A Ituran, empresa de monitoramento veicular, anuncia ampliação do portfólio de serviços e produtos. Em parceria com a Assurant, líder global em produtos e serviços de proteção ligados à vida conectada, a empresa passa a oferecer o Seguro Autopeças e o Seguro Conteúdo, que podem ser contratados como um adicional com a Ituran. “O cliente pode contratar aquilo que desejar e achar necessário, desde o básico que é o rastreador com seguro roubo e furto e adicionar o que precisar de acordo com suas condições e necessidades”, ressalta o CEO da Ituran Brasil, Amit Louzon.
No Seguro Roubo de Autopeças, a cobertura abrange indenização nos casos de roubo e/ou furto qualificado dos seguintes itens do veículo segurado: faróis, espelhos retrovisores, pneus, rodas, estepes e/ou macaco e ainda cobertura para perda ou roubo das chaves do veículo. O pagamento é feito em forma de reembolso; desta forma, é necessário apresentar a nota fiscal da nova peça em substituição à que foi roubada ou furtada, além dos demais documentos para regulação do sinistro. A mensalidade é de R$ 16,25.
Já o Seguro de Conteúdo – Auto dá direito à indenização nos casos de roubo e/ou furto qualificado dos seguintes objetos que estiverem dentro do veículo segurado: celular, tablet, notebook e/ou óculos de sol. A indenização somente será devida com a apresentação da nota fiscal dos itens roubados. O produto pode ser contratado pelo valor de R$ 17,67 por mês.
“A Assurant busca oferecer cada vez mais opções de seguros complementares ao tradicional de carros (de casco), atuando onde esses não conseguem atender. Com a parceria da Ituran, conseguimos oferecer aos consumidores uma solução com mais agilidade e menos burocracia, garantindo a tranquilidade e a segurança que o cliente busca em um seguro completo,” afirma Ricardo Fiuza, CEO da Assurant Brasil.
Os dois produtos oferecem cobertura nacional, com limite máximo de indenização de R$ 3.000,00. O seguro é cancelado automaticamente, quando há o esgotamento da cobertura, isto é, nas situações em que a soma das indenizações resulta em R$ 3.000,00. O período de carência é de 30 dias.
“Todos esses lançamentos seguem o conceito do Ituran com Seguro, que é promover a inclusão de todos que ainda não possuem seguro. Emitimos mais de 2,6 milhões de apólices – por um preço que cabe no bolso do brasileiro. Ele atende perfeitamente às necessidades das pessoas que querem segurar seu veículo, mas não conseguem, às vezes, arcar com os altos valores das apólices tradicionais”, completa Louzon.
Startups do mundo todo podem participar da 3ª edição do campeonato mundial de inovação do Zurich Insurance Group, o Zurich Innovation Championship 2022 – que já se consolidou como um dos programas com maior participação global de startups do mercado segurador mundial. As inscrições continuam abertas até o dia 23 de dezembro. Basta acessar este link; www.zurich.com/zic.
A iniciativa dará a 12 startups a chance de concorrem a um prêmio de até US$ 100 mil de apoio financeiro paraentrar no programa acelerador da seguradora. Desta forma, terão a oportunidade de trabalhar ao lado da empresa – contando com mentoria de executivos seniores – e, assim, levar seus produtos ou serviços a um público internacional.
Iniciativas que o Zurich Insurance Group está procurando
No Brasil, Zurich se destaca pela inovação
Presente no Brasil há mais de 80 anos, a Zurich está sempre atenta à necessidade de inovar para manter-se competitiva no mercado, seja com iniciativas internas, seja por meio de projetos com diversas fintechs e insurtechs, que são consideradas suas parceiras de negócio.
Diz Lucía Sarraceno (foto), executiva responsável pela inovação na Zurich no Brasil: “As startups surgiram para apontar soluções a problemas, ou mesmo explorar novas oportunidades, de forma inusitada. Com elas, a Zurich, que é uma seguradora com quase 150 anos de história, pode aprender no processo de identificação do problema, ideação pensada ‘fora da caixa’ e, assim, fazer uma implementação ágil – todos os processos alavancados por uma cultura forte de inovação. É, portanto, um caminho bastante próspero para a adoção das novas tecnologias e para agilização de processos, que se unem à experiência e credibilidade de que já dispomos. A inovação aberta é essencial”.
Protasio: meta no Brasil é dobrar de tamanho em 4 anos
Com mais de 90 anos de presença global, a Gallagher – corretora de seguros corporativos, gestão de risco e consultoria em benefícios – desembarca no Brasil trazendo toda a experiência do grupo. A companhia tem capital aberto na Bolsa de Nova Iorque e é uma das três maiores corretoras do mundo, com capital avaliado em U$ 35 bilhões. No Brasil, a trajetória consolidada se mistura a um mindset de startup, com inovação e empreendedorismo, reunindo um time de bastante referência no mercado brasileiro.
A Gallagher já começa a operar com uma carteira de cerca de 250 clientes globais, que representam R$ 300 milhões em prêmios no Brasil. A empresa pretende investir R﹩ 40 milhões nos primeiros anos de operação, ampliando o faturamento em R$ 100 milhões, comercializando linhas como property, responsabilidade civil, garantia, D&O, garantia e cyber, uma das especialidades da marca no exterior.A Gallagher vai investir também em consultoria e corretagem de benefícios e a meta é chegar a 50 mil vidas em 12 meses nesse segmento.
Outro segmento em que a empresa ganha protagonismo é na área de resseguros. A aquisição da Willis Re, por cerca de U$4 bilhões, coloca a companhia entre os três maiores players de resseguros do mundo. No Brasil, operando desde 2017, a Gallagher Re, passa a contar com uma carteira de resseguros de cerca de R$ 1,5 bilhão em prêmios, assumindo posição entre as três maiores companhias do setor. Toda a equipe da Willis Re já foi incorporada pela Gallagher Re.
Nesta primeira fase, a Corretora vai se dedicar aos mercados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, com vistas a expandir seus negócios para as regiões Sul e Nordeste. O CEO da Gallagher Corretora de Seguros Brasil, Rodrigo Protasio, conta que o primeiro passo foi trazer uma equipe com profundo conhecimento de mercado e que entende as necessidades dos clientes de áreas essenciais para a economia do país, como energia, óleo e gás, marine, petróleo e agro.
“Estamos consolidados no mundo com uma longa história de sucesso. Temos apetite para replicar esse modelo no Brasil, que já tem uma corretora de resseguro presente há 4 anos, sob a liderança do Luiz Eduardo Araripe, também Country Manager responsável pelo grupo Gallagher no Brasil, trazendo inovação e tecnologia”, conta o executivo.
“O que posso dizer é que nosso time aqui é extremamente qualificado para trabalhar com foco nos segmentos da indústria (que lá fora chamamos de specialties), tais como: Mineração & Siderurgia, Construção & Infraestrutura, Power & Utilities,Marine, Agronegócios, entre outras. Nosso capital humano será nosso principal diferencial, além das vantagens competitivas e da customização com parceiros. Buscamos os melhores para crescer junto com a gente em uma proposta de partnership“, afirma Protasio.
A Pier foi a primeira insurtech a entrar e a sair do Sandbox da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Ela acaba de receber a autorização para sair do ambiente experimental e atuar com licença definitiva em 2022. Com essa permissão, a empresa se tornará uma seguradora do segmento S3 no grupamento de danos e pessoas em todo território nacional.
Os planos de operar permanentemente já estavam previstos desde o comunicado do aporte de R$108 milhões, em agosto deste ano. “O crescimento acelerado da companhia fez com que a obtenção da autorização definitiva fosse o caminho natural, uma vez que operamos próximos dos limites da quantidade de importância segurada e prêmios subscritos do programa Sandbox”, comenta Igor Mascarenhas, CEO e Co-Founder da Pier.
Além disso, no anúncio do seu Séries B, a empresa projetou um crescimento expressivo do seu faturamento anualizado, que já atingiu R$48 milhões em outubro de 2021, um aumento de 312% quando comparado ao mesmo mês do ano anterior. Outra conquista do período foi o fortalecimento da equipe, que saltou para 170 colaboradores, incluindo a chegada de Carla Marchese para assumir a posição de Chief Marketing Officer (CMO). A executiva, ex-Diretora Global da Johnson & Johnson, já acumula 30 anos de experiência profissional, dos quais 16 deles como diretora em grandes multinacionais.
Para o próximo ano, a licença definitiva, que acaba com as limitações e amplia o ramo de atuação da seguradora, permitirá que a Pier se consolide como uma plataforma completa, e siga revolucionando o setor de seguros com produtos personalizados que atendam às necessidades individuais das pessoas.
“Estamos muito felizes com esse feito e com o que construiremos daqui pra frente. Vamos seguir utilizando inteligência artificial para melhorar a experiência com seguros, assim como fizemos com reembolso instantâneo e com a cobertura de Furto Simples para celulares”, finaliza Igor.
Foto divulgação: Da esquerda pra direita_ Maurício Banduk, Lucas Prado, Marina Evangelista, Carlos Colucci, Alice Iglesias, Rafael Oliveira e Igor Mascarenhas – Foto_ André Bueno.jpg
Tem início hoje a implementação da primeira fase do Open Insurance e as seguradoras já podem realizar o compartilhamento de dados públicos. Para auxiliar as empresas do mercado securitário a cumprirem a adesão ao programa, a B3 lança uma plataforma para atuar como infraestrutura do mercado e realizar o tráfego e gerenciamento de dados entre as empresas.
De acordo com definição da Susep, o Open Insurance ou Sistema de Seguros Aberto, é a possibilidade de consumidores de produtos e serviços de seguros, previdência complementar aberta e capitalização permitirem o compartilhamento de suas informações entre diferentes sociedades autorizadas/credenciadas pela Susep, de forma segura, ágil, precisa e conveniente.
Para aderir ao Open Insurance, as empresas credenciadas devem disponibilizar, em um primeiro momento, arquivos com as informações públicas sobre produtos e canais de atendimento. Na segunda fase, que terá início em setembro de 2022, serão compartilhados os dados mais sensíveis como informações de apólices e dados pessoais de clientes, de acordo com a autorização deles. As seguradoras deverão então realizar a gestão de dados compartilhados, integração de sistemas, além de gestão de diretório, gestão de consentimento, motor de regras de negócios, entre outros processos operacionais.
A B3 já opera o Sistema de Registro de Operações (SRO) e atua como provedor da infraestrutura para os registros das operações de seguro pelas participantes, que devem informar dados como apólices e contratos similares, endossos, fluxos financeiros, sinistros, entre outras informações.
Como parte das informações que deverão ser disponibilizadas para o Open Insurance já estão registradas na B3, no SRO, a empresa desenvolveu em conjunto com a startup Finansystech um sistema integrado, capaz de realizar o tráfego de informações entre as empresas usando a infraestrutura da B3 e a base de dados do SRO, se a seguradora quiser. Desta forma, a seguradora consegue aderir ao Open Insurance sem a necessidade de montar uma estrutura tecnológica e operacional no seu próprio ambiente.
“A nossa proposta é fornecer toda a infraestrutura para que a seguradora cumpra as normas e facilitar a gestão e a troca de informações entre as partes, de forma prática, consistente e segura. A empresa que contratar o serviço pode se conectar à plataforma e enviar as informações via arquivo ou API para que possam ser compartilhadas com outras empresas dentro do ambiente da B3, que também fica responsável pelos processos de monitoramento, consentimento e regras de negócio”, explica diz Ícaro Demarchi Araujo Leite, superintendente de Produtos de Seguros da B3.
A plataforma foi desenvolvida em parceria com a Finansystech, startup que já atua no desenvolvimento de soluções para o Open Banking. “Criamos uma solução com o intuito de facilitar e agilizar o procedimento de adesão aos sistemas abertos. Usamos os modelos de segurança cibernética e padrões operacionais do Open Banking, mas com o contexto de ser adaptável a outros mercados. Estamos levando para o mercado securitário toda a experiência desenvolvida com o mercado bancário, evitando que as seguradoras passem pelas mesmas dificuldades que as instituições financeiras já passaram”, comenta Danillo Branco, CEO da Finansystech.
“Montamos um modelo de negócio para auxiliar as seguradoras no processo de onboarding do Open Insurance somando a agilidade e expertise técnica da Finansystech com a solidez e experiência da B3, que há décadas atua como infraestrutura para o mercado financeiro. Estamos à disposição para entender as necessidades das empresas e, juntos, criarmos novos produtos capazes de contribuir com a evolução e crescimento do mercado securitário”, diz Ícaro Leite.
porMarcio Serôa de Araujo Coriolano, economista e Presidente da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras
Faltando pouco para encerrar 2021, já é hora de alguma reflexão sobre o que ocorreu na extensa cadeia de valor agregado do setor de seguros e o que podemos esperar para 2022.
Escoimados os problemas mais agudos que afligiram o País e a nação desde a declaração da pandemia, em março de 2020, cujas repercussões ainda se fazem sentir neste ano, restou comprovada a capacidade de superação das instituições, empresas e pessoas que produzem, intermedeiam e consomem os produtos e serviços de seguros, previdência privada e capitalização.
O fato é que já vínhamos de um ano muito forte de conquistas em 2019. Mesmo com graus elevados de dificuldades herdadas de períodos de estagnação econômica, aquele exercício fechou com um volume de negócios superior a 12% sobre o antecedente, ou mais ou menos 8% de crescimento em termos reais. O que aconteceu foi uma consolidação de nova consciência da população a respeito dos riscos que quer suportar, embora alguns ainda teimem em não reconhecer. O mercado de seguros só não cresceu mais em 2019 pelas restrições de renda que caracterizam a sociedade brasileira.
Também em 2019 já havia ficado clara a mudança de preferências dos demandantes de seguros por produtos mais importantes para a sua existência e que pudessem caber nos seus orçamentos, como os seguros de Saúde, de Vida, Residencial, Prestamista, fora a dinâmica dos seguros Rural e de Crédito e Garantias. Assim como também já estava patente um novo espaço de concorrência intrassetorial e de ajustes severos de despesas, em presença, à época, da taxa baixa de juros que remunerava menos os ativos. A par, há que se reconhecer o avanço da inovação e da tecnologia embarcada nas empresas incumbentes.
Ainda olhando pelo retrovisor, em 2020 iniciou-se uma ruptura do padrão até então conhecido da regulação governamental no tocante aos seguros. Foi naquela época que assumiu uma nova administração na Superintendência de Seguros Privados, a Susep, com promessa de modernizar e transformar o marco de normativos no sentido de maior liberdade de produtos ao tempo de maior aperto na supervisão de conduta.
As expectativas mais otimistas para o ano passado esbarraram na declaração, em março, da pandemia da Covid-19. Em menos de três meses, a taxa anualizada de crescimento dos seguros, que havia estacionado na faixa de 12%, caiu abruptamente para níveis muito baixos até o segundo semestre. Mas o pior foi evitado exatamente por todos os atributos de avanço do setor acumulados até então. A inovação e a tecnologia foram desembarcadas para dar suporte às cadeias de transmissão do setor, que são o funcionamento das equipes (desta vez remotamente), ao esforço de vendas (com plataformas automatizadas), ao atendimento aos consumidores (também remotamente), tudo isso mesmo em presença de um nível de expectativas negativas que, em determinados períodos, beirou patamares críticos. Ao fim e ao cabo, com recuperação consistente dos ramos líderes a partir de julho, 2020 assistiu a um aumento pequeno da demanda global da ordem de 1,3%, ou um decréscimo real estimado em 3,5%. Melhor, entretanto, do que os demais setores produtivos, exceto o agrícola, há muito tempo o polo dinâmico da economia brasileira.
Pois, desde então, e permanecendo em 2021, foi o mesmo quadro pandêmico que havia derrubado as expectativas no ano anterior que serviu para estimular novo ciclo de crescimento do mercado de seguros. Assim sendo, tanto a população quanto as empresas viram aumentar a sua aversão aos riscos. O risco, esta matéria-prima dos seguros, mostrou seus efeitos com uma visão dura, porém prática, para todos. Não foi por outra razão senão a busca pela proteção contra riscos agora mais sentidos, que vêm ganhando espaço progressivo na preferência agregada os seguros de Saúde (as doenças), de Vida (a formação de Pecúlios e Rendas), de Residências (a moradia como lugar além do convívio), de Prestamistas (para garantia de empréstimos e financiamentos), de Habitações (garantias de imóveis novos), entre outros.
As estatísticas estão aí para tirar a prova dos nove da tese da recuperação pela preferência da sociedade. Em 2021, em termos anualizados, saímos de 1,3% de crescimento no início do ano para chegar a 10,7% em setembro último, ou perto de uma estabilidade em termos reais. E fora aqueles ramos líderes, são dignos de nota outros ramos de seguros antes apenas encarados como promessa de desenvolvimento, como o de Responsabilidade Civil, o Cibernético.
E nada é tão trivial que deva ser julgado apenas por volumes. A maturidade de empresas e profissionais que operam os seguros e os distribuem foi posta à prova e correspondeu, muito bem. Em período crítico para a manutenção do propósito e do ânimo em setor tão grande e diverso, as várias representações institucionais deram-se as mãos para ampliar o diálogo com os Poderes da República – em suporte às centenas de empresas e aos milhares de corretores -, para responder assertivamente a toda a espécie de propostas e medidas que povoaram a agenda pública, aos olhos atentos e críticos da sociedade que sofria e ainda sofre os efeitos dos ciclos epidemiológicos, econômicos e políticos.
Um exemplo paradigmático dessa maturidade e capacidade de adaptação tem sido, particularmente, a persistência da mesma visão e valores das representações institucionais de seguradores e corretores diante do modismo das “techs” e da sua postura ativa para empreender propostas que coloquem no caminho correto e sustentável o que se passou a chamar de “open”, no nosso caso o “open insurance”. Comprovado, por esse breve histórico acima alinhado, a natureza inovadora do setor de seguros, fruto de experiência, empreendedorismo, investimento, capacidade de gestão, confiança e respeito ao consumidor, as lideranças sabem reconhecer os evidentes avanços transformadores da regulação estatal, ao mesmo tempo em que têm o conhecimento teórico e prático e credibilidade para postular as mudanças inadiáveis no “open insurance”, para que este não ameace todo o edifício que foi construído por elas e pelos cidadãos e empresas em tempos tão complexos quanto os por todos vividos recentemente.
Sabemos o quanto difícil é fazer previsões para 2022. Na média, os especialistas não são otimistas sobre o desempenho econômico do Brasil, em presença de tantas incógnitas nos ambientes interno e externo. Embora, no nosso setor, a confiança possa ser medida não apenas pelos números ainda positivos que se sucedem. Vemos também com alegria a progressiva adesão, e mesmo protagonismo, a temas como o da diversidade, o da participação equânime de mulheres em todos os postos de direção das seguradoras, o da alavancagem prática da tríade ASG – Ambiente, Social e Gestão. O compromisso com os seguros é, por natureza, o compromisso com o futuro sustentável. Portanto, nada mais natural que esses temas devam fazer parte da agenda permanente do setor de seguros. E assim pretendemos caminhar em 2022: com o mesmo espírito de superação que nos guiou em 2020 e em 2021.
A Generali Brasil lança a Cobertura PIX, que contempla cobertura para roubo, subtração com evidência ou coação em transferências de dinheiro não autorizadas. A Cobertura PIX vale para até três eventos durante a vigência anual do certificado e garante o reembolso (limitado ao capital segurado) de uma transação não autorizada (PIX, PIX Poupança, DOC e TED).
“As pessoas ficam expostas diariamente ao ter os apps de bancos em seus celulares – e, assim, estão sujeitas a roubos. Por isso, a Generali Brasil criou um produto fácil e prático para cobrir esses riscos”, explica Claudia Lopes, diretora comercial e de marketing da Generali Brasil. “A apólice cobre eventos ocorridos nas 24 horas anteriores à comunicação formal, que pode ser um simples boletim de ocorrência”, finaliza.
Segundo Conrado Gordon, Chief Insurance Officer da Generali, “a Cobertura PIX é uma vantagem que pode também ser incluída em contratos como o Seguro Bolsa Protegida, Seguro Perda e Roubo de Cartão ou Seguro Proteção de Eletrônicos”. Essas apólices estão disponíveis com valores mensais que vão de R$ 9,99 a R$ 49,99 (a depender do plano – básico, standard, plus ou premium). Além disso, é possível combinar a Cobertura PIX com outros serviços (assistência medicamentos, assistência para vítimas de crimes, telemedicina e monitoramento digital).
A Bradesco Seguros prevê investimentos parrudos em tecnologia em 2022. “Certamente serão bem maiores do que o meio bilhão de reais que aportamos em 2021”, afirmou Ivan Gontijo, presidente da Bradesco Seguros, em coletiva realizada na terça-feira.
A prioridade em tecnologia tem como foco atender melhor o cliente. E isso envolve toda a organização e seus parceiros de negócios. Desde a criação de produtos até o atendimento no front, passando pela especialização do corretor para atendê-lo. Para se ter uma ideia, são quase 30 milhões de clientes contabilizados até setembro de 2021. O alvo é sempre pagar mais rápido indenizações, customizar produtos, dar um atendimento mais ágil. “Pagamos R$ 31 bilhões em indenizações no acumulado deste ano até setembro. Esse valor retornou à sociedade. Deste total, mais de R$ 4,5 bilhões foram destinados à Covid-19, em contratos de saúde, vida e habitacional. Olha a importância do seguro. Isso falando só da Bradesco”, disse ele.
Outro viés da tecnologia vem para atender a regulamentação. A partir do dia 15 de dezembro entra em vigor a primeira fase do open insurance, que faz parte da quarta fase do open banking. Nesta fase, que vai até março de 2022, as instituições participantes devem iniciar processo de certificação funcional das APIs dos produtos que serão compartilhados, com objetivo de garantir a qualidade e aderência às especificações.
“Estamos dentro do cronograma. Temos dois vieses: governança, para garantir aos nossos clientes a reserva dos dados. Isso é fundamental. Segundo ponto é verificar quais são as oportunidades que o mercado nos apresenta para desfrutarmos e surfar neste novo modelo de negócio que é novo. Ninguém conhece bem os resultados, mas acreditamos que seja positivo e salutar para o mercado ao dar poder de escolha ao consumidor”.
Neste ano, o grupo lançou diversos produtos com coberturas mais aderentes, contratação simples e preços acessíveis por conta da otimização de custos proporcionada pela tecnologia. O executivo citou o seguro Auto Lar, com uma apólice para os dois produtos; o auto light, com coberturas, mas flexíveis, proporcionando que o seguro automóvel possa ser contrato tanto por um proprietário de uma Ferrari como de um Fusca. Também inovarem em saúde, com produtos regionalizados e vida, com o Top Club entre outros.
Um clima de otimismo reina na Bradesco Seguros, principal grupo segurador do Brasil quando consideramos todos os ramos de atuação – danos, vida e previdência, capitalização e saúde. “Fizemos um orçamento ousado e vamos cumprir. Sabemos que tão importante como conquistarmos novos clientes, é superar o desafio de reter os atuais. E para isso estamos trabalhando e inovando em todas as frentes, todos os dias”, finalizou.
O Seguro PASI tem investido cada vez mais em ferramentas e funcionalidades tecnológicas para oferecer ao corretor autonomia na realização de suas vendas e consequentemente o crescimento dos seus negócios. Alinhado a essas inovações, mais de 3 mil corretores parceiros do seguro contam com acesso direto ao hub de soluções digitais disponível no Portal PASI, onde é possível cotar, compartilhar e concluir a contratação de diversos produtos totalmente on-line, alguns deles com a opção de pagamento imediato por PIX.
De acordo com Rodrigo César Figueiredo, CIO do Seguro PASI, os investimentos do seguro na automação de processos operacionais têm gerado mais agilidade e eficiência para os corretores. “Executamos hoje mais 130 automações de processos que anteriormente eram tratadas de forma manual. Desde o início das automações já foram contabilizadas mais de 120.000 operações de forma automática. Esses números representam mais agilidade e um atendimento cada vez mais focado e personalizado para nossos corretores, clientes e segurados”, destaca o executivo.
Dentre as principais ferramentas disponíveis para o corretor no Portal PASI estão a Cotação Express e os Seguros de Contratação Imediata. Só no portal do corretor já foram realizadas mais de 22.000 cotações através da ferramenta Cotação Express, sendo dessas, 20% de contratações concluídas totalmente on-line pelo corretor e cliente.
A Cotação Express permite ao corretor a realização de cotações instantâneas dos seguros convencionais padronizados conforme as exigências das principais Convenções Coletivas de Trabalho – CCT espalhadas por todo o país. O que antes era feito de forma manual e no papel, atualmente, em apenas alguns cliques a proposta é gerada e o corretor tem acesso a ela digitalmente para compartilhar com os seus clientes via whatsapp, sms ou e-mail. “Hoje, de cada 10 propostas, 6 já são emitidas diretamente pelos corretores através da ferramenta Cotação Express no Portal PASI”, afirma Rodrigo.
Já através da ferramenta dos Seguros de Contratação Imediata foram realizadas mais de 46 mil operações, sendo dessas, 82% de vendas concretizadas e finalizadas 100% on-line na plataforma. A ferramentadisponibiliza para comercialização o Seguro Estagiários – um seguro que cumpre na íntegra a legislação; o AP Temporário – um seguro para períodos curtos; o Seguro Funeral (voltado para empresas) e o Amparo Funeral (contratação individual) – produtos que vão muito além dos serviços básicos oferecidos para a realização do sepultamento.
Os seguros de contratação imediata possuem diferenciais exclusivos e recentemente passaram a aceitar a opção de pagamento via PIX, possibilitando a efetivação da compra em feriados e finais de semana para atender as demandas dos clientes que necessitam da garantia de uma proteção imediata e que já precisam ter acesso ao certificado do seguro. “Oferecemos também para os corretores, um link exclusivo que são as lojas virtuais para venda dos seguros imediatos. Esse link pode ser inserido direto em seu site para venda ou compartilhado com os seus clientes. Até o momento já foram ativadas mais de 600 lojas personalizadas para os nossos corretores”, pontuou o CIO. De acordo com Rodrigo, os seguros possuem uma venda simplificada e a gestão da carteira é toda feita através dos dashboards disponíveis no Portal PASI para que os corretores possam acompanhar suas negociações e criarem suas estratégias.
Rodrigo ressalta que, a contratação digital desobrigou o corretor de se deslocar até o cliente simplesmente para colher assinaturas. O corretor realiza a cotação pelo Portal PASI e envia para o seu cliente um link para validação e assinatura do contrato. Essa facilidade teve uma grande aceitação por parte dos corretores e dos clientes em pouco tempo após a sua disponibilização. “Isso além de resolver um problema que surgiu com a pandemia, trouxe agilidade para as negociações do corretor com os seus clientes que recebem sua proposta até pelo Whatsapp, tudo em segundos”, destacou.
Pix, mais facilidade no pagamento
Ainda na linha de inovações, a partir deste mês, o PASI passa a disponibilizar o pagamento através do PIX para todos os seguros imediatos: Seguro Estagiários PASI, AP Temporário, Seguro Funeral e o Amparo Funeral. Devido à alta aceitação e forte demanda, o PASI já iniciou um projeto para levar essa solução de pagamento também para suas outras linhas de produtos.
De acordo com Rodrigo, o pagamento por PIX significa ainda mais agilidade nos seguros imediatos. O pagamento é confirmado em poucos segundos e o Certificado do Seguro estará disponível no momento da contratação.
Para o corretor, o processo fica mais simplificado. “O pagamento via PIX simplifica o processo, pois elimina o envio do boleto por e-mail e confirma de imediato o pagamento, liberando imediatamente o Certificado do Seguro. É mais um diferencial dos nossos seguros e uma demanda atendida dos consumidores, o que certamente irá gerar mais vendas com menos inadimplência para os nossos corretores. O novo meio de pagamento está disponível sem grandes alterações no fluxo de contratação”, finaliza Rodrigo.
O setor de seguros avançou para vendas e captação de recursos de R$ 303 bilhões em 12 meses móveis até outubro de 2021, 12,6% sobre os R$ 273 bilhões do mesmo período de 2020, sem saúde e sem DPVAT. Nos dez primeiros meses do ano, o crescimento foi de 13,5%, para R$ 249,7 bilhões.
A arrecadação acumulada em dez meses atingiu R$ 249,7 bilhões, alta de 13,5% sobre o mesmo período de 2020. Todos os ramos aumentaram a sua arrecadação nesse período de comparação, mostrando um dinamismo equilibrado entre os Segmentos de Danos e Responsabilidade e de Pessoas. Em Danos, acumula-se alta de 13,8% e, em Pessoas, a evolução dos prêmios é de 14,4%. Os títulos de Capitalização registraram alta de 5,9% no acumulado do ano até outubro. “É um crescimento maior do que o próprio PIB, com alta de 3,9%. Já verificamos uma recuperação forte da saúde suplementar e de outros ramos”, destaca Marcio Coriolano, presidente da CNseg, em coletiva de imprensa nesta tarde.
Os dados ainda vão ser revistos para acrescentar dados de novembro a dezembro. No cenário pessimista, a CNseg prevê crescimento 9,4% neste ano e no otimista de 14,1%, sem os dados de saúde e dpvat. “Bem provável o crescimento do setor como um todo encerre o ano em dois dígitos em 2021”, comentou.
Segundo ele, a Susep deixa um legado muito importante e que atende interesses do consumidor, bem como reduziu custos operacionais de todo o sistema. “Verificamos que neste mais de um ano, a gestão de Solange Vieira, trouxe ganhos para todos. Somos a favor do Open Insurance, mas temos apenas algumas questões que precisam ser endereçadas para ajustes”, disse. Segundo Coriolano, com a entrada de Alexandre Camillo, que toma posse no dia 16, quinta-feira, no comando da Susep, a única questão do setor é “reabrir questões que precisamos discutir mais sobre open insurance, para que fiquem mais claras”, disse. “O ineditismo da iniciativa é um complicador a mais. Sequer estamos tendo tempo de aprender com os erros e acertos do open banking”, acrescentou.
Agronegócios impulsionou o crescimento de seguro rural em 45%
Antônio Trindade, presidente da FenSeg, que congrega apólices do segmento de danos, afirma que 2021 foi um ano de grande aprendizado. “Passamos por transformações intensas, como ambiente regulatório, novos produtos e serviços e desenvolvimento de novas tecnologias. “Dois anos de homeoffice, muitas coisas passaram a ser via aplicativos e web, servindo nossos clientes com qualidade”, comenta.
Mesmo com a crise sanitária o seguro, o setor deu mostra de resiliência. O seguro de danos cresceu 15% até outubro deste ano. O seguro rural avançou 45%. “O setor agrícola é uma parte importante da nossa economia e evidentemente com as projeções de safra para 2022 vai crescer ainda mais”, citou.
O seguro residencial ganhou importância, com alta de 16%. O seguro de riscos de engenharia avançou 25%. O seguro auto vive um momento de recuperação e cresce 7%. Seguros de responsabilidade, com novos riscos como o cibernético, cresceu 165%, e ainda é pequeno em termos de faturamento e com grande potencial para os próximos anos.
Trindade citou várias normas publicadas em 2020, que trouxeram inovação para diversos seguros, que devem estar no ar em 2022. “A possibilidade de ter arcabouço legal mais próximo da realidade do setor é musica para nossos ouvidos”, citou ele, referindo-se ao seguro garantia, que tem uma audiência pública no ar para melhorar o que a Lei de Licitações traz neste em relação a este assunto, com aprimoramentos que devem entrar em vigor também em 2022.
Antonio Trindade, destaca os conceitos ASG no setor de danos. Ele lembra que as conversas nos países do hemisfério norte também estão bem adiantadas, em razão dos impactos maiores das mudanças climáticas. “Muitas seguradoras com atuação internacional já não fazem seguros para empresas com ramo de atividade poluente. Esse é um movimento que veio para ficar. O mercado de crédito de carbono deve dar um impulso a esse tipo de atividade, trazendo consequências positivas na preservação do meio ambiente”, prevê Trindade.
Saúde enfrenta custos de R$ 26 bi não previstos e precificados
João Alceu, presidente da FenaSaúde, citou os 19 meses de pandemia. “Tivemos meio milhão de internações por Covid e 6 milhões de exames. “O custo apenas destes dois procedimentos citados foi de R$ 26 bilhões. Ressalto que este custo não estava previsto e também não foi precificado. Portanto, é um impacto na veia das operadoras de planos de saúde”, citou ele durante coletiva de imprensa realizada pela CNseg.
Apesar da tragédia de mais de 600 mil mortes, com famílias destruídas, o setor entregou o serviço e estão solventes, destacou o presidente da FenaSaúde. “Acredito que os números do quarto trimestre trarão resultados melhores, depois de trimestres seguidos de resultados ruins”, acredita.
Em termos de beneficiários, o setor de saúde suplementar cresce consistentemente, com 1,9 milhão de vidas novas desde junho de 2020. A telemedicina, citou, é a grande vitoriosa. “As empresas já vinham praticando isso, mas o sistema recebeu uma grande dose de tecnologia e aprimoramento.”
Em 2022, João Alceu prevê melhores resultados. “Estamos otimistas que conquistaremos mais beneficiários, voltando ao patamar de 2014, quando atingimos 50 milhões. A sequela da Covid desafiará o sistema a montar um atendimento especializado para pacientes crônicos. E as discussões para uma revisão no arcabouço regulatório do segmento de saúde também é um desafio na pauta da saúde. Quanto a volume de faturamento, o executivo está otimisma, mas afirma que isso dependerá da retomada do emprego e da renda da população.
Seguro de vida já indenizou 148 mil famílias, num total de R$ 5,4 bilhões
Jorge Nasser, presidente da Fenaprevi, citou durante coletiva de imprensa realizada pela CNseg, dados relevantes do segmento de vida. As seguradoras já desembolsaram R$ 5,4 bilhões em sinistros decorrentes de covid-19 entre abril de 2020 a outubro de 2021. Apenas neste ano, em nove meses, as companhias pagaram R$ 4,3 bilhões em indenizações às famílias de vítimas da pandemia. Isso significa quase 148 mil indenizações pagas.
Isso, sem contar as devoluções de reservas por morte dos participantes dos planos de previdência privada aberta ou os valores de resgates dos planos previdenciários. “Por tanto, nós podemos dizer que estamos enfrentando, aprendendo e crescendo na adversidade”.
“Com certeza, a história vai trazer inúmeros fatos e acontecimentos desse período dramático que testemunhamos durante esse enfrentamento da pandemia da Convid-19, de como foi urgente salvaguardarmos a saúde de nossos familiares, amigos e profissionais, e de como aceleramos, de forma exponencial, nossos processos e serviços por meios digitais, e como aprendemos fazendo”, afirmou.
Segundo ele, é motivo de grande orgulho dizer do mercado geral, seguradoras e demais profissionais, atenderam a tempo e a hora o chamamento da sociedade. “É notória a velocidade com que estruturamos as nossas operações para responder uma demanda muito maior de atendimento e pagamento de benefícios”.
Capitalização cresce com grade maior de produtos
Marcelo Farinha, presidente da FenaCap, ressaltou o quanto a capitalização beneficia a sociedade e até em lugares em que o Estado não se faz presente. “As famílias que foram fazendo a sua reserva de poupança tiveram de volta R$ 17 bilhões para utilizarem em um momento de dificuldade, poupança que foi arrecadada ao longo do tempo e que vai voltando para a sociedade”.
Nos nove primeiros meses deste ano, o mercado de capitalização cresceu 5,65% em relação ao mesmo período de 2020, somando R$ 18 bilhões. “Fecharemos o ano com R$ 33 bilhões em reservas e com um faturamento de cerca de R$ 25 bilhões. A nossa indústria, de maneira geral, é uma segunda camada de proteção à sociedade, a primeira é o Estado, mas há lugares em que ele não chega e ali estamos nós para cumprir esse papel”.
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