Seguradora Generali destaca iniciativas voltadas ao conforto dos funcionários

Valorizar as pessoas é um compromisso de empresas conectadas com o futuro. Corporações preocupadas com a qualidade de vida de suas equipes contribuem para construção de relações de trabalho mais sustentáveis e positivas no longo prazo. É o que a Generali tem cultivado ao adotar iniciativas que visam o conforto, a saúde e o bem-estar dos seus colaboradores no dia a dia. 

Débora Pinto, Diretora de Recursos Humanos da companhia, destaca que a empresa oferece diferentes iniciativas de bem-estar para o seu diverso grupo de colaboradores. Como exemplo, cita o “Programa de Amamentação”, pensado para trazer conforto às funcionárias que se tornaram mães. “Para que elas continuem próximas de seus bebês, e desde que ainda estejam amamentando, podem trabalhar de forma 100% remota por até um ano após o período de licença-maternidade”, descreve a executiva. 

Ainda destacando os benefícios voltados para a maternidade e paternidade, a executiva relembra a adesão da Generali ao Programa Empresa Cidadã do Governo Federal. A iniciativa amplia em 60 dias a licença maternidade e estabelece 20 dias de licença paternidade. “O Programa permite que durante todo o pré-natal da gestante, o funcionário possa ausentar-se para acompanhar sua parceira” destaca a Diretora. As colaboradoras gestantes também têm direito a uma folga por mês para realização dos exames de pré-natal. A isenção da coparticipação nos exames de pré-natal para funcionários já é um benefício em vigor desde 2022. 

Com a saúde das famílias em mente, a Generali ampliou o direito de seus colaboradores de acompanhar não apenas filhos em consultas médicas, como também cônjuges e pais, mediante comprovação, uma vez ao mês, com o abono das horas durante as consultas. Débora explica que “a legislação já prevê que os trabalhadores possam ir nestes atendimentos com seus familiares, mas apenas uma vez por ano. Verificamos que temos muitos colaboradores que cuidam de pais idosos e que possuem acompanhamento médico frequente. Pensando na diversidade das nossas pessoas, precisamos atender a esse público também.” 

Na análise da diretora, essas medidas fazem as equipes se sentirem mais valorizadas. Ela relembra que, além desses benefícios, o modelo de trabalho híbrido também é um diferencial da empresa e faz parte da estratégia de Pessoas do Grupo Generali. Seu início ocorreu antes mesmo da pandemia em áreas específicas, com o chamado smart working, e estendeu-se para o restante da empresa. 

Saúde física e mental

A Generali também conta com programas voltados ao apoio de profissionais para além da vida corporativa. Um deles é o Generali Contigo, pelo qual a seguradora oferece assistência psicossocial, financeira e até jurídica, por meio de times especializados e com garantia de sigilo para o funcionário e seus dependentes. 

Para incentivar hábitos saudáveis e a prática de exercícios físicos, a empresa também patrocina corridas de rua onde estimula a participação de seus colaboradores. A seguradora lançou o desafio de prática esportiva por 60 dias consecutivos, o programa Movimenta Generali. “Este ano, já patrocinamos uma das etapas da corrida Girl Power e do Circuito das Estações, e nossos funcionários puderam participar sem custos destes eventos”, acrescenta Débora. A companhia também oferece em seus escritórios frutas variadas à vontade, com intuito de proporcionar uma alimentação mais equilibrada às equipes. 

FIDES 2025 mostra força da América Latina e reúne grande delegação brasileira na Costa Rica

com agências internacionais

A edição 2025 da FIDES, realizada na Costa Rica, confirmou o novo patamar da indústria de seguros e resseguros da América Latina. Durante quatro dias de debates, executivos de todo o mundo discutiram inovação, proteção de riscos, mudança climática, tecnologia e as transformações estruturais que estão redesenhando o mercado. O Brasil, mais uma vez, marcou presença com uma das maiores delegações do evento, reunindo líderes de seguradoras, resseguradoras, brokers, consultorias e insurtechs, que acompanharam de perto as tendências globais e a crescente relevância do mercado latino-americano no mapa internacional do seguro.

Segundo Alexandre Leal, diretor da CNseg, confederação nacional das seguradoras, o encontro mais uma vez cumpriu seu papel como espaço estratégico para negócios, networking e alinhamento das prioridades regionais. “A Fides cumpriu seu papel com três eixos principais: um lugar de intenso networking, um ambiente de negócios e um fórum de discussões estruturantes para o setor. É ali que muitas empresas analisam a colocação de riscos junto a resseguradoras”, afirmou. Com mais de 1.500 participantes, ele destacou a importância da Declaração de San José, documento final da conferência, que reafirma o compromisso das entidades seguradoras com o desenvolvimento sustentável do setor na região. “Seis eixos foram identificados, entre eles o aumento da participação do setor na proteção social. O gap na América Latina é muito alto, como mostramos na COP30 no estudo sobre o gap de proteção em catástrofes naturais.”

Alexandre Leal também ressaltou os demais pilares do documento. O segundo eixo trata do desenho de soluções alinhadas aos novos riscos, como o cibernético e os associados às mudanças climáticas. O terceiro define como prioridade fomentar a inovação e o uso responsável da tecnologia, incluindo inteligência artificial, mas com princípios éticos claros. Para ele, o quarto eixo – a experiência do cliente – reforça transparência, comunicação clara e atenção em todas as etapas da jornada, premissas que dialogam com iniciativas técnicas da CNseg no âmbito do PDMF. O quinto pilar trata do desenvolvimento de uma cultura de seguros em todo o continente, especialmente entre populações menos assistidas. E, por fim, o sexto eixo reforça o papel ativo do setor no desenvolvimento sustentável, em linha com as discussões que o Brasil levou à COP30. Leal lembrou ainda que temas como governança e prevenção à lavagem de dinheiro foram debatidos, com avanços regulatórios que fortalecem a avaliação de risco em produtos financeiros mais sensíveis.

Um dos destaques da programação foi a perspectiva apresentada pelo Lloyd’s. Para a plataforma global, a América Latina está entre as regiões mais dinâmicas e com maior potencial de expansão, apesar do expressivo gap de proteção. Segundo Marc Lipman, presidente do Lloyd’s Americas, a região representa apenas 6% dos prêmios globais do Lloyd’s, mas já responde por mais de 60% da operação nas Américas. Com o hub em Miami, inaugurado no ano passado, o Lloyd’s vem ampliando a proximidade regulatória e comercial, apoiando coverholders, desenvolvendo novas estruturas de distribuição e fomentando inovação técnica através de programas de formação, como a Lloyd’s Academy, e do Lloyd’s Lab Accelerator.

A transformação digital também ganhou espaço na agenda. A MS Re destacou que a maturidade tecnológica da América Latina avança mais rápido do que se imaginava. Louis de Segonzac, CUO para as Américas, alertou que reinvenção digital já não é opcional. A companhia reconstruiu seus sistemas do zero, adotando uma plataforma de underwriting capaz de acompanhar um negócio desde o primeiro contato até a contratação final, sem retrabalho. Para ele, a automação libera os profissionais para atividades de maior valor, aproximando clientes e underwriters e dando velocidade ao mercado.

Outra frente em expansão é o seguro paramétrico, apresentado pela Liberty Mutual Re como um eixo fundamental para reduzir o gap de proteção em riscos de difícil segurabilidade. Crescente na América Latina, o modelo permite indenizações rápidas, baseadas em parâmetros pré-definidos, sem perícia tradicional – um recurso essencial diante do aumento de catástrofes naturais. Para a LM Re, soluções paramétricas agrícolas e coberturas para terremotos já mostram o potencial de escala na região.

O pano de fundo de toda a FIDES foi a urgência climática. Com eventos extremos cada vez mais severos e frequentes, resseguradoras e seguradoras reforçaram a necessidade de novas modelagens, produtos híbridos e cooperação entre setor privado e governos. A visão compartilhada é que a América Latina tem forte demanda reprimida, e que inovação, dados e capital serão determinantes para ampliar a proteção financeira da população. Esse debate se conectou diretamente com temas que o Brasil levou para a COP30, reforçando a convergência entre adaptação climática, inclusão financeira e resiliência econômica.

A participação brasileira acompanhou esse movimento. Além de painéis, reuniões e apresentações técnicas, executivos do Brasil circularam intensamente pelo evento, reforçando a interlocução regional em seguros gerais, vida, saúde, P&C, infraestrutura, agro e catástrofes naturais. A delegação destacou o papel crescente do país como polo de tecnologia, regulação moderna e experimentação de novos modelos de negócio.

O IRB(Re) teve um dos papéis mais ativos. A resseguradora levou ao evento dez executivos e patrocinou a conferência, reforçando sua estratégia de diversificação geográfica e expansão internacional. Ao longo da FIDES, a equipe cumpriu cerca de 70 reuniões e observou forte interesse do mercado na operação brasileira. Segundo Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros, a América Latina é prioridade nos planos de crescimento internacional do IRB(Re). Nos últimos 12 meses, 14% do prêmio retido veio de países da região, um volume de R$ 508 milhões, com alta de 22%. O executivo afirmou que o efeito da FIDES é imediato, com a oferta de negócios facultativos quadruplicando durante o evento. Para Castillo, encontros como o da Costa Rica reforçam a reputação técnica da companhia e consolidam novas oportunidades comerciais.

Grupo HDI patrocina retorno do Salão do Automóvel com as marcas HDI Seguros e Yelum 

 

Após sete anos de espera, o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo está de volta, em um espaço com cinco pavilhões e 64 mil m² de área de exposição, contando com mais de 20 experiências e mais de 5 mil test-drives. A última edição aconteceu em 2018, antes da pandemia, e agora o evento retorna em grande estilo, de 22 a 30 de novembro, no Distrito Anhembi, reunindo marcas, montadoras e apaixonados por carros de todo o país. Em um momento emblemático para o setor, o Grupo HDI, segundo maior conglomerado segurador do Brasil, marca presença como patrocinador oficial, com duas de suas marcas – HDI Seguros e Yelum Seguros –, em um dos principais investimentos e ativações do ano para a companhia.
 

O Grupo HDI será responsável pelo patrocínio do Drive Experience e do Dream Lounge, dois dos espaços mais aguardados e imersivos do evento:
 

  • O Drive Experience – patrocinado pela HDI – ocorre em um ambiente controlado e seguro de test drive, projetado para proporcionar aos visitantes uma jornada prática e emocionante, conectando o público diretamente aos veículos e permitindo testar potência, frenagem e dirigibilidade em um circuito exclusivo. A escolha do espaço reflete o posicionamento da HDI, uma marca que celebra conquistas e está sempre presente nos momentos de realização das pessoas. Assim como quem faz um test drive está prestes a dar um novo passo, a HDI valoriza a confiança e a segurança que tornam possíveis esses movimentos, reforçando o compromisso com a eficiência e a precisão.
     
  • O Dream Lounge – patrocinado pela Yelum – será uma área exclusiva que reunirá carros raros e icônicos, em um ambiente que celebra a paixão por dirigir e a excelência da experiência automotiva. O espaço traduz o espírito da Yelum, uma marca leve, solar e próxima, que enxerga no ato de dirigir uma expressão de liberdade e prazer. Ao associar-se ao Dream Lounge, a Yelum reforça sua essência de oferecer proteção com liberdade, conectando-se ao público que vive com propósito e aprecia momentos únicos. 

“A volta do Salão do Automóvel é um marco para o setor e para o público brasileiro, que tem uma relação emocional muito forte com o carro. Estar presente neste momento, com as duas marcas do Grupo, é estratégico e simbólico: reforça o quanto acreditamos no poder da experiência, da inovação e do contato direto com o consumidor”, afirma Daniel Mello, diretor de Transformação do Grupo HDI.
 

Com mais de 350 eventos realizados em 25 países e 41 setores da economia, o Salão do Automóvel é uma das maiores plataformas globais de exposição e relacionamento do setor automotivo. Para o Grupo HDI, o patrocínio marca uma presença de destaque em um dos eventos mais importantes do calendário nacional, consolidando a companhia como parceira das transformações que unem tecnologia, emoção e segurança.
 

Investimento estratégico e um ano de grandes campanhas
 

O patrocínio ao Salão do Automóvel se soma a uma série de iniciativas estratégicas que marcam 2025 como um ano de forte investimento em marca e relacionamento para o Grupo HDI.
 

A HDI Seguros apresentou seu novo posicionamento com o conceito “Certeza que te deixa seguro”, reforçando atributos como confiança, eficiência e transparência. Entre as ações que consolidaram esse novo momento estão o patrocínio à Maratona de Floripa, que celebrou conquistas e bem-estar; e o Cine Autorama, com experiências voltadas ao cuidado e à conexão com o público automotivo.
 

Já a Yelum vem fortalecendo sua identidade leve e próxima por meio da campanha “Mais do que te segura: te liberta”. Ao longo de 2025, a marca realizou ativações de alto engajamento, como o Solarium Yelum, que reuniu mais de 26 mil pessoas em praias pelo Brasil; o torneio Makai Beach Tennis, agora parte do Ranking da Copa das Federações; e o festival Energy Land, que combinou corrida, yoga e experiências de bem-estar.
 

“Este é um dos nossos principais patrocínios no ano e o primeiro em que entramos com as duas marcas juntas. O Grupo HDI vem ampliando de forma consistente seus investimentos em experiências que conectam emoção, cuidado e confiança – e o Salão do Automóvel é o palco perfeito para coroar esse ciclo”, completa Mello.
 

Confiança e liberdade que se complementam
 

A presença conjunta de HDI Seguros e Yelum Seguros reforça o propósito comum de oferecer segurança de um jeito humano e acessível, com experiências que aproximam as marcas das pessoas. Enquanto a HDI representa a certeza e a eficiência que funcionam, a Yelum traduz a liberdade e o espírito leve de quem segue em frente com tranquilidade – pilares complementares que expressam o compromisso do Grupo HDI com inovação e excelência no setor.
 

Com o patrocínio do Salão do Automóvel 2025, o Grupo HDI encerra o ano com uma presença marcante, reafirmando seu protagonismo no mercado e fortalecendo a conexão com o público brasileiro apaixonado por carros, em uma celebração que une emoção, tecnologia e segurança.

Bradesco Saúde amplia presença em praças estratégicas com lançamento de plano nacional

Flavio Bitter Bradesco Saúde

A Bradesco Saúde anuncia o lançamento do Efetivo Plus, plano de saúde de abrangência nacional, que reforça sua estratégia de expansão e diversificação de portfólio, pensada de acordo com a necessidade dos diferentes perfis de clientes. Voltado a empresas a partir de três vidas, o novo produto começa a ser comercializado inicialmente em São Paulo, com previsão de chegar em breve a outros mercados, como Distrito Federal e Rio Grande do Sul.

O Efetivo Plus representa uma opção mais acessível de plano nacional, com diferenciais em rede e cobertura para atender ao que as empresas buscam para cuidar da saúde de seus funcionários. Com coberturas ambulatorial e hospitalar com obstetrícia, o produto pode ser adaptado com opções de contratação com ou sem coparticipação, além de acomodação em quarto ou enfermaria.

Em São Paulo, o Efetivo Plus conta com uma rede credenciada de excelência, incluindo nomes como Hospital Edmundo Vasconcellos, Hospital São Camilo Pompéia, Hospital São Luiz Jabaquara, Hospital Villa Lobos, Instituto do Coração – INCOR, Hospital da Criança e Maternidade Santa Joana. 

“O Efetivo Plus foi desenhado para proporcionar a mais empresas, de todos os tamanhos e perfis, o acesso a uma assistência médico-hospitalar de qualidade, com uma excelente relação custo-benefício e a credibilidade da marca Bradesco Saúde. Estamos muito otimistas com o potencial desse novo produto, que chega inicialmente a São Paulo e em breve também estará disponível em outras praças”, destaca Flávio Bitter, diretor da Bradesco Saúde.

Além da rede com prestadores reconhecidos pela qualidade disponíveis na capital paulista, o Efetivo Plus se destaca pelos serviços oferecidos aos beneficiários. Entre eles, o acesso facilitado a psicólogos e a consultas por telemedicina por meio do aplicativo Bradesco Saúde, as consultas e exames em um só lugar, pela rede de clínicas Meu Doutor Novamed, com 12 unidades na Grande São Paulo, a seleção de médicos de programa Meu Doutor e a possibilidade de adquirir produtos e serviços com descontos e condições especiais, por meio do Clube+Saúde.

SulAmérica apresenta a primeira edição do “Natal Para o Bem”

No próximo dia 20, feriado da Consciência Negra, o tenor italiano, Andrea Bocelli, será a grande atração da primeira edição do “Natal Para o Bem”, concerto gratuito apresentado pela SulAmérica e Rede D’Or em São Paulo. A apresentação marca o início das celebrações dos 130 anos da seguradora e abre oficialmente o calendário de festividades natalinas da cidade. Realizado pela Dançar Marketing, o evento será na Praça Charles Miller, que receberá a iluminação de uma árvore de Natal que permanecerá no local até o dia 6 de janeiro. O público também será incentivado a fazer doações destinadas à Cruz Vermelha.

A noite será inteiramente voltada às mais tradicionais canções de Natal, com direção artística do maestro, arranjador, compositor, produtor musical e pianista brasileiro Ruriá Duprat, vencedor do Grammy Americano em 2029. Entre os artistas convidados estão Simone, Paula Lima, Tony Gordon, Ivan Lins e Valentina Lassi, que se apresentarão em um repertório especialmente preparado para celebrar a data. Ao anoitecer, a árvore de Natal será acesa e, em seguida, Andrea Bocelli, sob regência do maestro Carlo Bernini, subirá ao palco para interpretar canções natalinas escolhidas por ele especialmente para a ocasião. As canções serão acompanhadas pela Del Chiaro Coral e Orquestra, regida pelo maestro Danillo Del Chiaro.

A programação contará ainda com a participação da Orquestra do Theatro São Pedro e da Orquestra e Coral da EMESP Tom Jobim, do Coral Infantil do Guri, programa de educação musical do Governo do Estado de São Paulo e referência em formação musical no país, e do Coro Canto Livre Davide Carbone, de Fortaleza (CE). Este último é apoiado pelo jovem tenor italiano Davide Carbone, embaixador da Fundação Andrea Bocelli na América Latina, que se apresentará com crianças de 6 a 14 anos, sob regência do maestro Ênio Antunes.

“Com 130 anos de história, a SulAmérica sempre esteve ao lado das pessoas em seus momentos mais importantes. Essa tradição de cuidado e confiança é parte essencial do nosso legado, e o Natal Para o Bem reforça esses valores ao unir cultura e ação social”, afirma Andreia Junqueira, CMO da SulAmérica. “Além do concerto, estamos provendo uma campanha online para incentivar doações de brinquedos, alimentos não perecíveis e kits de higiene destinados à Cruz Vermelha de São Paulo. É uma maneira de unirmos celebração e solidariedade, devolvendo à cidade um pouco do que construímos juntos ao longo de tantas décadas”.

Mais informações em: www.natalparaobem.com.br e natalparaobem (Instagram)

Serviço:

Natal para o Bem – Concerto Sinfônico

Data: 20 de novembro de 2025, quinta-feira

Horário: a partir das 17h30

Local: Praça Charles Miller – São Paulo/SP

CEO da Generali Brasil destaca papel da Inteligência Artificial no futuro do seguro durante o evento do setor

 A Generali Brasil esteve presente no CQCS Insurance & Tech 2025 e teve a oportunidade de falar do uso de novas tecnologias no setor de seguros. O CEO da companhia, Eric Lundgren, participou do painel “Qual o impacto da IA no seguro e uma visão de Futuro”, onde teve a oportunidade de falar como a seguradora tem transformado operações e a experiência do cliente por meio da adoção destas ferramentas em diferentes frentes.
 

Durante o painel, Lundgren destacou o projeto Agilitá, iniciativa da Generali voltada à automatização e reconfiguração de processos judiciais que reduziu em 72% o tempo médio de duração das ações. “A judicialização é algo que gera desgaste para as seguradoras e segurados.” explica o CEO. “A cada cinco segundos surge um novo processo judicial no Brasil”, continua o executivo, dimensionando a questão.

A Generali foi capaz de treinar a Inteligência Artificial usada no Agilitá, que analisou diversos processos abertos ao público e relevantes à companhia. Com estes dados, a empresa consegue sugerir acordos com maior assertividade, elaborados com base nas decisões de casos similares que já foram resolvidos anteriormente.
 

Excelência no atendimento ao cliente
 

O executivo também abordou aplicações de IA em pontos de contato com os clientes. A seguradora utiliza chatbots inteligentes para triagem e atendimento inicial para reduzir gargalos e solucionar questões simples dos segurados, garantindo a humanização nas chamadas. 
 

Os colaboradores do call center também utilizam o Salesforce Einstein, que sugere respostas, sumariza interações e pesquisa documentos relevantes para o atendimento. No painel, Eric Lundgren ressaltou que “não podemos perder o lado humano, já que tratamos de temas sensíveis como perda de uma pessoa ou de um bem importante para as pessoas.” A ferramenta, ainda, agiliza o trabalho do setor e aumenta a eficiência, mantendo o toque humano. 
 

Modernização de sistemas internos
 

Lundgren destacou também a automação de processos manuais e burocráticos. A IA foi implementada em toda a esteira de sinistros e nesta frente auxilia na otimização de tempo e é capaz de detectar inconsistências e possíveis fraudes. “Minimizamos os erros com a adoção desta solução nos nossos sistemas internos”, continua o executivo.
 

A seguradora também usa estas ferramentas para gerar insights preditivos e analisar grandes quantidades de dados. Eric Lundgren explica que “Temos a inovação como um dos pilares da companhia. Com estas tecnologias conseguimos elaborar produtos customizados e mais relevantes aos nossos consumidores.”
 

Próximos passos
 

Em sua conclusão, Lundgren ressaltou que apesar da Generali ser uma empresa centenária no país, tratando-se de IA a seguradora deve ter uma mentalidade jovem. “Temos uma cultura de experimentação, como a de uma startup.”
 

Sobre a visão de futuro da empresa, o executivo afirma que pretende realizar investimentos contínuos em tecnologia para ampliar prevenção e personalização. Para o CEO, o próximo passo é a integração com dispositivos inteligentes e a exploração de modelos de negócio mais colaborativos e descentralizados, sempre com foco em melhorar a jornada e experiência do segurado.

HDI Global mantém trajetória de crescimento e eleva lucro nos nove primeiros meses de 2025

A HDI Global registrou avanços consistentes em receita e lucro líquido no acumulado de janeiro a setembro de 2025. Segundo a companhia, o desempenho positivo foi impulsionado sobretudo pela expansão de novos negócios e por ajustes de preços relacionados à inflação, reforçando a contribuição da seguradora para os resultados do Grupo Talanx.

A receita de seguros somou 7,6 bilhões de euros nos nove meses, alta de 6% em base cambial (4% em termos nominais) ante os 7,3 bilhões de euros do mesmo período de 2024. O resultado de serviços de seguros alcançou 638 milhões de euros, frente a 692 milhões um ano antes. As indenizações por grandes sinistros totalizaram 314 milhões de euros, praticamente em linha com os 313 milhões registrados no período anterior e abaixo do orçamento proporcional de 424 milhões de euros.

O índice combinado ficou em 91,6%, levemente superior aos 90,5% de 2024, mas ainda dentro da meta anual de permanecer inferior a 92%. O resultado financeiro e de investimentos, antes dos efeitos cambiais, subiu para 147 milhões de euros, impulsionado por maiores volumes investidos e pelo aumento das receitas de juros. Já o lucro operacional (EBIT) avançou 15%, atingindo 551 milhões de euros, enquanto o retorno sobre o patrimônio cresceu para 16,9%. O lucro líquido da HDI Global aumentou 13%, chegando a 409 milhões de euros.

O CEO da HDI Global SE, Dr. Edgar Puls, destacou o papel do crescimento orgânico, especialmente na originação de novos negócios. “A HDI Global apresentou resultados positivos nos nove meses, com impulso vindo sobretudo das novas oportunidades comerciais. Isso é particularmente satisfatório porque demonstra que clientes e corretores valorizam nossa forma de trabalhar: próxima das necessidades, com profundidade técnica, agilidade e soluções que resistem ao tempo”, afirmou.

Ele ressaltou ainda a combinação entre solidez financeira e especialização em gestão de riscos, programas internacionais, soluções para cativas e serviços de sinistros. “Entregamos soluções sob medida, e não respostas padronizadas”, disse.

Puls ponderou que o cenário segue exigindo cautela. “Seguimos confiantes – e prudentes. O ano tem sido relativamente calmo em termos de grandes perdas para nós, mas permanecemos vigilantes, já que riscos climáticos e outros riscos sistêmicos estão em ascensão. Nosso subscrição disciplinada e o trabalho de prevenção são a base para sermos um verdadeiro parceiro de transformação nos próximos anos.”

O executivo agradeceu clientes, corretores e colaboradores. “Minha sincera gratidão aos clientes e parceiros pela confiança, e aos mais de 5.000 colegas da HDI Global ao redor do mundo. Sua curiosidade, profissionalismo e foco no cliente transformam uma performance forte em valor duradouro”, concluiu.


Mudanças climáticas desafiam mercado de seguros, mostra estudo da MAPFRE 


O avanço das mudanças climáticas está provocando prejuízos cada vez maiores e pressionando o mercado global de seguros. É o que conclui um estudo da MAPFRE Economics, que será apresentado nesta terça-feira (18/11) na ‘Casa do Seguro’, durante a programação da COP30 em Belém (PA). O levantamento mostra que menos da metade das perdas econômicas causadas por desastres naturais no mundo têm cobertura de seguro.

Segundo o relatório, intitulado “Mudanças Climáticas,Riscos Extraordinários e Políticas Públicas”, apenas 48% dos prejuízos globais registrados durante o ano de 2024 foram devidamente indenizados. O restante, que equivale a cerca de 191 bilhões de dólares, ficou descoberto, causando prejuízos a pessoas físicas e jurídicas.

“Os desastres estão se tornando mais intensos e frequentes e, em alguns casos, de dimensão sistêmica”, afirma a diretora de sustentabilidade da MAPFRE, Fátima Lima. “Nenhum governo ou empresa pode lidar com isso sozinho. Fechar essa brecha é um desafio de política pública”, alerta a executiva.

O relatório aponta ainda que 2024 foi o ano mais quente já registrado, com temperatura média 1,6°C acima dos níveis pré-industriais. O fenômeno El Niño, em intensidade recorde, provocou secas na Amazônia, redução do nível do Canal do Panamá e chuvas extremas em todo o continente americano.

Esses episódios, somados a ondas de calor, incêndios e tempestades cada vez mais violentas, elevaram o custo dos seguros e aumentaram a incerteza sobre os riscos futuros. “O impacto climático já não é só ambiental, é econômico”, afirma a diretora da MAPFRE.

De acordo com o estudo, as perdas globais por desastres naturais chegaram a 368 bilhões de dólares em 2024, número semelhante ao de 2023 (397 bilhões de dólares) e 20222 (365 bilhões de dólares). A maior parte veio de eventos de menor intensidade, mas mais recorrentes, os chamados “riscos secundários”, como granizo, vendavais e enchentes, que são fenômenos da natureza comuns no Brasil.

Brecha maior em países pobres
 

A chamada lacuna de proteção, que é a diferença entre o total de perdas econômicas causadas pelas catástrofes e a quantia efetivamente coberta pelos seguros, é mais profunda nos países em desenvolvimento. Na Ásia, apenas 17% das perdas estão seguradas, e na América Latina a proporção é de 19%. 

Em países como o Brasil, o relatório aponta que o crescimento urbano desordenado, a ocupação de áreas vulneráveis e a falta de infraestrutura de prevenção ampliam o impacto das catástrofes. Mesmo na Europa, onde o mercado é mais consolidado, quase 70% dos prejuízos ainda ocorrem sem cobertura. Já a América do Norte e a Oceania apresentam as menores lacunas de proteção do mundo, com 43% e 41% das perdas permanecendo descobertas, respectivamente.

Para os especialistas da MAPFRE, o avanço do aquecimento global pressiona o setor de seguros de duas formas: eleva o custo das indenizações e torna mais difícil precificar os riscos futuros.“O seguro é um amortecedor importante, mas precisa estar conectado a políticas de adaptação e prevenção para poder ter estabilidade”, explica Fátima, da MAPFRE. 

Ações para reduzir riscos

O relatório da MAPFRE Economics recomenda que governos e empresas adotem medidas conjuntas para ampliar a cobertura e reduzir vulnerabilidades. Entre as propostas estão parcerias público-privadas, uso de seguros paramétricos, que pagam indenizações automáticas com base em índices climáticos, melhoria dos dados de risco e incentivos à prevenção.

O estudo também cita o potencial de instrumentos como títulos catastróficos e bônus verdes para financiar ações de adaptação climática e fortalecer a resiliência econômica. “O seguro é uma das principais ferramentas de proteção econômica diante das mudanças climáticas, mas ele precisa fazer parte de uma estratégia integrada”, alerta Fátima. 

A apresentação do estudo na ‘Casa do Seguro’, espaço da CNSeg (Confederação Nacional de Seguros) dentro da COP30, reunirá representantes do setor financeiro, autoridades e especialistas em sustentabilidade, como Ricardo González García, diretor de análise e estudos setoriais da MAPFRE Economics Espanha e coautor do estudo; Vinicius Brand, subsecretário do Ministério da Fazenda; o físico Paulo Artaxo, professor da USP e membro do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climática); Carlos “Cacá” Takahashi, chairman da BlackRock Brasil e vice-presidente da ANBIMA, além da moderadora Mónica Zuleta, diretora corporativa de sustentabilidade da MAPFRE.

Como o seguro impulsiona uma economia mais inclusiva diante das mudanças climáticas

A Casa do Seguro, em Belém, reuniu lideranças do Brasil e do exterior, na tarde deste sábado (15), para discutir como o setor de seguros e o sistema financeiro podem acelerar a transição climática, reduzir a lacuna de proteção e integrar riscos ambientais e sociais às suas estratégias. 

A programação começou com o painel “Do conhecimento à ação: a jornada do setor financeiro”, que apresentou os resultados do trabalho conjunto entre a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
 

Ao longo de 2025, as três entidades promoveram seis capacitações e estruturaram uma agenda integrada de transição climática para o sistema financeiro. A assessora de Sustentabilidade da Febraban, Thais Tannús, destacou o caráter pioneiro da iniciativa, enquanto a diretora de Sustentabilidade da CNseg, Claudia Trindade Prates, ressaltou a importância da cooperação entre instituições. “Somos indutores de sustentabilidade. Juntos, conseguimos fazer mais”, afirmou.


Cacá Takahashi, diretor da Anbima e coordenador da Rede Anbima de Sustentabilidade, reforçou o papel da colaboração entre equipes e instituições. O painel concluiu com o compromisso de dar continuidade à agenda após a COP30, incluindo projetos em educação financeira, inventários de carbono setoriais e estudos sobre seguros de desastres e mercado de capitais.


Global Sustainable Insurance Summit destaca o setor de seguros


Claudia Prates: “Estamos sendo referências em diversos eventos, algo nunca visto anteriormente”

Em seguida, a CNseg e a UNEP FI abriram o “COP30 Global Sustainable Insurance Summit”, fórum dedicado ao debate Net-Zero, natureza e transição justa no setor de seguros. Claudia Prates sublinhou o destaque inédito do setor na COP: “Estamos sendo referências em diversos eventos, algo nunca visto anteriormente.”
 

Jéssica Bastos, diretora da Susep, abordou a relação entre riscos climáticos e desafios estruturais de países em desenvolvimento, defendendo planejamento e ação coordenada. 
 

Butch Bacani, chefe de Seguros da UNEP FI, ​​anunciou que cada sessão traria um lançamento inédito da ONU para acelerar a agenda global de seguros sustentáveis. “Precisamos fazer mais, sermos mais inclusivos. Em toda sessão hoje, vamos lançar algo novo para mover essa agenda de seguro sustentável.” 

ONU lança guia global para integração entre seguros e investimentos



Painel “Planos de Transição: acelerando e ampliando uma transição justa rumo a uma economia Net-Zero resiliente”

O painel “Planos de Transição: acelerando e ampliando uma transição justa rumo a uma economia Net-Zero resiliente” marcou o lançamento do guia global “A Total Balance Sheet Transition”, desenvolvido pelo Fórum de Transição em Seguros da ONU (FIT). Segundo Bacani, o documento é pioneiro ao conectar portfólios de investimentos e seguros numa mesma estratégia de descarbonização.
 

Claudine Blamey, diretora de Sustentabilidade do Grupo Aviva, relatou a evolução dos planos de transição da segurança, enfatizando a importância da execução. Catherine Chazal, do Grupo AXA, apresentou iniciativas de capacitação e adaptação climática envolvendo 80 mil funcionários. 
 

Já Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura da Porto, destacou os quatro pilares da estratégia de sustentabilidade da empresa: capital humano, mudanças climáticas e circularidade, produtos sustentáveis ​​e engajamento da cadeia de valor. Jéssica Bastos encerrou o painel alertando para o desafio do regulador de avanço na agenda climática sem criar barreiras de mercado.
 

WWF apresenta relatório sobre lacuna de proteção
 

O painel a seguir foi dedicado ao lançamento do relatório global do WWF sobre a lacuna de proteção securitária em um cenário de agravamento das mudanças climáticas. 
 

Aaron Vermeulen, diretor global de Finanças para a Natureza do WWF Internacional, mostrou como os eventos extremos e a degradação ambiental têm causado ​​prejuízos crescentes, especialmente em países em desenvolvimento.
 



Painel a seguir foi dedicado ao lançamento do relatório global do WWF

Vermeulen defendeu que o enfrentamento desses riscos exige ação integrada entre mercado segurador e políticas públicas de mitigação, conservação e restauração ambiental. Ele destacou que soluções baseadas na natureza geram alto retorno econômico e danos em eventos climáticos extremos.
 

Clima e natureza: agendas indissociáveis

No painel “Assegurando um futuro resiliente e positivo para a natureza”, Butch Bacani reafirmou a conexão entre clima e biodiversidade, apresentando o novo guia da ONU para integrar riscos e oportunidades associadas à natureza. Mais de 60 seguradoras e organizações já participam do grupo global sobre o tema.
 

Aurelie Fallon Saint-Lo, head of Sustainable Underwriting do Grupo AXA, destacou o seguro de restauração de ecossistemas do AXA Climate, aplicado em países como Filipinas e México. Hiroko Urashima, senior Sustainability Specialist da MS&AD Insurance Group, destacou que as seguradoras precisam reconhecer seu papel na degradação dos ecossistemas ao financiar e assegurar atividades insustentáveis: “Aceleramos esse tipo de urbanização.” 
 

Mónica Zuleta, diretora corporativa de sustentabilidade da MAPFRE, apresentou iniciativas inovadoras à integração da natureza na estratégia corporativa, incluindo seguros para recifes e florestas. 
 



Painel “Assegurando um futuro resiliente e positivo para a natureza”

Frederic Olbert, cofundador da Carbonpool, discutiu os seguros que protegem o mercado de carbono contra riscos estruturais. Chip Cunliffe, da Ocean Risk and Resilience Action Alliance, destacou o potencial das soluções oceânicas para reduzir riscos em comunidades costeiras e o uso de tecnologia para identificar pesca ilegal.
 

O painel reforçou a diversidade de caminhos possíveis para que o setor de seguros impulsione uma economia positiva para a natureza.
 

Transição justa e inclusão social

O último painel da tarde, “Assegurando uma transição justa”, apresentou o relatório da UNEP FI sobre o tema na América Latina. Para Bacani, a transição climática só será bem-sucedida se for inclusiva: “Precisamos incluir, não excluir, as pessoas.”
 

Mabyr Valderrama, diretora de sustentabilidade da Fasecolda (Colômbia), apresentou experiências de restauração de ecossistemas e programas de educação financeira voltados à inclusão. 
 

Richard Choularton, do Programa Mundial de Alimentos (WFP), mostrou como os microseguros têm ajudado comunidades vulneráveis ​​a enfrentar secas e enchentes, reforçando a importância da proteção financeira combinada aos mecanismos de apoio.
 

Soenke Kreft, executive Director da MCII, e Craig Pettengell, co-líder de seguros da Climate Champions, defenderam a integração entre políticas públicas, microseguros e soluções paramétricas voltadas para pequenos produtores. O debate concluiu com consenso: sem inclusão social, não há transição justa nem sustentável.
 



Painel “Assegurando uma transição justa”

Um setor em transformação

Ao longo da programação, os painéis da Casa do Seguro revelaram um setor financeiro mais articulado, inovador e comprometido com o enfrentamento da crise climática. 
 

Da capacitação conjunta entre CNseg, Anbima e Febraban ao lançamento de guias globais da ONU, das discussões sobre natureza e biodiversidade às estratégias para promover uma transição justa na América Latina, ficou evidente que o seguro e o sistema financeiro ocupam um papel crescente na agenda climática. 
 

As apresentações apontaram caminhos concretos para fortalecer resiliência, ampliar proteção, integrar riscos ambientais e sociais e aproximar governos, empresas e comunidades. Em comum, prevaleceu a mensagem de que enfrentar a crise climática exige colaboração, inovação e ações que coloquem as pessoas no centro da transição.

“Temos oportunidade de construirmos políticas públicas e privadas de adaptação climática”, diz CEO da Allianz

Sob os holofotes do mundo inteiro, Belém, sede da COP 30, também recebe a Casa do Seguro, idealizada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) com o intuito de posicionar o mercado segurador como setor fundamental na busca por soluções relacionadas à sustentabilidade e riscos climáticos. Empoderadora da Casa, a Allianz foi destaque em dois painéis realizados na quarta-feira (12), em que especialistas nacionais e internacionais abordaram o papel do segmento nas mudanças do clima e na construção de um mundo mais resiliente. As apresentações foram acompanhadas por uma plateia presencial e virtual.

Na abertura, o presidente da Allianz Seguros, Eduard Folch, ressaltou a importância da Casa do Seguro e da COP 30 para o enfrentamento dos desafios climáticos de maneira efetiva e o incentivo à reflexão da sociedade. “A Allianz foi a primeira seguradora a apoiar a Casa do Seguro, pois acreditamos que esta é uma grande oportunidade de falarmos sobre proteção financeira, estabelecermos parcerias e construirmos políticas públicas e privadas de adaptação e gestão alinhadas com a agenda sustentável”, disse.

Cidades resilientes: planejamento urbano para um clima imprevisível

O primeiro painel liderado pela Allianz mostrou como a evolução da urbanização e da industrialização levaram ao aquecimento global, um dos principais desafios climáticos do planeta. Se na década de 1960 dois terços da população mundial ainda viviam no campo, hoje 57% estão concentradas nas cidades, o equivalente a 4,6 bilhões de pessoas. No Brasil, em 12 anos, a zona rural perdeu 4,3 milhões de habitantes, enquanto as metrópoles ganharam 16,6 milhões de moradores.

Muitos países sentem os efeitos desse movimento, incluindo o Brasil. A Grande São Paulo, a região metropolitana de Campinas e a Baixada Santista somam, juntas, mais de 27 milhões de pessoas – mais que a população de Minas Gerais, que contabiliza 21 milhões de habitantes. Com cidades e megalópoles concentrando fenômenos como impermeabilização do solo, emissões de gases de efeito estufa e poucas áreas verdes, aumentam também os impactos graves de eventos climáticos extremos, que se tornam ainda mais intensos ao passo que a população cresce. Nesses casos, segundo Eduard, o seguro não é apenas indenização, mas resiliência para o futuro, prevenção, adaptação e reconstrução. “Queremos liderar a transição para um modelo de cidades e de negócios mais sustentável e, assim, ser vistos como um setor que contribui para a adaptação e a reconstrução. O nosso propósito é transformar a ciência em soluções práticas, que tragam impacto real às comunidades e aos negócios.”

A colaboração é essencial

A indústria de seguros desempenha um papel crucial na construção de resiliência, afirmou Lena Fuldauer, líder de Resiliência e Desenvolvimento de Negócios da Allianz Risk Consulting. Mas ela precisa de aliados. Segundo a keynote speaker, a construção de cidades resilientes depende da cooperação entre governos, empresas e sociedade civil, especialmente para proteger as populações mais vulneráveis a eventos extremos. “Construir resiliência não é um custo, mas um investimento em nosso futuro comum”, argumentou.

Com a rápida urbanização e a estimativa de que mais 2,5 bilhões de pessoas viverão em cidades até 2050, Lena alertou para a necessidade de repensar infraestrutura e planejamento urbano diante da “imprevisibilidade previsível” das mudanças climáticas. Ela citou exemplos como Londres, que gerencia bem inundações, mas sofre com superaquecimento no verão; e Nairóbi, no Quênia, onde oscilações entre secas extremas e enchentes afetam especialmente comunidades vulneráveis, incluindo aquelas que vivem em habitações informais. “Precisamos que as cidades evoluam e se adaptem. Soluções baseadas na natureza, integração comunitária e investimento em padrões mais elevados de resiliência e engenharia podem reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida”, disse, destacando medidas como plantio de árvores urbanas para mitigar temperaturas, planejamento para eventos extremos e estímulo à colaboração entre comunidades e especialistas.

A executiva também enfatizou que o seguro desempenha um papel decisivo na redução dos impactos econômicos. “Em países com baixa cobertura de seguros, desastres podem custar até 2% a 4% do PIB local no longo prazo, enquanto em locais que contam com esse tipo de proteção, os impactos de longo prazo são significativamente menores.” O seguro oferece essa proteção financeira, mas seu papel vai além de pagar perdas. Ele contribui para que comunidades, clientes e o setor público compreendam o que gera risco e, com base em evidências e dados, possam reduzi-lo.

Para Lena, o setor deve evoluir de uma atuação reativa para uma atuação proativa na construção de resiliência, promovendo práticas preventivas e apoiando políticas públicas, como códigos de construção e o direcionamento do desenvolvimento urbano para fora de áreas de alto risco. Nesse contexto, ela destacou iniciativas como a plataforma GloRiA (Global Risk Assessment), uma ferramenta global da Allianz focada em seguros massificados, que em breve chegará ao Brasil, e que oferece uma avaliação individual do risco de desastres naturais para qualquer endereço.

Cenário brasileiro

Fábio Morita, diretor executivo de Automóvel, Massificados e Vida da Allianz Seguros, trouxe a perspectiva brasileira sobre as consequências das mudanças climáticas, com ênfase ao aumento de 200% na frequência desses fenômenos nos últimos anos no país. Neste cenário, a indústria de seguros trabalha para influenciar os clientes na adoção de práticas que reduzam a emissão de carbono e no incentivo a medidas que minimizem os impactos quando os eventos ocorrem. “Para isso, é fundamental conhecer profundamente o risco, algo que a Allianz faz globalmente por meio de uma histórica e robusta base de dados georreferenciados que cruzam informações relacionadas a precipitação, ventos, queimadas e outros indicadores”, pontuou.

Morita também chamou atenção para a lacuna de proteção no Brasil, exemplificada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, em que apenas 6% dos R$ 100 bilhões em prejuízos estimados foram indenizados. “Isso mostra a urgência de ampliar a conscientização e a cobertura das soluções ofertadas pelas seguradoras”, disse. Entre as iniciativas da Allianz, o diretor citou a expansão da cobertura contra enchentes, já existente nas carteiras de Auto e Condomínio, para os seguros Residenciais; além de incentivos à instalação de painéis solares nos seguros patrimoniais e da consultoria para medidas de adaptação, como barreiras anti-enchente e bombas de recalque. No segmento automotivo, a companhia ampliou a aceitação para veículos com até 30 anos e reforçou a cobertura para carros elétricos e híbridos, acompanhada da preparação da rede de oficinas e assistência 24 horas para atender as novas demandas, como pane elétrica. “Queremos viabilizar as práticas sustentáveis e garantir proteção a todas as pessoas. Esse é o nosso compromisso com o futuro.”

“O maior e melhor investimento que podemos fazer”

Como convidado para o debate, a Allianz recebeu David White, diretor de Comunicação e Advocacy da CDRI (Coalition for Disaster Resilient Infrastructure). Ele destacou que oito em cada dez impactos de eventos extremos recaem sobre a infraestrutura urbana e que as perdas globais em infraestrutura chegam a US$ 700 a 800 bilhões por ano, o equivalente a até 14% da renda de alguns países. White lembrou que 75% da infraestrutura necessária para 2050 ainda precisa ser construída. “Temos uma oportunidade única de incorporar a resiliência desde agora, e cada dólar investido pode gerar um retorno entre US$ 7 e US$ 12”, explicou, trazendo exemplos de projetos técnicos realizados pela CDRI em países como Índia, Brasil e Sri Lanka, que já reduziram os impactos de ciclones e garantiram o acesso à água potável em áreas vulneráveis. “Esse é o maior e melhor investimento que podemos fazer, pois ele se paga ao proteger vidas, salvar economias e permitir uma recuperação mais rápida após os eventos extremos. Se pudermos construir a resiliência, faremos uma diferença enorme.”

Mudanças climáticas e o novo paradigma do seguro

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, o número de desastres naturais aumentou cinco vezes nos últimos 50 anos. No Brasil, o senso comum era de que o país estava menos exposto a catástrofes climáticas. No entanto, a natureza começou a dar sinais contrários em um curto espaço de tempo e com eventos mais severos, o que vem mudando a percepção do risco climático, inclusive nos negócios. “No estudo Allianz Risk Barometer, o tema foi apontado como a segunda principal preocupação dos empresários brasileiros, atrás apenas dos ataques cibernéticos”, lembrou Eduard Folch, durante o segundo painel da Allianz na Casa do Seguro.

Gabrielle Durisch, Chief Sustainability Officer (CSO) da Allianz Commercial e keynote speaker do debate, fez uma analogia com a pandemia para explicar a diferença de percepção dos riscos pela sociedade. “Quando experimentamos a covid-19, nós estávamos no meio dela. Fomos impactados nos negócios e nas famílias. Com os riscos do clima, não sentimos um impacto agudo ainda, mas ele está aumentando e isso torna a preparação ainda mais desafiadora”, alertou. A especialista apontou que as enchentes e as chuvas severas já indicam os efeitos da mudança climática no Brasil, destacando que a lacuna de proteção no setor de seguros é um ponto crítico. “Muitas áreas vulneráveis ainda não possuem cobertura adequada e isso agrava os impactos físicos e financeiros”, disse. Embora os riscos climáticos já façam parte da precificação e da subscrição, Gabrielle frisou que a verdadeira chave está na visão de longo prazo. “Antecipar os impactos e adaptar os modelos de negócio será essencial para proteger comunidades e empresas em um cenário de mudanças aceleradas, o que exigirá estratégias mais robustas e sustentáveis.”

A economia depende do enfrentamento à crise climática

O Brasil registrou, em 2024, o maior número de eventos climáticos extremos da última década que causaram ao menos R$ 6,7 bilhões em prejuízos para o agronegócio brasileiro, segundo a Confederação Nacional de Municípios. Com o agro representando 25% do PIB nacional, setor altamente exposto a catástrofes naturais, a mensagem é direta. “A nossa estabilidade econômica e social depende da capacidade de enfrentar a crise climática”, apontou Mauricio Masferrer, diretor executivo de Negócios Corporativos da Allianz Seguros e Managing Director da Allianz Commercial Brasil. A grande questão é ir além da transferência de risco, contribuindo para a resiliência da sociedade. Para isso, a Allianz mantém as suas soluções tradicionais, mas evolui para oferecer ferramentas que ajudem as empresas e a sociedade a mitigar os riscos e se adaptar às mudanças. “Esse compromisso se reflete na subscrição baseada em dados e tecnologia. Com imagens de satélite e análise de 15 variáveis ESG, sendo 11 ligadas à mudança climática, cada área é avaliada pela companhia com rigor. Qualquer desvio dos princípios ESG leva à recusa da proposta, pois as nossas convicções são mais fortes que qualquer negócio isolado”, garantiu Masferrer. Outro aspecto essencial, segundo o diretor, é a capacidade da companhia de gerar dados e transformar informação em estratégia. A plataforma CAReS, desenvolvida pela Allianz com a colaboração dos clientes, é um exemplo. Ao traduzir os riscos físicos em métricas financeiras e operacionais, a ferramenta avalia 12 tipos de eventos, como inundações, tempestades tropicais, granizo, incêndios florestais e ondas de calor, e fornece projeções de risco em quatro marcos temporais: hoje, 2030, 2050 e 2080.

A transição energética é outro pilar estratégico apontado pelo diretor. Globalmente e no Brasil, a Allianz atua em duas frentes. O primeiro está relacionado à engenharia de risco e subscrição especializada, que contribui para a estruturação de produtos adequados a projetos complexos e inovadores e, assim, garantindo segurança aos investidores. O segundo é o investimento direto, que combina transferência de risco com aporte financeiro para apoio a iniciativas que impulsionam a adaptação e a sustentabilidade. “Quando oferecemos suporte técnico e produtos bem estruturados, abrimos caminho para que projetos avancem com confiança. É assim que contribuímos para um futuro mais resiliente e sustentável”.

Head de Seguros do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI) e convidado da Allianz, Butch Bacani ressaltou a importância dos Princípios para um Seguro Sustentável (PSI), que reúne mais de 300 organizações globais – incluindo seguradoras, resseguradoras, corretoras e autoridades reguladoras – como guia para colocar a sustentabilidade no centro das estratégias das seguradoras. “Esses princípios orientam desde a integração da sustentabilidade na estratégia e nos investimentos até o engajamento com toda a cadeia de valor e a colaboração com os governos e a sociedade civil, porque nenhuma companhia conseguirá resolver isso sozinha”, afirmou. Bacani destacou, ainda, a necessidade da responsabilização e transparência para a construção da confiança com todos os stakeholders, citando ações como o guia de gerenciamento de risco sustentável, desenvolvido em parceria com a ONU, e projetos voltados à descarbonização e seguros de natureza positiva. “Precisamos apoiar clientes na transição para uma economia de baixo carbono e criar soluções inovadoras que ajudem a preservar ecossistemas, fundamentais para reduzir riscos e mitigar desastres”, concluiu.