CNseg: previsões de alta para inflação e Selic e queda para o PIB permanecem nas projeções do Boletim Focus

Priscila Aguiar, economista do CEM - Comissão Estudos de Mercado da CNseg

As preocupações com o comportamento dos indicadores da economia não se limitam ao avanço da inflação no Brasil, como mostra o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, nesta segunda-feira, 16. A expectativa do mercado financeiro para a inflação de 2021 alcançou o patamar de 7%. Essa foi a 19ª alta consecutiva na projeção para o IPCA. Há um mês, a previsão estava em 6,31%. “Além dos ruídos políticos e fiscais que começam a ficar mais intensos no cenário doméstico, há sinais de alerta também no cenário internacional, com a tensão em torno da tomada do Afeganistão pelo Talibã e com a China que divulgou dados da economia de julho. Dentre os fatores que impactaram esse resultado estão as enchentes provocadas por fortes chuvas e o novo aumento no número de contaminados pela Covid-19, que está levando a novos surtos no país, prejudicando as operações das empresas”, comenta Priscila Aguiar, economista da CEM – Comissão de Estudos de Mercado da CNseg.

No cenário doméstico, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central – IBC-Br de junho apresentou alta de 1,1% em relação a maio (com ajuste sazonal). “Essa variação, embora positiva, pode indicar uma tendência de desaceleração, visto que no 1º trimestre de 2021 o índice havia apresentado crescimento de 1,64% contra o último trimestre de 2020”, comenta a economista. A mediana das expectativas do Boletim Focus para o PIB de 2021 apresentou leve queda de 5,30% para 5,28% e, para 2022, queda marginal, passando de 2,05% para 2,04%. Em relação à Selic, a mediana das expectativas para 2021 apresentou alta de 7,25% para 7,50% e, assim como na semana anterior, repetiu-se esse aumento para 2022 (de 7,25% para 7,50%).

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Saks oferece portabilidade da previdência privada com uso do open banking

A Saks, fintech que visa ajudar as pessoas a juntar dinheiro e investir, lança portabilidade de previdência privada diretamente em seu aplicativo. Pretende dessa forma ajudar pessoas que já possuem planos de previdência privada a melhorarem seus investimentos, oferecendo os fundos previdenciários de alguns dos principais gestores do mercado e com o suporte das maiores seguradoras do Brasil. Hoje tem como parceiras SulAmérica, Zurich e Icatu.

“A previdência privada é a melhor alternativa para juntar dinheiro ao longo do tempo e pode sim ser um investimento de qualidade. Nosso objetivo é mostrar essa oportunidade para milhares de brasileiros que possuem planos de previdência errados, investidos em fundos ruins, sem atendimento nenhum e também a tantos outros que ainda não usam essa ferramenta”, explica Luiz Bacellar, CEO na Saks. 

Os investidores que possuem planos de previdência na Brasilprev, a seguradora do Banco do Brasil, vão contar com uma facilidade a mais, o open banking na portabilidade para a plataforma da Saks. Os planos incluem estender o serviço para outras instituições financeiras nos próximos meses, informa a fintech em nota enviada a jornalistas.

Artigo: O que é o open insurance senão uma insurtech?

Marcio Coriolano

por Marcio Serôa de Araujo Coriolano, economista, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras*

O advento da chamada quarta revolução industrial, a da tecnologia digital, surgiu como um novo e promissor mercado de compra, venda e distribuição de produtos e serviços de tecnologia da informação no vasto campo de atividade dos seguros. Antes mesmo disso, o crescimento consistente do mercado de seguros e, com ele, a galopante acumulação de dados sobre a matéria-prima dos seguros – os seus segurados — trouxe um foco especial da indústria da informação sobre cada etapa da extensa e complexa cadeia de valor da atividade securitária.

Nessa fase acima, que faz parte do passado, houve uma oferta substancial de tecnologias aplicadas aos seguros com origem em empresas especializadas na área e que promoveram intenso diagnóstico das companhias incumbentes, aportando para elas novos sistemas de informações em linha com a digitalização já em curso nos países exportadores de inovações. A essa época, os mercados mundiais viviam o questionamento das atividades que não deveriam fazer parte da natureza própria e direta de seus negócios, resultando na disseminada terceirização de atividades intensivas em tecnologia.

A sustentação da produção digital em escala integrada no mundo chegou mesmo à criação de um eufemismo de modernidade alcunhado de “disrupção”. Mas o fato é que a oferta, pela indústria da tecnologia da informação, às empresas seguradoras, de substitutos práticos dos sistemas acumulados pelas gigantescas cargas de dados e a liderança assumida pela inteligência artificial aceleraram a transformação da indústria de seguros para que se adaptasse ao universo mental e comportamental de um novo consumidor.

Tanto quanto no sistema financeiro, o monumental número de transações entre partes integra a natureza do sistema de seguros. Neste, a diferença, para mais, é que há uma complexidade maior de produtos e serviços e que também se trata de informações pessoais de granularidade ausentes de outros setores de atividades. É por essa razão que, atualmente, toda a atenção está sendo dirigida para o topo da revolução tecnológico-digital no espaço dos seguros, que é o open insurance. Que não é propriamente, como querem alguns, um marketplace, porque esse mercado já existe há séculos. Já há transações consolidadas entre as suas partes, chamadas de consumidor, seguradora, corretor e governo regulador. O que se cuida agora é da ampliação do conteúdo dessas transações e da forma como essas transações estão previstas para acontecer.

No open insurance, a forma de transacionar-se as informações está dominando o conteúdo. Isso porque foi criado um novo negócio. Esse novo negócio está sendo formado por um conceito de empresa tecnológica interveniente no mercado: que primeiro era a “registradora” de dados das seguradoras junto ao órgão regulador, a Susep. E que agora foi expandido para a “registradora” de dados das seguradoras no marketplace e, depois, para uma empresa de tecnologia de intermediação chamada de “iniciadora de serviços”. A expertise comum a tudo isso é a tecnologia dos seguros, a que criou uma competência específica, a das insurtechs.

Colocado em marcha o processo de open insurance, as insurtechs, em suas mais variadas formas e tamanhos, buscarão estar presentes. Porém a história da revolução tecnológica no setor de seguros mostra que caberá às seguradoras – as que aportam o capital necessário, tomam riscos e fazem a gestão do negócio – decidir se preferirão terceirizar suas atividades para as empresas que quiserem entrar nesse novo negócio, ou fazer o “funil” de escolhas e tomar para si o destino dos dados que acumularam durante décadas, internalizando, como autênticas “registradoras”, a captura, o tratamento e o oferecimento de dados pessoais que formam o seu patrimônio e diferencial competitivo e que precisam de maior responsabilidade de guarda em face da nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

*artigo publicado originalmente no jornal Correio Braziliense

Lucro da Alper avança 121% no semestre, para R$ 3,9 milhões

Fonte: Alper

 A Alper Consultoria em Seguros encerrou o segundo trimestre do ano com receita líquida R$ 32,6 milhões, avanço de 43,5%. O Ebtida ajustado somou R$ 6,2 milhões e margem de 19,1%, 6,3 ponto porcentual maior que o do segundo trimestre do ano passado. No ano, o lucro cresceu 121,7%, para R$ 3,9 milhões e a receita líquida somou R$ 63,4 milhões, ante R$ 47,9 milhões registrados no primeiro semestre de 2020. 

De acordo com o CEO da companhia, Marco Aurélio Couto, o bom resultado aliado ao crescimento orgânico, refletem o avanço e a conclusão de novas e importantes aquisições que aceleram nossa oferta completa de produtos e expansão geográfica. 

Recentemente, a empresa anunciou a parceria para comercialização de seguros com a AgroGalaxy, um dos maiores canais de vendas de insumos agrícolas do país. Além disso, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a parceria com a Caixa Seguridade. 

Nos últimos três anos a Alper adquiriu oito corretoras, que representam mais de R$ 50 milhões em receita bruta por ano. E o apetite por boas oportunidades continua. “Como consolidador relevante no mercado de seguros, e após o sucesso da captação concluída em abril, seguimos com um pipeline robusto de oportunidades em M&A, e esperamos anunciar novas aquisições ao longo dos próximos meses”, revela Couto. 

Dando continuidade à estratégia de investimento em tecnologia e desenvolvimento de soluções digitais, em junho a Alper lançou o SOL (Surety Online), plataforma que permite a emissão automática de apólices de seguro garantia recursal e judicial, com total controle e gestão direta feita pelos clientes. “A plataforma permite a emissão automática de apólices de seguro de garantia recursal e judicial, com total controle e gestão direta feita pelos clientes, desburocratizando o acesso às informações relacionadas aos seguros garantia.” explica o executivo.

Mudança organizacional

Lucas Neves, que ocupava a cadeira de CFO há mais de três anos na companhia, passou a ser o novo diretor de Bancassurance Cativas e Canais, desenvolvendo novas frentes de negócio e assumindo projetos de extrema relevância para a Alper. O executivo será responsável por estruturar e implementar projetos relevantes e estratégicos, além de fomentar e desenvolver novas parcerias. 

Para o seu lugar, a companhia contratou Guilherme Netto, que assume como CFO e Diretor de Relações com Investidores. Netto tem larga experiência no mercado corporativo e financeiro, tendo atuado com M&A pelo HSBC, em Londres. O executivo também tem passagens pela Gávea Investimentos e Perenne Investimentos. 

“Os resultados que colhemos são reflexo do trabalho dos nossos colaboradores, mesmo diante de todas as adversidades que o momento impôs a todos nós. Continuaremos engajados para ofertar sempre os melhores produtos e serviços aos nossos clientes, dando o melhor suporte possível em todos os momentos”, afirma Couto. 

Executivos da Sabemi abordam transformação digital na empresa em Webinar da Alteryx

Sabemi

Fonte: Sabemi

A Sabemi, uma das principais seguradoras do Brasil, terá a oportunidade de apresentar detalhes sobre a transformação digital pela qual a empresa vem passando em um Webinar da Alteryx, renomada empresa norte-americana de software. O evento online será no dia 18 de agosto, às 17h, e terá como foco as mudanças na área de inteligência de negócios da companhia, por meio da automação de processos com dados e Analytics. A palestra contará com as apresentações de William Teixeira Damé da Silva, Analista de Inteligência de Negócios da Sabemi, Matheus Beck Fischer, Gerente de Inteligência de Negócios da seguradora, e Murilo Fermino, Gerente de Marketing da Latam e representante da Alteryx, que será mediador do evento. 

Com os investimentos em inovação e otimização de processos, diversos serviços e atividades desempenhadas pela empresa se tornaram mais ágeis, como a geração e manutenção da carteira de clientes, que antes consistia em processo manual de 45 horas, e passou a ser um Workflow automatizado de 20 minutos. Com o trabalho da área de Inteligência de Negócios, atualmente, é possível extrair e manipular dados comerciais de forma automatizada e utilizar as informações para alimentar um modelo preditivo que auxilia o time de vendas em suas tomadas de decisões. 

No evento, a Sabemi irá apresentar ao público estes diversos resultados obtidos pela empresa na jornada de transformação digital e modernização da área de inteligência de negócios, de modo a inspirar outras empresas e contribuir na reflexão sobre a importância da automatização dos processos. Serão abordados também os desafios e perspectivas da seguradora com relação ao futuro da análise de dados e automação das atividades. 

Para participar do Webinar, que será transmitido ao vivo, basta realizar a inscrição neste link , de forma gratuita. 

Serviço
Evento online: “Veja como a Sabemi transformou sua área de inteligência comercial por meio da automação de processos com dados e Analytics” 
Quando: 18 de agosto 
Horário: das 17h às 18 
Inscrições: gratuitas no site da Alteryx

Nova regulamentação torna seguro automóvel mais competitivo, afirma Antonio Trindade

Antonio Trindade

Fonte: FenSeg

A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) vê com otimismo a Circular Susep 639/2021, publicada nesta sexta-feira, que traz uma grande contribuição para modernizar o Seguro de Automóvel. As novas regras para estruturação e comercialização de contratos representam ganhos para toda a sociedade. Com normas mais flexíveis, fica aberto o caminho para ampliar a base de segurados, com produtos mais ajustados às necessidades do consumidor.

“O ambiente regulatório mais flexível está alinhado às melhores práticas internacionais envolvendo o Seguro Auto. Neste aspecto, o normativo traz benefícios significativos para o consumidor e para o mercado de seguros como um todo. A padronização de produtos deixa de ser a forma clássica de atuação das seguradoras. A Circular estimula a criação de novos produtos, com claro ganho de eficiência. O resultado é o aumento da competitividade e da inovação no segmento”, afirma Antonio Trindade, presidente da FenSeg.

A FenSeg destaca alguns pontos importantes da Circular, que contribuem para ampliar o acesso ao Seguro Auto. Entre elas, a possibilidade de contratação do seguro de Responsabilidade Civil Facultativa em nome do condutor, sem a vinculação com um veículo específico. Da mesma forma, cabe destacar a formatação de combos de coberturas, abrangendo diferentes situações de riscos do veículo e ainda possibilidade de ofertar produto para atendimento exclusivo em rede referenciada até então vedada para o segmento de automóveis.

Hoje, em todo o Brasil, pouco mais de 30% da frota circulante de veículos possui algum tipo de cobertura securitária. O mercado vem se recuperando gradativamente desde o início da pandemia. De janeiro a junho, o volume acumulado de prêmios soma cerca de R$ 17,5 bilhões, uma expansão nominal de 6,8% em relação ao mesmo período de 2020.

Importante ressaltar que as mudanças foram precedidas de ampla Consulta Pública. A revisão das normas traz uma série de contribuições para o desenvolvimento do Seguro Auto, com apoio da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Sindicatos de Seguradoras (SindSegs) e representantes da sociedade civil.

Resolução Normativa nº 470 da ANS é tema de debate

Fonte: CNseg

Promovido pela Revista Justiça & Cidadania, com apoio da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o “Seminário Análise Econômica dos Atos Regulatórios na Saúde Suplementar” , realizado em 12/08, possibilitou a reflexão e o debate sobre a  Resolução Normativa nº 470, editada em julho pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Na abertura do evento, o ministro Humberto Martins, presidente do STJ, afirmou que o tema da saúde suplementar ainda é “incipiente e controverso no Brasil”, desde a aprovação da Lei 9.656/1998. O ministro avaliou que a existência de planos anteriores e posteriores à criação da Lei são as maiores fontes de conflitos de um processo regulatório “implicando na coexistência de dois mundos com regras contratuais e possibilidades regulatórias distintas”, gerando beneficiários com direitos diferenciados. O magistrado chamou ainda a atenção para o papel do STJ na uniformização das decisões “oferecendo segurança jurídica sobre saúde complementar”.

Já o ministro Paulo de Tarso Sanseverino, do STJ, lembrou que o histórico da saúde suplementar no Brasil vai completar 100 anos em 2023, o que coincide com a edição Eloy Chaves. “Desde então, a saúde suplementar no Brasil teve um crescimento exponencial e chegou a 50 milhões de usuários em 2014 e, em função das crises econômicas, temos, atualmente, em torno de 47 milhões, o equivalente a 22,5% da população”. Para o magistrado, a pluralidade de fontes normativas e as características dos contratos de saúde suplementar – mutualismo, liberdade de vinculação e longa duração contratual – impactam diretamente na jurisprudência. 

“A saúde suplementar tem a sua raiz na Constituição Federal, no artigo 197. Mas, ao mesmo tempo, a Constituição coloca como um dos seus princípios os pilares fundamentais do nosso Estado democrático de Direito a dignidade da pessoa humana, que tem íntima relação com as questões de saúde. Temos ainda uma lei específica para os planos de saúde, a 9.656 de 1998, e temos ainda a lei que criou a ANS, a 9.961/2000”.  O ministro lembrou ainda do Código de Defesa do Consumidor, de 1990, do Código Civil, de 2002 e do Estatuto do Idoso, de 2003. 

O magistrado dividiu ainda as questões que chegam ao Judiciário em três grandes grupos: vínculo contratual, extensão da cobertura e questões procedimentais. Sobre isso, o ministro revelou que há uma divergência de entendimento no STJ. Enquanto a Terceira Turma mantém um entendimento mais tradicional, no que seria um “rol exemplificativo”, levando em conta a complexidade de fontes normativas, a Quarta Turma opta por aplicar o modo mais restritivo, o “rol taxativo”. E explicou que esse entendimento deve ser uniformizado.

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do STJ, abriu o Painel I sobre “A resolução 470 da ANS”, destacando que o debate tinha como foco principal o rol da ANS. “O rol taxativo é um dos principais fundamentos do equilíbrio econômico”, avaliou. “A 2ª Seção do STJ está em vias de decidir se o rol é taxativo ou exemplificativo. A jurisprudência era pacífica pela natureza meramente exemplificativa, mas em 2019, a 4ª Turma do STJ reconheceu a natureza taxativa do rol de procedimentos”, explicou.  O magistrado ressaltou que o tempo de atualização do rol alterado pela Resolução 470 da ANS deve ser levado em conta na análise da questão.

 “A saúde é uma coisa cara a todos nós. A racionalidade acaba quando verificamos que uma pessoa está precisando de ajuda e uma questão jurídica, contratual, impede. É diferente da locação, da prestação de um carro, que estamos acostumados a julgar”, afirmou. O magistrado ponderou que “por outro lado, temos o empresário com suas aspirações legítimas e importantes para toda a sociedade, que o serviço seja bem prestado. É um tema difícil e sensível”.

Dando continuidade ao Painel, o Diretor-Presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, Paulo Rebello, afirmou que das 150 mil reclamações recebidas pela agência, 90% são resolvidas por meio do instrumento Notificação de Investigação Preliminar (NIP). Rebello destacou ainda que a norma nº 470, que vai entrar em vigor no dia 01/10/2021, vai romper o conceito do ciclo de atualização do rol, que passará a acontecer a cada seis meses.

“O rol é um instrumento importante para o consumidor, para o setor da saúde suplementar e garante mais segurança jurídica para os instrumentos contratuais. Em síntese, o rol determina o procedimento em saúde que o beneficiário tem ou não direito através do seu plano de saúde.” O diretor destacou ainda que é fundamental “buscar o equilíbrio e a sustentabilidade” para que o sistema continue entregando assistência, pois um desequilíbrio no cerne do mutualismo “pode causar riscos à assistência do beneficiário”, afirma. 

Fechando o painel, o médico oncologista Stephen Stefani, especializado em Economia da Saúde, avaliou a utilização de novas tecnologias. Ele explicou que no passado, os médicos tomavam decisões baseadas na intuição, além de sinais e sintomas do paciente. Atualmente, os estudos clínicos e as evidências são os fatores levados em consideração. E no futuro, as decisões médicas terão o respaldo de algoritmos garantindo a precisão. O médico chamou a atenção para os preços dos novos medicamentos oncológicos que entram no mercado, cada medicamento custa em torno de R$ 50 mil por mês, por isso, cabe ao médico avaliar o real benefício na qualidade de vida do paciente decorrente desse custo. O oncologista citou um estudo chamado “Choosing Wisely”, da American College of Physicians, para destacar a importância de equilibrar recursos que não são infinitos entre vários pacientes. Para isso, usou um exemplo didático.

“Se eu chegar no consultório e tiver dez pacientes e eu gastar quatro horas para atender o primeiro, estou prejudicando os outros nove. Eu tenho que ter um pouco de responsabilidade na hora de distribuir o meu tempo, que é um bem indivisível, e garantir que todos saiam de lá realmente atendidos”, explicou.  “O Brasil gasta aproximadamente 10% do PIB em saúde. Não é um número ruim, o problema é que mais da metade disso se gasta com 25% da população que tem plano de saúde. Obviamente que se os custos do plano ficam muito onerosos por conta de uma série de incorporações que não estavam no cálculo atuarial, isso vai empurrar mais pessoas para o SUS”, afirma.

 Questões econômicas

Na abertura do segundo painel, Análise Econômica dos Atos Regulatórios, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva reconheceu que as decisões judiciais, em sua maioria, não levam em contas as consequências econômicas no setor de Saúde, mas a dimensão custo é fundamental para que o sistema seja minimamente viável.

“Isso começa a mudar com a lógica consequencialista, na qual o juiz, o administrador e o aplicador do Direito são obrigados a levar em conta as consequências que as suas decisões terão no mundo real”, avaliou. O ministro afirmou que “a chamada Lei de Liberdade Econômica também introduziu a Análise de Impacto Regulatório, ferramenta que já é vastamente usada no mundo inteiro e que é fundamental para que se possa aquilatar o custo e o benefício de uma determinada regulação”.

A economista Ana Carolina Maia, da Universidade de São Paulo (USP), deu sequência ao painel alertando que a gestão do negócio pode ser dificultada com liberação de procedimentos fora do rol.

“Com o rol exemplificativo, operadoras passam a desconhecer despesas futuras, e não podem assumir contratos, uma vez que não podem garantir fluxos de pagamento para prestadores e formação de rede suficiente”, explica.

Fechando o painel, a atuária e diretora de Saúde do IBA, Raquel Marimon, lembrou que todo e qualquer novo custo, seja com remuneração dos prestadores, seja com oferta de novas tecnologias médicas, é incorporado ao preço do produto, tornando-o cada vez mais caro para empresas ou pessoas físicas a compra de cobertura de Saúde. “Hoje, os custos com planos de saúde representam 10% ou 12% das despesas das empresas, um gasto que, no fim das contas, deixa de ir para o bolso do trabalhador ou deixa de fora do sistema um número crescente de pessoas que compram proteção individualmente”, avaliou. 

Ao encerrar o encontro, o ministro Luiz Felipe Salomão, do STJ, destacou que o webinar explicitou alguns dos desafios sérios que envolvem a Saúde Suplementar e sua sustentabilidade. “O índice de judicialização tem crescido e embora seja um setor regulado, o que faria com que as regras das agências impedissem a judicialização, o que assistimos é exatamente o contrário”, afirmou. O evento teve a apresentação do editor-executivo da Revista Justiça& Cidadania, Tiago Salles. 

Oxigênio Aceleradora seleciona startups para participar do 11° ciclo de aceleração

oxigenio aceleradora

Fonte: Oxigêncio

A Oxigênio Aceleradora selecionou as dez startups que irão participar do seu 11° ciclo de aceleração. O programa, que tem foco na geração de negócios, oferece um processo mais simplificado e uma série de benefícios para startups que precisam de incentivos para dar andamento aos seus projetos. Este ano, o processo conta com a parceria da Liga Ventures, responsável pela gestão de aceleração, e terá duração de quatro meses.

“A Porto Seguro segue com o seu foco principal pela busca por inovação e criação de oportunidades de negócios. Já temos mais de 75 projetos produzidos pelo programa de aceleração da Oxigênio e continuamos na busca de soluções inovadoras para o empreendedorismo brasileiro”, afirma o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Porto Seguro e Oxigênio Aceleradora, Mauricio Martinez.

Confira abaixo as startups participantes do décimo primeiro ciclo de aceleração:

Certdox: plataforma flexível de serviço digital que provê a conexão automatizada de operações, contratos e garantias com Cartórios, e toda e qualquer Entidade Oficial de Registro. (https://certdox.com.br/);

Zaig: oferece soluções completas para Antifraude e Compliance. Apresentando soluções disruptivas e seguras, além de trazer tranquilidade e confiança para seus clientes em um mundo digital com crescentes ameaças. (https://zaig.com.br/);

Juit: legaltech que entrega tecnologias sofisticadas para o mercado jurídico. Oferecendo aos operadores do Direito a capacidade de tomar decisões baseadas em dados. (https://rimor.juit.io/teste-gratis);

Fligoo: empresa global de tecnologia situada em São Francisco, Estados Unidos, desde 2013. Com mais de 7 anos de experiência trabalhando com Advanced Analytics and Decision Science, desenvolve soluções inteligentes baseadas em uma estrutura de algoritmos própria usada por líderes globais nas indústrias de Serviços Financeiros e Varejo. (https://fligoo.com/);

Health id lab: realiza predições de Doenças e Estratificação do Risco Saúde para aproximar Operadoras de Saúde ao seu beneficiário. Os sistemas Health ID entregam detalhado conhecimento beneficiários das Operadoras. (https://www.healthidlab.com/);

Octágora: empresa brasileira de tecnologia que desenvolveu e fornece uma plataforma corporativa de assistência visual e colaboração remota por vídeo, facilitando o diagnóstico e resolução de problemas técnicos de forma interativa e eficiente. (https://octagora.com.br/);

Cinnecta: plataforma que permite que empresas conheçam melhor o seu consumidor por meio de inteligência de dados. Os algoritmos utilizados auxiliam na produção de insights e estratégias que ajudam a gerar valor para o negócio. (https://cinnecta.com/);

Pareto: software RPA que vem contribuindo com mais de 12 mil empresas em 84 países a atingirem a máxima performance em times de marketing, através de uma poderosa plataforma IA de automação ponta-a-ponta. (https://pareto.io/pt-br/);

Play2Sell: desenvolve games que transformam os treinamentos numa jornada divertida e engajadora, aumentando a taxa de conversão em vendas. (https://www.play2sell.com/);

Ololu: plataforma completa para vendas de consórcio, feita por especialistas. Oferece liberdade para vender sem vínculo empregatício, com todas as ferramentas e recursos disponíveis de grandes bancos e administradoras. (https://ololu.com.br/plataforma-digital).

Para mais informações sobre o funcionamento e inscrições para os programas da Oxigênio Aceleradora estão no site: oxigenioaceleradora.com.br.

Sincor-SP cria Plantão Regional para atender corretores de todo o Estado

Fonte: Sincor-SP

o Sincor-SP acaba de criar o Plantão Regional. Um serviço de atendimento online da categoria em diversas regiões do Estado de São Paulo. O calendário está disponível na área de Benefícios do site da entidade.

Mensalmente, os diretores regionais do Sincor-SP irão realizar os atendimentos com os corretores locais para dar orientações profissionais, tirar dúvidas sobre os benefícios da entidade, receber demandas regionalizadas, além de fortalecer o networking da categoria.

“É o Sincor-SP de portas abertas para ouvi-lo”, diz o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo. “O atendimento nas Regionais do Sincor-SP já existe de maneira eficaz. O que vamos fazer agora é aproximar, ainda mais, o diretor regional dos corretores, com o objetivo de entender e solucionar, de maneira ainda mais rápida, as demandas de cada região”, explica Camillo.

A iniciativa conta com a organização do 1º secretário, Marcos Abarca. Segundo ele, esse período de transformação, impulsionada pelo isolamento social, fez com que o Sincor-SP se preparasse tecnicamente para ampliar os serviços no ambiente digital. “Tivemos essa adaptação, com as Comissões Técnicas, permitindo que os corretores tenham acesso mais rápido aos especialistas de cada ramo, e, agora, queremos encurtar o caminho para que os corretores conversem com a nossa diretoria local.”

Abarca aponta que com o Plantão Regional será possível ouvir os corretores locais e já demandar os pedidos aos departamentos internos, agilizando as tratativas. “Imaginem que, durante o Plantão de Araçatuba, por exemplo, o diretor regional ouça diversas reclamações a respeito de determinado fornecedor ou seguradora no atendimento ao segurado. Com esses registros, o diretor já poderá encaminhar o caso para a nossa Assessoria Técnica ou direcionar para a Comissão Intersindical discutir e buscar melhorias no processo da região. Realmente, estaremos muito mais ágeis para resolução dos problemas do corretor”, exemplifica Abarca.

Cada regional tem um dia do mês específico para fazer o atendimento. Para acompanhar de maneira mais clara os dias e horários, os corretores podem acessar o calendário no site do Sincor-SP. “Definitivamente, estamos mostrando aos corretores que nossas Regionais estão mais atuantes do que nunca”, conclui Camillo.

Susep simplifica seguro auto a partir de 1º de setembro

Solange Vieira Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou hoje (13), no Diário Oficial da União (DOU), a Circular nº 639, que dispõe sobre regras e critérios para a operação de seguros do grupo automóvel. A nova norma, que entrará em vigor no dia 1º de setembro, simplifica e flexibiliza o seguro auto e visa a inclusão e a ampliação de acesso, promovendo o desenvolvimento do mercado. 

O seguro auto é uma das principais modalidades do país, responsável pela arrecadação de R$ 17,43 bilhões em prêmios no primeiro semestre do ano. O valor é 6,8% superior ao do mesmo período de 2020. No entanto, dados do Denatran e da Susep indicam que apenas 16% da frota de veículos no Brasil tinha cobertura de seguros em 2019, número que chega a pouco mais de 33% se considerados apenas veículos com até 10 anos de fabricação. Para a superintendente da Susep, Solange Vieira, a circular representa uma ação importante no processo de acesso ao seguro e desenvolvimento do setor. “Temos trabalhado para que o seguro seja cada vez mais uma opção para que o cidadão possa se proteger e proteger seu patrimônio. As mudanças no seguro auto propiciarão muitas oportunidades para o mercado e, principalmente, para novos consumidores de seguro. Trata-se de oferecer mais acesso e possibilidade de escolhas”, afirma Solange. 

Entre as mudanças implementadas pela Autarquia está a possibilidade de o seguro ser contratado sem a identificação exata do veículo. Esta medida, alinhada a práticas internacionais, aumenta, por exemplo, o acesso a motoristas de aplicativos e condutores que já adotam o compartilhamento de automóveis, utilizam carros por assinatura ou alugados. 

Outras novidades são a possibilidade de comercialização de coberturas de casco abrangendo, de forma isolada ou combinada, diferentes riscos a que esteja sujeito o veículo segurado. A permissão para estruturação de coberturas de casco de forma parcial, com assunção apenas de parte do risco pela sociedade seguradora, e a exclusão de limite para caracterização de indenização integral permitirão maior diversificação de produtos e preços, atendendo às necessidades e preferências de diferentes consumidores. “Esperamos um crescimento significativo do mercado nos próximos anos, com ampliação de cobertura, inclusão e, principalmente, inovação. E, a partir de agora, as bases para um ambiente favorável à competição e novos negócios, com menos restrições regulatórias, estão lançadas”, afirma o diretor da Susep, Rafael Scherre. 

Além disso, será possível a contratação de coberturas de responsabilidade civil facultativa, assistência e acidentes pessoais de passageiros vinculadas ao condutor, independentemente de quem seja o proprietário do veículo. “A proposta traz grande flexibilidade em relação às regras atuais. Esperamos novos produtos e mais segurados, sempre com boas práticas de conduta e total transparência por parte das seguradoras”, explica Mariana Arozo, coordenadora-geral de regulação de seguros massificados, pessoas e previdência da Susep.