A FF Seguros, subsidiária brasileira da canadense Fairfax Financial Holdins, participa esta semana de uma agenda intensa em Belém durante a COP30, em sintonia com sua atuação discreta, porém consistente, em projetos de conservação e cultura. A companhia é uma das patrocinadoras da Jaguar Parade Belém 2025, iniciativa que transformou a capital paraense em uma grande galeria a céu aberto, reunindo 51 esculturas de onças-pintadas criadas majoritariamente por artistas da região. Entre elas estão as obras, apoiadas pela seguradora, e assinadas pelos árticas locais Mindello e Moara Tupunambá, , que reforça o elo entre biodiversidade, arte e ancestralidade amazônica.
Hoje, a partir das 19h, um coquetel exclusivo reunirá todas as esculturas no Mangal das Garças, marcando um dos momentos mais simbólicos da exposição, que ocorre paralelamente à conferência climática. O encontro antecede o leilão beneficente das obras, cuja arrecadação será destinada a instituições dedicadas à preservação da onça-pintada e de seu habitat natural. Para a FF Seguros, o apoio ao projeto representa mais do que uma ação de visibilidade: é a expressão de um compromisso construído ao longo dos anos, sem alarde, em favor da conservação e da educação ambiental por meio da cultura.
Segundo Gustavo Mercadante, superintendente de Marketing, Eventos e Patrocínios da Fairfax Brasil, presente em Belém para acompanhar a mostra e as atividades da COP30, a atuação da seguradora em projetos socioambientais antecede a própria estrutura formal de marketing da companhia. Ele conta que, há mais de cinco anos, quando ainda não havia uma área dedicada ao tema, o CEO Bruno Camargo já apoiava iniciativas como o Vozes do Oceano e as primeiras edições da Jaguar Parade. A escolha dos artistas, dos locais de exposição e o custeio integral da produção das esculturas seguem o mesmo princípio: apoiar talentos locais, valorizar a cultura amazônica e ampliar o alcance de mensagens ligadas à conservação.
Além da Jaguar Parade, a FF Seguros também apoia a Casa Vozes do Oceano, organizada pelo Instituto Voz dos Oceanos, da Família Schurmann, instalada no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. O local, que conta com apoio institucional do Governo do Pará e parceria de empresas brasileiras e globais, oferece uma experiência imersiva sobre a importância do bioma marinho e tem atraído visitantes, pesquisadores e representantes do setor privado interessados em discutir como proteger ecossistemas sensíveis.
A integração dessas iniciativas reforça a visão de longo prazo da Fairfax no Brasil, que combina solidez global com orgulho local. Ao patrocinar projetos que nascem da biodiversidade amazônica e dialogam com comunidades, artistas e instituições de conservação, a seguradora busca contribuir para um legado que ultrapassa o período da conferência. Sem discursos grandiosos, aposta na força da arte para sensibilizar e na cultura como ferramenta de educação ambiental — princípios que orientam seu posicionamento e refletem a liderança de Bruno Camargo, cuja trajetória é marcada por uma escuta atenta e por um compromisso genuíno com sustentabilidade.
Na COP30, essa presença se materializa tanto no apoio institucional quanto na participação ativa em encontros e iniciativas sociais, sempre com o olhar voltado para aquilo que a região ensina: proteger a biodiversidade é uma responsabilidade compartilhada. Em Belém, a FF Seguros reforça essa mensagem ao lado de artistas, organizações e da própria comunidade, que hoje se reúne para celebrar a beleza, a simbologia e a urgência de conservar a onça-pintada — um dos maiores ícones da fauna brasileira.
O “Fórum da Indústria Automotiva & Seguros na COP30”, realizado nesta quinta-feira (13) na Casa do Seguro, em Belém (PA), reuniu montadoras, seguradoras, especialistas e representantes internacionais, em uma iniciativa conjunta da CNseg e da ANFAVEA. O encontro destacou como a inovação tecnológica, a economia circular e a colaboração entre setores estão redefinindo o futuro da mobilidade de baixo carbono no Brasil, evidenciando o papel estratégico do setor de seguros nesse processo.
Descarbonização do setor automotivo
Moderado por Henry Joseph Jr., assessor especial da presidência da ANFAVEA, o painel “Descarbonização do setor automotivo” abriu o Fórum afirmando: “o setor automotivo brasileiro está acelerando sua transição energética em múltiplas frentes: veículos leves e pesados, biocombustíveis, eletrificação, ciclo de vida dos produtos e captura de carbono”.
Estratégias das montadoras para emissões mais baixas
Fabio Rua, vice-presidente para a América do Sul da GM, reforçou o compromisso da montadora com a transformação energética. “Descarbonização é o nome do jogo. Até 2030, todos os veículos produzidos pela GM no Brasil terão algum tipo de eletrificação.”
Ele também destacou o primeiro veículo totalmente elétrico produzido no país, no estado do Ceará, e reforçou a meta global de atingir a neutralidade de carbono até 2040, ressaltando que o Brasil já apresenta avanços significativos no uso de energia renovável em suas plantas industriais. Gustavo Bonini, diretor institucional da Scania na América Latina, estruturou sua fala em três pilares: tecnologia, infraestrutura e políticas públicas.
João Paulo Sertã, diretor Green Finance, ILB Labs
“Não existe sustentabilidade sem produção local. Hoje já temos todas as tecnologias de descarbonização produzidas no Brasil”, afirmou. Bonini ressaltou o potencial do biometano, a capacidade nacional de produção de B100 e os desafios de infraestrutura para eletrificação em longas distâncias.
Para João Irineu, VP de Assuntos Regulatórios da Stellantis, o Brasil tem uma vantagem competitiva única: matriz energética limpa e diversidade de soluções. “Descarbonizar exige que cada tecnologia caiba no bolso do cliente. Essa é a transição equilibrada que o Brasil pode fazer”, disse. Irineu lembrou que programas como Inovar-Auto, Rota 2030 e Mover já representam 35% de redução de CO₂ em 10 anos, um feito raro mesmo entre países desenvolvidos.
Múltiplas rotas tecnológicas
Painel 2 – Do Sinistro à Sustentabilidade: Salvados e Economia Circular no Setor Automotivo
Priscila Rocha, gerente de Sustentabilidade da Volkswagen Caminhões e Ônibus, enfatizou que o transporte pesado exige diversidade tecnológica. “O Brasil precisa de muitas soluções. Trabalhamos com biodiesel, biogás, híbridos e elétricos porque cada cliente tem uma realidade.”
O diretor de Comunicação e presidente da Fundação Toyota, Roberto Braun, trouxe a visão de que nenhuma tecnologia sozinha resolverá o desafio climático. “É preciso combinar alternativas. No Brasil, biocombustíveis e híbrido flex são caminhos naturais.”
Sinistros como fonte relevante de emissões
João Paulo Sertã, diretor de Green Finance do ILB Labs, apresentou um estudo pioneiro sobre descarbonização na cadeia de sinistros. Sertã mostrou como colisões, reparos, deslocamento de oficinas e substituição de peças compõem uma “camada invisível” de emissões. “Cada sinistro desencadeia uma série de atividades que emitem carbono, e isso é pouco estudado. O setor de seguros tem um papel muito maior do que imaginamos na agenda climática”, enfatizou. O estudo, feito com seguradoras e peritos franceses, apresenta alavancas de descarbonização e incentiva o debate sobre práticas mais sustentáveis na gestão de indenizações.
Do sinistro à sustentabilidade: salvados e economia circular
Moderado por André Vasco, diretor de Serviços às Associadas da CNseg, o painel “Do sinistro à sustentabilidade: salvados e economia circular” discutiu como a cooperação entre seguradoras e indústria automotiva pode transformar salvados em vetor de sustentabilidade.
Economia circular como política de negócio
Participaram Daniel Morroni (Renova Cap), Gilberto Martins (ANFAVEA), João Irineu (Stellantis) e Marlon Otoni (Allianz). Os debatedores abordaram melhorias regulatórias, rastreabilidade, reutilização de peças, reciclagem e a necessidade de padronização de processos. Morroni resumiu a missão: “Salvados não são resíduos: são recursos. E precisam ser tratados como parte da agenda de descarbonização.”
Sinergias entre os setores de seguros e automotivo
Moderado por Renata Agostini (ANFAVEA), o painel “Sinergias entre os setores de seguros e automotivo” destacou a convergência entre inovação de produtos, economia circular e novos modelos de prevenção de riscos.
Painel 3 – Sinergias Entre os Setores de Seguros E Automotivo
Participaram Andrea Serra (ANFAVEA), Gustavo Bonini (Scania), Ivani Benazzi (Bradesco Seguros) e Keila Farias Rocha (Tokio Marine). Um dos pontos centrais foi o potencial do tratamento de salvados como mecanismo de redução de impacto ambiental e geração de eficiência econômica. Ivani Benazzi apontou que “o setor de seguros tem capacidade de induzir comportamentos sustentáveis nas cadeias produtivas.”
O papel estratégico do setor de seguros
No encerramento, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, reforçou que o setor de seguros tem papel decisivo na coordenação entre indústria, governo e sociedade.
Dyogo Oliveira, presidente da CNseg
“A transição climática exige implementação. O setor de seguros pode acelerar investimentos, estimular inovação e garantir que os riscos da descarbonização sejam administráveis”, disse Oliveira. Dyogo ressaltou a conexão entre o Fórum e a estratégia da Casa do Seguro. “Estamos aqui para mostrar que o seguro é parte da solução. Não existe transformação produtiva sem gestão de riscos — e é isso que o nosso setor entrega.”
A visão da ANFAVEA
Igor Calvet, presidente da ANFAVEA, celebrou a parceria estruturada com a CNseg e reforçou que a COP30 é um momento histórico para que Brasil e indústria avancem juntos.
Fórum que cria pontes e acelera agendas
O encontro demonstrou que a descarbonização do setor automotivo brasileiro não é apenas possível, mas está em curso, com participação ativa de montadoras, seguradoras, especialistas e formuladores de políticas públicas. A mensagem final, sintetizada ao longo dos debates, foi que, para alcançar as metas climáticas brasileiras, a indústria automotiva e o setor de seguros precisam caminhar lado a lado, compartilhando dados, riscos, investimentos e inovações.
Pelo segundo ano consecutivo, a MetLife, Inc. (NYSE: MET) conquistou um lugar cobiçado entre as 25 Melhores Empresas para Trabalhar no Mundo segundo a Fortune™, ocupando a 10ª posição na lista deste ano. Concedido a apenas 25 empresas globalmente, esse reconhecimento reflete o compromisso da companhia com seus colaboradores, clientes e as comunidades que atende.
“Esse reconhecimento contínuo da MetLife na lista das 25 Melhores Empresas para Trabalhar no Mundo segundo a Fortune™ é um testemunho da paixão e dedicação de nossos colaboradores, que vivem nosso propósito todos os dias”, afirmou Michel Khalaf, presidente e CEO da MetLife.
“À medida que avançamos em nossa estratégia de crescimento New Frontier, essa conquista reflete nosso compromisso em promover uma cultura organizacional sólida, onde cada colaborador possa prosperar e ajudar a moldar o futuro para todos os nossos stakeholders.”
Elaborada pelo parceiro de pesquisa da Fortune, Great Place to Work®, a lista das 25 Melhores Empresas para Trabalhar no Mundo em 2025 é baseada em nove milhões de respostas de pesquisas que representam a experiência de 25 milhões de colaboradores em organizações certificadas pelo Great Place to Work. As empresas são avaliadas por seus esforços para criar excelentes ambientes de trabalho e impactar positivamente pessoas e comunidades em diversos países.
O reconhecimento da MetLife na lista das 25 Melhores Empresas para Trabalhar no Mundo segundo a Fortune™ segue-se ao terceiro ano consecutivo na lista das 100 Melhores Empresas para Trabalhar nos EUA e ao reconhecimento regional como melhor lugar para trabalhar na Ásia, Europa, América Latina e Oriente Médio. Em 2025, a MetLife também foi certificada como Great Place to Work em 33 mercados e recebeu prêmios de melhor lugar para trabalhar no Brasil, Chile, China, Chipre, Índia, Itália, México, Polônia, Portugal, Coreia do Sul, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Uruguai.
“Nossas pessoas são a força motriz por trás de tudo o que conquistamos na MetLife”, afirmou Shurawl Sibblies, diretora de Recursos Humanos da MetLife. “Esse reconhecimento é resultado direto do compromisso delas em fazer a diferença — tanto dentro da empresa quanto nas comunidades que atendemos. Inspirados pelo nosso propósito compartilhado, estamos criando um ambiente onde todos são respeitados, reconhecidos e capacitados para alcançar seu máximo potencial.”
Para ser considerada na lista das 25 Melhores Empresas para Trabalhar no Mundo segundo a Fortune™, as empresas devem ter 5.000 ou mais colaboradores globais e serem identificadas como empregadores globais excepcionais, com reconhecimento em pelo menos cinco listas de Melhores Lugares para Trabalhar na Ásia, Europa, América Latina, África, América do Norte ou Austrália em 2024 ou início de 2025. As empresas são classificadas com base em sua capacidade de superar outras em seus mercados nacionais e globalmente.
Mais detalhes sobre a lista das 25 Melhores Empresas para Trabalhar no Mundo segundo a Fortune™ 2025 estão disponíveis no site da Fortune.
As cooperativas de crédito começam a ganhar protagonismo no mercado de seguros, impulsionadas tanto pelo aumento expressivo da concessão de crédito para empresas quanto pela modernização regulatória que está redesenhando a atuação de cooperativas e associações no setor. O movimento ficou evidente com o anúncio do Sicredi, que atingiu em outubro o marco de R$ 100 bilhões em sua carteira de crédito para pessoas jurídicas (PJ), crescimento de 17% em relação ao mesmo período de 2024. A expansão sinaliza não apenas o fortalecimento do cooperativismo, mas também a abertura de um novo ciclo de oportunidades para a oferta de seguros empresariais, sobretudo em segmentos de micro, pequenas e médias empresas.
Com 1,4 milhão de associados PJ, alta de 16,5% em 12 meses, o Sicredi mantém uma base empresarial formada majoritariamente por MEIs, micro e pequenas companhias, que representam 95% desse universo e concentram cerca de 90% do saldo da carteira PJ. Hoje, 27% das pequenas empresas brasileiras fazem parte da instituição, o que inclui mais de 350 mil CNPJs. Segundo Stella Fraiha, superintendente de Segmento PJ do Sicredi, o marco de R$ 100 bilhões reflete a força do cooperativismo, a confiança dos empreendedores e a proximidade das cooperativas com as comunidades atendidas.
Os dados acompanham o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), do Banco Central, que registrou em 2024 um avanço de 22,4% na carteira PJ das cooperativas e expansão de 21% no crédito voltado às micro, pequenas e médias empresas. Estudo da OCB, em parceria com a FIPE, reforça os efeitos do cooperativismo sobre o desenvolvimento local, indicando aumento de PIB per capita, geração de empregos e crescimento no número de estabelecimentos após a instalação de cooperativas de crédito nos municípios analisados.
Esse ambiente de expansão cria terreno fértil para o avanço das cooperativas na distribuição de seguros. A relação entre crédito e proteção financeira é direta: quanto mais empresas tomam crédito para crescer, investir e assumir compromissos, maior é a necessidade de mecanismos que garantam a continuidade das atividades. O Sicredi reconhece essa conexão como estratégica tanto do ponto de vista do associado quanto da gestão de risco da própria cooperativa.
Na prática, atrelar seguros às operações de crédito PJ significa proteção para o patrimônio, para a capacidade de pagamento e para a sustentabilidade financeira do negócio. “Quando uma empresa tem acesso a mais crédito, ela tende a investir, crescer e assumir novos compromissos financeiros. Nesse momento, é fundamental pensar também na proteção desse patrimônio”, afirma Devanir Brisola, gerente de desenvolvimento de Seguros e Consórcios da Central PR/SP/RJ. A instituição destaca que um sinistro pode paralisar operações por dias ou meses, afetando profissionais liberais, microempresários, prestadores de serviço e organizações de todos os portes. “O seguro é um complemento natural e estratégico: protege a atividade produtiva e assegura a continuidade do negócio mesmo diante de imprevistos.”
Esse posicionamento ganha ainda mais força com a nova Lei Complementar 213/2025, que redefiniu o marco regulatório de associações e cooperativas no setor de seguros e está em fase de regulamentação pela Susep. O órgão regulador vem destacando que o novo marco ampliará a competição, estimulará modelos alternativos de proteção e incluirá populações e regiões pouco atendidas, especialmente Norte, Nordeste e municípios menores. Em declarações já utilizadas em outros eventos, a Susep reforçou que o cooperativismo será um dos principais vetores de expansão da cultura de seguros no país, com potencial de diversificar produtos, alcançar micro e pequenas empresas e aumentar a presença de seguros em áreas onde seguradoras tradicionais não chegam.
No Sicredi, o segmento de seguros PJ é o que mais cresce. A expectativa para 2025 é de uma expansão de 24% nas linhas de Vida Empresarial e Patrimoniais. A instituição trabalha no modelo de multioferta com seguradoras como Icatu, Mapfre, HDI, Allianz, Yellum, Tokio Marine e Porto Seguro, oferecendo desde soluções padronizadas para pequenos negócios até projetos personalizados para necessidades específicas. Entre os principais benefícios de integrar seguro ao crédito PJ, o Sicredi destaca a proteção ao associado, a redução do risco das operações e o reforço ao propósito cooperativo, que envolve assegurar a continuidade das atividades econômicas das comunidades atendidas.
A tendência é que, nos próximos anos, o avanço do crédito cooperativo impulsione também o crescimento do seguro PJ e do seguro rural. Com maior capilaridade, especialmente em regiões onde bancos e seguradoras têm presença limitada, as cooperativas devem se consolidar como canais importantes para aproximar pequenas empresas e empreendedores de produtos de proteção financeira. Para o Sicredi, a lógica é simples: não se trata apenas de conceder crédito, mas de garantir que o associado continue prosperando mesmo diante dos imprevistos.
A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, anunciou durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em Belém (PA), apoio ao Programa de Patrocínio e Monitoramento de RPPN (Reservas Particulares do Patrimônio Natural), para compensar mais de 500 toneladas de CO₂ por ano. O aporte foi planejado para um período de três anos, em parceria inédita com a Fundação Biodiversitas e a startup brasileira 6BIOS, que faz controle ambiental de alta precisão por satélite e verificação independente de instituição de acreditação internacional. A formalização da parceria foi feita na última sexta-feira (14) na Casa do Seguro da CNSeg, conhecida como Embaixada do Seguro na COP30.
O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) é quem define as regras para a gestão das áreas protegidas no país, instituída pela Lei 9.995/2000. A RPPN, categoria privada dentro do sistema, permite a adesão voluntária de empresas e da sociedade à preservação da biodiversidade brasileira. A Seguros Unimed tem a honra de participar deste projeto que é pioneiro e anunciar a iniciativa num evento de relevância internacional, com objetivo de atrair a atenção para emergência climática. O mais importante é que o programa é replicável e pode ser adotado por outras empresas que queiram contribuir para a preservação”, afirma Helton Freitas, presidente da Seguros Unimed.
Histórico ambiental – A iniciativa reforça o compromisso da Seguros Unimed com a governança ambiental e o apoio às comunidades locais envolvidas nos projetos. Parceira da Fundação Biodiversitas desde março de 2019, a seguradora apoia quatro importantes reservas de proteção permanente: Mata do Sossego, Mata do Passarinho, Ninho da Tartaruga e Estação Biológica de Canudos, áreas que abrigam espécies ameaçadas e desempenham papel essencial na recuperação de ecossistemas brasileiros. A Biodiversitas é responsável pelas primeiras Listas Vermelhas de Espécies Ameaçadas do Brasil. Um dos destaques é o Programa Permanente de Proteção da Arara-Azul-de-Lear. A espécie, que nos anos 1990 contava com apenas 60 indivíduos, hoje soma cerca de 2.500, segundo o censo mais recente.
A colaboração também contempla a preservação do entufado-baiano e de mais de 300 espécies de aves que habitam a Mata do Passarinho, um dos últimos remanescentes florestais do Vale do Jequitinhonha, na divisa entre Minas Gerais e Bahia.
No caso da seguradora, as emissões estão ligadas diretamente ao uso de veículos e, indiretamente, ao deslocamento de colaboradores, transporte de serviços, cadeia de valor e resíduos da operação. “Nosso esforço está muito alinhado com o aquilo que a Seguros Unimed acredita e ao pilar do cooperativismo, que se preocupa com a comunidade, com o desenvolvimento local e com o meio ambiente”, destaca o presidente da Seguros Unimed.
“Este modelo de compensação de carbono foi desenhado para ser aplicável, acessível e replicável, permitindo que qualquer organização contribua com transparência e resultados reais para a conservação da biodiversidade. Cada iniciativa conta para preservar a vida no planeta e enfrentar as mudanças climáticas”, finaliza o presidente da Seguros Unimed.
A Generali reportou forte crescimento nos resultados acumulados dos nove primeiros meses de 2025, impulsionada pelo desempenho sólido da operação de vida e por um ambiente mais benigno em relação a catástrofes naturais. O lucro operacional da maior seguradora da Itália alcançou 5,9 bilhões de euros no período, alta de 10,1% em relação ao ano anterior. Já o lucro líquido ajustado somou 3,3 bilhões de euros, avanço de 14%.
Os números ficaram próximos das estimativas colhidas pela própria companhia junto a analistas. As ações da Generali subiram cerca de 2% nas negociações europeias desta quinta-feira após a divulgação dos resultados.
Analistas do Morgan Stanley destacaram que o lucro operacional do terceiro trimestre na unidade de seguros de vida, de 1,08 bilhão de euros, superou o consenso de mercado. No segmento de não-vida, o combined ratio não descontado atingiu 94,2% ao fim de setembro, ante 96,3% um ano antes, reforçando a melhora na qualidade da subscrição. Índices abaixo de 100% indicam rentabilidade.
Segundo o diretor financeiro Cristiano Borean, 2025 tem sido um ano “benigno” em relação às perdas por eventos climáticos, após dois anos de forte impacto. As catástrofes naturais totalizaram 573 milhões de euros nos nove meses, pouco mais da metade da dotação prevista para o ano. O executivo afirmou ainda que a seguradora está “bem abaixo” do orçamento anual de 1 bilhão de euros para sinistros catastróficos.
No que se refere à política de investimento, o Grupo continuará a seguir uma estratégia de alocação de ativos destinada a garantir a consistência com os passivos e, quando apropriado, aumentará os retornos atuais. Os investimentos seletivos em ativos privados e reais continuam a ser uma parte importante da estratégia do Grupo, seguindo uma abordagem prudente que considera a menor liquidez destes instrumentos. No setor imobiliário, o Grupo está buscando a diversificação geográfica e setorial, monitorando e avaliando de perto as oportunidades de mercado, bem como a qualidade dos ativos.
A necessidade de seguros para amparar o avanço das energias renováveis foi o tema central das palestras promovidas pela Tokio Marine, nesta quinta-feira (13/11), na Casa do Seguro, espaço de debates da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) na COP30. Especialistas dos setores de energia solar, eólica e seguros apresentaram um panorama otimista do potencial do país, que já possui uma das matrizes elétricas mais limpas do G20, mas também alertaram para os desafios regulatórios, de infraestrutura e de financiamento que precisam ser superados. O papel do mercado segurador como viabilizador e mitigador de riscos para novas tecnologias — desde o armazenamento em baterias e hidrogênio verde até projetos eólicos offshore e data centers — foi o fio condutor das discussões.
O diretor de Seguros da Tokio Marine Seguradora, Sidney Cezarino, apresentou um panorama econômico e estratégico da companhia, destacando a agenda de descarbonização e o consequente avanço na oferta de produtos voltados à economia verde, em especial os produtos para o setor energético.
A Tokio Marine, segundo Sidney, oferece soluções que cobrem todas as fases dos projetos, da construção à operação, com produtos voltados para geração, transmissão e distribuição de energia, com destaque para o seguro de risco de engenharia, considerado essencial para o financiamento e execução de obras de infraestrutura. “Nenhum projeto de energia nasce sem uma apólice sólida de engenharia”, observou o diretor. A seguradora também criou o produto Energia Sustentável Integrada, que reúne em uma única apólice as fases de obra, transferência e primeiro ano de operação, eliminando lacunas de cobertura que costumavam gerar risco para agentes financeiros e investidores.
Os produtos abrangem desde instalações residenciais e rurais de pequeno porte até complexos eólicos e solares de grande escala, com coberturas complementares como limpeza e manutenção de painéis solares.
Hoje, segundo Cezarino, a companhia responde por 14% da capacidade instalada de energia solar e eólica no Brasil, o equivalente a 4,8 gigawatts em eólicas e 1,1 gigawatt em solares. “É uma participação expressiva que reflete o papel do seguro como facilitador de investimentos sustentáveis”, avaliou.
No campo ambiental e de governança, a seguradora reforçou o alinhamento às melhores práticas internacionais, sendo signatária do Pacto Global da ONU, com certificações de transparência e gestão climática, e obteve o selo Carbon Free, ao compensar integralmente suas emissões por meio de créditos de carbono. “O compromisso com ESG é um eixo estratégico do nosso crescimento”, declarou Cezarino.
O Futuro e a Importância da Transição Energética
O Brasil vive um dos ciclos mais intensos de expansão da energia solar no mundo, com impactos expressivos sobre a economia, o emprego e a arrecadação tributária, constatou Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), para quem o país ainda precisa ajustar suas políticas públicas para que a transição energética avance de forma plena e competitiva.
Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar)
No painel “O Futuro e a importância da transmissão energética”, Sauaia apresentou um panorama detalhado do setor solar, destacando o papel do seguro como instrumento essencial para a consolidação da infraestrutura energética sustentável no país.
Desde 2012, informou, o segmento de energia solar no Brasil já atraiu quase R$ 280 bilhões em investimentos, movimentando toda a cadeia produtiva — da indústria de equipamentos às empresas de instalação e manutenção. Segundo Sauaia, o setor gerou 1,8 milhão de empregos acumulados, sendo 450 mil apenas no último ano, e devolveu R$ 86 bilhões aos cofres públicos em impostos. “Esses números demonstram que a energia solar não é apenas uma agenda ambiental, mas um motor de desenvolvimento econômico e social”, ressaltou o executivo, observando que a tecnologia já evitou a emissão de 96 milhões de toneladas de gases de efeito estufa e contribui para a preservação dos reservatórios hídricos e melhoria da qualidade do ar.
Democratização da tecnologia e novo perfil de consumo
O avanço da geração distribuída também tem transformado o perfil do consumidor de energia no país. Segundo dados da Absolar, oito em cada dez sistemas fotovoltaicos instalados estão em residências, evidenciando a democratização da tecnologia. “Estamos levando energia limpa para os telhados das famílias brasileiras, pequenos comércios e produtores rurais”, observou Sauaia.
Pequenos negócios — como padarias, farmácias, mercearias e açougues — também têm apostado na autogeração para reduzir custos e aumentar a competitividade. “Até a pequena indústria vem ganhando protagonismo”, acrescentou o dirigente, ao destacar que o segmento industrial, embora represente apenas 1% das instalações, responde por 8% dos investimentos totais em geração distribuída.
Desigualdade de incentivos e desafios financeiros
Apesar do avanço, Sauaia criticou a assimetria de incentivos entre fontes renováveis e fósseis. “Para cada real destinado a energias limpas, as fontes fósseis ainda recebem dois e meio”, lamentou. Ele também chamou atenção para a falta de linhas de financiamento adequadas e o peso tributário sobre tecnologias estratégicas.
“As baterias, fundamentais para o armazenamento e estabilidade da rede, chegam a pagar entre 70% e 80% de impostos — mais do que bebidas alcoólicas ou cigarros”, destacou, defendendo uma revisão urgente da carga tributária. Segundo ele, o recente avanço de medidas provisórias no Congresso que reduzem parte desses tributos “é um passo, mas ainda insuficiente”.
Geração de energia renovável em alta
Assessor executivo da Diretoria da Abeeólica, Juliano Martins
Ainda no painel sobre transição energética, o assessor executivo da Diretoria da Abeeólica, Juliano Martins, ressaltou que o Brasil atingiu, em determinados períodos, índices de geração renovável superiores a 90%, somando as fontes hídrica, solar e eólica. “A nossa missão está quase cumprida”, afirmou Martins, ao reconhecer que, embora ainda existam gargalos estruturais, o país se encontra em posição privilegiada na corrida pela descarbonização.
Segundo o executivo, a manutenção desse patamar de geração limpa é essencial para continuar reduzindo as emissões na produção industrial e na matriz elétrica. “O setor elétrico tem um papel central no combate às mudanças climáticas”, defendeu.
Martins destacou o protagonismo do setor eólico na transição energética brasileira e apresentou a coalizão do setor elétrico, elaborada em parceria com o Conselho Empresarial de Desenvolvimento Sustentável (CEDES) e a consultoria PSR, em que reúne propostas e evidências da capacidade do país em liderar a transição global para uma economia de baixo carbono. O estudo completo da coalizão, disponível nos sites do CEDES e da Abeeólica, detalha as recomendações e metas para o fortalecimento das fontes renováveis até a COP30.
O papel do seguro na transição energética
O executivo Fraser McLachlan, CEO da TMGX, plataforma global da Tokio Marine voltada a apoiar projetos de energia renovável, apresentou uma visão estratégica sobre o papel do seguro na transição energética global, processo que movimentará cifras trilionárias e redefinirá a economia mundial. Citando um relatório da McKinsey, destacou que serão necessários 9,2 trilhões de dólares em investimentos para viabilizar a mudança para uma matriz limpa — valor que exclui a China e o impacto crescente dos data centers, definidos por ele como “monstros de megawatts” que poderão consumir até 20% da eletricidade global nas próximas décadas. Essa nova demanda, afirmou, cria riscos complexos e interdependentes, que exigem do mercado segurador modelos inovadores de cobertura e precificação.
A estratégia da Tokio Marine, segundo McLachlan, é atuar como um ponto de acesso único para projetos de energia verde, simplificando a subscrição de riscos e disponibilizando alta capacidade financeira para empreendimentos de grande escala. “Estamos bem-posicionados para acelerar a transformação do espaço de energia renovável”, afirmou, ao defender o uso do balanço patrimonial da seguradora como instrumento ativo para financiar a transição e fomentar soluções sustentáveis.
Da esq. para a dir.: André Cordeiro, Sidney Cezarino,Rodrigo Sauaia e Juliano Martins
A Swiss Re reportou lucro líquido de US$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre de 2025, elevando o resultado acumulado nos nove primeiros meses do ano para US$ 4 bilhões. O desempenho representa um retorno sobre o patrimônio (ROE) de 22,5% e reflete principalmente a forte contribuição das operações de resseguros de danos e responsabilidade, beneficiadas por baixa incidência de catástrofes naturais no período.
Entre janeiro e setembro, o grupo registrou ganho expressivo de subscrição, com o resultado de serviços de seguros somando US$ 4,8 bilhões, bem acima dos US$ 2,9 bilhões obtidos no mesmo período de 2024. O retorno sobre os investimentos atingiu 4,1%, impulsionado por maior receita recorrente e ganhos realizados com a venda de participação acionária no início do ano. A margem recorrente também permaneceu sólida, em 4,1%.
O CEO Andreas Berger afirmou que o desempenho reflete a estratégia de reforço da resiliência do grupo e disciplina na subscrição. “Temos duas prioridades: entregar nossas metas financeiras e aumentar a resiliência da companhia. Após eventos de grandes perdas no primeiro trimestre, o segundo e o terceiro trimestres foram beneficiados por baixas catástrofes naturais, o que deu impulso significativo aos nossos negócios de danos e responsabilidade”, disse. Ele destacou ainda os esforços para melhorar o desempenho do portfólio em vigor no segmento de vida e saúde.
O CFO Anders Malmström ressaltou que todas as unidades seguem apoiadas por forte renda recorrente de investimentos: “Além de um sólido resultado de subscrição, mantivemos margens saudáveis nos novos negócios escritos ao longo do ano”, afirmou.
O índice de solvência (SST) manteve-se robusto, estimado em 268% em 1º de outubro, acima do intervalo-alvo de 200% a 250%.
Desempenho por segmento
A unidade de Property & Casualty Re registrou lucro de US$ 2,3 bilhões nos nove meses, frente a US$ 607 milhões um ano antes, impulsionada pela baixa sinistralidade catastrófica no segundo e terceiro trimestres e por resultado financeiro sólido. Grandes catástrofes somaram US$ 611 milhões no período, principalmente devido aos incêndios em Los Angeles, enquanto perdas de origem humana totalizaram US$ 277 milhões. O combined ratio caiu para 77,6%, ante 92,8% no ano anterior, colocando a Swiss Re no caminho para cumprir a meta de manter o índice abaixo de 85% em 2025.
Em Corporate Solutions, o lucro acumulado atingiu US$ 693 milhões, acima dos US$ 630 milhões do ano anterior, refletindo subscrição mais forte, menores perdas catastróficas e bom resultado de investimentos. O combined ratio ficou em 87,1%, contra 89,4% no mesmo período de 2024, superando a meta anual de manter o índice abaixo de 91%.
Já o segmento de Life & Health Re apresentou lucro de US$ 1,1 bilhão, abaixo dos US$ 1,2 bilhão de um ano antes, pressionado por menor resultado de subscrição e pelo impacto negativo de US$ 400 milhões relacionado ao reforço de premissas para carteiras de baixo desempenho em EMEA e ANZ. O grupo informou que, devido ao desempenho até setembro, a unidade não deverá atingir a meta anual de aproximadamente US$ 1,6 bilhão de lucro.
Perspectivas
Com base nos resultados até setembro, a Swiss Re afirmou estar bem posicionada para atingir a meta de lucro líquido superior a US$ 4,4 bilhões em 2025 e para cumprir os objetivos de combined ratio em seus negócios de danos e responsabilidade. Segundo o CEO Andreas Berger, as medidas para reforçar a resiliência e a disciplina de custos “fortalecem o núcleo do negócio e garantem a capacidade do grupo de atravessar cenários desafiadores”.
A Allianz divulgou nesta sexta-feira os resultados do terceiro trimestre e dos nove primeiros meses de 2025, marcados por desempenho recorde em lucro operacional, expansão consistente dos negócios e avanço expressivo no resultado líquido atribuível aos acionistas. A seguradora alemã também elevou sua projeção de ganhos para o ano, indicando expectativa de alcançar um lucro operacional de pelo menos 17 bilhões de euros.
Entre julho e setembro, o lucro operacional cresceu 12,6%, para 4,4 bilhões de euros, impulsionado especialmente pelo segmento de seguros de danos e responsabilidade. O lucro líquido core atribuível aos acionistas avançou 12,7%, somando 2,9 bilhões de euros no período. A receita total aumentou 5,2%, com contribuição positiva de todas as linhas de negócio.
Nos nove primeiros meses do ano, a Allianz atingiu 13,1 bilhões de euros em lucro operacional, alta de 10,4% e o maior resultado para o período na história da companhia. O valor representa 82% do ponto médio da meta anual. Já o lucro líquido core cresceu 10,5%, alcançando 8,4 bilhões de euros. Ajustado pelos efeitos extraordinários relacionados à provisão tributária da venda de participações na Índia e ao ganho da desinvestimento da joint venture com o UniCredit, o crescimento foi de 8,3%.
O lucro por ação ajustado (core EPS) subiu 12,2%, chegando a 21,43 euros, e o retorno sobre o patrimônio (RoE) anualizado alcançou 18,5%. Segundo a empresa, mesmo após ajustes pelos itens extraordinários, o RoE permanece robusto, em 18,2%. A solvência também segue em patamar confortável, com índice de capitalização de 209% sob o regime Solvência II.
Diante do desempenho acima do planejado, a Allianz informou que deverá encerrar 2025 com lucro operacional entre 17 e 17,5 bilhões de euros, superando a faixa inicialmente prevista de 16 bilhões de euros, mais ou menos 1 bilhão. A companhia também concluiu, em setembro, o programa de recompra de ações de até 2 bilhões de euros anunciado no início do ano.
O CEO Oliver Bäte afirmou que a empresa colhe resultados de uma estratégia pautada em crescimento disciplinado, eficiência e reforço da proposta de valor aos clientes. “A Allianz entregou mais um conjunto de resultados recordes, um desempenho possível graças aos elevados níveis de confiança na marca, lealdade dos clientes e motivação dos nossos colaboradores”, disse. Segundo o executivo, a seguradora continuará focada em produtividade e oferta de soluções acessíveis. “Seguros acessíveis são essenciais para a prosperidade econômica inclusiva, e a Allianz segue comprometida em construir um futuro no qual mais pessoas tenham acesso à proteção e à tranquilidade que nossos produtos proporcionam.”
O IRB(Re) obteve lucro líquido pelo décimo primeiro trimestre consecutivo. Os números, divulgados hoje (13/11), apontam resultado positivo de R$ 99 milhões no terceiro trimestre de 2025 (3T35). O resultado, menor 17% frente aos R$ 116 milhões apurados no 3T24, quando os números foram impactados positivamente em R$ 33,4 milhões devido à venda de terreno no Rio de Janeiro, efeito não recorrente, contribuiu para que o ressegurador somasse R$ 361 milhões de lucro líquido no acumulado de 2025 (+39%) e R$ 474 milhões em 12 meses (+59%).
Considerando a divisão do portfólio de negócios, o lucro líquido da carteira P&C do IRB(Re) foi de R$ 90 milhões no 3T25. Com isso, no acumulado dos últimos 12 meses, o lucro líquido chegou a R$ 437 milhões no 3T25, alta de 9% em relação ao apurado um ano antes (R$ 401 milhões). Já Vida fechou o 3T25 com R$ 9 milhões de lucro líquido, somando R$ 37 milhões no acumulado dos últimos 12 meses, crescimento de 136% na comparação com o resultado negativo de R$ 114 milhões verificado um ano antes.
“Registramos mais um trimestre de lucro líquido e, olhando a trilha dos últimos 12 meses, verificamos alta de 59%. Com isso, zeramos a linha de prejuízos acumulados, atingindo R$ 61 milhões de lucros acumulados em setembro. Continuamos apresentando indicadores de desempenho consistentes, tanto no resultado de subscrição quanto no resultado financeiro. Nosso negócio de subscrição continua forte e rentável. Obtivemos praticamente o mesmo resultado de subscrição do 3T24, alcançado uma sinistralidade mais baixa, provando que temos ainda espaço para melhoria de margem. Continuamos com o desafio de crescer mantendo nossa rigorosa disciplina de subscrição”, afirma Marcos Falcão, CEO do IRB(Re).
Resultado de subscrição cresce 65% em 12 meses
O resultado de subscrição totalizou R$ 116 milhões no 3T25, em linha com os R$ 118 milhões apurados no 3T24. Considerando os últimos 12 meses, houve evolução de R$ 379 milhões para R$ 626 milhões, crescimento de 65%. A carteira P&C registrou resultado de subscrição positivo de R$ 104 milhões no 3T25, chegando a R$ 667 milhões na soma dos últimos 12 meses. Em Vida, houve resultado positivo de R$ 11 milhões no 3T25, o que contribuiu para redução do resultado de subscrição negativo acumulado nos últimos 12 meses para R$ 41 milhões negativos.
No 3T25, os prêmios retidos pelo IRB(Re) totalizaram R$ 866 milhões, retração de 17% ante R$ 1,04 bilhão no 3T24. Do total de prêmios retidos no 3T25, R$ 840 milhões se referem à carteira P&C (97%) e R$ 26 milhões à Vida (3%). No acumulado dos últimos 12 meses, o prêmio retido total da companhia somou R$ 3,56 bilhões. Houve crescimento de 8% em P&C, de R$ 3,09 bilhões para R$ 3,34 bilhões. Em Vida, conforme estratégia de limpeza da carteira, o prêmio retido retraiu 75%, de R$ 896 milhões para R$ 226 milhões. O prêmio retido é resultado da subtração do prêmio retrocedido do prêmio emitido. Ele reflete o prêmio que é mantido dentro da companhia.
“Nosso resultado de subscrição mostra uma trajetória ascendente, mantendo-se, nos últimos 12 meses, acima dos R$ 600 milhões. Em relação ao prêmio retido, analisando os números, observamos que a carteira total diminuiu 11% em 12 meses. Esta retração é explicada pela redução dos negócios de Vida em 75%. Quando olhamos para o P&C, nosso principal negócio, o prêmio retido cresce 8% em 12 meses. A ideia é continuar selecionando riscos e crescendo nos negócios de maior rentabilidade. Nesse sentido, considerando as linhas de negócios, Patrimonial, que era 40% da carteira, nos últimos 12 meses representa mais da metade do nosso negócio, com 51%”, diz Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re).
Daniel Castillo: ‘Nosso resultado de subscrição mostra uma trajetória ascendente’
“Sobre o segmento de Vida, o novo diretor, Ricardo Siquieri, profissional com 13 anos de experiência no mercado internacional de Vida e Saúde, vai montar uma equipe que desenhará produtos, participará com os seguradores na comercialização e na rentabilização da linha. Seu desafio será de viabilizar às nossas cedentes a modelagem de novos produtos de proteção, capital de risco para novas iniciativas, além da ampliação das suas capacidades e a transferência de riscos”, completa Castillo.
Crescimento internacional
Em relação à distribuição geográfica, no 3T25, 60% (R$ 517 milhões) do prêmio retido é resultado de negócios firmados no Brasil. Outros 18% (R$ 152 milhões), na América Latina; e 23% (R$ 196 milhões), em outros países do mundo. Na análise dos últimos 12 meses, 65% do prêmio retido (R$ 2,3 bilhões) tem origem no mercado local; 14% (R$ 508 milhões) na América Latina; e 21% (R$ 734 milhões) em outros países. Conforme a estratégia de subscrição do IRB(Re), houve alta de 22% na participação dos países latino-americanos no prêmio retido em 12 meses.
“Sob a ótica de diversificação geográfica, podemos observar que nosso objetivo de crescimento internacional, sempre com rentabilidade, está se realizando. Avançamos no mercado da América Latina em 22% e, em outros países, 39%. O Brasil continua sendo nosso negócio principal, e sempre será, apesar da queda de 24%, que é explicada pela redução na linha de Vida”, afirma Castillo.
Índice Combinado de P&C é de 96% em 12 meses
Neste trimestre, o índice combinado total – que inclui sinistralidade, comissionamento e demais despesas – foi de 102,5%, em linha com o 3T24. Esse resultado foi beneficiado por efeito positivo de R$ 88 milhões referentes à conciliação de provisões de sinistros com as seguradoras, trabalho iniciado no 2T25, conforme divulgado anteriormente. Considerando os acumulados dos últimos 12 meses, o índice combinado total da companhia foi de 98% no 3T25, ante 102% no 3T24. Por carteira, no 3T25, P&C acumula índice combinado de 96% em 12 meses. Já Vida tem índice de 134%.
O índice de sinistralidade, no 3T25, foi de 61%, queda de 7 p.p. ante 68% no 3T24. As linhas de Vida (32%) e Rural (15%) contribuíram para a queda da sinistralidade, que também foi beneficiada pela conciliação de provisões de sinistros. O sinistro retido total, no 3T25, foi de R$ 467 milhões, ante R$ 643 milhões no 3T24. A análise dos últimos 12 meses mostra que o índice de sinistralidade total ficou em 61%. P&C segue com um índice estável de 57% em 12 meses. Em Vida, 113%.
Em relação ao índice de comissionamento total, outro indicador central para o cálculo do índice combinado, no 3T25, ele foi de 21,7%, em linha com o 3T24. Considerando os últimos 12 meses, o índice de comissionamento total foi de 20%. A carteira P&C apresenta índice de comissionamento constante de 22% em 12 meses. Já em Vida o índice na visão 12 meses ficou em 2%, refletindo a mudança da estratégia para a carteira.
Resultado financeiro e patrimonial estável
O resultado financeiro e patrimonial da companhia, neste terceiro trimestre, foi de R$ 186 milhões, ante R$ 196,4 milhões no 3T24. No acumulado dos últimos 12 meses, o resultado financeiro e patrimonial do IRB(Re) passou de R$ 628 milhões, acumulado no 3T24, para R$ 668 milhões, acumulado no 3T25. Alta de 6,3%.
“O resultado financeiro do 3T25 somou R$ 173 milhões, 18,6% superior quando comparado ao 3T24, explicado principalmente pelo resultado das carteiras de investimento onshore. Vale lembrar que o resultado patrimonial do 3T24 foi influenciado pela venda de um terreno no Rio de Janeiro, que beneficiou o resultado patrimonial em R$ 37 milhões. Se excluirmos o efeito da venda do terreno, o resultado patrimonial se mantém praticamente constante”, explica Paulo Valle, diretor-geral da IRB(Asset), gestora de investimentos do ressegurador.
O IRB(Re) encerrou o terceiro trimestre de 2025 com R$ 8,9 bilhões sob gestão, sendo 60% onshore, em reais, e 40% offshore, para a cobertura dos passivos operacionais em diversas moedas, principalmente o dólar.
Suficiência chega a 251% no 3T25
A suficiência do Patrimônio Líquido Ajustado em relação ao Capital Mínimo Requerido, que era de R$ 892 milhões, no 3T24, chegou a R$ 1,5 bilhão, no 3T25, com isso, o indicador de Solvência Regulatória atingiu o índice de 251%, alta de 68 p.p. em relação ao 3T24.
“Nosso indicador vem crescendo ainda mais aceleradamente este ano, o que nos coloca num patamar de solvência similar ao das maiores resseguradores internacionais. O resultado se deve a um aumento substancial do nosso Patrimônio Líquido Ajustado sem aumento do Capital Mínimo Requerido fruto da gestão do nosso capital, tanto na área financeira quanto de subscrição”, diz Eduarda de La Rocque, diretora de Controles Internos, Riscos e Conformidade do IRB(Re).
Lucro líquido em IFRS 17 é de R$ 112 milhões no 3T25
O IRB(Re), além de reportar seus números considerando a Visão Negócio da IFRS 4, utilizada pelo regulador setorial, a Susep, publicou seus resultados do 3T25 em IFRS 17, metodologia adotada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A norma internacional, direcionada ao mercado de seguros e resseguros, traz novos conceitos, incluindo o valor do dinheiro no tempo. Considerando a IFRS 17, o resultado da companhia no 3T25 foi positivo em R$ 112 milhões, ante lucro de R$ 192 milhões no 3T24.
“O resultado da prestação de serviços de resseguros totalizou R$ 128 milhões no trimestre, representando uma redução em relação a 2024, quando atingiu R$ 260 milhões. O segmento Vida impactou de forma relevante esse resultado, reflexo dos cancelamentos de contratos efetuados no período. Analisando de forma isolada, o P&C teve uma evolução de 8% quando comparado com o 3T24, concentrados principalmente nos segmentos patrimonial e rural, demonstrando a aderência à estratégia corporativa”, afirma Frederico Knapp, CFO do IRB(Re).
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