagens comerciais de companhias aéreas durante a pandemia, vimos menos notificações de acidentes de aviação do que veríamos durante um ano típico”. Entretanto, o setor de seguros não estava imune a perdas maiores durante o curso da pandemia, com diferentes regiões vendo acidentes trágicos, aterrissagens de emergência e perdas de casco, para citar alguns exemplos. Como as viagens aéreas começam a voltar aos níveis pré-pandêmicos, esperamos que o volume de sinistros aumente de acordo”.

A análise da AGCS de mais de 46.000 sinistros de seguros de aviação de 2016 até o final de 2020 no valor de mais de 14,5 bilhões de euros (17,3 bilhões de dólares) mostra que os incidentes de colisão/acidente representam mais da metade do valor de todos sinistros. Outras causas dispendiosas de perdas incluem defeitos de fabricação/manutenção e quebra de máquinas.

Pandemia arranha reputação do mercado segurador mundial, segundo pesquisa da GlobalData

seguradoras consumidores

Uma sondagem recente da GlobalData, empresa britânica de análise e dados, mostra um declínio na reputação da indústria seguradora a nível mundial, em grande parte como resultado da resposta que os seguros deram à pandemia da Covid-19. De acordo com os resultados do estudo, um terço dos inquiridos considera que as suas opiniões sobre as seguradoras globais se tinham agravado substancialmente devido à pandemia. Globalmente, um total de 41% sentiu que a reputação das seguradoras piorou, enquanto 31% indicou melhoria. “A pandemia tem sido, sem dúvida, uma situação extremamente difícil para as seguradoras. As reclamações em algumas linhas dispararam e muitas linhas tornaram-se difíceis de segurar”, considera Ben Carey-Evans, analista de seguros na GlobalData. “A confiança dos consumidores sempre foi uma questão-chave para as seguradoras. Por conseguinte, não se podem dar ao luxo de permitir mais danos à sua reputação”, acrescentou Carey-Evans.

No Brasil, onde todos os esforços estão na conquista de clientes, os níveis de reclamações estão em patamares baixos e a disposição em atender as necessidades do consumidor em alta. Vamos ver se agora, com tamanha concorrência com a entrada de novos players, o setor realmente avança em número de clientes e penetração per capita de seguros. O jogo está dado. Só falta o governo colocar a política nos trilhos e assim conduzir a economia de forma próspera.

Uma análise da agência Moody’s revela que a pandemia de Covid-19 alterou a perceção que os consumidores (individuais e empresas) têm das seguradoras, colocando ainda mais pressão à indústria para responder a questões consideradas prioritárias nas próximas décadas. A recente disputa entre seguradoras e os segurados sobre lucros cessantes (BI-Business Interruption) relacionada com a Covid-19 realçou o desencontro, colocando o desempenho de muitas seguradoras aquém da expectativa dos seus clientes, traz o portal português ECO. A agencia espera que as seguradoras da região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) se concentrem na inovação de produtos e na proteção contra riscos tais como cibercrime, alterações climáticas e pandemia. Um dos desafios apontados pelos analistas da Moody’s Investors Service é como satisfazer a procura de proteção contra riscos que se tornam mais difíceis de segurar, reduzindo ao mesmo tempo a lacuna de proteção (protection gap) existente entre o risco total e o risco segurado.

Setor de seguros registra 1,3% das queixas recebidas pelo portal consumidor.gov.br

Fonte: CNseg

Artigo publicado no Boxe Relações de Consumo da Conjuntura CNseg, edição nº 45, publicação da Confederação Nacional das Seguradoras, avalia dados de reclamações do setor de seguros cadastrados no ano passado pela plataforma Consumidor.gov.br e pelos Procons, cadastradas no Sindec (Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor). O artigo, tomando como base a publicação Boletim Consumidor em Números 2020, que consolida os dados, conclui que o setor segurador permanece entre as atividades com menores números de reclamações registradas.

De acordo com os dados abertos do Consumidor.gov.br, “Seguros, Capitalização e Previdência” tiveram 15.641 reclamações cadastradas em 2020. O número representa 1,3% das ocorrências da plataforma, número insuficiente para que o segmento fosse listado entre os mais demandados no Boletim da Senacon. O comportamento se repete na apuração do Sindec: “Seguros (exceto Saúde)” tiveram 26.042 demandas registradas nos Procons, representando 1,3% do total, segundo a publicação da Senacon. 

Embora pouco demandado, o artigo afirma que o setor deve manter o foco na harmonização nas relações de consumo, a partir da formatação de produtos mais adequados e do aprimoramento contínuo dos canais de atendimento. Lembra o texto que tais iniciativas têm sido adotadas e fortalecidas ao longo dos anos mesmo com o número reduzido de reclamações, devido ao entendimento das companhias de que, ainda que pouco demandadas, é necessário evoluir processos para melhorar o tratamento do consumidor.

O Consumidor.gov.br, criado no ano de 2014 como um serviço público para solução alternativa de conflitos de consumo pela internet e de adesão facultativa para os fornecedores, a partir de 2020 foi designado pelo Decreto nº 10.197, de 02 de janeiro, como a plataforma digital oficial da administração pública federal para a autocomposição nas controvérsias em relações de consumo.

Em virtude disso, a Susep publicou sua Circular nº 613, de 11 de setembro de 2020, definindo a adesão obrigatória das seguradoras, entidades abertas de previdência complementar e sociedades de capitalização ao Consumidor.gov.br e o tratamento das reclamações dali advindas pelas Ouvidorias. Cabe registrar que o processamento das demandas via Consumidor.gov.br substituiu a análise individualizada de demandas de consumidores pela Susep existente no extinto Procedimento de Atendimento ao Consumidor (PAC) e que antes da obrigatoriedade, cerca de 95% das companhias supervisionadas pela Susep já eram aderentes à plataforma.

Tokio Marine moderniza e simplifica cotação do seguro automóvel

Fonte: Tokio Marine

Para tornar cada vez mais fácil e intuitivo o caminho entre o consumidor e o seguro, a Tokio Marine lança um novo conceito de cotação para toda a linha de produtos Auto, o Auto+Simples. A partir de agora, a contratação dos produtos pode ser feita de forma muito ágil, com a redução pela metade de informações sobre o veículo e o segurado. 

“Nosso objetivo é desburocratizar e facilitar o entendimento do seguro pelo consumidor final. Com apenas dez informações, o Auto+Simples apresenta as opções mais adequadas ao bolso do Segurado, em poucos segundos. Isso traz mais comodidade ao Corretor e ao Cliente”, explica Marcelo Goldman, Diretor Executivo de Produtos Massificados da Tokio Marine. 

A novidade se deve a um sólido investimento da Companhia em Big Data que, aliado a uma base de análise de mais de 2,2 milhões de veículos segurados, permite que a Seguradora realize uma precificação cada vez mais precisa e adequada às necessidades de cada perfil de consumidor. 

“Temos a terceira maior frota segurada do mercado, o que nos habilita a identificar a necessidade dos nossos Clientes e realizar ofertas assertivas para o fechamento do negócio. A simplificação do processo de contratação é fundamental para atrair novos consumidores e contribui para a disseminação da cultura da proteção no País”, afirma o Diretor.

Além da agilidade de contratação em um só cálculo dos produtos Auto, Auto Clássico, Auto Popular, Auto Roubo, Auto Roubo + Rastreador, Moto, Caminhão e Utilitários de Carga, o Auto +Simples oferece também mais facilidade aos processos de endosso e sinistro. Isso permite que o Corretor economize ainda mais tempo nas atividades operacionais e se dedique nas oportunidades de vendas e ampliação de sua base de Clientes.

Susep homologa CRDC para o registro de operações do mercado de seguros

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Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) homologou o sistema da registradora CRDC para as operações do Sistema de Registro de Operações (SRO) do mercado de seguros. Junto com a CERC, a CSD e a B3, já são quatro registradoras plenamente qualificadas para operar. 

O SRO tem como objetivo aumentar a transparência, a eficiência e a segurança no registro das operações. A expectativa da Susep é de que as seguradoras e a população se beneficiem das sinergias que ocorrerão com outros produtos e serviços a serem desenvolvidos a partir da implementação do Sistema. 

Para operar o SRO, as registradoras devem seguir rígidos protocolos de segurança e governança, baseados nos Princípios para Infraestruturas do Mercado Financeiro do Bank for International Settlements (BIS), como determinam as regras aprovadas pela Susep no ano passado. Entre os critérios está a exigência de patrimônio mínimo de R$ 15 milhões e capacidade técnico-administrativa. 

Atualmente, já estão sendo registradas no SRO as operações de seguro garantia e, de forma facultativa, outras operações de seguros de danos e de seguros de pessoas estruturados em regime financeiro de repartição simples. 

Lockton registra alta incidência de Covid-19 nos sinistros de vida da corretora

Fonte: Lockton

Levantamento da corretora norte-americana Lockton, que gerencia programas de seguros para grandes empresas, mostra que dos 468 casos de sinistros de seguro de vida registrados pela companhia, entre o início da pandemia e maio deste ano, 115 foram em decorrência de Covid-19. O número corresponde a 25% das ocorrências no período analisado. O volume de indenizações para as famílias de vítimas da doença somou R$ 11 milhões.  

Em apenas 4 meses,  entre fevereiro e maio deste ano, em decorrência da segunda onda, 48% dos sinistros de seguro de vida apresentados pelos clientes da Lockton foram relativos às vítimas de Covid-19. Diante da elevação da sinistralidade causada pela Covid-19, visualizamos que o mercado tenderá a rever suas precificações e condições.  

Segundo Ricardo Sant’Ana, diretor de benefícios da corretora, o impacto das precificações deverá afetar tanto as renovações das apólices que tiveram a performance de sinistralidade afetada pela Covid, como também para novos negócios. As seguradoras deverão reavaliar internamente os setores mais expostos. “As taxas de seguro de vida deverão subir”, avalia o executivo.  

Segundo Sant’Ana, a Lockton identificou que algumas seguradoras poderão rever suas condições técnicas e até considerar “carências” para eventos de covid-19 para novos contratos. A recomendação da Lockton é ficar bastante atento aos processos de mudança de seguradora para garantir que não haja impactos. “As seguradoras poderão ser menos flexíveis nas renovações e em alguns casos sinalizar contratos com prazos mais dilatados para diluir o risco”, avalia o especialista.   

Fintech Target se une a seguradoras e lança carteira de seguros para caminhoneiros

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A Target Meio de Pagamentos, fintech voltada para o mercado logístico, fez parceria com seguradoras e anuncia o lançamento de uma carteira de seguros pensados exclusivamente para caminhoneiros e seus familiares. Homologada pela ANTT para realização de pagamentos de frete e Vale Pedágio Obrigatório, a empresa já oferece uma Conta Digital formatada especialmente para a categoria, com soluções financeiras como pagamentos de contas, cartões pré-pagos, empréstimos pessoais para autônomos, antecipação de recebíveis, além de previdência privada e outros investimentos.

Segundo nota divulgada, o objetivo da fintech, que já conta com mais de 50 mil caminhoneiros, empresas de frete e postos de combustível em sua rede de negócios, é se consolidar como o mais completo marketplace do setor – que hoje tem mais de 1 milhão de clientes em potencial.

A nova linha de produtos, disponível a partir da Target Conta Digital, contará com seguro de vida, seguro contra roubo e furto de caminhão, assistência em saúde, plano odontológico, dentre outros. O projeto é resultado de uma parceria com a Pan Corretora de Seguros, que fez parceria com as seguradoras Suhai (Auto), Too/Mapfre (Vida), Metlife (Odonto) e a empresa de assistência Avus (Saúde). “Os produtos foram pensados nas necessidades específicas do caminhoneiro, levando em conta que ele não tem renda fixa, está sempre em deslocamento, nas estradas, longe da família, se arriscando para levar o sustento para casa”, explica William Rego, CEO da TARGET.

A solução foi pensada para tentar aliviar um problema da classe. De acordo com a última pesquisa de perfil dos caminhoneiros realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT-2019), a idade média dos veículos de autônomos passa de 18 anos, o que dificulta a contratação de seguros ou os torna extremamente caros. O produto lançado pela Target, em parceria com a Suhai, aceita veículos de qualquer idade, marca e modelo, com pagamento de indenizações de até R$ 190 mil em caso de roubo ou furto do veículo.

Já o seguro de vida, inclui indenização por morte natural ou acidental, invalidez e assistência funeral, além de oferecer descontos em consultas médicas pelo programa Cuidando de Você. Poderá, ainda, ajudar e cobrir outros tipos de gastos como financiamentos de imóveis e outros bens, alimentação, custos com educação dos filhos, dependendo do plano contratado. “Uma das grandes preocupações do caminhoneiro autônomo é por algum motivo ficar impossibilitado de levar o sustento para a sua família. E um seguro de vida com planos a partir de R$ 130 podem garantir a tranquilidade que esse profissional precisa para trabalhar e cuidar da sua família”, ressalta Kenji Sabanai, superintendente de crédito e responsável pelo marketplace, acrescentando que o seguro de vida também dá a possibilidade de o caminhoneiro ser premiado em sorteios mensais – como num título de capitalização – com valores entre R$ 4 mil e R$ 13 mil, aproximadamente.

Os valores do serviço de assistência de saúde e odontológica também são um grande diferencial. São quatro modalidades que variam entre R$ 19,90 e R$ 49,90 e incluem serviços como atendimento imediato via telemedicina, descontos em medicamentos, exames e consultas presenciais, além de uma rede com mais de 24 mil médicos espalhados por todo o país. “De acordo com dados da CNT, mais de 85% dos caminhoneiros não têm plano de saúde, e a maioria não faz exames de check up periodicamente (58%), não só por não poder pagar por consultas e exames caros, mas também por falta de tempo”, destaca Kenji.

Os planos são extensivos a familiares e dependentes, e todos os serviços contarão com um consultor para tirar dúvidas e orientar quanto à melhor opção de contrato. A fintech seguirá aumentando a carteira de seguros ao longo de todo o ano de 2021. Dentre os próximos lançamentos já programados, a empresa destaca seguro para colisão, assistência psicológica, seguro residencial com assistência para pequenos reparos, seguro de renda, planos para pagamento de consertos e manutenção preventiva nos caminhões, programas educacionais (cursos profissionalizantes).

“Estamos sempre atentos às necessidades da categoria, sempre buscando soluções para as dores tanto dos caminhoneiros quanto das empresas. O objetivo é reunir na plataforma Target, tudo o que os personagens da cadeia logística precisam para crescer e prosperar com qual idade e segurança em suas operações”, completa o CEO da empresa, William Rego.

Open Banking e Open Insurance são temas do Café com seguro da ANSP

ANSP open insurance

Fonte: ANSP

Na última quarta-feira (29) a Academia Nacional de Seguros e Previdência – ANSP realizou o evento “Open Banking e Open Insurance – A visão integrada do Banco Central e Susep”. O webinar foi apresentado pelo presidente da Academia, João Marcelo dos Santos, e teve as participações do Diretor de Regulação do Banco Central do Brasil, Otávio Damaso, e do Diretor e do Chefe do Departamento de Tecnologia da Informação e Ccomunicação da SUSEP, Eduardo Fraga e Leonardo Brasil.

Open Finance

Na abertura, João Marcelo explicou que a compreensão da essência do Open Insurance passa necessariamente pela compreensão do Open Banking. Por sua vez, a compreensão da extensão do Open Banking no Brasil somente se revela plenamente a partir da compreensão do Open Insurance. Por isso a relevância de uma visão integrada do que deve ser tratado em conjunto como Open Finance. João Marcelo disse anda que, no Brasil, provavelmente teremos um Open Finance cuja amplitude e eficiência serão destaque no mundo.

Open Banking

Na visão de Damaso, o Open Banking é um assunto extremamente importante para o desenvolvimento dos mercados financeiro e bancário nos próximos anos, e junto com o Pix, é um dos principais itens da agenda de inovação do Banco Central. Também chamado de Open Finance, ele antevê, nos próximos 10 anos, uma mudança paradigmática no relacionamento do cliente com o mercado financeiro.

Seus dois principais pilares são: reconhecer que o cliente tem a disponibilidade e o controle dos seus dados e a padronização do processo de compartilhamento de dados e dos serviços financeiros. “Além de serem padronizadas, no Open Banking as informações serão transmitidas de forma eletrônica e rápida. Isso nos possibilita entregar serviços cada vez melhores, customizados para diferentes perfis de clientes, os principais beneficiados com essa transformação”, afirmou.

Segundo o Diretor, o Open Banking é um movimento global e tem sido adotado por várias jurisdições. O Reino Unido tem sido um dos principais benchmarks para a sua implementação no Brasil. “Temos um intercâmbio muito grande com os reguladores financeiros e de competição da Inglaterra. Muitas das coisas que estão sendo implementadas aqui no país são um aperfeiçoamento do modelo deles”, revelou.

Cada player, cada jurisdição tem um objetivo distinto. Alguns olham o enfoque de competição, outros de mais eficiência, outros de inclusão financeira e outros ainda como um processo natural de inovação. Entre as lições aprendidas com outros países e incorporadas ao sistema brasileiro, Damaso destaca o padrão único, definido por autoridade de governança central (Reino Unido), reciprocidade no compartilhamento (Austrália e Índia), padronização de cláusulas contratuais de parcerias comerciais (Cingapura e Hong Kong) e padrões técnicos definidos em ato normativo (México). 

O Brasil incorporou inovações técnicas, tendo em vista o nosso ecossistema bancário, como por exemplo: informações sobre operações de crédito, serviço de encaminhamento de proposta de operação de crédito, escopo de dados mais amplo em fases posteriores (Open Finance) e a participação de todas as instituições, de forma mais ampla.

No Brasil, o Open Banking está sendo implementado de forma gradual em quatro fases. Sua evolução será constante com o desenvolvimento do próprio marcado. “Eu considero que a fase 1 do Open Banking tem sido um verdadeiro sucesso. E ela é a base para tudo o que vai ser oferecido nas demais fases. Como na fase 4 entra o seguro, o investimento e previdência complementar, teremos o que denominamos Open Finance. E essa é uma característica central do arcabouço geral que estamos implementando”, destacou.

Open Insurance

Na opinião de Eduardo Fraga, o fato de a Susep ter uma equipe dedicada ao tema do Open Finance e manter uma agenda de reuniões com o Banco Central demonstra que o conceito foi internalizado. “É um ambiente colaborativo e as fronteiras que no passado delimitavam até onde vai uma indústria e onde começa a outra foram estreitadas, principalmente da perspectiva do cliente”, disse.

Durante sua palestra, o Diretor reforçou algumas características do sistema, como a questão da segurança, o compartilhamento dos dados, o respeito à privacidade dos dados dos clientes, agilidade e a conveniência que essas ferramentas vão promover. Destacou, ainda, o binômio inovação e concorrência, que geram um verdadeiro círculo virtuoso.

“Um ponto que eu gostaria de reforçar é o da inclusão financeira. O acesso que essa ferramenta pode dar às pessoas sub ou desbancarizadas, além das que não são seguradas. Também gostaria de olhar por outro prisma a questão da inclusão financeira e da cidadania financeira”, indicou.

Outro ponto ressaltado por Eduardo foi que todos os compartilhamentos de dados seguem padrões de segurança muito fortes e só ocorrem com consentimento expresso e inequívoco do cliente. Segundo o executivo, o Open Finance não é uma iniciativa isolada na agenda do Banco Central nem da Susep. Ele impede que haja assimetrias no mercado de seguros e beneficia tanto os clientes (empresas e consumidores) que têm acesso a esse canal como também aqueles que não o utilizam.

Segundo Leonardo Brasil, a Susep comunica-se constantemente com os representantes do Banco Central sobre as lições aprendidas com a instituição durante o projeto. “Todas as vezes que temos reuniões com a equipe de tecnologia do Banco Central eu vejo como Brasil aprimorou o conceito do Open Banking em comparação com outros países”, afirmou.

De acordo com Leonardo, a SUSEP juntou-se ao Banco Central e está reutilizando toda a estrutura e o caminho percorrido por ele no projeto do Open Banking para desenvolver o Open Insurance. Assim, é premissa do Open Insurance interoperar com o Banco Central. “Os dois sistemas precisam conversar, até mesmo para encorajar o engajamento dos usuários. Essa conexão facilitará a criação do sistema de Open Finance, ambiente no qual as informações financeiras vão ser compartilhadas dentro de um ecossistema seguro, robusto e moderno”.

Adaptado à nossa realidade, o Open Finance vem com um arcabouço muito robusto e extremamente seguro, que possibilita o compartilhamento de dados bancários e de seguros entre seus participantes. “As características fundamentais do nosso projeto são começar simples, pensar simples e ser um ambiente seguro e padronizado”, concluiu.