MAG Seguros é finalista ao Prêmio Reclame AQUI 2022

MAG Seguros
Leonardo Secundo

Fonte: MAG

A MAG Seguros é finalista do Prêmio Reclame Aqui 2022, na categoria “Seguros em Geral”. Maior premiação de reputação e atendimento ao cliente no Brasil, o Prêmio Reclame Aqui conta com mais de mil empresas concorrendo em 165 categorias nesta 12ª edição.

Para a seguradora mais longeva do país e especialista em vida e previdência, a indicação enfatiza a importância e o reconhecimento do atendimento excelente e eficaz que a empresa proporciona aos consumidores. “Concorrer ao Prêmio Reclame Aqui é muito importante, pois se tornou um canal estratégico de contato com nosso cliente. Por lá conseguimos demonstrar todo o nosso compromisso em atender nossos clientes com qualidade e eficiência”, afirma Leonardo Secundo, diretor de Marketing Digital & Growth da MAG Seguros.

O Prêmio Reclame Aqui vem ano a ano se tornando um dos elos mais fortes na construção da confiança entre consumidores e empresas. O reconhecimento é uma forma de premiar as empresas brasileiras enquanto apresenta ao consumidor aquelas com as operações de atendimento mais eficientes e as melhores reputações. Os vencedores são escolhidos através do voto popular.ag

CNP compra participação da Caixa em negócios de seguros

Fonte: CNP

Atuando no Brasil desde 2001 por meio de parceria com a Caixa, o grupo francês CNP Assurances adquiriu a participação do banco em empresas da holding CNP Seguros Holding Brasil. Essa aquisição reforça a aposta do grupo francês no potencial de crescimento do mercado segurador brasileiro.

As empresas cujas participações da Caixa (por meio da Caixa Seguridade) foram adquiridas são a CNP Consórcio, CNP Capitalização, Previsul e Odonto Empresas. Com o acordo assinado, o grupo agora prioriza a construção de um modelo multiparcerias.

A parceria com a Caixa continua nas áreas de seguro de vida, prestamista e previdência, por meio da Caixa Vida e Previdência, que teve o acordo recentemente renovado por mais 25 anos; em consórcios, via Caixa Consórcios; e na operação do run-off dos seguros residencial e habitacional. CNP e Caixa são ainda sócias na Youse – maior seguradora digital do país.

Para gerir os negócios que passaram a ser 100% da CNP Assurances, será criada a CNP Seguradora. O grupo já atua hoje em parceria com os Correios, para a comercialização de seguro odontológico e títulos de capitalização, e com mais de 200 administradoras para a comercialização de consórcios, além de uma rede corretores. Assim como na Europa, a companhia vai focar em um sistema de distribuição de produtos com diferentes parceiros comerciais.  

“Acreditamos muito no mercado brasileiro”, afirma o CEO da CNP Assurances, Stephane Dedeyan. “Por isso investimos há dois anos mais de R$ 7 bilhões para fortalecer e ampliar, por mais de 20 anos, nossa parceria com a Caixa nos segmentos de vida, previdência, prestamista e consórcio. Agora renovamos a confiança nesse mercado para continuar investindo no país por meio de novas parcerias em modelo aberto”.

Novos caminhos

A responsável pelos negócios do grupo no Brasil, Asma Baccar, reforça que a CNP Assurances tem tradição de manter parcerias sólidas com grandes redes de distribuição em todos os países em que atua. “No Brasil não é diferente. Estamos prospectando parceiros com capilaridade de vendas, para oferecer nossa expertise em seguros”.



Parceria históricaEm 2001, a CNP Assurances chegou ao Brasil ao adquirir a maior parte das
ações da seguradora da Caixa. O faturamento da empresa, que era de R$ 300 milhões no ano em que foi comprada, passou para R$ 35 bilhões em 2020, ano em que a companhia se tornou o terceiro maior grupo segurador do país. 

SulAmérica lança seguro saúde para SP e RJ com abrangência nacional

sulamerica saúde +

Depois de mais de 2 anos de ter lançado o plano de saúde regional com preço mais acessível por ter algumas limitações como usar apenas a rede credenciada, a SulAmérica lança o SulAmérica Direto Mais, para São Paulo e Rio de Janeiro, mas com abrangência nacional. Essa era uma das principais demandas dos corretores de seguro parceiros da companhia. Segundo Luciano Lima, diretor comercial responsável pela área de varejo, o novo produto visa a alcançar empresas, a partir de duas vidas, com a oferta de serviços de excelência reconhecida da SulAmérica por um ótimo custo-benefício. É um produto mais acessível e mais conectado com as pessoas. 

Segundo apresentação feita a um grupo de corretores em São Paulo, os diferenciais estão no modelo de rede para atendimento de alta complexidade e remuneração da rede credenciada parceira. “Estamos em um momento em que é preciso refletir sobre nossos modelos de atuação para que o mercado de saúde siga sustentável e oferecendo um ótimo atendimento às pessoas”, diz Juliana Caligiuri, vice-presidente de Saúde, Odonto e Comercial da SulAmérica “Sabemos que uma parte importante do sinistro está concentrada na alta complexidade. Por isso, criamos um produto que endereça essa demanda de forma inovadora a partir do nosso conhecimento, experiência centenária e relacionamento com nossos(as) parceiros(as) de mercado”, explica.

Uma das questões levantadas pelos corretores era se outros planos regionais, são 11 no total, também terão abrangência nacional. “Não, respondeu a vice-presidente. Sentimos esta necessidade para praças como SP e RJ. Mas se no futuro isso se mostrar necessário, iremos avaliar”.

Para o atendimento de alta complexidade, o SulAmérica Direto Mais vai disponibilizar aos beneficiários um Núcleo de Saúde SulAmérica composto por médicos, enfermeiros, cientistas de dados e especialistas em saúde. “O objetivo é promover a melhor experiência na jornada de nossos clientes, conectando de forma inteligente as equipes médicas e os prestadores de referência no tratamento da alta complexidade. “Um dos pontos fortes e inovadores do SulAmérica Direto Mais é contar com essa rede de profissionais médicos que passa a atender diretamente de hospitais selecionados pelo plano”, destaca Juliana. 

Os atendimentos de alta complexidade com time especializado serão oferecidos somente em São Paulo e Rio de Janeiro, onde o produto será comercializado a partir de 15 de setembro. Como o SulAmérica Direto Mais é nacional e com rede credenciada ampla, os atendimentos de baixa complexidade podem ser realizados na rede referenciada escolhida pelo(a) cliente. O mesmo acontece para beneficiários(as) com residência em outras cidades. “Para contratar o produto é preciso que pelo menos 50% da força de trabalho da empresa esteja em São Paulo ou no Rio de Janeiro”, pontua a executiva.

O novo modelo de plano da linha SulAmérica Direto tem abrangência e rede nacional e chega primeiramente às empresas com CNPJ em São Paulo e Rio de Janeiro. Nas duas cidades, as equipes médicas já foram designadas para os atendimentos de alta complexidade. Em São Paulo, o SulAmérica Direto Mais será oferecido para empresas com mais de duas vidas (PME, PME+ e empresarial), e no Rio de Janeiro, para empresas a partir de 200 vidas (empresarial). “A novidade está sendo implementada aos poucos. Iniciamos nas duas cidades e em breve ampliaremos para empresas com mais de duas vidas no Rio de Janeiro também”, adianta Juliana. 

Na região metropolitana de São Paulo, as redes parceiras do SulAmérica Direto Mais contam com cerca de 18 hospitais especializados, como o CEMA, Hospital Alemão Oswaldo Cruz – Vergueiro e BP – Beneficência Portuguesa, além de mais de 60 hospitais da rede ampla.

Linha SulAmérica Direto

Os produtos da SulAmérica Direto estão completando dois anos no mercado, com produtos regionais que já contam com uma carteira com quase 70 mil vidas em diversas regiões do Brasil: Rio de Janeiro, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Ribeirão Preto, João Pessoa, Recife, Campinas, Salvador e Joinville. 

A linha de produtos já é conhecida do mercado por ampliar o acesso, principalmente de pequenas e médias empresas (PME), aos exclusivos serviços oferecidos pela SulAmérica ao mercado contratante. Por meio de uma rede inteligente, altamente qualificada e parceria com equipes médicas e prestadores(as) de referência nas principais regiões do país, mais empresas poderão agora contratar esse produto, que oferece acomodações do tipo apartamento ou enfermaria.

O SulAmérica Direto Mais também está disponível com contratação com ou sem coparticipação para empresas PME (até 29 vidas). Oferece ainda reembolso para terapias não-médicas, como fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia, nutricionista, acupuntura e terapia ocupacional, além de atendimento ambulatorial com obstetrícia. 

O plano SulAmérica Direto Mais também disponibiliza acesso aos programas de promoção à saúde, com uma equipe especializada para acompanhar a jornada de saúde dos(as) beneficiários(as), e também os serviços disponíveis pelo App SulAmérica Saúde, a plataforma digital presente ao alcance das mãos, 24 horas por dia.

IZA Seguradora fecha parceria com Banco Modal para oferecer seguro de vida

iza seguradora


 

A IZA Seguradora, insurtech que se prepara para deixar o ambiente sandbox da Superintendência de Seguros Privados (Susep), anuncia acordo com o Banco Modal para comercializar seguro de vida aos parceiros do Modal as a Service, braço da instituição que oferece um ecossistema completo de soluções financeiras.

O acordo tem o objetivo de ampliar a proposta do banco na gama de atendimento de coberturas especiais, tornando seu ecossistema com soluções customizadas. Juntas, as empresas  atenderão demandas de proteção personalizadas para os mais diferentes negócios, desde empresas de delivery e logística, até mesmo compartilhamento de modais, como patinetes e bicicletas.

De acordo com Gabriel Charbonnieres, fundador e CEO da IZA, a aliança impulsiona a seguradora em um ambiente altamente relevante e, com o apoio da plataforma de banking as a service amplia a oferta ao público final e a demanda por um produto personalizado e flexível.
 

“A parceria com o Banco Modal representa a combinação de propósitos rumo a uma jornada de transformação para o mercado de seguros. Estamos muito felizes com essa iniciativa, pois conseguiremos atender a empresas que são clientes do Modal as a Service, que agora contarão com soluções para suas necessidades e interesses de operação”, afirma o executivo.
 

O acordo comercial com o Banco Modal já trouxe novos contratos. A IZA Seguradora expandiu a sua base de clientes para 40 mil segurados ao oferecer seu produto à Bee Delivery, plataforma de logística do país. O modelo de atendimento é intermitente, em tempo real,  e cobre despesas médicas, afastamento temporário, invalidez total ou parcial, morte e auxílio funeral em caso de acidentes sofridos durante os deslocamentos dos entregadores.

Em pouco mais de um ano em operação, a IZA Seguradora planeja alcançar 100 mil clientes até o final do ano.

Carros conectados

A Stellantis — que reúne os grupos Fiat Chrysler e PSA — e a fornecedora global de dados e análises LexisNexis anunciaram nesta terça-feira que passam a oferecer ao mercado segurador no Brasil o acesso à plataforma de análise de dados de veículos da montadora no país, que saem de fábrica já com conexão permanente à internet.

Segundo executivos das companhias informaram ao Valor, com a iniciativa, as seguradoras terão acesso a um conjunto crescente de dados, que permitem avaliar riscos individuais como modo de dirigir e até se a pessoa costuma passar por áreas mais perigosas. As informações, ressaltam as empresas, são compartilhadas apenas se os proprietários concordaram.

As seguradoras poderão consultar com a Lexis os dados do veículo a partir do CPF dos clientes, ou do CPF e do chassi, acrescenta a Agência Estado. Em todos os casos, os dados serão enviados somente se o motorista tiver concordado com o compartilhamento. Estarão no pacote informações como a quilometragem e o score, montado pela empresa a partir do tipo de viagem que o motorista faz, quantas vezes usa o carro e quantas vezes dirige até locais para os quais não costuma ir.

As duas empresas afirmaram, em evento em São Paulo, que a frota de carros conectados em circulação no Brasil e que sejam de marcas da Stellantis deve crescer nos próximos dois anos. A montadora estima vender 300 mil deles no ano que vem.

Atualmente, modelos como Jeep Renegade e Fiat Toro já saem de fábrica com a tecnologia. O novo Fiat Fastback, que será lançado nesta semana, também será conectado, e a ideia da Stellantis é estender a funcionalidade, no futuro, a todas as marcas e modelos.

A Lexis espera que em 2028, todas as vendas de carros no mercado local sejam de modelos conectados. O setor enxerga nessa mudança uma oportunidade de aumentar a frota segurada no País. “Hoje, um quinto dos carros saem de fábrica segurados. Em 2031, todos os carros sairão de fábrica conectados”, disse Giuliano Mourão, diretor geral da divisão de seguros da LexisNexis no Brasil.

Para as montadoras, os carros conectados são uma forma de vender serviços de maneira mais constante aos clientes. “A montadora já entendeu que não basta fazer carro, ela precisa estar presente em toda a jornada de mobilidade”, pontuou André Souza, CIO da Stellantis para América do Sul e head de serviços conectados.

Caixa Seguridade vende ações para CNP Assurances

A Caixa Seguridade anunciou acordo de venda à CNP Assurances da totalidade das participações societárias detidas por ela em cinco empresas, pelo valor de R$ 667 milhões. O contrato prevê a venda de 48,25% da Seguros Participações em Saúde (Holding Saúde); de 48,25% da Companhia de Seguros Previdência do Sul (Previsul); de 24,61% da CNP Capitalização (CNP Cap); de 48,25% da CNP Administradora de Consórcios (CNP Consórcios); e de 48,25% da Odonto Empresas Convênios Dentários (Odonto Empresas).

Após o fechamento da operação, a Caixa Seguridade deixará de deter qualquer participação societária nas empresas citadas. Do valor acordado, de acordo com comunicado da companhia à CVM, serão descontados eventuais valores recebidos até a data de fechamento da operação a título de dividendos, juros sobre capital próprio ou qualquer outra bonificação sobre capital.

A conclusão do negócio depende do cumprimento de diversas condições precedentes, incluindo as aprovações regulatórias e a realização da reorganização societária. A companhia disse que continuará comunicando ao mercado temas relacionados ao processo de desinvestimento de participações não estratégicas.

De acordo com o comunicado, “a operação está alinhada à estratégia da Caixa Seguridade de focar sua atuação no bancassurance Caixa [canal de distribuição pela rede de agências do banco], conforme fato relevante divulgado em 7 de junho de 2021”

Generali: Philippe Donnet é nomeado Melhor CEO do setor de seguros

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Fonte: Generali

O CEO do Grupo Generali, Philippe Donnet, foi eleito como o “Melhor CEO” do setor de seguros na edição 2022 do ranking anual All-Europe Executive Team da Institutional Investor, revista especializada de pesquisa independente na área de finanças internacionais.

O CFO do Grupo, Cristiano Borean, ficou com o primeiro lugar em “Melhor CFO”. A equipe de Relações com Investidores e Agências de Rating ocupou a liderança da categoria “Equipe de RI”, “Profissionais de RI” – Giulia Raffo (#1) e Rodolfo Svara (#2 sellside) –, categorias “Programa de RI” e “Evento de RI”.

A Generali também ocupou a primeira posição nas categorias “ESG” e “Diretoria da Empresa”.

O CEO do Grupo Generali, Philippe Donnet, disse: “Esta conquista ratifica  os excelentes profissionais da nossa equipe, que é fortemente comprometida com o crescimento sustentável da Generali, além do contínuo diálogo positivo com a comunidade financeira e a implementação permanente de nossa estratégia ESG.”

ranking Institutional Investor reflete as avaliações de 1.380 profissionais e investidores de 632 empresas de serviços financeiros. Os CEOs foram avaliados pelos critérios de credibilidade, liderança e comunicação, enquanto os CFOs tiveram sua performance analisada com base na alocação de capital, gestão financeira e comunicação. Vários fatores foram levados em consideração, como qualidade da informação financeira, conhecimento do negócio e do mercado, qualidade do conselho de administração e métricas ESG.

MAPFRE aprimora seguros de vida e investe em parcerias para ser referência no segmento

Seguro de vida é uma das estrelas do plano estratégico 2022-2024 do grupo segurador MAPFRE no Brasil. “Reformulamos nossos produtos e temos vários lançamentos previstos para este ano, que trazem diferenciais relevantes para apoiarmos os nossos parceiros corretores na entrega de proteções financeiras para seus clientes”, afirma Hilca Vaz, diretora de Vida, Previdência e Capitalização, que assumiu o cargo em fevereiro deste ano, tendo mais de 25 anos de experiência no mercado segurador.

Segundo ela, os três principais produtos de referência são o Multiflex, o vida resgatável Bién Vivir e o produto para PMEs, que protege a vida dos colaboradores de micro e pequenas empresas. “Para estarmos ainda mais alinhados às necessidades atuais das pessoas, temos trabalhado nos produtos existentes e trazendo novidades, como, por exemplo, coberturas e serviços que possam ser utilizados em vida, pelo próprio segurado, pois existe uma demanda por essas coberturas no mercado”, avalia. 

Com produtos diferenciados na prateleira e uma jornada ágil e simples para o consumidor, a seguradora aposta no treinamento dos corretores e parceiros de negócios. Um anúncio recente foi com a XP, com quem fechou um acordo de distribuição de seguro de vida Bién Vivir, produto que se diferencia por possibilitar o resgate em vida. Os corretores de seguros que atuam nos escritórios da rede de agentes autônomos da XP Inc têm uma grande missão, visto que a XP conta hoje com R$ 50 bilhões em ativos sob custódia e é líder absoluta do mercado em portabilidades e captação líquida.

“Os corretores são grandes agentes sociais para levar a importância do seguro de vida aos brasileiros. Quanto mais preparado ele estiver para prestar assessoria financeira para garantir o patrimônio de seus clientes, maior a possibilidade de perpetuidade do próprio comissionamento dele. Ao contrário de um seguro de carro, que a comissão é paga anualmente, no seguro de vida ele recebe mensalmente, enquanto a apólice estiver em vigor. E ninguém melhor do que o corretor consultivo para saber o quanto o cliente precisa de capital, quanto do orçamento pode aplicar e quais as coberturas mais aderentes ao momento de vida dele”, explica a executiva. 

Dados da Fenaprevi (Federação de Previdência Aberta e Vida) revelam que desde março de 2020 até junho de 2022, as seguradoras desembolsaram R$ 7 bilhões em pagamentos de indenizações de seguro de vida por Covid-19 para mais de 180 mil famílias. “Trata-se de um dado importante, que ressalta a função social do seguro para as famílias. Isso nos motiva, pois queremos ser referência neste segmento tão crucial para o crescimento do Brasil”, afirma a executiva.  

Além da maior demanda por informações sobre produtos diante da consciência que a pandemia trouxe para a população em relação aos seguros de vida, a aposta neste segmento vem da sub-penetração do seguro de vida no País. Enquanto a média mundial chega a 7% do Produto Interno Bruto (PIB), no Brasil não chega a 1%, segundo estatísticas internacionais. Em 2021, o mercado de seguros de vida latino-americano representou US$ 63,8 bilhões do volume total de prêmios dos US$ 149,9 bilhões da região, segundo estudo da MAPFRE Economics. O segmento vida avançou 11,3%, mas ainda está aquém ao registrado antes da pandemia.

O Brasil é o maior mercado da região, responsável por quase 50% do volume de vendas. “Temos um grande potencial e uma enorme responsabilidade em ter produtos acessíveis, que caibam no bolso do consumidor; flexíveis, para atender os diferentes momentos da vida do cliente; e uma jornada de pré-venda e pós-venda ágil e simples, ferramentas capazes de alavancar a educação financeira da população brasileira”, ressalta Hilca. 

A executiva é convicta de que quanto mais a cultura do seguro de vida estiver disseminada na população, melhor para o país e para os negócios. Ainda mais se considerarmos que o jovem no Brasil vai envelhecer rápido. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa é de que até 2043 um quarto da população brasileira tenha mais de 60 anos, um fenômeno que, possivelmente, fará com que a busca por seguros e previdência privada cresça diante do interesse de todos em proteger suas finanças de imprevistos que possam comprometer a renda programada para a aposentadoria, como em caso de acidentes, invalidez, doenças graves e internações hospitalares, por exemplo.

Allianz Trade prevê crescer acima de 22% em 2022

Marcel Farbelow – novo CEO da Allianz Trade

O Brasil faz parte da estratégia mundial do grupo alemão Allianz Trade (ex-Euler Hermes), empresa global especializada em seguro de crédito e garantia. Enquanto o grupo é líder no mundo, no Brasil ocupou a segunda posição do ranking, com prêmios emitidos de R$ 164 milhões, o que representou 20% de participação de mercado, com base em dados de 2021 da Susep, órgão regulador do setor do setor de seguros. A expectativa do CEO da marca no Brasil, Marcel Farbelow, no cargo há seis meses, é avançar. Se repetir o resultado do primeiro semestre, com avanço de 22%, encerrará 2022 com uma receita com seguros e serviços em torno de R$ 190 milhões, considerando seguro de crédito e seguro garantia.

Diversificação de portfólio é uma prioridade e isso se dará através de produtos digitais entrando em segmentos de pequenas e médias empresas, contou ele durante um almoço na sede da empresa em São Paulo com o blog Sonho Seguro. “Crescemos num ritmo de acima de 20% ao ano desde 2017 e com tecnologia embarcada acredito que este ritmo se acelere, tendo com base a baixa penetração do seguro no país em praticamente todos os ramos”, diz o CEO da Allianz Trade, que atua há mais de 100 anos globalmente e 20 anos no Brasil.

O seguro de crédito ganha destaque em momentos de cenários econômicos complexos e incertos, como o atual, que, podem trazer a elevação da inadimplência. O produto visa garantir possíveis problemas de inadimplemento das empresas com seus clientes. Para mitigar o risco, há uma equipe especializada em análise de crédito, que presta serviços para que o cliente saiba exatamente a situação financeira da empresa com quem está negociando e cenário macroeconômico do segmento e do país. Em caso de imprevistos que concretizem o risco, a seguradora se compromete a pagar a indenização ao segurado dos prejuízos, conforme estipulado na apólice, decorrente do não pagamento de seus clientes. 

O produto está disponível para empresas de qualquer segmento, cada qual com sua taxa de risco, e cobre seguro de crédito doméstico, à exportação e até FIDCs, que são fundos de investimentos em direito creditórios, indenizando o risco de inadimplência por parte do cedente. “O seguro cobre um risco que o FIDC não é capaz de mitigar, como a insolvência de uma empresa, o que melhora a qualidade dos ativos. Temos promovido encontros e webinars para tornar o produto mais conhecido dos gestores”, conta. A primeira apólice fechada neste nicho de negócio foi em 2016. 

Os executivos deste segmento tiveram momentos de tensão durante a pandemia, quando se esperava um grande índice de inadimplência em todo o mundo. Em alguns países, as seguradoras que operam no crédito chegaram até a negociar um acordo com o governo para que a conta fosse dividida entre ambos os lados, uma vez que pandemia era um risco excluído em boa parte das apólices. No entanto, os governos investiram forte em subsidiar as empresas para mitigar o risco de recessão das economias. E, com isso, o índice de falência ou pedidos de recuperação judicial se manteve em patamares estáveis, o que preservou as seguradoras.

O CEO não aposta em aumento na sinistralidade para 2022, mesmo neste cenário tumultuado de eleições presidenciais acompanhado por baixo crescimento da economia. No Brasil, por exemplo, o índice combinado em 2021 foi de 15,8%, muito abaixo do que se costuma registrar em outras linhas de negócios, como automóvel, por exemplo, com média de 65%. Especificamente a Allianz Trade registrou índice combinado de 14% em 2021. De acordo com a Susep, a sinistralidade do mercado passou de 35% em 2019 para aproximadamente 50% em 2020, o que evidencia esse cenário. 

“Mantemos um baixo índice de pedidos de indenizações, o que nos fortalece para investirmos em melhorias no fluxo de informações, gerando assim mais qualidade e agilidade na jornada de contratação do seguro e prestação de serviços para clientes. Também apostamos nas parcerias com corretores especializados e no treinamento de profissionais que queiram ingressar neste segmento que tem grande potencial no Brasil”, afirma. 

Farbelow acredita que o setor pode ajudar na conscientização dos empresários de que é importante contar com proteção independentemente do tamanho da empresa. Ele defende a ideia de que o seguro de crédito é uma ferramenta de mitigação de riscos de inadimplência das empresas junto ao seu portifólio de clientes, contribuindo para maior previsibilidade da performance do contas a receber, evitando assim grandes flutuações em momentos de crise, bem como livra ativos do patrimônio para fins de solvência ao ter em seguro.

O seguro garantia judicial também é uma grande aposta do CEO da Allianz Trade e já representa 20% do faturamento da companhia. Só que aqui, diferente do seguro de crédito com produtos sob medida e cerca de cinco concorrentes, o segmento judicial é praticamente uma commodity e hoje conta com dezenas de seguradoras atuantes, numa briga acirrada por substituir os depósitos judiciais por uma apólice de garantia. Ganha mercado a seguradora que entregar uma jornada ágil e amigável ao corretor parceiro. 

Boletim da CNseg: deflação é pontual e ainda não reverte expectativas de alta de preços no longo prazo

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A redução nas projeções para a inflação oficial, para 6,40% em 2022 e 5,17% no próximo ano, após a deflação de 0,36% registrada em agosto é o destaque do Boletim de Acompanhamento das Expectativas Econômicas (AEE) da CNseg, com base em números da pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira (12/09).

“A inflação recuou para 8,73% em 12 meses, o primeiro resultado abaixo de dois dígitos desde agosto do ano passado e o menor número desde junho de 2021”, assinalou o economista Pedro Simões, da CNseg. “No entanto, em horizontes mais longos, a deterioração da inflação continua, o que preocupa o mercado”, afirma.

A previsão de maior crescimento do PIB reflete uma clara melhora no mercado de trabalho e a continuidade das injeções de recursos pelo governo na economia neste segundo semestre (um novo decreto para liberar R$ 5,6 bilhões em emendas de relator foi editado na semana passada), acomodadas por resultados fiscais melhores que o esperado a curto prazo.

O comportamento persistente de alta da inflação no mundo é também destacado no boletim da CNseg. Ele chama a atenção do ajuste dos juros básicos pelo Banco Central Europeu na semana passada, de 0,75 ponto percentual, em resposta à inflação elevada e às consequências geradas pelas restrições do fornecimento de gás da Rússia. Analistas estão atentos também ao comportamento do CPI americano de agosto, para avaliar se o aperto da política monetária dos EUA manterá ou não o ritmo atual. Inicialmente,  “os preços mais baixos da gasolina devem ter ajudado a desacelerar o ritmo da inflação nos EUA pelo segundo mês consecutivo, mas é improvável que o Federal Reserve seja dissuadido de promover um novo aumento acentuado da taxa de juros em setembro, já que a inflação permanece bem acima de sua meta, com persistência na inflação de serviços”, acrescentou Pedro Simões. 

Ele afirmou que, por aqui, o resultado do IPCA de agosto não alterou as medianas das projeções do Focus para a Selic ao final deste ano e do próximo (13,75% e 11,25%, respectivamente), mas aumentou a probabilidade, nas análises de alguns especialistas, de que o Copom aumente a Selic em 0,25 ponto percentual na próxima reunião do dia 21 deste mês.