CNseg: Presente e futuro das mudanças climáticas em debate

Fonte: CNseg

As seguradoras brasileiras já têm ações concretas e incorporam análises de dados climáticos nos seus modelos de negócios, seja no desenvolvimento de produtos específicos, estabelecimento de parceiras estratégicas, criação ou readequação de processos para encarar as intempéries climáticas atuais, ressaltou a diretora de Sustentabilidade, Relações de Consumo e Eventos da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Solange Beatriz Palheiro Mendes (foto), durante o seminário “Clima: Monitoramento de Dados e Gestão de Riscos”, realizado nesta quarta-feira (22), no Rio de Janeiro.

Segundo Solange, o setor de seguros no Brasil está cada vez mais engajado, com estratégias estruturadas e capacitado a corresponder aos desafios socioambientais e climáticos, especialmente àqueles que estão relacionados às diretrizes dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI).  

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, ressaltou, durante o evento,  que as mudanças climáticas estão entre os temas mais debatidos pelo setor segurador no âmbito da agenda ASG, assumindo um caráter estratégico na política de subscrição de risco e desenvolvimento de novos produtos.  Informações qualificadas, como os alertas meteorológicos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a regulamentação adequada e modelos de negócios assertivos são alguns dos fatores lembrados por ele para o avanço do mercado segurador na gestão de riscos climáticos. “Hoje as companhias que representam 83% do market shareconsideram questões ASG em suas decisões de negócios mais relevantes no país”, assinalou ele.

Participaram dos debates a subscritora sênior de Agro da Swiss Re Brasil Resseguros, Isabel Ponce de León; o superintendente de Produtos Agro da Tokio Marine e presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, Joaquim Cesar Neto; o vice-presidente e sócio da NEWE Seguros, Rodrigo Motron, e a diretora de Risk Management da Zurich Brasil Seguros, Samya Paiva. 

Paulo Costa, coordenador-geral de Modelagem Numérica do Inmet, trouxe números que demonstram que o aquecimento global é uma realidade entre nós, e depende de políticas públicas e adesão das atividades privadas para reduzir seus impactos. O regime de precipitação de chuvas é cada vez mais irregular, mas segue um viés de baixa nos últimos anos, produzindo severos danos nas regiões rurais e urbanas. “Além de chover menos, olhando os dados das últimas três décadas, quando chove, a chuva é muito forte em áreas adensadas ou fora do padrão no calendário agrícola, provocando danos dos mais variados”, assinalou ele. O Inmet, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, gera informações meteorológicas importantes no processo de tomada de decisão, sobretudo no campo, e seus indicadores são estratégicos para os seguros paramétricos.

Presidente da Comissão de Sustentabilidade e Inovação da CNseg, Fátima Lima lembrou que os extremos climáticos podem fragilizar diversas cadeias produtivas. Em razão disso, as seguradoras devem compor uma carteira de negócios resiliente, usando os conceitos ASG como premissa, ao desenvolver produtos adequados para ampliar a proteção da sociedade.

O evento da CNseg ocorreu às vésperas de a Susep publicar circular que exigirá requisitos de sustentabilidade para as seguradoras. O marco regulatório será implantado após uma sucessão de ações voluntárias adotadas no mercado no campo da sustentabilidade, a partir da adesão da CNseg aos PSI, ocorrida há 10 anos.

De lá para cá, seguradoras incluem parâmetros ASG na política de subscrição de riscos e gestão de investimentos. Hoje, cerca de 60% das seguradoras que integram o Relatório de Sustentabilidade do Setor afirmaram que já incluem questões ASG nos processos de subscrição de riscos e de gestão de investimentos.

Zurich e Martinello fecham parceria para distribuição de seguros

bancassurance zurich

Fonte: Zurich

Os clientes da Martinello, uma das maiores varejistas de Mato Grosso, com 95 lojas distribuídas em todo o estado, agora contam com os seguros de outra gigante em sua área de atuação, a Seguradora Zurich. A rede de lojas, que está comemorando 33 anos, fechou um contrato de exclusividade com a seguradora para a venda do seguro Garantia Estendida aos seus clientes.

Esse tipo de proteção garante a extensão da garantia original de fábrica de eletrodomésticos, eletroportáteis, equipamentos eletrônicos, celulares, móveis, entre outros, adquiridos num dos pontos de venda da Martinello. Além disso, quem adquire esse tipo de seguro pode contar ainda com o reparo dos bens, que permite o acionamento do conserto, garantindo novamente o seu funcionamento, respeitando as demais condições do seguro. Caso não for possível o reparo, é feita a substituição por um novo.

O Diretor Comercial de Parcerias da Seguradora Zurich, Sidemar Spricigo, fala da satisfação em associar-se à varejista. “É gratificante para nós sermos a seguradora responsável por disponibilizar seguros aos clientes da Martinello, uma referência em seu estado e cuja história muito orgulha os mato-grossenses, pois é modelo de sucesso e determinação entre as empresas da região”, celebra.

Osvaldo Martinello, empresário e fundador da empresa que leva seu sobrenome, também comenta sobre o acordo entre as empresas: “Somos uma das maiores e mais sólidas redes de varejistas do estado e da Região Centro-Oeste. Para nós, estabelecer parceria com a Zurich, que é uma das companhias de seguro mais sólidas e respeitadas em sua área de atuação em todo o país, representa mais um sinal da nossa força e do nosso potencial no mercado em que atuamos”.

Sinergia no negócio

A parceria da Eletromóveis Martinello com a Zurich teve a intermediação da Velcom Corretora de Seguros, uma das mais tradicionais do mercado segurador a empresa está focada na distribuição de seguros massificados junto às redes de varejo e seu plano será expandir ofertas de outras soluções de seguros oferecido pela Zurich em seu portfólio de produtos.

“É uma nova jornada para a Martinello, que ainda não comercializava seguro de Garantia Estendida, e temos a certeza de que, com treinamento disponibilizado pela Zurich, o qual está sendo implantado pelas áreas de trade da Velcom e da Zurich, trará muitos benefícios aos clientes da Martinello”, enfatiza Vanderlei Santos, Diretor Executivo da Velcom Corretora de Seguros.

Alexis Ruta, gerente comercial da Velcom Corretora e responsável pela gestão e implantação da conta, destaca que “a grande sinergia entre as empresas tem muito potencial de negócios, crescimento e sucesso nesta operação”.

MDS Partners Meeting 2022: corretores associados de todos os estados do Brasil se reúnem em evento de relacionamento 

Fonte: MDS

Nesta semana, a MDS Brasil, uma das principais corretoras do país no segmento de seguros, resseguros, gestão de benefícios e consultoria de riscos, promoveu mais uma edição do MDS Partners Meeting, evento exclusivo para os membros do programa de relacionamento da companhia, voltado para corretores de seguros. O encontro aconteceu no Almenat Tapestry Collection By Hilton, em Embu das Artes, e reuniu profissionais parceiros de todos os estados do país para compartilhar o desempenho das atividades de co-corretagem do último ano, premiar os destaques de 2020 e 2021 e discutir novas ferramentas, iniciativas, cases de sucesso e estratégias de vendas planejadas para o próximo ciclo.  

Durante o encontro, que teve como objetivo aumentar consideravelmente a capilaridade do programa, além de incrementar o reconhecimento da marca MDS Partners no mercado, foram apresentadas todas as linhas de negócio (P&C, Saúde e Benefícios, Retail e Affinity & Bancassurance), assim como os principais produtos, serviços e soluções da companhia. Também foram realizadas várias atividades no intuito de aumentar o networking e gerar uma rica troca de conhecimento entre os presentes. A realização contou com o patrocínio das empresas Alfa Seguradora, AXA Seguros, BMG Seguros, Fairfax, Mitsui Seguros, Onze, Sompo, Sura Seguros, Swiss Re Corporate Solutions Brasil e Zurich. 

Parceria em ascensão 

Devido às vantagens competitivas comerciais e operacionais, a performance do MDS Partners vem crescendo a cada ano. Em 2019, após restruturação, houve um aumento de 28% no desempenho dos parceiros, seguido por uma alta de 44% em 2020, e um acréscimo de mais 40% em 2021. Para este ano, a empresa espera manter o crescimento em torno de 40%. “Seguimos com bastante otimismo e temos a expectativa de continuar a aumentar a representatividade do canal de relacionamento com os corretores. Para que isso aconteça de maneira sustentável, aumentamos nossa equipe de atendimento e temos investido cada vez mais em ferramentas para proporcionar todo o suporte e auxiliar nossos parceiros na gestão de suas carteiras e clientes”, afirma Patricia Martins, Diretora do Canal de Parcerias da MDS Brasil.   

Com maior concentração nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste, o programa é dividido em cinco níveis: Essential, Select, Super Select e Premium – cada um de acordo com volume de negócios. A iniciativa representa hoje 14% do market share da companhia e é responsável por uma receita de mais de R$ 30 milhões. As áreas que lideram esse crescimento são, respectivamente, Saúde e Benefícios (24%), Corporate Risks (11%) e Retail (11%).  

“Os partners são a essência da MDS e uma parcela importante dos nossos planos de expansão. Ficamos muito felizes com esta nova edição do MDS Partners Meeting, de volta ao mercado, no formato presencial. Foi uma oportunidade única para atualização sobre as tendências deste setor, criação de novos relacionamentos e fortalecimento daqueles já existentes”, afirma Ariel Couto, CEO da MDS Brasil e Americas Regional Manager da Brokerslink. 

CNA solicita mais R$ 710 mi em 2022 para subvenção de apólices da safra de verão

BB Seguros Agro

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério da Economia a liberação de R$ 710 milhões de suplementação orçamentária para a execução do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em 2022. Segundo nota da entidade, o crédito extra é necessário para garantir a cobertura do plantio da próxima safra de verão 2022/23 – soja e milho primeira safra – , que começa em setembro, e permitir que o orçamento do PSR deste ano atenda à mesma demanda de 2021.

O pedido foi feito na terça-feira, 21, por meio de ofício encaminhado ao secretário especial do Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago. No documento, a entidade explica que, dos R$ 990 milhões aprovados na Lei Orçamentária Anual de 2022, mais de 52% foram utilizados, principalmente para culturas de inverno. Os R$ 710 milhões se somariam aos R$ 990 milhões previstos na Lei Orçamentária Anual de 2022, totalizando R$ 1,7 bilhão.

No ano passado, o montante de R$ 1,18 bilhão para subvenção ao seguro rural garantiu atendimento a mais de 120 mil produtores, com 217 mil apólices e cobertura de 14 milhões de hectares, de acordo com a CNA. “Considerando o cenário atual, os recursos liberados para esse ano só serão suficientes para cobrir 8,1 milhões de hectares, ou seja, está muito aquém do total segurado no ano anterior”, explica o presidente da CNA, João Martins, no ofício.

A CNA argumenta que em virtude da intensidade dos eventos climáticos e da alta sinistralidade na safra 2021/22, bem como do aumento expressivo dos custos de produção, os prêmios (preços das apólices) subiram, demandando mais recursos para subvenção para manter os mesmos indicadores do PSR em 2021. A maior adesão dos produtores aos seguros agrícolas, continua a CNA, também reflete o aumento das perdas por adversidades climáticas: R$ 5,8 bilhões foram pagos pelas seguradoras em indenizações de janeiro a março de 2022.

“Isso demonstra que a política de subvenção ao seguro ruralvem funcionando para garantir a permanência de milhares de produtores na atividade”, acrescentou Martins no documento.

IRB Brasil tem prejuízo líquido de R$ 92,7 mi em abril

IRB Brasil re

Fonte: Agência Estado

O IRB Brasil registrou prejuízo de 92,7 milhões de reais em abril, maior do que a perda de 48,9 milhões de reais um ano antes, com aumento no índice de sinistralidade e queda no prêmio emitido, segundo dados divulgados pela resseguradora na noite de terça-feira.

A despesa de sinistro em abril totalizou 478 milhões de reais, quase estável ano a ano, mas o índice de sinistralidade passou a 103,1%, em resultado afetado, segundo a empresa, principalmente pelo segmento de agronegócio. No mesmo período de 2021, estava em 84,3%.

O prêmio emitido somou 552,8 milhões de reais em abril de 2022, uma queda de 29,7% na frente ao mesmo período do ano anterior, com declínio de 7,2% na operação Brasil, para 338,5 milhões de reais, e de 49,1% no exterior, para 214,4 milhões de reais.

Nos primeiros quatro meses do ano, o IRB acumulou prejuízo de 12,2 milhões de reais, ante lucro líquido de 1,9 milhão de reais no mesmo período do ano passado.

Seguros empresariais impulsionam crescimento da Zurich no estado de São Paulo

Fonte: Zurich

Dados da seguradora mostram um crescimento de 19% em prêmio emitido no canal corretor na capital paulista, grande São Paulo e litoral, em comparação ao ano de 2020. As soluções para empresas tiveram crescimento de 31%, com destaque para Seguros Patrimoniais (+148,9%), Engenharia (+71,8%) e Garantia (+36,0%). Já a linha de seguros massificados teve crescimento de 29%, englobando os produtos residencial (+12,6%) e auto (+30,9%). Em 2022, a Zurich tem a perspectiva de continuar crescendo na região, tanto para linha de seguros massificados, vida e soluções para empresas, tendo registrado um aumento de 74,0% em prêmio emitido no canal corretor até abril, em comparação ao mesmo período do ano passado. Linhas como Garantia (+143,5%), Auto Individual (+84,2%), Linhas Financeiras (+72,0%) e Vida (+18,2%) se destacaram.

Comenta o diretor comercial Regional São Paulo Capital da Zurich no Brasil, Alexandre Oliveira: “Essa performance dá-se por foco nos interesses e nas necessidades do cliente, onde conseguimos apoiar e facilitar a consultoria do corretor buscando a sua satisfação ao prover todas as soluções de proteção. E, assim, evoluindo nossa proposta de valor de estarmos cada vez mais próximos na oferta de produtos para uma posição de grande relevância na gestão de riscos”, comemora.

Já no interior de São Paulo, além de diversas linhas de seguro empresariais, também têm crescido a de seguros de vida. A Zurich aponta um crescimento de 14,6% em prêmio emitido no canal corretor na região, em comparação ao ano de 2020. Cidades como Ribeirão Preto (+30%) e Campinas (+25%) se destacaram no interior paulista.Com relação às linhas de negócio, o destaque ficou para as soluções empresariais, que tiveram crescimento de 62,1%, puxado por Garantia (+288,4%), Linhas de Engenharia (+92%) e Seguros Patrimoniais (+53,5%). Os produtos de vida também contribuíram para o avanço na região, com crescimento de 12,1%. Em 2022, a Zurich tem a perspectiva de continuar crescendo na região, tendo registrado um aumento de 65,3% em prêmio emitido no canal corretor até abril, em comparação ao mesmo período do ano passado. Linhas como Auto Individual (+104,8%), Linhas Financeiras (+91,0) e Frota (+68,3%) se destacaram.

“Essa performance dá-se graças à proximidade e ao respeito que temos com nossos parceiros estratégicos. Seguimos reconhecendo-os, evidenciando a relevância do seu papel como gestor de riscos e empoderando-os para assegurar a preservação das renovações e a ampliação da carteira”, comemora o diretor comercial Regional São Paulo Interior da Zurich no Brasil, João Amato (foto).

Aumento de capilaridade

A expansão geográfica do canal corretor é considerada estratégica pela Zurich, já que fomenta o aumento da distribuição dos produtos da seguradora. Nesse sentido, a Zurich começa o ano de 2022 impulsionando, ainda mais, sua atuação por meio de Assessorias, frente que visa à complementação da sua rede de filiais físicas para atender à crescente demanda nos grandes polos. Atualmente, a Zurich soma mais de 70 Assessorias parceiras, das quais 14 suportando a Diretoria Regional São Paulo Capital e 09 suportando a Diretoria Regional São Paulo Interior.

Rodobens anuncia contratação de Geniomar Pereira

Rodobens, que possui um amplo portfólio de serviços financeiros suportados por um ecossistema sinérgico de rede de concessionárias próprias de automóveis e veículos comerciais, acaba de anunciar a chegada do executivo Geniomar Pereira (“Gênio” como é conhecido no mercado), para reforçar a estratégia de negócios relacionada ao aumento da base de parceiros da Rodobens S/A, a princípio com foco em seguros e posteriormente de forma corporativa.  

De acordo com Ronald Macedo, diretor-geral da Corretora de Seguros da Rodobens, Gênio vai levar sua expertise à equipe e atuará na liderança  da prospecção de novos parceiros, auxiliar na gestão dos times, além de analisar a performance e apoiar na amplificação das oportunidades de negócios dos produtos do segmento, bem como na estratégia de comunicação do setor. “É um excelente profissional, que já trabalhou em alguns dos principais grupos financeiros do país e detém grande conhecimento no mercado. Estamos sempre atentos para buscar as melhores alianças e parcerias e ampliar a penetração de nossos produtos no mercado, bem como para apoiar nossos parceiros comerciais em suas atividades”, pontua Macedo. “Estou extremamente motivado com o novo desafio, estar com a responsabilidade de ajudar a aumentar o número de parceiros de um grupo tão relevante quanto a Rodobens, me enche de orgulho”, afirma Gênio. 

Geniomar Pereira é especialista no setor de seguros e possui 38 anos de experiência neste segmento, no qual atuou em funções estratégicas de grandes players financeiros, tais como: Bradesco, Itaú e Citibank, além de colaborar ativamente no desenvolvimento de modelos de sucesso como GC do Brasil e Rede Lojacorr. 

Estrategista-chefe da MAG Investimentos destaca oportunidades para investimentos em renda fixa 

Fonte: MAG

As oportunidades e desafios nas classes de investimento de renda fixa e renda variável foram tema do 11º Seminário Gestão de Investimentos nas EFPC. A estrategista-chefe da MAG Investimentos, Patrícia Pereira explicou que a inflação global acelerou como resultado dos choques de oferta causados pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia e a política de covid zero da China, em um contexto de forte aumento de demanda no pós-pandemia. 

Segundo Patrícia, as surpresas inflacionárias observadas nos últimos meses trouxeram um excelente retorno aos títulos indexados à inflação de curto prazo, medidos pelo índice IMAB-5, enquanto os papéis de longo prazo, medidos pelo índice IMA-B+, não alcançaram resultado positivo. 

Porém, em períodos de redução ou estabilidade da taxa Selic, a dinâmica se inverte, com os títulos de longo prazo indexados ao IPCA superando a rentabilidade dos mais curtos. 

Com a proximidade do final do ciclo de alta de juros, iniciado em março de 2021, e com a perspectiva de estabilidade da taxa Selic até o final do ano, e de queda em 2023, o cenário se mostra promissor para os títulos mais longos. O mercado prevê que a Selic chegue a 13,25% em 2022, e caia para 9,75% em 2023. 

¨Se há algo que aprendemos em períodos passados é que ciclos de estabilidade e queda de juros costumam ser bons para a posição em papéis indexados à inflação de mais longo prazo¨, comentou Patrícia. E a estrategista-chefe da MAG Investimentos acrescentou: ¨Então, fica a recomendação, dado que estamos no final do atual ciclo de alta de juros¨, reforçando que mesmo com a provável finalização, o BC deve manter uma postura vigilante em relação à inflação. 

ENS lança Diretório das Insurtechs

ENS

Fonte: ENS

Para mostrar tudo o que há de mais inovador na indústria de seguros e as possibilidades que os novos players do mercado estão construindo , a Escola de Negócios e Seguros (ENS) realizou, na última terça-feira, 14 de junho, a live “ENS Insurtech Trends”.

Transmitida ao vivo pelo canal da Escola no YouTube, o encontro destacou três iniciativas exclusivas desenvolvidas pela Instituição, voltadas para a inovação em seguros: a Certificação Avançada em Insurtechs, o Programa de Treinamento Internacional – Inovação em Seguros e o Diretório das Insurtechs, que foi oficialmente lançado na live.

O encontro reuniu três expoentes do mercado e especialistas em inovação para o setor. A advogada partner no escritório Mattos Filho, Camila Calais, autoridade em sandbox regulatório, falou sobre “A Rota do Sandbox”, tema que leciona na Certificação Avançada em Insurtehcs.

Já o CEO da Alper Seguros e co-founder da Duxx Investimentos, Marcos Couto, esclareceu dúvidas sobre o processo de funding para constituir uma startup, tema presente no módulo “A Rota do Financiamento”. Por fim, o CCO da Alba Seguradora – Cia. de Seguros Aliança da Bahia, Solon Barreto, egresso da primeira turma da Certificação Avançada em Insurtehcs, compartilhou a experiência vivida ao longo do programa.

As atividades foram mediadas pelo Insurance & Innovation specialist, Samy Hazan, que contou ainda com a abertura da diretora de Ensino Técnico da ENS, Maria Helena Monteiro. “É sempre um prazer trazer um assunto tão relevante como esse que são as insurtechs. As três iniciativas que estamos combinando hoje se relacionam com a questão de inovação do mercado de seguros”, afirmou a executiva.

Instrumento inovador de pesquisa

Um dos momentos de destaque do encontro foi o lançamento do “Diretório das Insurtechs”, do qual Samy Hazan é idealizador. Segundo Hazan, o projeto é resultado de ampla pesquisa realizada pela ENS para elencar e compilar as maiores e mais relevantes insurtechs que operam no País. “Esse Diretório aborda detalhadamente os modelos de negócio dessas startups eas tecnologias que elas usam. É um relatório de referência para investidores e pessoas curiosas entenderem melhor o ecossistema brasileiro de insurtechs”, revelou.

O material está disponível para download gratuito em formato e-book, no site da ENS, e é divido em estudos de caso e compêndio introdutório. “Na parte introdutória, temos uma análise desse mercado e como esses empreendimentos crescem exponencialmente. Já na segunda parte apresentamos um material completo sobre novas tecnologias, como inteligência artificial, machine learnign, blockchain, IOT e respectivas aplicações no mercado de seguros”, destacou o executivo.

Inovação no modelo israelense

Samy também explicou como será a segunda edição do curso sobre Inovação em Seguros, ministrado em parceria com a universidade de Tel Aviv, de Israel. O docente enfatizou que se trata de uma imersão à startup nation, o que configura uma oportunidade muito rica para vivenciar experiências práticas nos hubs de tecnologia e absorver conhecimentos teóricos. “Israel, hoje, é um país protagonista em termos de startups, é um segmento maduro pelo número de startups per capita. Nesse programa, falamos de muitos temas estratégicos, novas tecnologias e novas aplicações”.

Certificação em Insurtechs terá segunda edição

À frente ainda da coordenação acadêmica da Certificação Avançada em Insurtechs, Hazan reforçou a relevância do ineditismo do curso no Brasil para a expansão da inovação em seguros. “O programa tem um viés empreendedor para quem está interessado em estabelecer, criar e entender o mundo das insurtechs. Ele aborda a visão do cliente, os módulos de resolução de problemas e, a partir desses módulos, como vamos criar uma solução, o marketing digital, e as novas tendências de mercado”.

Executivo com mais de 32 anos de experiência, Solon Barreto participou da primeira turma da certificação e dividiu suas impressões com a audiência. “A turma foi formidável, muito heterogênea, tivemos executivos de seguradoras, corretores de seguros, pessoas que buscaram conteúdo técnico mais profundo. O curso serviu a todos. As visões passadas trouxeram uma certeza de que o nosso mercado não está sendo desconstruído, está sendo construído de uma forma melhor”, destacou.

Endossando a opinião de Solon, Marcos Couto disse que “todos são jovens” em relação ao mercado de seguros, o que é algo positivo para a inovação. “Sentir-se cada vez mais jovem é estar antenado às coisas que estão acontecendo. Quem vai participar do curso tem que entender que todo tema digital é um caminho sem volta”.

Antoine Gérard é o novo CFO da AXA no Brasil

Fonte: AXA

Com mais de 17 anos de experiência no mercado de seguros, Antoine Gérard é o novo CFO da AXA no Brasil. O executivo francês trabalha em empresas do Grupo AXA há oito anos e, como CFO da AXA Partners, foi responsável pela região de Américas, Reino Unido e Europa do Sul. Antes, atuou por sete anos no BNP Cardif e foi consultor da Accenture.

Outra movimentação no time de Finanças é o retorno de Anelisa Fortes para a área, Head Atuarial, Resseguros, Cosseguro e Tesouraria. A executiva trabalha na companhia desde 2015 e no mercado segurador desde 2006, quando ingressou na Zurich. No último ano, Anelisa atuou na área de Parcerias, como responsável pela proposta de valor, underwriting e precificação de produtos de Afinidades e Vida.

“Estou muito feliz de fazer parte de um time tão diverso, talentoso e engajado, que tem ambição de estar entre as maiores seguradoras do País. Toda a equipe pode contar com o time de Finanças para impulsionar o crescimento sustentável da nossa companhia, assim como os nossos parceiros e corretores podem contar com nossa dedicação a qualidade de serviço e inovação”, afirma Gerard.