Riscos climáticos e cibernéticos estão entre as tendências mundiais para o setor de seguros nos próximos anos

IAIS seguros tendencias

Fonte: CNseg

A Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS, em inglês) acaba de divulgar o planejamento de trabalho para o biênio 2022 – 2023, com destaque para os temas identificados como tendências mundiais para o setor de seguros nos próximos anos: riscos climáticos, transformação digital, riscos cibernéticos, cultura e conduta e inclusão financeira. Além desses temas, a IAIS também terá como foco as questões de diversidade, equidade e inclusão no setor de seguros, particularmente na relação com a cultura e governança das empresas. 

O trabalho conduzido pela IAIS conta com o apoio e contribuição ativa das empresas de seguros, representadas internacionalmente pela Federação Global de Seguros (GFIA) e nacionalmente pela Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg.

“No início de 2021, a IAIS publicou o mais importante documento de referência para supervisores e reguladores de seguros internacionais sobre recomendações e diretrizes a serem observadas relacionadas a supervisão de riscos climáticos. Na ocasião, foi aberta consulta pública para associações de mercado contribuírem com suas sugestões de ajustes. A CNseg e outras associações de seguros do mundo, como da Austrália, França e Reino Unido, participaram por meio da GFIA enviando seus comentários”, destaca a Diretora-Executiva da CNseg, Solange Beatriz.

A IAIS, que reúne supervisores e reguladores de seguros de mais de 200 jurisdições do mundo, incluindo a Susep (Brasil), é o órgão normativo internacional responsável por desenvolver e auxiliar na implementação de princípios, normas e outros materiais de apoio para a supervisão do setor de seguros. Acompanhando as tendências mundiais para o setor de seguros nos próximos anos, em dezembro de 2021, a Susep submeteu à consulta pública minuta de circular que dispõe sobre requisitos de sustentabilidade a serem observados pelas empresas do setor. A minuta circular posta em consulta pública utiliza importantes referências internacionais – como as recomendações da IAIS sobre supervisão de riscos climáticos e as do TCFD sobre a divulgação de riscos financeiros relacionados ao clima – para guiar as exigências de mercado, que incluem, principalmente, a definição de processos para gestão de riscos de sustentabilidade, a criação de uma política específica nas empresas e a divulgação de um relatório temático anual.

Tendências do biênio 2022- 2023

Riscos climáticos – A IAIS pretende divulgar documentos adicionais que complementarão as recomendações sobre supervisão climática publicadas em janeiro de 2021. Para isso, a organização irá trabalhar em conjunto com a Rede de Bancos Centrais para Sustentabilidade (NGFS) e o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB) a fim de levantar melhores práticas e desenvolver material de apoio específico para o setor de seguros sobre análise de cenários climáticos.

Transformação digital e riscos cibernéticos – Para os temas transformação digital e riscos cibernéticos, a IAIS destacou a continuidade da realização de estudos sobre a implementação de plataformas e ferramentas de inteligência artificial (IA), machine learning, governança de dados pessoais, interfaces de programação de aplicativos (APIs), dados abertos (open data) e tecnologias de consenso distribuído (DLTs). Também vai divulgar uma nota pública sobre as principais tendências e desenvolvimentos relacionados à implantação de modelo de supervisão denominado “supervisão tecnológica” (SupTech), em conjunto com a Iniciativa Acesso ao Seguro (A2ii) e com o Instituto de Estabilidade Financeira (FSI).

Inclusão financeira diversidade, equidade e inclusão – Na seara de inclusão financeira, são aguardados novos estudos em parceria com o Fórum de Inclusão Financeira (FIF) e outras organizações com foco em aumentar a penetração de microsseguros e de seguros inclusivos e aprimorar supervisão. Já para o início dos trabalhos em diversidade, equidade e inclusão, o Grupo de Trabalho de Governança (GWG) realizará um levantamento inicial das principais ações conduzidas internacionalmente que poderão subsidiar documentos de recomendação e estudos de efetividade, a fim de identificar possíveis áreas para trabalho futuro da IAIS na promoção a incorporação de considerações de DE&I na governança das seguradoras e modelos de negócios.

Argo conclui venda da unidade brasileira para o GP, que marcará sua entrada em seguros

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A Argo Group International Holdings, Ltd. (NYSE: ARGO) anunciou hoje a conclusão da venda da Argo Seguros Brasil para a Spice Private Equity Ltd., do grupo GP Investimentos. A aquisição foi anunciada em outubro passado, a um preço de compra de R$ 160 milhões (cerca de US$ 30 milhões), sujeito aos termos do contrato de compra. “O fechamento desta transação é outro passo definitivo à medida que a Argo evolui como uma seguradora especializada focada em riscos de seguros nos EUA”, disse Andy Borst, presidente interino de operações internacionais, em comunicado divulgado nesta quinta-feira, 17. “Desejo boa sorte ao time do Brasil no futuro.”

A GP pretende usar a Argo como ponto de partida para uma plataforma ampla de seguros, aproveitando que a companhia adquirida tem tecnologia embarcada em seus processos de operacionalização – a Argo tem a plataforma Protector, de distribuição de seguros de responsabilidade civil, e atua também com apólices de risco patrimonial.

B3 e Pottencial realizam primeiro registro do seguro residencial junto à Susep

Fonte: Pottencial

A Pottencial completou a operação de registro do seguro patrimonial no ramo 0114 (seguro Compreensivo Residencial) no dia 15 de fevereiro, tornando-se a primeira seguradora a registrar eletronicamente as apólices desta categoria utilizando a plataforma InsurConnect, da B3.

Os registros foram realizados a fim de atender às exigências regulatórias da Superintendência de Seguros Privados (Susep). De acordo com as normas da Circular Susep nº 629/2021, a partir de 1º de março de 2022, fica obrigatório o registro das operações relativas às apólices, certificados e bilhetes dos seguros classificados no grupo de ramos patrimonial.

A B3 é credenciada e homologada pela Susep para operar o Sistema de Registro de Operações (SRO) por meio do seu sistema InsurConnect. O SRO teve início em 2019 e realiza os registros das operações de seguro, garantindo integridade e unicidade das operações registradas, além de transparência, e tratamento de dados em conformidade com a LGPD.

“O avanço dos registros eletrônicos está, aos poucos, modernizando o mercado de seguros e tornando os processos mais eficientes, ágeis e transparentes para todos os participantes. Mais uma vez a Pottencial se mostrou preparada para atender às novas demandas e realizou as atividades relacionadas ao registro de operações de seguros antes do prazo estabelecido”, explica Claudia Prado Santos, gerente de Relacionamento da B3.

Para Gibran Silva, gerente de arquitetura de soluções e dados da Pottencial, é um orgulho, para a empresa, ser, mais uma vez, a primeira a realizar o registro eletrônico junto à parceira B3. “São vários os fatores que nos permitem sustentar este pioneirismo, entre os quais destaco a competência e engajamento de todo o nosso time e os investimentos recorrentes em tecnologia. Na Pottencial, a tecnologia é totalmente voltada para o negócio, não havendo divisão entre as duas coisas. A agilidade está em nosso DNA e é essencial não apenas para oferecermos processos cada vez mais simples, mas para nos anteciparmos às tendências e movimentos do mercado”, disse.

A B3 atua como provedor da infraestrutura para o mercado securitário e, além do SRO, também oferece plataforma para auxiliar as seguradoras no cumprimento das normas regulatórias do Open Insurance.

Vila Sésamo e Fundação MetLife expandem o projeto global para famílias em situação de vulnerabilidade no Brasil e México 

MetLife

A Sésamo (Sesame Workshop) e a Fundação MetLife anunciam a terceira fase de uma parceria de sete anos. A iniciativa “Sonhar, Planejar, Alcançar: Fortalecimento Financeiro” expande o trabalho que vem sendo feito desde 2015 e tem como objetivo promover a saúde financeira e fortalecer as habilidades, comportamentos e atitudes de crianças e famílias de modo que consigam lidar com os desafios econômicos e alcançar seus sonhos.   

Nesta nova fase, a iniciativa vai se concentrar em questões raciais e de gênero em comunidades negras no Brasil e indígenas no México. A nossa expectativa é que a iniciativa “Sonhar, Planejar, Alcançar” continue ajudando o público do projeto a se conectar com tópicos relevantes sobre o fortalecimento financeiro. Todo o contexto pandêmico tem demonstrado a grande importância de cultivar a resiliência financeira, particularmente em populações historicamente afetadas pela discriminação e pela pobreza. 

O projeto “Sonhar, Planejar, Alcançar” é lançado nesta segunda semana de fevereiro a partir de encontros online e atividades orientadas com representantes de quatro Secretarias Municipais de Educação parceiras: Rio de Janeiro, Manaus, Salvador e Belo Horizonte, para revisar, discutir e traçar estratégias sobre a implementação, engajamento e expansão do projeto.  

Como as famílias continuam lidando com a incerteza causada pela pandemia, os recursos de “Sonhar, Planejar, Alcançar” ajudarão os familiares e educadores a refletir e praticar estratégias para resiliência e a flexibilidade para superar os desafios financeiros. 

Em sua terceira fase, 2022 e 2023, o foco serão crianças negras, indígenas e suas comunidades, tendo a expectativa de alcançar diretamente 500 escolas, 4.000 profissionais da educação infantil, 75 mil crianças e suas famílias, e 50 espaços comunitários, a partir dos quais serão alcançadas mais 30 mil famílias via parcerias diretamente estabelecidas entre a Sésamo e Organizações da Sociedade Civil. 

“Com uma parceria de sete anos, estamos orgulhosos de expandir este importante trabalho com a Sesame Workshop e nos dedicamos a ajudar famílias de todo o mundo a construir um futuro mais confiante”, diz Tia Hodges, Presidente e CEO da MetLife Foundation. “Nesta nova fase, nosso objetivo coletivo é promover uma mentalidade, habilidades e comportamentos para promover a saúde financeira das comunidades que não foram atendidas pelos esforços de inclusão financeira”. 

“Estamos orgulhosos em poder anunciar a ampliação deste importante trabalho com a Sesame Workshop no Brasil, ainda mais porque ainda vivemos uma pandemia e é, cada vez mais necessário desenvolvermos a saúde financeira das comunidades e na sociedade como um todo”, comenta Breno Gomes, CEO da MetLife Brasil. 

“Junto com a MetLife Foundation, estamos comprometidos em dar às crianças e famílias estratégias e ferramentas para planejar com sucesso o futuro”, conta Sherrie Westin, Presidente da Sesame Workshop. “Como parte de nossa missão de ajudar as crianças a se tornarem mais inteligentes, fortes e gentis, esta nova fase apoiará crianças pequenas em todo o Brasil e México na construção da saúde financeira e da resiliência necessárias para prepará-las para a escola e a vida.” 

Escuta ativa é a principal arma de Nuno David no comando da operação comercial e de marketing da MAG Seguros

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Escuta ativa. Esta tem sido a principal virtude dos acionistas da MAG Seguros. E é exatamente isso que Nuno David, que assumiu o comando da área comercial do grupo neste ano, tem feito. Ele já conhecia as pessoas. Claro. Em agosto próximo, completa 13 anos de empresa e atuando na área de marketing. Desde janeiro, passou a ser diretor comercial e de marketing. Para Nuno, a arte de ouvir é o que move a MAG Seguros. “Essa é a principal filosofia do grupo e a que mais nos orgulha. Temos perguntas e com base nas respostas vamos refletir e criar a estratégia mais aderente ao modelo de negócio da empresa que tem como meta encantar nossos públicos: funcionários, parceiros de negócios, consumidores”, conta. 

A primeira leva de agendamentos de viagens logo que assumiu, em janeiro, incluiu São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro. Agora parte para Goiânia, interior de São Paulo e Belo Horizonte. “Como estamos começando a sair de uma pandemia para uma possível endemia nos próximos meses, acredito que minha agenda ficará bem mais dinâmica”, diz ele, que desenvolveu um algoritmo próprio de pandemia baseado na realidade dos principais países do mundo. 

Questionado se este novo cargo é estressante por envolver muitas responsabilidades num ano fraco crescimento da economia no Brasil e de muita volatilidade, além de viagens num cenário de pandemia, Nuno foi categórico em sua resposta. “Meu antecessor, o querido Osmar Navarini, deixou uma operação redonda. Uma equipe fantástica. Estou a fazer o que mais gosto. Quero conhecer mais de perto todas as pessoas. Saber como estão. Se suas famílias estão bem. Se precisam de algo. Se são casados. Se tem filhos. Para que time torcem. O que a MAG pode fazer por elas. Que tipo de produtos e serviços são recomendados para seus clientes. Quais produtos e ferramentas já experimentaram e podemos instalar aqui. E te digo: tenho passado dias incríveis. Um período rico tanto do ponto de vista profissional como pessoal”, afirma o executivo português, naturalizado brasileiro.  

Com um bloco de anotação em mãos, Nuno registra as principais sugestões dos profissionais ligados a sua área. “Depois de compilar observações e críticas, teremos um plano para o que podemos melhorar. Também teremos uma comunicação mais eficaz sobre o porquê de as coisas funcionarem da forma como são e que talvez não sejam bem entendidas”, cita.

Os profissionais de vendas se distribuem em cinco vertentes. Dos 1.450 funcionários do grupo, 943 estão na área comercial. A principal delas é o “salão de vendas”, formado por profissionais treinados pela companhia para atendimento de cliente pessoa física, responsável por praticamente 50% da produção em prêmios da MAG Seguros. Parceiros de negócios, como plataformas financeiras e escritórios de investimentos; corretores de grande porte; cooperativas; e afinidades tem hubs individuais de vendas. Cada um sob a tutela de um gestor.  

Nuno, assim como seus concorrentes, está otimista com 2022, um ano atípico e com um grau elevado de volatilidade nos mercados financeiros mundiais. O Brasil traz também para o cenário internacional conturbado eleições, um déficit fiscal ainda indefinido, que assusta investidores, índice alto de desemprego, inflação elevado, juros num ciclo ainda de alta, mas com viés de estagnação e baixa, segundo a última ata do Comitê de Política Monetária (Copom).

Dentro deste cenário, temos um mercado de seguros com grande oportunidade de crescimento. O Brasil têm um papel fundamental em difundir a cultura de seguros num país. O consumo per capita dos produtos e serviços de seguros é de US$ 271, muito abaixo da média mundial de US$ 809, segundo estudo da Swiss Re. “O país tem 213 milhões de pessoas. Tem sido penoso para as famílias saírem deste processo e retomar a rota de crescimento. No entanto, muitas delas tiveram a ajuda de um seguro de vida neste período de pandemia para retomar após alguma dificuldade sofrida. Isso trouxe para a sociedade mais consciência do produto vida. E nos estamos preparados para este momento que certamente beneficiará todo o setor e ajudará a consolidar no Brasil uma sociedade mais resiliente por ter alguma proteção financeira para momentos difíceis”, garante. 

Dentro do Brasil, temos uma diversidade enorme de consumidores. Alguns se beneficiaram na crise, outros permaneceram com o mesmo status social e outros amargam perdas relevantes. Nuno enfatiza que a MAG Seguros tem ofertas para toda a população. “Não dependemos de uma faixa de renda. E nossa missão todo dia é oferecer a melhor experiência para nossos funcionários, corretores, parceiros e clientes”, argumenta. Sem poder fazer projeções futuras, Nuno garante que a companhia cresceu em 2021. O balanço financeiro está previsto para ser divulgado no final de fevereiro.

“E vamos certamente crescer em 2022. Investimos muito para encontrar pessoas em potencial para ofertar nossos produtos e serviços que estão cada dia mais aderentes às necessidades de um novo hábito de consumo da sociedade. E isso nos faz acreditar que cresceremos acima da média do mercado mesmo num ano de volatilidade como sinalizam os economistas para 2022. Afinal, na MAG, fazemos a nossa parte: construímos uma empresa que está ao lado das pessoas em momentos bons e também ruins”. 

A MAG tem sido reconhecida por investir pesado em tecnologia e inovação. Em outubro de 2021, foi a segunda empresa mais inovadora no segmento de Seguros e Planos de Saúde, segundo o Prêmio Inovação Brasil, do Valor Econômico com a PwC. A empresa também figura na 58ª posição na lista das 150 companhias mais inovadoras do país. 

Corretora de resseguros Latin Re ganha nova sócia: Patrícia Russo

Renata corretora Latin Re

Patricia Russo, com mais de 10 anos de experiência no mercado segurador brasileiro e americano e com certificação ARe, junta-se ao time de riscos facultativos da Latin Re como gerente e associada.

Ela iniciou sua carreira na extinta JLT Re Brasil e se mudou para New Jersey, onde atuou pela AIG NY. Agora Patricia retorna ao Brasil para se juntar aos ex-colegas Maria Eduarda Bomfim, Juliana Souza e Felipe Aragão.

O objetivo é continuar crescendo e ultrapassar a marca de 250 milhões de reais em prêmios facultativos nos próximos 2 anos.

Na opinião de Patrícia, o maior desafio e, também, o que mais a motiva é pensar em ajudar a Latin Re a alcançar um nível de crescimento representativo dentro do setor competitivo de resseguros e ainda contribuir com o desenvolvimento de relacionamentos e parcerias entre a Latin Re e os diversos players do mercado.

Caixa Seguridade lucra R$ 1,9 bilhão em 2021, alta de 7,16%

A Caixa Seguridade registrou um lucro líquido de R$ 545,7 milhões no quarto trimestre do ano passado, com crescimento de 20,4% na comparação com o mesmo período de 2020. Segundo release da companhia, trata-se do melhor resultado trimestral da história da companhia.

No acumulado de 2021, o lucro líquido subiu 7,2% frente ao período anterior para R$ 1,896 bilhões. As receitas totais de seguros, previdência, capitalização e consórcio aumentaram em 19,3% ante 2020 e atingiram R$ 45,2 bilhões no ano passado.

De acordo com a holding, “o desempenho do ano de 2021 foi influenciado pelo incremento das receitas de distribuição, que incluem as comissões de corretagem ou intermediação de produtos de seguridade, que alcançou no acumulado do ano o valor de R$ 1,123 bilhão”. Também contribuiu para a melhora do desempenho, o resultado de investimentos em participações societárias, que fechou 2021 com aumento de 4,5% em relação a 2020.

O quarto trimestre também marcou, conforme a Caixa Seguridade, o melhor resultado trimestral da história para o segmento de previdência privada aberta da companhia, com arrecadação de R$ 9,2 bilhões. Em 2021, as receitas com planos de acumulação alcançaram R$ 32,1 bilhões, uma alta de 28,5% em relação a 2020.

Os prêmios de seguros, por sua vez, subiram 1,7% na comparação anual, em um total de R$ 7,5 bilhões no ano passado. A holding destacou o crescimento anual de 28,3% no ramo residencial, alta de 6,5% no habitacional, que registrou também o melhor trimestre da empresa, e o avanço de 5,6% do segmento vida.

Já o ramo prestamista, teve um recuo anual de 14,9% nos prêmios emitidos. Segundo a Caixa Seguridade, o resultado reflete o fim da alavancagem da oferta de crédito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e empresas de Pequeno Porte (Pronampe) que se concentrou em 2020.

O resultado financeiro também apresentou recuo no ano passado. A linha teve queda de 48,03% em 2021 ante 2020, para R$ 10,572 milhões.

Fundo temático de saúde e biotecnologia da SulAmérica Investimentos agrega dois executivos no conselho consultivo especializado

Fonte: SulAmérica

O fundo de investimento em ações SulAmérica Saúde e Biotecnologia FIAagora conta com Carlos Murillo, presidente regional da Pfizer na América Latina, e Graciema Bertoletti, Chief Growth Officer da Opy Health, em seu conselho consultivo especializado. O produto temático investe em empresas dos setores de saúde – hospitais, farmacêuticas, centro de diagnósticos e pesquisas – e de biotecnologia.

Murillo tem 23 anos de experiência na indústria farmacêutica. Na Pfizer está há 16 anos e lá também já desempenhou o papel de presidente no Brasil e no Chile. Em 2020, assumiu como executivo responsável pela América Latina.

Bertoletti, por sua vez, atuou 20 anos com fusões e aquisições e em mercado de capitais. Ingressou no setor da saúde há 6 anos, na Amil/UnitedHealth Group (UHG), onde foi diretora nas áreas de Gestão de Rede Médica e Dental, e de Produtos Médicos. A executiva é ativa também em temas sociais: foi líder do grupo de diversidade de gênero na UnitedHealth e é co-fundadora do grupo de diversidade racial Conselheira 101. Atualmente, é Chief Growth Officer da Opy Health, uma empresa de infraestrutura hospitalar. 

Para enriquecer as discussões sobre o tema no conselho, ambos se unem a lideranças de referência do setor, como Denise Soares, presidente do Hospital Beneficência Portuguesa, Sidney Klajner, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Ricardo Bottas, presidente da SulAmérica, e Gabriel Portella, membro do Conselho de Administração da SulAmérica.

“O SulAmérica Saúde e Biotecnologia FIA tem um portfólio composto por aproximadamente 15 empresas de diversos setores da saúde, um mercado com interessante potencial de expansão, e até 20% da carteira tem exposição internacional no setor de biotecnologia. É um produto bastante sofisticado e importante dentro da nossa carteira de fundos em um cenário de busca por cuidado e saúde crescentes no Brasil. Quanto mais investimentos e uso de tecnologia de ponta por parte das empresas, mais recursos teremos à disposição para cuidar da saúde da nossa população”, pontua Marcelo Mello, vice-presidente de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica.

Sob a liderança do time de gestão de renda variável da SulAmérica Investimentos, o fundo investe em empresas dos setores de saúde e biotecnologia, e tem como estratégia superar a rentabilidade do Ibovespa no longo prazo. O produto conta, ainda, com uma avaliação ESG (ambientais, sociais e de governança, em português) constante dos ativos das empresas investidas, em linha com o compromisso de investimento responsável da asset.

O SulAmérica Saúde Biotecnologia FIA é classificado como “ações setoriais” na Anbima, possui taxa de administração de 2% e 20% de performance sobre o que exceder o Ibovespa. A aplicação mínima é de R$1 mil. Saiba mais em www.sulamericainvestimentos.com.br.

Projeção da inflação sobe mais uma vez e traz alerta para os custos da desinflação, diz economista da CNseg

Pedro Simoes CNseg

A mediana da projeção para o IPCA este ano subiu de 5,44% para 5,50%, acima do teto da meta, no boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 14, pelo Banco Central. Para 2023, segue em 3,50%. “O mercado especula se a posição explicitada na Ata pelo Copom quer dizer 1) uma Selic que chegue a um nível mais alto no final do ciclo de aumento ou; 2) permaneça mais tempo em níveis mais elevados, caindo menos ao longo do ano que vem (ou, alternativamente, uma combinação das duas coisas)”, comenta Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, no boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas desta semana. 

Por enquanto, o ajuste foi o seguinte: a projeção para a Selic ao final deste ano subiu de 11,75% para 12,25%. Para o final de 2023, permaneceu em 8,00%. “Essas mudanças de sinalizações são evidência da grande incerteza que, como estamos frisando neste espaço e em outras publicações da CNseg, devem ser a marca de 2022. O que poderia amenizar a alta dos juros seria um cenário de atividade ainda mais fraca que o esperado”, acrescenta. 

Nesse contexto, diz ele, a ata da última reunião da autoridade monetária, divulgada na última terça-feira em um tom bem mais hawkish (duro), esteve bem mais coerente com o cenário geral. Além disso, as expectativas de inflação continuam em alta, em um ajuste contínuo que atesta o que já foi alertado desde meados do ano passado: o custo de uma forte desinflação ainda este ano seria relevante.

O economista da CNseg também destaca a forte movimentação da semana passada no Brasil e exterior. Permanecem as tensões entre a Rússia e as potências ocidentais, reunidas na OTAN, em relação à Ucrânia, com todas as suas consequências sobre os mercados e os preços de ativos (principalmente commodities energéticas). Ao mesmo tempo, a divulgação do CPI, a inflação ao consumidor dos EUA, veio novamente acima do esperado em janeiro, deixando ainda mais inequívoco um dos principais fatores que tendem a tornar 2022 um ano desafiador: a forte reversão dos estímulos monetários na maior economia do mundo. Com a variação de 0,6% no mês, a inflação americana chegou ao nível mais alto desde 1982, atingindo 7,5% na medida anualizada. Mesmo quando se descontam os preços mais voláteis, o núcleo do CPI cresce a um ritmo anual de 6%.  “Se os juros sobem mais que o esperado nos EUA, o diferencial de juros (que influencia fluxos de investimento, a taxa de câmbio e, consequentemente, a inflação) fica menor, e que pressiona os juros no Brasil”, afirma. 

Nesta semana, sem divulgações tão relevantes de indicadores econômicos, as atenções devem estar voltadas para a política, especialmente para as propostas e projetos que tratam da política de preços dos combustíveis, com seus impactos sobre a inflação e o risco fiscal.

Leia o boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas desta semana neste link, no portal da CNseg.

Exposição “Amazônia”, patrocinada pela Zurich, começa em 15 de fevereiro em SP; no Rio, dia 19 de julho

Graças ao apoio mundial da Zurich Seguros, a exposição “Amazônia” já encantou pessoas em Paris (França), Roma (Itália) e Londres (Inglaterra) e agora chega a São Paulo. “Por acreditarmos no poder da imagem como instrumento de conscientização sobre as mudanças climáticas, apoiamos este projeto fotográfico de Lélia e Sebastião Salgado, que compartilham a nossa visão e aspiração por um mundo melhor, e com quem já temos estabelecida uma parceria no Instituto Terra. Como seguradora, lidamos com impactos climáticos todos os dias e acreditamos que a sensibilização sobre este risco inspirará mais pessoas a tomarem medidas pelo planeta”, afirmou Edson Franco, CEO Brasil da Zurich.

Segundo Franco, quando o Grupo Zurich se deparamos com este projeto – que também chama a atenção para a urgência da proteção dos povos originários – imediatamente ficou motivado a se juntar ao fotógrafo Sebastião Salgado e à sua esposa e curadora da mostra Lélia Salgado para patrocinar a circulação global dessa mostra. “Essa linda exposição dispensa comentários. As imagens produzidas pelo Sebastião são profundas, majestosas, emocionantes e nos colocam dentro da floresta que nós (e o mundo) queremos ver preservada para garantir o nosso futuro climático e ambiental.”

Sebastiao Salgado mostrou sua a gratidão pelo patrocínio. Foi a primeira frase ao subir ao placo. “Agradeço a Zurich por nos apoiar globalmente e localmente. E também ao Itaú e a Natura. Nosso grande objetivo é tocar o coração das pessoas. Que o brasileiro venha conhecer o bioma de perto um pouco da história da Amazônia retratada nas 200 imagens e sete vídeos com o cotidiano de 12 comunidades indígenas. Leiam as legendas para entender a grandeza deste bioma para o mundo”, recomenda o fotógrafo Sebastião Salgado.

Das milhares de fotos, 200 foram selecionadas pela curadora Lélia Wanick Salgado e mostram lugares conhecidos apenas por indígenas ou militares do Exército que monitoram seu extenso território. Segundo a curadora, o objetivo é colocar o visitante no meio da floresta, ambientada por uma criação sonora original, composta pelo músico francês Jean-Michel Jarre a partir dos sons concretos da floresta. “As montanhas, os rios aéreos, as comunidades, tudo isso é mostrado com legendas para que o público saia da exposição informado sobre cada uma das imagens”, disse.

As fotos foram registradas por terra, água e ar. De todas, de tirar o fôlego diante da imensidão da Amazônia. As que retratam fenômenos naturais, como chuvas, são as minhas preferidas. Os vídeos, com lideranças indígenas, tocam o coração de quem ouve, com menções aos problemas que enfrentam e as consequências que a devastação causa. O recado de todos eles é um: se não cuidarem da Amazônia, haverá um grande desequilíbrio ambiental, com repercussões para todos.

“Espero que os brasileiros votem este ano em quem tenha um projeto sustentável para a Amazônia, ao contrário do atual governo, que só fez destruir instituições como o Ibama e a Funai”, afirmou Salgado durante a coletiva de imprensa. Realmente é um convite para ver, ouvir e, ao mesmo tempo, refletir sobre o futuro da biodiversidade e a urgente necessidade de proteger os povos indígenas e preservar esse ecossistema imprescindível para o planeta.

A relação da Zurich com Lélia e Sebastião já vem de algum tempo. “Em 2020, a Zurich firmou uma parceria com o Instituto Terra – outro projeto maravilhoso concebido e conduzido por eles – para plantar 1 milhão de árvores de diversas espécies nativas na Fazenda Bulcão, em Aimorés (MG). Em duas décadas, essas árvores sequestrarão mais de 163 mil toneladas de carbono do meio ambiente”, citou Franco.

Salgado e Lélia criaram um espaço dedicado à preservação ecológica, o Instituto Terra, em 1998, iniciativa que já promoveu o reflorestamento de uma área de cerca de 600 hectares de Mata Atlântica em Aimorés (MG), além do cultivo de milhões de mudas de árvores em extinção. No final da exposição, o visitante pode conhecer mais do instituto.

“Tanto o patrocínio global dessa exposição como esta parceria em Minas estão intimamente ligados à agenda ambiental da nossa companhia. O Grupo Zurich está comprometido com ações que buscam frear os impactos das mudanças climáticas do planeta. Como seguradora lidamos todos os dias com as consequências desse fenômeno e iniciativas como esta nos permitem cumprir o nosso propósito de conscientizar e proteger pessoas dos riscos futuros. E a crise climática continua sendo a maior ameaça de longo prazo que a humanidade enfrenta”, finalizou o CEO da Zurich.

Onde: no Sesc Pompeia, entre os dias 15 de fevereiro e 10 de julho, com visitação de terça a sábado, das 10h às 21h, e aos domingos e feriados, das 10h às 18h. A entrada é grátis! De São Paulo, a exposição segue para o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, onde fica em cartaz de 19 de julho a 29 de janeiro de 2023.