Valor Econômico: Open Insurance, novo ecossistema

O Valor Econômico produziu um especial de quatro páginas sobre o Open Insurance. O tema é pauta de todas as empresas que atuam no setor e também de muitos investidores interessados em atuar no segmento, que apresenta grande potencial de crescimento no Brasil para os próximos anos. Além das oportunidades de negócios, há também muitos desafios.

Segundo dados da CNseg, a confederação das seguradoras, as discussões sobre o tema já consumiram mais de 4 mil horas de serviços internos das empresas e consultorias; mais de 50 estudos, pareceres e notas técnicas; mais de 300 profissionais dedicados; 13 grupos de trabalho, 75 reuniões realizadas e mais de R$ 25 milhões investidos inicialmente.

Um dos temas que ainda gera controvérsia é a SISS. Trata-se da Sociedade Iniciadora de Serviços de Seguros, já regulamentada e desde novembro disponível para credenciamento dos interessados junto à Superintendência de Seguros Privados (Susep). De acordo com a autarquia, a expectativa é que as SISS contribuam para a expansão e ganho de eficiência no ambiente do open finance.

O grupo Bradesco Seguros afirma que ao mesmo passo que o modelo gera um potencial competidor para os profissionais de seguros, o ecossistema acaba trazendo empoderamento. “Por consequência, maior responsabilidade para o potencial consumidor.  Mas, assim como toda mudança, é algo que deve ser aplicado e observado com atenção”, afirma Fabio Dragone, diretor de Inovação, CRM e Digital da Bradesco Seguros. 

O receio inicial de que os corretores seriam eliminados pelas startups de tecnologia vem se reduzindo a cada dia, diante das parcerias entre seguradoras e insurtechs. “A tecnologia não vai encurtar o espaço para atuação da categoria. Ao contrário, o que temos constatado é que aquilo que poderia ser uma ameaça está se constituindo em excelente oportunidade de trabalho e de ampliação da nossa atuação e base de negócios. Temos visto muitas parcerias e investimentos por parte dos corretores”, comenta Armando Vergílio, presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), categoria que totaliza 110 mil profissionais em todo o Brasil.

Enquanto se busca acertar aparas da regulamentação, muitos já se movimentam nos bastidores para entender qual será a melhor estratégia. A corretora Wiz foi a primeira a se credenciar na Susep. Chama-se Wiz Open X. “A SISS é o caminho para proporcionar aos consumidores uma experiência que permita melhor organização dos seus produtos de seguros, de diferentes seguradoras, em um mesmo ambiente digital, com comparação de ofertas de forma simplificada”, afirma Carla Nabarrete, diretora de estratégia, marketing e tecnologia.

As corretoras Marsh e Lojacorr, a TEx Tecnologia e até mesmo a insurtech Pier avaliam o assunto com seus escritórios de advogados. “Criar uma SISS é uma das possibilidades concretas. Parece uma forma poderosa de garantir uma excelente experiência ao segurado e criar um espaço formal de trabalho ao corretor no ambiente de Open Insurance”, afirma Diogo Arndt Silva, CEO e cofundador da Rede Lojacorr, que conta com 44 seguradoras parceiras para ofertar produtos aos 1,3 mil corretores associados, informaram em entrevistas a jornalista Denise Bueno.

Abaixo os temas abordados pelo especial do Valor.

Insurtech – Baixa penetração de seguros, mudanças regulatórias e avanços tecnológicos são os principais fatores por trás da evolução nos últimos anos das chamadas insurtechs, startups com soluções para o mercado segurador. Desde 2016, o número de empresas nascentes no setor mais do que triplicou chegando a 169 iniciativas no Brasil, conforme dados levantados pela Distrito a pedido do Valor.

Tecnologia – Insurtechs ou startups do ramo de seguros estimam um crescimento de até 50% nos negócios, com a chegada do open insurance. A versão do open banking para o mercado segurador vai permitir que clientes compartilhem dados com mais seguradoras ou terceiros, ampliando o acesso a produtos e serviços.

Mundo – “Conceitualmente, a ideia de open insurance já existe lá fora. O próprio Reino Unido, depois do open banking, já imaginava ampliar para seguros, mas lá a coisa está andando de forma mais lenta”, explica Bruno Diniz, sócio da consultoria Spiralem e diretor para América Latina da FDATA, associação britânica de fomento a um sistema financeiro mais aberto. “Temos chance de virar referência para outros países, que estão em estudos preliminares sobre open insurance.” Segundo a Susep, existem muitas referências internacionais sobre sistemas abertos, inclusive no setor de seguros.

Compartilhamento – Segundo dados da Bain&Company, 59% dos consumidores não pretendiam compartilhar dados em troca de benefícios no primeiro trimestre de 2021, como ofertas exclusivas ou condições diferenciadas. O mesmo estudo indicou a necessidade de investimentos em comunicação: no open banking, adesão interessava a menos de 30% dos brasileiros, mas subiu a 44% seis meses depois.

SRO – Para Marcos Watanabe, cientista de dados chefe da Suthub, empresa que desenvolve a plataforma do SRO, o mercado ganha com a aceleração de governança e aumento da transparência, mas os desafios são grandes. “O SRO será o maior repositório de dados de seguros da América Latina e vai pavimentar o open insurance”, afirma Watanabe.

Previdência – O sistema de seguros aberto deverá aumentar a portabilidade de recursos entre planos VGBL e PGBL de diferentes seguradoras, acreditam participantes do mercado. Com o compartilhamento de dados, será mais fácil para os investidores compararem as características dos produtos – e, na fase final de implantação do sistema, migrar recursos de uma seguradora para outra.

SISS Marcio Coriolano, presidente da CNseg, a confederação das seguradoras, afirma que os produtos de seguros em muitos casos são complexos e pedem uma assessoria, como acontece no ramo dos investimentos. Um dos pontos relevantes que precisam ser mais debatidos, segundo Coriolano, é que a regulamentação da Susep permite que as 26 iniciadoras de pagamentos registradas no Banco Central para atuarem no open banking possam ser SISS, mas exige que se um corretor quiser atuar como tal terá de abrir uma S.A., com capital mínimo de R$ 1 milhão. “Isso gera um desequilíbrio concorrencial e esta possibilidade nem constava na consulta pública sobre o tema.

Corretores – As seguradoras afirmam estar de mãos dadas com os corretores no sistema aberto de seguros. É consenso no setor que esses profissionais de vendas, hoje responsáveis por 78% da comercialização no Brasil, têm um papel fundamental em difundir a cultura de seguros num país que se esforça há décadas para elevar o consumo per capita dos produtos e serviços, hoje em US$ 271, muito abaixo da média mundial de US$ 809, segundo estudo da Swiss Re.

Parcerias – O segredo para se destacar no novo ambiente de open insurance, segundo os analistas, é estabelecer parcerias amplas e irrestritas. E as seguradoras já estão correndo atrás delas. O órgão regulador tem ajudado com resoluções mais modernas e flexibilização de regras, possibilitando que as seguradoras unam-se a bancos digitais, fintechs, insurtechs, bigtechs, corretoras digitais e marketplaces, ampliando a oferta de produtos e serviços e tornando o ambiente mais competitivo.

Competição – “Antes de colocar a operação em pé, compartilhamos e construímos a primeira plataforma digital de seguros no Brasil, com 18 produtos 100% digitais”, conta Paulo Padilha, CEO da Inter Seguros, que registrou 840 mil clientes ativos em dezembro de 2021, um salto de 229% em 12 meses. O executivo vê muito potencial a ser explorado dentro da própria base do banco, que possui 16 milhões de clientes. “A competição aumentou tanto que fundos de investimentos estão tendo cada vez mais participação não só na construção de novas seguradoras, mas também nos canais digitais de distribuição e oferta de novos produtos e serviços”, afirma Lucas Vilas, diretor de advisory da PwC Brasil.

Corretor encontra na prática de esportes oportunidade para fechar novos seguros

Luiz morales corretor de seguros

Por Thais Ruco

O corretor de seguros Luiz Morales, sócio da Lar Corretora de Seguros (São Paulo-SP) deixou o sedentarismo e cada vez mais tem ganhado com isso – não apenas saúde, mas uma nova rede de amigos e clientes. Buscando mais qualidade de vida, há 10 anos ele iniciou com passeios de bicicleta, reunindo colegas corretores, clientes e outros interessados, que formaram o grupo Amigos Loucos por Bike. A melhoria na saúde o fez buscar novas atividades em uma academia, onde Morales se tornou aluno assíduo. Construiu uma nova rede de clientes, ampliando o acesso de jovens e esportistas a outros seguros.

Com os amigos ciclistas, ele se especializou fortemente no nicho de seguro de bike. “Conheci um novo mundo, pessoas que possuem bicicletas sofisticadas, que custam mais do que um carro. Apesar de o seguro de bike ser democrático, principalmente quem investe nos modelos mais caros não pode ficar sem proteção”, afirma. Muitos negócios têm vindo de outros corretores, que buscam a expertise de Luiz Morales para atuar em parceria.

Segundo o especialista, as pessoas que fazem do ciclismo um estilo de vida buscam evoluir a prática, e ter novos e melhores modelos de bikes. “Por isso passei a negociar também o produto de consórcio para que as pessoas possam planejar esse sonho”, relata.

Avançando no esporte, Luiz Morales fez em 2019 o percurso da ciclovia Claudia Augusta, na Europa, passeio que tem início na Alemanha, em Munique, e segue um roteiro até chegar na Itália, durando cerca de 10 dias. Ele aproveitou a oportunidade para fechar o seguro viagem do grupo de esportistas, indispensável para os riscos e a proteção familiar. Uma das amigas e seguradas de Luiz, a fundadora da empresa de passeios ciclísticos Clã Destinos, Juliana Nardi, esteve nesta viagem à Europa e apesar de toda a experiência no pedal sofreu uma queda e quebrou o braço. “Precisei usar o seguro viagem em uma cidade pequena e inóspita, e pude ver a importância do trabalho do corretor de seguros, pois o Luiz e sua equipe da Lar Corretora não só ajudaram no ato do acidente, mas também no processo de reembolso”, conta Juliana. Ela reforça que agora todos os passeios de sua empresa contam com a Lar Corretora para as tratativas do seguro.

O segurado Windsor Veiga, chefe do departamento de Contabilidade da PUC-SP, foi um dos primeiros a entender a importância do seguro e ajuda a disseminar o conceito para quem entra para o grupo de bike. “O seguro é uma forma de mutualismo para minimizar o problema do roubo, nasceu na época das navegações e foi se aprimorando com cálculos atuariais e estatísticas para garantir os bens das pessoas”, comenta. “Hoje é muito importante contar com um seguro para ter a segurança do capital investido e poder pedalar com tranquilidade, sem prescindir de realizar a contratação com um profissional corretor, que pode fazer um seguro adequado às necessidades de cada cliente”.

O Estado de São Paulo registrou média de uma bike roubada a cada 40 minutos em 2021. Windsor relata que pedalando na capital paulista presencia ou toma conhecimento de roubos que acontecem diariamente, em todas as regiões. “Vemos muitos roubos na ciclovia da Marginal Pinheiros, mas os bandidos estão tão ousados que recentemente houve um caso em que um grupo de 20 ciclistas foi roubado em plena Av. Paulista, à noite, e foram levadas cinco bikes. O seguro é uma forma de minimizar prejuízos, pois garante contra roubo, acidentes e também perda de equipamentos, seu custo é baixo em relação aos riscos e coberturas e é indispensável para poder aproveitarmos com tranquilidade. Muitos investem em equipamentos de segurança, de manutenção, capacetes caros, camisetas, mas sem o seguro tudo isso pode ser perdido”, pondera.

Segundo Luiz, o trabalho de cultura do seguro engloba divulgar as assistências e outras vantagens desconhecidas por grande parte da população. “Quando as pessoas pensam em seguros, geralmente associam a uma proteção apenas contra roubo ou furto. Elas não visualizam, por exemplo, com acidentes ou com serviços de assistência agregados”, aponta. 

Entre passeios e aulas na academia, Luiz Morales segue conscientizando e atraindo novos clientes. Nos dois ambientes ele impulsionou também os negócios em seguro saúde.

“O esporte, além de me trazer saúde e amigos, ampliou os negócios da minha corretora de seguros. Estimo que, neste nicho que criei, dos amigos da bike e da academia, tivemos crescimento de 45% nos últimos cinco anos”, revela Luiz Morales.

Reuters: Mais de 81 mil produtores rurais do Brasil acionaram seguro ou Proagro por seca

seguro rural MAPA

Fonte: Reuters

Em meio aos impactos do fenômeno climático La Niña, que reduziu as chuvas e elevou temperaturas no Sul do país, mais de 81 mil produtores afetados pela seca acionaram seguro ou o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) nesta safra de verão, mostraram dados do governo federal nesta sexta-feira.

No total, 42.541 apólices de seguro rural foram acionadas e 38.906 comunicados de perdas (COPs) realizados no Proagro, informou o Ministério da Agricultura em nota.

O levantamento tem como base dados das seguradorashabilitadas no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) do ministério e do Banco Central do Brasil, autarquia responsável pelo Proagro.

Os destaques são os prejuízos nas lavouras de milho e de soja, devido à estiagem que afeta parte de algumas regiões dos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo, disse a pasta.

A soja tem quase 37 mil acionamentos (32% das apólices sinistradas) e 22,2% da área contratada com seguro afetada, que equivale a 1,7 milhão de hectares que serão vistoriadas pelas seguradoras.

Na quarta-feira, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) reduziu em 4,2 milhões de toneladas sua projeção para a safra de soja do país em 2022, agora estimada em 135,8 milhões de toneladas e abaixo do recorde obtido na temporada anterior, em função da seca na região Sul.

No milho, dos quase 39 mil acionamentos de Proagro, o cereal se destaca com mais de 26 mil comunicados de perdas (68,7% do total) e o Rio Grande do Sul, onde os produtores lideram a contratação do programa, representa 53,2% dos comunicados de perdas, atingindo 20.719 operações.

Outros cultivos também têm sido afetados, como o feijão, arroz, cana-de-açúcar, frutas e verduras, além da pecuária leiteira, conforme o levantamento.

A seca ainda não cessou seus efeitos e as lavouras estão em período de colheita, o que deve alterar esses números no próximo levantamento ao final de fevereiro, acrescentou o ministério.

No total, está em análise nas seguradoras um valor segurado da ordem de 2,7 bilhões de reais em indenizações. No Proagro, o montante chega a 2,3 bilhões.

Divulgada a chapa única para as eleições do Conselho Diretor da Fenaseg e da CNseg no mandato 2022/2025

cnseg

Fonte: CNseg

Para cumprir novo mandato de três anos que iniciará em 30 de abril de 2022, as lideranças do setor de seguros decidiram por chapa única para as eleições do Conselho Diretor da Fenaseg e da CNseg, que prevê condução da maioria dos membros do atual mandato. Como Presidente do Conselho foi indicado Roberto de Souza Santos, Diretor-Presidente e de Relações com Investidores da Porto Seguro S.A. Ele contará com três Vice-Presidentes, mais quatro Vice-Presidentes natos que são os Presidentes das Federações associadas e 17 Diretores do colegiado superior. A chapa foi divulgada na sexta-feira, dia 28 de janeiro. Conforme os estatutos, as eleições ocorrerão no próximo dia 9 de março, com o novo mandato iniciando em 30 de abril.

A representação institucional do setor segurador é formada pela Fenaseg, seu braço sindical, e pela Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, o braço associativo.

Marcelo Biasoli assume como gerente geral da 123Seguro no Brasil

A 123Seguro, insurtech presente em quatro países da América Latina – Argentina, Colômbia, Chile e Brasil -, nomeou Marcelo Biasoli como Country Manager no Brasil. Biasoli possui experiência executiva em instituições financeiras liderando áreas de estratégia, inovação, desenvolvimento de negócios e marketing em empresas como Itaú, AIG, RSA e Sura, além de experiência em fundos de investimento e durante 2021 atuou como advisor de vários fundos diante da movimentação de investidores interessados em atuar no mercado brasileiro de seguros.

“O potencial do Brasil é enorme”, afirma Martin Ferrari, CEO e Co-Fundador da 123Seguro, pais onde o grupo desembarcou em 2021, através da aquisição da empresa Seguro Com Você. Atualmente, mantém convênios com mais de 40 seguradoras no Brasil e atinge com seus produtos clientes dos mais diversos segmentos. Um dos objetivos da insurtech é ajudar a difundir a cultura de seguros neste país que se esforça há décadas para elevar o consumo per capita dos produtos e serviços, hoje em US$ 271, muito abaixo da média mundial de US$ 809, segundo estudo da Swiss Re. 

“O crescimento da 123Seguro no Brasil aponta para dois objetivos principais: consolidar a marca como referência de insurtech no mercado local para o consumidor final e posicionar a empresa como plataforma digital especializada em soluções de seguros para o segmento B2B2C”, diz ele ao blog Sonho Seguro. Os principais produtos ofertados são os seguros de automóvel, residência, vida e empresarial para pequenas e médias empresas.

Em B2B2C, a proposta é viabilizar parcerias com empresas e canais de distribuição que sejam relevantes em seus mercados de atuação como: instituições financeiras, montadoras de veículos, concessionárias, associações e também empresas que possuam modelos de negócios escaláveis como bancos e plataformas digitais, startups e scaleups. “Acreditamos que a oferta de soluções digitais de seguros será um grande diferencial para as empresas e canais em um cenário em que o consumidor passa a ser o dono dos seus dados e vai definir de quem ele vai comprar o produto e que tipo de experiência ele deseja. Conveniência e experiência são fundamentais para o processo de compra”, diz Marcelo Biasoli.

“O potencial do Brasil é enorme e prioritário na nossa estratégia de crescimento na América Latina”, afirma Martin Ferrari, CEO e Co-Fundador da 123Seguro

A insurtech está animada com 2022. “Temos muitas novidades pela frente, como metaverso, criptomoedas, o próprio open insurance, com a figura do Sistema de Iniciação de Pagamentos (SISS), com diversas empresas consultando advogados para entender melhor esses assuntos. E nós estamos atentos a todos esses movimentos”, acrescenta Biasoli. “A paixão do Marcelo e sua crença absoluta no poder da tecnologia para acelerar o acesso da população aos produtos de seguros, somada à sua liderança e experiência em estratégia de negócios e inovação, o colocam no lugar ideal para liderar a 123Seguro no Brasil”, diz Ferrari.

Os principais investidores da 123Seguros, que conta com 210 colaboradores, incluem MeLi Fund (MercadoLivre), NXTP Ventures e Alaya Capital Partners. Após o investimento Pre series A de US$ 6 milhões, entre 2018 e 2021, a receita triplicou. Segundo os executivos, a quantidade de clientes avançou na mesma proporção. “Nosso objetivo agora, apoiado pela operação brasileira, é quintuplicar a quantidade de clientes nos próximos dois anos. Entre os principais parceiros da insurtech estão nomes como Cencosud, Banco Supervielle, Carflix,Tecnom. “Certamente em breve teremos vários nomes brasileiros para estampar em nossa lista”, disse Biasoli.

BRB e WIZ lançam joint venture de seguridade

A BRB Seguros foi lançada oficialmente nesta terça-feira (25/01), em Brasília. A joint venture nasce objetivo é levar uma experiência multicanal aos clientes. A parceria destina-se à oferta de seguridade, capitalização, previdência e consórcio nos canais do BRB. Nos últimos seis meses, um grupo de trabalho foi formado com profissionais das duas empresas, que definiram a estratégia, os processos e traçaram as oportunidades para a BRB Seguros. “A BRB Seguros tem condições de se tornar, até o fim deste ano uma protagonista para a nova realidade de open insurance”, afirmou o CEO da Wiz Soluções, Heverton Peixoto.

A BRB Seguros pretende que o consumidor faça da cotação até a venda, da renovação ao pós-venda, em uma experiência amigável e satisfatória no canal que lhe for mais conveniente: nas agências bancárias, canais remotos ou digitais. Cerca de 270 colaboradores iniciam as atividades de aprimoramento dos produtos e serviços conduzidos nos últimos 30 anos pela corretora BRB Seguros.  

“Vamos ampliar e melhorar os canais para conhecer mais o cliente, entender o seu momento de vida e, assim, encantá-lo, oferecendo uma experiência inovadora e um portfólio de seguridade completo”, afirma o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O BRB tem 57 anos e uma base de quase 4 milhões de clientes atualmente. Registrou Lucro Líquido de R$ 433 milhões até o 3T21. Com destaque para o banco digital em parceria com o Flamengo, o Nação Fla BRB, que superou a marca de 2,8 milhões de correntistas em 1 ano e meio.

Requisitos ESG para mercado de seguros não devem impactar ratings, prevê Fitch

seguros ESG ASG

Uma resolução sobre sustentabilidade da Superintendência de Seguros Privados (Susep), ainda em consulta pública, formalizará requisitos ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) para o setor de seguros, mas provavelmente não afetará as classificações internacionais das empresas brasileiras, de acordo com a Fitch Ratings.

A Susep apresentou a minuta da nova regulação no final de 2021. O objetivo é fomentar uma atuação cada vez mais resiliente e sustentável do mercado segurador por intermédio da adoção de requisitos de sustentabilidade, assim como chamar a atenção para as exposições a fatores ESG, com destaque para os riscos climáticos. A resolução está em consulta pública e aberta a sugestões até março. Porém, como a está alinhada à Resolução 4.943/2021 do Conselho Monetário Nacional (CMN), publicada em setembro de 2021, não se esperam grandes alterações no texto.

A normativa proposta estabelece requisitos de sustentabilidade a serem observados pelas sociedades seguradoras e os inclui no contexto geral do Sistema de Controles Internos (SCI) e da Estrutura de Gestão de Riscos (EGR) do setor. Além disto, inclui procedimentos internos para avaliar, mensurar e reportar riscos relacionados a sustentabilidade. A normativa também prevê que as seguradoras implementem critérios para precificar e subscrever riscos relacionados a sustentabilidade, selecionar prestadores de serviços, escolher investimentos e a exposição de seus ativos a riscos de sustentabilidade e a práticas de governança corporativa .

Apesar da regulação formalizar a inclusão de critérios ESG, segundo o último Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), as empresas já adotavam esses critérios em procedimentos internos, e a nova regulação deve apenas intensificar essa prática. A pesquisa contou com 34 seguradoras, que representavam 85% da arrecadação do mercado. Das entrevistadas, 90,5% integravam critérios ESG a seu planejamento estratégico, 55% possuíam diretrizes para inclusão destes pontos no desenvolvimento e na venda de produtos/serviços de seguros e 47,6% afirmavam que suas políticas de investimento consideram aspectos ESG.

O mercado de seguros por natureza tem uma função social relevante. Devido ao princípio básico do mutualismo, o setor é inclusivo e tem impacto importante na economia e na sociedade, a partir do momento em que as protege de eventos que impactem patrimônio, saúde e vida de famílias e instituições. Em relação a governança, seguros é um dos setores mais desenvolvidos da América Latina, devido à adoção de normas e práticas que seguem os princípios de transparência e procedimentos que norteiam a IAIS (International Association of Insurance Supervisors – Associação Internacional de Supervisores de Seguros) e a Solvência II da União Europeia. A nova regulação brasileira deve auxiliar o setor e estabelecer limites de concentração e monitorar riscos ambientais , climáticos e sociais.

A Fitch avalia fatores ESG por meio de scores de relevância ESG (ESG.RS), que são observações sobre os ratings de crédito. As pontuações não fazem julgamentos de valor sobre se uma entidade se envolve em boas ou más práticas de ESG, mas determinam quais elementos desse universo influenciam as decisões de rating.

A Fitch avalia que os riscos ambientais são bem administrados pelas seguradoras latino-americanas classificadas e que o ESG.RS tem impacto limitado em nossas classificações de crédito internacionais, apesar de eventos climáticos extremos mais frequentes na região. Além disso, a agência espera que o ESG.RS continue a ter baixo impacto nos ratings das seguradoras da América Latina no curto e médio prazo, pois elas devem continuar gerenciando seus riscos ESG e, em particular, sua exposição a impactos ambientais, a bem-estar do cliente, responsabilidade social e demais fatores de governança.

Recentemente, o Fitch Group anunciou a criação da Sustainable Fitch, que oferece, globalmente, ampla gama de produtos ESG, incluindo classificações ESG e Pontuações de Vulnerabilidade Climática.

MetLife assina acordo com a Align Technology do Brasil

Paula Toguchi Metlife

A MetLife anunciou um acordo com a Align Technology do Brasil, afiliada da Align Technology, Inc., empresa líder global de dispositivos médicos que projeta, fabrica e vende o sistema Invisalign de alinhadores transparentes, scanners intraorais iTero e software CAD/CAM exocad para ortodontia e odontologia digital.

“Com esse acordo, a MetLife dá um passo importante rumo a sua estratégia de crescimento e disponibilização de tratamentos cada vez mais modernos aos seus beneficiários, independentemente do tipo de plano odontológico. Estamos muito felizes com o acordo, que fortalece nosso trabalho de oferecer o que há de melhor em serviços e coberturas. Isso permitirá aos nossos clientes terem acesso ao que há de mais atual em termos de alinhamento dental e ortodontia, com condições financeiras exclusivas para nossos beneficiários”, comenta Paula Toguchi, Superintendente de Produtos da MetLife Brasil.

Segundo dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), o Brasil tem hoje mais de 28 milhões de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos, número que vem crescendo no país, apesar da pandemia. Juntos, o ortodontista e o paciente em potencial avaliarão as opções e discutirão os planos de tratamento. Todas as decisões relacionadas ao tratamento e cuidados com Invisalign são feitas entre o doutor e o paciente. 

“Na Align, sabemos que o tratamento ortodôntico é melhor quando realizado pelos doutores. O acordo com a MetLife fornece aos beneficiários de planos odontológicos uma conexão direta com um ortodontista treinado pela Invisalign, reforçando a importância do atendimento prestado por um profissional ao mesmo tempo que expande o acesso a cuidados ortodônticos de ponta com o sistema Invisalign”, comenta Ritesh Sharma, vice-presidente e gerente geral da Align América Latina, em nota.

Fundo SulAmérica Excellence chega a R$ 2 bilhões em patrimônio líquido e 9 mil cotistas

Fonte: SulAmérica

Em meio a um cenário favorável à renda fixa e aos investimentos em crédito privado, o fundo SulAmérica Excellence FI RF CP acaba de alcançar a marca de R$ 2 bilhões em patrimônio líquido e mais de 9 mil cotistas. Neste ano, o fundo também completa 20 anos de história.

Com rentabilidade de 7,59% no acumulado de 2021 – o que equivale a 172,66% do CDI –, o produto faz parte do portfólio da SulAmérica Investimentos, uma das maiores assets independentes do país. A estratégia é composta por títulos de crédito privado, como CDBs, letras financeiras, debêntures, notas promissórias, DPGEs e FIDCs de baixo risco.

“O crescimento expressivo do SulAmérica Excellence FI RF CP foi fruto de um rigoroso processo de seleção de ativos em um produto com duas décadas de existência, e também da confiança que os 9 mil cotistas depositaram na SulAmérica. Nosso time de gestão de crédito tem feito um excelente trabalho. Em 2022, teremos mais novidades na área, uma vez que será um ano de muita demanda para produtos de renda fixa”, comemora o vice-presidente de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica, Marcelo Mello.

O produto é destinado a investidores em geral, requer aplicação mínima de R$ 1 mil, e apresenta taxa de administração de 0,30% do patrimônio líquido ao ano e resgate D+1. Saiba mais sobre o Excellence e outras opções de fundos de investimentos em www.sulamericainvestimentos.com.br

Europ Assistance Brasil anuncia novo Chief Insurance Officer

Israel Araújo, Chief Insurance Officer da Europ Assistance Brasil 2hb

A Europ Assistance Brasil, especializa em assistência e seguro de viagem do mundo, anuncia a contratação de Israel Azevedo Lopes de Araújo como Chief Insurance Officer (diretor de Precificação, Rentabilidade e Controles).

Com mais de 25 anos de experiência no mercado de seguros, sua chegada ajudará no desenvolvimento da estratégia para o crescimento da empresa, incluindo a diversificação de clientes e produtos. Considerado bastante versátil, atuará em diversas frentes de negócio e fará parte do comitê executivo da empresa.

Com passagens por alguns dos maiores bancos nacionais, como Itaú e Unibanco, e em grandes corporações globais – como Sompo, Mapfre, AIG e, mais recentemente, Argo Seguros – é especialista em gestão gerais de seguros, (com grande foco em produtos e portfolio – tradicional, grandes riscos e massificados), planejamento e inteligência empresarial. 

 “É uma grande satisfação fazer parte do time da Europ Assistance Brasil, uma das maiores empresas do país no setor de assistências e serviços. Tenho certeza de que minha experiência irá agregar para o projeto de transformação da companhia, sendo meu grande foco questões voltadas a precificação e rentabilidade. Importante ressaltar que a EABR conta com um time excepcional de profissionais, time este que me sinto honrado de poder liderar”, disse.

“A busca por esta posição foi longa, justamente pelo teor estratégico dela, mas após meses de busca, tenho a certeza de que encontramos o fit exato. O Israel traz conhecimentos que agregam ao time existente, assim como novos que irão apoiar no desenvolvimento da empresa e do próprio time”, comenta Paulo Martires, vice-presidente do grupo no Brasil. 

Israel Araújo é ainda membro do Comitê de Seguros/Dados do Instituto Brasileiro de Atuária e possui MBA de Ciências de Dados e Analytics pela ESALQ/USP e formação em Gerenciamento de Projetos e Gestão em Seguros pela Fundação Getúlio Vargas.

“O Israel é uma grande aquisição para EABR e para os negócios do grupo na América Latina. Com seu conhecimento, junto ao time que irá liderar, tenho certeza de que os resultados serão espetaculares e virão com grande velocidade. Com essa contratação, damos um passo importante no fortalecimento de nosso time executivo rumo a estratégia de nosso Grupo”, afirma Newton Queiroz, CEO da Europ Assistance Brasil e CEABS Serviços.