Mercado mantém, em janeiro, a confiança no crescimento

Fonte: Fenacor

Pesquisa divulgada pela FENACOR indica que, em janeiro, o Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS) se manteve em alta, pelo segundo mês consecutivo, atingindo 108,5. Esse é o maior percentual apurado desde outubro do ano passado, quando chegou a 110,2. Realizado pela Rating de Seguros Consultoria, por encomenda da FENACOR, o ICSS é um indicador mensal que mede a confiança do setor de seguros no Brasil.

Esse indicador é o resultado da média de três variáveis utilizadas na pesquisa: o ICES (Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras); o ICER (Índice de Confiança e Expectativas das Resseguradoras); e o ICGC (Índice de Confiança das Grandes Corretoras). No seu cálculo, o indicador leva em conta aspectos referentes à economia brasileira, ao faturamento e à rentabilidade de cada um dos setores citados.

A partir dessas informações, e após cálculos estatísticos, é definido esse índice, cujo valor varia de 0 a 200. O número 100, que divide o índice ao meio, sinaliza que a expectativa atual é que a situação permaneça a mesma no futuro. Por outro lado, quanto maior esse valor, mais otimista está o segmento; e vice-versa.

Em janeiro, o índice com maior evolução foi o que mede a confiança das Seguradoras, que chegou a 109,2, o que representou um avanço de 5,1 pontos em relação ao mês anterior. O ICGC também indicou um aumento da confiança dos Corretores de Seguros, chegando a 110,2, com avanço de 3,3 pontos em comparação a dezembro de 2021.

PESQUISA. Em todos os finais de mês são enviadas perguntas simples, de múltipla escolha, em que as empresas dizem sobre o que esperam que aconteça nos próximos seis meses, com relação a algumas variáveis relevantes do setor. Ao todo, aproximadamente 100 companhias são entrevistadas em cada oportunidade. Embora todas as perguntas sejam de caráter institucional, as respostas não são divulgadas individualmente.

Prudential investe para conquistar empresas com pacote de benefícios sob medida

Patricia Prudential

Tem seguro de vida? Esta é uma pergunta recorrente no processo seletivo de funcionários diante da trágica experiência proporcionada pela morte de mais de 623 mil pessoas por Covid-19 no Brasil até janeiro de 2022. No mundo, 5,6 milhões. Tal realidade trouxe significativas mudanças para o segmento de seguro de vida. As grandes empresas geralmente ofertam pacotes negociados com os sindicatos de trabalhadores, mas que passam por revisões. Já as médias e pequenas empresas, que ainda constroem um programa de benefícios mais encorpado, começam a olhar para o seguro de vida com outros olhos. 

“A pandemia ampliou o debate nas empresas sobre o bem-estar dos funcionários, fazendo desse produto um benefício de baixo custo e relevância na atração e retenção de talentos”, afirma Patrícia Freitas, vice-presidente de Parcerias Estratégicas Multicanais da Prudential do Brasil. Segundo ela, há muitas oportunidades no seguro de vida corporativo, principalmente para as pequenas e médias empresas. O seguro de vida empresarial, responsável por quase 80% das vendas das seguradoras, está consolidado em grandes empresas, mas entre as PMEs e estatais está apenas começando. 

A modernização das coberturas, a inclusão de benefícios que podem ser usados em vida pelo segurado e plataformas digitais que possibilitam a gestão dos benefícios de forma simplificada foram fatores decisivos para agradar tanto os corretores como os profissionais de RH das empresas. O resultado fica visível com os números do setor. Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o seguro de vida registrou crescimento de 17% de janeiro a novembro de 2021, ultrapassando R$ 21 bilhões. Desse valor, vida individual representa R$ 8,9 bilhões e vida em grupo R$ 12,1 bilhões. “Este valor está muito aquém da média mundial, o que nos sinaliza o tamanho do potencial que temos para levar proteção financeira a toda sociedade”, ressalta Patrícia Freitas. 

Susana de Cassia Goncalves Almeida, coordenadora de saúde e bem estar da Klabin, afirma que a principal prioridade do departamento em relação ao seguro de vida para os colaboradores é a proteção que é dada a ele ou seus familiares num momento tão difícil. “Com certeza o seguro de vida é um atrativo por proporcionar essa segurança aos colaboradores e seus familiares”, conta ela, que é cliente da Prudential. “Somos clientes da Prudential há muitos anos e o fato de não temos reclamações de colaboradores e familiares na condução dos processos é primordial para o nosso dia a dia na gestão de benefícios”, acrescenta. 

Legenda: Susana, da Klabin: nossa prioridade é a proteção que é dada ao nosso colaborador ou seus familiares num momento tão difícil

Para Susana, um dos principais serviços que uma seguradora pode prestar está ligado à gestão dos benefícios. “Quanto mais integrado seus sistemas, maior a sinergia na gestão, sugere. 

Os corretores afirmam que a demanda pelo seguro de vida empresarial está realmente aquecida. “Com a pandemia, o seguro passou a ser percebido efetivamente pelas empresas e pelas pessoas como uma proteção financeira relevante para as famílias num cenário de tanta incerteza gerado por este vírus que ceifou mais de 600 mil vidas só no Brasil”, comenta Pedro Monteiro, diretor executivo D’Or Vida. 

Segundo ele, esta mudança de conceito trouxe para as empresas uma necessidade de revisão de coberturas e capitais e, ao mesmo tempo, a oportunidade de valorizar este benefício. “A família do colaborador quer entender de qual forma está protegida”, afirma o corretor. Também foi consolidado o entendimento e a importância do capital ser estabelecido por múltiplo salarial. O colaborador entende que, na sua falta, a indenização dará o equilíbrio financeiro para a sua a família por determinado período. “O consumidor está mais exigente e muito mais informado e devemos estar mais preparados, para superar as suas expectativas”, acrescenta. 

Coberturas mais recomendadas

Mesmo com o aumento considerável do número de indenizações, por uma situação nova e extremamente inesperada, o mercado de seguros entendeu da importância de incrementar as coberturas, que ampliaram significativamente o conceito de proteção e serviços. 

Legenda: Pedro Monteiro, da D’Or Consultoria: cada empresa deve ter as coberturas e serviços do seguro de vida avaliado de forma particular

O desenho de coberturas e capitais deve ter relação direta com várias características da empresa como grau de risco da atividade, alocação de cargos e funções, perfil etário dos funcionários e outras informações, que irão determinar o melhor desenho e relação custo-benefício. Além das coberturas tradicionais como morte por doença e acidente; invalidez por acidente e doença, o corretor Pedro Monteiro recomenda a avaliação de coberturas que ampliam, consideravelmente o benefício, como, por exemplo: indenização especial por acidente, assistência funeral familiar, doenças graves e auxílio financeiro. “Mas, ressalto: cada empresa deve ser avaliada de forma particular”. 

Neste cenário, tanto a cliente Susana como o corretor Pedro afirmam que a Prudential se mostrou como uma seguradora ágil, especializada, desburocratizada, que oferece importantes alternativas de produtos, com simplificação para a contratação das apólices e, principalmente, no pagamento das indenizações de forma rápida, no momento de necessidade das famílias. “As empresas e seus RH’s investem em determinados benefícios e precisam ter a plena certeza de que os funcionários e suas famílias estarão seguros. A Prudential tem este conceito de proteger as pessoas”, afirma o diretor da corretora D’Or. A Prudential é especialista em proteger. As empresas são diferentes, as necessidades são únicas.

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SulAmérica Investimentos aposta em renda fixa para 2022 e lança novos produtos

Fonte: SulAmérica

Em meio a um cenário de instabilidade na B3 (bolsa de valores brasileira) e de altas recentes da taxa Selic (a taxa básica de juros), a renda fixa voltou a ganhar destaque na carteira de investidores em todo o país. E é nesta classe de ativos que a SulAmérica Investimentos, uma das maiores assets independentes do país e com 25 anos de história, aposta, trazendo três novos produtos neste mês de janeiro para diversificar o portfólio.

Esse movimento vem na esteira de uma série de investimentos que a asset realizou em sua gestão. Em 2021, a gestora criou um núcleo de inteligência quantitativa para trazer uma abordagem focada nos processos e entregar mais dados para a análise dos cenários, ativos e tomada de decisão, além de expandir o time de Crédito Privado, com a contratação de profissionais estabelecidos no mercado de crédito. 

“Estamos investindo de forma contínua em nossa atividade e em busca de retornos consistentes para nossos investidores e parceiros”, comenta Marcelo Mello, vice-presidente de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica.

Dois dos novos lançamentos, o SulAmérica Income FI RF LP e o SulAmérica Capital FI RF LP, são destinados a investidores em geral, mas também estão enquadrados na Resolução CMN nº 4661, que dispõe sobre a aplicação dos recursos das entidades fechadas de previdência complementar. Já o terceiro produto, o SulAmérica Retorno Total FI RF LP, tambémvoltado aos investidores em geral, terá um viés mais focado nos clientes de plataformas de investimentos de varejo.

“Depois de fechar 2021 com a Selic a 9,25%, a expectativa da gestora é que a taxa chegue a 12% neste ano. Com isso, surgem boas oportunidades para se investir em renda fixa, seja em produtos atrelados à Selic, ao CDI ou a inflação”, comenta Luis Garcia, CIO da SulAmérica Investimentos. “Neste momento, produtos pós-fixados podem se beneficiar do cenário no curto prazo, enquanto os investimentos em inflação miram no longo prazo, buscando proteção do poder de compra”, avalia.

SulAmérica Income é um fundo de renda fixa com menos risco, cujo objetivo é superar seu benchmark, o IMA-B 5, com taxa de administração de 0,25% a.a. O SulAmérica Capital, por sua vez, é um produto de renda fixa que terá estratégias de juros e também posições em ativos de crédito privado, podendo chegar a até 49% nesta classe. Ele visa entregar o CDI + 1,50% ao ano, com taxa de administração de 0,70% a.a. e taxa de performance de 20% sobre o que exceder o benchmark, 100% do CDI.

Para a Head de Crédito Privado da asset, Daniela Gamboa, o cenário é propício para se obter resultados com investimentos em renda fixa local. “A renda fixa está vivendo um momento positivo devido à alta da Selic e sentíamos que faltava na nossa grade de produtos um fundo que combinasse nossas estratégias em juros com a nossa expertise em crédito privado, o que representa uma boa oportunidade de retorno com menor risco”, afirma.

Por fim, o SulAmérica Retorno Total FI RF LP tem perfil mais arrojado, com posições em derivativos no mercado de renda fixa e, portanto, buscando um retorno maior para o cotista. O objetivo deste fundo é entregar CDI + 3,00% ao ano, com taxa de administração de 1,20% a.a. e taxa de performance de 20% sobre o que exceder o benchmark, também 100% do CDI.

Sincor-SP apresenta novos diretores regionais

Fonte: Sincor-SP

A nova gestão do Sincor-SP, eleita em novembro do ano passado, agora está com o time completo. Foram nomeados os diretores regionais que irão representar a entidade em todo o Estado de São Paulo, no período de 2022 a 2025.

Chegam na casa os novos diretores: Carlos Eduardo Melato (Araraquara), Reinaldo Alves de Lima (Barretos), Ildebrando Gozzo (Bauru), Carlos Cunha (Campinas), Luis Pedro Nardin (Jundiaí), Cinthia Carrero Severino (Marília), Silvia Camacho (Piracicaba), Alex Dias Florentino (Presidente Prudente), Paulo Sergio de Souza (Santos), Renato Cappelli (São José dos Campos), Ivone Elise Gonoretske (São Paulo Centro), Nilson Moraes (São Paulo Leste), Luis Alberto d’Almenery (São Paulo Norte) e Ednir Fornazzari (São Paulo Oeste) e Mara Borges Sutto (São Paulo Sul).

E continuam para este novo mandato os diretores: Sady Viana (ABCDMR), Flávio Machado (Araçatuba), Jobel Cândido Venceslau Júnior (Assis), Odeir Vilar (Fernandópolis), Hildemar Silveira (Franca), Claudemir Machi (Guarulhos), Wilton Nogueira (Mogi das Cruzes), César Munis (Nova Alta Paulista), Eduardo Minc (Osasco), José Marcos Alonso (Ribeirão Preto), Antônio Gilberto Affonso de André (São Carlos), Gilberto Fadiga Filho (São João da Boa Vista), Antônio Roberto Mantovan (São José do Rio Preto), Eduardo Lemes (Sorocaba) e Lauro Barreto (Taubaté).

Os diretores regionais agora têm a missão de planejar e organizar as iniciativas locais, promover encontros, estimular o diálogo da categoria com as seguradoras e os prestadores de serviços, além de auxiliar os associados em suas dificuldades diárias.

“Damos as boas-vindas a toda diretoria que, com certeza, fará um excelente trabalho na representação dos corretores de seguros em todo o Estado. Nossa equipe é formada por profissionais qualificados e que sabem da importância de uma entidade fortalecida e uma categoria unida”, declara o presidente do Sincor-SP, Boris Ber.

TEx investe em gestão humanizada e desenvolve uma série de ações para seus colaboradores

emir tex

Especializada em soluções para o mercado segurador, a TEx investe continuamente no capital humano, por meio do desenvolvimento e ações que contribuem para motivação e felicidade de seus colaboradores. São programas de incentivo, ações internas que promovem a diversidade e inclusão, além de parcerias em educação financeira, cursos e aprimoramento profissional. Vale lembrar que a TEx conquistou pela segunda vez a Certificação Great Place to Work, consultoria que reconhece empresas com os melhores ambientes de trabalho em todo mundo.

Emir Zanatto, que assumiu o cargo CEO da TEx em junho de 2021, acredita na gestão humanizada como forma de potencializar o time, que conta com mais de 165 pessoas em diferentes Estados do País e no exterior. “São muitos fatores que podem afetar a entrega de uma empresa, mas o principal deles é como as pessoas se sentem no dia a dia, no ambiente de trabalho. Profissionais motivados tendem a ter maior desempenho e produtividade. Isso contribui consideravelmente para tornar a empresa mais competitiva no mercado, oferecendo produtos cada vez melhores para nossos parceiros, que se desdobram em corretores de seguros, empresas de tecnologia, outras insurtechs e Seguradoras”, explica Zanatto.


A insurtech conta com novas políticas e programas de incentivo que visam promover não só o bem-estar da equipe como também oferecer conhecimento técnico e profissional para os colaboradores. “Desde o ano passado somos petfriendly, o que permite maior interação entre as equipes e traz um ambiente mais agradável para nossos colaboradores. Também adotamos o Day OFF no aniversário, e o Indique um TalenTEx, que premia as indicações de novos colaboradores dentro do time. Em se tratando de educação, todos nossos colaboradores têm acesso ao Alura, plataforma de ensino para realização de cursos e aprimoramento profissional com premiação dos colaboradores que tiveram destaque”, explica Zanatto. A insurtech também tem parceria com a TC Educa, que promove cursos de educação financeira.

Atualmente a TEx está presente em mais de 13 Estados do Brasil, como Acre e Paraíba, e em mais de 57 cidades, como Videira-SC e Camaragibe-PE. De janeiro de 2021 até o momento foram realizadas 118 contratações.

Empresa Cidadã — Ao longo de 2021 a equipe de gestão e cultura, em conjunto com a área de marketing, realizou uma série de ações internas como Campanha do Agasalho, Setembro Amarelo, Outubro Rosa, Novembro Azul e Campanha Adote Uma Cartinha de Natal. “Foram ações fantásticas que tiveram adesão maciça de colaboradores de todos os Estados. O que prova para nós que a gestão humanizada só tem a agregar valor para a empresa”, ressalta.

A pandemia também trouxe uma série de ensinamentos que são aplicados diariamente pela TEx, como adesão da modalidade de trabalho officeless, política de feedback periódico, times orientados com base em dados e metas. “Esse período de Covid-19 fez com que aprimorássemos uma série de ações já praticadas e adoção de ferramentas fundamentais para entrega de resultados de forma eficiente”, finaliza.

Na última semana de 2021 foi realizado o TEx Day, evento interno idealizado por Emir Zanatto, que reuniu parte da liderança da empresa para apresentar os resultados e dividir os desafios e planos para 2022.

Boletim IRB+Mercado aponta que prêmios emitidos alcançaram R$ 12 bilhões, alta de 13,3% no mês de novembro

irb inteligencia mercado

A 15ª edição do Boletim IRB+Mercado, relatório mensal da plataforma IRB+Inteligência divulgado hoje (02/02), mostra que, em novembro de 2021, houve crescimento dos prêmios emitidos pelas seguradoras em todos os seis segmentos analisados. O destaque ficou por conta de Crédito e Garantia que, após dois meses de retração, registrou a maior variação positiva: 45,2%. Ao todo, o faturamento do setor no penúltimo mês do ano passado chegou a R$ 12 bilhões, um avanço de 13,3% frente a igual período de 2020. No acumulado de 2021, os prêmios emitidos totalizaram R$ 128,2 bilhões, o que representa alta de 14,1% em relação ao ano anterior. 

A sinistralidade geral do setor também cresceu em novembro. A alta, na comparação com o mesmo mês de 2020, chegou a 4,8 pontos percentuais (p.p.). No acumulado de 2021, o índice aumentou 6,8 p.p. em relação à taxa dos 11 primeiros meses de 2020, resultando em 50,3%. Os segmentos com as sinistralidades mais elevadas do ano passado até aqui são Rural (77,2%) e Automóvel (61,9%). Apesar do lucro líquido do setor de seguros ter crescido 26,1% em novembro, no acumulado o resultado é 44,6% menor que em 2020. 

Por segmento, em novembro, Crédito e Garantia chegou a R$ 436 milhões em prêmios emitidos. Em seguida, Automóvelsomou R$ 3,5 bilhões (+17%); Danos e Responsabilidades, R$ 2 bilhões (+14,6%); Individual Contra Danos, R$ 1,1 bilhão (10,9%); e Rural, R$ 635 milhões (+9,3%). O segmento de Vida, que detém 36,3% do mercado de seguros, faturou R$ 4,3 bilhões (+8,8%). 

O Boletim IRB+Mercado resume as operações de seguros a partir dos dados públicos disponibilizados pela Susep em 17/01, considerando os seguros de danos, responsabilidades e pessoas. A edição também lista os cinco maiores grupos seguradores por linha de negócios.

Reunião do CEM da CNseg lista fatores de riscos à retomada global

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Fonte: CNseg

A primeira reunião do ano do Comitê de Estudos de Mercado (CEM) da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, ocorrida nesta quinta-feira (27), tratou dos fatores que poderão afetar o ritmo de retomada da economia global em 2022 e as consequências disso para o Brasil.

Tensão geopolítica na Europa, com o risco de invasão da Ucrânia pela Rússia, manutenção da inflação global, o avanço mundial da variante Ômicron (e seus desdobramentos indesejáveis), os preços em alta do petróleo, provável alta acelerada dos juros básicos da economia americana e a perspectiva de desaceleração da China, dadas as medidas severas para conter a Covid-19, estão entre os problemas que países emergentes deverão colocar no radar, já que são os mais propensos a sentir os efeitos de uma desaceleração global.  “Será um ano particularmente difícil para os emergentes (até para a China), sob os quais o aperto das condições monetárias globais tende a ter um peso maior”, relatou o economista Luiz Roberto Cunha, membro do CEM, destacando, entre as consequências, menores fluxos de investimentos externos, desvalorizações cambiais, pressões inflacionárias adicionais, em um cenário de inflação global resiliente.

Dois dos principais parceiros brasileiros- EUA e China – seguem em caminhos opostos em termos de retomada. EUA demonstram forte crescimento, de 6,9% anualizado no último trimestre, ao passo que a China perde pontos de expansão, em virtude de sua política de buscar zerar novos casos de Covid-19. Um pode elevar os juros e, com isso, reduzir fluxos de capitais para o Brasil, e o outro pode adiar o fim dos gargalos estruturais que travam a produção das cadeias globais. O resultado disso seria uma inflação permanentemente alta e ameaças reais no nível de atividades, principalmente em países emergentes.

Ao lado do cenário externo, a eleição presidencial de outubro, juros e inflação mais elevados e as questões fiscais foram outros temas tratados na reunião do CEM. A conclusão é de que, com tantas variáveis capazes de afetar o ritmo de recuperação, o cenário básico de 2022 é ainda de incerteza. 

O desempenho positivo do setor, cuja arrecadação cresceu 13,3%, para R$ 275,3 bilhões até novembro (sem Saúde e DPVAT), foi outro tópico abordado no encontro, além do avanço da sinistralidade em algumas carteiras, como a de Automóvel. Nesse caso, o sinistro apresentou uma evolução de 40%, a maior da série histórica, ao passo que a arrecadação subiu 17,2% na comparação de novembro de 2021 versus o mesmo mês de 2020. Pela variação de 12 meses, constata-se uma recuperação em v da sinistralidade.

Também o Seguro Rural segue com forte pressão nas despesas com indenizações. O Rural acumulou R$ 9 bilhões em prêmios até novembro, crescimento de 38,8% sobre 2020. Ao passo que os sinistros têm apresentado forte aumento- atingiram R$ 4,1 bilhões – devido à seca no Sul e às fortes chuvas no Sudeste e em parte do Nordeste do País. 

Na carteira de Vida, a arrecadação mantém a tendência de crescimento, ao passo que o volume de sinistro dá sinais de desaceleração, após pico ocorrido de abril e agosto do ano passado, quando chegou a pagar mais de R$ 1 bi /por mês.

Os especialistas destacaram ainda o ano muito positivo dos seguros Residencial e Empresarial que, juntos, representam aproximadamente 60% do grupo Massificados. Foi constatada ainda a trajetória do Habitacional, com receita acumulada de R$ 446,1 milhões e alta de 12,6% no acumulado do ano. Na pauta ainda, o comportamento do Garantia Estendida, seguro de Transportes e Capitalização.

Seguradora Zurich patrocina exposição “Amazônia”, do fotógrafo Sebastião Salgado

De 15 de fevereiro a 10 de julho, o Sesc Pompeia recebe a exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado. A mostra exibe o resultado de sete anos de experiências e expedições fotográficas na Amazônia brasileira. As fotografias – feitas por terra, água e ar –  revelam a floresta, rios, montanhas e a vida em 12 comunidades indígenas, em uma Amazônia ainda desconhecida que não cessa de surpreender com a cultura e engenhosidade de seus povos, seus mistérios, sua força e sua incomparável beleza. Esse denso universo marcou o olhar do fotógrafo com imagens impressionantes, em sua grande maioria mostradas ao público pela primeira vez.

Idealizada e concebida por Lélia Wanick Salgado, a mostra imersiva, um mergulho no coração da Amazônia, é um convite para ver, ouvir e, ao mesmo tempo, refletir sobre o futuro da biodiversidade e a urgente necessidade de proteger os povos indígenas e preservar esse ecossistema imprescindível para o planeta. “Ao projetar ‘Amazônia’, quis criar um ambiente em que o visitante se sentisse dentro da floresta, se integrasse com sua exuberante vegetação e com o cotidiano das populações locais”, comenta Lélia.

Para Danilo Santos de Miranda, Diretor do Sesc São Paulo, “realizar o debate acerca de temas cruciais para nosso destino enquanto sociedade consiste numa forma de criação de relações de pertencimento e partilha simbólica, propósitos que orientam as ações do Sesc desde sua fundação em 1946”. E complementa que “a exposição Amazônia cumpre, assim, a manutenção desse projeto de cidadania que, no caso específico da mostra, vislumbra, nos grãos que formam as fotografias, a semeadura nativa de discussões, engajamentos e diálogos que nos dizem respeito necessariamente”.

Acompanhada de uma criação sonora, uma original composição do músico francês Jean-Michel Jarre a partir dos sons concretos da floresta, a exposição – já inaugurada na França (Museu da Música – Filarmônica de Paris), na Itália (MAXXI Museu, em Roma) e na Inglaterra (Museu da Ciência, em Londres) – também dá voz às comunidades ameríndias. Além das mais de 200 fotografias, são exibidos sete vídeos com testemunhos de lideranças indígenas sobre a importância da Amazônia e os problemas enfrentados hoje em sua sobrevivência na floresta. “Esta exposição tem o objetivo de alimentar o debate sobre o futuro da floresta amazônica. É algo que deve ser feito com a participação de todos no planeta, junto com as organizações indígenas”, defende Sebastião Salgado.

A exposição apresenta ainda dois espaços com projeções de fotografias. Uma delas mostra paisagens florestais musicadas pelo poema sinfônico “Erosão – Origem do Rio Amazonas”, do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959); a outra, revela retratos de índios, com uma composição especial de Rodolfo Stroeter.

Ao final da exposição, um espaço dedicado ao Instituto Terra apresenta o trabalho realizado por Lélia e Sebastião Salgado desde 1998, que abrange o reflorestamento de uma área de cerca de 600 hectares de Mata Atlântica em Aimorés (MG), além do cultivo de milhões de mudas de árvores em extinção e capacitação de jovens ecologistas para um trabalho contínuo de proteção e conservação da biodiversidade da região.

Edson Franco: “Como seguradora, lidamos com impactos climáticos todos os dias e acreditamos que a sensibilização sobre este risco inspirará mais pessoas a tomarem medidas pelo planeta”

Edson Franco, CEO Brasil da seguradora multinacional Zurich Insurance Group, patrocinadora global da exposição Amazônia, afirma que: “Por acreditarmos no poder da imagem como instrumento de conscientização sobre as mudanças climáticas, apoiamos este projeto fotográfico de Lélia e Sebastião Salgado, que compartilham a nossa visão e aspiração por um mundo melhor, e com quem já temos estabelecida uma parceria no Instituto Terra”. Acrescenta ainda, que: “Como seguradora, lidamos com impactos climáticos todos os dias e acreditamos que a sensibilização sobre este risco inspirará mais pessoas a tomarem medidas pelo planeta”.  

Depois de São Paulo, a exposição segue para o Rio de Janeiro, no Museu do Amanhã, de 19 de julho de 2022 a 29 de janeiro de 2023. Amazônia vai ainda ser apresentada em Belém, além de estarem previstas outras capitais.

MAPFRE Economics prevê crescimento real do PIB do Brasil de apenas 0,5% em 2022 

mapfre seguros brasil
COOP WEEK MAPFRE SEGUROS

Fonte: MAPFRE

A MAPFRE Economics – área do Grupo MAPFRE dedicada a pesquisas e análises sobre seguros, previdência, macroeconomia e finanças – acaba de lançar o “Panorama Econômico e Setorial 2022”, em que estima que a economia brasileira desacelere este ano, com expectativa de crescimento real do PIB de apenas 0,5%, ante o desempenho de 2021, quando o indicador cresceu 4,6%.  O panorama ainda aponta que os principais riscos para a economia brasileira são a inflação, o impacto da seca nos preços da energia elétrica, a alta dos preços dos alimentos e dos juros – que certamente afetarão o consumo e o investimento. Além disso, a produção industrial também pode ser impactada por mais alguns meses diante das dificuldades de abastecimento. 
 

De acordo com o levantamento, caso ocorram avanços nas reformas públicas (administrativa e fiscal) o cenário econômico se tornará mais favorável. O relatório aponta ainda que o debate político que ocorrerá à medida que as eleições presidenciais de outubro se aproximarem pode gerar novas complexidades para o desenvolvimento da atividade econômica.
 

Por outro lado, o estudo mostra que prosseguirá o processo de aperto da política monetária implementado pelo Banco Central, que voltou a elevar as taxas de juros em dezembro para 9,25% (quinta subida desde o início de 2021), com possibilidade de aplicar algum aumento adicional nos primeiros meses de 2022 para, posteriormente, estabilizar. “A recuperação econômica e a elevação dos preços da energia provocaram um forte aumento da inflação, obrigando o Banco Central a apertar a sua política monetária e invertendo as medidas de expansão adotadas para combater os efeitos econômicos causados pela pandemia”, explica Manuel Aguilera, diretor geral da MAPFRE Economics.
 

O estudo também afirma que o ambiente de taxa de juros elevada é favorável ao desenvolvimento do negócio de seguros de Vida a curto prazo, que poderá registar um crescimento significativo devida a sua utilização como um instrumento de sucessão e proteção das finanças pessoais face ao aumento da inflação. “Somado a isso há uma maior sensibilidade por parte da população ao risco visualizado decorrente da pandemia”, reforça o executivo.
 

Previsões de crescimento de prêmios para o mercado segurador brasileiro

A pesquisa da MAPFRE Economics atualizou as previsões de crescimento de prêmios para o mercado segurador brasileiro em dois cenários: otimista e pessimista. No cenário base (otimista), o levantamento estima que os prêmios do segmento de seguros Não Vida vão desacelerar e crescer cerca de 5,8% no final de 2022. A adesão aos produtos de Saúde, Riscos Pessoais, entre outros do gênero, poderá alcançar 9,4% de crescimento, enquanto a procura por seguros de Automóveis irá desacelerar sensivelmente ao longo do ano, fechando com crescimento de apenas 0,7%. Já no cenário alternativo (pessimista), o crescimento da demanda por seguros pouco ou não afetados pelo ciclo da economia desacelera e o de Automóveis (mais sensível ao ciclo econômico) sofrerá queda expressiva. 
 

Os prêmios de Vida, por sua vez, reflexo das projeções da Previdência e taxas de juros de curto e longo prazo, e na ausência de choques de incerteza na economia, devem crescer fortemente. Nesse sentido, o levantamento aponta um crescimento do produto VBGL próximo a 10,5% ao ano no cenário otimista. No cenário pessimista, a lentidão e a incerteza tomariam conta da atividade e da previdência privada, fazendo com que os prêmios do segmento Vida reduzissem mais de 5%.
 

“Os cenários estimados são reflexo dos indicadores econômicos e da atividade, como, por exemplo, vendas de automóveis, capacidade instalada, expectativa de inflação, comportamento de crédito e os efeitos das medidas de distanciamento social derivadas da pandemia”, ressalta Aguilera.

Crescimento da economia mundial
 

A MAPFRE Economics também prevê para este ano um crescimento da economia mundial de 4,8% e 3,6% para 2023. Fatores como as altas dos preços, tanto das matérias-primas como dos custos de energia, a demanda congestionada em bens de consumo, ou a renovada incerteza gerada pela variante ômicron, continuarão a determinar a atividade em 2022. 

Além disso, a inflação elevada, que continuará de maneira persistente, começa a influir nas decisões de política monetária e fiscal, com uma resposta mais acelerada nos países emergentes. Esse endurecimento da política monetária (acompanhada de um serviço da dívida sensível a este novo horizonte de menores compras de ativos e taxas mais altas) intensifica os receios de insustentabilidade e do retorno para medidas de austeridade que afetem o desempenho econômico. Além disso, segundo Manuel Aguilera, há outro risco global que aumentou nos últimos meses: a governança global e crises geopolíticas. 
 

“Apesar de um balanço de riscos em alta na inflação e em baixa na atividade, a recuperação continuará; com um ritmo menor e com divergências entre as economias desenvolvidas e emergentes, como consequência tanto das vulnerabilidades inerentes quanto de fatores de natureza estrutural, como a dependência energética, a interconexão com as cadeias de fornecimento global ou a transcendência econômica do setor de serviços”, afirma o executivo no relatório “Panorama Econômico e Setorial 2022”.
 

Para o conjunto da Zona Euro, a MAPFRE Economics espera um crescimento de 3,9% para 2022 e de 2,7% para 2023. A inflação na região alcançou 5% em dezembro, com a subjacente permanecendo em 2,6%. “É previsto que a inflação estará moderada nos próximos meses à medida que os preços da energia caiam, mas com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo sem ampliar a produção e com o mix energético europeu sem soluções rápidas, é possível que a queda seja lenta”, explica Aguilera. No relatório, os riscos para a região aumentam com este incremento de preços. “Os preços ao produtor estão em tensão e será difícil não os repassar ao consumidor. Por sua vez, os problemas de abastecimento nas indústrias de automóveis e eletrônicos serão resolvidos nos próximos trimestres. A introdução de novas restrições à mobilidade, como resultado da nova onda de contágios, também não beneficiará a recuperação do turismo e dos serviços. O adequado uso dos fundos de recuperação europeus, de forma oportuna, juntamente com reformas estruturais, continuam sendo a chave para a concretização das taxas de crescimento estimadas”, acrescenta Manuel Aguilera.
 

Nos Estados Unidos, os fatores não variam muito, com a particularidade de que na área da política monetária, o Federal Reserve acelerou a retirada dos estímulos. Precisamente por essa mudança no panorama das taxas de juros, juntamente com o aumento dos custos da energia e outras matérias-primas, a MAPFRE Economics estima que a primeira economia mundial crescerá 4% e 2,5% em 2022 e 2023, respectivamente. “O mercado de trabalho está forte, mas os preços da energia continuam em tensão e a inflação tenderá a se tornar persistente, mesmo que ela venha a cair por efeito de base em 2022. São previstas subidas nas taxas de juros oficiais, o que terá impacto nas condições financeiras das empresas e das famílias. Pelo lado positivo, está o plano de infraestrutura de um trilhão de dólares que será um importante impulsionador da atividade econômica nesse país”, aponta o executivo.
 

Impacto no setor de seguros mundial

O relatório também mostra como estas previsões sobre a economia afetam o desempenho do setor segurador global. Apesar da desaceleração do crescimento mundial, a MAPFRE Economics considera que a maior sensibilidade ao risco por parte dos agentes econômicos, originada pela pandemia, é um estímulo adicional para a demanda por seguros, que continua projetando um panorama positivo em 2022 para o seu desenvolvimento. “Os efeitos negativos da reabertura econômica sobre a sinistralidade de alguns seguros, como os de automóveis, vida ou saúde, tendem a ser corrigidos, de modo que o panorama da rentabilidade das seguradoras permanece favorável, apesar do efeito que o aumento da inflação pode ter no curto prazo”, complementa Manuel Aguilera. 
 

IRB Brasil Re divulga balanço de 2021 dia 24, com olhos em melhorar resultados em 2022

IRB Brasil re

O IRB Brasil Re divulga seu balanço de 2021 no próximo dia 24. A expectativa com os resultados é grande, mas o que se sabe é que ainda há um longo caminho a ser percorrido. “Transformar o negócio é mais desafiador do que as pessoas esperavam, mas focar em portfólios mais rentáveis ​​deve gerar retornos positivos no longo prazo”, disse Willy Neto, CFO do IRB Brasil Re, em reunião cim analistas do Citi para discutir os desenvolvimentos recentes na lucratividade da empresa e as expectativas em relação à reestruturação em andamento com analistas.

Segundo relatório divulgado pelo banco, o CFO destacou que o IRB é um caso de reestruturação da empresa, pois o legado da gestão anterior era problemático. Ele observou que colocar a empresa de volta nos trilhos é mais desafiador do que as pessoas imaginam. A solvência continua sendo uma preocupação fundamental, e um aumento de capital não está fora da mesa neste momento. 

Segundo o relatório, as fraudes encontradas foram resultado da falta de lucratividade da empresa. Agora que o balanço patrimonial e a estrutura de capital foram corrigidos, eles precisam transformar a empresa em uma lucrativa. 

A forma de fazer isso será focar em mercados rentáveis ​​onde o IRB tenha vantagens competitivas, como o Brasil e alguns países da América Latina. Observou-se que essa mudança tem um impacto negativo no crescimento dos prêmios no curto prazo, mas deve ser benéfica no longo prazo.

A administração também observou que os resultados das cortes de 2020 e 2021, que ainda são altamente impactados pelas vendas de 2019, ficaram aquém do que a empresa esperava entregar. Isso também traz impactos negativos da pandemia e do clima, mas aos poucos as políticas mais recentes – e mais rentáveis ​​– devem pesar mais nos resultados gerais.

A estrutura de capital pode ser uma preocupação, mas há muitas opções para sustentar os níveis de solvência. Após as perdas incorridas ao longo de 2021, o IRB está novamente em uma situação delicada de capital/solvência. A empresa tem opções para melhorar sua estrutura de capital, mas é preciso focar naquelas que vão aliviar as preocupações de solvência, como aumento de capital, realocação de ativos e venda de carteiras – o que facilitaria a demanda de capital.

Grande parte da base de investidores do IRB é composta por investidores de varejo, o que exige uma orientação positiva dada a perda financeira de carregar essas ações. Diante disso, o IRB acredita que, neste momento, o mais responsável é não fornecer orientações, dada a incerteza ainda existente devido à profunda reestruturação da empresa.