Sem Parar consolida corretoras do grupo e se prepara para avançar na estratégia com o modelo concierge

O Sem Parar, plataforma de soluções para o carro, deu mais um passo na expansão de seu ecossistema de ­mobilidade ao se reunir com diversas seguradoras para apresentar a estratégia e o modelo operacional que oferecerá atendimento consultivo e soluções personalizadas aos motoristas.   

A iniciativa faz parte da consolidação das corretoras herdadas das aquisições do Gringo, que agora dão origem a uma corretora única, responsável por atender todas as marcas do ecossistema — Sem Parar, Gringo, Zapay e Olho no Carro. O movimento tem como objetivo oferecer uma jornada completa de serviços ao motorista, unindo conveniência, proteção e benefícios integrados.   

Durante o encontro, José Luiz Machado, Diretor de Seguros do Sem Parar, apresentou a estrutura da empresa às seguradoras participantes e destacou a estratégia da corretora com o propósito de ser “o melhor amigo do motorista”, a nova corretora nasce com foco em atendimento consultivo, gestão de débitos veiculares, benefícios e descontos exclusivos e integração com todo o portifólio do ecossistema do Sem Parar.   

“Estamos evoluindo para um novo patamar no relacionamento com o motorista, nunca antes visto no mercado de seguros. Nosso propósito é oferecer uma experiência fluida, personalizada e com cuidado real em cada etapa do seguro à mobilidade. Com a corretora única e o modelo concierge, queremos transformar a maneira como o brasileiro se relaciona com proteção e conveniência”, destaca José Luiz Machado, Diretor de Seguros do Sem Parar.  

BB Seguros participa de projeto-piloto que vincula modelo de subvenção agrícola a práticas sustentáveis

A BB Seguros participa do projeto-piloto do ZARC-NM, iniciativa inédita do Ministério da Agricultura e da Embrapa que integra sustentabilidade à política de subvenção do seguro rural. O piloto, que será apresentado na COP30, aplica critérios de manejo e conservação do solo à precificação do seguro, marcando um novo passo na adaptação do agro brasileiro às mudanças climáticas. 
 

O piloto busca testar um modelo inovador, com potencial para representar um avanço para o seguro rural ao atrelar percentuais de subvenção diferenciado à depender da adoção de práticas agrícolas sustentáveis, na concessão de apoio financeiro aos produtores, estimulando práticas sustentáveis e aumentando a resiliência das lavouras.
 

“Participar desse projeto reforça nosso compromisso com a inovação e o fortalecimento do seguro rural como instrumento de sustentabilidade e gestão de risco. Valorizamos o produtor que investe em boas práticas de manejo, contribuindo para a resiliência produtiva e financeira do campo”, afirma Rodrigo Curi, Superintendente Executivo Técnico da Brasilseg, uma empresa BB Seguros.
 

O piloto envolve a coleta e validação de dados de solo e sensoriamento remoto, classificando as áreas e e aplicando percentuais de subvenção diferenciado a depender do manejo, que varia de 1 à 4 e foi conduzido em parceria com uma cooperativa paranaense, operador de sensoriamento remoto e uma startup de tecnologia agrícola.
 

A metodologia do ZARC-NM, desenvolvida pela Embrapa, classifica áreas agrícolas em quatro níveis de manejo, considerando várias variáveis para sua determinação, tais como: semeadura em contorno, anos de revolvimento do solo, saturação por alumínio, teor de cálcio e diversificação de cultura. O objetivo é testar se práticas mais sustentáveis se traduzem em menor risco e, portanto, em condições mais favoráveis de seguro e subvenção.
 

O piloto, em desenvolvimento na safra 2025/26 da soja no Paraná, busca avaliar o potencial de um modelo de subvenção vinculado a práticas de manejo sustentável, que poderá subsidiar futuras políticas públicas e contribuir para a adaptação climática no agro.
 

Os executivos da Brasilseg vão destacar o projeto durante a COP 30, na programação da Casa do Seguro, espaço criado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) para discutir temas do setor de seguros e mudanças climáticas.

Setor de seguros é chave para reduzir perdas climáticas e fortalecer a bioeconomia, indica relatório

Até 91% das perdas econômicas registradas em determinados eventos climáticos dos últimos anos não estavam cobertas por seguros, deixando famílias, empresas e governos praticamente sozinhos diante de enchentes, secas severas e tempestades que se intensificam com as mudanças climáticas. O dado faz parte de um estudo inédito apresentado na Casa do Seguro durante a COP30, em Belém.
 

Segundo o relatório “Insurance and Brazil’s Bioeconomy Revolution”, o avanço da exposição a riscos climáticos exige que o setor de seguros seja compreendido não apenas como um instrumento de proteção financeira, mas como agente de indução a práticas sustentáveis e a modelos de desenvolvimento mais resilientes em um contexto de transformação econômica e ambiental. O documento foi desenvolvido pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), em colaboração com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a Marsh (Latin America) e o Climate Resilience Center, do Atlantic Council.
 

Entre os casos analisados, o estudo destaca as chuvas extremas que atingiram o Rio Grande do Sul ao longo de 12 dias consecutivos, que resultaram em prejuízos massivos. Apenas R$ 6 bilhões estavam cobertos por apólices, deixando uma lacuna de 83%. No período de 2022 a 2024, os desastres climáticos somaram R$ 184 bilhões em perdas para o país, evidenciando a urgência de ampliar o acesso e a oferta de proteção financeira diante de eventos ambientais mais frequentes e severos.
 

A retração da cobertura agrícola é outro ponto de atenção. A área segurada no Brasil caiu de 14 milhões para 7 milhões de hectares entre 2023 e 2024, e o seguro rural cobre atualmente menos de 8% das terras cultivadas. O aumento do prêmio médio por hectare — de R$ 100 em 2019 para R$ 500 em 2022 —, somado à maior incidência de eventos extremos e a cortes sucessivos no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), contribuiu diretamente para essa queda. O movimento torna produtores rurais e cadeias do agronegócio mais vulneráveis, reduz a produtividade, amplia riscos sistêmicos e dificulta a adoção de práticas sustentáveis.
 

Dimensão ambiental e bioeconômica

Na dimensão ambiental e bioeconômica, o relatório aponta que o Brasil possui uma vantagem estratégica: a biodiversidade e os ativos naturais do país têm potencial para impulsionar cadeias produtivas sustentáveis, gerar renda e reduzir emissões. Apesar disso, o mercado segurador ainda carece de produtos maduros para cobrir riscos associados à natureza, restauração florestal, conservação de ecossistemas, manejo de paisagens, créditos de carbono e créditos de biodiversidade.
 

A ausência de séries históricas robustas, de modelos de risco adequados e de metodologias padronizadas de valoração ambiental dificulta a precificação e reduz a oferta de resseguro, especialmente no mercado internacional, elevando o custo de entrada de projetos que dependem de garantias financeiras. Além disso, os riscos ambientais possuem características que desafiam o setor: baixa previsibilidade, alta severidade e sazonalidade marcada, como ocorre em incêndios florestais, secas extremas, tempestades e invasões para exploração ilegal. Nesse cenário, o estudo destaca o potencial do Brasil para avançar em soluções como seguros paramétricos, que efetuam pagamentos automáticos com base em gatilhos climáticos e oferecem maior agilidade para regiões vulneráveis.
 

O documento também reforça que o Brasil é referência global em transparência de riscos climáticos. O país foi o primeiro do mundo a alinhar seu mercado segurador às recomendações da Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD) e o primeiro da América Latina a exigir que seguradoras integrem riscos climáticos a processos de subscrição, desenvolvimento de produtos e gestão corporativa. Contudo, a integração entre riscos climáticos e riscos relacionados à natureza ainda é incipiente, especialmente no que se refere à biodiversidade, apesar da relação direta entre desmatamento, alteração dos regimes de chuva, eventos extremos e impactos econômicos.
 

A apresentação do relatório na Casa do Seguro durante a COP30 tem o objetivo de estimular um debate estratégico entre seguradoras, resseguradoras, reguladores, academia, investidores e formuladores de políticas públicas. A intenção é acelerar o desenvolvimento de instrumentos financeiros inovadores, fortalecer marcos regulatórios em construção, como a Taxonomia Sustentável Brasileira e a Resolução CNSP 473/2024, e ampliar o acesso ao seguro em setores essenciais para o desenvolvimento do país.
 

O estudo ressalta que os trilhões de dólares pagos anualmente em indenizações no mundo posicionam o setor de seguros como a segunda maior força financeira da resiliência global, atrás apenas do Estado. Assim, o seguro passa a ser entendido não apenas como resposta a desastres, mas como elemento central da adaptação climática, da proteção ambiental e da transição para uma economia de baixo carbono.
 

Ao articular dados, inovação, políticas públicas e coordenação entre diferentes setores, o Brasil pode transformar o seguro em uma alavanca estrutural para o fortalecimento da bioeconomia, para o aumento da resiliência das cidades e para a segurança econômica da população em um cenário de crise climática acelerada.

Amy Barnes, da corretora de seguros Marsh, alerta na COP30 que o Brasil pode liderar a adaptação climática global

por Denise Bueno

A transição climática exige decisões que não podem mais ser adiadas. Na COP30, em Belém, Amy Barnes, diretora global de Estratégia de Clima e Sustentabilidade da Marsh, reforçou que grande parte da infraestrutura e dos empreendimentos atuais continua sendo construída com base em padrões ultrapassados, sem considerar o clima de 20, 30 ou 40 anos à frente. Para ela, seguir replicando modelos antigos em um mundo de eventos extremos é insistir em um futuro de perdas evitáveis.

Ainda estamos construindo ativos em áreas vulneráveis, como planícies de inundação, e ergue-se novas estruturas baseadas em normas que refletem expectativas passadas de danos. A executiva destaca que padrões construtivos precisam ser revistos considerando enchentes, ressacas, ventos extremos como o tornado recente em Rio Bonito do Iguaçu (PR), ondas de calor e escassez hídrica. Países pouco acostumados ao calor, como o Reino Unido, já enfrentam limitações sérias em edificações que não foram concebidas para altas temperaturas.

Barnes enfatiza que, em muitos projetos de transição, a ausência de uma cobertura adequada impede que financiadores avancem. Ela cita dois casos recentes assessorados pela Marsh: uma planta de aço verde e um projeto de captura de carbono, ambos inviáveis sem uma solução de seguro de crédito e garantia que viabilizou o acesso a capital. Segundo a executiva, inúmeros empreendimentos nunca chegam à decisão final de investimento porque seus riscos não foram suficientemente gerenciados para atrair investidores. É justamente nesse ponto que o seguro pode destravar capital.

A diretora defende que seguradoras e investidores institucionais precisam colaborar mais cedo no processo. O setor, afirma ela, é altamente inovador, mas muitas vezes os desafios chegam tarde demais, sem prazo suficiente para desenvolver soluções sob medida. Garantias de desempenho para tecnologias emergentes são um exemplo: há seguradoras preparadas para subscrever esses riscos, mas o processo exige meses de análise. Para Barnes, o futuro deve incluir produtos híbridos que combinem capacidade de subscrição com a força dos portfólios de investimento das seguradoras, criando instrumentos mais eficientes para financiar a transição verde.

Nem tudo, porém, é risco segurável. Barnes lembra que riscos estratégicos — como a adequação de uma tecnologia ao mercado — não são objeto de seguro. Nesses casos, entram em cena contratos, parcerias ou até capital filantrópico. Já riscos operacionais, geopolíticos, climáticos e de responsabilidade podem ser protegidos, e a Marsh estruturou recentemente um relatório detalhando que tipos de riscos são cobertos em cada fase da transição.

Com relação ao Brasil, a executiva é enfática: o país reúne condições únicas para se tornar um laboratório global de mitigação e adaptação. O ecossistema de startups, a força em Agritech e Fintech e a matriz energética majoritariamente renovável criam um ambiente fértil para projetos de baixo carbono. A agricultura regenerativa já apresenta exemplos de aumento de resiliência e redução de emissões. No entanto, Barnes reforça que as cidades brasileiras precisam avançar em infraestrutura de drenagem e edificações resilientes para evitar desastres como os registrados no Rio Grande do Sul no ano passado.

O governo prevê a necessidade de 37 GW adicionais de energia entre 2026 e 2030. O Brasil, 10º maior produtor mundial de aço e também relevante na produção de alumínio e cimento, tem potencial para liderar novas técnicas de manufatura de baixo carbono, aproveitando a matriz hidrelétrica que representa cerca de 50% da geração nacional. Para Barnes, esse contexto cria oportunidades para parcerias público-privadas que podem se tornar referência global.

“A adaptação climática exige escolhas estruturantes. Construir o futuro com a lógica do passado já não é uma opção — e o Brasil tem a chance de ser protagonista nesse novo paradigma, desde que incorpore resiliência, inovação e seguro no centro das decisões”, finalizou.

Seguradora Generali destaca iniciativas voltadas ao conforto dos funcionários

Valorizar as pessoas é um compromisso de empresas conectadas com o futuro. Corporações preocupadas com a qualidade de vida de suas equipes contribuem para construção de relações de trabalho mais sustentáveis e positivas no longo prazo. É o que a Generali tem cultivado ao adotar iniciativas que visam o conforto, a saúde e o bem-estar dos seus colaboradores no dia a dia. 

Débora Pinto, Diretora de Recursos Humanos da companhia, destaca que a empresa oferece diferentes iniciativas de bem-estar para o seu diverso grupo de colaboradores. Como exemplo, cita o “Programa de Amamentação”, pensado para trazer conforto às funcionárias que se tornaram mães. “Para que elas continuem próximas de seus bebês, e desde que ainda estejam amamentando, podem trabalhar de forma 100% remota por até um ano após o período de licença-maternidade”, descreve a executiva. 

Ainda destacando os benefícios voltados para a maternidade e paternidade, a executiva relembra a adesão da Generali ao Programa Empresa Cidadã do Governo Federal. A iniciativa amplia em 60 dias a licença maternidade e estabelece 20 dias de licença paternidade. “O Programa permite que durante todo o pré-natal da gestante, o funcionário possa ausentar-se para acompanhar sua parceira” destaca a Diretora. As colaboradoras gestantes também têm direito a uma folga por mês para realização dos exames de pré-natal. A isenção da coparticipação nos exames de pré-natal para funcionários já é um benefício em vigor desde 2022. 

Com a saúde das famílias em mente, a Generali ampliou o direito de seus colaboradores de acompanhar não apenas filhos em consultas médicas, como também cônjuges e pais, mediante comprovação, uma vez ao mês, com o abono das horas durante as consultas. Débora explica que “a legislação já prevê que os trabalhadores possam ir nestes atendimentos com seus familiares, mas apenas uma vez por ano. Verificamos que temos muitos colaboradores que cuidam de pais idosos e que possuem acompanhamento médico frequente. Pensando na diversidade das nossas pessoas, precisamos atender a esse público também.” 

Na análise da diretora, essas medidas fazem as equipes se sentirem mais valorizadas. Ela relembra que, além desses benefícios, o modelo de trabalho híbrido também é um diferencial da empresa e faz parte da estratégia de Pessoas do Grupo Generali. Seu início ocorreu antes mesmo da pandemia em áreas específicas, com o chamado smart working, e estendeu-se para o restante da empresa. 

Saúde física e mental

A Generali também conta com programas voltados ao apoio de profissionais para além da vida corporativa. Um deles é o Generali Contigo, pelo qual a seguradora oferece assistência psicossocial, financeira e até jurídica, por meio de times especializados e com garantia de sigilo para o funcionário e seus dependentes. 

Para incentivar hábitos saudáveis e a prática de exercícios físicos, a empresa também patrocina corridas de rua onde estimula a participação de seus colaboradores. A seguradora lançou o desafio de prática esportiva por 60 dias consecutivos, o programa Movimenta Generali. “Este ano, já patrocinamos uma das etapas da corrida Girl Power e do Circuito das Estações, e nossos funcionários puderam participar sem custos destes eventos”, acrescenta Débora. A companhia também oferece em seus escritórios frutas variadas à vontade, com intuito de proporcionar uma alimentação mais equilibrada às equipes. 

FIDES 2025 mostra força da América Latina e reúne grande delegação brasileira na Costa Rica

com agências internacionais

A edição 2025 da FIDES, realizada na Costa Rica, confirmou o novo patamar da indústria de seguros e resseguros da América Latina. Durante quatro dias de debates, executivos de todo o mundo discutiram inovação, proteção de riscos, mudança climática, tecnologia e as transformações estruturais que estão redesenhando o mercado. O Brasil, mais uma vez, marcou presença com uma das maiores delegações do evento, reunindo líderes de seguradoras, resseguradoras, brokers, consultorias e insurtechs, que acompanharam de perto as tendências globais e a crescente relevância do mercado latino-americano no mapa internacional do seguro.

Segundo Alexandre Leal, diretor da CNseg, confederação nacional das seguradoras, o encontro mais uma vez cumpriu seu papel como espaço estratégico para negócios, networking e alinhamento das prioridades regionais. “A Fides cumpriu seu papel com três eixos principais: um lugar de intenso networking, um ambiente de negócios e um fórum de discussões estruturantes para o setor. É ali que muitas empresas analisam a colocação de riscos junto a resseguradoras”, afirmou. Com mais de 1.500 participantes, ele destacou a importância da Declaração de San José, documento final da conferência, que reafirma o compromisso das entidades seguradoras com o desenvolvimento sustentável do setor na região. “Seis eixos foram identificados, entre eles o aumento da participação do setor na proteção social. O gap na América Latina é muito alto, como mostramos na COP30 no estudo sobre o gap de proteção em catástrofes naturais.”

Alexandre Leal também ressaltou os demais pilares do documento. O segundo eixo trata do desenho de soluções alinhadas aos novos riscos, como o cibernético e os associados às mudanças climáticas. O terceiro define como prioridade fomentar a inovação e o uso responsável da tecnologia, incluindo inteligência artificial, mas com princípios éticos claros. Para ele, o quarto eixo – a experiência do cliente – reforça transparência, comunicação clara e atenção em todas as etapas da jornada, premissas que dialogam com iniciativas técnicas da CNseg no âmbito do PDMF. O quinto pilar trata do desenvolvimento de uma cultura de seguros em todo o continente, especialmente entre populações menos assistidas. E, por fim, o sexto eixo reforça o papel ativo do setor no desenvolvimento sustentável, em linha com as discussões que o Brasil levou à COP30. Leal lembrou ainda que temas como governança e prevenção à lavagem de dinheiro foram debatidos, com avanços regulatórios que fortalecem a avaliação de risco em produtos financeiros mais sensíveis.

Um dos destaques da programação foi a perspectiva apresentada pelo Lloyd’s. Para a plataforma global, a América Latina está entre as regiões mais dinâmicas e com maior potencial de expansão, apesar do expressivo gap de proteção. Segundo Marc Lipman, presidente do Lloyd’s Americas, a região representa apenas 6% dos prêmios globais do Lloyd’s, mas já responde por mais de 60% da operação nas Américas. Com o hub em Miami, inaugurado no ano passado, o Lloyd’s vem ampliando a proximidade regulatória e comercial, apoiando coverholders, desenvolvendo novas estruturas de distribuição e fomentando inovação técnica através de programas de formação, como a Lloyd’s Academy, e do Lloyd’s Lab Accelerator.

A transformação digital também ganhou espaço na agenda. A MS Re destacou que a maturidade tecnológica da América Latina avança mais rápido do que se imaginava. Louis de Segonzac, CUO para as Américas, alertou que reinvenção digital já não é opcional. A companhia reconstruiu seus sistemas do zero, adotando uma plataforma de underwriting capaz de acompanhar um negócio desde o primeiro contato até a contratação final, sem retrabalho. Para ele, a automação libera os profissionais para atividades de maior valor, aproximando clientes e underwriters e dando velocidade ao mercado.

Outra frente em expansão é o seguro paramétrico, apresentado pela Liberty Mutual Re como um eixo fundamental para reduzir o gap de proteção em riscos de difícil segurabilidade. Crescente na América Latina, o modelo permite indenizações rápidas, baseadas em parâmetros pré-definidos, sem perícia tradicional – um recurso essencial diante do aumento de catástrofes naturais. Para a LM Re, soluções paramétricas agrícolas e coberturas para terremotos já mostram o potencial de escala na região.

O pano de fundo de toda a FIDES foi a urgência climática. Com eventos extremos cada vez mais severos e frequentes, resseguradoras e seguradoras reforçaram a necessidade de novas modelagens, produtos híbridos e cooperação entre setor privado e governos. A visão compartilhada é que a América Latina tem forte demanda reprimida, e que inovação, dados e capital serão determinantes para ampliar a proteção financeira da população. Esse debate se conectou diretamente com temas que o Brasil levou para a COP30, reforçando a convergência entre adaptação climática, inclusão financeira e resiliência econômica.

A participação brasileira acompanhou esse movimento. Além de painéis, reuniões e apresentações técnicas, executivos do Brasil circularam intensamente pelo evento, reforçando a interlocução regional em seguros gerais, vida, saúde, P&C, infraestrutura, agro e catástrofes naturais. A delegação destacou o papel crescente do país como polo de tecnologia, regulação moderna e experimentação de novos modelos de negócio.

O IRB(Re) teve um dos papéis mais ativos. A resseguradora levou ao evento dez executivos e patrocinou a conferência, reforçando sua estratégia de diversificação geográfica e expansão internacional. Ao longo da FIDES, a equipe cumpriu cerca de 70 reuniões e observou forte interesse do mercado na operação brasileira. Segundo Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros, a América Latina é prioridade nos planos de crescimento internacional do IRB(Re). Nos últimos 12 meses, 14% do prêmio retido veio de países da região, um volume de R$ 508 milhões, com alta de 22%. O executivo afirmou que o efeito da FIDES é imediato, com a oferta de negócios facultativos quadruplicando durante o evento. Para Castillo, encontros como o da Costa Rica reforçam a reputação técnica da companhia e consolidam novas oportunidades comerciais.

Grupo HDI patrocina retorno do Salão do Automóvel com as marcas HDI Seguros e Yelum 

 

Após sete anos de espera, o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo está de volta, em um espaço com cinco pavilhões e 64 mil m² de área de exposição, contando com mais de 20 experiências e mais de 5 mil test-drives. A última edição aconteceu em 2018, antes da pandemia, e agora o evento retorna em grande estilo, de 22 a 30 de novembro, no Distrito Anhembi, reunindo marcas, montadoras e apaixonados por carros de todo o país. Em um momento emblemático para o setor, o Grupo HDI, segundo maior conglomerado segurador do Brasil, marca presença como patrocinador oficial, com duas de suas marcas – HDI Seguros e Yelum Seguros –, em um dos principais investimentos e ativações do ano para a companhia.
 

O Grupo HDI será responsável pelo patrocínio do Drive Experience e do Dream Lounge, dois dos espaços mais aguardados e imersivos do evento:
 

  • O Drive Experience – patrocinado pela HDI – ocorre em um ambiente controlado e seguro de test drive, projetado para proporcionar aos visitantes uma jornada prática e emocionante, conectando o público diretamente aos veículos e permitindo testar potência, frenagem e dirigibilidade em um circuito exclusivo. A escolha do espaço reflete o posicionamento da HDI, uma marca que celebra conquistas e está sempre presente nos momentos de realização das pessoas. Assim como quem faz um test drive está prestes a dar um novo passo, a HDI valoriza a confiança e a segurança que tornam possíveis esses movimentos, reforçando o compromisso com a eficiência e a precisão.
     
  • O Dream Lounge – patrocinado pela Yelum – será uma área exclusiva que reunirá carros raros e icônicos, em um ambiente que celebra a paixão por dirigir e a excelência da experiência automotiva. O espaço traduz o espírito da Yelum, uma marca leve, solar e próxima, que enxerga no ato de dirigir uma expressão de liberdade e prazer. Ao associar-se ao Dream Lounge, a Yelum reforça sua essência de oferecer proteção com liberdade, conectando-se ao público que vive com propósito e aprecia momentos únicos. 

“A volta do Salão do Automóvel é um marco para o setor e para o público brasileiro, que tem uma relação emocional muito forte com o carro. Estar presente neste momento, com as duas marcas do Grupo, é estratégico e simbólico: reforça o quanto acreditamos no poder da experiência, da inovação e do contato direto com o consumidor”, afirma Daniel Mello, diretor de Transformação do Grupo HDI.
 

Com mais de 350 eventos realizados em 25 países e 41 setores da economia, o Salão do Automóvel é uma das maiores plataformas globais de exposição e relacionamento do setor automotivo. Para o Grupo HDI, o patrocínio marca uma presença de destaque em um dos eventos mais importantes do calendário nacional, consolidando a companhia como parceira das transformações que unem tecnologia, emoção e segurança.
 

Investimento estratégico e um ano de grandes campanhas
 

O patrocínio ao Salão do Automóvel se soma a uma série de iniciativas estratégicas que marcam 2025 como um ano de forte investimento em marca e relacionamento para o Grupo HDI.
 

A HDI Seguros apresentou seu novo posicionamento com o conceito “Certeza que te deixa seguro”, reforçando atributos como confiança, eficiência e transparência. Entre as ações que consolidaram esse novo momento estão o patrocínio à Maratona de Floripa, que celebrou conquistas e bem-estar; e o Cine Autorama, com experiências voltadas ao cuidado e à conexão com o público automotivo.
 

Já a Yelum vem fortalecendo sua identidade leve e próxima por meio da campanha “Mais do que te segura: te liberta”. Ao longo de 2025, a marca realizou ativações de alto engajamento, como o Solarium Yelum, que reuniu mais de 26 mil pessoas em praias pelo Brasil; o torneio Makai Beach Tennis, agora parte do Ranking da Copa das Federações; e o festival Energy Land, que combinou corrida, yoga e experiências de bem-estar.
 

“Este é um dos nossos principais patrocínios no ano e o primeiro em que entramos com as duas marcas juntas. O Grupo HDI vem ampliando de forma consistente seus investimentos em experiências que conectam emoção, cuidado e confiança – e o Salão do Automóvel é o palco perfeito para coroar esse ciclo”, completa Mello.
 

Confiança e liberdade que se complementam
 

A presença conjunta de HDI Seguros e Yelum Seguros reforça o propósito comum de oferecer segurança de um jeito humano e acessível, com experiências que aproximam as marcas das pessoas. Enquanto a HDI representa a certeza e a eficiência que funcionam, a Yelum traduz a liberdade e o espírito leve de quem segue em frente com tranquilidade – pilares complementares que expressam o compromisso do Grupo HDI com inovação e excelência no setor.
 

Com o patrocínio do Salão do Automóvel 2025, o Grupo HDI encerra o ano com uma presença marcante, reafirmando seu protagonismo no mercado e fortalecendo a conexão com o público brasileiro apaixonado por carros, em uma celebração que une emoção, tecnologia e segurança.

Bradesco Saúde amplia presença em praças estratégicas com lançamento de plano nacional

Flavio Bitter Bradesco Saúde

A Bradesco Saúde anuncia o lançamento do Efetivo Plus, plano de saúde de abrangência nacional, que reforça sua estratégia de expansão e diversificação de portfólio, pensada de acordo com a necessidade dos diferentes perfis de clientes. Voltado a empresas a partir de três vidas, o novo produto começa a ser comercializado inicialmente em São Paulo, com previsão de chegar em breve a outros mercados, como Distrito Federal e Rio Grande do Sul.

O Efetivo Plus representa uma opção mais acessível de plano nacional, com diferenciais em rede e cobertura para atender ao que as empresas buscam para cuidar da saúde de seus funcionários. Com coberturas ambulatorial e hospitalar com obstetrícia, o produto pode ser adaptado com opções de contratação com ou sem coparticipação, além de acomodação em quarto ou enfermaria.

Em São Paulo, o Efetivo Plus conta com uma rede credenciada de excelência, incluindo nomes como Hospital Edmundo Vasconcellos, Hospital São Camilo Pompéia, Hospital São Luiz Jabaquara, Hospital Villa Lobos, Instituto do Coração – INCOR, Hospital da Criança e Maternidade Santa Joana. 

“O Efetivo Plus foi desenhado para proporcionar a mais empresas, de todos os tamanhos e perfis, o acesso a uma assistência médico-hospitalar de qualidade, com uma excelente relação custo-benefício e a credibilidade da marca Bradesco Saúde. Estamos muito otimistas com o potencial desse novo produto, que chega inicialmente a São Paulo e em breve também estará disponível em outras praças”, destaca Flávio Bitter, diretor da Bradesco Saúde.

Além da rede com prestadores reconhecidos pela qualidade disponíveis na capital paulista, o Efetivo Plus se destaca pelos serviços oferecidos aos beneficiários. Entre eles, o acesso facilitado a psicólogos e a consultas por telemedicina por meio do aplicativo Bradesco Saúde, as consultas e exames em um só lugar, pela rede de clínicas Meu Doutor Novamed, com 12 unidades na Grande São Paulo, a seleção de médicos de programa Meu Doutor e a possibilidade de adquirir produtos e serviços com descontos e condições especiais, por meio do Clube+Saúde.

SulAmérica apresenta a primeira edição do “Natal Para o Bem”

No próximo dia 20, feriado da Consciência Negra, o tenor italiano, Andrea Bocelli, será a grande atração da primeira edição do “Natal Para o Bem”, concerto gratuito apresentado pela SulAmérica e Rede D’Or em São Paulo. A apresentação marca o início das celebrações dos 130 anos da seguradora e abre oficialmente o calendário de festividades natalinas da cidade. Realizado pela Dançar Marketing, o evento será na Praça Charles Miller, que receberá a iluminação de uma árvore de Natal que permanecerá no local até o dia 6 de janeiro. O público também será incentivado a fazer doações destinadas à Cruz Vermelha.

A noite será inteiramente voltada às mais tradicionais canções de Natal, com direção artística do maestro, arranjador, compositor, produtor musical e pianista brasileiro Ruriá Duprat, vencedor do Grammy Americano em 2029. Entre os artistas convidados estão Simone, Paula Lima, Tony Gordon, Ivan Lins e Valentina Lassi, que se apresentarão em um repertório especialmente preparado para celebrar a data. Ao anoitecer, a árvore de Natal será acesa e, em seguida, Andrea Bocelli, sob regência do maestro Carlo Bernini, subirá ao palco para interpretar canções natalinas escolhidas por ele especialmente para a ocasião. As canções serão acompanhadas pela Del Chiaro Coral e Orquestra, regida pelo maestro Danillo Del Chiaro.

A programação contará ainda com a participação da Orquestra do Theatro São Pedro e da Orquestra e Coral da EMESP Tom Jobim, do Coral Infantil do Guri, programa de educação musical do Governo do Estado de São Paulo e referência em formação musical no país, e do Coro Canto Livre Davide Carbone, de Fortaleza (CE). Este último é apoiado pelo jovem tenor italiano Davide Carbone, embaixador da Fundação Andrea Bocelli na América Latina, que se apresentará com crianças de 6 a 14 anos, sob regência do maestro Ênio Antunes.

“Com 130 anos de história, a SulAmérica sempre esteve ao lado das pessoas em seus momentos mais importantes. Essa tradição de cuidado e confiança é parte essencial do nosso legado, e o Natal Para o Bem reforça esses valores ao unir cultura e ação social”, afirma Andreia Junqueira, CMO da SulAmérica. “Além do concerto, estamos provendo uma campanha online para incentivar doações de brinquedos, alimentos não perecíveis e kits de higiene destinados à Cruz Vermelha de São Paulo. É uma maneira de unirmos celebração e solidariedade, devolvendo à cidade um pouco do que construímos juntos ao longo de tantas décadas”.

Mais informações em: www.natalparaobem.com.br e natalparaobem (Instagram)

Serviço:

Natal para o Bem – Concerto Sinfônico

Data: 20 de novembro de 2025, quinta-feira

Horário: a partir das 17h30

Local: Praça Charles Miller – São Paulo/SP

CEO da Generali Brasil destaca papel da Inteligência Artificial no futuro do seguro durante o evento do setor

 A Generali Brasil esteve presente no CQCS Insurance & Tech 2025 e teve a oportunidade de falar do uso de novas tecnologias no setor de seguros. O CEO da companhia, Eric Lundgren, participou do painel “Qual o impacto da IA no seguro e uma visão de Futuro”, onde teve a oportunidade de falar como a seguradora tem transformado operações e a experiência do cliente por meio da adoção destas ferramentas em diferentes frentes.
 

Durante o painel, Lundgren destacou o projeto Agilitá, iniciativa da Generali voltada à automatização e reconfiguração de processos judiciais que reduziu em 72% o tempo médio de duração das ações. “A judicialização é algo que gera desgaste para as seguradoras e segurados.” explica o CEO. “A cada cinco segundos surge um novo processo judicial no Brasil”, continua o executivo, dimensionando a questão.

A Generali foi capaz de treinar a Inteligência Artificial usada no Agilitá, que analisou diversos processos abertos ao público e relevantes à companhia. Com estes dados, a empresa consegue sugerir acordos com maior assertividade, elaborados com base nas decisões de casos similares que já foram resolvidos anteriormente.
 

Excelência no atendimento ao cliente
 

O executivo também abordou aplicações de IA em pontos de contato com os clientes. A seguradora utiliza chatbots inteligentes para triagem e atendimento inicial para reduzir gargalos e solucionar questões simples dos segurados, garantindo a humanização nas chamadas. 
 

Os colaboradores do call center também utilizam o Salesforce Einstein, que sugere respostas, sumariza interações e pesquisa documentos relevantes para o atendimento. No painel, Eric Lundgren ressaltou que “não podemos perder o lado humano, já que tratamos de temas sensíveis como perda de uma pessoa ou de um bem importante para as pessoas.” A ferramenta, ainda, agiliza o trabalho do setor e aumenta a eficiência, mantendo o toque humano. 
 

Modernização de sistemas internos
 

Lundgren destacou também a automação de processos manuais e burocráticos. A IA foi implementada em toda a esteira de sinistros e nesta frente auxilia na otimização de tempo e é capaz de detectar inconsistências e possíveis fraudes. “Minimizamos os erros com a adoção desta solução nos nossos sistemas internos”, continua o executivo.
 

A seguradora também usa estas ferramentas para gerar insights preditivos e analisar grandes quantidades de dados. Eric Lundgren explica que “Temos a inovação como um dos pilares da companhia. Com estas tecnologias conseguimos elaborar produtos customizados e mais relevantes aos nossos consumidores.”
 

Próximos passos
 

Em sua conclusão, Lundgren ressaltou que apesar da Generali ser uma empresa centenária no país, tratando-se de IA a seguradora deve ter uma mentalidade jovem. “Temos uma cultura de experimentação, como a de uma startup.”
 

Sobre a visão de futuro da empresa, o executivo afirma que pretende realizar investimentos contínuos em tecnologia para ampliar prevenção e personalização. Para o CEO, o próximo passo é a integração com dispositivos inteligentes e a exploração de modelos de negócio mais colaborativos e descentralizados, sempre com foco em melhorar a jornada e experiência do segurado.