Corretor é o parceiro estratégico da Zurich e, no centro de tudo, está o cliente

zurich seguros marcio benevides

Fonte: Zurich

Amparar e proteger pessoas, dando orientações precisas sobre as proteções que elas precisam. Essa nobre missão é cumprida todos os dias pelo corretor de seguros. Esse papel ficou ainda mais patente durante a pandemia, quando esse profissional precisou se reinventar para manter seu legado de orientação, respeitado o distanciamento físico sem, contudo, abrir mão da proximidade. Desta forma, manteve-se ativo junto aos clientes, algo fundamental no processo de continuidade dos negócios da Zurich.

“O corretor de seguros é e sempre foi um importante pilar estratégico para a Zurich. Ele soube se adaptar à nova realidade que se impunha e encontrou meios para continuar a oferecer a melhor consultoria de risco possível, mantendo-se atento ao ciclo de vida do cliente, entendendo aquilo que ele precisava também em um momento desafiador”, conta do Diretor Executivo de Distribuição da Zurich no Brasil, Marcio Benevides. “E assim continua até hoje, garantindo um processo contínuo de gestão das necessidades e buscando a melhor proposta de cobertura, de olho nas oportunidades”.

O executivo revela que foi muito importante para a Zurich atestar que os investimentos que vinham sendo feitos em tecnologia seriam vitais para manter o nível normal de funcionamento dos negócios. Desta forma, a companhia pôde oferecer suporte de alto nível a corretores e clientes durante a quarentena, com canais digitais gratuitos, treinamentos online, incentivo de vendas e visitas virtuais. 

  • Foi criado o Serviço de Help Desk para clientes, corretores e seus colaboradores (Canal de Atendimento 0800) para solucionar problemas com a informática e internet.
  • Com todos os serviços disponíveis 24 horas para auxiliar nas propostas comerciais, cotações e atendimento aos segurados, o Portal do Corretor possibilitou reduzir em até 30% o tempo para concluir todos os procedimentos.
  • Jornada digital ampliada – Para os clientes pessoa física: foi implementada a vistoria prévia digital, a vistoria de sinistro digital de Auto e Patrimonial (empresas e residencial) e a assistente virtual Laiz. Para os clientes corporativos foi reforçado o uso do App Zurich Risk Advisor, para autoavaliações de riscos in loco ou colaboração remota para compartilhamento de dados em tempo real, bem como o Zurich Risk Room, que permite avaliação de mais de 70 riscos.

A Zurich é a seguradora que comissiona o corretor no menor tempo nos casos de pagamento com cartão de crédito nos seguros de vida individual e auto: 48 horas após a emissão da apólice, enquanto a média do setor ultrapassa 30 dias. Aliás, a Zurich anunciou novidades recentes, uma delas no seguro auto.

Conta o executivo: “Estendemos de 10 para até 12 vezes sem juros o pagamento do prêmio do seguro auto no cartão de crédito, o que na prática o transforma em um seguro mensal. E o recém-lançado portal de Seguro Garantia, que tem foco na gestão de apólices, atende corretores, clientes e a nossa rede comercial da empresa, além de oferecer diversas funcionalidades de maneira simples e ágil, como cotação em poucos cliques e emissão online, consulta de condições de tomadores e emissão de relatórios. Isso amplia o leque de atuação do corretor, que pode diversificar a sua carteira com diferentes tipos de seguro”, finaliza.

Contato com natureza reduz problemas de saúde e gera economia que pode chegar a US$ 60 bi, revela estudo da Swiss Re

Swiss Re estudos

Fonte: Swiss Re

O Swiss Re Institute divulgou o estudo ‘Biodiversidade e benefícios para a saúde humana’, que aborda como o tempo gasto na natureza pode ser valioso para o bem-estar físico e mental. A correlação é significativa: considerando que passar mais tempo em espaços verdes ou florestas reduza os problemas de saúde mental em 1% até 2030, a economia global anual seria de US$ 60 bilhões. Já para as doenças cardiovasculares, o mesmo cenário resultaria em uma economia global de US$ 10 bilhões por ano. 

O relatório enfoca na saúde mental e nas doenças cardiovasculares, mas também no impacto da exposição à poluição do ar, calor e ruído. Ele usa dados de custos de saúde para estimar a economia potencial que poderia ser alcançada com a incorporação de mais elementos relacionados à natureza em ambientes urbanos e examina como essas mudanças podem estar associadas ao seguro de saúde e de propriedade. 

A poluição do ar é uma preocupação de saúde global; e áreas urbanas com mais árvores têm melhor qualidade do ar. Um estudo dos EUA sugeriu que a cobertura de árvores nos EUA removeu 17,4 milhões de toneladas de poluentes em 2010, o que equivale a uma economia de saúde de US $ 6,8 bilhões. As árvores também refrescam as cidades no verão e oferecem espaço para relaxamento. Eles contribuem para prevenir a mortalidade induzida pelo calor, problemas respiratórios e transtornos mentais e podem ser ressegurados contra condições climáticas extremas. 

– Em 2050, prevê-se que mais de dois terços da população mundial viverão em áreas urbanas. Hoje, muitas pessoas têm acesso limitado a espaços verdes e estão experimentando os efeitos nocivos da poluição atmosférica e sonora em áreas urbanas e periféricas. Como mostra este relatório, aumentar a biodiversidade ao criar mais parques e plantar mais árvores beneficia claramente a saúde de todos. Para a indústria de resseguros, será importante padronizar a forma como medimos os benefícios do tempo gasto na natureza para explicar melhor os efeitos positivos na saúde e, assim, desenvolver soluções de seguro relacionadas”, diz Oliver Schelske, do Swiss Re Institute Natural Assets & ESG Research Lead. 

A mortalidade relacionada a altas temperaturas está aumentando em todo o mundo devido às mudanças climáticas e ondas de calor mais frequentes. Cidades com boa vegetação lidam melhor com o calor. Um estudo sugeriu que a temperatura do ar durante as ondas de calor em Londres é até 4°C mais fria em uma faixa de 400 metros de parques. 

– Os benefícios da melhoria da saúde humana devido ao tempo passado na natureza para a sociedade e economia global são indiscutíveis. Se, por um lado, o isolamento por causa do Covid-19 foi importante para controlar a doença, por outro podemos ver como ficar longe da natureza e do ar-livre impacta no bem-estar. Devemos, portanto, considerar nossos ambientes verdes algo tão valiosos quanto os ativos privados ou públicos. A indústria de resseguros pode desempenhar um papel na habilitação e proteção de ambientes verdes, como garantir florestas urbanas ou telhados verdes. “, diz Christoph Nabholz, diretor de pesquisa do Swiss Re Institute. 

A publicação ‘Biodiversidade e os benefícios para a saúde humana’ alinha-se com os ‘The Big Six’ Lifestyle Factors da Swiss Re, uma iniciativa para desenvolver uma compreensão baseada em evidências de como o estilo de vida e os fatores clínicos interagem entre si e afetam a saúde das pessoas. Esses fatores incluem bem-estar mental, atividade física, ambiente, sono, nutrição e uso de substâncias. A Swiss Re está incorporando essas descobertas no Life Guide, seu principal guia de subscrição de vida e saúde. 

Sabemi seleciona startups e empresas de todo o Brasil para parcerias em programa de inovação aberta

Fonte: Sabemi

A Sabemi, uma das principais seguradoras do Brasil, segue selecionando candidatos para o Inova, Programa de Inovação Aberta e Disruptiva, lançado neste ano. A iniciativa já atraiu 20 startups e empresas com soluções diferenciadas e digitais em áreas como finanças, gestão e serviços. 

Para participar do programa as interessadas devem preencher o formulário de inscrição no site da Sabemi e se preparar para o Speed Dating, evento online que terá um total de 30 minutos entre apresentação e debates. O encontro mais recente ocorreu em 14 de setembro e o próximo está previsto para o final de novembro. 

Empresas inovadoras, em geral, podem realizar a inscrição, como fintechs, insurtechs, edtechs voltadas para a educação financeira, startups focadas em soluções como bots, ERP para vendas e soluções inbound de marketing digital, entre outros segmentos. A iniciativa tem por objetivo possibilitar trocas que promovam inovação e projetos disruptivos, de modo a alavancar o crescimento das empresas e, ao mesmo tempo, fortalecer os objetivos de médio e longo prazo da Sabemi. 

Inspirado no conceito da inovação aberta, o programa busca agregar valor à seguradora, trazendo a inquietude de promover inovações no negócio. O Inova é estruturado a partir de quatro pilares centrais: eficiência operacional, aumento de receita, melhor experiência do cliente e otimização e personalização da oferta de produtos. 

“A Sabemi é uma empresa sólida, com quase 50 anos de mercado, mas tem alma de startup. O programa Inova faz parte da esteira de transformações que iniciamos em 2020 na companhia para estarmos sempre alinhados ao mercado e às inovações do mundo digital”, explica Marcia Ferla, Head de Marketing da empresa. 

Executivos abordam Open Insurance e desafios do setor de seguros com as novas regulamentações

seguradores e porta vozes do setor

Em recentes entrevistas realizadas pela jornalista Denise Bueno nos últimos 30 dias, ela perguntou a alguns dos principais porta-vozes do setor: “Como vê o Open Insurance e quais os desafios e ações para se adaptar as novas regulamentações?“.

Diante da vocação de todos em disseminar uma cultura sobre o mercado de seguros, compartilho com todos um resumo das respostas:

Ivan Gontijo, presidente da Bradesco Seguros

A questão do Open Insurance deve ser vista sob a ótica de dois pilares. O primeiro pilar refere-se à governança, ou seja, como assegurar a proteção e o bom uso dos dados e informações dos nossos clientes para efeitos comerciais. Esse é um ponto de atenção fundamental para que se possa operar na plenitude no novo modelo. O segundo pilar diz respeito às oportunidades que o Open Insurance certamente trará, como uma experiência facilitada para o cliente, maior acesso a dados e informações e possibilidade de seguradoras e corretores criarem produtos mais adequados para atender as necessidades dos segurados.Por enquanto, ainda não se consegue visualizar o verdadeiro alcance dessas normas, que ainda não foram totalmente concluídas. Somente quando elas estiverem em vigência é que haverá um pouco mais de clareza para os parceiros de negócios sobre como o processo ocorrerá. Há uma preocupação de que talvez o legislador não tenha contemplado integralmente na norma a figura do corretor, na proporção da sua relevância. Em resumo, portanto, nós, do Grupo Bradesco Seguros, entendemos que se deva reforçar a questão da governança e, ao mesmo tempo, absorver as oportunidades que esse novo mundo nos apresenta. 

Roberto Santos, CEO da Porto Seguros

A Porto Seguro sempre teve a inovação em seu DNA e hoje realiza uma série de inciativas que apontam para o uso cada vez mais intenso da tecnologia. A empresa vê com bons olhos as novas regulamentações lançadas pela Susep com o objetivo de aumentar a inclusão securitária – tema essencial para o setor. Em relação ao open insurance, no entanto, acreditamos que ainda são necessários ajustes estruturais na proposta.

Rodrigo Caramez,  quando ainda era presidente da Brasilseg

Vemos o Open Insurance como uma grande oportunidade proporcionada por nosso regulador, a Susep. Tudo que venha para trazer mais simplicidade e transparência, aumentando o controle e visibilidade aos clientes finais, contribui para a disseminação da cultura de seguros que tanto buscamos. Estamos fazendo nossa lição de casa, e os investimentos realizados pela Brasilseg na digitalização e conectividade das estruturas da companhia, em complemento aos da BB Seguridade e Banco do Brasil, nos colocam em linha com o que vem por aí. Agora, com as etapas de implementação claramente estabelecidas, podemos acelerar ainda mais o passo. Estamos, por exemplo, focados em oferecer uma experiência e serviços diferenciados ao produtor rural, que conta com nossa plataforma digital Broto, onde encontra, em um só lugar, tudo o que ele precisa para cuidar do seu negócio, em todas as etapas da cadeia produtiva, mitigando riscos e aumentando a produtividade.

Edson Franco, CEO da Zurich Brasil

Considero que é preciso um debate mais amplo e profundo sobre a implementação do Open Insurance. Há uma comparação com o que é feito no setor bancário, mas vale a pena lembrar que o segmento bancário não é intermediário, mas o seguro sim. Nós já promovemos o Open Insurance, principalmente no Varejo. Essa concorrência que tanto se fala já existe entre as seguradoras. Queremos criar um novo ambiente, do ponto de vista mais tecnológico, mas não precisamos criar novos agentes de intermediação nesse processo.

O princípio é nobre. Somos defensores da livre concorrência. Recebemos de braços abertos as transformações que estimulam a concorrência. Mas temos de ser prudentes. Sandbox é um modelo interessante. Não inibe novas ideias. Deixa que as insurtechs germinem em um ambiente controlado e conforme crescem terão de aderir ao modelo do setor, com solvência. As regras existem para proteger o consumidor. Faz reservas e tem provisões para que os direitos do cliente sejam garantidos. Esses princípios não podem ser abandonados. Não pode contemporizar, ser complacente com modelos que não tenham o mesmo nível de proteção ao consumidor.  

Sou 100% favorável a concorrência com regras simétricas, como estabeleceu a Susep ao criar os diferentes níveis de seguradoras, conhecido pelos 5 S, S1 S2 ….S5. Outra coisa é prudência com segurança de informação. A livre concorrência e acesso a informação com princípios de proteção de dados do consumidor vão além das questões legais.

Também me preocupa a atenção ao risco cibernético. Temos de ter um modelo robusto de proteção, com a autorização do cliente, uma vez que as regras dão a capacidade de qualquer ente que esteja autorizado a acessar os dados. Sem isso, podemos ter um problema grande. Temos visto centenas de milhões de dados de contribuintes e cidadãos sendo roubados por hackers. Empresas grandes, com bom nível de proteção cibernética, sendo atacadas. Se não tiver modelo operacional robusto, pode criar um modelo frágil e favorecer a ação deste tipo de crime. E por fim, acredito que os prazos de implementação não parecem compatíveis para a construção de um modelo robusto para endereçar todas essas questões. 

Patricia Chacon, CEO da Liberty Seguros Brasil 

Open Insurance ainda está em fase embrionária, estamos ativamente discutindo junto ao mercado os impactos e as possibilidades que ele trará para o setor de seguros, além das regulamentações que estão em processo de construção a partir da experiência do open banking. A Liberty Seguros está, entretanto, aberta às mudanças e possibilidades que o Open Insurance e atenta às implicações do modelo na vida dos nossos clientes e parceiros, que fazem uma parte integral da estratégia de sucesso da companhia.

José Adalberto Ferrara, CEO da Tokio Marine

Acredito que a intenção da Susep ao propor o Open Insurance é muito digna porque proporciona ao Cliente mais clareza e transparência quanto aos produtos e serviços oferecidos pelas Seguradoras. O consumidor passa a ter mais poder em mãos para optar pela compra do que julgue ser a melhor solução para suas demandas. Isso deve provocar mais competitividade no mercado e, consequentemente, a evolução da nossa indústria no País, o que é muito positivo. Ao mesmo tempo, ainda há muitas incógnitas e uma, em especial, nos causa bastante preocupação: qual será o papel do Corretor nesse processo? A Tokio Marine, por exemplo, é uma seguradora cujo principal canal de distribuição é o Corretor de Seguros e nós não vislumbramos a exclusão desse profissional em nenhuma das nossas iniciativas, ao contrário. Queremos, cada vez mais, contar com a consultoria dos nossos Corretores, que estão na linha de frente com os Clientes, para desenvolver soluções customizadas e adequadas às novas solicitações da sociedade. Além disso, questões como respeito ao modelo de negócios e estratégias de precificação das Companhias de seguros são fatores desafiadores e que devem ser pontos fundamentais de discussão sobre que modelo de Open Insurance será adotado no Brasil.Estamos participando ativamente das discussões com a Susep e tenho certeza de que chegaremos a um modelo que satisfaça todos os players da cadeia. 

Murilo Riedel, presidente da HDI Seguros

Como já é de conhecimento do mercado, no Brasil, o open insurance é uma iniciativa da própria indústria. Assim, temos orgulho em estar entre as marcas que aderiram a esse movimento, que é liderado pela organização internacional Open Insurance Initiative (Opin). Dessa forma, entendemos ser uma iniciativa muito importante para o mercado global de seguros, uma vez que vai criar padrões para que seguradoras, resseguradoras, corretoras e insurtechs conectem-se e partilhem dados entre si. Como disse acima, trabalhamos intensamente, nos últimos anos, em digitalização de processos e desenvolvimento de novos produtos, esse viés digital e inovador nos permite uma flexibilidade para implementar eventuais novos sistemas e nos adequarmos e estarmos em conformidade com as novas regulamentações.

Eduardo Domeque, diretor de Seguros do Itaú Unibanco

Nossa expectativa para o Open Insurance é termos um mercado mais integrado, competitivo e eficiente pelo uso de tecnologia e dados compartilhado, que fará o setor de seguros ofertar produtos cada vez mais customizados e assertivos aos clientes. Além disso, teremos um cenário com maior competição, algo que também beneficiará o cliente final. Acreditamos em uma grande evolução do sistema, permitindo maior acesso da população aos serviços financeiros e de seguros. Uma nova dinâmica se iniciará com os clientes tendo maior consciência e gestão de seus dados, além de um maior número de ofertas e possibilidade de comparativos. A implantação do Open Insurance está sendo discutida pelas seguradoras do mercado e um dos principais objetivos é padronizar os dados que serão fornecidos aos consumidores, permitindo assim a comparação. O principal desafio será adaptar alguns sistemas antigos aos modelos compartilhamento de dados e serviços.

Igor Di Beo, vice-presidente de Subscrição, Comercial e Marketing da AXA no Brasil

O mercado tem um grande desafio pela frente e, para nós, não é diferente. Neste momento estamos revisitando nossas estratégias de integração tecnológica (APIs) e temos um comitê de discussão em relação ao Open Insurance. Dentro da agenda prioritária de TI, trouxemos uma executiva de tecnologia do mercado de Telecom, muito avançado na visão cliente – ela chegou com a missão de trazer um novo olhar para a experiência do usuário, o que está intimamente ligado às tendências de mercado.

Marcio Coriolano, presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg)

Cito dois aspectos. As seguradoras estão preocupadas. As novas regulamentações e o Open Insurance demandam um envolvimento muito grande de várias pessoas de porte relevante dentro das companhias, como produtos, compliance, segurança da informação, jurídica. Temos 7 grupos de trabalhos na CNseg para discutir os diversos impactos do Open Insurance. No meio de tudo isso que estamos vivendo, tentando sair de uma pandemia, de um ciclo de taxa de juros baixa, competição danada, grande necessidade de baixar custo. Principal preocupação. Se envolver num momento que elas procuram resultado para sair do período difícil.

A segunda questão que nos traz preocupação é que a Susep ainda não definiu quais as informações de produtos que as seguradoras terão de colocar no ar. Até agora, apenas garantia está no SRO. E isso demanda tempo e recursos, ambos escassos com tantas mudanças. Temos de treinar muitos líderes para garantir que tudo vai sair como previsto, principalmente no que diz respeito a segurança de dados dos nossos clientes. 

Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg)

O setor passa por grandes transformações. “2021 tem sido um ano intenso, principalmente no ambiente regulatório. Muitas mudanças. Todas positivas, em via de regra. Seguradoras estão menos amarradas para criar produtos. Mas é preciso levar em consideração tanto os prazos com os recursos financeiros necessários para viabilizar tantas mudanças. A ideia de ampliar a oferta e baratear os produtos é valida, mas não sei quando ela vai maturar”, pondera, vislumbrando um mercado segurador intenso nos próximos anos em todos os segmentos. 

Marcelo Farinha, presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap)

O Sistema de Seguros Abertos (Open Insurance) está inserido no contexto mundial de inovação trazida pelo Open Finance e pelo Open Banking – dentro das premissas de que o digital conecta o mundo todo e de que o cliente é o legítimo proprietário de seus dados cadastrais. Este é um movimento que veio para ficar e (em tese) tende a beneficiar os atores do sistema: a indústria – pelo favorecimento da inovação, da ação colaborativa, pela perspectiva de ganho de eficiência e novos modelos de negócios;  O ente supervisor – em função do acesso a dados de operações como preço, sinistros, características… em tempo real, o que se traduz em eficiência e qualidade da ação supervisora; e principalmente o Consumidor – pela maior comparabilidade de produtos e serviços, acesso a produtos mais adequados às suas necessidades e preços mais competitivos. 

O Open Insurance muda a dinâmica atual: o cliente passa a ter controle sobre seus dados e surge a sociedade iniciadora, entidade auxiliar (não supervisionada pela Susep) a quem cabe a gerir todo o processo no âmbito do sistema. Embora represente uma evolução natural, o Opin desperta algumas preocupações na indústria: a exiguidade de prazo para implementação (primeira fase em 15/12), principalmente ao se considerar que a norma que rege o tema somente foi publicada em 21/07 e que essa transformação ocorre simultaneamente a outros movimentos regulatórios que também exigem atenção e energia e investimentos pelas Companhias reguladas pela Susep. Somente no primeiro semestre de 2021 foram colocadas em audiência 25 consultas públicas.

Outra preocupação diz respeito à segurança das informações trocadas no âmbito do Opin, lembrando que os dados pertencem ao cliente e que a LGPD impõe extremo rigor na proteção de dados. Enfim, evoluir de um sistema de APIs abertas para a mentalidade de “seguradora aberta” requer rígido controle regulatório, tempo, investimento e preparo, sobretudo para questões relacionadas à segurança das informações dos clientes. O sucesso da abertura do mercado vai exigir esforço coletivo de uma ampla gama de partes interessadas: empresas do setor, consumidores e desenvolvedores de tecnologia.

Cassio Gama Amaral Sócio do Mattos Filho Advogados

O Open Insurance, nesse contexto, a reboque do open banking e convergindo para o macro ambiente do open finance, nos parece o ecossistema ideal para equilibrar, amortecer e tirar o melhor da histórica tensão entre, de um lado, o liberalismo, a flexibilização e a autonomia contratuais e, de outro lado, a necessária intervenção estatal nos domínios econômicos e privados, tendo em vista a esperada redução da assimetria informacional que historicamente vem embaraçando o avanço dos seguros no Brasil.

Érika Ramos, sócia-líder do segmento de Seguros da KPMG no Brasil

Este cenário, conjuntamente, possibilita que os consumidores de produtos e serviços de seguros sejam os principais beneficiados de um ecossistema seguro, ágil, preciso e conveniente para o compartilhamento padronizado de dados, previsto na LGPD e demais legislações que tratam do sigilo de operações financeiras e serviços.  Além de acelerar ainda mais os temas de competitividade, transparência e promoção da inclusão financeira.

Como benefícios/ oportunidades podemos citar:

  • incentivo a inovação, a promoção da inclusão financeira/seguros, promoção da livre iniciativa, aumento de oferta e concorrência;
  • Interoperabilidade com Open Banking – trazendo mais agilidade, conveniência e segurança. Além da integração com serviços financeiros, o que cria oportunidades para novos modelos de negócios. 
  • Iniciação de serviços relacionados à seguros e previdência de forma digital – iniciação de serviços como aviso de sinistros, portabilidade de previdência, etc., de maneira simplificada via uma plataforma digital única e centralizada.
  • Definição de plano estratégico das seguradoras para ações de defesa e ataque quando Openinsurance estiver pronto para ações transacionais – venda de produtos / Exploração dos novos potenciais de negócio alinhados ao perfil dos clientes;
  • Comparadores, Marketplaces e agregadores de dados – soluções para comparação de produtos de diversas seguradoras em um só local de forma que os clientes consigam selecionar a melhor escolha. Além de agregação de dados de diferentes instituições, incluindo produtos de seguros, de previdência complementar e capitalização. 

Entre os desafios tem-se:

  • Integrar os sistemas legados (extração de informações) para conectar aos APP/API que é a forma de interatividade no Openinsurance;
  • Integração de todas as informações que envolvem o segurado (cadastro, informação de apólice, sinistro, situação financeira do seguro) que muitas vezes estão em sistemas distintos para que sejam concatenadas para alimentar o Opensinsurance (desafio de concatenação bem como acerca da qualidade das informações);
  • Definição dos parâmetros e gestão de dados (consentimento/UX-User Experience), privacidade e segurança da informação;
  • Gestão do ambiente de governança e a configuração da intermediação, o papel consultivo do Corretor de Seguros neste processo e também dos parceiros de negócios.

OPINIÃO: Obrigada Solange Vieira! O consumidor de seguros agradece

Solange Vieira susep

Mais uma vez o mercado segurador do Brasil, que há décadas tenta avançar em vendas e conquistar os consumidores, está refém da política. O Ministério da Economia anunciou a troca do comando da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que regula o setor de seguros do país. O nome do substituto ainda não foi divulgado, pois depende de aprovação de um partido político, o Centrão. Enquanto isso, o diretor técnico Raphael Schere assume interinamente.

O indicado por parte do setor de seguros é Alexandre Camillo, que deixa o comando do Sindicato dos Corretores de São Paulo — o maior da categoria que conta com algo próximo a 100 mil profissionais registrados — em dezembro. Seus planos envolviam se dedicar a sua própria corretora e também alçar voos políticos em 2022, se candidatando novamente. Em 2018, ele se candidatou a deputado estadual, pelo Partido Social Democrático. Mas não se elegeu com seus 21 mil votos. Um deles, meu. Mas assumir a Susep será passar pelo mesmo que o ministro da Economia, Paulo Guedes, passa agora. Opinião publica acredita que tudo que ele fez foi em benefício próprio. Seria um tiroteio talvez pior do que tem sido com Solange.

Importante ter pessoas que entendam de seguros na política. Pois seguro é algo complexo. Armando Vergilio e seu filho, o deputado Lucas Vergílio, ajudam a promover a cultura de seguros no meio político. E a política aliada ao aspecto técnico pode fazer o setor de seguros a chegar aos tão almejados 8% de participação do PIB. Mas se não for bem regulado, pode cair num limbo, como as associações de proteção ou mesmo das garantias fiduciárias.

Recentemente vimos os danos que um setor não regulado pode causar. Poder ser um alvo para a lavagem de dinheiro. Seria fácil afirmar que um um incêndio causou perdas bilionárias, quando na verdade o valor situou-se na casa de centenas. Simples também afirmar que pagou milhões por um “seguro” que nem emitido foi, como fez a Precisa Medicamentos ao Ministério da Saúde, para quem ofertou uma garantia inexistente do FIB Bank no valor de R$ 80,7 milhões para a compra da vacina indiana Covaxin. Neste exemplo não era seguro e sim garantia fiduciária, um ramo sem regulação.

Para evitar isso o setor de seguros, que tem mais de R$ 1,2 trilhão em reservas administradas em 2021, tem de ser bem regulado. E assim tem sido. Tanto que dificilmente se ouve falar em uma seguradora quebrada ou envolvida em escândalos. Assim como o mercado bancário. Regulados e solventes.

Quando comecei a estudar o tema seguros, em 1992, percorri o mundo, pois aqui havia pouca informação. Naquela época, sem a internet, tinha de rodar a avenida Paulista, onde estavam instaladas as principais seguradoras do Brasil, para conseguir dados estatísticos para escrever matérias para a Gazeta Mercantil, até então o único jornal financeiro do país. Sem números, as matérias não eram publicadas. E as seguradoras não tinham dados, o elemento básico e fundamental do setor para calcular probabilidades e o preço final ao consumidor. Mas eu tinha ambições de uma carreira de sucesso. Então batalhei muito para ajudar o setor a crescer, para que eu e o país pudéssemos crescer juntos.

Enquanto construia uma base sólida de relacionamento com executivos interessados em inovar para o setor crescer, me valia de dados internacionais para conseguir emplacar matérias de seguros na Gazeta Mercantil. Para conquistar a atenção dos consumidores, governos e empresas não bastam palavras bonitas, adjetivos em excesso sobre si mesmo e suas empresas e um polpudo orçamento de marketing. Precisam mostrar a importância do seguro em dados confiáveis. Ter um propósito. Estratégias traçadas e divulgadas. A política ajuda, mas ter dados são imprescindíveis. Hoje temos um banco de dados incrível. A CNseg, por exemplo, tem hoje um portal só de estatísticas, de tudo quanto é assunto do setor.

Aos poucos, consegui a confiança de vários porta vozes. Muitos deles nunca tinham aparecido no jornal. E ganharam o gosto de ter o bico de pena estampado na primeira página por feitos simples, como dar ao jornalista uma tabela com dados dos atendimentos nas centrais de atendimento, de vendas, de lucro. E, passo a passo o setor foi crescendo. Aquela baixa auto estima de que quem trabalhava em seguros desaparecia aos poucos. Muitos tristemente diziam que seguros era formado por executivos que não tinham dado certo em bancos, que eram os donos das manchetes financeiras.

O setor passou a acreditar em si e, preparado, a alçar voos impulsionados pelo crescimento da economia. Com isso, atraiu novos talentos, investidores e consumidores. Todos saíram ganhando. Pessoas e empresas mais protegidas. Profissionais valorizados. Governo arrecadando mais com impostos e empurrando para o setor privado uma boa parcela da população que contava apenas com o SUS e com a previdência oficial. A frota veículos era renovada pois o crédito ficava mais barato ao ter uma garantia do seguro. Na compra da casa própria o mesmo. Empréstimos para projetos de infraestrutura também. O seguro reduz a taxa ao estar alocado na planilha do orçamento da obra.

A população da classe C passou a usar e abusar dos serviços oferecidos pela saúde suplementar, com mais agilidade e qualidade. Hoje são quase 50 milhões de brasileiros nos planos privados. A população também passou a se planejar financeiramente e construir um futuro mais previsível. Mais de R$ 120 bilhões foram sacados dos fundos de previdência privada PGBL e VGBL durante a pandemia pelos cotistas para fazer frente a despesas com a perda de emprego.

Fora isso, pensa na ajuda que o seguro de vida trouxe para as famílias que perderam o arrimo de família para a Covid? As seguradoras brasileiras pagaram desde o início da pandemia até julho R$ 3,7 bilhões em indenizações quase 86 mil pessoas pertencentes às famílias das vítimas da covid-19. Esse valor envolve diversos produtos, como propriamente pela morte, pagamento de dívidas, despesas com funeral, diárias hospitalares e despesas com viagens não ocorridas em razão da pandemia. Um alivio inclusive para o governo ao ter famílias que puderam recomeçar e seguir consumindo e pagando impostos, em vez de irem engrossar a lista de 125 milhões de pessoas em insegurança alimentar estimadas no Brasil.

Nos últimos anos o que temos com algumas das regras divulgadas é uma redução dos atritos com consumidores. Certamente o setor gasta mais tempo divulgando e vendendo do que dando desculpas porque não vai pagar apólices. Os Procons agradecem pela redução de queixas em seus atendimentos. O Reclame Aqui agradece o empenho das seguradoras em resolverem as poucas queixas que chegam ao portal, que gira uma quantidade incrível de divulgação das seguradoras pedindo votos para serem eleitas as Melhores para o Consumidor.

Não foi Solange que mudou o setor para melhor ou para pior. Foi a tecnologia que empoderou o consumidor e Solange deu a cara para bater e se valeu da tecnologia para melhorar boa parte da regulamentação. Boa parte das normas divulgadas, após audiência publica realizada entre seguradores e técnicos da Susep, permitiu melhoria em todas as fases da gestão de um seguro. Em algumas, piorou, mas voltou ao debate. Dá trabalho mudar? Claro que dá. Custa caro? Sim. Mas o benefício de ter mais consumidores protegidos compensa.

Os corretores passaram a contar com melhores produtos para ofertar aos consumidores. Inclusive para as PMEs, até então fora do mercado por falta de estatísticas sobre qual o risco que representavam e inexistência de sistemas de segurança eficientes em larga escala que pudessem controlar fraudes. Isso ajudados pela tecnologia e plataformas lançadas, pelo avanço nos meios de pagamentos e pela regulamentação que foi simplificada.

Quem nunca teve seguro de carro, agora tem. Se não pode pagar pela reposição do bem, pode contar com o serviço de guincho para não ficar apavorado na beira de uma estrada sem ter como remover o carro quebrado.

A população passou a ter acesso ao seguro celular para danos e furtos simples. Agora os consumidores contam até com serviço de retirada e entrega do aparelho danificado substituído por um novo. Até então menos de 1% dos celulares tinha seguro pois a oferta só contemplava cobertura para furto qualificado e roubo, com cobrança de franquia e um preço não suportado pelo orçamento apertado das famílias. Um produto tão ruim só poderia lotar os canais de atendimento dos Procons com milhares de reclamações.

E por quê as seguradoras conseguiram mudar sistemas e produtos, avançar na relação com o corretor e na distribuição de seus produtos? Porque os investidores e acionistas passaram a ver um futuro deslumbrante de crescimento e aportaram mais recursos no negócio. A concorrência estimulou todos a melhorem seus produtos. Ajudou a reduzir comissões de 80% em alguns produtos para menos de 30%. Ajudou a profissionalizar ainda mais a profissão do corretor de seguros ao eliminar algumas práticas abusivas entre seguradoras e corretoras que eram praticamente cativas.

A Susep poderia ter incluído mais o corretor nas discussões? Sim. Mas logo no início se criou uma intriga tão intensa que estremeceu as relações. Ela poderia ser mais simpática e atender os telefonemas dos principais porta vozes do setor? Sim. A comunicação teria fluído bem. Mas ela optou por mandar mensagens por jornais e se aliar a FGV e não a ENS.

Poderiam todos ser mais respeitosos com Solange, a primeira mulher a assumir o comando da Susep? Sim. Não por ser mulher. Mas por ela ter superado o machismo do mercado e mudar algumas regras mesmo diante de pressões intimidadoras. Por vencer os obstáculos que outros titulares da Susep não conseguiram, como Rene Garcia e até mesmo o corretor Joaquim Mendanha, que tinham em suas agendas boa parte de tudo que a gestão de Solange regulamentou. Ambos chegaram a confidenciar que tentavam mudar, melhorar, mas “a pressão está insuportável”, diziam quando eu cobrava notícias para noticiar diariamente aos leitores interessados pelo setor. O consultor Roberto Westenberger, que presidiu a Susep entre 2014 e 2016, avançou e dizem por ai que foi por isso que ficou pouco tempo. Quando deixou o cargo, pediu a seu sucessor que desse continuidade aos projetos iniciados na sua gestão e concluísse os que já estavam em andamento.

Poderia ter mais gente dotada de generosidade e agradecer toda a pressão que Solange aguentou nesses quase três anos? Sim. Mas o que lemos em mídias e em comentários de matérias ou em grupos de WhatsApp? Desrespeito. Ok. Vivemos em uma democracia e todas as opiniões são respeitadas. Mas cadê a turma que ajudou a Susep a mudar? A omissão de bons comentários demostra um machismo sem igual, num setor que luta pela diversidade.

A Susep não pode ser palco de disputa de poderes. Não pode ser gerida por uma pessoa que faz parte da regulação. Ela tem de ser formada por técnicos, com jogo de cintura para lidar com tantos interesses. E não por corretores, seguradores ou resseguradoras. Ela precisa de um profissional sem conflitos de interesses. Que saiba dizer sim, não, se desculpar, avançar mesmo com pressão e voltar atrás se for preciso.

Bancos, seguradoras, fintechs e insurtechs. Todos dependem do consumidor. A briga tá feia, mas tem ganhar com ASG e não com jogo político. Regulados e reguladores têm de ter olhos para o futuro. Para o consumidor, pois é ele quem decide se vai comprar ou não um produto do setor. Ele não vai comprar se o produto for caro ou inútil. Ele não vai aceitar um seguro em sua conta corrente, de luz ou de gás sem ter solicitado. E se isso persistir em acontecer, ele vai denunciar. Vai colocar a boca nas redes sociais. Ele vai odiar o setor se ficar recebendo ofertas abusivas e sem sentido.

Por isso, seja lá quem for que seja o responsável por indicar um novo titular para a Susep, eu peço que tenha consciência deste momento incrível do setor de seguros. Que respeite o que foi conquistado. Que tenha discernimento para mudar o que trava o setor. Que agregue governança, transparência e crescimento. Que decida a favor do consumidor, que é mais poderoso do que político, que, por sinal, está com uma lição de casa imensa para ser respeitado até mesmo quando entra em avião. Se quiser emplacar nas eleições de 2022, faça boas escolhas. Se destruir o setor de seguros, perderá o apoio de um setor que pode ajudar a construir um pais mais resiliente ao ajudar todos a gerenciarem riscos. Além de ser um investidor institucional que está entre os maiores do mundo, administrando trilhões de dólares de clientes.

Como jornalista, consumidora de seguros e brasileira que viu muita gente recomeçar a vida porque recebeu uma indenização de seguradora agradeço à Solange por ter gerenciado uma equipe que conseguiu, com poucos recursos, transformar o setor e colocar em prática regras que há tempos se pretendia implementar. Meu muito obrigada a você. Que siga sua carreira e faça boas coisas no BNDES, onde é funcionária de carreira.

Setor de seguros avança 14,4% até agosto, para R$ 198,7 bilhões

susep dados de agosto de 2021

Fonte: Susep

O setor supervisionado arrecadou R$ 198,76 bilhões nos oito primeiros meses de 2021, o que corresponde a R$ 25,61 bilhões a mais do que no mesmo período de 2020. Em termos percentuais, o acumulado até agosto de 2021 apresentou crescimento de 14,4%. O desempenho dos segmentos de previdência (2,8%) e capitalização (5,1%) ajuda a explicar a pequena queda em relação ao crescimento de 16,4% observado pelo setor no acumulado até julho. Considerando apenas os segmentos de seguros, o crescimento observado foi de 16,0%, segundo dados da resenha mensal de agosto de 2021 divulgada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Nos seguros de pessoas o grande destaque foi o seguro de vida, que atingiu o montante de R$ 15,03 bilhões, o que corresponde a um crescimento de 17,4% em relação ao mesmo período de 2020. A sinistralidade do seguro de vida, individual e em grupo, continuou a trajetória de queda, atingindo o valor de 75,3% em agosto deste ano, abaixo do valor observado em julho, quando foi de 84,8%. O pico de sinistralidade dessa linha de negócio ocorreu em abril de 2021, quando atingiu 97,3%. 

Os seguros de danos sem auto continuam apresentando forte desempenho, com crescimento de 20,8% na arrecadação de prêmios no acumulado de 2021, quando comparado com 2020. A arrecadação de prêmios no seguro auto continua performando abaixo da média dos seguros de danos, tendo atingido R$ 24,27 bilhões no acumulado do ano, valor 7,3% superior ao do mesmo período em 2020.  

As linhas de negócio rural, responsabilidade civil (RC), patrimonial e transporte foram destaques, com crescimento acima de 30%. O seguro rural continua batendo recordes de taxa de crescimento, atingindo 43,5% no acumulado até agosto em relação ao mesmo período de 2020 – maior valor da série histórica. Os seguros de responsabilidade civil, patrimonial e transporte cresceram, respectivamente, 35,4%, 30,3% e 32,1%, mantendo o forte desempenho observado ao longo do ano.  

Dia das Crianças: Icatu apresenta campanha que destaca importância da educação financeira

Rafael Caetano_Dir Marketing da Icatu_Div

Fonte: Icatu

Com cerca de 2.100 funcionários, a seguradora Icatu queria uma campanha para o Dia das Crianças que dialogasse tanto com o público externo quanto com o interno. E, coube à agência Amo o desafio de criar a campanha “Planos que crescem junto com a gente” para atender cerca de 900 crianças que são filhos e filhas dos funcionários da companhia. Com o “Jogo do Futuro”, em formato de tabuleiro, a missão se transformou em uma divertida brincadeira para a família. Reunindo mensagens relacionadas aos produtos de proteção e planejamento financeiro da Icatu e mostrando como planejar eventos como uma viagem de férias ou a próxima festa de aniversário, o jogo mostra, de forma lúdica, a importância de sonhar e planejar o futuro. Além do jogo, as crianças também irão ganhar uma régua de alturas, que acompanha o crescimento dos pequenos.  

“É muito saudável que as famílias conversem com as crianças sobre educação financeira para que, meninos e meninas, desde cedo, entendam que para a realização de um sonho é preciso planejar, economizar e vencer desafios. A partir de ações cotidianas, como a gestão da mesada ou o planejamento das férias, as crianças já começam a despertar a atenção sobre gastos, consumo responsável e planejamento do futuro”, afirma o diretor de Marketing e Relacionamento com Clientes da Icatu, Rafael Caetano. 

Nas redes sociais da seguradora, o mesmo conceito será usado para reforçar a importância de abordar a educação financeira desde a infância, trazendo um e-book, desenvolvido em parceria com o Laboratório de Educação, que reúne dicas divertidas para serem praticadas em família, mostrando como os filhos podem ajudar a preparar a lista de compras ou até mesmo calcular a conta do restaurante, por exemplo. 

Parceiro da Icatu desde 2015, o Laboratório da Educação é uma organização não governamental que busca fortalecer o papel dos adultos no processo de aprendizagem das crianças, com metodologias de ensino que promovem o desenvolvimento infantil dentro e fora das escolas.

Ainda, uma live que foi conduzida pela psicóloga e influenciadora digital Priscila Rossi, especialista em comportamento financeiro infantil.  O evento, online e gratuito, integra a série “Conversa com Especialista”, e aconteceu nesta quinta-feira, 07 de outubro, às 11h, no canal do YouTube da seguradora, com a mediação de Luana Macedo, consultora de Conteúdos da Icatu. Na live, a psicóloga fez uma abordagem sobre os tipos de brincadeiras, de acordo com a idade, que podem contribuir para a educação financeira da garotada e tratou de dúvidas comuns de muitos pais, como, por exemplo, quando começar a dar mesada para os filhos. O vídeo está disponível no canal do youtube. 

Start-up chilena chega ao Brasil para disputar seguro garantia para PME

aval chega ao brasil

Fonte: Avla

A AVLA, seguradora empresarial fundada no Chile, anuncia sua chegada ao Brasil com investimento de R$100 milhões para iniciar as operações no país. Criada em 2008, a AVLA lidera o mercado de Seguro Garantia tanto em seu país de origem quanto no Peru. 

Com o aporte recebido da Creation Investments, fundo de investimento de impacto social, a companhia anuncia sua maior expansão internacional com o início das operações no Brasil e no México. 

“A chegada da AVLA ao Brasil representa mais um passo adiante na construção de nosso propósito: promover o crescimento e o desenvolvimento na América Latina. Aterrissamos com o compromisso de entregar soluções financeiras às mais de 14 milhões de pequenas e médias empresas do Brasil, a fim de colaborar com o desenvolvimento do país. Temos uma equipe altamente treinada e talentosa, cuja missão é servir de forma próxima, flexível e inovadora. Estamos muito felizes e entusiasmados com este grande desafio”, afirma Ignacio Alamos, CEO global da AVLA.

Presente na lista dos 10 maiores grupos seguradores de garantia da América Latina, a AVLA oferecerá o Seguro Garantia nas modalidades de Garantia Judicial e Garantias Tradicionais, além de operar com diversos tipos de Seguros de Crédito. 

Diferente das tradicionais seguradoras presentes no mercado brasileiro, a AVLA chega para oferecer garantias judiciais para pequenas e médias empresas e para trazer maior credibilidade para o produto de garantia de performance para segurados privados.

“Além de dar acesso às garantias judiciais para PMEs, queremos resgatar a credibilidade do Seguro Garantia de Performance, que tem um histórico de longos processos judiciais e não pagamento de sinistros”, comenta Felippe Astrachan, CEO da AVLA no Brasil.

Com seguros de crédito, a AVLA estruturou no último ano linhas de financiamento de mais de US$120 milhões para pequenas e médias empresas (PMEs) no Peru e no Chile com a participação de grandes investidores internacionais de impacto, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), FinDev Canadá e ResponsAbility.

Zurich anuncia novo diretor de Vida, Previdência e Capitalização

Rodrigo Barros Zurich
Rodrigo Barros

Fonte: Zurich

Rodrigo Barros é o novo Diretor Executivo de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich no Brasil. Com mais de 25 anos de experiência, Rodrigo está na Zurich desde 2017 e, até então, respondia pela diretoria executiva de Estratégia, Canais Digitais e Marketing. Na nova função, o profissional terá como missão expandir ainda mais a presença da seguradora nos segmentos de seguro de vida, individual e em grupo, além de previdência complementar para pessoas físicas e jurídicas.

Formado em economia pela Universidade de São Paulo (USP), possui MBA em administração pela Ibmec/SP e especialização em finanças na Universidade da California, em Berkeley.

O executivo já atuou em grandes companhias, como o grupo Citibank, Banco ABC Brasil, Banco Real ABN AMRO e Banco Santander, com gerenciamento e liderança em diversos negócios de atacado e varejo no setor bancário.

Eduardo Grillo assume diretoria comercial da Suhai Seguradora

Fonte: Suhai

A Suhai Seguradora contratou Eduardo Grillo para a diretoria executiva comercial. A posição ocupada por Grillo é fundamental para a estratégia de crescimento da empresa e sua expertise diante das decisões comerciais auxiliarão na integração com fornecedores e clientes. 

“A Suhai é uma seguradora com um propósito muito importante no mercado, estamos possibilitando que uma quantidade cada vez maior de brasileiros possa ter seguro. No tamanho que atingimos esse ano, faz muito sentido uma contratação importante como a do Eduardo Grillo. Além disso, a retenção dos clientes que já fazem parte da nossa companhia e confiam em nosso portfólio de produtos é parte essencial dos projetos futuros”, afirma o CEO da companhia, Fernando Soares. 

A Suhai vem crescendo nos últimos anos sempre acima do mercado e só neste primeiro semestre apresentou um crescimento de 34%. O objetivo da empresa é manter este ritmo acelerado trazendo soluções para clientes e corretores. Atualmente o Brasil é um dos lugares onde 70% dos proprietários de veículos não possuem seguro, por este ser um serviço caro, mas a Suhai se mantém firme no seu propósito de democratizar o seguro para carros, motos e caminhões no país. 

“Certamente essa parceria resultará em ótimos resultados. A Suhai está ajudando a alterar a cultura brasileira sobre a não necessidade de seguros, principalmente para os que são deixados de fora deste mercado. Esse é o momento de virarmos esse jogo e de demonstrarmos como boas estratégias aliadas a dados e tecnologia de ponta são capazes de alterar esse cenário”, completa o executivo. 

Grillo tem larga experiência nos setores financeiro e de seguros, tendo uma carreira de mais de 20 anos em instituições de grande porte. Nos últimos 14 anos ocupou o cargo de diretor comercial na Allianz e antes disso, liderou diversas áreas de Seguros dentro do complexo Itaú. 

Eduardo Grillo é graduado em Administração de Empresas, pós-graduado em planejamento e análise de investimentos e tem mestrado em estratégias e organização pela Universidade Federal do Paraná.