Vendas de seguros avançam 16,8% de janeiro a julho, informa CNseg

Fonte: CNseg

O setor de seguros apresentou evolução positiva de 16,8%, abrangendo todos os ramos de janeiro a julho do ano se comparado ao mesmo período de 2020. “Demonstra consistência do crescimento setorial”, afirma o Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano, em seu editorial da nova edição da Conjuntura CNseg (nº 53). Um dos destaques é o segmento de Cobertura de Pessoas com crescimento de 19,3% e que apresenta vantagem na liderança comparativamente ao segmento de Danos e Responsabilidades, agora com mais do dobro da arrecadação acumulada no ano (R$ 109,0 bilhões versus R$ 49,9 bilhões).

De janeiro a julho 2021 em relação aos sete primeiros meses de 2020, os segmentos de Danos & Responsabilidades registraram aumento de 14,5% e Capitalização de 7,4%.  “Esse desempenho setorial no acumulado do ano até julho, comparado com o mesmo período de 2020 (16,8%), foi superior ao de outros setores de atividade econômica conforme as recentes Pesquisas Mensais do IBGE para julho. A indústria evoluiu 10,9%, o comércio 6,6% e os serviços – incluídos os seguros, avançaram 10,7%. O efeito precaucional contra riscos continua despertando maior interesse por ramos de seguros com coberturas diretamente correlacionadas à proteção de patrimônios e também de pecúlios e rendas para a família”, avalia Marcio Coriolano.

Segundo Coriolano, os dados dos sete primeiros meses do ano repetiram a tendência já verificada no semestre. “Há forte aumento das receitas, mesmo contra uma base crescentemente aumentada pela recuperação observada no ano passado a partir de junho. Da mesma forma, permanece grande a influência dos planos de acumulação VGBL, que cresceram 23,2%. A arrecadação global foi de R$ 172,6 bilhões, sem saúde e sem DPVAT”, afirma.

O Presidente da CNseg avalia que, em termos agregados, o setor de seguros, atualmente, está R$ 5,9 bilhões acima, em termos absolutos, da arrecadação dos últimos sete meses de 2019 anteriores ao surgimento da pandemia no Brasil. Para ele, considerando os resultados dos próximos meses de 2021 – agosto a dezembro, o desempenho dos agregados da economia brasileira não parece comprometer o ritmo de recuperação de ramos atingidos mais fortemente pela pandemia. “Embora projeções firmes dependam do já progressivo retorno à vida em ambientes fora do domicílio, da estabilidade política e, agora, do comportamento futuro da inflação”, destaca.

A taxa de crescimento anualizada – até julho 2021 / até julho 2020 – evoluiu 11,9%. Na comparação entre julho contra o mesmo mês do ano anterior, que ameniza sazonalidades, a taxa de progresso dos negócios também vem reduzindo à medida que aumenta a recuperação observada no ano passado, desta vez tendo sido (junho contra junho) de 3,2%, após crescimentos de dois dígitos observados em meses anteriores. Os destaques devem ser conferidos a ramos de maior densidade setorial em volume de negócios. São eles: Planos de Vida Risco, representatividade de 25% e taxa de 6,3%; Automóvel, 43% e crescimento de 5,4%; Patrimonial, 20% e taxa de 11,6%; Rural, 12% e taxa de 45%; Habitacional, 5% e taxa de 10,4%; Transportes, 4% e taxa de 22,5% e Responsabilidade Civil, representatividade de 3% e taxa de 19,6%

Luciano Snel, CEO da Icatu, é eleito uma das 500 personalidades mais influentes da América Latina

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Fonte: Icatu

Divulgada na última terça-feira (5), a lista 500 da América Latina, apresentada pela Bloomberg Línea, multiplataforma de notícias, reúne as 500 personalidades mais influentes da América Latina que estão criando valor em seus setores e ajudando a levar a região à recuperação e ao retorno à normalidade. Na lista, foram mencionados 181 brasileiros. Entre eles, o CEO da Icatu, Luciano Snel, que foi eleito na categoria Finanças, onde participam outras 37 personalidades.

“É uma honra estar ao lado de grandes líderes da América Latina, sobretudo do Brasil. Estamos vivendo um momento muito importante para o setor de seguros, onde atuo há quase 20 anos, e que se mostra cada vez mais necessário para a nossa sociedade, como agente de estabilização social e econômica para o país. Sou um entusiasta no poder transformador do mercado segurador porque acredito que o planejamento financeiro é essencial para se ter uma melhor qualidade de vida e empoderar as pessoas e famílias a atingirem o seu potencial e viver uma vida plena”, afirma Luciano Snel, CEO da Icatu.

A lista 500 da América Latina inclui personalidades de 18 países da região, destacando empresários, executivos, filantropos, atletas e autoridades governamentais do Brasil, México, Argentina e Colômbia, com base na representatividade de suas populações e economias. Os critérios utilizados pela Bloomberg Línea na escolha dos participantes envolvem conceitos como criação de empregos, atividades para enfrentar a pandemia, projetos inovadores bem sucedidos, bem como influência no apoio a iniciativas filantrópicas e na condução de políticas públicas de recuperação econômica.

D’Or Consultoria realiza lives para abordar o tema Outubro Rosa

Fonte: D’Or

A D’Or Consultoria, empresa do Grupo Rede D’Or São Luiz, realizará em 13 e 20 de outubro, livessobre o Outubro Rosa: mês de conscientização sobre o câncer de mana. A primeira, na próxima quarta-feira (13/10), será com o Dr. Gilberto Amorim, oncologista da Oncologia D’Or. O médico vai tirar dúvidas e explicar um pouco sobre os tipos de tumores, como diagnosticá-los, tratamento e a importância de uma vida saudável para a prevenção da doença. A live é gratuita, no Youtube às 17h30. 

A próxima será em 20/10, também às 17h30, com a escritora e influenciadora digital Debora Aquino para contar um pouco da sua jornada pessoal na luta contra o câncer de mama. Debora era conhecida por seu perfil nas redes sociais, o blog da Debs, sobre vida saudável, quando foi diagnosticada com a doença, aos 39 anos. 

Maratonista, ela passou a postar sobre o tratamento, a alimentação e, inclusive, os efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia, com o intuito de inspirar outras mulheres que estavam na mesma situação a encarar a doença de uma forma mais leve.  Sua história virou livro – Num piscar de olhos. O bate-papo terá a duração de uma hora e ficará disponível para quem quiser assistir posteriormente. 

As lives fazem parte das ações da companhia para o Outubro Rosa. Acesso o https://www.youtube.com/dorconsultoria e acompanhe. 

Vendas de seguros em julho é o maior já registrado desde o início da série histórica, em 2014

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Fonte: IRB

A 11ª edição do Boletim IRB+Mercado, relatório mensal da plataforma IRB+Inteligência, aponta faturamento das seguradoras, em julho, de R$ 12,4 bilhões, alta superior a 9% no comparativo com igual período de 2020. É o maior valor para julho já registrado desde o início da série histórica, em 2014. Já no acumulado até o sétimo mês, os prêmios emitidos somaram R$ 79,31 bilhões, avanço de 15,4% e acréscimo de R$ 10,6 bilhões em relação ao totalizado entre janeiro e julho de 2020. O lucro líquido das seguradoras atingiu R$ 523 milhões, número 72,1% menor que o registrado em julho de 2020.

O segmento de Vida faturou R$ 4,4 bilhões e responde pela maior parte do faturamento de julho, com 35,7%. Em seguida, Automóveis com R$ 3,4 bilhões; Danos e Responsabilidades, R$ 2,1 bilhões; Rural, R$ 1,1 bilhão; Individual Contra Danos, R$ 1 bilhão; e Crédito e Garantia, R$ 383 milhões. No acumulado, Vida também responde pelo maior crescimento dos prêmios emitidos: R$ 3,8 bilhões a mais.

Por outro lado, a sinistralidade segue em alta. O índice de Sinistros Ocorridos sobre o faturamento de julho apresentou aumento de 14 pontos percentuais (p.p.) na comparação com o mesmo mês de 2020. No acumulado do ano, o índice também cresceu: 7,6 p.p. a mais em relação à taxa registrada no mesmo período do ano passado. A sinistralidade do segmento de Automóveis, de janeiro a julho, chegou a 58%, superior 4,6 p.p. em relação à taxa de 53,4% registrada na mesma época de 2020.

O Boletim IRB+Mercado resume as operações de seguros a partir dos dados públicos disponibilizados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) em 17 de setembro de 2021, considerando os seguros de danos, responsabilidades e pessoas. A edição também lista os cinco maiores grupos seguradores por linha de negócios.

AXA no Brasil anuncia novidades nas áreas de tecnologia e sinistros

Fonte: AXA

A AXA no Brasil anuncia mudanças nas estruturas das equipes de tecnologia e sinistros, com o objetivo de automatizar e aprimorar processos, aproximando os times para entregar e liderar a transformação digital e tecnológica da seguradora. A companhia traz Márcia Wolff como CTO, com ampla experiência em tecnologia da informação e liderança de projetos e operações em empresas como Vivo, Oi e Claro.

“A AXA tem uma enorme ambição e um time com grande apetite de ser e fazer mais, com total clareza de que essa transformação ocorre pela tecnologia e inovação. O desafio é grande, mas temos o que é preciso e formamos uma equipe engajada, sólida e disposta, além de promover uma integração fundamental entre as áreas para garantir a experiência do cliente”, comenta Márcia.

Com a missão de entregar resultado por meio de tecnologia de ponta, Canabarro Pereira assume o cargo de diretor de Delivery. Anteriormente, passou por seguradoras como Mapfre e Tokio Marine. Na área de Governança, Marcos Pereira assume como superintendente para a implantação do Ágil, KPIs, gestão financeira e eficiência com automatizações. Amelia Okubo assume como superintendente de Operações de Tecnologia e Infraestrutura, Helder Cordeiro como superintendente de Segurança da Informação, Adriano Ruz como superintendente de Dados da empresa. Por fim, Andre Grecchi,  que está à frente da área de Arquitetura, tem o desafio de traçar o roadmap e plano de arquitetura da companhia.

Sinistro e operações

Para transformar e aprimorar ainda mais a experiência do cliente AXA, conectando diversas iniciativas de todas as áreas da companhia, a área de Gerência de Experiência do Cliente, liderada por Luciana Soares, passa a integrar a estrutura de Arthur Mitke que, além da área de Sinistros que já liderava, passa a ser oficialmente responsável por Operações/Atendimento e por Clientes.

“Integrar ainda mais os diversos setores da companhia, especialmente as áreas de cliente e sinistros, contribui para o desenvolvimento de todo o negócio, produtos e jornada com um olhar de ponta a ponta, algo que vai transformar a experiência do segurado e a percepção do corretor. Aliado ao investimento em tecnologia e inovação, garantimos ainda mais agilidade e eficiência em todos os processos e operações” afirma Mitke.

AXA no Brasil lança campanha “O que te impulsiona?” no Mês do Corretor

Fonte: AXA

Durante todo o mês de outubro, a AXA no Brasil vai realizar uma série de ações para reconhecer e valorizar os corretores parceiros. Com o mote “O que te impulsiona?”, as iniciativas da companhia vão contemplar conteúdos diferenciados, eventos, benefícios e prêmios.. A campanha terá início com o lançamento de um ebook com conteúdo exclusivo, produzido com a curadoria de Edney Interney, que traz informações valiosas para os corretores ampliarem seus conhecimentos em marketing digital e relacionamento por meio das redes sociais.

Para oferecer ainda mais instrumentos para o corretor se inspirar e aprimorar suas habilidades, a companhia irá promover também eventos para parceiros selecionados, com a participação de convidados especiais, que irão compartilhar informações relevantes sobre diversos temas. Além do conteúdo oferecido, haverá premiações para novos corretores com camisas do Liverpool, time inglês patrocinado pela AXA, e o lançamento da campanha “Emitiu, Ganhou!”, que vai reconhecer os corretores já cadastrados com R$ 100 a cada emissão de apólice do produto Empresa Flex.

“Queremos trazer o corretor para perto, reforçar sua parceria e recompensá-lo pelos seus esforços. A campanha foi construída a partir do questionamento “O que te impulsiona?” e, para nós aqui na AXA, o que nos move é justamente contribuir positivamente com a jornada dos nossos corretores e clientes”, destaca Igor Di Beo, vice-presidente de Subscrição, Comercial e Marketing da AXA no Brasil.

Toda a campanha “O que te impulsiona?” será intensificada, ainda, pela campanha trimestral com acelerador de pontos da Top Club. Integrado ao mês do corretor, serão 50 vouchers premiados para aproveitar como quiser na Lojas Americanas, e o acelerador oferecerá, entre 05/10 e 30/11, pontuação em dobro na emissão de apólices dos seguros Empresarial, Condomínio, Vida Corporate e Property, além do Transporte, que segue com o benefício durante o mês de outubro. Mais um estímulo para impulsionar os negócios dos parceiros e sua pontuação para a viagem de incentivo, que nesta edição, tem como destinos Santa Cruz Cabrália, na Bahia, e Atacama, no Chile.

MDS Brasil e BMG disponibilizam seguro empresarial para bares e restaurantes do Ifood

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Fonte: MDS

A MDS Brasil, uma das principais corretoras do país no segmento de seguros, resseguros, gestão de benefícios e consultoria de riscos, anuncia sua nova parceria com a BMG Seguros, para fornecer o Seguro de Bares e Restaurantes para estabelecimentos de todo o Brasil, parceiros do iFood, referência em delivery online de comida na América Latina. O novo seguro tem como objetivo atender às necessidades de empresas que fazem parte do setor alimentício, garantindo apoio a organizações gastronômicas, bares, restaurantes, padarias, pizzarias, choperias e buffets. 

“Essa parceria abre uma excelente oportunidade para pequenos e médios empresários deste ramo que, muitas vezes, ainda não tiveram a chance de contratar um seguro especializado como proteção abrangente. Nosso papel é tornar este serviço viável e acessível para estes empreendedores”, afirma Thiago Tristão, Vice-Presidente de Riscos Corporativos e CEO Brasil da MDS Reinsurance Solutions. 

A abrangência do seguro é alta e inclui coberturas específicas para clientes dos estabelecimentos, além de serviços de assistência e manutenção. “Nossa oferta está disponível para todos os estabelecimentos parceiros do iFood, por meio do programa Vantagens do Chef. Atualmente, o iFood tem mais de 250.000 restaurantes cadastrados em todo o território nacional. Nossa expectativa é atingir 10% desse total no primeiro ano. Levando em consideração que o iFood é líder de mercado no segmento e está presente em mais de 1.100 cidades em todos os estados brasileiros, e a nossa oferta alcança toda essa base, entendemos que a parceria tem potencial para alcançar a liderança na penetração de Seguros para Restaurantes.”, explica Michele Cherubini, diretor de Estratégia e Novos Negócios da BMG Seguros. 

As coberturas inclusas no seguro são voltadas a deterioração de mercadorias, danos elétricos a máquinas e outros equipamentos, incêndio e muito mais. O seguro, que já é de extrema importância, ganha ainda mais relevância no momento atual, no qual a situação econômica e as consequências do isolamento social desafiam a renda dos comércios do setor. Alinhadas a este cenário, as coberturas oferecidas pela parceria são específicas, de acordo com cada necessidade do segmento.  

“Essa parceria vai nos dar respaldo para irmos além de números e resultados, nós queremos hoje, ser uma referência, fonte de inspiração para os outras a partir de nossas ações e propósitos. À medida em que vamos crescendo, olhar para os funcionários e parceiros é fundamental para a expansão dos negócios”, finaliza Thiago Amorim, Gerente de Riscos e Seguros do iFood. 

Valor: Brasileiro desconfia de compartilhamento

Fonte: Valor

Ainda que os ganhos esperados com o “open insurance” venham sendo discutidos em reportagens e eventos, as pessoas físicas no Brasil permanecem alheias ao processo, segundo sugere uma pesquisa feita pela Bain & Company. Os resultados mostram que mais da metade dos entrevistados – ou 59% – ainda resiste a compartilhar seus dados, informa reportagem de Sérgio Tauhata, no Valor Econômico.

O estudo foi feito entre 21 de agosto e 10 de setembro, com aproximadamente 3,5 mil respondentes de todo o país. De acordo com o levantamento, 34% acham o compartilhamento de informações no open insurance um processo inseguro. Outros 33% revelam receio de que, se autorizar o acesso aos seus dados, poderão estar expostos a ligações indevidas de telemarketing.

Entre os que estão dispostos a compartilhar dados no open insurance, grupo que representa uma fatia de 41% dos entrevistados, a reputação da empresa e a transparência sobre como as informações serão utilizadas são os critérios mais importantes para que a permissão seja concedida. De acordo com a pesquisa, 59% apontam a reputação da companhia como principal fator, enquanto 57% citam a transparência sobre como utilizarão os dados. A qualidade do atendimento aos clientes é indicada por 43% do grupo. Um quarto fator relevante são os benefícios oferecidos pelas marcas, considerados decisivos por 38%.

Segundo a sócia da Bain & Company Luiza Mattos, apenas ter um relacionamento de longo prazo com a seguradora não é suficiente para convencer o consumidor a abrir os seus dados. “A pesquisa mostrou que apenas 22% dos respondentes consideram esse um critério relevante, o que revela que as companhias precisam repensar o tratamento com seus clientes”, diz.

Esse cenário de insegurança dos clientes, porém, não é exclusividade do mercado se seguros. O open banking enfrenta o mesmo desafio. A evolução do sistema sugere que, quanto mais consolidados os serviços ficarem, mais confiança as pessoas depositarão no ambiente.

No primeiro trimestre de 2021, menos de 30% dos brasileiros tinham interesse em compartilhar seus dados no open banking, segundo a Bain. Com fortes investimentos em comunicação promovidos pelo setor sobre segurança, transparência no uso de dados e benefícios ao cliente, esse índice saltou para 44% no terceiro trimestre, aponta a consultoria.

O open banking está na fase dois de implantação, em que já começa a haver compartilhamento de dados entre os participantes. No entanto, isso ainda acontece de forma incipiente.

A expectativa da sócia da Bain é que novos entrantes mais calcados em tecnologia e “que não necessariamente estejam ligados à prestação de serviços de seguros” podem ganhar espaço com o open insurance. “A gente já vê, por exemplo, as fintechs acelerando muito no mundo de serviços financeiros e acreditamos que esse mesmo movimento vai acelerar [no setor de seguros] e promover formas de avançadas de análise de dados.”

Para a executiva, benefícios pode virar um “diferencial maior” na indústria. O levantamento revela que 60% dos entrevistados querem ter vantagens em programa de recompensas; 58% ter condições melhores de preço e cobertura; e 50% esperam receber ofertas de produtos mais personalizadas.

“O open insurance coloca o cliente no centro de tudo”, enfatiza o CEO da insurtech 88i, Fernando Moreira. “Mas grande parte do trabalho será, além de ouvir sobre suas necessidades, ajudá-lo a entender o tipo de proteção que precisa e deveria estar buscando.”

A relação entre prêmios de seguros sobre o PIB no Brasil representa a metade da média mundial. Enquanto no país a taxa se situa em 3,2%, globalmente esse indicador está na casa dos 7%. “O open insurance é uma oportunidade de aumentar essa fatia, porque tem mais de 120 milhões de brasileiros transitando nos vários ecossistemas digitais”, afirma. “O ambiente pode criar um ‘oceano azul’, ou seja, um novo mercado segurador e dobrar o tamanho da indústria em relação ao PIB.”

Uma das vantagens do novo ambiente é a viabilização da portabilidade de apólices. “Hoje é praticamente inviável a portabilidade de seguros, mas no futuro próximo isso vai se tornar realidade”, diz o CEO e co-fundador da insurtech Pier, Igor Mascarenhas. “Essa possibilidade de mudar de seguradora com facilidade vai levar as companhias a ter de entregar uma experiência superior aos clientes.”

Além de produtos inéditos e incentivo à portabilidade, novos canais tendem a surgir no mercado. Moreira, da 88i, cita, como exemplo, a própria experiência da startup digital, que faz “parcerias estratégicas com fintechs, empresas de e-commerce, de delivery e mobilidade para ajudar essas empresas a entregar soluções de proteção aos membros dos seus ecossistemas”.

Isso significa que a implementação do open insurance pode deflagrar uma corrida de transformação digital entre os incumbentes. Os vencedores poderão manter o status e até ampliar o mercado. Os que não se adaptarem poderão perder relevância.

Um estudo da Accenture, porém, revela que preparo da indústria tradicional para a nova realidade ainda é baixo. Segundo o levantamento, hoje, apenas uma em cada dez seguradoras alcançou um grau que a consultoria define como “operações prontas para o futuro”.

Do total, 57% das seguradoras relatam ter atingido um estado “preditivo” de maturidade operacional, onde já utilizam ciência de dados avançada e analytics. Mas, diferentemente das organizações que se dizem “prontas para o futuro”, ainda não têm processos digitalizados e transformados de ponta a ponta, com uso de inteligência artificial em larga escala e uma base tecnológica apoiada em estruturas como nuvem e blockchain.

Valor: ‘Open insurance’ pode economizar R$ 20 bi para consumidor de seguro

open insurance

Fonte: Valor

Os benefícios do “open insurance” ao consumidor vão muito além da conveniência. O bolso dos clientes também deve sentir um impacto positivo do sistema de compartilhamento de dados de seguros. A economia pode alcançar até R$ 20 bilhões em cinco anos, se considerados apenas dois dos principais ramos, o auto e o vida, segundo estudo feito pela BMG Seguros, destaca o Valor, em matéria de Sérgio Tauhata.

Mas, se esse dinheiro vai permanecer com o consumidor, isso significa que o montante vai deixar de entrar no caixa das empresas. Até 2026, apenas no segmento auto, o open insurance pode ter como resultado direto a perda de receitas para as companhias de R$ 12,4 bilhões, no caso de um cenário com impacto concentrado nas seguradoras. Se o cenário afetar tanto seguradoras quanto corretoras, a conta pode chegar a R$ 13,5 bilhões.

No caso de impacto mais severo causado pelo novo ambiente, R$ 15 bilhões poderiam deixar de entrar nas contas de incumbentes e dos intermediários. A pequisa indica ainda a possibilidade de queda de arrecadação em prêmios na categoria vida. Na mesma base de avaliação, as perdas seriam de, respectivamente, R$ 2,9 bilhões, R$ 3,6 bilhões ou R$ 4,3 bilhões.

Ainda na matéria do Valor, a Siss terá função semelhante à do iniciador de pagamentos no setor financeiro, originando transações. “As corretoras e seguradoras passam a ser afetadas pela chegada das Siss, na medida em que as sociedades iniciadoras darão possibilidade de comparação e aumentarão a concorrência no mercado”, afirma o CEO da BMG Seguros, Jorge Sant’Anna. “Essas receitas, na verdade, deixam de entrar para seguradoras e corretoras e vão parar no bolso do cliente final. É um processo parecido com o que está acontecendo com o Pix [sistema de pagamentos instantâneo], que liberam os consumidores de pagar tarifas para transferência de valores.”

Na mesma reportagem, o presidente da CNSeg, Marcio Coriolano, tem cobrado publicamente da Susep a inclusão dos profissionais da camada de intermediação no projeto de open insurance. “Ainda não está claro, nem na consulta pública, qual é o papel da Siss”, pondera. “A nova figura vai ter função, segundo a minuta, de fazer pagamentos em nome do cliente. Talvez se esteja confundindo uma função bancária de pagamentos com uma função de distribuição de produto, que é do corretor”, avalia.

A reportagem afirma que esse novo ente do mercado tem causado polêmica. Representantes do setor têm manifestado dúvidas sobre o papel da Siss. Corretores, em particular, têm se sentido excluídos do processo e veem a nova figura trazida pelo open insurance como uma ameaça às atividades. A desconfiança dos profissionais em relação às intenções do regulador se escoram em um episódio do fim de 2019, quando a superintendência tentou desregulamentar a atividade. A medida acabou sendo revertida alguns meses mais tarde.

Liberty Seguros acelera jornada digital para corretores e clientes

patricia chacon liberty

Patricia Chacon, CEO da Liberty Seguros Brasil, conversou com o blog Sonho Seguro sobre os temas atuais do setor, como open insurance e mudanças na estratégia diante da pandemia. “A nossa estratégia está pautada no desenvolvimento de uma oferta de seguros ampla e entrega de jornadas fluidas ao cliente e corretor”, afirma. Saiba mais na entrevista abaixo:

Quais os efeitos da pandemia nos resultados da seguradora? 

A Liberty investiu fortemente nos últimos anos no segmento de seguros de Vida, desenvolvendo novos produtos, lançando ferramentas digitais de ponta e trabalhando junto com nossos parceiros para aumentar a oferta deste seguro tão importante para o cliente. O último ano esta linha se viu extremamente impactada pelo Covid; e com o propósito de que o nosso segurado saiba que sempre pode contar com a Liberty, decidimos fazer a cobertura de casos relacionados a COVID desde o início, e mantemos essa cobertura até hoje. 

Neste período lançamos o Meu Momento de Vida, plataforma digital que permite ao cliente escolher um seguro muito mais adequado às suas necessidades. Corretores que usam a plataforma vendem duas vezes mais apólices, sendo um ótimo aliado dos nossos parceiros na diversificação da sua carteira e entrega de uma venda consultiva. Ter uma oferta alinhada às necessidades do cliente e parcerias fortes na distribuição fez com que tenhamos crescido nossa carteira de vida em 19% no primeiro semestre de 2021. 

O que mudou na estratégia em razão da pandemia? Entrou em novos nichos? Em novas regiões? Em novos canais de vendas? Quais? 

A nossa estratégia, que está pautada no desenvolvimento de uma oferta de seguros ampla e entrega de jornadas fluidas ao cliente e corretor, estava muito alinhada às necessidades de mudanças que vieram com a pandemia. O que houve foi uma aceleração do processo de implementação de algumas ações importantes principalmente com o objetivo de melhorar a experiência dos nossos clientes e parceiros. 

Aceleramos nossa transformação digital, com o lançamento de novas funcionalidades no aplicativo de clientes, que registra até junho um aumento de 50% no número de usuários ativos. O cliente encontra no app facilidades para ver seu seguro, avisar um sinistro, chamar uma assistência e até usar um desconto do nosso clube +Liberty. Desenvolvemos também nosso novo portal para o corretor, que por meio do uso de tecnologia de ponta e inteligência artificial permite ao nosso parceiro ter uma experiência muito mais personalizada para deixar seu dia a dia mais fácil. Os corretores que já o utilizam tem nos relatado excelentes feedbacks, e em breve estaremos com ele em todo o Brasil. 

Quando falamos de produtos, a Liberty trabalhou fortemente na personalização dos produtos – como por exemplo o Auto Controle, modelo de seguro pago por quilometragem que estamos pilotando desde o início do ano. Essas opções personalizadas permitem que o segurado pague de acordo com a sua preferência e necessidade, se tornando, em alguns casos, alternativas mais econômicas que os seguros tradicionais. 

O que mudou para clientes e corretores? Cite somente a principal mudança. 

O ritmo da transformação digital acelerou muito durante a pandemia, não só com o lançamento de novas funcionalidades, mas com o maior uso daquelas que já existiam. Hoje, mais de 95% dos nossos kits de boas-vindas já são entregues de forma digital- com o detalhe que eles podem ser personalizados pelo nosso corretor com a sua marca e mensagem para deixar a experiência ainda mais acolhedora. O segurado conta com a facilidade da vistoria prévia digital. Dobramos durante a pandemia os casos realizados desta forma, que além de poder ser feita na hora e lugar, pode ser executada com toda a segurança para o cliente. Lançamos o pagamento via Pix, expandimos nosso atendimento via WhatsApp e lançamos uma nova experiência de cotação para seguros de residência e comércio e serviços. 

Nossa avaliação é que ter ferramentas digitais de ponta permitem que nossos clientes e corretores tenham uma experiência cada vez mais fluida com a Liberty. Mas quando precisarem, tem também um time de atendimento disponível para os apoiar. Temos muito orgulho de poder dizer que conquistamos pela segunda vez a certificação Great Place to Work- uma boa indicação que estamos no caminho correto, trabalhando tanto para fora como dentro para ser uma empresa de excelência. 

Como vê o Open Insurance e quais os desafios e ações para se adaptar às novas regulamentações? 

Open Insurance ainda está em fase embrionária, estamos ativamente discutindo junto ao mercado os impactos e as possibilidades que ele trará para o setor de seguros, além das regulamentações que estão em processo de construção a partir da experiência do open banking. 

A Liberty Seguros está, entretanto, aberta às mudanças e possibilidades que o Open Insurance e atenta às implicações do modelo na vida dos nossos clientes e parceiros, que fazem uma parte integral da estratégia de sucesso da companhia.

Tem no radar fusões e aquisições para ganhar escala? 

A Liberty Seguros não comenta estratégias ou planos futuros.