Previdência Privada alcança R$36,9 bilhões em aportes no 1º trimestre 

previdencia fenaprevi

De acordo com o último levantamento da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi, no acumulado de janeiro a março de 2022, houve cerca de R$ 36,9 bilhões em contribuições e prêmios em previdência privada aberta. Deduzidos os R$ 30,9 bilhões em resgates, foram R$ 6 bilhões em captação líquida, fechando o resultado do período. 

O mercado de previdência privada complementar registrou em março de 2022 o melhor desempenho do ano, com R$ 13,5 bilhões em contribuições, resultado 12,6% maior do que no mês anterior. Houve R$ 11 bilhões em resgates, gerando um saldo de R$ 2,5 bilhões em captação líquida. Os ativos chegaram a R$ 1,11 trilhão.  

No relatório produzido pela Fenaprevi estão computados ainda os planos das famílias Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e os tradicionais de acumulação. Dentre as opções, o VGBL é o escolhido pela maioria das pessoas (93%), seguido pelo PGBL (6,5%) e os Tradicionais/ outros (0,5%).  

A modalidade predominante é a de planos Individuais (89,4%), depois os Coletivos (8,9%) e também os para Menores (1,7%). 

AXA passa a incluir PIX em seguro que garante saques realizados sob coação e inclui DOC, TED e TEF

Erika Medici AXA

A AXA no Brasil aposta na oferta no seguro para transações indevidas sob coação. Por isso, incluiu PIX e ampliou a cobertura para as modalidades DOC, TED e TEF. Até então, a companhia tinha a cobertura Saque sob Coação, que garantia o pagamento de uma indenização, em casos de saques realizados com cartões sob coação. “Nós readequamos o produto para atender as demandas dos nossos clientes, visto que tem aumentado o número de casos de sequestros-relâmpagos, principalmente envolvendo o PIX. Em uma situação como essa em que a vítima fica refém e ainda pode ter uma perda financeira, contar com uma proteção traz um pouco de tranquilidade”, afirma Erika Medici, CEO da AXA no Brasil.

Também antenada às necessidades do dia a dia de seus clientes, a AXA tem feito adequações em outras linhas de produtos. Exemplo disso é a cobertura Bolsa Protegida, que passou a se chamar Bens e Bolsa Protegida. A diferença é que antes ela garantia a cobertura de itens pessoais que estavam dentro da bolsa ou mochila no momento do evento, entre eles, carteira, documentos, óculos, celular e cosméticos. Agora, basta o item estar sob o poder do segurado para ele acionar a cobertura em casos comprovados de roubo ou subtração mediante arrombamento. O valor do ressarcimento é estipulado no LIM, Limite Máximo de Indenização, no momento da contratação do seguro. 

“Através dessas novidades, queremos facilitar o dia a dia das pessoas, proporcionando mais resiliência para que elas enfrentem com mais tranquilidade os imprevistos”, diz Erika. O seguro PIX, Bens e Bolsa Protegida é disponibilizado pela AXA através de parcerias com grandes varejistas do mercado brasileiro.

Munich Re investe na insurtech Azos

A resseguradora Munich Re investiu US$ 6 milhões na insurtech Azos. Este foi o primeiro aporte realizado pela Munich Re em uma insurtech na América Latina. O valor será utilizado para desenvolver o canal corretor e expandir a atuação da empresa a partir de parcerias com empresas de tecnologia. O aporte é uma extensão do round series A realizado em novembro do ano passado, quando a empresa recebeu R$ 55 milhões para alavancar sua operação, ampliar as soluções tecnológicas e desenvolver novas linhas de produtos.

Trata-se do primeiro investimento recebido pela insurtech por uma companhia especializada no setor de seguros, segundo nota divulgada pela empresa. Os rounds anteriores foram liderados por fundos focados em tecnologia, inovação e empreendedorismo, como Prosus, Kaszek Ventures, Maya Capital e Propel.

“Os recursos vão nos ajudar a desenvolver melhor a experiência dos nossos parceiros e a manter um ritmo acelerado de crescimento das vendas. Ao mesmo tempo, esse investimento não deixa de ser um reconhecimento. Até então, tínhamos a validação dos fundos de tecnologia que acreditaram no nosso modelo de negócios. Agora, passamos a ter a chancela de uma das maiores empresas do mercado de seguros também. O investimento da Munich é uma validação do que estamos fazendo em termos de subscrição de risco e regulação de sinistros”, diz Rafael Cló, CEO da Azos.

Desde sua fundação, a insurtech já levantou mais de R$ 100 milhões em investimentos. A operação teve início no primeiro semestre de 2021, apresentando ao mercado seguros coberturas de até R$ 2 milhões, que podem ser contratados em até 24 horas e com flexibilidade para o segurado definir o tipo de proteção que deseja. A empresa já conta com mais de 500 corretores cadastrados e estima que terminará o ano de 2022 com mais de R$ 12 bilhões em capital segurado.

Inspirada em um modelo de negócio conhecido nos Estados Unidos como Managing General Agent (MGA), a Azos comercializa os produtos de seguro a partir de uma parceria com a seguradora Excelsior, a quem cabe emitir as apólices e fazer girar todo o fluxo financeiro com a resseguradora, no caso o IRB Brasil Re.

Austral Re divulga nova edição do Austral Report

Fonte: Austral

Com mapeamento exclusivo, a Austral Resseguradora lança nova edição do Austral Report, um relatório de inteligência que traz informações relevantes para contribuir com o desenvolvimento e informação de todo o mercado. A empresa, com forte presença na América latina, elaborou um material que chega em sintonia com as demandas do setor no estilo dashboard e mantém os destaques e conteúdo das versões passadas.  O novo formato inovador do relatório pretende melhorar ainda mais a experiência do leitor sobre os mercados segurador e ressegurador do Brasil.

Nesta edição, os especialistas da Austral Re trazem insumos com uma visão global do mercado securitário do Brasil a partir de análises históricas de dados até o ano de 2021. O Austral Report traz os impactos do mercado vivenciados pelo agravo da pandemia em 2021, onde foram verificados aumento de sinistralidade no mercado de seguros e crescimento excessivo de prêmio emitido. O mercado ressegurador, por sua vez, apresentou maior estabilidade se comparado a 2020.

O estudo indica que as seguradoras emitiram R$ 141,9 bilhões em prêmios no ano de 2021, representando um aumento expressivo de 14,8% na comparação com o ano passado. A sinistralidade bruta também apresentou comportamento atípico, atingindo a máxima histórica de 51,3% no ano, maior índice desde 2016. Para o mercado ressegurador local, o total de prêmios emitidos brutos foi de R$ 13,8 bilhões, um volume 27,6% maior frente ao ano anterior. Em relação a sinistralidade do setor, observamos uma estabilidade do índice em relação a 2020, passando de 94% em 2020 para 94,9% em 2021.

“Temos um compromisso histórico com o mercado segurador da América Latina para geração de informação e conhecimento, contribuindo com seu crescimento. Além dos dados relevantes, a análise do Austral Report ganhou dinâmica em sua apresentação, após a realização de estudos por parte de nossa equipe, o que facilitará ainda mais sua capilaridade entre clientes, parceiros e demais profissionais”, explica o CEO da Austral Resseguradora, Bruno Freire.

Entre os destaques, foram apontadas as linhas de negócios com maior crescimento de prêmio de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras no ano. As linhas de Automóvel (R$ 1,2 bilhão e alta de 96%); Aeronáuticos (R$ 706 milhões e alta de 43%); e Rural (R$ 1,2 bilhões e alta de 40%) ganham relevância na comparação. O segmento de Patrimonial segue líder em arrecadação de prêmios cedidos, totalizando R$ 5,5 bilhões e com alta de 29%.

Europ Assistance estima que prevê crescimento bilionário em seguro para pets nos próximos anos

Fonte: Europ Assistance

O distanciamento social exigido na pandemia de Covid-19 abriu novas oportunidades para o mercado pet, que devem se ampliar nos próximos anos. Como tentativa para as pessoas driblarem a solidão do isolamento, houve crescimento na aquisição e adoção de animais em todo o mundo, o que aqueceu o setor de produtos e serviços dirigidos aos bichinhos. No Brasil, não foi diferente: atualmente há, no país, mais de 141 milhões de pets, entre cães, gatos, aves e outros, de acordo com estimativa da companhia de serviços de assistência Europ Assistance Brasil (EABR).

A crise econômica internacional ocasionada pela pandemia e por outros fatores estimula particularmente o mercado de seguros para pets, já que os tutores buscam o serviço pela necessidade de reduzir o risco financeiro e driblar os altos custos dos cuidados veterinários. Segundo relatório da consultoria Grand View Research, o setor foi avaliado em US$ 8,3 bilhões em 2021 e deve alcançar US$ 32,7 bilhões em escala global até 2030, com crescimento de 16,7% ao ano. 

Para o consumidor, há muitas vantagens. Afinal, ao contrário de planos de saúde pet, que se limitam à assistência veterinária, as assistências podem oferecer amplas gamas de serviços, como hospedagem e transporte. 

“As soluções pet já fazem parte do nosso portfólio há alguns anos, mas desde o ano passado temos investido ainda mais na diversificação de nossos produtos, como por exemplo, a assistência psicológica à família em caso de perda de um pet, pois sabemos que os bichinhos são como membros da família, e a orientação remota de saúde, seguindo a nova onda de Telemedicina”, afirma Rogerio Guandalini, Diretor Comercial e de Marketing da Europ Assistance Brasil. “Temos mais de 20 soluções que podem auxiliar os clientes em casos de emergências ou momentos de conveniência, como: consulta veterinária e cirurgia emergencial, internação, exames laboratoriais, hospedagem, funeral, entre outras”.

Segundo Rogerio, a procura por esse tipo de assistência tem crescido no país, seguindo as tendências internacionais. “Sabemos que esse é um mercado que vem crescendo a cada ano, e, com a pandemia, notamos um aumento de aproximadamente 30% na procura por serviços voltados aos pets. Temos investido bastante em novas soluções e capilaridade de atendimento, garantindo modelos de credenciamento de clínicas veterinárias e pets de forma simplificada, a fim de atender a população brasileira sem restrições”.

Para o especialista, este é o momento ideal para investir no setor. “O segmento vem crescendo acima da casa de dois dígitos nos últimos anos, e a procura de serviços também. Tanto o mercado segurador, como o mercado varejista estão incluindo em seu portfólio de produtos os serviços voltados ao mundo pet, para atender a nova formação das famílias brasileiras e suas necessidades”, conclui.

Alper contrata Gustavo Croitor como CDO

A Alper Consultoria em Seguros anuncia a contratação de Gustavo Croitor para Chief Digital Officer (CDO). O executivo terá o desafio de acelerar o ritmo da transformação digital, mantendo a posição de corretora de seguros mais inovadora do mercado.  

“A Alper á uma companhia que está na vanguarda da tecnologia, temos investido massivamente em tecnologia e iniciativas digitais, buscando sempre as soluções mais modernas e disruptivas do mercado para entregar serviços de excelência e qualidade aos nossos clientes e a chegada de Gustavo para o time vai contribuir para a aceleração desses processos”, explica Marco Aurélio Couto, CEO da empresa. 

Croitor tem mais de 20 anos de experiência no mercado digital, onde liderou relevantes transformações digitais em grandes companhias multinacionais como: Whirlpool, Samsung e Telefônica Vivo. O executivo tem formação em Digital Designer e pós-graduado em Design Thinking pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). 

“Estou muito feliz de fazer parte de uma companhia que vem investimento fortemente em tecnologia e inovação. A Alper vem se consolidando como uma das corretoras mais inovadoras do mercado e, minha chegada vai contribuir para a aceleração e consolidação desse processo”, afirma Croitor.

Zurich divulga Relatório de Sustentabilidade e descarbonização de investimentos é destaque

John Liu

Fonte: Zurich

A seguradora Zurich lança hoje o seu segundo Relatório de Sustentabilidade. Um dos destaques do relatório diz respeito à estratégia de rebalanceamento de carteira de investimentos da seguradora, que foi realizado com o objetivo de reduzir a exposição de crédito da companhia. No processo, para permanência ou entrada em seu portfólio de investimentos, a Zurich priorizou as empresas com menores emissões de CO2, resultando, em dois anos, na redução em mais de 70% a pegada de carbono da carteira.

“Nosso objetivo é deixar o portfólio o mais próximo possível do net-zero, e por isso, junto da análise da performance financeira, nós também consideramos critérios ambientais, sociais e de governança (ASG) na análise de investimentos”, pontua o diretor executivo de investimentos, John Liu. “Queremos também aumentar cada vez mais a alocação em Green Bonds, os quais hoje somam R$ 62 milhões, equivalentes a 2% dos nossos ativos sob gestão no Brasil”.

O relatório traz também o resultado de outras iniciativas adotadas pela Zurich no âmbito da sustentabilidade. No ano passado, a seguradora lançou, juntamente com o Instituto da Qualidade Automotiva (IQA), um Selo Verde para oficinas mecânicas parceiras engajadas com a necessidade de diminuir o impacto ambiental de suas atividades. Em 2021, 28 oficinas foram certificadas e 30 estavam em vias de obtê-lo. 

A empresa também conta com uma ação de descarte responsável de celulares e informática com o objetivo de reduzir a emissão de CO2 na operação de sinistros. Para tal, colocou 242 urnas de coleta nas assistências estrategicamente distribuídas em todo o território nacional. Somente em 2021, foi processada 1,2 tonelada de resíduos, coletados dos celulares e computadores reparados em todo o Brasil. 

Outra ação diz respeito ao recolhimento de salvados, que são bens resgatados de sinistros, além de descarte de entulhos. No ano passado, mais de 22 toneladas de móveis, geladeiras, TVs, micro-ondas, impressoras, sofás etc. foram retirados por meio do serviço de descarte ecológico do seguro residencial, face a 20 toneladas em 2020. 

“Temos como promessas gerar valor mútuo junto aos nossos parceiros e ter o cliente no coração de tudo o que fazemos”, pontua Roberto Hernández, Diretor Executivo de Seguros Corporativos e responsável por Sustentabilidade na Seguradora Zurich. “Estas iniciativas, que estão diretamente relacionadas aos nossos produtos, atendem a ambos os propósitos. Elas mostram compreensão com relação à mudança de comportamento do consumidor e às necessidades do planeta, bem como ajudam nossos parceiros a se adaptarem a esta nova realidade”, aponta o executivo.

Desde 2018, o voluntariado corporativo contou com mais de 7 mil horas de dedicação dos colaboradores da seguradora. No mesmo período, foram doados aproximadamente R$ 28 milhões a instituições sociais e a ações locais que atuam na promoção de mais qualidade de vida e bem-estar para crianças, adolescentes e idosos em situação de vulnerabilidade social, em parceria com Z Zurich Foundation.

Metas para os próximos anos e governança corporativa

A Zurich estipulou metas que envolvem diversos stakeholders com os quais se relaciona. Recentemente, a empresa anunciou que pretende zerar as emissões de carbono de suas operações globais até 2030, reduzindo em 20 anos a meta anteriormente estabelecida pelo Grupo.

No Brasil, a partir deste ano, todos os operadores do call center passaram a trabalhar remotamente. Já os demais funcionários possuem a possibilidade de atuar no modelo híbrido, com dois dias presencias e três em trabalho remoto, o que também permite a redução de emissões de CO2 com deslocamentos. A companhia passou a perseguir a redução de 70% de carbono em viagens aéreas (com base pré-pandêmica, em 2019) e, até 2025, toda a sua frota deverá ser de carros elétricos e híbridos.

Ancorada em uma série de compromissos assumidos globalmente – como o Net-Zero Insurante Alliance (NZIA) e o Pacto Global da ONU –, a companhia ainda traz os detalhes de sua governança, balizada em três pilares estratégicos: Mudanças Climáticas, Sustentabilidade no Trabalho e Confiança na Sociedade Digital.

“Temos a aspiração de ser uma das empresas mais responsáveis e de maior impacto no mundo”, afirma Roberto Hernandez

“O primeiro, Mudanças Climáticas, diz respeito ao enfrentamento ativo dos fenômenos do clima como risco e oportunidade. O segundo, Sustentabilidade no Trabalho, está relacionado ao apoio aos funcionários, à organização e à sociedade a percorrer pela mudança da natureza do trabalho, fortalecendo a cultura, a diversidade e a inclusão. O terceiro, Confiança na Sociedade Digital, diz respeito ao objetivo de tornar as pessoas e organizações mais resilientes”, explica Roberto Hernández.

No Brasil, a seguradora conta com seis grupos de trabalho dedicados a pensar as questões ASG em várias frentes, como mercado, operações, colaboradores, responsabilidade social, subscrição e riscos, todos suportados pelo mais alto escalão da companhia.

“Temos a aspiração de ser uma das empresas mais responsáveis e de maior impacto no mundo. Estamos verdadeiramente empenhados em liderar o setor de seguros nessa transformação, promovendo ações concretas que agreguem valor aos nossos stakeholders e sejam efetivas no contexto das mudanças climáticas, que são o principal risco que enfrentaremos a médio e longo prazo a nível global”, finaliza Roberto.

Mapa anuncia a liberação de R$ 990 milhões para o seguro rural

seguro rural

Fonte: MAPA

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou ontem a Resolução nº 93 do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, que aprova a distribuição do orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para o exercício de 2022. No total, serão disponibilizados R$ 990 milhões ao longo dos próximos meses com o objetivo de auxiliar financeiramente o produtor no momento da aquisição do seguro rural. 

O Secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Bastos, destaca a importância do seguro para mitigar os efeitos do clima durante a safra. “Temos observado problemas recorrentes na produção em função de eventos climáticos adversos nas últimas safras, cada vez mais severos, por isso o governo continuará incentivando a contratação do seguro rural”, diz. 

Nos três primeiros meses de 2022, as seguradoras já pagaram aos produtores aproximadamente R$ 5,8 bilhões em indenizações, decorrente principalmente dos sinistros observados nas lavouras de soja e milho verão na região Centro-Sul. “Isso demonstra a importância e a efetividade do seguro”, avalia o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola. Em 2021, o total pago em indenizações pelas seguradoras aos produtores foi de R$ 5,4 bilhões.

Loyola acrescenta que o Mapa deve solicitar em breve a suplementação do orçamento para o Programa, devido ao aumento do custo e do preço dos principais produtos segurados que são contemplados no PSR, como a soja e o milho, o que reflete na elevação do preço final do seguro. “Além disso, em decorrência da alta sinistralidade registrada nos últimos anos, a taxa de prêmio para alguns seguros também foi majorada, o que também encarece o valor da apólice e por consequência demanda mais recurso para subsidiar a contratação das apólices”, aponta. 

A liberação do recurso de R$ 990 milhões vai possibilitar o apoio na contratação de aproximadamente 140 mil apólices de seguro rural em todo o país. A novidade é que a área segurada passa a ser georreferenciada à partir de 2022 no âmbito do PSR, visando melhorar as informações de mapeamento e monitoramento por satélite para cruzamento de informações com outras bases de dados.

Do orçamento total a ser disponibilizado, R$ 500 milhões serão para as culturas de inverno (milho 2ª safra, trigo e demais grãos de inverno), R$ 324 milhões para os grãos de verão, R$ 72 milhões para as frutas, R$ 12 milhões para a modalidade pecuário, R$ 2 milhões para a modalidade de florestas e R$ 80 milhões para as demais culturas.

Em relação ao orçamento destinado para os grãos de verão, parte desse recurso (R$ 60 milhões) será exclusivo para as contratações realizadas nas Regiões Norte e Nordeste. Esse destaque orçamentário, que acontece desde o ano de 2019, tem o propósito de fomentar a oferta de seguros naquelas Regiões, que ainda é incipiente, e estimular a demanda dos produtores, que diferentemente das demais regiões do país, ainda não estão acostumados a contratar o seguro. Em 2021, foi possível impulsionar a contratação de 3.310 apólices, 102% a mais que 2019. A importância segurada nessas Regiões aumentou 167%, passando de R$ 1,05 bilhão em 2019 para R$ 2,8 bilhões no ano passado.

Previdência privada responde pelo sustento de 3% dos aposentados

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Fonte: Agência Brasil

A previdência privada ainda é pouco disseminada na população brasileira – apenas 3% dos aposentados têm a modalidade como parte do sustento. A conclusão está na pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro, feita pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em parceria com o Datafolha. Os recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) são a fonte de renda de 92% dos aposentados brasileiros.

Segundo a Anbima, o percentual de aposentados que recorrem à previdência complementar é o mesmo dos que vivem de salário próprio ou de suas empresas (3%), o que quer dizer que ainda há uma parcela de aposentados que trabalha.

Recursos provenientes da família ou filhos foram citados por 2% dos aposentados. Rendas de pensão, aluguel de imóveis e aplicações financeiras contribuem para 1% dos aposentados, cada modalidade.

Segundo o superintendente de Comunicação, Certificação e Educação de Investidores da Anbima, Marcelo Billi, um dos fatores que levam à baixa adesão à previdência privada, apesar de benefícios tributários e a possibilidade de contribuição das empresas para aposentadoria dos empregados, é que os brasileiros não conseguem separar renda para investir.

Billi acrescentou que a crise gerada pela pandemia de covid-19 tornou ainda mais difícil separar renda para o futuro. “Há, portanto, um fator conjuntural, com perda de renda pelos brasileiros, e um comportamental, que é não pensar no futuro”, acrescentou.

Classe social

Na análise por classe social, a dependência do INSS é semelhante entre a A/B (94%) e a C (93%), enquanto o índice da D/E ficou um pouco menor (89%).

Porém, diz a Anbima, as pessoas das classes A e B são mais adeptas da previdência privada (8%) do que as da C (3%) e da D e E (1%) e ainda contam com a renda de seus salários ou empresas (5%), proporção menor entre os grupos da classe C (3%) e D/E (3%).

Expectativa

De acordo com a Anbima, para 55% dos que não se aposentaram, a renda quando pararem de trabalhar virá do INSS, com pequena variação entre a classe C (58%) e a D/E (56%). Nas classes A e B, o percentual foi 48%.

Ainda entre os não aposentados, 20% apontaram que seu sustento na aposentadoria virá do próprio trabalho, mostrando que muitos não pensam em sair da ativa, acrescentou a entidade. Apenas 10% dos entrevistados indicaram que seu sustento virá de aplicações financeiras, sendo o percentual bem maior nas classes A/B (22%), menor para classe C (8%) e menor ainda para as D/E (2%).

A previdência complementar à pública também aparece como uma opção pouco popular entre os não aposentados: somente 5% dessas pessoas a citou como sustento no período futuro de aposentadoria.

Incentivo

Billi acrescentou que as empresas de previdência privada precisam esclarecer melhor a população sobre os produtos que oferecem. Outro fator que ele considera que precisa mudar é que os investidores devem aprender a buscar produtos financeiros adequados ao seu perfil e não o “investimento da vez”.

Ele também considera que é preciso definir estratégias para ajudar a impulsionar a adesão à previdência complementar. Por exemplo, para ele, seria melhor se a adesão fosse automática e o empregado que não quisesse, teria de informar essa decisão, assim como acontece com o Cadastro Positivo (lista de bons pagadores), atualmente.

Custo de vida

Com relação ao aumento do custo de vida, diz a Anbima, 67% dos aposentados apontaram o aumento de despesas após a aposentadoria. Para as classes C e D/E, essa percepção foi maior, com índices de 69% e 70%, respectivamente, e para a A/B, 59%.

Pelo prisma dos não aposentados, quando questionados se acreditam que suas despesas aumentarão após a aposentadoria, somente 46% responderam de maneira afirmativa.

Quando perguntados sobre suas vidas financeiras, 43% dos aposentados declaram que houve uma piora comparativamente com o período de vida anterior. O índice é maior para as classes C (46%) e A/B (42%). Os percentuais contrastam com a expectativa dos não aposentados: somente 22% deles acreditam que a vida financeira será pior quando pararem de trabalhar.

Raio X do investidor brasileiro

As entrevistas aconteceram presencialmente entre os dias 9 e 30 de novembro de 2021, com 5.878 pessoas das classes A e B, C e D e E, de 16 anos ou mais, nas cinco regiões do país. A margem de erro da pesquisa é de um ponto porcentual para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Foi dada a largada para a campanha Top Club da AXA no Brasil

AXA Seguros

Marrakech, no Marrocos, e Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso. Esses são os destinos da edição da campanha de incentivo Top Club da AXA Brasil, que premia com duas viagens os parceiros comerciais que apresentam os melhores desempenhos em vendas ao longo do ano. Uma internacional para os corretores das categorias Premium e Exclusive, e uma nacional para os da categoria Blue. “Em breve, lançaremos mais um destino nacional para os corretores da categoria Red, que antes concorriam pela categoria Blue, dentro do Clube de Experiência AXA criado em 2019, que traz uma série de benefícios aos seus corretores parceiros”, explica Danielle Fagaraz, superintendente de marketing e planejamento comercial P&C da AXA no Brasil.

Para participar é muito fácil, basta ser corretor AXA, fazer parte do Clube de Experiências AXA e somar pontos. O corretor pode pontuar de duas maneiras: pelo volume de prêmio emitido e por emissão de apólices. Serão premiados 10 corretores Premium, 10 Exclusive e 15 Blue. 

Além dos premiados desta edição, informa a executiva, os contemplados nas campanhas Top Club de 2019 e 2021 também poderão realizar as suas viagens. “Lançamos a campanha em 2019, veio a pandemia e as viagens tiveram que ser postergadas. Este é o ano da viagem de incentivo que o corretor realmente viverá essa experiência”, afirma. 

E o Clube de Experiências AXA vem com novidades para os corretores de seguros. “Em 2021, nós fizemos uma nova versão, os acordos de comissões adicionais ficaram super competitivos, lançamos oficialmente o Clube de Vantagens, com todos esses benefícios empacotados e muito mais. Outra novidade foi a criação de uma nova área, a de Pesquisa e Inteligência de Mercado, com fóruns e pesquisas de interesse”, destaca Danielle Titton Fagaraz.

Clube de Experiências AXA

O Clube de Experiências AXA foi criado para oferecer as melhores experiências de negócio e de relacionamento com os corretores de seguros, e os benefícios são muitos. Entre eles, a plataforma de capacitação, o acesso à antecipação da comissão e os acordos de comissões adicionais, produtos diversificados e atendimento personalizado, além de usufruir do Clube de Vantagens em grandes lojas do varejo e participar da campanha de incentivo, Top Club. 

Os benefícios variam conforme a produção e o relacionamento com a companhia. Já na categoria de entrada, o corretor tem acesso ao Clube de Vantagens e à plataforma de capacitação que vai ajudá-lo a potencializar negócios para alcançar o próximo patamar. Para fazer parte do Clube de Experiência AXA, basta fazer login do Portal do Corretor e para o Clube de Vantagens, acessar a aba no canto esquerdo da tela.