Grupo de empresas do setor segurador estuda criação de metodologia para medir riscos ASG

CNseg Solange Beatriz

Fonte: CNseg

A Aliança Global para Carbono Zero (NZIA) – que reúne mais de 20 seguradoras e resseguradoras de todo o mundo com o objetivo de concluir a transição de suas carteiras de subscrição para emissões de zero gases de efeito estufa (GEE) até 2050 – está se mobilizando para desenvolver uma metodologia padronizada para medir e divulgar as emissões de GEE das carteiras de subscrição de seguros e resseguros.

A diretora- executiva da Confederação Nacional das Seguradoras- Cnseg, Solange Beatriz, explica que o padrão forneceria às seguradoras uma visão mais profunda do perfil de risco de suas carteiras de subscrição.

“A padronização da metodologia será essencial para estimular abordagens inovadoras para descarbonização a partir da criação de parâmetros de comparação. Isso vai ajudar as seguradoras a entender o impacto climático de suas decisões de subscrição, estabelecendo as bases para descarbonizar suas carteiras de seguros e resseguros por meio da definição de metas, análise de cenários e desenvolvimento de estratégias”.

A entidade Partnership for Carbon Accounting Financials (PCAF), que possui vasta experiência na medição de emissões de GEE em carteiras de investimentos e de crédito, está apoiando a NZIA nesta iniciativa. O padrão desenvolvido pela PCAF poderá ser adotado por qualquer seguradora ou resseguradora interessada, independentemente de ser membro da NZIA.

Estadão: Pandemia reforça urgência de novas reformas da Previdência, aponta estudo da Allianz e Euler Hermes

operarios previdencia

Fonte: Estadão

A sustentabilidade dos sistemas previdenciários da América Latina foi severamente abalada pelos choques da pandemia, tornando ainda mais urgente o aprofundamento de reformas do regime de repartição pelas quais as aposentadorias da região são financiadas.

O alerta vem de um estudo produzido por economistas e pesquisadores do grupo Allianz e de sua seguradora de crédito Euler Hermes que analisa como os países estão se preparando para as mudanças demográficas. Entre as observações da pesquisa, as reformas da Previdência feitas nos últimos anos por Brasil e México são consideradas insuficientes face o rápido envelhecimento das populações e a baixa cobertura do sistema em função da elevada informalidade do mercado de trabalho.

A crise sanitária aberta pela covid-19 representou, segundo os autores do estudo, um golpe duplo aos sistemas previdenciários da América Latina. De um lado, a renda dos futuros aposentados encolheu em decorrência das menores contribuições ao sistema, fruto do avanço do desemprego e da redução dos salários médios, em conjunto com o resgate emergencial de fundos de aposentadoria. De outro, o encolhimento relativo da força de trabalho no mercado formal, onde as contribuições são obrigatórias, reduz a parcela dos trabalhadores segurados pelos regimes gerais de previdência.

Os países da região terão assim o desafio de evitar nas próximas décadas o aumento da desigualdade previdenciária e da pobreza na velhice, ao mesmo tempo em que subirá a população de idosos dependentes de auxílios do governo. Em outras palavras, dizem os economistas, ao mudar drasticamente as condições de sustentabilidade e adequação dos sistemas previdenciários nos últimos dois anos, a crise pandêmica colocou uma grande sombra sobre os aposentados da América Latina nas próximas décadas.

“Os sistemas previdenciários da América Latina estão numa encruzilhada. A necessidade de reformar os regimes de repartição, tornando eles mais adequados sem perder de vista a sustentabilidade no longo prazo, é urgente”, sustenta o relatório.

A avaliação é de que a expectativa de vida, cujo declínio visto na pandemia é considerado apenas temporário, voltará a subir, o que, combinado à redução dos índices de natalidade, aponta a um rápido envelhecimento da população de idosos. Como resultado, as futuras aposentadorias terão que ser financiadas por um contingente proporcionalmente menor de trabalhadores na ativa.

O relatório considera que, entre os países da América Latina, houve uma priora marginal da sustentabilidade dos sistemas de Previdência tanto do Brasil quanto do México, apesar das reformas implementadas por ambos.

Após estimar a diferença entre os tempos da fase ativa e de recebimento das aposentadorias até o fim da vida, o estudo observa que, para esta relação seguir constante, será necessário ao Brasil elevar para 64 anos a idade mínima de aposentadoria das mulheres. Ou seja, dois anos a mais do que a idade de aposentadoria fixada na reforma aprovada em 2019 (62 anos). Se nada for feito, observam os autores da pesquisa, a aposentadoria deve aumentar comparativamente ao ciclo de vida produtiva no futuro, já que a expectativa de vida de uma mulher com 62 anos no Brasil deve subir, na média, em quase três anos até meados do século.

Oportunidades do Open Insurance estão em debate no 22º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros

Fonte: Fenacor

Começa nesta quinta-feira e se estende até o domingo, no Royal Palm Hall, em Campinas (SP), o 22º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, que será realizado pela Fenacor, em parceria com o Sincor-SP. O evento terá 10 grandes painéis sobre os assuntos mais relevantes de interesse direto dos corretores de seguros.

Tendo como base o tema central “O Setor de Seguros e o Corretor, Realidade e Perspectivas”, os painéis tratarão de questões como a inovação, englobando a importância de se adotar novas ferramentas tecnológicas, os desdobramentos do Open Insurance, as novas fronteiras de negócios que se abrem para o Corretor através das redes sociais, da internet e do foco no digital, a necessidade de estar adequado aos dispositivos da LGPD e o atendimento remoto ao cliente, entre outros.

O futuro da carteira de Automóveis e dos Ramos Elementares também será discutido em um painel no qual lideranças do mercado e especialistas debaterão aspectos relacionados à proteção veicular, ao seguro popular, às vantagens e desvantagens dos produtos com coberturas intermitentes e as plataformas de precificação que usam programas analíticos e a usabilidade.

Já no painel sobre o seguro saúde haverá amplo debate sobre critérios para reajustes, coberturas, telemedicina, franquias e o papel do Corretor na orientação aos segurados.

Também está confirmado o painel sobre o cenário atual e as perspectivas da economia brasileira para 2022 e os possíveis reflexos no mercado de seguros, com a participação de renomado economista.

Entre as novidades nesta edição do Congresso está o painel dedicado às mulheres do mercado de seguros, reunindo executivas que assumiram o comando ou atuam como líderes de grandes empresas do setor, que debaterão questões relacionadas à equidade e ao empoderamento.

Para proteger a saúde e o bem estar dos congressistas, em decorrência da pandemia, foi definido um limite para inscrições correspondentes a 40% de lotação do local do evento, que é de cinco mil pessoas. A organização do evento adotou também algumas medidas para preservar a proteção dos congressistas, que vão além dos protocolos estabelecidos pelas autoridades públicas. Assim, todos os participantes devem enviar, com antecedência, a certidão de vacina com ciclo completo.

Além disso, no momento do credenciamento, será exigida a apresentação de comprovante de teste, seja o PCR (realizado com até 48 horas de antecedência) ou antígeno (24 horas). Adicionalmente, será preciso usar máscaras. Haverá álcool gel por todo o local. Após o credenciamento, a organização disponibilizará testes gratuitos nas dependências do evento, para quem sentir qualquer desconforto durante os três dias do congresso.

Os congressistas poderão participar de três eventos simultâneos: o congresso técnico, contemplando debates, a atualização e o aperfeiçoamento profissional, a 21ª Exposeg, reunindo as grandes empresas do setor, que irão apresentar seus produtos e campanhas, oferecendo grande oportunidade de relacionamento, parcerias e negócios; e a programação cultural, com shows de grandes artistas.

Em carta à ANS, FENACOR alerta para os riscos inerentes à venda da carteira de planos individuais da Amil

Fonte: Fenacor

A FENACOR enviou correspondência ao Diretor-Presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Paulo Roberto Rebello, manifestando preocupação, principalmente em relação às consequências para os segurados e Corretores de Seguros, da venda da carteira de planos individuais da Amil.

No documento, assinado pelo presidente da Federação, Armando Vergilio, é ressalvado a importância de os usuários de planos individuais e familiares, os mais protegidos pela ANS, ficarem atentos ao provável descredenciamento de hospitais e médicos.

Nesse contexto, a FENACOR ressalta ainda que a lei 9656/98 permite o descredenciamento de um prestador, desde que haja a substituição do hospital por outro equivalente, e que seja feita a comunicação aos consumidores e à ANS com antecedência de 30 dias. 

Outro ponto importante enfatizado pela Federação é que há também a obrigatoriedade de garantir a continuidade de tratamento médico até a alta hospitalar. “Assim, reforçamos nossa atenção com o mercado consumidor de proteção como um todo que pode ser malvisto, além de seus usuários correrem o risco de ficar sem amparo, uma vez que é evidente que uma transferência dessa proporção vai impactar nos canais de atendimento, elevando as reclamações, o que demandará uma fiscalização ainda mais efetiva dessa agência”, pontua um dos trechos da correspondência. 

A FENACOR salienta ainda que o segmento vem consolidando, dando alicerce e favorecendo toda a população, e o mais importante, cumprindo com sua missão. Assim sendo, a federação destaca que precisa orientar os Corretores de Seguros, que, certamente, intermediaram vários desses benefícios.

Por fim, a Federação solicita ter acesso às informações pertinentes aos cuidados que a ANS vem tomando com relação à transação comercial em andamento.

Corretora de seguros Wiz adquire General Claims

Fonte: Wiz

A Wiz BPO, unidade de negócio da Wiz Soluções (B3: WIZS3) adquiriu 50,1% da General Claims, empresa de soluções para gestão de riscos e regulação de sinistros em diversos ramos. A unidade tem expandido sua atuação Full Solutions e reforçado seus investimentos em tecnologia, produtos e serviços para entregar soluções completas ao mercado. A General Claims já é responsável pela plataforma de vistoria remota utilizada pela Wiz e estava no programa de aceleração Wiz Labs desde 2019, onde desenvolveu novos serviços que fazem parte de seu atual portfólio.

Com a aquisição, a General Claims passa a fazer parte do braço de tecnologia da Wiz BPO e ampliará seu atendimento as outras unidades de negócio da Wiz, auxiliando no desenvolvimento de soluções para gestão de apólices, sinistros e antecipação de recebíveis, a exemplo do atendimento já realizado hoje à Wiz Corporate.

“Com a expertise da General Claims, estamos fortalecendo a Wiz BPO e a posicionando como uma empresa de Full Solutions especializada em seguros e produtos financeiros”, afirma Leandro Leite, diretor executivo da Wiz BPO. “Sentimos a necessidade de complementar os investimentos em tecnologia que estão em andamento com know how de parceiros que já possuam soluções reconhecidas para melhorar o processo de comercialização de seguros e crédito”, completa.

Com atuação nacional, o portfólio da General Claims oferece três vertentes: soluções de crédito e seguro, vistoria e perícia e TPA (third party administration), serviço que processa requisições de seguros de outras empresas.

“A General Claims leva soluções de workflow e vistorias para otimizar o processo de reguladoras e seguradoras, a fim de diminuir custos e aumentar resultados. Com essa parceria, além de ampliar a atuação da unidade para outros mercados, pretendemos melhorar a experiência dos clientes”, afirma Kelvin Cleto, CEO da General Claims.

A Wiz BPO objetiva, a partir da parceria, potencializar a solução SmartInsure, projetada para otimizar a geração de novos negócios, unificando o processo de venda, gestão da carteira e sinistros e, a curto prazo, ampliar projetos de digitalização da plataforma de regulação, rede de vistoria e esteira de crédito. No longo prazo, é esperado que a aquisição ajude a unidade de negócio a aumentar sua base de prestadores de serviços para a cadeia de seguros e crédito on demand.

Equidade de gênero é tema do webinar da CNseg para o Dia Internacional da Mulher

Estão abertas as inscrições – que podem ser feitas neste link – para o webinar “A mulher dos negócios, da família e do mundo: o protagonismo feminino na construção do futuro”, que vai reunir diversas executivas do setor. O evento da CNseg, gratuito e online, será realizado no dia 09 de março, às 11h, e faz parte das celebrações pelo Dia Internacional da Mulher (08/03).  

O webinar, que será transmitido pela plataforma Zoom, será moderado pelo Presidente da CNseg, Marcio Coriolano e contará com a participação da Diretora-Executiva Solange Beatriz Mendes. 

De acordo com dados recentes do IBGE, apesar de as mulheres representarem metade da população e serem mais escolarizadas que os homens, respondem apenas por 39% dos cargos de liderança nas empresas e ganham 24% a menos. E, no setor segurador, de acordo com pesquisa da própria CNseg, a situação não é muito diferente, com apenas 21% em cargos de diretoria e 12% em cargos de presidência. 

É consenso entre os especialistas que a busca por uma maior diversidade de gênero no ambiente de trabalho, mais que contribuir para uma maior justiça social, torna as empresas mais competitivas. E as empresas do setor segurador estão atentas a isso. 

Confira a lista completa dos participantes:  

Moderador:  

·       Marcio Coriolano – Presidente da CNseg

Palestrantes: 

·       Solange Beatriz Palheiro Mendes – Diretora Executiva CNseg 

·       Erika Medici – CEO da Axa Seguros 

·       Camila de Freitas – Diretora presidente da Caixa Seguros 

·       Patricia Andrea Freitas – Vice-presidente Sr de Parcerias Estratégicas Multicanais da Prudential do Brasil 

·       Patricia Chacon Jimenez – CEO da Liberty Seguros 

Chuvas em Petrópolis elevaram sinistro de Auto em 186%

petropolis seguradoras

As chuvas que castigaram a região de Petrópolis (RJ), entre os dias 16 e 22 de fevereiro, aumentaram em 186% o número de sinistros de automóveis  naquela região em comparação com os mesmos períodos de dezembro (21) e janeiro (22). O levantamento é da Europ Assistance Brasil (EABR), uma das maiores empresas de serviços de assistência do país.

Ainda segundo a companhia, os atendimentos envolvendo pane elétrica cresceram em 50%, enquanto os serviços de assistência residencial ficaram 39% acima da média, quando comparado aos meses anteriores.

Para atender à crescente demanda, a EABR ampliou o número de equipes de atendimento aos moradores da cidade. Parceira da Bradesco Seguros, a empresa enviou guinchos que fazem todos os serviços de atendimento Auto; veículos que prestam assistência residencial e motos que realizam socorros mecânico.

 “A partir da metodologia do customer centric, que converge todo o planejamento estratégico para a experiência do cliente, conseguimos mapear as principais necessidades das pessoas naquela região e redirecionar nossos esforços para ajudá-los. É em um momento de calamidade, como esse, que um serviço de assistência ágil pode fazer a diferença” destaca, Daniel Arzon, gerente executivo de Rede de Prestadores da Europ Assistance Brasil.

Corretora de seguros AON sofre ataque cibernético

A Aon PLC investiga um ataque cibernético em “um número limitado” de seus sistemas, segundo comunicado enviado pela corretora para Comissão de Valores Mobiliários dos EUA na última segunda-feira. A Aon identificou um “incidente cibernético” na sexta-feira, 25, e trouxe consultores terceirizados, especialistas em resposta a incidentes e consultores jurídicos para resolver o problema, afirma o documento.

“O incidente não teve um impacto significativo nas operações da empresa, informa. “Com base nas informações atualmente conhecidas, a empresa não espera que o incidente tenha um impacto material em seus negócios, operações ou condição financeira”, cita Aon.

Várias grandes organizações de seguros foram atingidas por ataques cibernéticos nos últimos dois anos. Em setembro de 2020, Arthur J. Gallagher & Co. foi atingida por um ataque de ransomware; em março de 2021, a CNA Financial Corp. sofreu um ataque de ransomware; em julho de 2021, a Marsh & McLennan Cos. Inc. divulgou que havia sido atingida por uma violação de dados em abril; e em agosto de 2021, Ryan Specialty Group Inc. revelou que seu sistema de e-mail foi violado em abril, menciona o portal Business Insurance.

Resseguradoras e seguradoras excluem riscos de guerra em contratos

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Os acontecimentos dos últimos dias abalaram a todos profundamente. Poucos contavam com um guerra num momento em que era esperada uma comemoração com o fim da pandemia para o segundo semestre deste ano. Depois de tanta dor, mais uma situação extrema vem para abalar um mundo que ainda sofre com tantas perdas. De vidas. De saúde. Financeira. As resseguradoras, que compartilham riscos com seguradoras, clamam para o fim do conflito na Ucrânia, invadida pela Rússia, que poderá ser configurado como guerra.

“Uma guerra na Europa parecia para muitos como uma relíquia do passado sombrio. O ataque militar a Ucrânia transformou isso em uma amarga realidade. Especialmente neste momento, é tarefa de todos os amantes da paz mostrar unidade e apoio. Nossa total solidariedade para com as pessoas afetadas em Ucrânia e suas famílias. Apoiamos expressamente as sanções iniciadas pela comunidade ocidental de valores compartilhados – também sabendo que não ficarão sem consequências para as nossas economias. A prioridade agora é acabar com a guerra”, comentou Joachim Wenning, CEO da Munich Re, uma das maiores resseguradoras do mundo, em sua página no Linkedin.

A Swiss Re, que divulgou seu balanço na última sexta-feira, 25, respondeu perguntas sobre o impacto da guerra no setor. O presidente-executivo Christian Mumenthaler disse que a resseguradora não estava “particularmente exposta” a perdas de resseguros como resultado da guerra da Rússia com a Ucrânia, mas se recusou a definir sua exposição ou dizer quais linhas exatas de negócios ela tinha em qualquer país. “Vamos ver como as coisas se desenvolvem, mas não estamos acima do peso em nenhum sentido e as linhas que subscrevemos foram restritas por algum período de tempo”, disse o diretor financeiro do grupo, John Dacey, segundo informa o Financial Times.

O setor não tem como prever qualquer perda neste momento. Na economia, alguns contratos já começam a ser acionados. Como o cancelamento do GP da Rússia da temporada 2022 – embora os organizadores locais defendam que a prova está de pé. A decisão contou com amplo apoio dos pilotos, que também se pronunciaram em apoio à população ucraniana. A transferência da final da Champions League, marcada para o dia 28 de maio, em São Petersburgo, na Rússia, agora acontecerá no Stade de France, em Paris.

Outra situação com perdas causadas pelo conflito afeta a BRITISH AIRWAYS. Menos de 24 horas após o governo britânico ter fechado o seu espaço aéreo para aeronaves com registro russo, como parte das sanções aplicadas pela invasão da Ucrânia, a Rússia fez o mesmo com as companhias aéreas do Reino Unido, a partir da madrugada desta sexta-feira (25).

E assim, certamente veremos muitas perdas decorrentes deste conflito, desde uma simples viagem cancelada até parada das linhas de produção pela desabastecimento nas cadeias de suprimentos. Sem falar nos ataques cibernéticos. O Anonymous’, um grupo de hackers, declarou uma “guerra cibernética” contra o governo do presidente russo, Vladimir Putin. O objetivo do coletivo, segundo a mídia internacional, é desativar vários sites do governo russo. Certamente haverá revanche.

Uma das informações já antecipada na coletiva da Swiss Re, que tem cerca de 10% de participação no mercado mundial de resseguros, é que as exclusões de guerra – isenções políticas usadas em todo o setor para perdas ou danos causados ​​por um exército invasor – provavelmente entrarão em jogo na Ucrânia.

A razão pela qual as apólices de seguro têm cláusulas de guerra é que as companhias de seguros não podem calcular com precisão os prêmios a serem cobrados por danos sofridos pela guerra. As companhias de seguros também não cobrem danos de guerra porque o custo dos sinistros pode ser astronômico, levando a empresa à falência.

Grupo AXA atinge € 100 bilhões em receitas totais em 2021 e lucro avança 9%

O grupo AXA, um dos maiores conglomerados de seguros do mundo, obteve receita líquida de € 100 bilhões, crescimento de 6% em relação a 2020, e o lucro foi de € 6,8 bilhões, alta de 9%, em relação ao mesmo período. A solvência atingiu patamar de 217%, 17 pontos percentuais a mais que no ano anterior.

A empresa registrou crescimento em todas as linhas de negócio, com especial destaque para o crescimento das linhas de Vida e Previdência e Gestão de Ativos, respectivamente, 9% e 20%. O volume de sinistros pagos atingiu o patamar de € 50 bilhões e foram pagos € 3,4 bilhões de dividendos para cerca de 300 mil acionistas.

“Estou orgulhoso do desempenho do grupo em 2021 e durante a crise do Covid-19, refletindo a relevância de nossa estratégia, o forte engajamento dos nossos colaboradores, agentes e parceiros e a confiança contínua de nossos clientes.” afirma Thomas Buberl, CEO do Grupo AXA

“Os números de 2021 são uma grande demonstração da solidez financeira do grupo. O resultado é a somatória do trabalho de colaboradores, corretores e parceiros em mais de 50 países e é muito estimulante saber que o Brasil é uma das rotas de crescimento que estão na agenda do grupo. Isso nos dá força para ir além, seguir investindo, superando os desafios”, comenta Erika Medici, CEO da AXA no Brasil.