Afeto e conexão marcam a campanha de fim de ano do Grupo Bradesco Seguros

Screenshot

O Grupo Bradesco Seguros apresenta sua nova campanha de fim de ano, intitulada “A Descoberta”, que traz uma reflexão sensível sobre o papel da amizade e das conexões humanas. Criado pela AlmapBBDO, o filme acompanha a história de uma menina tímida que encontra um lápis mágico e passa a desenhar pequenos seres que ganham vida, tornando-se companhia para ela e para outras pessoas. A narrativa ilustra, de forma simbólica, como o cuidado e a empatia podem transformar realidades. 

A campanha reforça o posicionamento da companhia como parceira em todos os momentos, por meio de uma abordagem emocional, acessível e próxima às pessoas, além de ser embalada por “You’ve got a friend”, icônica música de James Taylor. A trilha sonora mostra como a amizade é uma grande fonte de inspiração e tem como objetivo mostrar à audiência que é no sentimento de união e fraternidade que ela é encontrada. A música alcançou o 1º lugar na Billboard Hot 100 e figurou posições de destaque na ocasião do lançamento, sendo um grande sucesso de público.

“Acreditamos que campanhas humanizadas têm o poder de sensibilizar de forma leve e verdadeira. ‘A Descoberta’ é um convite à reflexão sobre a importância da empatia e amizade, de estar presente na vida do outro, algo que o Grupo Bradesco Seguros faz todos os dias com seus clientes. Queremos que esse filme gere identificação, toque corações e seja compartilhado como um gesto de afeto nesse momento especial do ano”, afirma Alexandre Nogueira, Diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros. “Como temos ressaltado ao longo dos últimos anos em nossas campanhas, o seguro é aquele amigo que pode te amparar em momentos inesperados”, finaliza o executivo.

Com uma proposta visual lúdica, a produção exigiu um trabalho técnico detalhado para dar vida aos personagens e ambientações, resultando em uma peça que combina inovação e sensibilidade. A campanha terá exibição nacional em diversos meios, integrando os principais canais de comunicação com foco em alcance e fortalecimento da percepção de marca.

Tokio Marine e DENSO firmam parceria estratégica para elevar a experiência do Cliente em casos de sinistro

Screenshot

 Tokio Marine, uma das maiores seguradoras do país, anuncia parceria estratégica com a DENSO, líder global na fabricação de autopeças, com o objetivo de oferecer aos Corretores e Clientes mais agilidade, qualidade e confiança no atendimento em casos de sinistro.

A iniciativa reforça o compromisso da Tokio Marine em garantir que seus Segurados tenham acesso a peças originais, com garantia de fábrica e toda a confiabilidade de um serviço de qualidade superior. A DENSO disponibilizou ao mercado reparador um kit completo composto por radiador, condensador e eletroventilador, que assegura um reparo mais rápido, seguro e econômico para os veículos.

De acordo com o Diretor de Sinistros da Tokio Marine, Laur Diuri, a parceria proporciona benefícios para a cadeia de atendimento. “Além de garantir peças originais e serviços de alta qualidade, essa iniciativa representa um ganho real para Corretores e Clientes. Ao utilizar distribuidores autorizados da DENSO, asseguramos a aplicação de componentes confiáveis e, nos casos possíveis, a adoção do kit completo, que reduz a chance de erros na montagem, agiliza o reparo e oferece um custo mais competitivo em relação à compra dos itens separadamente”, afirma.

Com essa parceria, Tokio Marine e DENSO unem forças para transformar um momento delicado – o sinistro – em uma experiência mais simples e segura. A iniciativa reforça a visão das duas empresas de oferecer soluções inovadoras que agreguem valor, confiança e tranquilidade para Segurados.

Terceirizar a função-chave do risco: quando o seguro deixa de ser custo e vira governança

Ter um programa de seguros robusto não significa estar protegido. Em muitas empresas brasileiras, o seguro ainda é tratado apenas como custo ou ato de compra — sem vínculo direto com estratégia, governança ou continuidade do negócio. Nesse cenário, lacunas de cobertura, processos reativos e sinistros negados continuam sendo uma realidade, mesmo em grandes companhias com operações complexas.

A boa notícia é que já existe um caminho para mudar esse jogo — e ele vem de mercados mais maduros como Estados Unidos e Europa: o Risk Manager as a Service (RMaaS). Trata-se de terceirizar a gestão de riscos e seguros com profundidade técnica e independência, garantindo disciplina, governança e alinhamento entre todos os atores do ecossistema (áreas internas, corretores e seguradoras). Um modelo que está ganhando espaço no Brasil e pode elevar a maturidade do setor sem demandar estruturas internas caras e difíceis de formar.

A consultora Izabela Dias é uma das vozes pioneiras desse movimento. Sócia-proprietária da Izabela Dias Consultoria Empresarial, formada em Administração com pós-graduação em Finanças pela Fundação Dom Cabral e Seguros & Resseguros pela ENS, ela acumula mais de 25 anos de experiência em áreas financeiras de grandes grupos e passou 15 anos como Risk Manager do Grupo Cosan — um dos maiores conglomerados do país. Na entrevista a seguir, Izabela explica como funciona o RMaaS, para quem faz mais sentido, os ganhos imediatos e os desafios de adoção no mercado brasileiro.

O que exatamente significa “Risk Manager as a Service” — e em que ele difere de um gestor interno ou de uma corretora de seguros?

O Risk Manager as a Service é um modelo em que a empresa passa a contar com um gestor de riscos experiente — de forma contínua ou sob demanda — sem precisar arcar com a estrutura e o custo fixo de um departamento interno. Em mercados mais maduros, como EUA e Europa, já é comum trabalhar com gestores independentes. No Brasil, o modelo ainda está ganhando espaço, impulsionado pela crescente compreensão de que seguro não é só compra de produto, mas parte central da governança corporativa. As corretoras têm papel essencial na intermediação, na estruturação comercial e na colocação das apólices. O RMaaS é complementar: atua na estratégia de riscos, conectando necessidades operacionais, regulatórias e financeiras ao desenho do programa de seguros. O papel não é substituir ninguém, mas harmonizar as visões — quando todos estão alinhados, o cliente e o mercado ganham.

Quais atividades estão incluídas nesse modelo e como isso se compara ao trabalho de um gestor interno?
O escopo contempla atividades semelhantes às exercidas por um Risk Manager empregado: construção ou revisão do framework de riscos, mapeamento e priorização de exposições críticas, revisão técnica de apólices, identificação de gaps, apoio em renovações, interação com corretores, preparação de relatórios executivos e monitoramento contínuo.
A diferença está no formato. O RM interno é fundamental em operações maiores e mais complexas. Já o RMaaS traz a mesma senioridade de forma flexível e economicamente viável — podendo complementar o gestor interno em projetos específicos, demandas extraordinárias ou aprofundamento técnico em temas mais complexos.

Quais são os principais ganhos para uma empresa que adota esse modelo — especialmente no Brasil?

O modelo entrega profissionalização instantânea, com método, governança e visão estratégica — essenciais para evitar lacunas de cobertura e sinistros negados. Além do ganho técnico, há redução de custos com estrutura interna e contratações mais inteligentes, baseadas em coberturas adequadas. A independência técnica amplia a segurança das decisões e fortalece a governança. Outro benefício é a agilidade: renovações mais previsíveis, sinistros mais eficientes e decisões baseadas em dados e benchmark. Em resumo: RMaaS eleva a maturidade, otimiza custos e fortalece a resiliência da empresa.

Em que tipos de empresas ou setores o RMaaS faz mais sentido?

A demanda está mais ligada à complexidade do negócio do que ao porte. Vejo maior necessidade em empresas de médio e grande porte, especialmente acima de R$ 300 milhões em faturamento anual. Muitas têm demandas relevantes de seguros, mas não contam com um Risk Manager interno. Na consultoria, atendo empresas de vários perfis — listadas ou não, de serviços, infraestrutura e indústrias em geral. Algumas precisam de acompanhamento contínuo; outras, de projetos pontuais como revisão de apólices críticas, análise de riscos em contratos ou suporte em governança.

Como funciona, na prática, a prestação desse serviço?

Adoto uma metodologia estruturada, mas sempre customizada. Começa com um diagnóstico detalhado para avaliar maturidade, apetite de risco e exposições críticas. A partir daí, o trabalho pode assumir diferentes formatos: construção de um framework completo, revisão do programa de seguros, mapeamento e priorização de riscos, definição de controles, apoio em renovações ou suporte regulatório e operacional. O método é consistente — diagnóstico, apetite, identificação e priorização de riscos, desenho de controles, monitoramento contínuo e revisões periódicas — mas o escopo se ajusta totalmente ao estágio de evolução da empresa.

Quais são os desafios para implementar esse modelo no Brasil — tanto para quem oferece quanto para quem contrata?

O principal obstáculo nas empresas é a falta de visão estratégica sobre risco e seguro. Ainda se trata esses temas como custo e não como governança, o que leva a decisões tardias e reativas. Além disso, processos pouco integrados e baixa disponibilidade de dados exigem um trabalho inicial mais profundo. Do lado do provedor, o desafio é disseminar o conceito. Como o papel estratégico do Risk Manager ainda não é amplamente entendido, o modelo “as a Service” naturalmente gera dúvidas. Por isso, parte do trabalho envolve educar o mercado — mostrando que não é uma consultoria pontual, mas uma função contínua que fortalece finanças, operação e governança.

Você pode citar exemplos ou cenários em que o RMaaS evita perdas ou garante maior resiliência?

Um caso frequente é o de empresas com programa robusto, mas sem gestor dedicado. Nessas situações, avalio riscos seguráveis, identifico lacunas ou excessos, recomendo coberturas e proponho estratégias de mitigação. Muitas vezes encontro inconsistências em apólices já contratadas, custos que podem ser otimizados ou cláusulas obrigatórias ausentes. Também gero valor ao apoiar a definição do modelo de atuação com corretores — ajudando a alinhar expectativas e fortalecer a concorrência saudável. Há ainda projetos em processos de bid ou licitação, garantindo que apólices e garantias sejam estruturadas corretamente e não corram risco de impugnação — algo crítico para evitar atrasos, penalidades e perda de contratos. No fim das contas, o RMaaS funciona como um catalisador: acelera processos, reduz riscos e traz clareza técnica para decisões que têm impacto direto no caixa e na continuidade do negócio.

Obras de Portinari e Matisse são roubadas e contam com seguro, informa secretária da cultura

Dois homens armados invadiram a biblioteca municipal Mário de Andrade, na região central de São Paulo, na manhã deste domingo (7). De acordo com a Polícia Militar, obras de arte foram levadas e os bandidos fugiram. A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), responsável pela biblioteca, informou que foram roubadas oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Candido Portinari, da obra “Menino de Engenho”, pertencentes à exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”. Segundo a Secretaria de Cultura e Economia Criativa, “as obras expostas contam com apólice de seguro vigente”.

Este domingo era o último dia da mostra que reúne livros raros e obras das décadas de 1940 e 1950 e fotografias que retratam a produção moderna no país, que conta com seguro para apenas parte da exposição, subscrito pela seguradora Ezze Seguros e conduzido pela corretora Howden, segundo fontes que pediram anonimato.

Um dos criminosos teria anunciado o roubo ao mostrar a arma debaixo da blusa para uma das seguranças da biblioteca, que não portava arma. Ela foi levada para uma sala onde foi obrigada a entregar o rádio de comunicação e o celular. Enquanto isso, o outro suspeito retirou os oito quadros da parede. Não houve vítimas nem relatos de tiros disparados.

PicPay firma compromisso com o INSS e irá devolver cerca de R$ 1 milhão cobrados a título de seguro prestamista

FONTE: INSS

PicPay assinou termo de compromisso com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), comprometendo-se a adequar os procedimentos relacionados às operações de empréstimo consignado. A instituição financeira se comprometeu a devolver, imediatamente, cerca de 1 milhão de reais cobrados a título de seguro prestamista.

Além disso, o PicPay assumiu o compromisso de não comercializar seguro prestamista ou outros produtos e serviços com descontos nos benefícios. O banco também se comprometeu a não condicionar a contratação ou o depósito do crédito consignado à aquisição de qualquer modalidade de seguro, título de capitalização, plano assistencial ou serviço de natureza análoga (venda casada).

Restituição de valores cobrados

Em iniciativa voluntária, o PicPay manifestou interesse em cancelar o seguro prestamista vendido a clientes e restituir os valores cobrados a título de seguro prestamista ou de qualquer outro produto ou serviço vinculado aos empréstimos consignados que tenham sido descontados dos benefícios.

A restituição dos valores deverá ocorrer em até 60 (sessenta) dias, contados da assinatura do termo de compromisso.

As formas de restituição disponíveis incluem:
• pré-pagamento dos empréstimos vigentes, com abatimento do saldo devedor a partir da última parcela a vencer;
• crédito na conta em que o valor do empréstimo foi depositado;
• via PIX, mediante confirmação do número de CPF do beneficiário;
• disponibilização via SVR (Sistema de Valores a Receber) do Banco Central do Brasil.

O PicPay só não precisará fazer o ressarcimento nos casos em que os beneficiários já tiverem recebido o valor segurado ou quando houver sinistro passível de acionamento da cobertura do seguro.

Riscos econômicos e sociais dominam as preocupações de líderes empresariais brasileiros em 2025

Foi lançada a Executive Opinion Survey 2025, pesquisa realizada anualmente pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com o Zurich Insurance Group e a Marsh McLennan (NYSE: MMC), líder global em risco, estratégia e pessoas, e que identifica os principais riscos de curto prazo para empresas e economias no mundo.

O estudo reúne percepções de mais de 11 mil líderes empresariais de 116 países, antecedendo a publicação do tradicional Relatório de Riscos Globais (Global Risks Report – GRR), com destaque para as percepções dos líderes dos países que compõem o G20.

No Brasil, o cenário da pesquisa é marcado por pressões econômicas e sociais. A recessão econômica aparece em primeiro lugar. Em segundo, estão os serviços públicos e as proteções sociais insuficientes, que abrangem educação, infraestrutura e previdência. O endividamento (público, corporativo e doméstico) figura na terceira posição, seguido por crime e atividade econômica ilícita, e pela inflação em quinto lugar.

De acordo com Edson Franco, CEO da Zurich Seguros no Brasil, os resultados reforçam a urgência de fortalecer os mecanismos de estabilidade financeira das famílias. “A pesquisa mostra que a seguridade volta a ocupar um espaço central nas preocupações dos líderes brasileiros. Essas fragilidades tornam a previdência complementar e os produtos de proteção de longo prazo ainda mais relevantes em um país que envelhece rapidamente”, pontua o executivo.

Segundo ele, as questões de seguridade, bem-estar e saúde pública influenciam a estabilidade das empresas, a capacidade de planejamento das pessoas e o bem-estar das comunidades, exigindo ações coordenadas e conjuntas entre diferentes setores e governos e sociedade para aumentar a resiliência da sociedade brasileira.

Franco ainda chamou a atenção para o fato de que os eventos climáticos extremos, que estiveram presentes no Top 5 da pesquisa do ano passado, desta vez ficaram de fora dos cinco principais riscos apontados. Segundo ele, um cenário que entra em conflito com a presença constante do tema na agenda do país ao longo de todo ano de 2025, em função da COP30.

“Em pleno ano de COP30, mesmo após episódios cada vez mais frequentes, os riscos climáticos não apareceram este ano. Isso é preocupante, pois revela como as questões econômicas e sociais mais imediatas acabam ganhando prioridade. Não podemos esquecer a importância da agenda climática para a resiliência das empresas e de toda a sociedade. Essa não é uma preocupação que deve estar em um futuro distante, é parte do presente e exige uma colaboração de todos os setores, o que só vai acontecer se esta agenda se manter prioritária”, defende Franco.

Para Paula Lopes, presidente da Marsh Brasil, o relatório evidencia uma transição crucial na agenda de risco das empresas: as ameaças sociais e tecnológicas, que ganharam um lugar de destaque ao lado das preocupações econômicas imediatas. Isso demonstra uma visão mais ampla e integrada dos líderes, ao entenderem que a estabilidade dos negócios está intrinsecamente ligada ao bem-estar social e à confiança digital.

“No entanto, é fundamental que esse olhar estratégico seja amplo. A ausência dos eventos climáticos extremos no ranking de preocupações de curto prazo não significa que o risco tenha diminuído. Pelo contrário, significa que sua materialização é considerada certa e sua gestão não pode mais ser adiada. A construção de resiliência climática é um imperativo de longo prazo que demanda ação imediata”, afirma. “Empresas, governos e a sociedade precisam unir forças agora para adaptar infraestruturas, repensar modelos de negócio e proteger comunidades, transformando esse desafio global em uma oportunidade de inovação e desenvolvimento sustentável”, complementa.

Cenário Global e América Latina

Na América Latina (incluindo Argentina e México, que também compõem o G20), os principais riscos enfrentados por empresas e sociedades incluem a insuficiência de serviços públicos e proteções sociais, a falta de oportunidades econômicas e o desemprego, além da crescente atividade criminosa e econômica ilícita. Além disso, a região é afetada pela incerteza econômica decorrente de possíveis recessões e pela polarização social, fatores que juntos representam desafios significativos para a estabilidade e o desenvolvimento sustentável no curto e médio prazo.

Para Carlos A. Rivera, CEO da Marsh McLennan para América Latina e Caribe, os desafios sociais e econômicos estão profundamente entrelaçados, com riscos como a insuficiência de serviços públicos e a falta de oportunidades econômicas impactando diretamente a estabilidade da América Latina. É importante que as organizações enfrentem esses riscos com uma abordagem integrada, que combine resiliência financeira, inovação na gestão de riscos e colaboração multissetorial para proteger as comunidades e promover um desenvolvimento sustentável e equitativo.

Laurence Maurice, CEO da Zurich na América Latina, afirma que os resultados reforçam desafios comuns nos países latino-americanos. “Os riscos relacionados às proteções sociais aparecem com força em toda a região. Ampliar o acesso à proteção financeira e investir em educação e formação profissional são caminhos essenciais para fortalecer a resiliência das comunidades”. Segundo ela, os resultados dialogam diretamente com iniciativas conduzidas regionalmente pela Zurich, como a capacitação técnica, desenvolvimento de competências socioemocionais e inclusão produtiva de jovens, ampliando oportunidades de empregabilidade e contribuindo para a resiliência social.

Já entre os países do G20, os dois primeiros lugares do ranking seguem a mesma linha do ranking brasileiro, com a recessão econômica permanecendo como o principal risco pelo terceiro ano consecutivo, e ocupando o primeiro lugar em seis economias do G20, incluindo Reino Unido e Estados Unidos. Ele é seguido pela preocupação com a insuficiência de serviços públicos e proteções sociais – a situação fica evidente especialmente na Europa, onde o envelhecimento da população tem avançado com velocidade.

“Desafios como previdência e saúde pública não são mais apenas questões governamentais – são prioridades dos conselhos de administração. É alarmante ver que, hoje, na Europa, há menos de três adultos em idade ativa para cada aposentado, e mais de um terço dos cidadãos da UE não está economizando o suficiente para a aposentadoria. Essas lacunas ameaçam tanto o bem-estar da força de trabalho quanto a estabilidade social mais ampla. O momento de agir é agora; ao unir forças entre setores, podemos ajudar as pessoas a construir resiliência financeira e garantir um futuro melhor para todos”, afirma Alison Martin, CEO EMEA & Bank Distribution do Grupo Zurich.

Em terceiro e quarto, respectivamente, aparecem a falta de oportunidades econômicas ou desemprego e a inflação. O quinto risco é composto por ameaças tecnológicas relacionadas à desinformação, que entram pela primeira vez no Top 5 do G20. A presença inédita deste risco se deve ao avanço das ferramentas de inteligência artificial e ao receio de que a propagação de conteúdos falsos afete eleições, mercados, infraestrutura e segurança digital.

“Com o avanço da inteligência artificial, a proliferação da desinformação e da informação incorreta está permitindo que agentes mal-intencionados atuem de forma mais ampla. Por isso, os desafios trazidos pela rápida adoção da IA e pelas ameaças cibernéticas associadas agora ocupam o topo das agendas dos conselhos de administração”, pontua Andrew George, presidente da Marsh Specialty.

Os eventos climáticos extremos, que estiveram no Top 5 do G20 em 2024, também não aparecem entre os principais riscos de 2025, levantando questões sobre como o grau de polarização social e política está moldando a aceitação atual em relação às mudanças climáticas.

“Embora fatores econômicos e geopolíticos tenham desviado parte da atenção dos compromissos de mudança no curto prazo, as empresas devem manter o foco em seus objetivos ambientais para mitigar os riscos associados às mudanças climáticas no longo prazo”, complementa George.

Para Zurich e Marsh, o estudo oferece subsídios estratégicos para empresas, governos e lideranças compreenderem tendências e desenvolverem soluções que fortaleçam a segurança e a sustentabilidade das sociedades.

Galapagos Capital emite R$ 100 milhões em letras de risco de seguro para seguro de garantia judicial

roberto-takatsu galápagos Hdi Tokio marine

A Galapagos Capital, companhia de investimentos global com mais de R$ 32 bilhões sob gestão, anuncia a emissão de até R$ 100 milhões em Letras de Risco de Seguro (LRS). Com o prazo de 6 anos, a operação estruturada tem como objetivo permitir automatizar operações de seguros de garantia judicial. A emissão foi realizada tendo como contraparte a bs2 Seguros.

A LRS é conhecida internacionalmente como Insurance Linked Security (ILS), título emitido no mercado de capitais com base em riscos de seguros. O título se destaca por oferecer um resseguro automático para as emissões dos próximos 12 meses. O modelo permite utilizar até R$ 100 milhões iniciais, podendo ter sua capacidade ampliada.

Segundo Roberto Takatsu, sócio da Galapagos Capital, a companhia seguirá uma estratégia inicial de prudência, priorizando emissões voltadas a investidores profissionais, fundos de pensão e multi-family offices, com foco em estruturas conservadoras para consolidar a confiança no mercado. “Estamos entrando em um mercado que pode destravar diversas oportunidades – desde operações de crédito até cobertura de riscos complexos no agronegócio e em catástrofes naturais. O Brasil passa a contar com um novo instrumento para ampliar capacidade de seguro e de crédito, reduzindo gargalos históricos”, diz Takatsu.

Para viabilizar a emissão, a Galapagos desenvolveu, do zero, um sistema digital que integra seguros e securitização em parceria com a Fitinsur. O processo exigiu meses de negociações com SUSEP, Receita Federal, CVM e B3, resultando em um arcabouço capaz de suportar a criação do modelo.

A operação contou com o apoio do Madrona Advogados (assessoria jurídica),e da Vortex (liquidação e registro), além da colaboração essencial da SUSEP, Receita Federal e B3.

SulAmérica celebra 130 anos e apresenta novo posicionamento com a assinatura “Na sua vida. Pra vida toda”

A SulAmérica completou 130 anos no dia 5 de dezembro e escolheu celebrar a data com um marco estratégico: a apresentação do seu novo posicionamento institucional, acompanhado da primeira assinatura de marca da sua história, “Na sua vida. Pra vida toda” . A mudança reflete o novo momento da companhia e da marca, ampliando o território de seguradora de saúde para ser protagonista na vida das pessoas em sua visão mais ampla, com proteção financeira, investimentos e soluções 360 para seguro saúde, odonto e vida.

Na contramão das comemorações tradicionais de marcas, centradas em retrospectivas históricas, a SulAmérica se desafiou a olhar para frente. Pioneira em iniciativas como coleta domiciliar de exames e pronto atendimento virtual, a companhia segue investindo em tecnologia, automação e inteligência artificial, análises preditivas e parcerias estratégicas para organizar dados e transformar as jornadas de experiência dos segurados. Como parte desse momento de transformação, a SulAmérica também prepara o lançamento do seu novo portal institucional e do novo aplicativo, que foi redesenhado com foco na experiência do usuário. A plataforma ganhará arquitetura mais moderna, navegação mais clara e maior oferta de jornadas de autosserviço, permitindo que o cliente resolva suas necessidades de forma rápida e autônoma.

Nesse sentido, o novo posicionamento parte do legado como base de credibilidade e reputação construída ao longo de muitas décadas, mas ao mesmo tempo projeta a SulAmérica para adiante, com a promessa de seguir evoluindo para cuidar da vida das pessoas em dimensões integradas: saúde e bem-estar; proteção e segurança; e planejamento de longo prazo.

O filme que inaugura o novo posicionamento teve sua estreia na mesma data do aniversário da companhia e parte de uma pergunta central: “Como serão os próximos 130 anos?”. A partir desse ponto, a narrativa constrói uma jornada visual que mescla avanços da tecnologia na área médica, hospitalar, plataformas de autosserviço, com as interações e relações humanas, que seguirão sua essência de conexão e afeto. O objetivo é reforçar a ideia de que o futuro não é único, mas múltiplo – e que, independentemente do cenário, a SulAmérica continuará se reinventando para cuidar das pessoas, assim como fez ao longo das muitas transformações que o Brasil atravessou desde 1895.

Segundo a companhia, o processo criativo partiu de uma combinação de análises: estudos de mercado e comportamentos culturais, escuta ativa com clientes e entrevistas de executivos de diferentes áreas e setores. Em temas que envolvem saúde, proteção familiar ou planejamento financeiro, um elemento se mostrou recorrente: a confiança é um fator decisivo na escolha de uma marca. E, em um cenário onde a visão de futuro oscila entre entusiasmo e incerteza, essa confiança se torna ainda mais relevante como elemento de estabilidade. O novo posicionamento nasce justamente dessa leitura.

Para a CMO da SulAmérica, Andreia Junqueira, essa escuta tornou o caminho da marca evidente. “Completar 130 anos é um marco que fala sobre confiança e consistência. Atravessamos guerras, pandemias, mudanças econômicas e transformações tecnológicas, sempre nos reinventando para seguir ao lado dos brasileiros. E, quando reunimos as vozes dos clientes e dos líderes da companhia, percebemos que a essência da SulAmérica continuou a mesma esse tempo todo: estar próxima e ser uma referência de segurança em momentos decisivos. Nosso propósito sempre foi cuidar da vida das pessoas, em todos os contextos. Isso nos deu clareza sobre a direção que queríamos seguir”.

A criação é assinada pela Black Flag, com execução e estratégia de veiculação do filme conduzidas pela GPeS. Além da presença nos principais veículos de comunicação do país, o novo posicionamento também será aplicado em todos os pontos de contato digitais da companhia.

Para Andreia, o movimento representa uma virada central na estratégia da marca. “Temos orgulho do caminho que percorremos, mas nosso olhar está voltado para a frente. ‘Na sua vida. Pra vida toda’ não é uma campanha ou um exercício de comunicação, é a expressão da nossa vocação como companhia. É assim que enxergamos o futuro da SulAmérica, ampliando o alcance do cuidado, da saúde ao planejamento. Por isso também escolhemos retratar pessoas reais, de diferentes idades, origens e histórias: para reforçar que é nesse cotidiano diverso que nossos produtos e nossa presença fazem diferença. É a nossa forma de dizer, ‘não importa o que o futuro reserva, você e quem você ama estarão seguros’”.

Seguro paramétrico: uma proteção financeira para eventos climáticos

ivan passos

Por lvan Gonçalves Passos, especialista em grandes riscos

O Brasil convive com um ciclo repetido: chuvas intensas, alagamentos, pedidos de calamidade, verbasemergenciais, reconstrução lenta — e, depois, tudo recomeça. Esse modelo não é só caro. É ineficiente. Em um país onde desastres climáticos levam, em média, R$ 14 bilhões por ano dos cofres públicos, segundo o IBGE, é urgente pensar em ferramentas novas para mitigar impactos. Uma delas vem ganhando força por recomendação do Banco Mundial.

Ao contrário do seguro tradicional, o paramétrico não indeniza com base em laudos de danos físicos. Ele paga quando um indicador objetivo ultrapassa um limite pré- definido. Pode ser a quantidade de chuva medida por estação oficial ou satélite, o nível de um rio ou a intensidade do vento de um ciclone. Se o índice é atingido, o seguro é automaticamente acionado. Sem perícia. Sem burocracia. Com previsibilidade.

Essa dinâmica resolve dois problemas de uma só vez: a demora na liberação de recursos após um desastre e a incerteza orçamentária enfrentada por governos. É o que explica o Banco Mundial em suas estratégias de proteçãofinanceira climática. No Caribe, por exemplo, o Caribbean Catastrophe Risk Insurance Facility (CCRIF) já desembolsou dezenas de milhões de dólares em poucos dias após enchentes e furacões — dinheiro usado parasaneamento, saúde pública e limpeza urbana. Agora mesmo, o governo da Jamaica recebeu US$ 70,8 milhões pela ocorrência do furacão Melissa. Na Ásia, Filipinas utiliza apólices paramétricas para financiar respostas a tufões sem necessidade de decretos de crédito extraordinário. México e Peru têm cat bonds paramétricos que garantem cobertura em terremotos severos. ARC (África) pagou indenizações em até 10 dias a governos atingidos por secas, que utilizaram os recursos para distribuir à população afetada.

No Brasil, a oportunidade é clara. Bacias urbanas como a do Vale do Itajaí, Rio Taquari ou a Região Metropolitana de São Paulo poderiam ser protegidas com contratos baseados em gatilhos de chuva acumulada, medidas por redes do Cemaden, da ANA

ou satélites internacionais. Estados ou consórcios de municípios poderiam firmar apólices com valores pré-ajustados, recebendo indenizações automáticas após eventos críticos.

No Brasil a ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias), empresa pública federal vinculada ao Ministério da Fazenda, tem vocação para coordenar esse tipo de instrumento. Ela poderia agrupar estados e municípios em um pool de riscos nacional ou regional, padronizar índices climáticos e negociar com seguradoras e resseguradoras. Com a ABGF no papel de coordenador técnico e institucional, o Brasil poderia finalmente integrar finanças a estratégias climáticas

Para o mercado segurador, trata-se de uma fronteira de inovação promissora, seguradoras e resseguradoras locais e globais já têm capacidade técnica para construir índices, calibrar riscos e oferecer contratos em reais. Agovernança é crucial: índices transparentes, gatilhos auditáveis, contratos simples e uma arquitetura de dados confiável.

Adotar seguros paramétricos é uma escolha estratégica. Não substitui medidas de adaptação física, comodrenagem urbana, reflorestamento de encostas ou códigos de obra mais rígidos. Mas reduz danos econômicos e acelera a reconstrução. Dá ao poder público uma ferramenta moderna para transitar de uma lógica reativa e fragmentada para uma gestão financeira proativa, baseada em dados e compartilhada com o mercado.

E, sobretudo, reconhece que os efeitos das enchentes, inundações, queimadas, secas, entre outras catástrofesclimáticas, já não devem ser tratadas como eventos excepcionais. Fazem parte do novo normal climático. E exigem soluções possíveis, como o seguro.

HDI acelera no Salão do Automóvel para sustentar liderança no seguro auto

O seguro de automóveis é, há décadas, o motor do mercado segurador: tem alta demanda espontânea, grande volume de prêmios e impacto direto na experiência do consumidor com as seguradoras. Justamente por isso, é também um segmento onde a disciplina técnica faz toda a diferença — preços mal calibrados viram prejuízo na safra seguinte, e a guerra comercial pode custar caro. Em um cenário de concorrência cada vez mais acirrada, tecnologia embarcada que muda a dinâmica dos sinistros e consumidores mais exigentes, as companhias precisam se reinventar para seguir crescendo sem perder rentabilidade.

É neste contexto que o Grupo HDI chega ao Salão do Automóvel como patrocinador do Drive Experience — reforçando a importância do seguro auto em sua estratégia multimarcas com Yelum Seguros (ex-Liberty), e evidenciando que quer estar presente em toda a jornada da mobilidade. “O patrocínio simboliza a proteção que permite ao cliente avançar com tranquilidade”, destaca Carla Oliveira, diretora de Produto Auto do Grupo HDI, em entrevista ao Sonho Seguro.

Qual é o objetivo estratégico do Grupo HDI ao patrocinar o Salão do Automóvel e que mensagem a seguradora quer reforçar para o mercado automotivo?

O patrocínio ao Salão do Automóvel representa um movimento estratégico do Grupo HDI para reforçar sua presença no universo automotivo e consolidar nossa posição como parceiro relevante do setor. A escolha de patrocinar o Drive Experience – espaço onde o público pode testar potência, frenagem e dirigibilidade em ambiente controlado – reforça a mensagem de que queremos estar presentes nos marcos importantes da vida das pessoas, oferecendo segurança e confiança para avançar. Assim como quem faz um test drive está prestes a dar um novo passo na conquista de seu veículo, o Grupo HDI busca simbolizar a proteção que permite ao cliente avançar com tranquilidade. Mais do que isso, a presença no Salão também reforça ao mercado que a companhia acompanha constantemente as transformações tecnológicas e comportamentais do setor automotivo, investindo em soluções inovadoras e alinhadas às novas demandas.

O seguro auto continua sendo o principal produto do portfólio da companhia. Como a participação no Salão reforça a relevância desse segmento para o grupo após a aquisição da Liberty Seguros?

O Salão do Automóvel é o maior palco para diálogo com consumidores, montadoras, concessionárias e parceiros do ecossistema automotivo – justamente o segmento mais representativo do nosso portfólio. Por isso, estar no evento, especialmente neste momento em que a companhia apresenta após a aquisição, a marca Yelum, seguimos comprometidos em manter o seguro auto como pilar estratégico. Além disso, nossa participação reforça que o Grupo, agora com uma carteira ampliada e uma estratégia multimarcas mais robusta, está preparado para entregar soluções sob medida, fortalecer a experiência do cliente e atender com ainda mais precisão às necessidades dos motoristas.

Após a integração com a Liberty, a HDI ampliou significativamente sua carteira de automóveis. Quais movimentos têm sido feitos para manter — e expandir — essa liderança?

O Grupo HDI vem avançando em várias frentes estratégicas para manter e expandir nossa liderança no segmento de automóveis. Um dos pilares desse movimento é o fortalecimento da estratégia multimarcas, com HDI Seguros, Yelum e Aliro atuando de forma complementar para atender diferentes perfis de clientes, com propostas de valor bem definidas e produtos ajustados a cada necessidade. Além disso, seguimos investindo fortemente na expansão dos serviços próprios, como a integração da Fácil Assist – nossa empresa de assistência 24h – que trouxe ganhos imediatos em agilidade, capilaridade e qualidade de atendimento. Essa mudança elevou os índices de satisfação para os maiores patamares da nossa história nas três marcas (Yelum HDI e Aliro). Também promovemos uma evolução significativa no portfólio de Auto Individual, com ampliação de limites de cobertura – incluindo importâncias seguradas de até R$ 2 milhões na Yelum – somos pioneiros a oferecer a calibragem da tecnologia ADAS gratuitamente para todos os segurados independentemente do produto, até mesmo Frota e Caminhão –, aumento dos limites de cobertura para blindados, melhorias na experiência de sinistro – com liquidação de indenização integral em até 3 dias úteis para indenização integral. Novidades importantes também chegaram às assistências, como suporte a tecnologias avançadas, além de condições comerciais mais atrativas, como parcelamento em até 12 vezes sem juros no cartão de crédito. No segmento de Frotas, reforçamos nossa competitividade com limites de casco ampliados para até R$ 1,2 milhão, cobertura de RCF que chega até R$ 2,5 milhões e processos de cotação mais ágeis, incluindo múltiplos endossos simultâneos. Esses movimentos combinados fortalecem nosso portfólio, ampliam o mercado potencial e sustentam a expansão da carteira.

A indústria automotiva vive uma revolução tecnológica com veículos cada vez mais conectados e assistências de direção avançadas. De que forma essas inovações impactam positivamente (e negativamente) o risco e o custo do seguro?

As inovações trazem impactos duplos. De um lado, tecnologias embarcadas, assistências avançadas de direção e sistemas de segurança aprimorados contribuem para reduzir acidentes e melhorar a condução, o que tende a diminuir a frequência de sinistros.  Do outro, esses mesmos avanços tornam o reparo mais complexo e custoso, já que sensores, câmeras e sistemas eletrônicos exigem mão de obra especializada e peças mais caras. Essa combinação exige das seguradoras modelos mais sofisticados de análise de risco e uma rede de serviços adaptada à nova realidade automotiva. No Grupo HDI, estamos preparados para esta realidade, ampliando nossa rede de oficinas e prestadores de acordo com cada inovação que surge no setor. 

Sistemas como frenagem autônoma, sensores e câmeras reduzem colisões de baixa severidade, que representam a maioria das indenizações. Como isso tem se refletido na frequência e severidade dos sinistros da HDI?

Esses veículos realmente apresentam uma dinâmica de sinistro diferente, porque os sistemas ADAS (como frenagem automática, controle de faixa, alerta de colisão) contribuem para reduzir a frequência de acidentes. Por outro lado, quando ocorrem acidentes envolvendo veículos equipados com essas tecnologias, a severidade pode ser maior, devido ao custo elevado de reparo de componentes eletrônicos e sensores. Isso significa que, mesmo com menos sinistros, o valor médio das indenizações pode aumentar. Para equilibrar esses efeitos, investimos em análise avançada de dados, modelos de precificação mais sofisticados e parcerias com oficinas especializadas, garantindo sustentabilidade técnica e preços justos para nossos clientes.

Em contrapartida, carros com mais tecnologia encarecem o custo de reparo. Como a HDI tem trabalhado sua modelagem atuarial e sua rede de oficinas para lidar com esse novo perfil de sinistros?

Carros com mais tecnologia elevam o custo de reparo, e isso exige uma abordagem inovadora. Para compreender essas particularidades, nós criamos clusters de veículos com base nas suas caraterísticas, justamente para entender essas diferenças e direcionar estratégias adequadas. Como Grupo, evoluímos constantemente nossa modelagem atuarial com inteligência artificial e análise preditiva, antecipando tendências e ajustando precificação para garantir equilíbrio técnico. Paralelamente, investimos na transformação da nossa rede de oficinas, com capacitação para lidar com sistemas avançados e integração digital para acelerar processos. Essa estratégia é dinâmica: seguimos incorporando novas tecnologias e dados para oferecer soluções cada vez mais eficientes, sustentáveis e alinhadas às mudanças do mercado automotivo.

O roubo e furto de veículos continua sendo um tema sensível no Brasil. Como tem evoluído a sinistralidade nesse segmento e quais investimentos têm sido feitos em prevenção e monitoramento?

O roubo e furto de veículos segue como um tema sensível no Brasil e a sinistralidade desse segmento tem apresentado dinâmica distinta por região, tipo de veículo e padrão de uso.  Observamos oscilações na frequência ao longo do tempo, com bolsões de maior incidência em áreas específicas e em modelos mais visados. Diante desse cenário, nossa estratégia combina inteligência de dados, prevenção ativa e resposta rápida para mitigar perdas e dar sustentação técnica ao portfólio. Como temos atuado: Modelagem atuarial e inteligência preditiva (isso se traduz em precificação mais precisa e em políticas de aceitação calibradas, preservando acessibilidade e equilíbrio técnico); Parcerias de rastreamento e integração com novas tecnologias (inclusive utilizando tecnologia de rastreamento nativa das montadoras); Operação e rede de atendimento orientadas a agilidade (nossas centrais de sinistros operam com roteiros específicos para casos de roubo e furto, priorizando comunicação imediata, orientação e suporte ao cliente). Essa abordagem garante sustentabilidade técnica, melhor experiência do cliente e resiliência do negócio frente à evolução do risco no Brasil. 

O Brasil tem uma frota envelhecida. Como incluir os carros mais antigos na estratégia de seguro, garantindo preços acessíveis e cobertura adequada sem comprometer a sustentabilidade técnica?

No Grupo HDI, nossa estratégia multimarcas é um diferencial para atender à diversidade da frota brasileira. Oferecemos produtos com diferentes níveis de cobertura, assistências e benefícios, permitindo adequar as ofertas para veículos mais antigos, mantendo acessibilidade, sem perder equilíbrio técnico. Além disso, investimos na personalização de produtos, no uso intensivo de dados para precificação e na otimização de processos por meio da tecnologia. Essa combinação garante soluções adequadas para diversos perfis de veículos e clientes, mantendo sustentabilidade e competitividade no mercado.

Cresce a tendência de o carro já sair da concessionária com seguro embutido. Como a HDI enxerga o papel das concessionárias como canal de distribuição e quais modelos de parceria estão sendo desenvolvidos?

Como um dos maiores grupos seguradores do país, acompanhamos a tendência crescente de integrar o seguro ao processo de compra do veículo. As concessionárias são canais estratégicos nesse movimento e por isso contamos com um Canal Concessionárias dedicado exclusivamente a esse nicho. Nossa estrutura inclui diversas soluções desenvolvidas para atender às necessidades dos parceiros e oferecer experiências completas aos clientes, com possibilidade de personalização conforme o modelo de operação. Essa abordagem garante agilidade, conveniência e produtos sob medida para quem adquire um automóvel.

A relação com montadoras é chave para melhorar dados, precificação e subscrição. Quais iniciativas a HDI tem conduzido com fabricantes para evoluir em telemetria, peças genuínas, oficinas certificadas e compartilhamento de informações?

A relação com as montadoras é fundamental para evoluir em dados, precificação e subscrição. Cada parceria cria oportunidades para desenvolver produtos, serviços e modelos de precificação mais assertivos, sempre com foco em oferecer soluções completas ao cliente. Por meio de iniciativas como integração via APIs, seguros conectados, F&I (Financiamento e Seguro) e oficinas referenciadas, temos como objetivo manter nossos segurados no ecossistema das montadoras buscando equilibrar conveniência e excelente custo-benefício. Além disso, avançamos continuamente em telemetria, uso de peças genuínas, oficinas certificadas e compartilhamento de informações, fortalecendo a experiência e a segurança do consumidor.