PASI lança campanha #partiu 2022 para os corretores

Fabiana Resende - Vice Presidente Executiva do Seguro PASI

Fonte: Pasi

O Seguro PASI fecha 2021 com um feito histórico de crescimento e diversos recordes batidos, resultado de um novo posicionamento estratégico adotado pela companhia desde o último ano. O volume mensal de prêmios emitidos atingiu o crescimento de quase 30% no fechamento do ano, fazendo com que a meta anual prevista fosse batida já no mês de setembro. Todo esse crescimento reflete em recordes de proteção, alcançando o marco de 38 mil clientes ativos e mais de 600 mil titulares amparados pelos planos oferecidos.  

Fabiana Resende, Vice-Presidente Executiva do Seguro PASI, pontuou que diante do cenário de 2021, com inúmeros desafios enfrentados, essas conquistas possuem um significado muito especial. “Além do marco histórico de crescimento, batemos vários recordes em diversos indicadores da empresa, além de ter sido o ano com o maior número de produtos lançados e inovações tecnológicas implementadas”, afirmou. 

Para o PASI, o corretor faz parte desse importante resultado alcançado pela companhia. São quase 3 mil corretores com produção ativa no seguro e só em 2021, 480 novos corretores se cadastraram para comercializar os seus produtos. “Considerando que todos os contratos do PASI são intermediados por corretores de seguros, seja pessoa física ou jurídica, nenhuma dessas conquistas teria sido possível sem o apoio de nossos parceiros”, frisou Fabiana.

Com a meta de crescimento alcançada em setembro, surgiu o movimento #partiu2022 entre o time interno do PASI, que acabou transcendendo também para as ações vinculadas aos corretores. A vice-presidente contou que a companhia foi surpreendida pelo acelerado crescimento a partir do meio do ano, o que mudou a perspectiva de resultados a partir desse momento e projetou todo o time do PASI para um movimento focado em desafios ainda maiores já para o ano de 2022.

Os corretores foram fundamentais para essa conquista. Diante desse reconhecimento, o PASI preparou uma campanha de incentivo para o início do ano que vem, inspirado no movimento #partiu2022, em que os corretores terão um cupom de desconto de 22% para utilizar em sua primeira venda do ano até o final do mês de fevereiro. 

“A expectativa para 2022 é a de manter esse ritmo de crescimento e lançamentos, tanto de produtos quanto de ferramentas tecnológicas. Esse novo posicionamento da companhia têm aproximado do PASI diversas oportunidades em canais de distribuição diferentes, o que pode acelerar ainda mais processos de expansão em algumas regiões e nichos”, conclui Fabiana.

Bradesco Seguros promove ação de voluntariado e distribui mais de 23,7 toneladas de alimentos

Fonte: Bradesco

Com a chegada do fim do ano, o Grupo Bradesco Seguros promoveu uma campanha de arrecadação de Natal para distribuir roupas, alimentos e brinquedos em instituições de caridade ao redor do Brasil.  Ao todo foram, 23,7 toneladas de alimentos e 513 itens de produtos de higiene, distribuídos em sete capitais. 15 instituições foram beneficiadas, e 100 voluntários atuaram nos postos de coleta e entrega.  

“Agradecemos em nome de todo o time de voluntários pelas doações e temos certeza de que os itens arrecadados farão muita diferença para os beneficiados e contribuirão para que eles tenham um fim de ano feliz. Quando dizemos que a nossa missão é estar “Com Você. Sempre”, é disso que estamos falando também” – comenta Valdirene Soares Secato – Diretora de Recursos Humanos, Sustentabilidade e Ouvidoria do Grupo Bradesco Seguros.

Além de quatro regiões de São Paulo – Zona Norte, Zona Leste, Osasco e Alphaville, a ação também mobilizou o voluntariado em outras seis cidades: Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador e Campinas. Os voluntários são funcionários da própria seguradora.

Capitalização cresce 6% até outubro e apresenta expectativa de crescimento de dois dígitos para 2022

O mercado de Capitalização registrou receitas que totalizaram R$ 20 bilhões, entre janeiro e outubro deste ano, aumento de 5,9% no acumulado, se comparado a igual período de 2020. Para a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), já é possível projetar um resultado positivo para o fechamento de 2021, reforçando a perspectiva animadora para 2022.

Os títulos tradicionais de Capitalização continuam liderando as vendas, com 71% da receita, seguidos pela modalidade de Filantropia Premiável (13%), Instrumento de Garantia (12%), Incentivo (3%). Popular e Compra Programada somam o 1% restante. Destaque para a Filantropia Premiável, aquela em que o comprador cede direito ao resgate de sua reserva para uma instituição de caridade, e ainda concorre a prêmios de sorteios. Esta modalidade apresentou alta de 60% em comparação ao mesmo período do ano passado. Nestes 10 meses de 2021, esses produtos contribuíram com um apoio de mais de R$ 1 bilhão às entidades que realizam ações voltadas ao trabalho social.

Marcelo Farinha, presidente da FenaCap, explica que a Capitalização cumpriu o seu papel como um instrumento de geração de reserva de emergência ao atingir uma receita representativa e ao mesmo tempo injetar mais de R$ 17 bilhões na economia brasileira, oriundos de recursos provenientes de resgates e sorteios – foram cerca de R$ 5,3 milhões a cada dia útil deste ano.

“O nosso objetivo é atingir um crescimento de dois dígitos no próximo ano e voltar aos índices verificados nos anos anteriores à pandemia. Nosso desempenho foi positivo em todas as regiões do país, o que amplia a expectativa por um 2022 ainda melhor”, complementa. Farinha também reforça que o segmento é uma importante contribuição para a disciplina financeira dos brasileiros. “Percebemos que cada vez mais as pessoas utilizam a Capitalização como um aprendizado para acumular recursos para projetos futuros e emergências.”

Por regiões, o Centro-Oeste apresentou maior crescimento (15,3%), seguido do Norte (8,7%), Sudeste (5,6%), Nordeste (4,2%) e Sul (3,1%). As reservas técnicas, que medem a robustez financeira do setor, totalizaram R$ 33,1 bilhões, alta de 2,6%, em relação ao mesmo período de 2020. Mesmo diante de tamanha crise, os resgates se mantiveram estáveis: R$ 16,2 bilhões, alta de 9,1% sobre igual período do ano passado.

Outro ponto importante verificado foi o aumento nos recursos pagos em sorteios, um relevante incremento e injeção de recursos à economia, cujo montante superou R$ 1,1bilhão. Isso representa um aumento de 31,2% em relação ao registrado entre janeiro e outubro de 2020.

As 10 matérias mais lidas no Sonho Seguro em 2021

top 10 sonho seguro

Foi um ano intenso de notícias. Mais de 4 mil em 2021. E acredito que em 2022 serão mais. Muito mais diante do coração acelerado de todos com o Open Insurance, Open Banking, Open Finance. Com um corretor, ou seja, um regulado, na presidência do órgão regulador. Isso chama a atenção dos investidores, que exigem informações para decidir onde vão aportar seus recursos.

As 10 matérias mais lidas refletem o gosto do leitor. Ele quer furo, notícias exclusivas. Quer saber das novidades, de negócios. Quer vibrar com o amigo que mudou de cargo. Ele quer participar desta revolução que está em curso no mercado de seguros. Veja abaixo o que fez o leitor clicar, ler e compartilhar as notícias do blog.

Murilo Riedel será CEO de Seguros do Santander

1. Um furo é um furo e faz o coração do jornalista bater forte. Correr atrás todo dia de uma notícia diferente, descobrir, vencer os obstáculos dos assessores que só querem dar noticia importante de bandeja para Valor, Estadão, Globo e Folha; dos limites das empresas listadas em bolsa. Insistir, ter jogo de cintura e conseguir. Oh coisa boa. Foi assim com este furo, que trouxe o maior numero de leitores para o blog em 2021. Dois pontos importantes neste notícia: a troca de executivos, que atrai leitura, e o carisma do executivo com diversos públicos.

O texto conta que Murilo Riedel deixa a seguradora alemã HDI depois de 5 anos no comando do grupo para assumir uma nova função criada no banco espanhol Santander: CEO de Seguros. “Será um desafio dar corpo a uma estrutura de muita força e que já gera bilhões em resultados. Um momento muito especial em minha carreira”, disse ele ao blog Sonho Seguro. Ao contrário de outros bancos, que contam com um CEO geral para seguridade, o Santander tem executivos responsáveis por diversas iniciativas, que agora ficam sob o chapéu de Murilo.

Patricia Chacon é a nova CEO da Liberty; Carlos Magnarelli assume Andes

2. Outro furo ocupa o segundo lugar das mais lidas no blog Sonho Seguro em 2021. Com o diferencial de ser uma mulher, linda, jovem, inteligente, competente, focada na sustentabilidade de verdade, simpática e acessível a todos, Patricia conquistou o comando de uma das maiores seguradoras do Brasil. A nomeação trouxe um certo frenesi ao setor de seguros, marcado pela liderança masculina, mas que pouco a pouco cede espaço ao feminino.

OPINIÃO: Obrigada Solange Vieira! O consumidor de seguros agradece

3 – Este post traz minha opinião e movimentou minha caixa postal de email, linkedIn, Instagram, Facebook, telefone. Poucas ameaças e muito apoio, o que alimentou a minha alma a separar um tempo importante em 2022 para me expressar mais. Vale a pena. Como diz a música “Mais útil”, de Luiz Tatit, “é mais útil se inspirar, se inspirar para se sentir, se sentir para se mostrar, se mostrar para não sumir, não sumir para encontrar, encontrar o que ouvir pra de novo se inspirar. Deixar de ser Palmira, que chora e suspira, para ser Elvira, que quando sofre se vira para se inspirar. Qualquer coisa que a ela se refira lá vai ela aproveitar”.

Stone Seguros, segunda insurtech aprovada pela Susep, começa com capital de R$ 1 milhão

4 – A partir da quarta posição, as matérias mais lidas são aquelas que trazem novidades, como insurtechs, novos produtos, novas tecnologias. Pesos pesados do mercado interessados. Não só para acompanhar as novidades, mas para investir parte do patrimônio acumulado em anos dedicados ao setor tradicional, o que mostra que mesmo com discursos de que o mercado de seguros é inovador há tempos, só agora colocam alguns milhares de reais nas novatas e assim aproveitar a onda de crescimento do setor.

Creditas adquire Minuto Seguros, líder em seguros digitais no Brasil

5 – Esta matéria também atraiu o público. Apesar do inedismo da Minuto Seguro, ela foi comprada sem ter atingido o break even, ou seja, o equilíbrio financeiro. O que surpreendeu a muitos. Com mais de R$ 250 milhões em prêmios anuais e 160.000 clientes, a Minuto foi a corretora de seguros pioneira na utilização de canais digitais para democratizar o acesso a diferentes tipos de seguros no Brasil. A insurtech conta com uma operação completa que contempla cotação em tempo real com mais de 15 seguradoras parceiras, contratação digital, gestão pós-venda, renovação digital e gestão de sinistros. Conta com um time de 350 colaboradores que vão se integrar à Creditas, que atinge a marca de 2.500 funcionários.

Aon e Willis Towers Watson desistem da fusão de US$ 30 bilhões

6 – Aqui foi um furo local, trazendo simultaneamente ao Brasil o que foi divulgado nos EUA, graças a estar ligada no que acontece no mundo e ter boas fontes que correm para me perguntar: você viu isso? Muitas vezes nao, pois o mercado local tem exigido muito a minha atenção. Por isso, agradeço a todos que me mandam mensagem de alerta. Obrigada. A Aon plc e Willis Towers Watson anunciaram em julho que as empresas concordaram em rescindir seu contrato de combinação de negócios e encerrar litígios com o Departamento de Justiça dos EUA ( DOJ). A combinação proposta foi anunciada pela primeira vez em 9 de março de 2020.

Pier recebe autorização da Susep para cobrir perda total de automóveis

7 – A Pier chamou a atenção dos leitores neste ano. Pudera! Foi a primeira insurtech a ser aprovada no sandbox e a primeira a sair. Recebeu parrudos investimentos, até dos mais tradicionais executivos do setor de seguros. Conquistou a todos e acabou entrando no ranking das 100 insurtechs mais poderosas do mundo. Congrats a todo o time!!!!!

Conheça os 21 selecionados pela Susep para o Sandbox 2

8 – Aqui outro furo, mas esse veio de bandeja. A Susep passou primeiro ao blog para consagrar a luta diária por noticias. Por ser a primeira a divulgar, o acesso foi grande ao post com as informações sobre a segunda edição do Sandbox. Obrigada pelo reconhecimento e por tornar meu dia um pouco mais fácil. Pois nesses 30 anos de setor, juro, eu ralo muito para conseguir noticias diferenciadas, enquanto tantos deitam e rolam recebendo releases prontos e ganhando fama de super influenciadores.

Gabriel Portella deixa presidência da SulAmérica a partir de março; Ricardo Bottas assume

9 – Aqui o mérito é totalmente do Gabriel Portella. Um querido de todos. Ele atraiu muita gente para saber mais sobre ele. Para onde vai? Essa era a pergunta das milhares de mensagens recebidas pelo blog.

Valmir Rodrigues sai e 4 diretores assumem diretoria comercial da Tokio Marine

10 – Aqui também. Todo o mérito do Valmir, que ao longo de sua carreira conquistou tantos corações. Parabéns querido! E obrigada por apoiar o blog com tantas notícias em todo o período que esteve na Tokio Marine.

Ano termina com expectativa de desinflação no Brasil em 2022 e riscos associados à política monetária nos EUA, avalia CNseg

Pedro Simoes, CNseg

O ano de 2021 termina com expectativa de um nível de atividade mais fraco que o esperado, mas também com inflação um pouco mais baixa que o antecipado, destaca Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, ao analisar o último Boletim Focus do ano divulgado nesta segunda-feira, 27. “O ponto da desinflação é importante, mas o cenário externo requer muita atenção com a percepção que pode haver aperto das condições monetárias, principalmente nos EUA. Isso poderia anular algum possível alívio na intensidade do aumento dos juros por aqui. Juros mais altos no exterior também são um risco neste momento, pois muitos analistas consideram que os preços de ações e imóveis, em diversos países, estão muito altos, e poderia haver uma reversão rápida, com consequências financeiras negativas. O que vimos na China este ano no caso da Evergrande é exemplo disso”, avalia o economista da CNseg. 

Simões enumera a combinação de determinadas condições que podem promover uma “desinflação” mais forte do que o anteriormente antecipado. A primeira delas é a economia em desaceleração. A segunda é o efeito da política monetária (imediato sobre as expectativas no processo de “reancoragem” por conta da comunicação mais dura e defasada do aumento dos juros básicos). E a terceira, o arrefecimento de choques pontuais que elevaram muito a inflação este ano – como, por exemplo, o impacto da crise hídrica nos preços da energia elétrica.

O IPCA-15 de dezembro mostrou que o IPCA cheio pode fechar 2021 ligeiramente abaixo de 10%, ainda que a mediana do Focus desta semana projete 10,02% (queda em relação aos 10,04% da semana passada). Para 2022, a projeção para a inflação oficial permaneceu em 5,03%. A estimativa para o crescimento do PIB, por sua vez, caiu na mediana para este e o próximo ano, para 4,51% e 0,42%, respectivamente.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal da CNseg.

Ricardo Fiuza assume a presidência da Assurant para a América Latina

A partir de 1º de janeiro de 2022, Ricardo Fiuza assume o cargo de presidente para a América Latina da Assurant, somando-se ao atual cargo de presidente do Brasil. Ele sucede Federico Bunge, que assumirá a liderança das regiões internacionais, reportando-se a Biju Nair, recentemente nomeado presidente global de Connected Living da Assurant. 

Ricardo Fiuza é presidente da Assurant Brasil desde 2008, com a responsabilidade de liderar o sólido crescimento da empresa no país nos últimos 13 anos. Engenheiro civil, possui mais de 30 anos de experiência no setor de serviços financeiros, tendo liderado áreas de negócios no Citibank e no CitiFinacial, no Brasil e nos Estados Unidos. 

Desde que ingressou na empresa em 2008, Fiuza lidera o crescimento dos negócios no Brasil – um dos mercados mais significativos para a empresa na região da América Latina. Os países que estarão sob seu comando no início de 2022 são Argentina, Chile, Colômbia, Peru, México e Porto Rico. 

No Brasil, a Assurant ocupa posição de destaque no setor de seguros de acordo com o ranking divulgado pela SUSEP. Atualmente, os seguros e serviços da Assurant podem ser encontrados em mais de 6.000 pontos de venda físicos em todo o país, além de grandes varejistas de e-commerce nacionais e internacionais. Operadoras de telefonia móvel, instituições financeiras, montadoras de automóveis, fabricantes de eletrodomésticos, fintechs e insurtechs somam-se à lista de parceiros da Assurant no Brasil. 

Segundo Fiuza, o sucesso da companhia vem da combinação de uma boa visão de produtos, que façam sentido para o consumidor, a capacidade de ampliar o acesso por meio de canais de massa, além do foco em gestão de pessoa. A partir de janeiro, estará à frente de um mercado forte, apoiando o desenvolvimento de negócios na região para um crescimento sustentável nos próximos anos. “Estou muito feliz e motivado em continuar a história de sucesso que Federico construiu na América Latina, junto com uma equipe talentosa e engajada. São essas pessoas que realmente fazem a diferença por isso investimos e acreditamos no talento das pessoas”, destaca o executivo. 

Em sua função de presidente para a América Latina, Fiuza continuará liderando o desenvolvimento de produtos e soluções novos e inovadores, acompanhando a rápida transformação digital do mercado regional. Ele também será responsável por garantir a diversidade e inclusão, além de promover as melhores práticas ESG. 

Ricardo Fiuza é graduado pela Universidade Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing pela ESPM, MBA no IBMEC e MBA Executivo na Washington University em St. Louis (EUA). 

Indenizações mensais do seguro de vida saltaram de R$ 400 milhões ao mês para o pico e R$ 1,7 bilhão na pandemia

prejuízo covid

Fonte: CNseg

Os dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), mantido pelo Ministério do Trabalho e Previdência para controle das obrigações de empresas e empregados com vínculo celetista, é uma fonte de dados importantes sobre essa que é a mais significativa parcela do mercado de trabalho formal, segundo levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg. Uma das informações presentes no CAGED é o motivo para demissão/desligamento de um funcionário. Entre essas razões, é possível distinguir o número de desligamentos pelo óbito do funcionário, dado que se vê abaixo:

Antes da pandemia, o número de desligamentos causados pela morte do funcionário flutuava entre 4 e 5 mil ao mês. No entanto, já em abril de 2020, logo no início da pandemia, esse número subiu para 6,5 mil. Houve alguma redução com o arrefecimento da primeira onda da Covid-19, mas a severidade da segunda onda, no início deste ano, fica clara no enorme salto que os desligamentos mensais por óbito informados no CAGED, chegando a um máximo de 12 mil óbitos em abril. Como se trata de empregados celetistas, muitos deles poderiam ter seguros de Vida contratados por suas empresas, como benefício para o empregado. Portanto, poderia se esperar um aumento nos sinistros dos seguros de Vida coletivos no mesmo período. É exatamente o que se verifica, como mostra o gráfico abaixo:

A correlação entre as duas séries é muito alta: os sinistros, que flutuavam entre R$ 400 e R$ 800 milhões ao mês antes da pandemia, saltaram para cerca de R$ 900 milhões na primeira onda. Na segunda onda, evidencia-se um salto como o registrado nas mortes, e, em abril deste ano, ultrapassaram R$ 1,5 bilhão, com um máximo de R$ 1,7 bilhão em maio. Desde então, os sinistros para o produto vêm caindo, ainda que não tenham voltado aos patamares anteriores.

Com o arrefecimento da pandemia, conquistada com a ampla vacinação, o número de mortes recuou fortemente, voltando quase aos patamares anteriores, com 5,4 mil mortes em setembro. Esses números são um prognóstico positivo tanto do ponto de vista da saúde pública quanto da ocorrência de sinistros para os seguros Vida.

Seguradoras são destaques em ranking de Finanças do anuário “Valor Grandes Grupos”

Seguradoras Valor Grandes Grupos

As transformações no setor segurador geradas pela pandemia, a aceleração tecnológica e a flexibilização da regulação são tema de matéria do anuário “Valor Econômico Grandes Grupos”, do Jornal Valor Econômico, divulgado nesta segunda-feira, 27.  

A matéria aponta que esse cenário permitiu que insurtechsbigtechs, bancos digitais e marketplaces “entrassem no jogo”, modificando o espaço concorrencial do setor. “Apesar dos sérios problemas, a pandemia também despertou sentimento maior de aversão a risco e as famílias estão demandando mais seguros de vida, saúde e patrimonial”, afirmou o presidente da  CNseg, Marcio Coriolano.  

O segmento de Previdência, que apresentou um aumento da demanda em 2021, teve, por outro lado, também um aumento no volume dos resgates. De acordo com o presidente da FenaPrevi, Jorge Nasser, isso aconteceu porque “algumas pessoas estão usando parte dos resgates como benefício para recomposição de renda e outras usam para honrar compromissos de curto prazo”. 

O aumento dos resgates e sinistros em alguns ramos de seguro também participou do processo de digitalização das seguradoras, que já vem colhendo os frutos. Atualmente, os canais digitais já representam 14% das vendas da BB Seguridade e vêm crescendo mês a mês, informou a matéria.

Já a Bradesco vem firmando parcerias com bigtechs e startups para projetos voltados para seguros de auto, residencial, vida, saúde, previdência e capitalização. A Icatu, por sua vez, atenta aos efeitos do open insurance, já se aliou a bancos digitais e fintechs para comercializar seus produtos de vida e previdência, modelo semelhante ao da Zurich, que já conta com 40% do volume de prêmios oriundos dos canais digitais e de redes varejistas e bancos. “A gente aposta muito na mudança de perfil e de hábito de consumo e esta é uma tendência”, declarou o presidente da Zurich Brasil, Edson Franco, eleito recentemente Presidente da FenaPrevi para o mandato de 2022 a 2025. 

Ardonagh Group adquire a corretora MDS, por cerca de US$ 268 milhões

A Sonae e a IPLF Holding estabeleceram um acordo com o The Ardonagh Group, grupo de corretagem independente do Reino Unido, para a venda de 100% do capital social do Grupo MDS. A operação, que demonstra o valor deste ativo desenvolvido de raiz na Sonae, permite à MDS dar um importante passo estratégico na direção que tem vindo a traçar, com vista a reforçar a sua presença nacional e internacional na área dos seguros e consultoria de risco, informa comunicado do grupo. Segundo a Bloomberg, a negociação superou 200 milhões de pounds (US$ 268 milhões), segundo informou uma pessoa que pediu anonimato.

A MDS administra mais de 500 milhões de euros (US$ 566 milhões) em prêmios de seguros, gerando uma receita anual de cerca de 75 milhões de euros. A corretora que atua no Lloyd’s de Londres está presente em Portugal, Brasil, Espanha, Angola, Moçambique, Suíça e Malta. No Brasil, o grupo avançou nos últimos três anos sob o comando de Ariel Couto, que soube aproveitar as oportunidades de negócios com as movimentações de fusões e aquisições no setor, como Aon com Willis, que acabou sendo descartada, e Marsh com JLT, já concluída.

Couto: “Eu e todo o nosso time executivo estamos felizes de poder agregar ainda mais diferenciais aos nossos clientes, parceiros e equipe.”

Segundo Ariel Couto, como o grupo inglês nao tem presença no Brasil, a operação local se mantém sem alterações. “Eu e todo o nosso time executivo estamos felizes de poder agregar ainda mais diferenciais aos nossos clientes, parceiros e equipe. O grupo Ardonagh traz ao grupo MDS acesso a mais conhecimento, mais capital e aumenta o nosso peso dentro do mercado global de seguros. Estamos muito felizes com esta conquista e de poder agregar ainda mais valor aos nossos clientes”, diz Couto ao blog Sonho Seguro.

Segundo nota da MDS, a atual equipe de gestão e liderança do Grupo MDS em termos globais continuará em plenas funções, dotada de novos recursos e capital, bem como dando continuidade aos planos de crescimento orgânico e inorgânico, os quais se traduzirão em claros benefícios para os seus principais stakeholders – colaboradores, clientes, parceiros e seguradoras. 

Fundada em 2017, a Ardonagh, com receitas de US$ 1,5 bilhão, atua como corretora de seguros independente com quatro unidades – internacional, especialidade, consultoria e varejo. Recentemente, tem crescido por meio de aquisições, enquanto também explora opções para sua unidade de varejo que podem incluir uma oferta pública inicial. No início deste mês, a Ardonagh foi avaliada em US$ 7,5 bilhões após levantar novos recursos de investidores, incluindo a Autoridade de Investimentos de Abu Dhabi e os patrocinadores existentes Madison Dearborn Partners e HPS Investment Partners. Emprega cerca de 8 mil pessoas nos seus mais de 100 escritórios.

Após a conclusão da operação, que dependente de autorizações regulatórias, passará a ser o único acionista do Grupo MDS, através da sua participada Ardonagh Global Partners. A expectativa é de que a operação deverá estar concluída durante o primeiro semestre de 2022.

O Grupo MDS tem consolidado a sua presença nacional e internacional através de uma estratégia de crescimento orgânico e por meio de aquisições. É líder de mercado em Portugal e detém posições de liderança destacada no Brasil e em África, nomeadamente em Angola e Moçambique, atuando igualmente à escala global através da rede Brokerslink por si fundada em 2004, a qual está atualmente presente em mais de 120 países do mundo.

“Após uma longa e bem-sucedida parceria, a Sonae e a IPLF Holding acordaram os termos desta transação com o The Ardonagh Group, o que permitirá ao Grupo MDS e à sua experiente equipa de gestão acelerar ainda mais o seu plano de crescimento e presença geográfica através da parceria com um corretor de seguros líder na Europa, com um forte historial e experiência no setor. Esta operação enquadra-se na estratégia de gestão ativa de portfólio da Sonae, por potencializar a criação de valor acionista”, informa o grupo Sonae.

Para José Manuel Fonseca (foto), CEO do Grupo MDS, esta operação representa uma oportunidade extraordinária: “Após considerar todas as alternativas, identificámos na Ardonagh e na sua equipa de liderança um alinhamento perfeito com a nossa visão e ambição de crescimento.  Não podia estar mais entusiasmado com a possibilidade de nos unirmos a um grupo independente com a cultura e com a escala global da Ardonagh. Com o acesso aos recursos e ao capital deste nosso novo acionista acreditamos que vamos poder acelerar os planos de crescimento orgânico e inorgânico do Grupo MDS.”

“É um grande privilégio poder concretizar esta parceria com um broker com as características do Grupo MDS.  O José Manuel e toda a sua equipa desenvolveram uma elevada reputação à escala global no que respeita ao serviço ao cliente, inovação e profissionalismo, entregando um extraordinário serviço aos seus clientes há mais de 30 anos.  O Grupo MDS vai continuar a acompanhar o crescimento dos mercados onde atua, nomeadamente em Portugal, Espanha, Brasil e África.  O Grupo MDS está extraordinariamente bem posicionado para continuar a apoiar os seus clientes na gestão de risco num mundo em constante mudança e, ao mesmo tempo, trazer para o Grupo outros brokers, que partilhem deste alinhamento estratégico e cultural”, comentou Des O’Connor, o CEO da Ardonagh Global Partners.

“Dou as boas-vindas ao José Manuel e a toda a equipa, com a expetativa de podermos ajudar a trazer mais produtos, serviços, escala e capacidade a todos os clientes do Grupo MDS”, acrescentou Connor. O Grupo MDS é hoje uma multinacional de referência na consultoria de riscos e seguros, o que só foi possível pelo apoio incondicional dos grupos acionistas Sonae e IPLF Holding. Juntos inovámos e criámos valor para todos os stakeholders, promovendo a importância e relevância dos seguros e da gestão de riscos. Vamos continuar a fazê-lo no futuro, cooperando como fizemos até aqui, pois as nossas relações com os clientes são de longo prazo”.

Conservadorismo garante resultados, diversificação é palavra de ordem e a instabilidade o grande desafio em 2022

previdencia privada Valor Econômico

Leia o especial completo na portal do Valor Econômico

Especial Guia de Previdência do Valor Econômico conta que o ano de 2021 atingiu em cheio uma das indústrias de investimentos mais resilientes do país, a da previdência. De forma incisiva, o volume de resgates bateu em R$ 85 bilhões de janeiro a outubro, 25% maior do que em igual período de 2020, que já havia apresentado alta de quase 15% em relação ao ano anterior. O movimento, além de espelhar o momento de crise com a pandemia e alta do desemprego, mostrou que a reserva de longo prazo assumiu também a finalidade de socorro de emergência. As que mais sentiram o baque foram as mega seguradoras, que têm carteiras de ativos acima de R$ 100 bilhões.

“Por mais antagônico que pareça, se por um lado houve aumento dos resgates para recompor renda e honrar compromissos de quem perdeu emprego, por outro houve o fenômeno da pandemia com a classe média alta fazendo reserva de poupança por estar gastando menos porque não estava viajando”, afirma Jorge Pohlmann Nasser, presidente da Fenaprevi e do Bradesco Vida e Previdência. Nas contas do Itaú, uma das três maiores carteiras de previdência do país, com R$ 176 bilhões, o impacto da elevação dos resgates trará resultado líquido negativo na captação deste ano de R$ 5 bilhões. 

Diversificação – A diversificação de portfólio é um denominador comum entre as gestoras que se destacaram pelo desempenho dos fundos de previdência nos períodos de 1 e 3 anos no “Guia de Previdência Valor/FGV”. Gestores chamam atenção para a flexibilidade na legislação dos produtos de previdência privada que permitiu um avanço na grade de oferta, sobretudo a partir de 20 19. Por outro lado, esse movimento acirrou a concorrência no mercado de fundos de previdência, que tende a se tornar tão competitivo quanto a indústria de fundos de investimento, regulada pela Instrução CVM nº 555. No posto de melhor gestora nos períodos de 1 e 3 anos, a Bradesco Asset Management (Bram) conjuga experiência do time especializado em macroeconomia e microeconomia para aprimorar a análise fundamentalista, com binada à tecnologia. “A análise fundamentalista está cada vez mais robusta em função da ciência de dados e de ferramentas matemáticas, quantitativas”, diz Philipe Biolchini, diretor da Bram.

Nos últimos três anos, a indústria de fundos de previdência vem apresentando maior diversificação de ativos graças à diminuição de restrições regulatórias, um movimento iniciado com a Resolução 4.444 do Conselho Monetário Nacional (CMN) de 13 de novembro de 2015. Essa diversidade de estratégias e ativos vem se refletindo na rentabilidade. Com rentabilidade acumulada de 59,4% nos últimos 12 meses, o Trígono Icatu 100 FIA Prev, lançado em julho de 2020, é um fundo de previdência com 100% de renda variável que se diferencia dos demais produtos pela natureza dos ativos. Werner Roger, gestor e sócio cofundador da Trígono Capital, diz que apenas 2% do Trígono Icatu 100 FIA Prev são investidos em empresas com valor acima de R$ 30 bilhões. O foco da estratégia do fundo são as “small caps”, ações de empresas com valor de mercado de até US$ 2 bilhões, cerca de R$ 10 bilhões.

A SulAmérica foi ainda mais ousada ao incorporar no produto previdência outros serviços relacionados à saúde e ao crédito para que o cliente tenha possibilidade de ir além dos investimentos. Aumentou também sua presença nas plataformas de investimentos. “Queremos ampliar os canais de distribuição e tornar o conceito de saúde integral tangível para os clientes. Por isso lançamos o SOS Prev, que é um empréstimo que os clientes podem tomar em 120 meses utilizando como garantia as reservas, com taxas competitivas”, conta Marcelo Mello, vice-presidente de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica. Outro serviço lançado este ano foi o Médico na Tela, onde o cliente de previdência pode fazer consultas on-line.

Instabilidade – A instabilidade política e macroeconômica do Brasil, mesmo tendo melhorado nos últimos 20 anos, ainda tira o sono de muitos gestores que buscam com base em estimativas de cenário montar portfólios que maximizem ganhos e minimizem riscos. Na previdência com produtos voltados para o longo prazo, esse desafio é ainda maior. Nas gestoras de melhor desempenho em cenários de cinco e sete anos no ranking Valor/FGV de previdência, o ponto em comum é a aderência rígida a estratégias desenhadas para o longo prazo com um controle da volatilidade de curto prazo, que ainda assusta muitos investidores. Eleita novamente como a gestora de maior rentabilidade em fundos de previdência nos dois cenários (cinco e sete anos), a Brasilprev utiliza a análise de cenário macroeconômico de médio e longo prazos na montagem da parcela e strutural de alocação dos fundos, sem perder de vista as oscilações de curto prazo. “É interessante ter uma estratégia estrutural de longo prazo, mas sabemos que o investidor de previdência se preocupa com o desempenho de curto prazo e em alguns momentos procuramos nos proteger”, explica Jorge Ricca, CIO da Brasilprev.

Gap de proteção – A falta de proteção para enfrentar a velhice é uma preocupação mundial. No Brasil, o tema está em pauta há décadas, mas ganha relevância com o avanço do envelhecimento da população. O clichê de que o país vai envelhecer antes de enriquecer pode ser traduzido em termos reais a partir de números. Um estudo do Swiss Re Institute mostra dados preocupantes. A diferença entre os ativos previdenciários e a necessidade de renda para a aposentadoria é de US$ 514 bilhões ao ano na América Latina. E o Brasil, que sempre é citado como o maior país da região, aqui também recebe esse status, com um gap de US$ 180 bilhões por ano. Fred Knapp, responsável por resseguros no Brasil e Cone Sul da Swiss Re, ressalta que o Brasil possui a maior lacuna por trabalhador na América Latina. A boa notícia é que tem uma força de trabalho relativamente jovem e idade de aposentadoria tardia. “Mas essas vantagens atuais precisam de atitudes firmes para não se transformarem em perdas. Este gap de proteção impacta os governos por meio de maior risco de pobreza, saúde precária e pressão sobre as gerações mais jovens”. 

Parcerias – O movimento de parcerias coincide com o aumento da competição no setor, a maior representatividade de gestoras independentes e a vantagem de os investidores portarem os recursos sem a perda dos benefícios fiscais. No ranking deste ano, Kinea, Verde Asset, Capitânia Investimentos, Icatu Vanguarda e XP compõem o Top 10 das melhores gestoras. “Em termos de redução de custos, a competição tem o seu papel. A reforma da previdência social também colocou os fundos privados em evidência e abriu a chance de as plataformas de diversas casas entrarem nessa disputa. Isso ampliou o leque de produtos e os tornou mais competitivos”, afirma Claudia Yoshinaga, da FGV.

Seguro de vida – “Seguros são cada vez mais uma solução completa para financiamento patrimonial e financeiro. Sempre penso na proteção do cliente numa curva que começa no início da acumulação de recursos até blindar o patrimônio que ele quer atingir. O capital segurado começa com um valor elevado e vai caindo ao longo dos anos. Se algum imprevisto acontece, o investidor tem a indenização da apólice para suprir uma fatalidade que não é só a morte, mas também doenças graves, acidentes, perda de renda entre outros”, diz Roberto Teixeira, sócio e head da XP Seguros.

Eugênio Guerim, diretor de previdência complementar da MAG Seguros, afirma que a maior demanda pelo seguro vem das pessoas que estão constituindo família ou acumulando recursos para proteger a crescente longevidade. “Hoje nossa experiência junto ao segmento de fundos instituídos nos diz que as coberturas de risco são muito importantes, e se levarmos em conta o perfil etário e composição familiar, em média, 75% dos participantes utilizam o seguro como proteção”, informa. No entanto, a pandemia aumentou a demanda por seguro de vida de forma geral. “A calamidade que passamos afetou a relação dos mais jovens com o seguro de vida. Registramos um aumento de 36% na contratação de seguros por jovens de até 30 anos”.