Depois de um período sem muito alarde externo sobre o seguro garantia, o segmento começa a movimentar profissionais de seguradoras e de corretores. Com nova regulamentação e tecnologia de ponta, produtos são ofertados às empresas como um instrumento de mitigação de riscos, com valor agregado à diretoria financeira das corporações. A apólice de garantia judicial libera recursos depositados em ações em andamento no sistema Judiciário. Já a garantia de contratos mitiga o risco de financiamentos e tem como função assegurar que um contrato seja finalizado, mesmo se houver inadimplência do tomador.
“Tanto a garantia judicial como a garantia de contratos são peças fundamentais para melhorar o fluxo de caixa das empresas . Nós estamos otimistas com o crescimento destes dois nichos. Criamos uma plataforma digital para agilizar desde a cotação até a entrega do contrato para o cliente no judicial. No contratual, contratamos especialistas para construirmos juntos com o tomador e o segurado um contrato claro e aderente às necessidades dos interessados dentro das novas regras que passam a valor em 2023”, explica Ilan Kajan Golia, vice-presidente de Riscos Corporativos e Sinistros Alper Consultoria em Seguros.
O garantia judicial respondeu por mais de 90% dos R$ 3 bilhões em vendas de seguro garantia em 2021. E segue sendo a grande aposta, com um plus a mais. Com o retorno dos julgamentos dos processos judiciais, principalmente, no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), o mercado segurador espera que as grandes demandas que ficaram reprimidas durante estes últimos dois anos de pandemia voltem às mesas de negociação.
Segundo o executivo, o setor avalia que estão em jogo mais de R$ 780 bilhões em processos tributários no CARF. É um valor considerável para ser substituído pelo seguro judicial como alternativa ao pagamento de cauções, depósitos judiciais em dinheiro, penhora de bens e fianças bancárias. “Nos diferenciamos da concorrência com nossa plataforma, com emissão da apólice automática e que permite que as empresas façam a gestão de todas as apólices em um único diretório”, explica.
Já a garantia contratual promete decolar a partir de 2023, mas exige esforços desde já, diante de mudanças regulatórias previstas para entrarem no ar no início do próximo ano, juntamente com o retorno dos investimentos públicos e privados em projetos de infraestrutura. Em abril, o Observatório de Política Fiscal, do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro), divulgou um período de 74 anos, de 1947 a 2021, sobre o investimento público. Em 2021, não passou de 2,05% do PIB, o segundo menor volume desde 1947. Maior do que o ano de 2017, que ficou em 1,94% do PIB. Um dado que preocupa, uma vez que estimativas de especialistas afirmam que para um país crescer 3% ao ano, o investimento público e privado deve crescer acima de 4,5%.
“Acreditamos que a partir de 2023 muitos projetos de investimentos que envolvem construção vão sair do papel. Por isso, estamos debruçados em trazer aos nossos clientes as melhores ofertas das seguradoras neste período de inovação e novas regras, garantidos por bons contratos de resseguro. Temos mais liberdade de produtos e isso significa também entender bem todos os detalhes, clausulados, coberturas, responsabilidades para não termos questionamentos quando um sinistro ocorre. Pelo contrário. Queremos ter tudo claro para termos agilidade para resolver e concluir o projeto de forma ágil e assertiva. E uma boa matriz de risco será a chave para nos diferenciarmos da concorrência”, argumenta Kajan.
Segundo ele, a resolução 662 da Susep vem no sentido de dar mais autonomia para as seguradoras e isso agrega valor ao corretor, pois há mais liberdade na construção de um seguro aderente a cada tipo de negócio. “Com um normativo mais objetivo e simplificado, é possível buscar um perfil de cliente que era pouco atendido pela garantia. A resolução simplificou muito para permitir a massificação do seguro garantia, o que estimula uma concorrência saudável.”
Apesar de pouco representativo no faturamento do setor, a garantia contratual não está totalmente parada. A disputa por poucos contratos é grande, garante o executivo. Principalmente com as contratações de seguros de outorga, de performance e BID para atender a demanda do governo nos leilões de concessões. “Temos as rodovias do Paraná, um conjunto de seis lotes de estradas federais e estaduais que somam 3.368 km e com mais de R$ 43 bilhões em investimentos, além da privatização do Porto de Santos. Já com data marcada, o leilão de Congonhas e mais 14 aeroportos da 7° rodada, acontecerá em agosto. Tendo previsão de R$ 7,3 bilhões em investimentos privados nos terminais, após aprovação do Tribunal de Contas da União e a ANAC”, diz o executivo com garra para conquistar boa parte destes negócios. “Nos preparamos para isso”.
Com matriz em São Paulo e 11 escritórios espalhados pelo Brasil, hoje a Alper conta com mais de 15 mil clientes, 1,3 milhão de vidas administradas, mais de 100 mil veículos protegidos e mais de R$ 1,7 bilhão em prêmios administrados. No primeiro trimestre de 2022, a Alper obteve o maior nível de receita trimestral dos últimos seis anos. Segundo balanço divulgado pela consultoria, a receita líquida obteve um crescimento de 61,2% em comparação ao mesmo período do ano passado, encerrando o trimestre com R$ 10,6 milhões.
A Gallagher Brasil tem o prazer de receber a equipe e o portfólio da corretora “boutique” DN2A. Essa união integra uma equipe local com profundo conhecimento do mercado doméstico de seguros empresariais com a Gallagher, uma marca global em rápida expansão conhecida por sua experiência em seguros gerais e seguros de benefícios corporativos.
Liderada pelo sócio fundador Roberto Dana, a DN2A Seguros foi concebida e estruturada como uma “boutique” de serviços corporativos, onde os clientes podem obter soluções integradas e especiais de seguros e resseguros para suas necessidades. A DN2A opera no Brasil há mais de uma década. Seu portfólio e equipe irão acelerar o crescimento da corretora da Gallagher no Brasil.
A Gallagher começou a oferecer serviços de corretagem de resseguros no Brasil há alguns anos e estabeleceu uma presença no segmento de varejo no país em agosto de 2021. Os serviços e produtos oferecidos por ambas as empresas incluem seguros patrimonial, responsabilidade civil, transporte, garantia, D&O, cyber, benefícios, uma das especialidades da equipe DN2A. A nova equipe também reforça as capacidades da Gallagher Brasil em agronegócios, energia, mineração, O&G, construção e infraestrutura.
“O Brasil é estratégico para o setor por dois motivos: o mercado segurador não está totalmente consolidado, e tem uma economia enorme, com muitos projetos de infraestrutura e um universo de produtos e serviços a serem explorados. O capital humano é nosso principal diferencial, além da competitividade, e a busca pelos melhores parceiros para crescer junto conosco”, explica Rodrigo Protasio, CEO da Gallagher Brasil.
De acordo com Protasio, a Gallagher queria trazer uma equipe local experiente e familiarizada com as necessidades dos clientes e prospects em áreas essenciais para a economia do país.
“A equipe da DN2A expande nossa capacidade de alcançar todas as áreas de operações corporativas em nossas linhas estratégicas de negócios. Eles traduzem perfeitamente nossa filosofia de buscar soluções customizadas para os clientes, já possuem o Gallagher Way na sua essência”, completa Protasio.
Roberto Dana diz que há muita sinergia entre as empresas. “Buscamos sempre uma entrega de qualidade excepcional, que nos diferencia no mercado. Isso nos aproximou da Gallagher, permitindo também que nossos clientes aproveitem as vantagens de um grande player internacional, garantindo processos mais rápidos e econômicos, focado nas necessidades dos nossos clientes.”
A Village Capital, com o apoio da MetLife Foundation, inicia a abertura do processo de inscrição do programa de aceleração ADAPT: Inovação Social para um Futuro mais Resiliente na América Latina. O objetivo é apoiar empreendedores de startups no Brasil, Chile, Colômbia e México a continuarem desenvolvendo projetos que contribuam para o cenário de mudanças climáticas, promoção da saúde e mobilidade econômica e que impactam positivamente o destino da região. Os interessados têm até o dia 5 de agosto para se inscrever e os detalhes completos e critérios de elegibilidade podem ser encontrados aqui.
O programa de aceleração apoiará de oito a dez startups na América Latina que estão criando e ampliando o acesso a soluções em:
Preparação para desastres: Projetos relacionados ao setor de seguros (insuretech) e à recuperação dos desastres naturais.
Saúde e bem-estar: Projetos de saúde mental, condicionamento físico e acesso à saúde.
Saúde financeira: Projetos relacionados com fundos de emergência, gestão das necessidades financeiras do dia-a-dia e preparação financeira.
Oportunidades econômicas, de trabalho e de aprendizagem: Projetos que podem incluir novas rotas para empregos locais, com foco em tecnologia como meio de impulsionar o desenvolvimento de empregos futuros.
“Acreditamos que a inovação pode dar lugar a uma nova geração de soluções que fortalecerão as comunidades e reduzirão as desigualdades, contribuindo para um futuro mais seguro para todos”, comenta Eric Clurfain, presidente regional da MetLife Latin America. Para o presidente da MetLife Brasil, Breno Gomes, o programa é uma oportunidade para que empreendedores brasileiros consigam mostrar a força das startups locais e seus diferenciais em inúmeros projetos “Acredito na importância de programas de aceleração como este, principalmente após estes dois últimos anos, que impactaram o negócio de inúmeros empreendedores. Promover um programa como este, que não só oferece recursos mas ajuda no direcionamento dos negócios e abraça novos projetos locais, nos deixa muito orgulhosos”, comentou o executivo.
Devido ao seu tamanho e biodiversidade, a América Latina é uma região propensa a enfrentar desastres naturais e outros desafios gerados pelas mudanças climáticas. Além disso, vários países ali localizados enfrentam adversidades, como condições de desigualdade em saúde, alimentação, problemas energéticos e de mobilidade econômica. O acesso limitado dos habitantes às soluções de proteção financeira necessárias, como linhas de crédito, alternativas de investimentos ou produtos de seguros, também acabam impactando neste cenário.
De outubro a dezembro de 2022, as startups selecionadas participarão de quatro workshops on-line e receberão orientação de potenciais parceiros estratégicos, investidores, clientes e outros fundadores da América Latina e dos Estados Unidos, além de realizarem sessões individuais com um analista de investimento para feedback e apoio.
As duas empresas mais bem classificadas por seus pares receberão uma doação da MetLife Foundation de $20,000 USD (vinte mil dólares) para serem investidos em suas operações locais. Todas as startups que se inscreverem no programa serão convidadas a participar da Abaca, a plataforma online gratuita da Village Capital que ajuda os empresários a projetar marcos importantes em sua jornada para o avanço no seu setor de atuação. A rede fornece ferramentas de diagnóstico e conecta os empresários com investidores e recursos relevantes.
A MAG Seguros acaba de lançar em parceria com a Wikimedia – o 7º website mais acessado do mundo, com 5,3 bilhões de acessos por mês – a GLAM (da sigla Galerias, Bibliotecas, Arquivos e Museus, em inglês) da seguradora, fundada em 1835. A ação segue os exemplos do Arquivo Nacional, Museu Paulista da USP, Museu Nacional, Museu Casa de Rui Barbosa e Instituto Moreira Salles, no Brasil, e Museo Picasso, British Museum, British Library, Smithsonian Institution e National Archives and Records Administration (Arquivo Nacional dos Estados Unidos), no exterior, para preservar documentos históricos.
O projeto GLAM é um movimento global de abertura de acervos que pretende estimular a difusão de conteúdos de relevância educacional. Por isso, torna-se então disponível no ambiente online parte do acervo histórico da antiga Montepio Geral de Economia dos Servidores do Estado, primeira instituição oficial de previdência social no Brasil, criada em 10 de janeiro de 1835 por um decreto da Regência Trina (que governava em nome do menino Pedro de Alcântara, sucessor de D. Pedro I). A coleção, agora acessível a todos os internautas, retrata a criação e o desenvolvimento da previdência privada no Brasil entre os anos de 1835 e 1977.
A expectativa é que, disponibilizadas em plataformas virtuais, as Atas Históricas da MAG –reconhecidas pela UNESCO como patrimônio Documental da Humanidade – atinjam milhões de pessoas. Para se estimar o volume de consultas públicas que a documentação da MAG pode alcançar, a GLAM do Arquivo Nacional tem uma média mensal superior a 11 milhões de visualizações.
Todas as plataformas Wiki podem ser utilizadas pela MAG, mas as principais são: a Wikipedia (enciclopédia digital mundial), Wiki Commons (repositório de imagens) e Wikidata (repositório de Dados Estruturados). Para conferir, basta acessar o link.
A SulAmérica está com uma campanha promocional de descontos exclusivos para novas adesões aos seus planos de saúde para o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, além de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ao longo dos meses de junho, julho e agosto, cariocas, mineiros, paranaenses, catarinenses e gaúchos contam com ofertas e descontos para novas contratações.
Até 31 de julho deste ano, para o Rio de Janeiro e Minas Gerais, as ofertas são válidas para planos de saúde de 2 a 99 vidas. No Rio de Janeiro, as promoções são de 20% para novos clientes do Plano Exato e de 10% no plano Direto SulAmérica. Em Belo Horizonte, a oferta é de 5% para novos clientes do Plano Direto.
No Sul, para os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o desconto especial é de 30% para os planos Exato Enfermaria e Exato apartamento. A condição é válida para carteiras PME, PME Mais e PME Empresarial, de 100 a 199 vidas, até 31 de agosto deste ano.
Além dos descontos exclusivos, os clientes também contam com a qualidade e tecnologia que são oferecidos pela SulAmérica, que vão desde consultas com o Médico na Tela – a telemedicina mais bem avaliada do país, até as facilidades de solicitar o reembolso via app, obter descontos em medicamentos, entre outros benefícios. “A Sulamérica está criando sempre novas formas de ampliar o acesso à saúde suplementar e complementar seu portfólio de produtos, garantindo uma assistência à Saúde e Odonto de qualidade e excelência”, explica Luciano Lima, Diretor Comercial da SulAmérica.
A novidade está em linha com o propósito da SulAmérica em proporcionar saúde para um número cada vez maior de pessoas, por meio do seu posicionamento de Saúde Integral. “Sabemos que quando nossa saúde física está bem cuidada, podemos equilibrar os lados emocional e financeiro, promovendo Saúde Integral aos nossos beneficiários e clientes”, finaliza Luciano.
Quanto à geração de novos negócios, Solange Zaquem, Diretora Comercial da SulAmérica, “essa é uma oportunidade para que os corretores de seguros, parceiros e consultores de proteção da SulAmérica possam expandir sua carteira de clientes e ampliar negócios”, finaliza.
A busca constante pela simplificação de processos é uma realidade na AXA no Brasil, que acaba de apresentar ao mercado o Laboratório de Soluções, concebido pela área de Operações e Sinistros. A partir da escuta do cliente e dos parceiros, corretores de seguros e prestadores de serviços, o objetivo é prover inovações, soluções arrojadas e novas formas de trabalhar, ao identificar atividades burocráticas e repetitivas que podem ser simplificadas com simples mudanças de processos ou uso da tecnologia.
O Laboratório de Soluções adotou um modelo de trabalho multidisciplinar e colaborativo, o que gera inovação pela participação de diferentes atores no processo. “A cocriação de soluções traz benefícios e nosso objetivo é atuar como facilitadores. Este ciclo virtuoso de aprimoramento da experiência de parceiros, corretores e clientes nos leva a disponibilizar um serviço de mais excelência, com suporte e soluções mais ágeis e transparentes”, explica Arthur Mitke, Diretor de Operações, Sinistros e Experiência do Cliente da AXA no Brasil. Exemplos disso são a Automação Robótica de Processos (RPA) na renovação de apólices e regulação de Seguro Transporte, e as vistorias remotas, processo em que a companhia foi pioneira para o seguro de Condomínio.
A TEx, insurtech especializada em soluções online para o mercado segurador, divulga os números de maio do IPSA – Índice de Preços do Seguro Automóvel. O estudo aponta a variação mensal dos preços do seguro auto de acordo com gênero, região, faixa etária, perfil do segurado, idade do veículo, gráfico com as variações mensais do Índice, e o Ranking do Carros mais cotados pelo TELEPORT, plataforma de gestão e MultiCálculo da TEx. Para baixar o IPSA completo acesse o link.
De acordo com o IPSA, o índice de maio apresenta aumento de 4,9% se comparado ao mês anterior.
Genildo Dantas, gerente de inteligência de dados da TEx, ressalta que o valor médio do seguro auto segue movimento contínuo de alta desde outubro do ano passado. “Com o índice conseguimos notar que houve um crescimento de 28% no período de sete meses. Muito pelo fato de desarranjo do mercado automotivo, bem como do aumento expressivo dos furtos e roubos de veículos”.
O estudo da TEx também traz informações quanto a evolução pelas faixas de valor do veículo. Para veículos com valor superior a R$ 80 mil o aumento chega a quase 40% nos últimos 7 meses.
Ao analisar a região metropolitana, Genildo Dantas destaca o Rio de Janeiro como local que possui o seguro mais caro do Brasil. “Se compararmos com Curitiba, o seguro no Rio de Janeiro é em média 57% mais caro”.
Já em relação ao ranking dos carros mais cotados pelo TELEPORT, o Chevrolet Onix segue na liderança com volume total de 12,3%, seguido por Hyundai HB20 com 9,7%. Vale lembrar que o top 10 dos carros mais cotados representa 63,3% do total de automóveis cotados no mês de maio.
A operadora de saúde Care Plus e o Banco Original acabam de selar uma parceria para disponibilizar planos odontológicos diretamente na Original Store, plataforma de benefícios da instituição. O preço do plano básico é de R$ 44,90 e pode ser adquirido facilmente no portal de e-commerce exclusivo do banco, que reúne ofertas de mais de 230 parceiros, e condições especiais para clientes do Original.
“A parceria com a Care Plus está alinhada ao objetivo do Original de não apenas facilitar e centralizar a vida financeira do cliente, mas também de disponibilizar ofertas e soluções cada vez mais personalizadas, respeitando sua liberdade de escolha. Somos o primeiro banco a firmar parceria com a operadora e isso mostra o diferencial do Original e da Original Store”, afirma Vinícius Neves, head da Original Store.
Com quase 7 milhões de clientes distribuídos em todo o território nacional, o Original disponibilizará os produtos da operadora em condições especiais. “Esperamos posicionar a marca Care Plus em odontologia em novos mercados e expandir consideravelmente a nossa base de clientes ainda em 2022”, diz Caio Abdalla, diretor comercial da Care Plus.
Finalmente, a palavra da moda entre os jovens capazes de atrair milhares de dólares, euros e reais para o setor de seguro deixou de ser “disrupção” para ser “vamos juntos”. Do outro lado, seguradoras e corretores tradicionais priorizam acelerar a inovação, mesmo que isso signifique reduzir, um pouco, a lucratividade, para conquistar consumidores mais jovens. Como disse Nuno David, diretor comercial da MAG Seguros, não faz mais sentido questionar se a tecnologia serve o negócio ou faz parte do negócio. “Isso é uma discussão acadêmica. Zero relevância no dia a dia das operações. Nada se faz sem tecnologia hoje”, argumentou no painel “API, a integração do ecossistema”, no evento Insurtech Brasil, realizado em São Paulo em junho.
A 5ª edição do Insurtech Brasil reuniu cerca de mil visitantes ao longo do dia. O evento contou com quase 20 horas de conteúdo, distribuídos em 15 painéis e quatro palestras, apresentados por 45 especialistas diferentes. Entre os conferencistas estavam executivos e representantes de startups, seguradoras, empresas de tecnologia, reguladores, distribuidores, prestadores de serviços e demais agentes da cadeia, além de autoridades, como Alexandre Camillo, superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
A pandemia mostrou que a venda virtual é inerente aos negócios de seguros. Significa que seguradoras e corretores têm de ser digitais para atender o consumidor que paga conta, investe, pede comida, ouve musica, chama o taxi, aluga casa, compra viagens e pesquisa seguros na palma da mão. E quer também acompanhar seu pedido de guincho ou indenização pelo aplicativo. Mas se tiver problemas, quer falar com um humano. Simples assim.
A disrupção ao setor foi trazida pela tecnologia inserida no mundo e não por desbravadores. E neste cenário, as seguradoras tradicionais e os corretores avançam por uma questão de mudança cultural e não porque uma leva da geração entre 30 a 45 anos decidiu mudar radicalmente o setor de seguros. Os jovens tem uma mente mais aberta para a tecnologia e viram a oportunidade de ganhar dinheiro com o setor e se tornarem um dos tantos bilionários que a Forbes hoje exibe no ranking anual. Mas, para isso, precisam tanto das seguradoras como dos corretores. Aqui e no mundo.
Segundo a empresa de análise CBInsights, os aportes globais em startups de todos os setores totalizara US$ 143,9 bilhões, queda de 19% em relação ao trimestre anterior, maior perda sequencial em quase uma década. O que resulta em demissões em massa e exige remodelação dos projetos. Uma realidade gerada pela alta de juros promovida por diversos bancos centrais para conter a inflação. Para os donos do dinheiro vale mais a pena deixar aplicar em investimentos mais seguros, como títulos do tesouro e outras aplicações indexadas às taxas de juros, do que arriscar em uma startup, que apresenta risco muito maior.
Números apresentados por Alexandre Camillo, titular da Susep, sinalizam que o prazo de maturação e uma insurtech leva em conta ter um bom plano de negócios e não apenas disrupitivo. As 10 insurtechs em operação foram responsáveis por vendas de R$ 47 milhões em prêmios, com 830 mil apólices comercializadas, com tíquete médio de R$ 57. De acordo com fontes que fazem parte destas insurtechs, praticamente a totalidade das vendas vem da Pier Seguros, a primeira a deixar o ambiente do Sandbox da Susep. E que tem entre seus sócios e investidores profissionais +60 e com vasta experiência no setor de seguros.
Do outro lado, as seguradoras tradicionais comemoram o crescimento das vendas. Somente no primeiro trimestre deste ano, o setor registrou faturamento de R$ 82,1 bilhões, avanço de 15,4%. As seguradoras registradas em bolsa, obrigadas a divulgar o balanço trimestral, informaram que as vendas foram estimuladas pelas facilidades trazidas pela tecnologia e produtos mais enxutos para atender uma população com orçamento apertado. O lucro, que registrou queda em 2021 impactados pelas indenizações relacionadas ao Covid-19, já volta a subir com a ajuda da Selic a 13,25% ao ano, segundo dados da Susep consolidados pela consultoria Siscorp.
Isso comprova que neste segmento não ganha quem faz mais alarde e sim quem mais entende do negócio de seguros e dos novos hábitos do consumidor. A Porto, sempre tida como uma seguradora mais cara pelos serviços que presta, comemora o avanço das vendas do seguro de auto básico. Também se associou a startup como PetLove para crescer no mundo animal. A Prudential, considerada seguradora de elite, fez parceria com o Mercado Pago para entrar no segmento de seguro de vida massificado, com preços a partir R$ 9,90.
Os consumidores jovens estão de olho nos beneficios. Uma amiga que mora em Londres, onde estive recentemente, me disse: vamos andar duas horas porque eu preciso ganhar desconto da Vitality. Trata-se da insurtech parceria da Prudential que dá beneficios para os clientes com hábitos saudáveis da seguradora. Fez esporte, ganha. Comprou comida saudável, ganha. Obteve melhoras nos exames médicos, ganha pontos, que podem ser revertidos desde um simples café na rede Costa, como desconto na compra de um Apple Watch, ou aumento do capital de vida segurado como também desconto no valor do preço do seguro.
Ai perguntei para a amiga: enfim comprou um seguro de vida? E ela: não. Comprei o Vitality, que também me dá um seguro de vida. E eu: não. Você comprou um seguro de vida que tem como parceiro uma empresa sul-africana que chamada Discovery, que criou o Vitality. Ela gerencia um ecossistema de descontos para te estimular a cuidar da saúde. Mas na cabeça da amiga ela comprou um pacote de benefícios, pois não precisa de seguro de vida. Não tem filhos ou pets. E a hipoteca do imóvel já conta com um amplo plano de saúde público. O que demostra como é importante conhecer o consumidor.
Além da Vitality, o Brasil conta com outra parceria entre insurtech e seguradora. A chilena Betterfly com a Icatu Seguros. Luciano Snel, CEO da Icatu, era um dos poucos CEOs de seguradoras presente no evento. “Vim para olhar, aprender, ter insights, fazer contatos. Há muitas oportunidades de negócios e precisamos estar sempre presentes para agregar valor ao negócio”, comentou. E fez questão de mostrar os benefícios que já conquistou por práticas saudáveis. Abriu o celular no app da Betterfly e disse: veja só quanto já aumentei o capital de meu seguro de vida por praticar esportes! Realmente encorajador cuidar da saúde para cuidar das finanças. Um argumento e tanto para convencer qualquer investidor a comprar uma proteção financeira.
No segmento de corretores, uma das parcerias mais comentadas no evento era a Avita. A plataforma faz a intermediação entre seguradoras e grandes empresas em busca de seguro garantia. Divulgou recentemente que o volume de apólices emitidas no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2021 cresceu 86%. A plataforma funciona como um marketplace conectado a 15 grandes seguradoras no qual as empresas pesquisam produtos de forma online, como as apólices de garantia judicial, que substituem cauções, depósitos judiciais em dinheiro ou fianças. A emissão da apólice é automática e leva 30 segundos, segundo o CEO. A plataforma também permite às empresas gerir todas as apólices em um único diretório. Segundo a Avita, a corretora conta com mais de 300 clientes, entre eles os pesos pesados Cosan, Burger King, Gerdau e Itaú.
Um sentimento explicito em todas as conversas era que conhecer o consumidor é o alvo neste ano. Um ato onde todos saem ganhando. “Na MAG investimos muito em tecnologia. Nossa jornada começou há alguns anos e hoje temos tecnologia embarcada para nos conectarmos a um amplo ecossistema de APIs. Criamos conteúdo com palavras chaves, publicamos nas redes sociais para gerar pesquisa orgânica. Jogamos isso no algoritmo, num processo de tokenizado. E o resultado é: O Antonio tem 40 anos, é casado, tem carro, renda xis, casa quitada e precisa de um capital de seguro yxz. Conseguimos saber o que o consumidor precisa, quais os argumentos que ele tem para recusar a compra e quais os argumentos que o corretor pode apresentar para efetivar a venda. Temos um imenso potencial de crescer em seguro de vida de todos os tipos. Precisamos seguir adiante, sem perda de tempo com discussões que não agregam ao negócio, e ter o cliente no centro da nossa estratégia. Sempre”, afirmou Nuno David.
Mas uma sinalização do clima “vamos juntos” foi observar o assédio a um dos participantes do evento Insurtech Brasil. Ciro Gonzales, da Munich Re Venture, observada todos sem perceber que cada passo seu era acompanhado por um grupo de empreendedores em busca de capital. Gonzales atuou com um olheiro, daqueles de clubes de basquete dos EUA, que buscam talentos. A política do braço de investimentos da resseguradora é trazer o equilíbrio para os negócios. A Munich Re Ventures, assim como outras resseguradoras como a Swiss Re, buscam apoiar as vendas de seguros digitais. Em alguns casos entram no negócio, para sair após a maturação.
A resseguradora alemã é uma investidora estratégica e financeira experiente, trabalhando em todo o mundo para apoiar a próxima geração de tecnologias e modelos de negócios disruptivos. Segundo o grupo, empresas disruptivas criam novos riscos ou desenvolvem novas formas de gerenciar riscos. “Estamos posicionados de forma única para ajudar as empresas de nosso portfólio a lidar com o risco, fornecendo capital, orientação ao conselho, conexões com a indústria e investidores, orientação e suporte operacional e conhecimento técnico”.
Já a resseguradora suiça criou a iptiQ, que busca dar acesso ao seguro para os consumidores, ajudando-os a comprar o seguro de que precisam mais rapidamente – de maneiras mais diretas e convenientes. O modelo de negócios baseia-se na formação de parcerias de longo prazo com seguradoras, mediadores de seguros, bancos e marcas líderes de consumo. O iptiQ fornece produtos de seguro de vida e não vida, dados e uma plataforma digital avançada de ponta a ponta, para que os parceiros possam oferecer experiências multicanal aos clientes, com máxima eficiência e mínimo barulho.
E isso envolve que o produto criado agregue valor além de ser moderno. Tem de caber no bolso do consumidor, mesmo num cenário de juros alto, desemprego e endividamento da população. Sempre bom mencionar que antes de comprar seguro, o brasileiro vai priorizar a moradia, a saúde, a educação e pagar as dividas. Segundo a Serasa Experian, em abril o indicador de inadimplência alcançou o número recorde de consumidores com o nome no vermelho: 66.132.670, para dívidas de R$ 271,6 bilhões. Pouco menos de um quarto da população do país. Se tirarmos crianças, isso fica ainda pior.
Num cenário deste, não adianta ofertar produtos complexos e caros. E nem produtos baratos, sem uma proteção adequada. Um exemplo é o seguro celular. Fiz uma pesquisa para roubo e furto recente para um Iphone 13 Pro, 262gb, sem olhar para franquia e carência. Apenas para ter noção de preço, que era o ponto chave na contratação. Na Porto, R$ 123,31 por mês. Na insurtech Pier, R$ 128,00. Na operadora Claro, R$ 60,00. No Itaú, R$ 20,00 no produto bolsa protegida, que indeniza tudo o que está na bolsa, até o valor de R$ 10 mil.
Para o consumidor o que vale é se cabe no bolso e se ele entendeu bem as regras, o que mostra a relevância não só de preço como no atendimento ao cliente. Tem de ficar bem claro o que ele está comprando, o porque da diferença de preço, clareza nas coberturas, franquias e carências e o percentual de comissão pago ao canal de distribuição do produto. Como disse um dos palestrantes, tem de deixar claro que se entra numa concessionária para comprar um Fiat, vai receber um Fiat e não um Mercedes Benz. Se o negócio é concretizado, mais um cliente para o setor. Se não cumprido, um a mais para aumentar a resistência às propostas enviadas por qualquer seguradora, insurtech ou corretor.
Outro sentimento reinante entre os mais de 1 mil participantes presentes no evento Insurtech Brasil foi o otimismo com o apoio da regulamentação para facilitar o dia a dia dos processos de criação e vendas de seguros. Muitos temiam que o legado positivo gerado pela gestão anterior da Susep, com Solange Vieira, não fosse mantido. Mas Camillo tem mostrado que irá se manter no longo prazo, com algumas correções de rota.
Com essa certeza, fica ainda mais fortalecido o sentimento de “vamos juntos”, com seguradoras, insurtechs, Big techs, corretores e o próprio regulador pensando em maneiras de trabalhar toda a cadeia de seguros, comentou o head de soluções de seguros da Capgemini, Gustavo Leança, presente no evento. Segundo empreendedores entrevistados pelo Sonho Seguro, este cenário amigável mantém o interesse dos investidores. Porém, algumas rodadas de investimentos previstas estão suspensas diante do aumento da taxa de juros e outras tiveram os valores previstos inicialmente reduzidos. “Antes os investidores tinha apetite para crescer mesmo sem lucro. Mas agora a atenção ao caixa é prioritária e, em outras palavras, isso significa crescer mais devagar ou mudar o escopo do negócio”, disse um CEO de insurtech que pediu anonimato.
O Brasil segue como sendo um dos primeiros a implementarem o Open Insurance, com um prazo um pouco mais flexível. Produtos competitivos se destacam no setor, como o exemplo do seguro celular e beneficios em vida para os seguros que antes serviam apenas para a morte. E são essas inovações, atreladas a competição, que mudam tudo. Ganham aqueles que mais convencerem os investidores que estão empenhados em agradar quem realmente manda nesta relação: o consumidor. Ele não perdoa quem o engana. E agradece, com a fidelidade, quem o ajuda quando mais precisa.
Por Marcelo Ferreira, Diretor de Relacionamentos da MDS Brasil
Se pararmos para pensar, toda uma conjuntura se alterou. Passamos anos de preocupações constantes com nossa saúde, alteramos muitos hábitos e mudamos nossa maneira de viver- tudo em prol do zelo por nosso bem-estar e daqueles que amamos. É natural, então, pensar que essa ânsia por proteção pudesse se estender para muitos que vivenciaram, pela primeira vez, o sentimento de temor pela própria saúde. E o mercado de seguros sentiu na pele esse movimento.
Como uma das principais corretoras do país no segmento de Seguros, Resseguros, Gestão de Benefícios e Consultoria de Riscos, a MDS viu em sua própria gama de clientes e parceiros um reflexo do que ocorria internacionalmente: no Brasil, assim como em todo o globo, assistimos a procura por seguros de vida e saúde crescerem rapidamente, já que este passou a ser visto por muitos como uma alternativa mais concreta para garantir o futuro de suas famílias diante de uma possível nova crise ainda vindoura. Já nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 1 a cada 4 novos clientes de seguradoras adquiriram esse produto pela primeira vez em virtude da pandemia.
Por aqui, nós enxergamos nisso uma necessidade: por mais desagradável que seja para alguém refletir e se preparar para um futuro pessimista, como o próprio falecimento ou adoecimento, é necessário que existam instituições capazes de acolher essas angústias e fornecer a melhor solução para esse novo público.
Clientes antigos, novos comportamentos
A Brokerslink Conference 2022 foi pautada, essencialmente, pelas novidades, mudanças, tendências, demandas e comportamentos de consumo que derivam dos últimos conflitos e crises enfrentadas. A conferência, que se deu no Porto, em Portugal, nos dias 25 a 27 de maio, reuniu mais de 300 líderes de todo o mundo da área de Seguros, Resseguros e Gestão de Risco e, juntos, os executivos somaram suas visões e percepções de como os clientes têm expressado suas novas formas de enxergar o mundo por meio das coberturas e proteções que demandam.
Conforme discutido, além de uma nova leva de pessoas que procuraram por seu primeiro seguro após o contato com a Covid-19, nossos clientes antigos também demonstraram ter novas preocupações. Segurados que pertenciam exclusivamente à carteira do dominante seguro patrimonial passaram a procurar pelo seguro de vida com o mesmo ímpeto e urgência.
É justamente nesse cenário que entra o trabalho do cross-selling. Em cenários como esses, torna-se ainda mais clara a necessidade de compreender o cliente, acompanhar de perto suas novas demandas e ofertar novos produtos atrelados a outras unidades de negócios. Nessa perspectiva, a segmentação e a unilateralidade das carteiras caem por terra em nome do compromisso de disponibilizar ao segurado soluções mais plurais e complementares entre si.
Adaptação ao híbrido e ao multiformato.
Do dia para a noite, nos tornamos digitais. O investimento em consultas digitais, automatização dos processos e um suporte à distância fazem toda a diferença em uma sociedade que cada vez mais caminha para uma realidade híbrida. Acreditamos fortemente que a procura presencial para exames, cadastros, e consultorias voltará a ser parte forte e majoritária em nosso ramo. Entretanto, independente da possibilidade de retornar ao ambiente físico, sabemos que parcelas significativas de nosso público escolherão continuar sendo atendidos à distância, pela comodidade do método. E é nosso dever, então, nos prepararmos para continuar a oferecer um suporte eficaz e uma experiência satisfatória dentro desse escopo.
Tão importante quanto, é manter a observação apurada e a escuta ativa. Observar as mudanças no mercado, as alterações comportamentais e mapear através de levantamentos em que áreas fortalecer determinados tipos de produtos é vital. Por mais que enfrentemos diversas mudanças drásticas ao longo dos próximos anos, não devemos jamais perder o foco do nosso principal insumo: a necessidade de proteção inerente ao setor securitário e de corretagem.
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