Christian Mumenthaler, CEO da Swiss Re, assume como presidente da Geneva Association

Christian Mumenthaler Swiss Re

A Geneva Association, considerada o “think tank” do mercado segurador mundial, tem novo comando. Christian Mumenthaler, CEO da Swiss Re, foi nomeado o novo presidente da organização. Christian Mumenthaler, que é vice-presidente desde novembro de 2019, sucede o presidente Charles Brindamour, CEO da Intact Financial, que permanece no conselho. Lee Yuan Siong, CEO e presidente da AIA, foi nomeado vice-presidente e Amanda Blanc, CEO da Aviva, foi eleita como um novo membro do Conselho na Assembleia Estatutária da Associação.

“Sinto-me privilegiado por assumir este papel em um momento tão crucial para nossa indústria e sociedade em geral, conforme as resseguradoras se mobilizam para enfrentar imensos desafios, nomeadamente as alterações climáticas e as sequelas do COVID-19. Agradeço a Charles Brindamour por sua notável liderança nos últimos três anos. Sob sua presidência, a Geneva Association se transformou profundamente. Por meio de seu rico portfólio de atividades de pesquisa e diálogo, a organização dá uma contribuição essencial para o debate sobre o fortalecimento da resiliência do mundo aos riscos globais. Estou ansioso para aumentar ainda mais o impacto que temos para todas as nossas partes interessadas.”

Marcio Coriolano defende financiamento à saúde em debate do FIS21

Um dos últimos painéis do FIS 21, encerrado nesta sexta-feira (12) e promovido pela Iniciativa FIS, reuniu o Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano; o professor do Departamento de Economia da PUC-Rio, José Marcio Camargo; a secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, Patricia Ellen, e a deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania- SC).

Eles participaram do painel virtual “Melhorando o acesso à Saúde com a retomada econômica”. Marcio Coriolano moderou os debates e, já de início, apresentou o financiamento à saúde como uma das questões centrais para ampliar o acesso da população aos serviços médico-hospitalares.

Ele lembrou que o longo período de recessão da economia (de 2015 a 2019, seguido de desequilíbrio fiscal persistente agora agravado com a pandemia) representa um entrave para viabilizar a utilização crescente das redes pública ou privada, ainda que tenham formas de custeio diferentes.

No caso do serviço público, quando os recursos acabam, formam-se as filas que são injustas socialmente. No privado, que não admite filas, há o desafio de compatibilizar custos da medicina com a capacidade de pagamento de quem compra, assinalou Marcio Coriolano, lembrando que, além da trajetória positiva do PIB, a gestão eficiente de recursos sempre escassos para a saúde é outra premissa importante.

A deputada Carmen Zanotto reconheceu que a escassez de recursos é desafiante para viabilizar o acesso aos serviços de saúde por parcelas da população. O orçamento público destinado à pasta de Saúde para 2022, na casa de R$ 150 bilhões, é insuficiente para custear novos casos de doenças crônicas ou tratamentos represados durante a pandemia nas redes públicas, além de terapias de baixa e média complexidade. Para ela, a retomada econômica é fundamental para ampliar recursos orçamentários à saúde, além de ser a porta de saída, via novas ocupações, para aqueles que tiveram de migrar para o atendimento público, em virtude da perda de emprego ou renda durante a pandemia. 

Apesar de acesso à saúde ser uma prioridade, o economista José Marcio Camargo discorda da estratégia de romper o teto de gastos públicos para financiá-la em parte. A seu ver, o ideal é que se ampliem os limites constitucionais à saúde, hoje na casa de 10% do Orçamento, desde que com cortes equivalentes em outras áreas. Romper o teto de gastos gera inflação persistente, encarece o financiamento da dívida pública e a carga tributária, afirmou ele.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, Patricia Ellen, relatou algumas das ações adotadas pelo governo de São Paulo, consideradas assertivas para que este ano São Paulo apresente uma taxa de crescimento de 7,3% do PIB. Entre outras, gastos maiores com Ciência e Tecnologia, ampliação do número de leitos públicos estaduais, de 3,5 mil para os atuais 92 mil de UTIs, uma reforma administrativa para reduzir despesas e assegurar mais recursos à saúde e combate às desigualdades ampliadas pela pandemia.

Criada para conectar e unir as maiores lideranças, empresas e associações da cadeia da saúde, tanto do setor público, do privado e da academia, a Iniciativa FIS é uma entidade sem fins lucrativos, voltada a ajudar, de maneira colaborativa, a transformar a saúde no País, a partir de discussões sobre os principais pilares do setor, desde acesso aos serviços, passando por inovação, modelos assistenciais, chegando a pesquisas e regulação.

MAG Seguros discute parcerias com universidades e startups

Fonte: MAG Seguros

Na última semana a MAG Seguros realizou mais uma live ampliando o debate sobre iniciativas inovadoras. Na noite de quinta-feira (11), Rafael Nasser, coordenador da PUC-Rio; Cátia Tarabal, superintendente de Produtos e Inteligência de Mercado da MAG Seguros; e Rafael Rosas, diretor da WinSocial, discutiram o tema “Como empresas privadas podem se beneficiar da parceria com universidades”. A mediação foi realizada por Renata Loyola, superintendente de Gestão da Inovação da MAG Seguros. 

Os benefícios dessas relações, para os participantes, é que existe um grande potencial de se descobrir novos talentos, além de aliar conhecimento teórico para apoiar novos projetos e soluções, principalmente com a visão de alguém fora do negócio. “Na universidade há o espaço de experimentação e o contato com tecnologias emergentes”, disse Rosas. “Há a possibilidade da tentativa e do erro em um ambiente seguro, o que é muito valioso para a busca de novos processos e projetos. E não há margem para erro nas empresas”, disse o diretor.

Do lado do ganho para a academia, as empresas contribuem com a visão de quem conhece muito bem o seu setor, tem um know-how prático e a vivência do dia a dia que a universidade desconhece. “As empresas podem mostrar quais são os desafios e onde é necessário inovar de acordo com suas práticas”, explicou Nasser. “E o aluno pode ter uma experiencia mais interessante quando falamos da sua formação, um lado mais prático em que podem vivenciar um desafio concreto e galgar um resultado factível de negócio para a empresa”, completa o coordenador. 

Insurtechs e a Inovação Aberta também foram temas amplamente discutidos. Ambas as iniciativas também visam criar um espaço seguro para experimentação, aliado a programas para todos os atores envolvidos criarem juntos, inovando pelo processo sistemático em busca de resultados de valor para o mercado segurador. “Acaba sendo também uma jornada de aprendizado para os colaboradores”, contou Cátia. “Entre as vantagens de participar de um programa assim para as empresas, existe a sinergia que o programa traz, a troca de experiencias, a integração. Acadêmicos conseguem ver a aplicabilidade da sua teoria, e os profissionais aprendem a olhar o todo. No fim, são todos olhando para as dores e gaps do setor, e para as atividades fins em busca de soluções e inovações. E todos participam da ideação, prototipação e co-criação desses processos”, diz a superintendente. 

Na discussão, ficou clara a necessidade de o processo de inovação estar inserido no DNA das empresas e conectado com os ecossistemas que estão inseridos, sem o medo do erro nas etapas do desenvolvimento dos aperfeiçoamentos. “A inovação não é uma ideia, inovação é um processo”, sintetizou Rosas. “Saia da zona de conforto”, aconselhou Nasser. 

SudaSeg adquire sociedade de microcrédito e passa a oferecer crédito

A SudaSeg, grupo paranaense de seguros, comprou a fatia majoritária da Egoncred, que atua na região de Campinas (SP) e tem licença de Sociedade de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte.

O Banco Central aprovou a entrada de Luciano Fracaro, presidente do grupo, no quadro de sócios da Egoncred que passará a se chamar SudaCred. A matriz ficará localizada em Curitiba (PR).

“Futuramente, por meio de novos aportes financeiros, obteremos 100% das quotas societárias da empresa, bem como alcançaremos o status de instituição de pagamento”, planeja.

Segundo o executivo, a companhia avaliou vários mercados a fim de ampliar os investimentos do grupo e diversificar o modelo de atuação. “Com mais essa operação, passamos a oferecer, além da proteção securitária, produtos e serviços financeiros que ajudarão a alavancar novos negócios e gerar renda”, frisa o executivo.

O Grupo Suda atua há mais de 30 anos com seguro de vida individual e empresarial. A SudaSeg Seguradora está presente em 27 Estados do País.

Susep simplifica autorização de empresas para entrada nos mercados supervisionados

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou hoje a Resolução CNSP nº 422/2021, que simplifica as regras de autorização e funcionamento das sociedades supervisionadas para atuação nos mercados sob sua supervisão. A medida consolida todos os normativos que tratam de autorizações para as sociedades seguradoras, entidades de previdência complementar aberta, entidades de capitalização, resseguradores locais e estrangeiros e corretoras de resseguros. 

A proposta busca simplificar as regras para as autorizações, tornando os processos dos entes regulados junto à Susep mais simples e ágeis. A medida está alinhada aos princípios estabelecidos pela Lei de Liberdade Econômica, pela Política Nacional de Modernização do Estado – Moderniza Brasil e pelo Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador. 

Entre os principais avanços que a medida sugere está a revisão de requisitos de entrada para permitir novas composições de investimento, por meio de holdings e fundos internacionais, além de acomodar arranjos mais modernos nas estruturas de controle. Dessa forma, a alteração viabiliza a aquisição de participações societárias nas supervisionadas, inclusive por parte de entidades estrangeiras. Permite-se, ainda, a demonstração de capacidade econômico-financeira diretamente pela entidade, possibilitando o acesso de investidores que não desejam participar da gestão. 

O diretor da Susep, Igor Lourenço, destaca como um dos aspectos relevantes da nova norma a permissão para que as supervisionadas possam realizar atividades de suporte ao seu funcionamento, bem como para que os resseguradores locais passem a prestar serviços técnicos associados a operações de resseguro e retrocessão. “Essa medida traz mais flexibilidade, facilitando a ampliação dos serviços prestados e reduzindo os custos envolvidos”, explica Lourenço

Compliance fortalecido 

Segundo o diretor, todas as modernizações foram pensadas com o propósito de facilitar o acesso ao mercado segurador, porém mantendo-se requisitos de compliance e de prevenção à lavagem de dinheiro pelas entidades supervisionadas. “Por essa razão, algumas premissas foram reavaliadas e mantidas, tais como a necessidade de comprovação de capacitação técnica para o exercício de funções específicas dos administradores, além de outros requisitos relacionados à identificação dos controladores, comprovação de origem e aplicação dos recursos”, completa Lourenço. 

Atenta à diretriz de simplificação de procedimentos, com eliminação de exigências relacionadas a eventos de baixo risco, a proposta também dispensa a necessidade de consulta prévia e homologação de diversos atos societários, passando-se a requerer, apenas, a sua comunicação, além de prever a automação da análise de casos menos complexos, concentrando esforços nas frentes de maior impacto. 

Os técnicos da autarquia destacam a relevância do processo de autorização e a importância que este ocupa na solidez, eficiência e estabilidade do mercado.  Desse modo, a nova resolução busca aproveitar o grande potencial do mercado de segurados no Brasil e aumentar a participação do setor em relação ao PIB. 

Ana Fontes e Aod Cunha reforçam a governança corporativa Seguros Unimed

Fonte: Unimed Seguros

Comprometida em manter sua governança corporativa e a qualidade da gestão, a Seguros Unimed anuncia a chegada de dois novos conselheiros externos. Chegam ao Conselho de Administração da Companhia a fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes, e o ex-secretário de Finanças do Governo do Rio Grande do Sul, Aod Cunha. Os dois profissionais reforçam competências de empreendedorismo feminino e finanças no ecossistema do grupo. 

Helton Freitas, presidente da Seguros Unimed, comemora o anúncio. “Estamos muito honrados com a chegada de dois grandes profissionais do mercado, renomados em suas áreas de atuação. Com eles, vamos fortalecer as bases da nossa governança por meio de olhares externos ao negócio, possibilitando uma gestão ainda mais transparentes e inovadora, focada no resultado sustentável”. 

A Companhia segue comprometida em assegurar cuidado à saúde e proteção à vida e ao patrimônio de seus 6 milhões de clientes pelo país e, neste cenário, Fontes e Cunha reafirmam este compromisso, contribuindo para novas estratégias, novos posicionamentos e agregando inovação e diversidade na trajetória de futuro sustentável da seguradora do Sistema Unimed. 

“Estou muito feliz em poder contribuir para desenvolver ainda mais temas como impacto social, diversidade, comunicação e inclusão e continuar aproximando a empresa de discussões essenciais a todas as organizações”, afirma Ana Fontes. 

“Vejo um belíssimo papel no trabalho do médico cooperado e como a Unimed vem respondendo aos desafios da crescente demanda do setor de saúde suplementar. Estou ansioso para, por meio da experiência que tenho acumulado, aproveitar inúmeras oportunidades de crescimento e contribuir para que a história da Seguros Unimed se consolide cada vez mais”, afirma Aod Cunha. 

Conselheiros Externos na Unimed Participações 

A Unimed Participações, holding de novos negócios do Sistema Unimed, também anuncia novos conselheiros. Pela primeira vez desde a sua criação, em 1989, a empresa traz dois profissionais externos para o Conselho de Administração. Zeina Latif e Michel Levy chegam à empresa para oferecer olhares experientes em macroeconomia, finanças, gestão e inovação ao board. 

Adelson Chagas, presidente da Unimed Participações, celebra as novas contratações para garantir uma governança robusta e o acompanhamento de tendências nos segmentos de saúde e finanças. “Temos convicção das importantes contribuições desses renomados profissionais do mercado para a ampliação dos negócios do Sistema Unimed. Trazemos olhares de fora para reforçar nossas premissas de inovação, eficiência operacional e novas tecnologias a serviço do cuidado”, afirma. 

A chegada de Latif e Levy reforçam o propósito da Unimed Participações em fortalecer sua atuação como hub de inovação e de novos negócios para o Sistema Unimed, garantindo a sustentabilidade das cooperativas em âmbito nacional e oferecendo novos produtos e soluções para o ecossistema da holding. 

Susep divulga regulamentação sobre operações das sociedades seguradoras por meio de seus representantes de seguros

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou esta semana a Resolução CNSP nº 431/2021, que tem como escopo principal a revisão e simplificação da regulamentação aplicável a representantes de seguros. Com esta ação regulatória, a autarquia visa permitir novos modelos de negócios, a partir daampliação do escopo de atuação de representantes de seguros e eliminação de restrições regulatórias injustificáveis, bem como simplificar a regulamentação e dar tratamento normativo conjunto para intermediários que atuam como representantes de seguradoras.  

Entre as mudanças implementadas, estão a exclusão da limitação de ramos de seguro com os quais o representante pode atuar, a possibilidade de intermediação de contratos coletivos e de remuneração com base no resultado operacional, além da permissão para atuação na intermediação de contratos de previdência complementar aberta.  

Como reflexo da ampliação do escopo possível de atuação, o representante de seguros deverá manter processos, políticas, procedimentos e estrutura compatíveis com a complexidade dos produtos dos quais é intermediário, com a natureza dos clientes com os quais interage e com o escopo efetivo de sua atuação, considerando os diversos modelos de negócio possíveis.  

A depender do escopo de atuação previsto no contrato de representação, é possível existir representantes com atuação mais restrita à oferta e distribuição, assim como representantes com atuação mais ampla, que podem inclusive gerenciar os contratos e subscrever riscos em nome da seguradora. 

A alteração implementada viabiliza a atuação no país do modelo de negócios conhecido como Managing General Agent– MGA nas economias mais desenvolvidas. O MGA é uma entidade empresarial que recebe autorização de uma seguradora para administrar programas de seguro e negociar contratos em seu nome, podendo atuar como intermediário entre seguradoras e corretores e/ou segurados. Trabalhar com um MGA pode fornecer expertise em linhas de negócios específicas, acesso a múltiplos mercados e canais de distribuição e um processo mais eficiente na obtenção de coberturas específicas. 

A nova resolução representa significativa simplificação e reorganização normativa, inclusive com exclusão de dispositivos que já possuem tratamento em legislação ou regulamentação específica. Houve a incorporação de parte da regulamentação sobre a atuação de organizações varejistas como representantes de seguros, além de enquadramento dos correspondentes de microsseguros como representantes de seguros, de forma que a regulamentação aplicável aos representantes de seguradoras tenha tratamento consolidado. 

Vale destacar que a Resolução nº 423/2021 reflete alinhamento da regulamentação brasileira com os Princípios Básicos de Seguros para intermediários estabelecidos pela Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS, na sigla em inglês). 

Consulte o normativo neste link

Aportes em previdência privada ultrapassaram R$ 100 bilhões em 2021

Angela beatriz brasilprev

Os aportes em planos abertos de caráter previdenciário no País ultrapassaram os R$ 100,7 bilhões de janeiro a setembro de 2021, segundo o último levantamento da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). O montante é 14,1% maior do que o apurado no mesmo período de 2020.

De acordo com os dados da Fenaprevi, no acumulado os resgates foram superiores em 27,8% sobre o volume registrado em 2020, atingindo R$ 76 bilhões. Já em captação líquida, a soma dos nove meses de 2021 foi de R$ 24,7 bi, com queda de 14,3% na comparação com o ano anterior.  

Os ativos de previdência privada aberta, que possuem a finalidade de garantir o pagamento das obrigações junto aos titulares de planos de previdência contratados, estão estimados em mais de R$ 1,06 trilhão. “Nós observamos ao longo dos últimos meses a resiliência dos números de arrecadação, mesmo em um momento bastante turbulento do mercado com a pandemia Covid 19”, afirma a vice-presidente da Fenaprevi, Ângela Assis.

Ela reforça que a pandemia tem nos mostrado a importância de nos preparar financeiramente para possíveis percalços e desafios. “Nesse sentido, os planos de previdência se colocam como ferramentas essenciais para o planejamento do futuro, da longevidade financeira, da realização de sonhos e projetos”.

Ao longo do ano, dentre os planos mais procurados está o VGBL (92,3%), seguido pelo PGBL (6,9%) e os demais (0,8%). Em termos de contratação, a maior parte é de natureza individual (88,5%), enquanto na modalidade coletiva estão somente 10% dos planos. A opção para menores de idade representa somente 1,5% do total. 

Balanço mensal
Considerando apenas setembro, foram captados cerca de R$ 11 bilhões em prêmios e contribuições, frente aos R$ 9,4 bi resgatados dos planos no mesmo período. A captação líquida, valor resultante da dedução das receitas menos os resgates, foi de R$ 1,6 bilhão no total do mês. Analisando a evolução dos resultados (leitura mensal), houve 2,1% de crescimento dos aportes sobre setembro de 2020; alta de 38,2% nos resgates e queda de quase 60% na captação líquida.

Resgates
A VP da Fenaprevi destaca que os resgates têm se mostrado importantes nesse período, o que revela a função social do produto. “Os recursos estão disponíveis para as pessoas no momento em que mais precisam, seja para salvar seus negócios, para atender as necessidades do dia a dia e até mesmo aproveitar oportunidades de investimento, como no mercado imobiliário”, encerra Ângela.

Riscos climáticos são preocupação para 34% dos empresários brasileiros, revela pesquisa da Grant Thornton

Fonte: Grant Thornton

Ao mesmo tempo em que a Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP26) discutiu rumos e metas para a sustentabilidade do planeta, a pesquisa global realizada pela Grant Thornton apontou que desde o início da pandemia a sustentabilidade, no Brasil, se tornou muito mais importante para 61% e um pouco mais importante para 26% dos empresários entrevistados. Na América Latina, esses índices ficaram em 53% e 28%, e globalmente em 41% e 30%, respectivamente.

Apesar de ter crescido em importância, somente 34% dos entrevistados brasileiros atribuíram esse crescimento às preocupações com as mudanças climáticas, apenas 1 ponto percentual (p.p.) acima dos empresários da América Latina (33%) e 5 p.p. a mais do que a média global (29%).

Isto mostra que ainda há muito que se avançar nessa questão da redução nas emissões de CO² e outros gases de efeito estufa em todo o planeta, pois a ONU concluiu, em relatório recente, que não é mais possível impedir que o aquecimento global se intensifique nos próximos 30 anos, com isso, a meta de limitar o aumento a 1,5ºC nas próximas décadas fica mais distante.

Na COP26, as discussões seguiram no sentido de definir metas mais ambiciosas para evitar o agravamento de eventos extremos, como ondas de calor, chuvas fortes, secas e ciclones tropicais provocadas pelo aquecimento, que, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, já atingem todas as regiões do planeta.

Por outro lado, os resultados da pesquisa mostram que o que mais estimula os empresários rumo à sustentabilidade é melhorar a eficiência operacional e reduzir custos, item igualmente citado por 48% dos entrevistados no Brasil e na América Latina, contra 42% globalmente. Melhorar o acesso ao capital e a investimentos vem em seguida, é importante para 35% dos brasileiros e latino-americanos e 37% do global. Por último, o aumento na regulamentação e requisitos de relatórios não financeiros foi citado por 19% dos respondentes (Brasil e América Latina) e 32% do global.

Com relação às ações que as empresas têm adotado para tornar o negócio mais sustentável, 57% dos empresários brasileiros afirmaram ter desenvolvido uma estratégia de sustentabilidade, índice que ficou em 47% na América Latina e 43% no global; 26% afirmaram buscar padrões externos e certificações em sustentabilidade – América Latina 25% e global 16%; indicadores de desempenho e definição de metas foi opção para 20% (Brasil), 23% (América Latina) e 29% (global); e ações baseadas em medições ESG foram citadas por 15%, 14% e 22%, respectivamente.

Outra questão relevante diz respeito às barreiras que retardam o progresso da sustentabilidade nas empresas. Para 51% dos empresários brasileiros, a principal delas é a falta de clareza em torno de novos regulamentos/requisitos, que também é apontada por 43% dos entrevistados na América Latina e 31% globalmente. A confusão em torno das melhores estruturas de medição é outro entrave, citado por 31% dos brasileiros e 26% dos latinos, com índice global de 25%. Além disso, há uma preocupação com os custos das ações (Brasil – 25%, América Latina – 28%, global – 30%), assim como com os benefícios financeiros limitados de cada ação, que preocupam 16% dos brasileiros, 17% dos latinos e 22% globalmente.

“Não há dúvida que o tema sustentabilidade vem ganhando terreno nas empresas brasileiras e foi claramente impulsionado pela pandemia da covid-19. Porém, a integração dos aspectos ESG nos negócios é um processo que envolve etapas de entendimento e implementação. Os resultados da pesquisa demonstram que muitos empresários, especialmente os brasileiros, sentem falta de clareza do que é requisito importante dentro da sustentabilidade no contexto dos seus negócios. Para agilizar e facilitar a construção de parâmetros mais concretos, a articulação conjunta e colaborativa entre governos, reguladores e organizações é fundamental”, avalia Daniele Barreto e Silva, líder de Sustentabilidade da Grant Thornton Brasil.

Para ilustrar o atual cenário, a executiva cita um estudo da Organização Mundial do Comércio (OMC) que afirma que os desastres naturais são uma ameaça real aos objetivos de desenvolvimento nacional e internacional e reforça a importância de neutralizar a emissão de gases e manter o aumento da temperatura média global em 1,5˚C até 2050, um dos objetivos da COP26. . Aponta, ainda, que a interdependência da economia mundial e a prevalência de cadeias de abastecimento globais implicam que danos à infraestrutura local ou à capacidade produtiva podem ter impactos econômicos e comerciais globalmente. “Em conjunto com seus stakeholders e assumindo uma atitude construtiva, as empresas precisam buscar mecanismos para eliminar as barreiras apontadas e avançar na agenda de sustentabilidade, para não ficarem à mercê de eventos climáticos e suas consequências, que podem abalar os negócios”, finaliza.

Qualicorp faz parceria com seguradoras e lança plataforma Qualiseguros

Bruno Blatt - CEO da Qualicorp

Fonte: Qualicorp

A Qualicorp, plataforma de planos de saúde, informou nesta sexta-feira que está ampliando seu segmento de atuação com o lançamento de uma plataforma virtual de venda de produtos de seguros: o Qualiseguros. A plataforma, que funciona como um marketplace, faz parte da estratégia da Quali de oferecer produtos além do seu core business em saúde. “Temos o plano de saúde como principal linha de negócio da Quali e agora, com o Qualiseguros, estamos oferecendo ainda mais segurança, cuidado e proteção aos nossos Clientes”, destaca em nota o CEO da Qualicorp, Bruno Blatt.

“Temos o plano de saúde como principal linha de negócio da Quali e agora, com o Qualiseguros, estamos oferecendo ainda mais segurança, cuidado e proteção aos nossos Clientes”, destaca em nota o CEO da Qualicorp, Bruno Blatt. Segundo a empresa, em diferentes frentes de seguros e assistência, a preços bem acessíveis, os clientes poderão contratar de forma descomplicada e 100% digital uma variedade de seguros. Entre as parceiras já anunciadas estão Porto Seguro, Icatu e Chubb.

Segundo a empresa, o marketplace da Quali confirma a sua estratégia de transformação em uma empresa multiproduto e multicanal. “A chegada da Quali neste segmento oferecendo seguros demonstra nosso compromisso de atender os clientes nos vários momentos da sua vida”, explica Blatt.

A novidade está disponível para todos os clientes e oferece, inicialmente, oito categorias diferentes de produtos: assistência pet, seguro para acidentes pessoais, seguro-auto, seguro-celular, seguro de vida, seguro para perda de renda, seguro residencial e responsabilidade civil profissional (proteção destinada a advogados e profissionais da saúde contra eventuais incidentes na rotina com pacientes).

O cliente da Quali encontra no marketplace produtos a partir de R$ 6,60 para contratação. Para contratá-los, basta acessar o site da plataforma qualiseguros.qualicorp.com.br ou acessar o portal do cliente e selecionar os produtos desejados.

Conforme a empresa, no site, é possível fazer a simulação da compra e comparar coberturas, assistências e serviços de diferentes seguradoras. Após escolher o seguro que melhor atende suas necessidades, o consumidor conclui a contratação em poucos minutos, de forma 100% online.

A cobertura do seguro passa a vigorar até 24 horas a partir da data de contratação, a depender do produto escolhido. O site conta ainda com um canal de dúvidas e orientações para a compra por meio do WhatsApp.