Dyogo Oliveira destaca reservas de R$ 1,7 trilhão do setor de seguros e saúde em evento do CVG-RJ

“70% da população não está protegida com um seguro. A percepção de fora ainda não alcançou a dimensão que o setor tem. Existe uma penetração pequena na sociedade:, disse o presidente da CNseg, a Confederação Nacional de Seguradoras, Dyogo Oliveira, em cerimonia onde foi agraciado com o título de sócio honorário do Clube de Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ), nesta quarta-feira (20/07).

Oliveira destacou números que reforçam a importância da indústria de seguros no dia a dia da população e, consequentemente, na economia do país. “O setor de saúde suplementar teve mais de R$ 200 bilhões em despesas médicas no ano passado. O orçamento do Ministério da Saúde é de cerca de R$ 150 bilhões. 85% das receitas de toda a rede médica no Brasil vêm dos planos de saúde. Temos cerca de R$ 1,7 trilhão em reservas, o que representa 30% das dívidas públicas”, completou. 

De acordo com a Conjuntura CNseg nº 75, o avanço da arrecadação de seguros (incluindo Saúde), Vida e Previdência e Capitalização permanece firme, apesar de um cenário de grandes desafios, tendo em vista a conjuntura do País, o cenário internacional adverso e o comportamento dos indicadores domésticos ou externos.

O presidente do CVG-RJ, Octávio Perissé, disse que este é o momento do mercado brasileiro fortalecer a indústria de seguros. “O setor tem na figura do novo presidente um agente valioso na luta para que a indústria de seguros alcance o protagonismo que merece junto aos diversos segmentos da sociedade”.

O almoço de celebração aconteceu na sede da Associação Comercial do Rio e contou com a presença das principais lideranças do estado fluminense. A diretora-executiva da CNseg Solange Beatriz Mendes e o diretor técnico Alexandre Leal, acompanharam o presidente Dyogo Oliveira na homenagem. O encontro organizado pelo CVG-RJ também contou com a presença do Deputado Federal Hugo Leal (PSD/RJ), do vice-presidente da Escola de Negócios e Seguros, Antônio Carlos Costa, do presidente do Sindseg (RJ/ES), Pablo Guimarães, do presidente do Sincor-RJ, Henrique Brandão, e da diretora comercial da SulAmérica, Solange Zaquem.

Usebens estrutura comitê executivo e anuncia a chegada de Renato Pedroso e Marcelo Moura

Fonte: Usebens

A Usebens, seguradora digital com foco nos produtos de automóvel e prestamista, estruturou um Comitê Executivo com a chegada de Renato Pedroso (foto), que assumirá como membro do comitê e COO e Marcelo Moura, também membro do comitê e novo diretor técnico e de canais digitais. Os executivos recém-chegados participarão da tomada de decisões juntamente com os outros membros do comitê Mauro Meinberg, da área de Riscos e Estratégia, Rafael Barufi (CFO) e os fundadores Marcella Verdi Zago e Carlos Gustavo Zago, que continuarão atuantes na gestão. A companhia possui mais de 9 milhões de clientes em todo o país e prevê um crescimento de 60% nos prêmios emitidos em 2022.

“A reestruturação da Usebens por meio da formação de um Comitê Executivo irá fortalecer a estratégia de empoderar o consumidor por meio de produtos e canais digitais preservando o propósito da companhia de Solidez, Tecnologia e Simplicidade”, comenta Marcella Verdi Zago, cofundadora da Usebens.

Com mais de 15 anos de experiência no mercado de Seguros, dedicados a Previsul Seguradora, Renato Pedroso é formado em Direito pela Unicuritiba e cursou MBA em Gestão Empresarial e Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na Previsul, passou pela Diretoria Jurídica, Vice-Presidência (englobando a função de Diretor Responsável Técnico e de Relações com a SUSEP) e Diretoria de Negócios (englobando Departamentos Comercial, Marketing, Subscrição e Pricing). Renato deixa o cargo de Diretor Presidente que exercia desde 2016. 

Já Marcelo Moura, possui mais de 20 anos de experiência no mercado, é formado em Estatística pela Unicamp, cursou MBA em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e se especializou em Administração de Empresas na Fundação Getúlio Vargas (FGV). O executivo integra o time da Usebens após passagem na HDI Seguros onde atuou como diretor de automóveis massificados e analytics. Foi responsável pela implementação do HDI Digital e participou também da implantação da seguradora Santander Auto. 

FF>>SEGUROS lança seguro para bikes

Fonte: FF Seguros

A partir desta semana, os clientes da Fairfax Brasil (FF>>Seguros) poderão contratar o Seguro de Bike, solução completa de seguro que engloba todos os modelos – desde as bicicletas tradicionais, mountain bike, até as modernas bikes elétricas – ciclista e seus familiares, danos a terceiros, acessórios, roubo ou furto, entre outras coberturas.

O produto Bike passa a integrar o portfólio de Riscos Diversos (RD) e foi desenvolvido pelo time da seguradora para ser ofertado com exclusividade pelos corretores de seguros e parceiros cadastrados por meio da FF ORBI, plataforma digital multiprodutos de seguros com foco no Varejo.

A cobertura do seguro conta com garantias e serviços para cada tipo de bike e adequada ao perfil de cada cliente, podendo chegar até R$ 120.000,00. Dentre as principais coberturas do Bike Seguros vale destacar roubo e/ou furto qualificado em todo o país e pago 100% do valor aprovado; danos à bike, durante o uso e/ou transporte; danos a terceiros, incluindo prejuízos materiais e/ou corporais podendo atingir de 50% a até 500% do valor aprovado; acessórios, abrangendo GPS, ciclocomputador ou velocímetro; e danos elétricos. Também prevê a cobertura internacional da bike, tendo ainda como opção competições esportivas ou modificações (upgrade) no equipamento.

A contratação do Seguro de Bike é 100% digital. Para fazer a cotação basta acessar a plataforma ORBI, preencher os dados de risco e gerar o PDF da proposta. A operação é rápida e descomplicada, pois a plataforma digital da Fairfax oferece uma solução integrada e proporciona a melhor experiência para toda a cadeia de relacionamento do setor de seguros. Trata-se de uma poderosa ferramenta que visa simplificar o processo de cadastramento das corretoras e aprovação das apólices. A facilidade, agilidade e a segurança da plataforma permitem ao corretor apresentar cotações e emitir apólices em poucos cliques e sem burocracia.

head de Canais Digitais da FF >>Seguros, Eduardo Pitombeira, afirma que o mercado de bicicletas no Brasil tem crescido nos últimos anos, ocupando hoje a 4ª posição no mundo. De acordo com dados da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), a frota nacional é estimada em mais de 70 milhões e são comercializadas cerca de 6 milhões de unidades/ano.

Segundo estudo apresentado pela entidade, a indústria de bicicletas está revisando o seu mix de produção para se adequar à demanda do mercado.  A procura por modelos de maior valor agregado tem aumentado, como a bike elétrica, que foi a categoria que registrou no período de janeiro a maio de 2022 a maior alta – 33% (4.319 unidades) na comparação com igual período do ano passado.  

“A bicicleta está cada vez mais presente nas cidades e surgem novos perfis de ciclistas”, assinala Eduardo Pitombeira. O seguro de bikes apresenta grande potencial de crescimento porque elas deixaram de ser apenas um equipamento de lazer e passaram a ser um importante veículo para se locomover, seja para ir ao trabalho ou para fugir dos congestionamentos”, completa o executivo da Fairfax.

Rio de Janeiro recebe nova edição do Encontro de Corretores de Seguros 

Promovido pelo SINCOR-RJ, a nova edição do Enconseg já tem data marcada para acontecer na capital carioca. No próximo dia 23 de setembro, o evento vai reunir instituições representantes do setor, grandes seguradoras e mais de 1.000 corretores de seguros de varejo do estado, no EXPO MAG. 

Com o tema “Confiança no Futuro” e foco no debate sobre “Canal de Distribuição: a transformação no relacionamento com cliente e o comportamento do consumidor”, o objetivo é agregar conhecimento aos participantes e poder auxiliar o corretor na geração de novos negócios. A programação conta com painelistas e autoridades do Sincor-RJ, ANS, CNseg, Susep e Fenacor, de representantes das seguradoras SulAmérica, Bradesco Seguros, MAG Seguros e Porto , além de nomes reconhecidos no mercado como o economista, palestrante e apresentador Ricardo Amorim; o professor e escritor Leandro Karnal; a consultora, escritora e pensadora digital Martha Gabriel; e, também, Arthur Igreja, empresário, investidor anjo e professor. 

A 8ª edição do Enconseg retoma suas atividades presenciais neste ano, e para manter a tradição, serão ainda realizados sorteios de prêmios como smartphones iPhone e Samsung Galaxy, além de iPad, o. As inscrições para o evento estão abertas até 31 de agosto pelo site do Enconseg. 

Serviço: 
Local: EXPO MAG 
Endereço: Rua Beatriz Larragoiti Lucas S/N – Cidade Nova, Centro Rio de Janeiro (RJ) 
Data: 23/09/2022 
Horário: das 8h15 às 17h45 

 

ARTIGO: Qual será o comportamento futuro do mercado de seguros com a persistência da inflação?

por Diogo Arndt Silva, sócio fundador e CEO da Rede Lojacorr

O mercado de seguros nas últimas duas décadas mostrou que foi capaz de crescer em diferentes cenários econômicos: com juros altíssimos e com os juros mais baixos que já vivenciamos, com uma condição muito próxima do pleno emprego e com altas taxa de desemprego, e também com o otimismo do PIB crescendo e com o pessimismo da economia em recessão. Sim, o mercado de seguros se mostrou muito resiliente em todas essas divergentes realidades.

  Porém, quando recorremos a dados históricos da década de 70 até o início de 1994, onde longos períodos de inflação e até hiperinflação assolaram nossa economia, o mercado de seguros teve dificuldade em manter crescimento real, isto é, acima da inflação. Isso porque a inflação corrói o poder de compra da população e a referência de valor do dinheiro se deteriora ao longo do tempo. Nas décadas que antecederam o Plano Real, o mercado de seguros ficou estagnado e representava cerca de 1% do PIB. Após a implantação do Plano Real, com o controle da inflação, o mercado de seguros cresceu 3,7 vezes ou um crescimento real de 5,3% ao ano no período de 1996 a 2021, conforme o levantamento feito pelo economista Marcio Coriolano, ex-presidente da CNseg. 

As questões que ficam agora são: O cenário inflacionário atual será persistente? Qual será o comportamento futuro do mercado de seguros com a persistência da inflação?

A projeção de crescimento da inflação para a economia global tem aumentado em função  de alguns fatores como a guerra na Ucrânia, e com isso um novo choque na oferta em função da quebra de cadeias de suprimento; mas também e, principalmente, como consequência do brutal aumento da oferta monetária promovida pelos bancos centrais como forma de socorrer suas economias durante a pandemia.     

O aumento e a persistência da inflação têm levado ao aperto da política monetária em diversos países e intensamente no Brasil, isto é, através do aumento da taxa de juros como forma de segurar a atividade econômica na tentativa de controlar a inflação. Porém também sabemos que a política monetária tem limitações e sem um ajuste fiscal forte e responsável a deterioração do ambiente econômico poderá persistir. 

O mercado de seguros, ou poderíamos chamar de o novo mercado de seguros, evoluiu muito nos últimos com a diversificação de produtos e canais de distribuição. O foco foi investir em tecnologia para melhorar a experiência dos corretores e consumidores. O desenvolvimento de uma ampla rede de corretores de seguros profissionais também contribuiu muito para a ampliação da cultura de seguros em nossa sociedade e conquistar a confiança de ainda mais consumidores. Atualmente, diferente da época em que convivemos num cenário inflacionário, os seguros passaram a fazer parte do orçamento de muitas famílias e empresas como um investimento na preservação do patrimônio da renda. 

Tudo indica que teremos momentos turbulentos na economia nos próximos anos, mas certamente as seguradoras e corretoras que se organizaram bem nos últimos anos com infraestrutura, tecnologia, governança e gestão estarão preparadas para superar as adversidades e sairão ainda mais fortes quando a tempestade passar.                

MetLife aposta em coworking para corretores de olho nas oportunidades de expansão no Sul do Brasil 

Fonte: MetLfe

A MetLife acaba de mudar um de seus endereços para um espaço muito mais moderno e dinâmico.  Agora, o escritório da MetLife e seus funcionários que atendem a cidade de Caxias do Sul e região ficam no icônico espaço Colavoro Sanvitto Coworking. O objetivo é proporcionar mais conforto e uma experiência diferenciada com toda a comodidade e estrutura que um coworking oferece, como salas de reuniões, mini auditório, espaços de conveniência que estarão à disposição dos corretores e clientes. 

A empresa também está de olho nas expectativas de crescimento na região. Atualmente 30% do faturamento de planos odontológicos e seguros de vida da MetLife vem da região Sul e, até o final deste ano, a intenção é aumentar essa participação. Entre as estratégias que serão adotadas para impulsionar o crescimento está o incentivo à formação de corretores e disponibilização de espaços, como este, para a concretização de negócios. 

Com aproximadamente 550 mil habitantes, Caxias do Sul e as cidades do seu entorno são extremamente importantes para estratégia da MetLife, conta Bruno Ciolli, Diretor da Região Sul da MetLife Brasil. “Com essa mudança a MetLife reafirma a importância e sua presença na região, por isso buscamos esse novo espaço, confortável e com personalidade, para proporcionar aos nossos parceiros corretores e clientes um local propício para prestarmos um atendimento cada vez melhor”, destaca. Localizado na região central da cidade, com fácil acesso, restaurante e estacionamento no local, e em um prédio tombado, o Coworking Colavouro recebe uma média de 200 pessoas diariamente e é considerado um dos principais espaços da cidade. 

Proteger a sua residência por R$ 1 por dia? Sim, é possível, afirma a seguradora Liberty

Liberty seguros podcast

Com mais tempo em casa, as pessoas passaram a valorizar mais o seguro residencial. Afinal, quem não quer ter a mão facilidades como chamar um eletricista, um encanador ou até mesmo um especialista para adaptar o local para que um idoso tenha mais acessibilidade? Sim, este são alguns dos serviços ofertados pelo mercado de seguros, que registrou crescimento de 10% nas vendas deste seguro no primeiro trimestre deste ano, ultrapassando R$ 1 bilhão.

A Liberty Seguros Brasil avançou mais: 16%, para R$ 30,8 milhões, o que a coloca entre as 10 maiores do Brasil neste segmento. O superintendente de riscos patrimoniais, Rodrigo Catanzaro, afirma que o crescimento acima da média dos dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) é justificado pela importância do produto para a seguradora. “Seguro residencial é um segmento estratégico para a Liberty Seguros, tanto no Brasil como internacionalmente. É um produto de primeira linha dentro da companhia e que recebe foco estratégico e investimentos para entregarmos facilidades para os corretores e clientes”, afirma ele na entrevista concedida para o podcast Sonho Seguro News.

Fonte: Susep

O seguro residencial ficou mais flexível e completo com as pessoas passando mais tempo em casa por conta da pandemia e agora do homeoffice, uma tendência que já se consolidou no modelo de trabalho. “Adequamos as coberturas e serviços para atender esta nova realidade, bem como a forma de comunicação, que passou a ser 100% digital. Da cotação do produto até o pós-venda, com solicitação de serviços, o processo todo pode ser feito pelo smartphone. É possível alterar coberturas e benefícios, bem como interagir com a seguradora”, informa Catanzaro. 

Segundo o executivo, a companhia olha de perto os interesses dos consumidores e o que pode oferecer para cada perfil de cliente, aderente às necessidades de cada um. “A partir disso, implementamos soluções personalizadas para melhorar a experiência dos usuários e atender às demandas que se transformam constantemente. Isso traz ganhos para o cliente, que já recebe uma proposta aderente ao que precisa, e ao corretor, ao otimizar a conversão da oferta em venda, com maior satisfação de seu cliente”.

Diante do sucesso da plataforma digital “Meu Momento de Vida”, a Liberty lançou neste ano “O Meu Momento Residência”, para a contratação digital de seguros de residência. “Por meio de uma tecnologia simples e eficiente, a nova ferramenta oferece contratação ágil para os clientes, além de ampliar ainda mais as oportunidades de negócios para os corretores em um mercado que está em ascensão”, afirma. Os profissionais, bem como os clientes, podem acessar todos os dados do seguro neste portal, bem como acompanhar o andamento de solicitações de serviços e pedidos de indenizações. 

Dentro da plataforma, a Liberty oferece três opções/pacotes para agradar a todos os gostos e bolsos: Conforto Essencial, Conforto Standard e Conforto Extra. Em poucos cliques, os consumidores podem escolher o plano que melhor se encaixa nas suas necessidades e contratar o seguro. Em todos os planos, os segurados têm a opção de assistência 24 horas. Independentemente do plano, os consumidores contam com serviços como assistência hidráulica, elétrica, chaveiro, entre outros. 

Ouça o podcast com Rodrigo Catanzaro, disponível no Spotify, Apple Podcast e Deezer, e saiba mais. Se gostar, compartilhe com os amigos.

Parcerias, inovação e tecnologia impulsionam o setor de seguros, afirma diretor da seguradora MetLife

podcast sonho seguro

A MetLife, uma das maiores empresas de serviços financeiros do mundo e do Brasil, comemora crescimento de 70% em volume de parcerias e comemora novos negócios. Saiba mais nesta entrevista com o diretor comercial, Marcelo Tomei, como aproveitar a tecnologia para expandir as vendas de seguros de vida. Proteger as pessoas e as famílias e apoiá-las ao longo de toda a vida é um assunto muito relevante e que ganhou destaque depois de tudo o que passamos como sociedade com a pandemia.

Ouça o podcast com Marcelo Tomei disponível no Spotify, Apple Podcast e Deezer, e saiba mais. Se gostar, compartilhe com os amigos.

Leia mais MetLife comemora crescimento de 75% nas vendas no canal de parcerias no primeiro semestre de 2022

ARTIGO: Reflexos da pandemia seguem impactando o segmento de seguro viagem

Por Gabriel Rego, Head Travel Brasil da Europ Assistance Brasil

Desde o início da pandemia da Covid-19, cerca de dois anos atrás, o setor de turismo foi um dos mais afetados. O receio das pessoas em se contaminarem ao embarcar em navios e aviões, ou se hospedar em hotéis com outros turistas, paralisou completamente o setor. Como se não bastasse, muitos países também fecharam suas fronteiras, impedindo a circulação de pessoas, inclusive em destinos mais remotos.

Se as pessoas não viajam, elas não precisam (e não compram) um seguro viagem. A expectativa era de que, com a vacinação sendo aplicada em massa, a pandemia seria controlada mais rapidamente e a vida voltaria ao normal, assim como as viagens também.

Porém, a realidade hoje não é bem essa. Mesmo com boa parte da população sendo vacinada (ao menos no Brasil), o segmento de seguro viagem segue sendo afetado. Segundo um levantamento da Europ Assistance Brasil (EABR), uma das maiores empresas de serviços de assistências para viagens e turismo do mundo, o volume de utilização do serviço aumentou quase 50% em comparação ao período pré-pandemia.

Acredito que existem três principais motivos para o crescimento dessa demanda. O primeiro deles, certamente, a Pandemia gerou uma grande preocupação em boa parte das pessoas, seja pela própria saúde, seja pelo risco de contaminar os demais a sua volta. Ao menor sinal de febre ou tosse, os clientes já buscam o atendimento de um médico ou especialista. 

Esse crescimento na utilização do seguro viagem é algo muito atípico e não acontecia antes da pandemia porque simplesmente as pessoas evitavam a todo custo ir ao médico enquanto estavam viajando. Ninguém queria perder um minuto se quer das suas férias, fosse viajando pelo Brasil ou no exterior.

Outro motivo para o aumento da sinistralidade foi a necessidade de incluir o teste de Covid no atendimento. Ou seja, toda vez que havia dúvida sobre a saúde do passageiro, as empresas do setor deveriam fazer o teste anti-covid. Apesar de não discutir a importância dessa medida para a segurança e controle da pandemia, o fato é que as despesas aumentaram em um terço, em média.

Por fim, as empresas de seguro viagem tiveram ainda que arcar com os custos dos cancelamentos das viagens (o que inclusive estava previsto em contrato) e a necessidade de apoiar os passageiros que se viram obrigados a realizar quarentenas enquanto aguardavam os resultados dos testes de Covid. 

Quando analisamos os números, essa transformação na forma de utilizar o seguro viagem após a pandemia fica ainda mais clara, os custos dos atendimentos médicos aumentaram bastante, impactando o custo médio dos sinistros que saltaram de 400 dólares para mais de 700 dólares.

Mas existe também um lado positivo para o setor porque a pandemia contribuiu para uma maior conscientização sobre os cuidados com a saúde. Desta forma, os produtos ligados a assistência para viajantes seguirão se consolidando como parte fundamental na planificação de viagens e estarão cada vez mais presentes em toda cadeia de distribuição do turismo. Certamente a demanda e utilização seguirão em crescimento!

Mercado de seguros deverá respeitar novos requisitos de sustentabilidade

Fonte: FF Seguros

O mercado de seguros precisará investir mais em sustentabilidade para respeitar novos requisitos de regulamentação do setor que foram criados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). A novidade consta na Circular 666/22, publicada no dia 29 de junho.

O principal objetivo da norma é avaliar o comprometimento das empresas com as causas ambientais e fomentar a mitigação dos riscos climáticos. A Susep quer estimular ações que nomeia como “ASG” (Ambiental, Social, Governança), sigla equivalente ao termo inglês “ESG” (Environmental, Social and Governance). Entre as medidas, a Susep exigirá que cada empresa crie uma política de sustentabilidade, que deverá ser reavaliada a cada três anos, e publique relatórios anuais de sustentabilidade.

A Circular, que entrará em vigor no dia 1° de agosto, vai impactar na atuação de seguradoras, entidades abertas de previdência complementar, sociedades de capitalização e resseguradores locais. No entanto, a mudança foi recebida com tranquilidade na FF Seguros pois a seguradora já está investindo em sustentabilidade, com iniciativas alinhadas às estratégias de transformação digital da companhia.

A unidade de agronegócios da seguradora se destaca como um case de sucesso na gestão de riscos climáticos, adotando ferramentas que possibilitam monitorar a previsão climática, o andamento das safras e performance das áreas seguradas. “A sustentabilidade está na nossa frente de ação nos últimos anos. Vamos integrar tecnologias e acelerar a transformação digital para nortear as nossas estratégias e potencializar o propósito ambiental”, diz o gerente comercial de agronegócio da FF Seguros, Diego Caputo.

De acordo com o superintendente de agronegócio, Guilherme Frezzarin, a FF Seguros tem uma equipe dedicada ao tratamento e análise de dados. “Trazemos insumos das propriedades, histórico de cultivo, cadastro territorial dos segurados, qual é o comportamento do produtor na propriedade, entre outras informações. Com tudo isso, conseguimos avaliar a adequação ambiental, social e de governança”, explica.

Um exemplo das tecnologias utilizadas atualmente pela FF Seguros é a ferramenta Brain, fornecida pelo Serasa, que foi customizada em parceria com a seguradora para aperfeiçoar os processos de subscrição. A tecnologia entrou em operação na safra de inverno do milho safrinha 2021/22 e permitiu otimizar o mapeamento das áreas seguradas.

“A ferramenta veio para nos ajudar na captura das informações de geolocalização de propriedades e melhorar a gestão delas. O Brain mapeia as áreas com maior precisão e agilidade, evita erros e sobreposições de áreas, facilita a produção de croquis e minora fraudes. Conseguimos ter uma resposta para análise de riscos e tomar decisões de subscrição de maneira mais rápida”, conta Frezzarin.

Além da precisão na captura dos dados, Frezzarin destaca a celeridade no processo. “Antes, a análise de subscrição podia demorar até uma hora para mapear as áreas. Hoje em dia, a captura de geolocalização ocorre automaticamente e temos uma prévia da proposta com os dados técnicos em minutos, o que permite também fazer análises de subscrição em lote de áreas”, revela o superintendente. A ferramenta, utilizada atualmente para o seguro agrícola, será expandida para uso em toda a unidade de agronegócio em 2023, beneficiando o seguro pecuário e outras modalidades.

Segundo Frezzarin, a partir de agora a FF Seguros vai investir ainda mais em inteligência de negócios em seguros, para automatizar cálculos de risco e melhorar os controles internos. “A transformação digital colabora para melhorar a política de compliance e nos prepara para absorver riscos de catástrofes. O agro é a unidade que está mais suscetível às intempéries, então precisamos monitorar o clima e a produção dos nossos segurados para prever problemas”, afirma ele.

Os dados coletados durante a subscrição são tratados para integrar a plataforma de monitoramento de safras da FF Seguros, desenvolvida em parceria com a empresa de tecnologia Farmers Edge. A plataforma consegue conectar imagens de satélites e dados climáticos de cada região segurada, otimizando ainda mais o atendimento ao produtor e possíveis processos de sinistro.

“Temos estações meteorológicas e fazemos um dossiê de cada propriedade segurada e região. Isso ajuda muito a eliminar riscos não cobertos e ter um melhor controle da capacidade de distribuição espacial do seguro. Pretendemos criar também um dashboard de gestão para integrar os corretores e permitir que eles possam acompanhar o fluxo de monitoramento do seguro. A proposta é trazer mais transparência para a cadeia e melhorar a qualidade das operações”, diz o superintendente.