Apesar do período ainda desafiador para os negócios, em razão do impacto econômico provocado pela pandemia na renda dos brasileiros, o setor de Capitalização não perdeu fôlego e encerrou o primeiro semestre do ano com receitas que totalizaram R$ 11,6 bilhões. O crescimento foi de 8,45% sobre o mesmo período de 2020, de acordo com os números apurados pela FenaCap (Federação Nacional de Capitalização).
Outro ponto importante verificado foi o aumento nos recursos pagos em sorteios, cujo montante superou R$ 633 milhões, alta de 3% em relação ao registrado de janeiro a junho de 2020.
Os títulos tradicionais de Capitalização continuam liderando as vendas, com 71% da arrecadação, seguidos pela modalidade de Instrumento de Garantia (13%), de Filantropia Premiável (12%). As modalidades de Incentivo e Popular somam o percentual restante. Destaque para a modalidade Filantropia Premiável, que apresentou alta de 95%, em comparação a igual semestre do ano anterior.
“O propósito do setor de preservar o mercado foi alcançado. Os resgates se mantiveram estáveis, o que mostra que as pessoas utilizam a capitalização como um instrumento de geração de reserva de emergência”, explica o presidente da FenaCap, Marcelo Farinha. “Este período também abriu espaço para que outros produtos fossem colocados à disposição do consumidor por meio de novos canais de distribuição e venda. O período de distanciamento serviu como um laboratório de testes para ações de inovação que agora passam a fazer parte do dia a dia das empresas associadas”, diz ele.
No caso dos produtos de Filantropia Premiável, o aumento pode ser justificado por dois caminhos: o boom de lives de diversos artistas, que utilizaram soluções de sorteios para atrair os fãs, e também uma empatia maior da população com as causas sociais, dado o período de pandemia.
Nos títulos de Filantropia Premiável, o consumidor cede o direito de resgate de sua reserva para uma instituição previamente credenciada pelas empresas de Capitalização, permanecendo com o direito de concorrer a prêmios. De janeiro a junho deste ano, esses produtos contribuíram com um apoio de mais de R$ 558 milhões às entidades filantrópicas.
Por regiões, o Sudeste manteve a liderança na receita da comercialização de títulos, com 58% dos negócios realizados em seus estados, seguido pelo Sul (19%), Nordeste (10%), Centro-Oeste (9%) e Norte (4%). Isso garante ao segmento presença em todo o território nacional.
A SulAmérica apresentou lucro líquido de R$ 29,6 milhões no trimestre, recuo de 92% em relação ao mesmo período do ano anterior. O ganho no semestre foi de R$ 83,6 milhões, queda de 82,2%. “Com a esperada melhora da pandemia e a redução dos números de casos, o impacto de custos com a COVID-19 tende a diminuir gradualmente, possibilitando que tenhamos cenários mais normalizados de sazonalidade e frequência de sinistros”, afirma o presidente da companhia, Ricardo Bottas.
Ele lembra que o enfrentamento de períodos atípicos, com maior volatilidade de resultados de curto prazo, era previsto, mas em nada altera nossa trajetória de longo prazo de controle deste indicador. “Se olharmos para frente, temos legados positivos desse período, seja nas oportunidades de crescimento no números de beneficiários, da consistente transformação digital ou de nosso posicionamento de Saúde Integral, com foco na geração de mais negócios e incremento de nossa posição no mercado”.
Com a sinistralidade mais alta em função do elevado número de casos de COVID-19 entre os meses de março e junho de 2021, aliado à crescente normalização de procedimentos eletivos e não urgentes, a empresa registrou custos que somaram cerca de R$530 milhões apenas neste período, considerando tanto os custos assistenciais no segmento de saúde quanto as indenizações no portfólio de vida. Desde o início da pandemia, levando em conta somente a COVID-19, tais custos somaram cerca de R$1,8 bilhão.
A SulAmérica registrou aumento foi de 8,6% nas receitas operacionais do trimestre (2T21), totalizando R$ 5,2 bilhões, e de 7,0%, alcançando R$10,4 bilhões, no acumulado em 2021 (1S21). O crescimento adicionou 13,6% no número de beneficiários dos planos coletivos de saúde e odonto, em comparação com igual período de 2020, equivalente a mais de 500 mil beneficiários.
Em seguro de vida, houve crescimento de 344 mil segurados em relação a junho de 2020, levando também uma retomada no crescimento de receitas. Isso foi possível por meio de novas iniciativas em tecnologia, transformação digital, cuidado coordenado, democratização do acesso à saúde e ações de parceria com os quase 40 mil corretores de seguros.
Na ampliação do acesso à saúde, outra vertente importante de seu modelo de negócios, a SulAmérica celebrou conquistas. A linha de produtos regionais mais acessíveis – SulAmérica Direto – já está em nove regiões do Brasil, registrando agora 33 mil beneficiários, e deve continuar crescendo, tendo sido lançada neste trimestre em Brasília e Belo Horizonte. A operadora de saúde Paraná Clínicas, que atua em faixa de preço similar, seguiu ampliando sua atuação no Sul do país.
A SulAmérica também avançou em sua jornada de transformação digital em meio à crise sanitária, na direção de um ecossistema de Saúde Integral, em que as saúdes física, emocional e financeira estão conectadas. “Temos, já há alguns anos, explorado iniciativas nos mercados em que atuamos, tanto por meio de projetos internos de transformação digital e melhoria na experiência do cliente quanto por vias de investimentos estratégicos”, explica Bottas.
Nesta jornada, destacam-se a aquisição da Docway, uma healthtech de saúde, em 2018, o crescimento da estratégia de cuidado coordenado – que é digital na essência – e o recente investimento no fundo Aggir, de venture capital em saúde e tecnologia.
No pilar de saúde financeira em que a companhia atua, foram registrados bons resultados. Em gestão de ativos, a SulAmérica Investimentos, uma das maiores gestoras independentes do país, pioneira em aspectos ESG no Brasil e que possui R$45 bilhões de ativos sob gestão, avançou no lançamento de novos fundos e desenvolvimento de novas estratégias assim como na parceria com a plataforma digital de investimentos Órama, da qual é sócia: o programa de indicação junto aos corretores de seguros agora conta com cerca de 3 mil corretores cadastrados. Em previdência, também continuou apresentando crescimento, mantendo um bom desempenho em termos de novas contribuições e portabilidade, chegando a quase R$10 bilhões em reservas.
Em meio aos desafios do período, a empresa desenvolveu novas tecnologias e inovações para apoiar os clientes de forma mais assertiva e digital, obtendo índices recordes de satisfação. Foram contabilizadas avaliações excelentes no aplicativo de Saúde – ferramenta relevante durante a pandemia para garantir assistência a distância aos beneficiários – com crescentes níveis de NPS (Net Promoter Score), além de destaques recorrentes no Reclame Aqui em todos os segmentos de atuação.
“Consideramos que é absolutamente essencial, como gestora de saúde, garantir assistência total durante a pandemia, em uma forte parceria com a rede de prestadores que permitiu altas taxas de resolutividade de pacientes hospitalizados com COVID-19. Estamos mostrando a força da nossa proteção, além da qualidade assistencial dos serviços da SulAmérica e de nossa rede de prestadores, oferecendo apoio em todos os momentos e garantindo a saúde física, emocional e financeira de nossos segurados.”, conclui Ricardo Bottas.
Os planos de saúde ganharam 1,5 milhão de novos beneficiários entre junho de 2020 e junho de 2021 em todo o país, segundo dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Os planos de saúde também conseguiram, mesmo diante da pandemia, bater o recorde de avaliação positiva.
É o que indica um estudo realizado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), que mostrou que 84% dos beneficiários estão muito satisfeitos com os planos de saúde. Em 2019, esse índice era de 80%. Dentre os quesitos mais bem avaliados está o que se refere à cobertura dos planos de saúde, cuja aprovação passou de 15%, em 2019, para 25%, em 2021.
Para a FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), a melhora na aprovação se deve, sobretudo, às iniciativas adotadas pelas operadoras de saúde no enfrentamento da pandemia, com esforços constantes por salvar vidas, desde atendimentos de emergência até o uso da telemedicina.
“Isso só foi possível graças ao direcionamento de equipes e recursos para atendimento à Covid, capacitação, treinamento, além de investimentos na ampliação de leitos e na construção de novos hospitais”, ressalta a diretora executiva da FenaSaúde, Vera Valente.
Outro ponto de destaque que contribui para a avaliação positiva é a implementação da telessaúde. A medida, autorizada durante a pandemia, mas somente enquanto permanecer a situação de emergência, se mostrou acertada e essencial. Entre março de 2020 e maio deste ano, foram realizados 3,1 milhões de teleatendimentos no país, segundo levantamento da FenaSaúde. A resolutividade dos casos durante as consultas on-line foi superior a 90% e o índice de satisfação variou entre 75% e 94%.
“Essas consultas garantiram mais acesso à saúde para os beneficiários e evitaram o risco de contaminação pelo coronavírus numa ida ao hospital ou clínica”, explica a diretora executiva da FenaSaúde.
Necessidade de novos produtos
Ainda segundo o estudo feito pelo IESS, 41,4% das pessoas entrevistadas já tiveram plano de saúde, sendo a demissão do emprego e o preço das mensalidades as razões principais para não possuir mais o plano. A qualidade do atendimento e a comodidade/conforto são as justificativas mais recorrentes para o interesse em se ter plano de saúde (66%). Já entre aqueles que afirmam não ter interesse (34%), o preço da mensalidade é o principal impeditivo.
“Esses dados mostram que as pessoas querem planos com mais opções, que sejam mais aderentes à sua capacidade de pagamento. Portanto, é fundamental diversificar e ampliar os tipos de cobertura que possam ser oferecidos e comercializados”, ressalta a diretora executiva da FenaSaúde.
Ainda segundo Vera Valente, a medida visa aumentar o número de beneficiários, mas sobretudo desafogar o SUS, que está sobrecarregado e enfrenta restrições orçamentárias. “Assim, conseguimos deixá-lo apenas para quem não tem, realmente, condições de pagar por um plano de saúde.”
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou a última insurtech a operar na primeira edição do Sandbox, totalizando 10. Trata-se da Split Risk Seguradora. O plano de negócios da Split Risk prevê iniciar a operação em 2021, com uma plataforma digital onde o próprio cliente fará a seleção do serviço, de acordo com suas necessidades. Inicialmente, a operação estará restrita à cidade de Uberlândia. No LinkedIn, a insurtech tem 310 seguidores e afirma ser uma seguradora que nasceu com o propósito de democratizar o acesso ao seguro auto.
“O consumidor terá várias opções, sem ficar refém de uma apólice anual. A partir do exemplo dos bancos digitais, a SUSEP quer um ambiente regulatório mais ágil, que permita a atração de novos consumidores. Vamos oferecer uma nova experiência, por meio do uso de tecnologias inovadoras, como análise de dados e inteligência artificial”, detalhou Leandro Teixeira, diretor técnico da insurtech, em novembro de 2020, quando ela foi selecionada.
O modelo Sandbox já está em sua segundo versão, com até 15 novas selecionadas previstas. As novas regras foram flexibilizadas com relação à primeira turma, com a entrada de mais ramos, como seguro agrícola e fiança locatícia. A divulgação dos projetos selecionados está prevista para o fim de outubro.
Com isso, a iniciativa passa a contar com dez empresas que propõem novas tecnologias ou processos inovadores para o mercado de seguros brasileiro, modernizando o setor e trazendo recursos simples para os usuários. Com as autorizações da Susep, muitas dessas empresas iniciaram suas operações e já comercializam novos produtos. Os seguros oferecidos incluem tablets, smartphones e dispositivos portáteis; animais domésticos; residência; automóveis; acidentes pessoais; funeral. Haverá oferta de seguros intermitentes, utilizados sob demanda, bem como seguros paramétricos para desastres, de acordo com alertas das autoridades públicas de cada estado.
A Qualicorp, administradora de planos de saúde coletivos, registrou lucro líquido da controladora, pós-participações minoritárias, recuou 28,4% no segundo trimestre de 2021, para R$ 90,3 milhões, abaixo dos R$ 126 milhões de igual período do ano passado, de acordo com os dados do relatório divulgado pela companhia ontem. No primeiro semestre, o lucro avançou 5,4%, para R$ 204 milhões.
Segundo a corretora, a queda foi influenciada pelo recuo do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e pelo aumento de 29% no resultado financeiro líquido, parcialmente compensados pela redução de 13,4% das despesas de depreciação e amortização.
As vendas, por outro lado, registrou 132,1 mil novos clientes por adesão no período de abril a junho, o que representou crescimento de 32% sobre o primeiro trimestre do ano, que já havia sido recorde. “Atingimos uma média de vendas de 44 mil vidas por mês, bem próximos do limite superior da meta de 40 a 45 mil vidas que compartilhamos com o mercado no último trimestre”, diz Bruno Blatt, CEO da Qualicorp.
No portfólio de total de vidas, houve crescimento de 11,3%, em função de um crescimento de 7,3% na carteira do segmento de adesão médico-hospitalar (ajudado por aquisições), de 26% no segmento PME (orgânico) e de uma normalização dos resultados de outros segmentos.
A MetLife lança na próxima segunda-feira, 16, a sua primeira campanha institucional no Brasil. O intuito é desmistificar e valorizar o seguro de vida e destacar as opções voltadas aos diferentes tipos de famílias. A marca entende que esse é o momento adequado para abrir esse diálogo, já que a população passou a compreender melhor os benefícios que podem ser utilizados em vida.
A campanha contempla anúncios impressos em veículos nacionais, outdoors e busdoors, principalmente nas praças de Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. No digital, a MetLife fará anúncios nas principais redes sociais e em suas páginas oficiais fomentando o mote #SeguroéVida. Além disso, Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank se tornam embaixadores da marca, que contará com influenciadores que irão produzir conteúdo realizando um cross-mídia.
“Queremos que as pessoas comentem sobre seguro de vida, por isso, os embaixadores da marca e o squad de influenciadores trarão diversas situações em que o uso do seguro é essencial”, explica Carolina Montanino, head de marketing da MetLife.
A Porto Seguro divulgou lucro liquido de R$ 955 milhões no primeiro semestre deste ano, alta de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro ajustado recuou 19,9%, para R$ 716,6 milhões no mesmo período. Somente no segundo trimestre de 2021, o lucro totalizou R$ 659 milhões, sendo R$ 340 milhões proveniente da holding, R$ 103 milhões da vertical financeira e R$ 212 da vertical seguros. Saúde apresentou prejuízo de R$ 1 milhão.
De acordo com nota do balanco publicado, o lucro líquido ajustado na tabela acima considera o reconhecimento dos benefícios relacionados aos projetos vinculados à lei de incentivo à pesquisa e desenvolvimento de inovação tecnológica(Lei 11.196/05), que gerou um impacto líquido de R$ 124,6 milhões no resultado do 2T21; o reconhecimento do valor justo no acordo entre a Porto.Pet e a Petlove, que gerou um impacto líquido de R$ 152,6 milhões no resultado do2T21; os benefícios da distribuição de R$ 221,2 milhões de Juros sobre o Capital Próprio (JCP), cujo impacto será contabilizado no resultado do 3T21. Caso o pagamento de JCP tivesse ocorrido no 2T21, o benefício fiscal teria gerado um impacto líquido de R$ 38,7 milhões no resultado do 2T21; e o resultado da transferência da carteira de Alarmes e Videomonitoramento para a ADT Serviços de Monitoramento Ltda realizada no primeiro
Na vertical Seguros, os prêmios e as contribuições de previdência aumentaram 16,9% em relação ao 2T20. Os prêmios do seguro Auto (+18,7% vs. 2T20) foram os que mais contribuíram para esse crescimento, impulsionados principalmente pela Azul, que expandiu 34,1% no trimestre (vs. 2T20). Na consolidação do Auto, houve expansão de 386 mil veículos em relação ao 2T20 e de 126 mil veículos no trimestre (vs. 1T21), ultrapassando 5,6 milhões de veículos segurados, a maior frota segurada da série histórica. Também já está em operação em algumas regiões do País o Bllu, seguro por assinatura da Porto Seguro com preços mais acessíveis e potencial para contribuir com a expansão do mercado através da inclusão de novos clientes. No seguro de Vida (+16,3% vs. 2T20), destaque para o produto Individual, com incremento de 20,6% em relação aos prêmios do 2T20. Os seguros Patrimoniais cresceram 10,0% (vs. 2T20), com expansão em duplo dígito no seguro Empresarial e no Residencial da marca Porto Seguro, além do forte crescimento dos produtos novos, como os seguros de Bikes e de Responsabilidade Civil Profissional.
A vertical Saúde apresentou crescimento de 9,7% nos prêmios e receitas em relação ao 2T20, devido principalmente ao aumento nos prêmios do Saúde Empresarial (+10,4% vs. 2T20), que obteve um aumento de 41,9% no número de empresas seguradas (vs. 2T20). As vidas seguradas avançaram 19,0%, impulsionadas pela aceleração nas vendas do Saúde Empresarial e Odontológico no trimestre. A Porto Seguro está redesenhando todo o modelo de negócios das operações de Saúde, com o objetivo de acelerar a expansão dos negócios através de iniciativas que permitam avançar na oferta de soluções com uso intensivo de análise de dados e informações e inteligência artificial, em plataformas digitais alinhadas às demandas crescentes da população e às novas tendências de atendimento observadas ao redor do mundo.
Na vertical Negócios Financeiros, a receita cresceu 21,0% quando comparada ao 2T20, impulsionada principalmente pelo crescimento do Cartão de Crédito, Financiamento e Consórcio. A carteira de crédito atingiu R$ 11,5 bilhões ao final do trimestre, crescimento de 49,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, e o número de cartões de crédito alcançou 2,6 milhões (+8,0% vs. 2T20). O avanço desta vertical tem sido impulsionado por iniciativas na ampliação de oferta de produtos e serviços, pelo aumento da fidelização dos clientes do Cartão de Crédito e pelo lançamento do Aluguel Essencial, produto de Fiança Locatícia mais ágil, digital e econômico em relação ao produto tradicional. O gerenciamento eficaz da carteira de crédito e as ações para mitigação de risco seguiram contribuindo para a redução da inadimplência (NPL +90 dias), que atingiu 3,9% ao final do 2T21, apresentando melhora pelo quarto trimestre consecutivo e permanecendo abaixo da média da série histórica da Porto Seguro.
Na vertical Serviços, as receitas cresceram 24,7% no 2T21 em relação ao 2T20 e 1,7% em comparação ao 1T21, decorrente principalmente da expansão no faturamento do Carro Fácil (+49,8% vs. 2T20), que atingiu 8,1 mil contratos ativos ao final do trimestre e do Reppara!, com aumento de 47,1% nas receitas (vs. 2T20). A vertical Serviços conta com outros produtos por assinatura como o Tech Fácil, que oferece smartphones por assinatura com seguro incluso e benefícios exclusivos.
No consolidado de todos os negócios de seguros, o Índice Combinado atingiu 90,5% no 2T21 (+6,7 p.p. vs. 2T20). O resultado foi o segundo melhor em mais de 10 anos para este período do ano, decorrente principalmente da baixa sinistralidade do Auto (44,1%), favorecida pela melhoria nos modelos de subscrição e precificação de risco, e pela redução nas frequências em função da pandemia.
Além disso, os investimentos realizados ao longo dos últimos anos, sendo R$ 182 milhões apenas nos seis primeiros meses de 2021, destinados em grande parte ao aprimoramento e controle de processos e renovação tecnológica em negócios de alto potencial de crescimento, contribuíram para uma melhora de 3,0 p.p. no índice de despesas administrativas e operacionais nos últimos 5 anos (16,2% no 1S21 vs 19,2% no 1S16).
Dados do segundo trimestre de 2021
O resultado financeiro atingiu R$ 174,1 milhões no trimestre, através de um retorno sobre as aplicações financeiras (ex-previdência) de 2,22% no período (equivalente a 283% do CDI no período). Esse resultado é decorrente principalmente do retorno sobre as alocações em títulos indexados à inflação e em ativos de renda variável.
A Porto Seguro avançou na execução da estratégia de ampliar a autonomia e o foco em cada uma de suas verticais (Seguros, Saúde, Negócios Financeiros e Serviços), através de iniciativas como a alocação de profissionais da área de tecnologia nas unidades de negócio, potencializando o desenvolvimento de soluções que impulsionem o crescimento de cada vertical. Além disso, está em andamento a cisão da operação de assistência (sujeita a aprovação da SUSEP), que está dentro de uma das seguradoras do grupo (Porto Seguro Cia de Seguros Gerais) para uma nova empresa (Porto Seguro Assistência e Serviços S.A.), com o objetivo de alavancar o crescimento da vertical de Serviços através da otimização da gestão e oferta de serviços também para terceiros.
Ainda no campo societário, a Porto Seguro anunciou a aquisição de 50% de participação da Conectcar, do grupo Ultra, através de sua controlada Portoseg S.A., pelo valor de R$ 165 milhões. Os outros 50% das ações da Conectcar pertencem à Redecard, empresa controlada pelo Itaú. A Conectcar é uma das principais empresas do mercado no segmento de pagamentos eletrônicos automáticos em pedágios, estacionamentos, drive thrus e outros serviços. Esta operação potencializa a conexão entre a mobilidade e os diversos serviços financeiros da Porto Seguro, permitindo ampliar e modernizar benefícios existentes, além de fortalecer a estratégia de atração de clientes. Além disso, também foi aprovada pelo CADE a transação envolvendo a transferência da Porto.Pet para a Petlove, onde em contrapartida a Porto Seguro passou a deter 13,5% de participação na Empresa.
Na frente ASG, ênfase para a contribuição da Porto Seguro com a sociedade no enfrentamento da pandemia através de seus produtos e serviços, com destaque para o seguro de Vida, que desde o início da crise sanitária já indenizou mais de 3 mil famílias vítimas de perdas decorrentes do Covid-19, superando R$ 130 milhões em indenizações, e para o seguro Saúde, que deu cobertura para mais de 8,4 mil beneficiários que precisaram ser internados, sendo aproximadamente 6,5 mil em leito comum e 1,9 mil na UTI, além de ter prontamente ter realizado quase 100 mil testes de Covid-19 até junho de 2021.
A SulAmérica realizará um aporte em um novo fundo de investimentos para alavancar negócios de healthtechs e startups de empreendedores no setor de saúde no Brasil. A SulAmerica continuará investindo, nos próximos 10 anos, no ecossistema de startups com o objetivo de ampliar o acesso e melhorar a saúde no Brasil. A esse movimento, somam-se outros investimentos já feitos em empresas como a Docway – que já realizou mais de 1 milhão de teleconsultas e na qual a SulAmérica tem 85% de participação.
A companhia mantém, ainda, parcerias com healthtechs como a Memed, para prescrição médica digital, e uma joint venture com a Sharecare no Brasil, para jornadas de orientação médica telefônica e de programas de gestão de saúde, além de ter adquirido 25% da Órama, plataforma digital de investimentos com destacado crescimento e que tem o propósito de democratizar o acesso a investimentos de qualidade.
“Este investimento no fundo da Aggir Ventures Health faz parte da estratégia da SulAmérica de promover inovação em saúde. Queremos nos posicionar cada vez mais próximos do ecossistema de startups e healthtechs pois acreditamos que a tecnologia viabiliza e acelera nosso propósito de melhorar a vida das pessoas e aumenta nossa eficiência na gestão de saúde integral”, explica o CEO da SulAmérica Ricardo Bottas.
Criado pela Aggir Ventures Health, o fundo de R$100 milhões é o primeiro veículo de venture capital independente focado no setor de saúde do Brasil e reúne um grupo seleto de investidores especializados em saúde e tecnologia. A SulAmérica é uma investidora institucional do fundo.
A criação do fundo tem como objetivo fomentar teses de investimento em diversas verticais, como gestão em saúde, saúde mental, doenças crônicas, telemedicina, senior care, oncologia, oftalmologia, entre outras. A Aggir Ventures tem foco na alavancagem das healthtechs em estágios Seed e Series A e conta com um grupo de especialistas com competências complementares para adotar um modelo de gestão hands-on, aportando capital e experiência nas empresas investidas.
Participar de torneios oficiais é uma experiência importante para o desenvolvimento de um tenista, porém demanda investimento e nem todos os aspirantes a atleta possuem condições financeiras favoráveis. É por isso que organizações não governamentais (ONGs) que ensinam tênis a jovens em situação de vulnerabilidade social criaram a Copa de Tênis Projetos Sociais, que gera pontos na Federação de Tênis Paulista (FTP) e no Universal Tennis Rating (UTR). A primeira etapa da competição ocorreu em julho e agora, de 20 a 22 de agosto, haverá a segunda etapa, desta vez com inscrições gratuitas promovidas pela HDI Seguros.
Devem participar 150 jovens de oito ONGs, além do anfitrião, Instituto Primeiro Serviço, que é patrocinado pela HDI Seguros. A competição será realizada na academia Slice Tennis, em Alphaville, Santana de Parnaíba (SP), e estará dividida nas categorias 11, 12, 14, 16, 18 e de 19 a 29 anos; masculino e feminino. Entre as instituições participantes estão o Projeto Bola Dentro, Instituto Próxima Geração, Instituto LaGuz, Projeto Paraty Tennis e Ace para a Vida. Todos os protocolos sanitários de prevenção à Covid-19 serão adotados.
“É incrível ver a vontade que essa galera tem para jogar. Queremos com essas ações apoiar o futuro do esporte brasileiro e criar perspectivas de um futuro melhor para esses jovens”, comenta Fabiana Freitas, diretora do Instituto Primeiro Serviço.
“Acreditamos que a prática esportiva pode mudar a vida das pessoas e que o tênis, assim como outras modalidades, pode trazer mobilidade social. É por isso que decidimos apoiar este que não é um esporte tão óbvio para os brasileiros, mas que tem ganhado a admiração de jovens que sonham com a conquista de seu espaço”, afirma Murilo Riedel, CEO da HDI Seguros.
Lançado no início de 2020, o Instituto Primeiro Serviço tem o propósito de promover a inclusão de crianças e adolescentes das comunidades de Paraisópolis e Colombo, e da região de Carapicuíba por meio do tênis. Hoje, atende 45 jovens, entre 14 e 24 anos, todos em situação de vulnerabilidade social. Atualmente, 17 deles estão na faculdade, graças à bolsa integral paga pelo Instituto.
O Banco ABC Brasil lançou em julho a corretora de seguros. A ABC Corretora está estruturada como uma empresa independente e vai utilizar a estrutura e a expertise do Banco ABC Brasil no atendimento corporativo. “Esta era uma demanda de nossos clientes. Por isso vamos ofertar produtos-chave para que as empresas estruturem suas finanças de uma forma mais adequada, complementando as ofertas que nossa frente de atendimento já faz”, comenta, em nota, o CEO Luiz Antonio de Assumpção Neto.
A corretora atua com três linhas de produtos: seguro garantia, prestamista e seguro de vida capital global. O plano de negócios inclui a expansão gradual para outras linhas de seguros mais específicos, incluindo o setor agrícola e outros ramos elementares. A ABC Brasil Corretora atuará de forma independente, mantendo o relacionamento com diversas seguradoras, de forma a oferecer as melhores alternativas aos seus clientes. Adicionalmente ela utilizará a estrutura comercial do ABC Brasil, alavancando seu relacionamento de longa data com milhares de clientes corporativos, e ao mesmo tempo que compartilhará áreas de suporte do ABC Brasil.
“A decisão do ABC Brasil pela entrada no segmento de seguros por meio de uma corretora independente, preenche mais uma forte demanda dos nossos clientes, possibilita a entrada simultânea em diversas linhas de seguros, de forma rápida e sem a necessidade de mobilização de amplas infraestruturas específicas de suporte. Além disso, a ABC Brasil Corretora se posiciona como uma parceira de longo prazo a um diverso grupo de seguradoras, alavancando mais uma frente de captação de receitas com o uso do “balcão” do Banco ABC Brasil na distribuição dos produtos, o que cria uma série de novas possibilidades de negócios para o futuro”, completa Assumpção.
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