Valor Econômico – companhias de seguro precisam se transformar e ir além de oferecer produtos 

Fonte: Valor

As grandes companhias de seguros vão precisar mudar a estratégia de ser uma organização voltada ao produto para uma que entenda o consumidor e busque atender suas necessidades, afirmou o CEO da seguradora Farmers, Jeffrey Dailey, em apresentação durante o InsureTech Connect (ITC), em Las Vegas. O executivo explicou que no processo de transformação da cultura de inovação da companhia a visão orientada ao produto precisou ser questionada.

“Na perspectiva da companhia, somos muito orientados ao produto. Mas na visão da equipe [de inovação] na verdade não importa tanto o produto que vendemos. A abordagem do time é entender a demografia dos consumidores e que os clientes têm coisas que eles querem que sejam feitas”.

Para o presidente e executivo-chefe de operações (COO) da Verisk, Mark V. Anquilare, as mudanças têm acelerado na indústria de seguros em meio a um cenário de combinação de fatores, como pandemia, guerra, catástrofes climáticas e comportamento de consumidores. “O momento é de aceleração da inovação, acho que as empresas precisam ser capazes de tomar risco e ser criativas, além de alimentar uma cultura de inovação”, avaliou.

Um dos pontos chaves para essa mudança está ligada ao relacionamento com os clientes. “O setor de seguros tem de conseguir ser mais rápido e mais ativo com os consumidores”, disse. Conforme Anquilare, a tecnologia ajuda as seguradoras a entender melhor os riscos, a precificação desses riscos e também as possibilidades de fraudes.

“Todo mundo [no setor] se tornou uma versão digital melhor de si mesmo após a pandemia. Mas é preciso acelerar e evoluir a maneira como usamos inteligência artificial, aprendizado de máquina e promover um engajamento digital [as organizações].”

Um dos desafios de uma grande seguradora em relação à inovação é justamente decidir deixar a zona de conforto negócio. “É realmente difícil para uma companhia grande investir em algo que será pequeno por algum tempo”, explicou Dailey. “Mas nós realmente precisamos ter uma missão e ser devotados a ela. No nosso caso, tem sido entender o consumidor e suas necessidades e acho que temos feito um bom trabalho em todos os tipos de trabalho.”

O CEO da Farmers citou iniciativas como a criação de uma equipe que faz resgates em eventos catastróficos. “Tenho orgulho de nosso trabalho em catástrofes, por exemplo, fomos pioneiros em manter uma frota para evacuações em casos de desastres. Nós literalmente enviamos um exército de pessoas da companhia para lidar com furacões ou incêndios florestais.”

Na visão do CEO da Farmers, “você tem de inovar continuamente, porque se não fizer isso haverá companhias que vão esmagar você”. No momento, reforçou Dailey, “é tentar entender o consumidor e para ele que estamos criando uma categoria de produtos”.

CNseg revisa de 10,3% para 13,7% a previsão de crescimento do setor de seguros

Fonte: Folha

A CNSeg (Confederação Nacional das Seguradoras) revisou de 10,3% para 13,7% a previsão de crescimento da arrecadação do setor neste ano, chegando a quase R$ 350 bilhões, excluindo saúde e DPVAT.

Segundo a entidade, o desempenho projetado para os seguros de danos e responsabilidades (20,5%), de coberturas de pessoas (10,6%) e de capitalização (13%), todos com expansão estimada de dois dígitos, demonstrou uma reação mais uniforme do mercado.

No grupo dos seguros de automóveis, um dos mais representativos em termos de arrecadação, a previsão é que a demanda suba 26% no ano. A forte valorização dos carros usados e seminovos por causa da redução na oferta de veículos novos interferiu no aumento de prêmio e no pagamento de sinistros. Até junho, as indenizações acumularam alta de quase 40% em 12 meses móveis, segundo a CNSeg.

Nos seguros patrimoniais, os subgrupos de massificados, riscos de engenharia e grandes Riscos também tiveram desempenho favorável.

O seguro rural, por sua vez, que já cresceu mais de 40% em 12 meses até junho na comparação com o período anterior deve fechar o ano em alta de 23,8%. “A demanda firme desde 2021 tem a ver com a precaução dos produtores diante dos extremos climáticos, além da subvenção para contratação de suas coberturas”, diz a CNSeg.

Valor Econômico: seguradoras apostam em tratar dados

tecnologia insurtech

Fonte: Valor

Os dados vão remodelar o futuro da indústria global de seguros. Especialistas e executivos presentes no InsureTech Connect (ITC), em Las Vegas, maior evento do mundo de seguros e inovação, têm enfatizado de modo quase unânime a importância de se obter, padronizar e analisar informações, como forma de se preparar para enfrentar um cenário de escalada de riscos em todo o globo.

O CEO da resseguradora global Everest Re, Juan Andrade, afirmou que “o mundo está em risco como jamais esteve”. Para o executivo, “temos mais catástrofes e um grande número de riscos emergentes, como os ciberataques, eventos climáticos, inflação, questões sociais e guerra”.

Andrade citou o risco cibernético como um dos que mais crescem no mundo hoje. “Rumamos para ter algo em torno de US$ 20 bilhões [em perdas anuais com ataques cibernéticos]”, apontou. “Temos observado [nos EUA] um aumento do setor de seguros em termos de percentual do PIB e provavelmente vamos continuar a subir.”

O CEO da Everest Re também mencionou o cenário de riscos relacionados às mudanças climáticas. “As estatísticas mudaram dramaticamente. Na última década, os riscos ligados ao clima aumentaram 75 vezes. Isso é assustador.”

Na visão do sócio sênior da consultoria McKinsey, Kia Javanmardian, em um cenário de riscos em elevação, a demanda por proteção e a necessidade de a indústria de seguros evoluir e inovar nunca foi tão necessária para cobrir novos riscos. O especialista diz que as respostas para lidar com um momento de transformações tão drásticas vêm dos dados. “A chave é como vamos usar os dados emergentes, avaliar os riscos, conseguir uma precificação correta e nos preparar para os eventos”.

O executivo-chefe de estratégia da provedora de soluções tecnológicas para indústria financeira Earnix, Dror Pockard, apontou a transformação digital como essencial para a indústria de seguros enfrentar um cenário que ele vê como “tempestade perfeita” para o setor. “O segundo trimestre deste ano foi o pior da indústria [de seguros global] em muitos anos. Muitas coisas estão acontecendo, como inflação elevada em todo o mundo, alta de custos das companhias, o que impacta na precificação de seguros, mudanças climáticas – estamos vendo impactos como inundações e eventos extremos. Além disso, temos um mercado em que os consumidores estão elevando as expectativas sobre as companhias, sem contar a pressão de competidores e restrições regulatórias, além da mudança da dinâmica no mercado de trabalho.& #8221;

Esses fatores estão redesenhando várias indústrias no mundo e a de seguros não é exceção. De acordo com o CSO da Earnix, “não há outra maneira de enfrentar essa tempestade perfeita senão mudar tanto a forma como as empresas analisam dados e riscos, quanto a velocidade com que conseguem agir”. Pockard disse que ferramentas como inteligência artificial e machine learning, ou aprendizado de máquina, podem trazer soluções que possibilitem às seguradoras criar a habilidade de agir na velocidade certa, como acelerar o tempo que a empresa leva para trazer um novo produto ao mercado, mudar parâmetros de uma proteção existente ou ajustar preços.

Diante dessa necessidade de transformação, as grandes seguradoras precisam deixar de ter uma estratégia voltada ao produto para se tornar uma organização que entenda o consumidor e busque atender suas necessidade, afirmou o CEO da seguradora Farmers, Jeffrey Dailey. “Na perspectiva da companhia, somos muito orientados ao produto. Mas, na visão da equipe [de inovação], não importa tanto o produto que vendemos. A abordagem é entender a demografia dos consumidores e o que os clientes querem que seja feito.”

O CEO da Farmers citou iniciativas como a criação de uma equipe que faz resgates em catástrofes. “Enviamos um exército de pessoas da companhia para lidar com furacões ou incêndios florestais.”

Para o presidente e executivo-chefe de operações (COO) da Verisk, Mark V. Anquilare, o momento é de aceleração da inovação. “As empresas precisam ser capazes de tomar risco e ser criativas, além de alimentar uma cultura de inovação.” Conforme Anquilare, a tecnologia tem ajudado seguradoras e entender melhor os riscos, a precificação e as possibilidades de fraudes. Essa é uma percepção que se tornou ainda mais forte com a digitalização forçada pela qual a indústria passou globalmente.

“Todo mundo [no setor] se tornou uma versão digital melhor de si mesmo após a pandemia. Mas é preciso acelerar e evoluir a maneira como usamos inteligência artificial, aprendizado de máquina, e promover um engajamento digital [as organizações].”

Um dos desafios de uma grande seguradora em relação à inovação é deixar a zona de conforto do negócio. “É realmente difícil para uma companhia grande investir em algo que será pequeno por algum tempo”, disse Dailey, da Farmers. “Mas precisamos ter uma missão e ser devotados a ela. No nosso caso, tem sido entender o consumidor e suas necessidades”

O fator que mais atrasa as grandes seguradoras no processo de transformação tecnológica é a infraestrutura antiga de TI, afirma Pockard, da Earnix. Esse foi o principal motivo apontado em uma pesquisa com altos executivos de todo o mundo realizada pela companhia. “O principal fator, de longe, foi a ineficiência da estrutura de TI, com muitos sistemas legados e desorganização de dados”, disse.

O líder de experiência digital de seguros na AWS, Shaugn McClueskey, disse que o uso de dados, inteligência artificial e aprendizado de máquina pode alavancar os negócios. “É possível ter crescimento da rentabilidade dos prêmios, com processos automatizados, ter subscrição personalizada e transferir riscos, ou seja, evitar que um risco se torne um sinistro”, listou.

Bolsonaro sanciona PL 2.033/2022; FenaSaúde avalia recorrer ao Judiciário

O presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto de lei 2.033/2022 que obriga os planos de saúde a arcarem com tratamentos que não estejam no rol de referência básica da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) lamenta a sanção do PL. A mudança coloca o Brasil na contramão das melhores práticas mundiais de avaliação de incorporação de medicamentos e procedimentos em saúde, dificulta a adequada precificação dos planos e compromete a previsibilidade de despesas assistenciais, podendo ocasionar alta nos preços das mensalidades e expulsão em massa dos beneficiários da saúde suplementar.

A entidade alerta também que tal medida pode impactar ainda mais a situação financeira do setor. Desde abril de 2021, as despesas assistenciais do conjunto das operadoras de planos e seguros de assistência à saúde privadas já superam as receitas obtidas com contraprestações, levando a um prejuízo operacional de R$ 9,2 bilhões, considerando o acumulado dos últimos cinco trimestres.

Por esses fatores, a FenaSaúde avalia recorrer ao Judiciário, em defesa dos cerca de 50 milhões de beneficiários que hoje dependem dos planos de saúde no país.

A ANS, que vinha pedindo veto ao presidente, voltou a afirmar que o caso gera preocupação com a segurança dos usuários. Segundo a ANS, a cobertura de procedimentos que não tenham passado por sua análise pode levar risco aos pacientes. “Constitui risco aos pacientes, pois deixa de levar em consideração diversos critérios avaliados durante o processo de incorporação de tecnologias em saúde, tais como: segurança, eficácia, acurácia, efetividade, custo-efetividade e impacto orçamentário”, diz a ANS em nota.

Insurtechs: mais de 2,5 mil transações de 2012 até junho de 2022

O investimento em empresas de insurtech despencou no segundo trimestre em comparação com o crescimento explosivo no mesmo período do ano passado, mas o interesse no setor continua alto, pois as empresas continuam procurando maneiras de fazer melhor uso da tecnologia em todo o setor de seguros, publica a o portal Insurance Business.

Embora o financiamento do segundo trimestre tenha caído cerca de 50% em relação aos níveis recordes do ano passado, ainda foi o segundo maior investimento total registrado no segundo trimestre, ilustrando as tensões no setor e apontando para um possível ponto de inflexão para o fluxo de capital, dizem fontes. Olhando para o futuro, os investidores e participantes do mercado provavelmente se concentrarão mais no crescimento lucrativo, dizem eles.

As quedas nos preços das ações das insurtech também eliminaram bilhões de dólares em valor de empresas de capital aberto (veja o gráfico), mas essas perdas devem ser vistas no contexto da queda acentuada mais ampla das ações de tecnologia, dizem eles.
Um relatório do mês passado da Gallagher Re, uma unidade da Arthur J. Gallagher & Co., que mostrou um declínio acentuado no financiamento de insurtechs parece um alerta para o setor, mas provavelmente se recuperará e continuará promissor para os investidores, dizem especialistas.

“As insurtechs estão sendo forçadas a reavaliar suas estratégias de crescimento. Em alguns casos, isso pode significar ter metas de crescimento menos elevadas e realmente focar em coisas como receita e lucratividade, se quiserem sobreviver”, disse Andrew Johnston, chefe global de insurtech da Gallagher Re com sede em Nashville, Tennessee. Johnston disse que houve um relativo esgotamento do capital que anteriormente financiou perdas. “As empresas vão ter que começar a gerar sua própria renda nessa medida”, disse ele. “Existem fatores macro e de mercado que geraram mais sombra, e acho que isso afetou o nível de atividade”, disse Emmalyn Shaw, sócia-gerente da Flourish Ventures, uma empresa de capital de risco com sede em São Francisco com interesses incluindo insurtech e dados e análises.

“Não gosto de me concentrar em nenhum trimestre em particular, mas o segundo trimestre teve os mais fortes sinais de alerta precoce de um ponto de inflexão em que as avaliações se tornam mais realistas e há um foco maior em receita e lucratividade”, disse Johnston. Ainda assim, a maioria das fontes concorda que há amplo capital fluindo para o setor.

Fatores macroeconômicos, como inflação persistente, estão causando incerteza para os investidores, mas isso não é exclusivo das insurtechs ou da tecnologia em geral. “Eles são como todo mundo”, disse. Johnson observou que trilhões de dólares em valor foram varridos dos mercados públicos em todo o mundo e disse que a crise afetou o setor de insurtech. “O que estamos vendo é que algumas insurtechs estão demitindo funcionários e existem algumas estratégias claras para tentar preservar o capital”, disse ele.

Insurtech

SulAmérica lança novo Chat Odonto

Fonte: SulAmérica

A SulAmérica está lançando mais uma opção para os beneficiários(as) de seus planos odontológicos: o Chat Odonto, uma nova funcionalidade que tem como objetivo facilitar ainda mais a busca por informações sobre o plano, consulta a procedimentos e acesso a rede referenciada.

A nova ferramenta pode ser acessada 24h por dia, todos os dias da semana, através do aplicativo “SulAmérica Odonto” e também pela área logada do segurado(a) do Portal da SulAmérica Seguros. O serviço oferecido pelo Chat Odonto também conta com a opção de interação com um especialista de segunda à sexta, das 8h às 20h.

O novo canal de atendimento está disponível para todos os(as) clientes dos planos odontológicos da SulAmérica e já realizou mais de 30 mil atendimentos, sendo 83% pelo atendimento digital-chatbot e 17% pelo atendimento humano. 

A iniciativa é fruto de um trabalho colaborativo de diversas áreas, sendo mais uma entrega plenamente alinhada à estratégia de centralidade no cliente, com forte atuação dos times de experiência do cliente, tecnologia e estratégia de relacionamento Odonto da SulAmérica. 

“Estamos comprometidos(as) em proporcionar as melhores experiências aos nossos(as) clientes, com jornadas fluidas e soluções cada vez mais potencializadas pela adoção de novas tecnologias. Vamos acelerar as nossas entregas em canais digitais para aumentar a resolutividade e endereçar novos serviços aos nossos(as) clientes. Em Odonto, são mais de 2 milhões de beneficiários(as) que terão acesso a diversas funcionalidades com o novo chat e demais serviços em nossos canais de atendimento”, comenta Alessandro Cogliatti, diretor de Experiência do Cliente da SulAmérica.

SulAmérica Odonto

Cada vez mais brasileiros e brasileiras estão percebendo a importância da saúde bucal. Em 2020, mesmo durante a pandemia, o mercado de planos odontológicos cresceu 3,5% em número de beneficiários(as) se comparado ao ano de 2019, período pré-pandemia. Já em 2021, a taxa de crescimento foi de 9,4% em relação a 2020. Este ano, mais de 2 milhões de beneficiários(as) usam os serviços da SulAmérica Odonto.

A companhia oferece um portfólio diversificado de planos e produtos odontológicos, em diferentes canais de vendas. Atualmente, para quem decide investir na sua Saúde Integral, a SulAmérica tem opções de plano individual, balcão (empresas parceiras), por adesão ou empresarial, que prestam serviço de atendimento 24h em clínicas de urgência e emergência, além de disponibilizar acesso ao aplicativo SulAmérica Odonto que permite consultar uma ampla rede credenciada e de profissionais qualificados, verificar procedimentos de cobertura, tirar dúvidas e obter quaisquer informações sobre o plano, tudo diretamente na palma das mãos.

Rodobens fecha parceria com Rogério Araújo, CEO da TGL Consultoria

Atenta às tendências do mercado e às necessidades de seus clientes, a Rodobens firmou parceria com Rogério Araújo, CEO da TGL Consultoria, empresa reconhecida por sua expertise em consultoria financeira. Mais de 400 pessoas, entre colaboradores e parceiros da Corretora de Seguros da empresa, receberão capacitação e serão desenvolvidos para a comercialização de Seguro de Vida e Previdência Privada.  

O projeto será realizado em toda a rede de distribuição da Corretora de Seguros da Rodobens. “Nosso time de Seguros já trabalha fortemente com nossos parceiros para atender às necessidades dos clientes em diversos ramos, como seguro de carros, caminhões, motos, transportes e carga, planos de saúde, entre outros. Trazer esta nova parceria com o Rogério irá capacitar ainda mais nossos parceiros e a nós para ofertarmos os produtos de Vida e Previdência ao mercado, visto que é uma demanda e necessidade crescente dos clientes”, enfatiza Luis Guilherme Vilela, diretor comercial da Corretora de Seguros da Rodobens.

Para Rogério Araújo, a parceria com a Rodobens destaca a sinergia entre as marcas. “Além de preparar a equipe para novas vendas, vamos focar no cross-selling da base atual, iniciar as negociações com os principais seguradores, implantar processos de treinamento e identificar as ferramentas necessárias para o trabalho”, diz o CEO.   

D’Or Consultoria lança diretoria nacional especializada na gestão de Seguros de Vida

Fonte: VTN

Em sintonia com o movimento positivo do segmento e visando ampliar as possibilidades de proteção aos segurados, a D’Or Consultoria, empresa do Grupo Rede D’Or, especializada em seguros e benefícios, reforça sua atuação no mercado com a criação da Diretoria Nacional de Vida. O objetivo é ampliar o conhecimento e a oferta de apólices de seguros de vida individual e em grupo, fortalecendo, assim, as operações neste nicho em forte expansão no mercado de seguros.

“No ano passado, a D’Or Consultoria lançou uma unidade de negócios no Rio de Janeiro com foco na atuação em Seguros de Vida em Grupo. Foi um movimento estratégico importante para fortalecer o mercado. O projeto deu tão certo que hoje estamos ampliando e iniciamos a Diretoria Nacional de Vida”, anuncia Bruno Iannuzzi, CEO da D’Or Consultoria. 

Para liderar a nova diretoria, foi convidado o executivo Pedro Monteiro, com mais de 40 anos de experiência no setor. O executivo passou por grandes empresas do mercado até desembarcar na D’Or Consultoria em 2019, com uma bagagem expressiva de conhecimento. 

“Com a pandemia, a busca por este tipo de apólice foi ampliada, como uma proteção financeira para as famílias. O seguro de vida se modernizou, não é o mesmo de três anos atrás. E a pandemia valorizou mais ainda a necessidade desse benefício. O mercado amadureceu e, neste momento de maior percepção do seguro de vida, nossa responsabilidade se potencializa para identificar as melhores alternativas para o consumidor”, afirma Monteiro. 

Ele explica que, pensando neste novo cenário, a D’Or Consultoria desenvolveu um atendimento diferenciado, com estudos consultivos e proposta direcionada de acordo com o objetivo, relação, perfil e necessidade do cliente.

Para a D’Or Consultoria, que foca em inovação e saúde desde a sua fundação, o avanço e investimento em Vida, com visão técnica e consultiva, é um importante movimento estratégico que visa fortalecer ainda mais o segmento na empresa.

Murilo Riedel e o ecossistema de seguros do Santander

Há um mês, Murilo Riedel, diretor do Santander e head da área de seguros, realizou a primeira convenção que reuniu um parrudo ecossistema de empresas que fazem parte da “família seguro”. “Temos trabalhado muito para conquistar o consumidor com produtos aderentes e uma jornada fluída”, contou Riedel, ao Sonho Seguro.  O grupo espanhol, terceiro maior banco privado do Brasil, sente no bolso o quanto colocar o cliente no centro da estratégia é rentável. No segundo trimestre de 2022, só a corretora de seguros registrou R$ 226 milhões em prêmios, o que, anualizado de forma grosseira representaria R$ 1 bilhão em vendas no ano, o que coloca a corretora entre as 10 maiores seguradoras de auto do Brasil.

O propósito, como diz o CEO do banco, Mario Leão, é construir a melhor empresa de consumo do Brasil, com um olhar 100% para o cliente, e ao mesmo tempo rentável. E isso inclui seguros. E quem vem amarrando as pontas em seguros é Riedel, tem 35 anos de atuação em seguros. Se juntou ao grupo espanhol no início de 2022, depois de cinco anos como CEO da seguradora alemã HDI. Ele dá o tom do que no mundo é o principal assunto em debate: o seguro “embedded”, ou seja, proteções embarcadas em outras operações, que englobam tudo. Desde o financiamento de um carro a uma viagem.

“Estou animadíssimo. A estrutura de seguros do Santander envolve manufatura, parceria e distribuição. A equipe é incrível. Há sinergia em todo o processo que envolve o momento do cliente com o carro”, explica o executivo que coordena um parrudo ecossistema de seguros, onde o consumidor fica apto a escolher as seguradoras, proteções e benefícios que ele quer. E quem não fizer essa jornada de forma fluída, simples e ágil vai perder o jogo”, enfatiza Reidel.

Participam da teia de conexão de informações a financeira de veículos do banco; a plataforma de anúncios conhecida como Web Motors; a corretora de seguros cativa do Santander; a Auto Compara, que é uma plataforma que oferta seguro de seis seguradoras parceiras; e uma empresa de assistência, a HelpS. Há também duas joint-ventures: a seguradora digital Santander Auto, uma parceria com a HDI, e a Zurich Santander, parceria do grupo espanhol com a seguradora suíça. 

Baseada num modelo de sucesso na Europa conhecido como MGA, da sigla em inglês para Managing General Agent, a Auto Compara é uma plataforma digital, customizável e de fácil integração, alimentada pela expertise de um time multidisciplinar. Segundo Reidel, a agregadora hoje faz toda a jornada para a corretora de seguros cativa do Santander, mas está em negociação para prestar serviços para corretores parceiros.

A missão do Auto Compara é cuidar de toda a jornada dos produtos de seguro, desde a criação das coberturas de risco, passando por soluções de distribuição como APIs e ferramentas de back offices, chegando até a regulação e atendimento dos sinistros. Nela estão conectadas as seguradoras Liberty, Tokio Marine, Sompo, Allianz, Zurich e Mapfre; corretoras, bancos de montadoras de veículos, empresas de gestão de oficinas mecânicas e de leilão digital.  Até o final do ano mais duas seguradoras de peso devem ser acrescentadas à plataforma digital. 

Outra novidade está na parceria com companhias de outros segmentos. “Temos corretores, empresas de tecnologia e até de mídia interessadas em parceiras nesta jornada”, cita. Segundo Reidel, 30 corretores parceiros já usam os serviços do agregador de auto. “E por que não distribuir seguros para outros bancos? Afinal, os bancos hoje já comercializam títulos financeiros de outras instituições. Há uma confiança na governança das empresas”, argumenta. 

Além de seguros, a Auto Compara comercializa assistências da Europ Assistance. A estratégia é atender motoristas que por algum motivo não podem ou não querem ter um seguro tradicional, oferecendo serviços como monitoramento e localização para casos de roubo e furto, reboque, socorro mecânico ou por pane seca, além de meio de transporte alternativo para o motorista e passageiros.

A Santander Auto, uma parceria com a HDI, é uma insurtech 100% digital em processos e atendimento que disponibiliza seguros para veículos automotores de todas as categorias de carro, moto e caminhão, novos ou usados, elétricos ou híbridos. O conceito one-click buy (compra em um clique) é a sua proposta inovadora: em poucos minutos, é possível contratar a opção de seguro que melhor atende o interessado.  

Criada em novembro de 2019, a seguradora alcançou a marca de 150 mil apólices e R$ 160 milhões em prêmios emitidos no primeiro ano de operação. A partir de novembro de 2021, a empresa expandiu seu modelo de negócios passando a ofertar seguros a qualquer interessado e não apenas aos clientes da Financeira Santander. A novidade tem potencial para triplicar o volume de vendas cuja estratégia está focada na distribuição via 15 mil lojas e concessionárias automotivas espalhadas por todo o Brasil. Seu principal objetivo é democratizar o acesso a seguros veiculares, desburocratizando a contratação e desenvolvendo soluções disruptivas para o setor.  

A Zurich Santander Brasil Seguros e Previdência é uma joint-venture dos Grupos Zurich e Santander, criada em fevereiro de 2011, a partir de um acordo global em que a Zurich adquiriu 51% das operações de seguros do Santander no Brasil, México, Chile, Argentina e Uruguai e o Santander manteve 49% do capital da holding. Está entre o top 10 no ranking de previdência.

Já a HelpS, assistência criada recentemente pelo próprio banco, é ofertada na plataforma digital. O cliente pode utilizar até 3 serviços para casa, carro, bike e pet, dentro do prazo de 12 meses, com intervalo de 30 dias entre as utilizações. O contrato é anual e vinculado ao CPF. O contratante também pode acionar assistência para amigos ou familiares. A mais recente novidade é voltada ao público gamer, com assistência especializada tanto na instalação de periféricos quanto na evolução de fases em jogos eletrônicos e na conquista de troféus e pontos.

A Web Motors foi a primeira marca brasileira a inovar na forma de comprar e vender carros e atualmente é o principal portal de negócios e de soluções para o segmento automotivo. Criada em 1995, no início da internet no Brasil, a empresa passou a ter o Santander Brasil como seu principal controlador a partir 2002 e, em abril de 2013. Hoje conta com mais de 30 milhões de visitas mensais, entre usuários e clientes. Oferece serviços desde anúncios, tabelas de preço e conteúdo para clientes finais até soluções de gestão de inteligência de dados para lojas, concessionárias e montadoras.

As expectativas são as mais positivas possíveis. “O seguro é sub penetrado no Brasil. Tirando o seguro de auto, considerando os carros com até 10 anos, todos os outros segmentos, todos os segmentos de seguros tem grande potencial de crescimento com produtos acessíveis com uma entrega fluída. A partir do momento que você aceitou aquele consumidor com base na sua inteligência de dados, vai cuidar dele até o fim”, comenta ele, justificando que muitas vezes em um jornada fluída é preciso abrir mão de vistorias, algo muito usado em seguradoras.

Riedel reconhece que ainda há muita lição de casa para que a jornada matemática reduza o trabalho de atuários e peritos. Há casos em que uma seguradora parceira recebe leads da Auto Compara e perde 60% das vendas pela exigência de vistoria no veículo. “Mas já conquistamos muito. O modelo hoje é completamente disruptivo. À medida que todos os parceiros acertam o passo, todos vendem mais e mais gente está protegida de imprevistos”. 

O que muda com o 5G, segundo a MAG Seguros

Luis Fontes, diretor executivo de tecnologia da informação, está animadíssimo com a entrada do 5G em diversas capitais. “Além da melhora de eficiência, de custos, possibilidade de lançar uma infinidade de produtos e serviços, o consumidor poderá tomar melhores decisões. Temos muito trabalho pela frente para trazer produtos cada vez mais customizados e feitos sob medida para o consumidor”, contou ele ao Sonho Seguro.

O estudo “O potencial de negócios a partir da digitalização das indústrias com o 5G”, da Ericsson, que analisou mais de 400 casos de uso de tecnologias digitais em dez verticais, avalia que o potencial de negócios alcançado com a nova rede até 2030 será de R$ 67 bilhões em receita adicional para as operadoras. Esse montante será dividido em 23% para saúde, 14% em segurança pública, 13% em manufatura, 12% em energia e utilities e 10% em mídia e entretenimento, sendo o restante distribuído entre varejo, serviços financeiros, agronegócio e automotivo. Os maiores percentuais de crescimento, segundo a pesquisa, ficam com segurança pública e varejo (+85%), saúde e energia (+78%), agro (+76%), manufatura (+75%) e automotivo (+76%), segundo publicou o Valor neste mês.

E em seguros? Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

Afinal, o que muda com o 5G?

Enxergamos o 5G como um grande habilitador tecnológico capaz de impactar o que chamamos de “as três camadas” (disruptivo – trazendo novos modelos de negócios, juntamente de novas competências; transformacional – que demandará novas habilidades ao mesmo modelo de negócios; e, incremental – que possibilitará melhorias operacionais).

Para compreendermos melhor essa amplitude, é interessante observar que atualmente temos uma demanda reprimida, que não é simples de ser percebida, mas que será solucionada com o 5G. Assim como no passado tínhamos o hábito de realizar ligações após as 20h onde a tarifa era reduzida; e pouco depois fazíamos o mesmo com a internet discada, procurando horários de menor tráfego onde pagávamos menos, os avanços tecnológicos não só evoluíram a infraestrutura como conseguiram reduzir os custos. Pudemos assim presenciar uma grande revolução no ambiente de negócios. Esperamos o mesmo com o 5G.

Outro aspecto interessante a ser observado que confirma essa demanda reprimida são estudos sobre o consumo de plano de dados; usuários de planos pré-pago consomem em média 3GB por mês enquanto usuários de plano pós-pago chegam a 13GB. É mais uma forma de observar que melhorando a infraestrutura e reduzindo os custos certamente teremos uma demanda a ser atendida.

Quais os benefícios para o setor e para o consumidor?

Na indústria de seguros quanto melhor o conhecimento sobre o comportamento das pessoas, melhor será o processo de precificação do risco. Nesse aspecto o 5G trará para o jogo a Internet das Coisas (IOT), e certamente essa infinidade de sensores e dispositivos conectados nos ajudarão a entender melhor o comportamento e especificidade de cada indivíduo viabilizando assim novos produtos e modelos de negócio – e claro, produtos cada vez mais customizados e feitos sob medida são também melhores para o consumidor, que terá suas necessidades tidas em consideração nos menores detalhes possíveis. Por exemplo, imagine um forno que possa ser programado para avisar os clientes de que componentes críticos estão superaquecendo e há um potencial risco de incêndio. As seguradoras podem manter os clientes informados para que possam agir e providenciar reparos antes que ocorra um acidente – evitando assim a ocorrência do sinistro.

Quais novos produtos e serviços devem ser lançados?

Estamos continuamente trabalhando em oferecer produtos e serviços que sejam aderentes às demandas, necessidades e momentos de vida das pessoas. Conhecer mais o cliente nos levará a um mercado mais direcionado à hiper personalização. Se há dez anos era comum o setor ter “produtos de prateleira”, com dados cada vez mais apurados e conhecidos, é possível levar uma oferta que será direcionada a cada perfil e fará mais sentido a cada consumidor.

O 5G deve aumentar a competição? Quais os diferenciais de sua companhia, o que a empresa deve fazer para sair na frente?

O 5G deve intensificar as opções de produtos para os clientes, mas ainda há muito espaço para crescer, ao compararmos a penetração de seguros na população brasileira frente a outros países do mundo. Esse é o tipo de competição que vemos como saudável, com muitas opções sob medida, mas de diferentes formas, para o cliente decidir o que é mais vantajoso para ele. Aqui na MAG Seguros, até para nos prepararmos para essas novas demandas, temos uma governança já estabelecida sobre o tema, com instâncias instauradas para discussão do assunto. Temos times dedicados ao desenvolvimento de produtos e soluções relacionados à tecnologia 5G, que faz parte do plano estratégico e, consequentemente, do plano de metas da empresa já a algum tempo.