Dyogo Oliveira prevê expansão contínua do setor de seguros nos próximos anos

CNseg Dyogo Oliveira

Fonte: CNseg

O novo diretor-presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Dyogo Oliveira, afirmou que o setor de seguros está entre as atividades credenciadas a crescer de forma contínua nos próximos anos, tendo em vista as profundas mudanças que resultam em uso crescente de novas tecnologias, produtos inovadores, regras regulatórias mais flexíveis e menos onerosas. Este ano, em meio a um cenário de incertezas, a arrecadação do setor deve crescer na casa de dois dígitos, oscilando entre 13% e 15%. As declarações de Dyogo Oliveira foram dadas durante a live “A nova administração da CNseg”, transmitida pela Apólice TV, canal da Revista Apólice no YouTube, nesta terça-feira, 10. A nova expansão projetada será suficiente para o setor segurador ampliar sua participação em proporção ao PIB, hoje perto de 6,5%.

Sobre o open insurance, Dyogo Oliveira afirmou que o projeto precisa de ajustes em termos de prazos de implementação e em relação a produtos que devem ter os dados abertos, para atingir seus objetivos, como o de ampliar a concorrência das empresas e o nível de proteção das mais variadas faixas de públicos. “Dependemos de pequenos ajustes, que não são protelatórios, mas necessários para alcançar os objetivos pretendidos e evitar gastos desnecessários”, assinalou Oliveira. Os investimentos na estruturação do open insurance, considerando-se um universo de 65 empresas participantes, deverão totalizar cerca de R$ 650 milhões, pelas estimativas do diretor-presidente da CNseg.

Um dos desafios históricos do mercado segurador, o de ter sua real importância reconhecida pelo governo e a sociedade, já é uma causa abraçada pelo novo dirigente da CNseg. “Já somos um setor relevante, mas a percepção de nossa grandeza ainda é muito pequena, quer seja no governo, quer no conjunto da sociedade. Respondemos por uma participação de 6,5% do PIB e detemos cerca de 25% da dívida pública em mercado”, assinalou. 

Para reforçar a ideia da importância do setor que passa despercebida, Dyogo destacou outros números que tornam as pessoas e seus negócios mais resilientes. Na Saúde Suplementar, as despesas pagas pelas operadoras superaram R$ 200 bilhões no ano passado, quase o dobro do orçamento do Ministério da Saúde na fase pré-pandemia. Na carteira de automóvel, as indenizações somaram R$ 22 bilhões, o suficiente para a compra de 380 mil veículos populares, ou seja, 20% da produção nacional. Desde a eclosão da pandemia, as seguradoras, de forma voluntária, pagaram quase R$ 7 bilhões por mortes decorrentes da Covid.

O presidente da CNseg informou que intensificará a interlocução com governo, órgãos de supervisão do mercado e o conjunto da sociedade, aperfeiçoando a comunicação institucional, de forma a ratificar que o setor segurador é estratégico para o desenvolvimento do país e vital para reduzir as vulnerabilidades de pessoas e empresas diante dos riscos, devendo, em razão disso, ser uma atividade fomentada para retroalimentar o próprio crescimento econômico, seja ao assumir riscos de diversas naturezas, seja na condição de investidor institucional. Segundo Dyogo Oliveira, uma interlocução de nível superior planeja estabelecer “uma relação ganha-ganha para todos” – sociedade, governo e o mercado segurador.

Seguradora Argo e corretora MDS oferecem seguro de RC Profissional para advogados da Caixa de Assistência

Fonte: Argo

Em parceria com a corretora MDS Brasil, a seguradora Argo Seguros está ofertando seu produto de Responsabilidade Civil Profissional para todos advogados da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP). O órgão tem o objetivo de servir assistência social aos advogados e estagiários paulistas regularmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e seus dependentes.

Esse seguro protege a carreira, imagem e patrimônio desses profissionais contra eventuais erros cometidos na execução do seu serviço, como falhas na tese de defesa, perda de prazo, quebra de sigilo profissional do cliente, e indenização por perda e danos à imagem. 

Entre as principais coberturas que o seguro da Argo oferece estão custos judiciais de defesa e honorários advocatícios, danos materiais morais e corporais, erros e omissões, gerenciamento de crises e perda de prazos legais. O produto conta ainda com até seis opções de limites de cobertura – entre R$ 50 mil e R$ 500 mil – e pode ser adquirido tanto por pessoas físicas como por pessoas jurídicas.

“Desenvolvemos um seguro bem completo para a Advocacia Paulista, através dessa parceria com a MDS Brasil. Ele abrange as despesas de defesa, indenizações, acordos e demais pedidos de reparação de danos envolvendo todos os advogados e seus dependentes ligados a OAB no estado de São Paulo”, afirma Mariana Miranda, Corporate Sales da Argo Seguros.

Segundo Rogério Lemes, diretor de Retail da MDS Brasil, entre as principais vantagens que esse produto oferece estão a segurança financeira e econômica, a proteção ao patrimônio e à reputação do profissional, menos burocracia no momento da indenização, tranquilidade para o desenvolvimento do negócio e a garantia de indenização. “É importante frisar também que não há necessidade de ação judicial para acionar o seguro. Caso um terceiro alegue que sofreu um dano por erro profissional, o segurado já pode nos acionar”, completa.

CNseg: ranking de seguradoras em fevereiro de 2022

O ranking das empresas do setor de seguros, até fevereiro de 2022, elaborado pela CNseg, está disponível para consultas no portal da entidade. O levantamento reúne dados da média móvel de 12 meses até fevereiro e toma como base a receita nas operações em cada segmento do setor segurador (Danos e Responsabilidades, Vida e Previdência, Capitalização e Saúde Suplementar). A exceção ao período são as operações de Saúde Suplementar, que considera os 12 meses encerrados em dezembro de 2021, em virtude do calendário de divulgação dos dados pela ANS.

O ranking utiliza dois critérios para o posicionamento das companhias: i) por grupo econômico ou empresa, este último no caso das singulares; e ii) por empresas dentro dos quatro segmentos e das suas principais linhas de produtos, seguindo os agrupamentos adotados. Para fins de cálculo, considera o prêmio direto para seguradoras, contribuições para entidades de previdência; faturamento para companhias de capitalização; e contraprestações pecuniárias para a saúde.

Em Danos e Responsabilidades, a evolução em 12 meses móveis registrou alta de 16,5% até fevereiro, atingindo R$ 93,0 bilhões no período. Os cinco maiores resultados dos grupos econômicos em arrecadação e, em consequência, em participação de mercado em 12 meses até fevereiro ficaram a cargo da Porto Seguro (R$ 14,0 bilhões e 15,0%); Mapfre (R$ 7,8 bi e 8,4); Tokio Marine (R$ 7,4 bi e 7,9%); BB Seguros (R$ 6,8 bi e 7,3%) e Allianz (R$ 6,8 bi e 7,3%).

O segmento de Coberturas de Pessoas experimentou crescimento de 12,7% nos 12 meses até fevereiro, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 194,8 bilhões. Considerando-se de novo o critério de grupo econômico e tamanho de market share – respectivamente -, os cinco primeiros do ranking nesse segmento foram BB Seguros (R$ 52,6 bi e 27,0); Bradesco (R$ 39,0 bi e 20,0%); Caixa Seguros (R$ 37,5 bi e 19,2%); Zurich (R$ 17,4 bi e 8,9%); e Itaú (R$ 13,7 bi e 7,1%).

Em Capitalização, o faturamento de 12 meses acumulou R$ 24,8 bilhões, alta de 7,6%. Os cinco grupos econômicos que mais contribuíram para o resultado foram Bradesco (R$ 5,7 bi e 22,8); BB Seguros (R$ 4,5 bi e 18,0%); Santander (R$ 3,8 bi e 15,5%); Itaú (R$ 2,7 bi e 11,0%); e Icatu (R$ 2,2 bi e 9,0%) 

No segmento de Saúde Suplementar, as maiores receitas em 12 meses encerrados em dezembro de 2021 (último dado divulgado pela ANS) foram os seguintes grupos econômicos: 

Bradesco (R$ 31,4 bi e 12,7%); Sulamérica (R$ 22,1 bi e 8,9%); Amil (R$ 19,9 bi e e 8,0%); Notredame Intermédica (R$ 9,9 bi e 4,0%); e Hapvida (R$ 7,6 bi e 3,1%).

O ranking do setor de seguros da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg está disponível em ‘Análises e Estatísticas’, no menu de navegação do seu portal.    

Artigo: Seguros, mobilidade urbana e infraestrutura de transportes

Dyogo Oliveira CNseg

por Dyogo Oliveira, economista e diretor-presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)

Mobilidade urbana e infraestrutura de transportes dependem cada vez mais da boa interação entre o setor público e o setor privado. No caso de projetos de infraestrutura, o segurador tem a função de garantir os riscos envolvidos na elaboração dos projetos e na sua execução. Isso reduz o custo de capital do projeto com maior oferta de financiamento e aumenta o interesse de investidores do exterior, que veem com bons olhos a ação dos atores locais de peso. Ainda mais quando sabemos das restrições orçamentárias do setor público e da necessidade cada vez maior de se atrair investimentos privados para o setor.

Apostar em obras de longo prazo, aumentar a segurança viária, melhorar a fluidez do tráfego e incorporar tecnologias que beneficiem os motoristas são ações que podem contar com os seguros para torná-las mais viáveis e eficientes do ponto de vista financeiro e social.

 Um transporte público eficiente aproxima as pessoas, mas estamos longe do modelo que está sendo aplicado em outras metrópoles do mundo, onde as pessoas podem acessar tudo que precisam em 15 minutos de onde moram.

Pensar em mobilidade urbana é pensar nas desigualdades sociais. Historicamente, o padrão de ocupação do território nas metrópoles afastou a moradia dos brasileiros para a periferia, deixando seus postos de trabalho e as oportunidades urbanas na educação, saúde e lazer mais distantes.

Sustentabilidade se aplica também ao deslocamento, resultando na redução de emissões de CO2 no meio ambiente. O que nos leva a outro tópico: o uso de energia mais limpa nos transportes, como carros elétricos no lugar dos de combustível fóssil, que poderia diminuir em muito o número dos acidentes. Ainda há poucos benefícios para veículos desse tipo.

 A pandemia exigiu evitar aglomerações, gerando novos hábitos. Quase 50% dos brasileiros alteraram sua forma de se deslocar. Cerca de 10% adotaram o uso da bicicleta, mas 40% passaram a usar mais o carro particular. 

Neste novo normal podemos incluir o maior uso de aplicativos de entregas e de carona. Diversas startups de compartilhamento de carros também se desenvolveram. O mundo quer mais acesso e menos posse.

Os seguros podem dinamizar esse movimento. Há uma demanda crescente de oportunidades com as inovações. Só como exemplo, as empresas digitais que prestam serviços de entrega vêm solicitando uma rede de seguro social para apoiá-las em caso de lesões no trabalho e perda de receita. Já para os carros com sensores, pode-se oferecer seguro de responsabilidade civil que recompense os segurados com base nos dados que coletam.

Há uma estimativa de que 40% da população brasileira ainda se movimenta exclusivamente a pé. Quais as condições que oferecemos ao pedestre, em termos de praticidade e acessibilidade? Legislações como o Código Brasileiro de Trânsito (CTB), revisado em 1998, a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), de 2012, e a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), de 2015, são iniciativas que visam priorizar os pedestres. Mas em São Paulo, por exemplo, quase metade das calçadas não têm a largura mínima prevista em lei.

É urgente fortalecer uma agenda de investimento público e privado na pauta da mobilidade e dissolver as fronteiras que separam e segregam as cidades e as pessoas. Compartilhamos a mesma rota na direção de um país mais seguro. Podemos e devemos contribuir com um justo e inclusivo acesso à cidade, o que impacta na qualidade de vida do cidadão, garantindo que ele possa ter melhor moradia, mais saúde, educação, e que trabalhe mais descansado, produtivo, e tenha tempo para lazer.

Allianz: Perdas no transporte marítimo caem, mas a guerra na Ucrânia e outros riscos ainda preocupam

seguro marítimo Allianz

Fonte: Allianz


A indústria marítima internacional é responsável pelo transporte de cerca de 90% do comércio mundial, portanto, a segurança dos navios é fundamental. O setor continuou sua tendência positiva de segurança a longo prazo durante o ano passado, mas a invasão russa na Ucrânia, questões envolvendo navios cada vez maiores, crises com tripulações e congestionamento portuário, e metas desafiadoras de descarbonização, não deixaram espaço para complacência, segundo o relatório da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) Safety & Shipping Review 2022.

“O setor naval tem demonstrado enorme resiliência nos últimos anos, como evidenciado pelo boom que vemos hoje”, diz o Capitão Rahul Khanna, Diretori Global de Consultoria de Risco Marine da AGCS. “As perdas totais estão em mínimos históricos – cerca de 50 a 75 por ano nos últimos quatro anos, em comparação com 200+ nos anos 90. Entretanto, a trágica situação na Ucrânia causou uma perturbação generalizada no Mar Negro e em além, exacerbando a cadeia de abastecimento, o congestionamento nos portos e os problemas de crise da tripulação causados pela Covid-19 . Ao mesmo tempo, algumas das respostas do setor ao boom da navegação, como a mudança no uso ou o prolongamento da vida útil dos navios, também são pontos atenção. Enquanto isso, o número crescente de problemas enfrentados pelas grandes embarcações, tais como incêndios, encalhamentos e operações complexas de recuperação, continua a desafiar os armadores e suas tripulações”.

O estudo anual da AGCS analisa as perdas e baixas (incidentes) de transporte marítimo relatados acima de 100 toneladas brutas. Durante 2021, 54 perdas totais de embarcações foram relatadas globalmente, em comparação com 65 um ano antes. Isto representa um declínio de 57% em 10 anos (127 em 2012), enquanto durante o início dos anos 90 a frota global estava perdendo mais de 200 navios por ano. O total de perdas de 2021 se torna mais impressionante pelo fato de que há uma estimativa de 130.000 navios na frota global hoje, em comparação com cerca de 80.000 há 30 anos. Tal progresso reflete o aumento do foco em medidas de segurança ao longo do tempo através de programas de treinamento e segurança, melhor projeto, tecnologia e regulamentação de navios.

De acordo com o relatório, houve quase 900 perdas totais na última década (892). A região marítima do sul da China, Indochina, Indonésia e Filipinas é o principal hotspot global de perdas, sendo responsável por uma em cada cinco perdas de 2021 (total 12) e uma em cada quatro na última década (total 225), impulsionadas por fatores que incluem altos níveis de comércio, portos congestionados, frotas mais antigas e clima extremo. Globalmente, os navios de carga (27) representam metade das embarcações perdidas no último ano e 40% durante a última década. Os naufrágios (afundamentos/submergidos) foram a principal causa das perdas totais durante o ano passado, representando 60% (32).

Enquanto as perdas totais diminuíram durante o ano passado, o número de vítimas ou incidentes de navegação relatados aumentou. As Ilhas Britânicas tiveram o maior número (668 de 3.000). Os danos às máquinas foram responsáveis por mais de um incidente em cada três no mundo (1.311), seguido por colisão (222) e incêndios (178), com o número de incêndios aumentando em quase 10%.

Impacto da Ucrânia: segurança e o seguro

A indústria marítima tem sido afetada em várias frentes pela situação na Ucrânia, com a perda de vidas e navios no Mar Negro, a interrupção do comércio e as crescentes sanções. Também enfrenta desafios para as operações diárias, com efeitos colaterais para a tripulação, o custo e a disponibilidade de combustível, e o potencial de risco cibernético crescente.

A situação também tem outras ramificações para um setor que já enfrenta escassez. Os marinheiros russos são responsáveis por pouco mais de 10% dos 1,89 milhões de trabalhadores do mundo, enquanto cerca de 4% vêm da Ucrânia. Eles podem ter dificuldades para voltar para casa ou se juntar a navios no final dos contratos. Enquanto isso, é provável que um conflito prolongado tenha consequências mais profundas, potencialmente remodelando o comércio global de energia e outras commodities. Uma proibição ampliada do petróleo russo poderia contribuir para aumentar o custo do combustível de navegação e impactar sua disponibilidade, levando a um potencial uso de combustíveis alternativos. Se sua qualidade for inferior às normas vigentes, isto pode resultar em sinistros de avarias de máquinas no futuro. Ao mesmo tempo, as agências de segurança continuam a alertar sobre uma perspectiva crescente de riscos cibernéticos para o setor de navegação, tais como interferência no GPS, falsificação do sistema de identificação automática (AIS) e interferência eletrônica. 

“É provável que a indústria de seguros veja uma série de sinistros relacionadas a apólices de guerra de navios danificados ou perdidos em minas marítimas, ataques de mísseis e bombardeios em zonas de conflito”, explica Justus Heinrich, Diretor Global de Produto, Casco, na AGCS. “As seguradoras também podem ser acionadas nas apólices de Marine com cobertura para guerra de embarcações e cargas bloqueadas ou presas em portos e águas costeiras ucranianas”.

A gama evolutiva de sanções contra os interesses russos apresenta um grande desafio. A violação das sanções pode resultar em ações severas, por outro lado seu cumprimento pode também ser um fardo considerável. As sanções se aplicam a várias partes da cadeia de abastecimento de transporte, incluindo bancos e seguros, bem como serviços de apoio marítimo, o que torna o cumprimento às sanções ainda mais complexo.

Incêndios a bordo

Durante o ano passado, os incêndios a bordo do porta-veículos roll-on roll-off (ro-ro) Felicity Ace e do navio porta-contêiner X-Press Pearl resultaram em perdas totais. Os incêndios de carga são de fato uma preocupação prioritária. Houve mais de 70 incêndios somente em navios porta-contêineres nos últimos cinco anos, observa o relatório. Os incêndios muitas vezes começam em contêineres, o que pode ser o resultado da não declaração de cargas perigosas (ou de informações incorretas) , tais como produtos químicos e baterias – cerca de 5% dos contêineres embarcados podem consistir em mercadorias perigosas não declaradas. Os incêndios em grandes navios podem se espalhar rapidamente e ser difíceis de controlar, muitas vezes resultando no abandono pela tripulação, o que pode aumentar significativamente o custo final de um incidente.

Os incêndios também se tornaram um fator de perda importante para os transportadores de automóveis. Entre outras causas, eles podemcomeçar nos porões de carga, causados por mau funcionamento ou curto-circuito elétrico nos veículos, enquanto o deck aberto pode permitir que eles se espalhem rapidamente. O número crescente de veículos elétricos (EVs) transportados por via marítima traz outros desafios, dado que os sistemas de medidas preventivas existentes podem não responder eficazmente no caso de uma chama de EV. As perdas podem ser caras, dado o valor da carga do carro e o custo da remoção dos destroços e da mitigação da poluição.

Quando grandes embarcações se deparam com problemas, a resposta de emergência e a busca de um porto de refúgio podem ser um desafio. São necessários equipamentos de salvamento especializados, rebocadores, guindastes, barcaças e infraestrutura portuária, o que acrescenta tempo e custo a uma resposta. O X-Press Pearl, que afundou depois de ter sido recusado refúgio por dois portos após um incêndio – os portos não puderam ou não quiseram descarregar uma carga com vazamento de ácido nítrico – é um dos vários incidentes em que navios porta-contêineres tiveram dificuldade em encontrar um porto de refúgio seguro . Enquanto isso, a operação de salvamento do cargueiro Golden Ray, que virou nos EUA em 2019, levou quase dois anos e custou mais de 800 milhões de dólares.

“Demasiadas vezes, o que deveria ser um incidente controlável em uma grande embarcação pode terminar em uma perda total. A operação de salvamento é uma preocupação crescente. As preocupações ambientais estão contribuindo para o aumento dos custos de salvamento e remoção de destroços, já que se espera que os armadores e seguradoras façam seu máximo para proteger o meio ambiente e as economias locais”, diz Khanna. “Anteriormente, um naufrágio poderia ter sido deixado in-situ se não representasse perigo para a navegação. Agora, as autoridades querem que os naufrágios sejam removidos e o ambiente marinho restaurado, independentemente do custo. ”

Custos de salvamento mais elevados, juntamente com o ônus de perdas maiores em geral, são um custo cada vez mais suportado pelos proprietários de cargas e suas seguradoras. A “média geral”, o processo legal pelo qual os proprietários de cargas compartilham proporcionalmente as perdas e o custo de salvar um bem marítimo, tornou-se um evento de frequência e de gravidade, com o aumento do número de grandes navios envolvidos em incêndios, encalhes e perdas de contêineres no mar em comparação com cinco anos atrás”, explica Régis Broudin, Diretor Global de Sinistros Marine da AGCS. Isso foi declarado tanto nos incidentes Ever Forward como Ever Given.  O grande navio porta-contêiner Ever Forward encalhou nos EUA em março de 2022, e ficou preso por mais de um mês antes de ser liberado, quase um ano depois que seu navio irmão, Ever Given, bloqueou o Canal do Suez.

O mundo pós-pandêmico traz novos desafios de risco

Enquanto a pandemia de Covid-19 resultou em poucos sinistros diretos para o setor de seguros marítimos, o impacto subsequente no bem-estar das tripulações e o boom no transporte marítimo e no congestionamento portuário levanta possíveis preocupações de segurança. A demanda por tripulação é alta, mas muitos marinheiros qualificados e experientes estão deixando o setor. Prevê-se uma séria carência de oficiais dentro de cinco anos.

Para aqueles que permanecem, o moral é baixo, pois as pressões comerciais, os deveres de conformidade e a carga de trabalho estão altos. Tal situação de trabalho é propensa a erros – 75% dos incidentes da navegação envolvem erros humanos, mostra a análise da AGCS.

A recuperação econômica dos lockdowns Covid-19 criou um boom para o transporte marítimo, com aumentos recordes nas tarifas de charter e frete. Embora isto seja positivo para os transportadores, as taxas de frete mais altas e a falta de capacidade dos navios porta-contêineres estão levando alguns operadores a utilizarem navios graneleiros, ou a considerar a conversão de navios-tanque para o transporte de contêineres. O uso de navios adaptados para transportar contêineres levanta questões sobre estabilidade, capacidade de combate a incêndios e fixação da carga. Os navios graneleiros não são projetados para transportar contêineres, o que poderia impactar suas características de manobra em condições climáticas adversas, e a tripulação pode não ser capaz de responder adequadamente em um incidente.

Com a alta demanda de transporte marítimo, alguns proprietários também estão prolongando a vida útil das embarcações. Mesmo antes da pandemia, a idade média das embarcações estava aumentando. Embora existam muitas frotas bem administradas e mantidas, compostas de navios mais antigos, a análise tem mostrado que navios de contêineres e de carga mais antigos (15 a 25 anos de idade) são mais propensos a sinistros, pois sofrem de corrosão, enquanto os sistemas e máquinas são mais propensos a avarias. A idade média de uma embarcação envolvida em uma perda total nos últimos 10 anos é de 28 anos.

Gargalos de navegação e congestionamento portuário

As medidas Covid-19 na China, o aumento da demanda dos consumidores e a invasão da Ucrânia têm sido fatores de congestionamento portuário sem precedentes, o que coloca as tripulações, operadores de portos e instalações sob pressão adicional. “Carregar e descarregar navios é uma operação particularmente arriscada, onde pequenos erros podem ter grandes consequências. Os portos movimentados têm pouco espaço, enquanto a mão-de-obra experiente necessária para manusear os contêineres adequadamente está escassa“, explica Heinrich

Mudança climática: problemas de transição

Com os esforços internacionais para enfrentar a mudança climática, o setor da navegação está sob crescente pressão para acelerar seus esforços de sustentabilidade, observa o relatório, dado que suas emissões de gases de efeito estufa cresceram cerca de 10% entre 2012 e 2018.

A descarbonização exigirá grandes investimentos em tecnologia verde e combustíveis alternativos. Um número crescente de navios já está mudando para o gás natural liquefeito (GNL), enquanto outros combustíveis alternativos estão em desenvolvimento, incluindo amônia, hidrogênio e metanol, assim como navios movidos a eletricidade. A transição para combustíveis alternativos provavelmente trará um risco maior de sinistros por quebra de máquinas, entre outros, à medida que novas tecnologias apareçam e as tripulações se adaptarem a novos procedimentos.

Resseguradora Munich Re tem alta de 3% no lucro do tri, para 608 milhões de euros

A resseguradora Munich Re divulgou lucro 608 milhões de euros (US$ 643,08 milhões) no primeiro trimestre de 2022, 3% acima dos 589 milhões de euros do ano anterior. Segundo nota da companhia, o ganho foi pressionado por uma queda em seu resultado de investimentos depois que fez baixas contábeis de quase 700 milhões de euros em títulos russos e ucranianos. A resseguradora alemã disse que está mantendo sua orientação de lucro para o ano inteiro, em 3,3 bilhões de euros, embora tenha alertado para “uma incerteza considerável em relação ao impacto financeiro” da guerra na Ucrânia.

“As consequências financeiras da guerra e as sanções impactaram severamente nosso resultado no primeiro trimestre”, disse o diretor financeiro Christoph Jurecka. “A Munich Re está ajudando a fornecer ajuda humanitária ao povo da Ucrânia e apoia totalmente as sanções contra a Rússia. As consequências financeiras da guerra e as sanções impactaram severamente nosso resultado no primeiro trimestre: Fizemos baixas contábeis para perdas por redução ao valor recuperável em títulos russos e ucranianos e registramos os primeiros sinistros. Apesar das incertezas de um ambiente desafiador, a Munich Re mantém sua orientação anual de € 3,3 bilhões com base em um lucro trimestral de mais de € 600 milhões”, comentou em nota.

BB Seguridade lucra R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2022 

BB Seguridade

Fonte: BB Seguridade

A BB Seguridade registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2022, alta de 20,7% em seu lucro líquido em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o grupo, o resultado teria sido melhor se não fosse o efeito climático La Nina, que gerou R$ 2,2 bilhões em sinistros avisados do seguro agrícola no primeiro trimestre, provenientes das culturas de soja e milho do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, o resultado teria sido melhor.

O resultado financeiro consolidado, líquido de impostos, de todo o conglomerado – BB Seguridade e de suas investidas – cresceu 258,9% em relação ao mesmo período de 2021, representando 19,7% do lucro líquido total. A elevação da taxa média Selic e a expansão do saldo médio de ativos em quase todas as empresas foram os principais motivos que levaram a esse aumento. Mesmo com o grande volume de perdas avisadas no seguro agrícola, o resultado operacional não decorrente de juros (ex-holdings) cresceu 7,7% no período comparado, demonstrando mais uma vez a resiliência do modelo de negócios da companhia. 

  • Seguros: R$ 2,8 bi em prêmios emitidos, crescimento de 19% em relação ao 1T21  

Os prêmios emitidos cresceram 19% e superaram o intervalo de estimativas do guidance, graças aos seguros rurais (+44,9%), ainda em função da alta nos custos de produção e da contratação de custeio para a safra de inverno. As demais modalidades também apresentaram forte crescimento com: vida (+8,4%), suportado pelas renovações anuais de apólices; e residencial (+31,4%) e empresarial/massificados (+13,7%), ambos impulsionados por um melhor desempenho de vendas novas. O volume de sinistros decorrente de casos de Covid-19 reduziu 83,3% em relação ao mesmo período de 2021, tendo registrado o montante de R$ 42,4 milhões. A principal causa para essa redução foi o aumento da cobertura vacinal da população, o que fez com que a elevação no número de infecções no início do ano decorrentes da variante Ômicron não refletisse em aumento de óbitos na mesma proporção no país.  

  • Previdência: com 21% de crescimento e volume de R$ 13 bi, captação bruta tem o melhor resultado em um primeiro trimestre  

Em previdência, a captação bruta teve incremento de 21% em relação aos três primeiros meses de 2021, atingindo a marca de R$ 13 bi, maior volume para um primeiro trimestre da série histórica. A alocação de ativos sob gestão de planos PGBL e VGBL em fundos multimercado encerrou o primeiro trimestre representando 32,5% do total das reservas, mantendo patamar semelhante ao do final de 2021 (+18,2 p.p. em 12 meses | +0,7 p.p. sobre dez/21). A taxa média de gestão anualizada atingiu 1,03%, equivalente a um incremento de 0,02 p.p. no comparativo com o 1T21.  

  • Capitalização: arrecadação sobe 25% e reverte movimento de queda registrado em 2021 

A arrecadação com títulos de capitalização teve alta de 25%, o que se justifica pelo maior ticket médio dos títulos de pagamento único. No 1T22, o lucro líquido da operação de capitalização cresceu 10,0% em relação aos três primeiros meses de 2021, totalizando R$53,2 mi, suportado pelo aumento da margem financeira, em função da alta na taxa média Selic.  

  • Planos odontológicos: aumenta o volume de vendas realizadas em canais digitais  

Dando continuidade ao crescimento das vendas realizadas em meios digitais, a Brasildental registrou mais de 60% de suas vendas nessa modalidade de comercialização no 1T22. No mesmo período do ano passado, esse percentual era de 36%. 

Valor do seguro sobe em março, segundo pesquisa da TEx

TEx Tecnologia IPSA

Fonte: TEx

A TEx, insurtech especializada em soluções online para o mercado segurador, divulga os números de março do IPSA – Índice de Preços do Seguro Automóvel. O estudo aponta a variação mensal dos preços do seguro auto de acordo com gênero, região, faixa etária, perfil do segurado, idade do veículo, gráfico com as variações mensais do Índice, e o Ranking do Carros mais cotados pelo TELEPORT, plataforma de gestão e MultiCálculo da TEx. Para baixar o IPSA completo acesse o link.

De acordo com o IPSA, o índice de março apresenta aumento de 1,8% se comparado ao mês anterior. Já se compararmos março deste ano com o mesmo período de 2021 observamos um aumento de 9,4%.

O estudo da TEx também traz informações quanto a evolução dos valores por gênero. Em março, o valor do seguro para o sexo masculino apresentou crescimento tímido, com 6,2% ante 6,0% em feverero. Em relação ao feminino também houve um leve aumento, passando de 5,2% em fevereiro para 5,3% em março. Ainda assim, o valor final do seguro segue mais caro para os homens, uma vez que há maior reincidência em acidentes graves e com perda total do veículo.

O IPSA ainda destaca dados referentes a evolução dos valores por faixa etária. Em março, observa-se crescimento de forma geral. “Podemos observar que o índice aumentou para todas as faixas etárias no mês de março. Porém os jovens até 25 anos seguem pagando mais que o dobro que pessoas com 56 anos ou mais”, explica Genildo Dantas,

Segundo dados de março, os nascidos entre 1990 e 2014, conhecidos como geração Z, podem pagar quase o dobro (8,5%) do que os nascidos entre 1943 e 1964, conhecidos como Baby Boomers (4,5%).

Para baixar o Índice de Preços do Seguro Automóvel completo acesse o link

Vale lembrar que o IPSA é produzido com base nos dados do TEx Analytics, ferramenta de inteligência de mercado desenvolvida pela TEx e dividido em seis indicadores: IPSA, que mede a inflação geral e leva em consideração segurados de ambos os sexos de todo o país, IPSA por gêneroIPSA por faixa etáriaIPSA por populaçãoIPSA por idade do veículo, e IPSA por valor da tabela Fipe.

Com mais R$ 3,5 bilhões de prêmios transmitidos por ano e mais de 2.000.000 de cotações por mês realizadas no TELEPORT, solução de Gestão e MultiCálculo da empresa para Corretoras de Seguros, é possível afirmar que a TEx possui o maior dataset do mercado, com abrangência nacional e mais de 20 mil Corretores utilizando suas soluções diariamente. “Essa penetração possibilitou a criação do Índice de Preços do Seguro Automóvel. O IPSA traz um panorama exato do cenário do seguro auto no Brasil”, revela Emir Zanatto, CEO da TEx.

Contratação de seguro para viagens dentro do Brasil cresce 18%

Fonte: Allianz

A contração de seguro-viagem por parte de brasileiros para destinos internacionais já é uma realidade há alguns anos. A preocupação em ter que arcar, principalmente, com altos gastos médicos em solo norte-americano ou europeu assusta o bolso de muitos viajantes, que não se arriscam em sair do Brasil sem uma cobertura. No entanto, a Allianz Travel, empresa de seguro-viagem, que, no Brasil, atua como representante da Allianz Seguros, tem registrado um novo comportamento por parte dos brasileiros: a contratação do seguro também para viagens nacionais.

Nesses primeiros meses de 2022, a empresa já registrou um aumento de 18% na emissão de apólices dos planos nacionais em relação ao mesmo período do ano passado. “Muitas famílias e casais que estavam há dois anos impossibilitados de viajar, agora querem recuperar o ‘tempo perdido’, mas com o respaldo dos serviços relacionados à pandemia, que o momento ainda requer”, afirma Vincent Bleunven, CEO da Allianz Partners Brasil, empresa detentora da marca Allianz Travel.

É fato que, com o avanço da vacinação no país, 44% dos brasileiros demonstraram o interesse em viajar, sobretudo dentro do Brasil. De acordo com o estudo da empresa de consultoria e auditoria PwC, 50% dos entrevistados afirmaram não se sentirem seguros para realizar viagens internacionais. Os dados são do fim do ano passado.

“É notório que a pandemia tenha provocado uma mudança nos hábitos dos viajantes brasileiros. O consumidor que contrata o seguro-viagem hoje em dia está mais atento a quais são as garantias oferecidas nas coberturas por Covid-19, como despesas médicas e hospitalares”, ressalta o executivo.

Ainda segundo o gestor, a tradicional razão do desinteresse dos brasileiros pela contratação do seguro-viagem para trechos nacionais se deve ao fato de que muitos ainda acreditam que a apólice cobre apenas gastos com saúde. “Muitos viajantes desconhecem outros aspectos da cobertura, como suporte no caso de extravio de mala, de cancelamento do voo por diversas causas, entre outros”, reforça. Entretanto, é exatamente a preocupação com a contaminação pelo coronavírus e, consequentemente, com eventuais gastos extras, que tem alavancado a popularidade deste serviço.

Dados demográficos

A seguradora identificou que o público que mais tem procurado os serviços de seguro-viagem são pessoas entre 31 e 40 anos. Elas correspondem a 24% do total das vendas neste segmento. A informação casa com o estudo da PwC, que ouviu 9.370 consumidores de diferentes países e afirma que a maioria dos participantes interessados em retomar os hábitos de viagem eram das Gerações X e Millennials.

MAPFRE Economics ajusta previsão de crescimento real do PIB do Brasil para 0,7% em 2022  

Mapfre Economics

 

Fonte: MAPFRE

A MAPFRE Economics — área do Grupo MAPFRE dedicada a pesquisas e análises sobre seguros, previdência, macroeconomia e finanças – acaba de ajustar, em sua atualização da pesquisa “Panorama Econômico e Setorial: Perspectivas para o 2º Trimestre 2022”, a previsão para o crescimento real do PIB do Brasil. A partir de indicadores econômicos, o levantamento aponta que a economia brasileira sofrerá uma desaceleração em 2022 para 0,7%, frente aos 5% que cresceu em 2021. Em janeiro deste ano, a área de pesquisas da seguradora havia previsto crescimento de 0,5%.

De acordo com o estudo, o comportamento das exportações — que deverão crescer 1% – geram dúvidas. Por um lado, há a alta procura e preços das matérias-primas, mas, por outro, o problema da sua escassez e dos fertilizantes nos mercados internacionais poderá afetar as exportações agrícolas. 

Em outros indicadores, a pesquisa mostra que tanto o consumo privado (+3,9% em 2021 para +2,6% em 2022) quanto os investimentos (+17,3 em 2021 para -4,1% em 2022) sofrerão desacelerações. No caso do consumo privado, haverá moderações devido à inflação e aos problemas nas cadeias de abastecimento globais, afetando, principalmente, a produção de automóveis — as matrículas de veículos caíram 23% em fevereiro e estão em patamares de meados de 2019. Também contribui para o cenário o desempenho da bolsa de valores, principalmente, por conta da performance das companhias mineradoras, de combustíveis e os bancos. “Com toda essa equação, que envolve diversos indicadores, elevamos um pouco nossa projeção de crescimento do PIB brasileiro em dois décimos. Embora ainda seja um crescimento muito limitado para se adaptar ao vento favorável dos preços das matérias-primas, o contexto geral continua negativo, com custos de energia elevados e inflação, que ainda não se estabilizaram e que irão reduzir o consumo das famílias”, explica Manuel Aguilera Verduzco, diretor-geral da MAPFRE Economics. 

Na avaliação do executivo e de sua equipe, os aumentos das taxas SELIC e das previsões de inflação, tanto para este ano quanto para 2023, consideram o combate aos impactos secundários do atual choque de preços sobre as matérias-primas, que se manifestam com certa defasagem aos demais preços. “Sem prejuízo ao seu objetivo de garantir a estabilidade dos preços, as decisões do COPOM implicam também na suavização das flutuações do nível da atividade econômica e à promoção do pleno emprego. Da mesma forma, o Banco Central considera que, face às suas projeções e ao risco de desancoragem das expectativas de longo prazo, é previsto que o ciclo de aperto monetário continue a avançar significativamente”, comenta Verduzco.

A MAPFRE Economics observa em seu relatório que o risco mais importante, atualmente, para a economia brasileira é o da inflação, e que as expectativas estão ancoradas em patamares mais elevados, com reação ágil do Banco Central em elevar as taxas de juros. Isso tem sido positivo para os investimentos e para a moeda, que se valorizou nos últimos três meses. Ainda assim, o custo da inflação e taxas de juros mais altas se traduz em uma desaceleração da economia.