Open Insurance é positivo, mas é preciso ter muita atenção com a segurança dos dados, afirma Marcio Coriolano

“Os seguros, como um todo, sempre tiveram um papel muito importante na sociedade devido à sua própria natureza, ligada à proteção de pessoas, famílias e empresas contra riscos de todo tipo”, afirmou logo na abertura o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, entrevistado desta segunda-feira, dia 23, da Maratona do Seguro, evento organizado pelo jornal do Seguro (JRS). Segundo Coriolano, essa importância do seguro, que vem desde os tempos das grandes navegações, torna-se ainda maior na atualidade da pandemia, como agora vivemos. “Este momento dramático da sociedade brasileira e mundial despertou ainda mais a aversão das pessoas e empresas ao risco”, afirmou. 

O impacto da pandemia no setor segurador 

O presidente da CNseg lembrou que os últimos 10 anos foram muito promissores para o seguro, porque motivados pelo crescimento, na sociedade, da consciência da importância desse instrumento de proteção contra riscos de todas as espécies. No final de 2019, disse, todos estavam animadíssimos com a taxa de crescimento de 12,9% do mercado de seguros, mas veio a pandemia em março de 2020 e a queda foi “vertiginosa”, com a recuperação tendo início em junho, apesar de apresentar taxas não tão positivas quanto antes. Recuperação, esta, potencializada pela conscientização dos riscos que corremos gerada pela pandemia, mas também devido à tecnologia disponível para permitir o isolamento dos profissionais do setor sem que isso impactasse na oferta dos seus produtos. Agora, em 2021, afirmou, nota-se que o setor já volta a patamares pré-pandemia, com destaque para os segmentos de saúde suplementar e de vida, além do seguro residencial, que ganhou mais importância a partir do momento em que a residência passou a também ser local de trabalho e de educação dos filhos. Coriolano também citou o bom desempenho dos seguros rural, de transporte, – principalmente de carga -, e de responsabilidade civil. 

O ambiente regulatório 

Sobre as mudanças no ambiente regulatório, o Presidente da CNseg afirmou que a atual diretoria da Susep assumiu com o intuito flexibilizar os normativos de produtos, para permitir que as seguradoras aumentem a sua oferta com menores “custos de transação”. Entretanto, ele acha que é cedo para se fazer qualquer tipo de ilação sobre o efeito dessa flexibilização normativa sobre o crescimento do mercado.  

A respeito das questões ASG (Ambientais, Sociais e de Governança), Coriolano comentou que tanto os reguladores, quanto as empresas, estão cada vez mais atentos a esses atributos de governança e começam a sair do discurso para a prática, mencionando recente consulta pública do Banco Central sobre o sistema financeiro, que deve chegar logo ao setor de seguros.  

O open insurance 

Quando questionado a respeito do open insurance, ele disse ter, em geral, uma visão positiva e explicou que esse modelo se baseia em três pilares: mais eficiência das informações fornecidas pelas seguradoras para a Susep, nova estrutura de informações eletrônicas fornecidas pelas seguradoras para os consumidores e obrigatoriedade de transações de informações eletrônicas entre as seguradoras. Entretanto, na opinião dele, diferentemente do que ocorre na Europa, no Brasil o open insurance está sendo implantado de maneira muito acelerada, sem que haja tempo hábil para as seguradoras amadurecerem os processos envolvidos. Além disso, também há uma preocupação grande em relação ao sigilo das informações que, em caso de falhas, pode ter impactos muito negativos no setor, principalmente depois da entrada em vigor da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). 

O problema das associações de proteção veicular 

Sobre as associações de proteção veicular, o Presidente da CNseg afirmou que ninguém pode ser contra a associação de pessoas para defenderem uma causa ou para fins econômicos. Porém, de acordo com a legislação brasileira, essas associações só podem funcionar se os produtos ou serviços ofertados forem direcionados exclusivamente a esses grupos fechados de associados, diferentemente do que ocorre com essas associações que comercializam a proteção veicular para potencialmente toda e qualquer pessoa. “Nós não somos contra a competição, mas contra uma concorrência desproporcional em termos de atendimento a exigências”. Ele argumentou que, enquanto as seguradoras precisam observar uma série de requisitos regulatórios que, além de gerarem custos, geram responsabilidades, essas associações não possuem nenhum tipo de exigência regulatória, nem mesmo as relacionadas ao Código de Defesa do Consumidor (CDC). “Já são mais de 500 ações transitando no judiciário contra essas associações e os resultados têm demonstrado que a razão está do nosso lado”, afirmou.  Coriolano também disse que o desejo do setor é que o Governo dê celeridade ao Projeto de Lei que leva essas associações para o mesmo ambiente regulatório das seguradoras. 

Em suas considerações finais, o Presidente da CNseg afirmou que o papel da Confederação é trazer o máximo de informação possível para que a sociedade possa fazer as melhores escolhas em termos de proteção securitária. 

A Maratona do Seguro vai até o dia 25, contando com mais de 15 horas de transmissões pelo canal do Jornal do Seguro (JRS) no YouTube com diversas lideranças do mercado brasileiro.  

Alta da projeção da inflação reflete a probabilidade menor de cenário otimista

Pedro Simoes CNseg

Inflação e juros em alta e crescimento em baixa nas projeções do Boletim Focus do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira (23). O documento reúne a estimativa de mais de 100 instituições do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos. A previsão do mercado financeiro para a inflação de 2021 atingiu 7,11%, 20ª alta na projeção para o IPCA. Há um mês, a previsão estava em 6,56%. As perspectivas do mercado financeiro para a atividade econômica deste ano recuaram mais uma vez, de 5,28% para 5,27%. Há um mês, o crescimento projetado era de 5,29%. A previsão é que a Selic encerre o ano em 7,5% ao ano, se mantendo no mesmo patamar ao longo do próximo ano.

“Praticamente todos os pilares de um cenário mais otimista foram abalados”, afirma Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras. “O mercado apostava que com um impulso do crescimento da economia mundial, alguma solução razoável para a questão fiscal e o andamento da agenda de reformas, mesmo que desidratadas e lentas, seria possível crescer um pouco mais e, com ajuda da consequente apreciação cambial que viria desse cenário mais favorável, controlar a inflação com um aumento mais suave dos juros. Mas pela análise do boletim divulgado, vemos que o otimismo foi abalado e pode piorar nas próximas semanas”, acrescenta o economista.

Juntam-se a um cenário já complexo as tensões políticas que se acumulam, com disputas explícitas entre os poderes da República, testando a resistência das instituições, comenta Simões. “Para complicar ainda mais uma conjuntura já complexa e adversa, teremos ainda que lidar com o impacto da crise hídrica, num momento em que o país atravessa a pior seca em quase um século, com consequências sobre a inflação e, possivelmente, também sobre o crescimento em um cenário mais extremo, mas possível”, finaliza o economista.

Leia a íntegra do Boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas produzido pela CNseg

SulAmérica patrocina Expert XP 2021 com participação em três painéis sobre saúde financeira

A SulAmérica Investimentos, uma das maiores assets independentes do Brasil, patrocina a edição 2021 da Expert XP, o maior festival de investimentos do mundo e que acontece entre os dias 23 e 26 de agosto. Mostrando a importância do equilíbrio entre saúde emocional, física e financeira, conceito a que chama de Saúde Integral, a SulAmérica reforçará o compromisso de apoiar as pessoas a tomar as melhores decisões em todos os momentos da vida. No evento, a empresa participará de três discussões importantes sobre saúde financeira, assessoria de investimentos e open insurance. 

O primeiro painel, exclusivo para assessores, será já nesta segunda-feira (23), às 16h, e contará com as participações de Daniel Fonseca, head de Distribuição da SulAmérica Investimentos, e de Luis Garcia, diretor de Investimentos da asset. Um dia depois, no dia 24, às 14h, promoverá uma learning session sobre open insurance, na qual o diretor de Vida e Previdência da SulAmérica, Victor Bernardes, explicará os benefícios do novo marco para o mercado de previdência. 

Por fim, no dia 25, às 14h, em mais uma palestra aberta para o público em geral, a especialista em psicologia financeira Vera Rita Ferreira e o vice-presidente de Investimento, Vida e Previdência da SulAmérica, Marcelo Mello, conversarão sobre a relação entre saúde financeira e saúde emocional. 

Fundada em 1996, a SulAmérica Investimentos administra os recursos dos clientes com transparência, rigoroso controle de risco, foco em retornos consistentes e visão de longo prazo. Há 12 anos consecutivos, a SulAmérica conquista a nota máxima na avaliação de gestores de fundos de investimentos da Standard & Poor’s (AMP-1 – Muito forte). O portfólio diversificado com produtos de previdência e investimentos traz opções customizadas para cada perfil de cliente e estratégia. 

Foi uma das primeiras assets, ainda em 2009, a se tornar signatária dos Princípios para o Investimento Responsável, rede apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com mais de 1.500 signatários em mais de 50 países, que representam mais de US﹩ 60 trilhões em ativos administrados, visando a estruturar um sistema financeiro global eficiente e sustentável. 

O Expert XP é gratuito e online. Acesse: https://eventoexpert.xpi.com.br/

Newe Seguros eleva lucro para R$ 6,5 milhões no 1o. semestre de 2021

Newe Seguros - Foto Bruno de Lima 005

Mesmo com toda a seca que afeta o lucro das companhias que atuam com seguro rural, a NEWE Seguros obteve crescimento no lucro líquido, passando dos R$ 800 mil registrado nos seis primeiros meses de 2020 para R$ 6,5 milhões de janeiro a junho de 2021. O valor está 45% acima do resultado obtido durante todo o ano passado, que fechou em R$ 3,9 milhões. Outro destaque dos resultados do primeiro semestre deste ano é o avanço das vendas para R$ 232 milhões em prêmios, acima dos R$ 65 milhões do mesmo período do ano passado. 

“O valor de vendas do primeiro semestre deste ano já e maior do que o registrado em 2020 inteiro, quando totalizamos em 12 meses R$ 170 milhões”, comemora o CEO Carlos Caputo. “Ou seja, já temos até junho 40% a mais este ano do que todo o ano passado”, acrescenta. A expectativa é encerrar 2021 acima de R$ 400 milhões, mantendo o ritmo de crescimento de vendas com lucratividade. 

Segundo Caputo, o bom desempenho da companhia, que completa dois anos de carreira solo, com a saída da Markel em junho de 2019, vem dos investimentos na contratação de pessoas especializadas para cada nicho de negócio que atua e em tecnologia de ponta para prestar um atendimento ágil aos clientes e poder subscrever riscos com boa margem de segurança, mantendo o índice combinado (indenizações e despesas menos vendas) abaixo de 100%. 

“Somos especializados em rural, garantia e responsabilidade civil. Os três nichos com maior índice de crescimento no mercado segurador. De janeiro a junho deste ano, o mercado de seguros brasileiro cresceu 19,8%, com arrecadação de R$ 145,1 bilhões”, destaca o executivo. O seguro rural avançou 37,9% e o seguro de responsabilidade civil teve alta de 37,4%, segundo dados analisados pela Confederação das Seguradoras, a CNseg. “Nosso empenho está em sempre estar um passo a frente de nossos concorrentes, por meio dos nossos investimentos em especialistas e tecnologia”, afirma. 

Agronegócios, o grande encanto de Caputo

Financiar, semear, plantar, colher, alimentar. E fazer o seguro para garantir o ciclo virtuoso da produção que alimentará o mundo. Pensar neste processo preenche o dia a dia da carreira de Carlos Caputo. “Sou encantado pelo seguro agrícola, pois é ele quem pode mitigar perdas de uma atividade que tem como principal risco as intempéries do clima”. 

A evolução no campo é visível, com tecnologia embarcada para sementes, adubos, equipamentos e vendas. “Mas segue passível a condições climáticas que o produtor não tem como controlar, como chuvas, secas, ventos. Temos oscilações de temperaturas em um mesmo dia de 8 a 25 graus, que causam danos sérios a vários tipos de cultivos. E o seguro é quem pode mitigar esses riscos”, afirma Caputo. Se a lógica é tão clara – o agricultor sem seguro se endivida com bancos, cooperativas e fornecedores caso não tenha o seguro para recuperar parte da perda e recomeçar um novo ciclo de plantio – o que precisa ser feito para aumentar a área plantada coberta por seguro?

“Previsibilidade”, responde Caputo. “O produtor precisa ter a segurança que pode contar com o subsídio do governo”. O Prêmio do Seguro Rural (PSR) oferece ao agricultor a oportunidade de segurar sua produção com custo reduzido por meio de auxílio financeiro do Governo Federal. O Plano Safra 2021/22 entrou em vigor em 1° de julho, com R$ 1 bilhão para a subvenção ao PSR. O valor previsto permitirá a contratação de aproximadamente 158.500 apólices para proteger 10,7 milhões de hectares e um valor total segurado de R$ 55,4 bilhões. São números melhores do que os de 2020, com orçamento de R$ 881 milhões, que já foi o dobro de 2019, com 100 mil produtores atendidos no ano, 84% a mais que 2019 e 44% a mais que o recorde anterior.

O valor médio do subsídio utilizado pelo produtor em 2020 foi de 35%, com volume total de seguro rural de R$ 3 bilhões, alta de 36%. As indenizações também avançaram. As seguradoras pagaram em 2020 mais de R$ 2,46 bilhões, em comparação a R$ 1,9 bilhão de 2019. “Claro que comemoramos o avanço no valor do subsídio, que cresce a cada ano. Em 15 anos, o governo contabiliza a marca de 1 milhão de apólices subvencionadas pelo PSR. Mas ainda é pouco”, afirma o CEO da NEWE. 

Em outros países, governos incentivaram o seguro em vez do crédito. No Brasil, apesar do subsídio rural aumentar a cada ano, ainda há uma grande incerteza se os recursos serão liberados. Ter esta certeza ajudará a criar a cultura do seguro no agronegócio ao estimular o ciclo virtuoso. Mais produtores com acesso ao subsídio, mais investimentos das seguradoras em tecnologia para subscrever riscos, pagar indenizações, treinar peritos e implementar programas de gerenciamento de riscos junto aos produtores, que incluem cursos técnicos sobre como preparar a terra, qual a melhor época de plantar e de colher, qual a melhor semente, entre outros conhecimentos cruciais para ter uma colheita farta”.  

Comparado a outros países, este valor ainda é ínfimo. A China gastava o mesmo que o Brasil há 10 anos. Agora, investe 10 vezes mais em subsídios. Nos EUA, quase 100% da produção tem seguro. No Brasil ainda não chega a 20%. “Aqui, cada vez que temos uma catástrofe, produtores vão atrás do governo para refinanciamento, que tem um custo muito maior do que o seguro”, argumenta. Segundo ele, o incentivo dos governos norte-americano e chinês às empresas para compensar riscos desconhecidos foi o que popularizou o seguro.

Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram crescimento em torno de 29,5% em 2020, para R$ 6,8 bilhões no seguro rural. Com isso, o segmento saiu de 7% em 2019 para 8,7%, a segunda maior participação em vendas de seguros de danos, liderado apenas pelo seguro automóvel. A NEWE avançou no ranking rural. Em 2019 ocupava o nono lugar. Em 2020, o sétimo. “Nossa meta é terminar 2021 entre as cinco primeiras colocadas. No primeiro semestre fechamos na 3ª posição”, orgulha-se Caputo. Em 2021, a seguradora prevê contabilizar perto de 20 mil apólices comercializadas.

A jornada de Caputo é escancarar para todos que o agronegócio pode ser uma grande saída para todos no Brasil. “Se dermos condições para as famílias de pequenos produtores plantarem, traremos pessoas para o campo. Mas é preciso ensinar como fazer, além de subsidiar o seguro. Como melhorar a terra para ter melhor produtividade. Se tiver nutriente, a colheita será melhor. A grande saída para isso são as cooperativas. E o seguro pode ajudar a prevenir e melhorar a qualidade do risco. É preciso ter um projeto de longo prazo capitaneado pelo governo, que use o seguro como um incentivador de qualidade. Nós estamos muito interessados nesta jornada”. 

Fundos detêm mais de US$8,3 bilhões em ações das seguradoras de capital aberto no 1o semestre

fundos seguradoras acoes

Fonte: MZI

392 fundos e instituições, sendo 42% deles nacionais, encerram o 1o semestre com aproximadamente 8,3 bilhões de dólares em ações de seguradoras listadas na B3. Deste total identificado, 67% declararam posições em uma a duas empresas e 27% reportaram investimentos em três ou quatro companhias do setor de Seguros. 

Os dados fazem parte de levantamento elaborado pela área de Estudos da MZ, líder global em soluções para relações com investidores com dados extraídos dos relatórios fornecidos pelos fundos a reguladores, compilados pela FactSet® e disponibilizados pelo MZiQ®, plataforma de inteligência da MZ, das sete companhias listadas na B3 (Alper | APER3, BB Seguridade | BBSE3, Caixa Seguridade | CXSE3, IRB Brasil RE | IRBR3, Porto Seguro | PSSA3, SulAmérica | SULA11 e Wiz | WIZS3).  

De acordo com o mapeamento, Caixa Econômica Federal e Kapitalo Investimentos chegaram ao final de junho com investimentos em ações de 86% das empresas do setor. Muito em função de sua posição na Caixa Seguridade, também é da Caixa Econômica Federal o maior valor investido reportado nos relatórios durante o 1o semestre, com um montante de mais de US$ 6,8 bilhões, além de liderar a relação de empresas que mais aumentaram a quantidade de ações de seguradoras sob sua gestão em comparação com o último estudo publicado. 

Sobre o perfil de investimentos dos fundos identificados, o Turnover mais comum é o Very Low, que representa um portfólio com menos de 25% de rotatividade anual, tendo o Investment Adviser como o principal tipo. Já o estilo que mais contempla esses fundos é o Growth, que mira empresas que apresentam taxas de crescimento superiores à média do mercado. 

Conhecer os fundos que investem no seu setor é estratégico para uma empresa de capital aberto. A Identificação de fundos ajuda não só a aumentar essa experiência, mas também fornece ao profissional de Relações com Investidores insights sobre movimentações e possíveis targets de fundos que ainda não estão na base de investidores da companhia”, avalia Cássio Rufino, sócio da MZ. A multinacional brasileira é, desde 2004, responsável por 95% de todas as ofertas iniciais de ações do Brasil. 

Rappi começa a vender seguros para seus usuários

Fonte: Rappi

O RappiBank, braço de serviços financeiros do Rappi, fechou uma parceria com a startup W2.digital para oferecer, a partir de hoje (20), uma nova linha voltada para seguros e proteção de seus usuários. A novidade tem por finalidade reforçar a estratégia de produtos e serviços financeiros do superapp ao proporcionar cada vez mais segurança e comodidade para seus usuários.

“Nós, do RappiBank, queremos assegurar uma experiência completa para os nossos usuários. A parceria com a W2.digital vem para contribuir com essa visão e a oferta de seguros dentro da nossa plataforma é mais um passo para construção de um banco digital completo para pessoas físicas e jurídicas”, afirma Diego Gomes, diretor de estratégia e marketing do RappiBank.

“Produtos e serviços financeiros são essenciais para um ecossistema como o do Rappi. A partir da oferta de condições diferenciadas para produtos normalmente tradicionais, como cartão de crédito, seguros e empréstimos, criamos condições para que os participantes do ecossistema usufruam cada vez mais dos benefícios e oportunidades que eles oferecem”, explica João Paulo Félix, presidente do RappiBank.

A W2.digital disponibiliza seguros e produtos financeiros em diversos canais digitais, sejam eles apps, sites ou plataformas. Com a recém-anunciada parceria, a empresa integra sua tecnologia ao Rappi.

“Estamos muito felizes em fazer parte dessa grande transformação. A parceria entre Rappi e W2.digital permitirá que milhões de brasileiros tenham acesso a uma experiência única de contratação e uso destes seguros. Estamos apenas começando e esperamos ampliar o portfólio com mais produtos e ofertas até o final deste ano. A experiência RappiBank, com certeza, será única no mercado.” complementa Filipe Seixas, diretor de Experiência e Produto na W2.digital.

Seguros e previdência alcançam R$ 90 bilhões em aportes e prêmios no 1º semestre

Fonte: FenaPrevi

Mesmo diante de um cenário desafiador com os desdobramentos da pandemia que impediram maiores avanços na economia, nos primeiros seis meses de 2021 os mercados de previdência privada aberta e de seguro de pessoas seguiram crescendo e, somados, apresentaram resultado de R$ 90 bilhões em receitas.  

O montante, destrinchado, se refere a R$ 65,6 bilhões em contribuições nos planos de previdência aberta, com alta de 26,6% em relação ao ano anterior, mais R$ 24,4 bilhões em prêmios garantidos pelos ramos de seguros de pessoas, valor 16,3% maior do que o mesmo período de 2020. Em reservas, o segmento de previdência privada aberta administra R$ 1,037 trilhão, atualmente. 

Os dados são do último levantamento realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi. Apesar da curva ascendente, a publicação também revela alguns impactos causados pela pandemia. Um deles é o aumento dos resgates de previdência privada no semestre de R$ 49,2 bilhões, 22,2% acima do registrado em 2020. 

Saiba mais Jorge Nasser, presidente da Fenaprevi, fala sobre os desafios de previdência e seguro de vida

Ainda na leitura deste primeiro semestre, outro dado relevante é o volume de sinistros pagos no mesmo período (de R$ 9,41 bilhões, 77,1% maior que ano passado). Especificamente nos ramos Vida Individual e Prestamista, as indenizações quase dobraram (90%) em relação a 2020, indicando a relevância dos produtos aos segurados neste momento de adversidades.  

Segmentos apresentam recuperação  

Os números indicaram ainda o aumento de prêmios em algumas modalidades nos resultados do semestre, quando comparados a 2020. É o caso dos seguros Funeral (R$ 491 milhões, com alta de 29,9%), Educacional (R$ 23 milhões, aumento de 28%) e o de Doenças Graves/Terminais, que soma R$ 664 milhões e acréscimo de 27,4%. 

Os ramos Vida, individual e coletivo, permaneceram como os de maior representatividade: R$ 10,9 bilhões e 19,1% de crescimento nos prêmios, o maior resultado dos últimos 5 anos. Somente o Vida Individual arrecadou R$ 4,52 bi, registrando 34% de alta; já o Prestamista acumulou R$ 7,74 bilhões e teve alta de 18,1%. A modalidade foi fortemente afetada pelas restrições da pandemia, mas segue em recuperação desde o 2º semestre de 2020.   

Por outro lado, a dificuldade de retomada do turismo no Brasil e no mundo impactou o desempenho do seguro Viagem, que apresentou queda de 30,7% em relação ao 1º semestre do ano anterior e captou R$ 110 milhões em todo o período. 

Análise mensal 

Na leitura mensal (junho 2021), houve R$ 12,8 bilhões em aportes em previdência privada e R$ 8.2 bilhões em resgates, respectivamente 19% e 54% maiores que 2020. Já a diferença entre as contribuições e retiradas (captação líquida) foi de R$ 4,5 bilhões, 16% menor na comparação dos dois períodos. 

Nos seguros de pessoas, em junho, houve R$ 4,37 bilhões em prêmios e R$ 1,8 bilhão em pagamento de indenizações. A evolução percentual dos valores é de 23,1% e 85,9% quando confrontados os primeiros seis meses de 2021 e 2020. 

97 anos do Sindseg PR/MS terá painel com lideranças do mercado e mediação de Sardenberg

SindSeg PR/MS

Fonte: SindSeg-PR/MS

O aniversariante é o Sindicato das Seguradoras (Sindseg PR/MS) mas o presenteado é o mercado segurador com um painel em alto nível, na próxima quarta-feira (25) às 17h, mediado pelo jornalista de economia Carlos Alberto Sardenberg.

Com a presença confirmada do presidente da CNseg, Marcio Coriolano, e dos presidentes de seguradoras, Ivan Gontijo (Bradesco Seguros) e Murilo Riedel (HDI), além do anfitrião e presidente do Sindseg PR/MS, Altevir Prado, o evento debaterá “Cenários Econômicos: oportunidades e desafios para o mercado segurador”.

A programação prevê uma exposição inicial de Sardenberg sobre a situação econômica do Brasil e as perspectivas de retomada do convívio social com o avanço da vacinação, sob o ponto de vista das oportunidades para o mercado segurador.

Em seguida os painelistas vão debater os grandes temas do momento: a celeridade de mudanças nos marcos regulatórios, Open Insurance, Sandbox e a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

“A orientação é para que as respostas sempre tenham como pano de fundo o momento econômico e os novos modos de consumo. Será uma espécie de olhar para um futuro próximo com a esperada superação da pandemia. A ideia é entendermos as transformações que o mercado está passando e como devemos nos adaptar”, explica o presidente do Sindseg PR/MS Altevir Prado.

Inovação

O Sindicato das Seguradoras do Paraná e de Mato Grosso do Sul (Sindseg PR/MS) é uma das entidades sindicais regionais mais tradicionais e respeitadas do Brasil, mas recentemente vem se destacando também pela inovação.

A atual diretoria implementou iniciativas de vanguarda na área tecnológica, como Sindseg Connect, que veicula notícias do mercado pelas redes sociais, e agora, lança também a sua TV própria. A TV Sindseg PR/MS vai operar com conteúdo gravado, mas também ao vivo transmitido pelo canal do sindicato no YouTube, com link no site, exibindo matérias, entrevistas e informações sobre seguro nos dois estados que representa.

História

O Sindseg PR/MS surgiu quando Curitiba era uma cidade de pouco mais de 80 mil habitantes, em 1924, em formato de “Comitê Mixto”, que representava o mercado do Paraná e de Santa Catarina. A carta sindical foi concedida em dezembro de 1952, já desmembrado do estado vizinho. Grandes personalidades do mercado fizeram parte da diretoria, inclusive o ex-governador e ex-presidente da CNseg João Elísio. Entre os presidentes que ajudaram a projetar a instituição, alguns destaques foram Mário Petrelli (1965 – 1969) e o grande ícone do mercado segurador, João Possiede (1993-2019). Presidente que permaneceu por mais tempo no cargo, entre suas diversas contribuições, Possiede foi o responsável pela expansão da representatividade para o Mato Grosso do Sul, em 2007, atendendo demanda para formar a Confederação. 

SERVIÇO:

EVENTO: Painel comemorativo ao aniversário de 97 anos do Sindseg PR/MS

TEMA: Cenários Econômicos: oportunidades e desafios para o mercado segurador

MEDIADOR: Jornalista de economia da Rede Globo Carlos Alberto Sardenberg

PAINELISTAS: Marcio Coriolano (CNseg), Ivan Gontijo (Bradesco Seguros), Murilo Riedel (HDI) e Altevir Prado (Sindseg PR/MS)

DATA: 25/08/2021

HORÁRIO: 17h

INSCRIÇÃO E ACESSO neste link

MAG patrocina mais uma vez a EXPERT XP, o maior evento de investimento do mundo

Fonte: MAG

A 11ª edição da Expert XP, o maior evento de investimentos do mundo realizado anualmente pela XP Investimentos, contará mais uma vez com o patrocínio da MAG. Em seu segundo ano totalmente online, esta edição acontecerá entre os dias 24 e 26 de agosto, a partir das 9h, e será totalmente aberto ao público, a partir de uma inscrição gratuita. Representando a MAG estarão Helder Molina, CEO, e Larissa Althoff, superintendente corporate.

O executivo estará presente no painel “A pandemia acelera busca por seguros de vida nas assessorias de investimentos”, que discutirá a importância do seguro e os impactos da pandemia no setor, no dia 26/08, às 16h, no Palco Investimento. Já Larissa compartilhará os seus mais de 10 anos de experiência no mercado segurador no bate-papo ‘Como o seguro de vida contribui para processo sucessório das famílias?’, conteúdo que ficará disponível na plataforma do evento durante todos os dias no palco Parceiros. 

Além dos painéis, a seguradora terá um estande virtual que reforçara a importância sobre planejamento e longevidade financeira, incluindo um quiz sobre finanças que avaliará o conhecimento dos participantes sobre o dinheiro.

“Entendemos a importância de disseminarmos cada vez mais os conceitos de educação financeira e um evento desse porte, que acontece de forma gratuita, é um excelente meio para as pessoas terem contato com os mais diversos tipos de debate e se aprofundarem neste tema. Acreditamos que com mais pessoas atentas à longevidade financeira, vamos ter uma sociedade cada vez mais consciente e preparada para lidar com o desafio do planejamento financeiro em todas as fases da vida”, explica Larissa.

Além dos executivos da seguradora, o evento trará ainda nomes como Hillary Clinton, ex-secretária de Estado e ex-senadora dos Estados Unidos, Michael Bloomberg, empresário e ex-prefeito de Nova York, Randi Zuckerberg, CEO da Zuckerberg Media e irmã do cofundador do Facebook, e a jogadora de futebol brasileira Marta Silva. Em seis diferentes palcos, os participantes debaterão ainda sobre retomada global da economia, eleições brasileiras em 2022, open banking, mercado de investimentos, entre outros temas.

Os interessados podem se inscrever em: https://eventoexpert.xpi.com.br/register

Alexandre Leal fala sobre inovação no Panorama do Seguro

A 108ª edição do Panorama do Seguro traz aos internautas a entrevista com o Diretor Técnico e de Estudos da CNseg, Alexandre Leal, sobre a visão da CNseg sobre o Open Insurance. Apresentado por Paulo Alexandre, o programa conta com os comentários do Consultor Econômico do Sindseg SP, Francisco Galiza. Confira no YouTube do SindSeg-SP.