Em uma derrota para a seguradora do voo da tragédia da Chapecoense, a Tokio Marine Kiln, a Justiça da Inglaterra decidiu que o caso deve ser analisado pela Corte dos Estados Unidos, onde as sentenças foram estipuladas em US$ 844 milhões (R$ 4,77 bilhões na cotação do momento).
As famílias vítimas da tragédia reivindicam que a seguradora pague a indenização pelo acidente, uma vez que a empresa é detentora da apólice de seguro do voo da companhia aérea LaMia, que caiu na Colômbia em 2016 quando transportava os atletas que iam disputar a final da Copa Sul-Americana.
Como mostrou a Folha, em 2020 um juiz de Miami expediu, pela primeira vez, sentenças contra a companhia. O valor somado delas é de R$ 4,8 bilhões.
No processo em Londres, a Tokio Marine Kiln lista outras 12 corporações do ramo como “resseguradoras e/ou […] agentes gestores” de resseguro.
No mercado de seguros, uma mesma apólice pode ser dividida entre concorrentes, com porcentagens diferentes entre elas. O dado é importante porque a Bisa não tem capacidade financeira para arcar com o pagamento do seguro. Este, então, seria responsabilidade das resseguradoras.
Caso as famílias das vítimas e sobreviventes ganhem o processo, essas 13 empresas teriam de dividir a quitação da apólice. Ainda não está claro qual a porcentagem de cada uma no resseguro da LaMia.
Criado há 5 anos, o seguro paramétrico ainda tem poucos players no Brasil e representa uma grande alternativa para produtores que não mais conseguem contratar os seguros tradicionais diante do maior desafio da história do setor, que acumula grandes prejuízos. Se no ano passado o setor já viveu uma perda recorde, com mais de R$ 7,1 bilhões de indenizações pagas – uma alta de 94% em relação a 2020 —, o cenário de 2022 é ainda mais sombrio. Até agosto deste ano as indenizações já somavam R$ 9,5 bi, com alta de 131,6% sobre 2021.
O valor é maior que toda a arrecadação das seguradoras no mesmo período, de R$ 8,9 bilhões. Diante desse cenário, a Amana (www.amana.agr.br) – agfintech de seguros que oferece soluções rápidas por meio de uma plataforma digital –, passa a ofertar um seguro paramétrico em parceria com várias seguradoras no mercado com o objetivo de ajudar o produtor na adoção de medidas preventivas e protetivas para minimizar impacto dos efeitos climáticos em suas margens. A apólice número um foi emitida pela Korv.
“A crise do segmento, a maior da história, fez com que muitos produtores do país tivessem negada a contratação de um novo seguro para sua cultura. O seguro paramétrico, que tem por base a definição de parâmetros para ocorrência de eventos naturais, tem sido uma solução, pois sua contratação pode ser feita sob medida, de acordo com as informações recebidas do produtor e suas regiões”, afirma Renato Cunha Bueno, diretor da Amana.
Segundo Cunha Bueno, o seguro é extensivo a todas as culturas e em todo o país. “Percebemos hoje, diante desse quadro, que muitos produtores de soja, por exemplo, têm enfrentado dificuldades para contratar seguros. O seguro paramétrico aceita situações que as empresas tradicionais já não admitem, que dizem respeito ao tipo de solo, áreas pós-pastagem, pós-cana-de-açúcar e plantio fora do Zarc (Zoneamento Agrícola de Risco Climático — estudo que identifica regiões e épocas de menor risco climático para o plantio e semeadura das culturas)”, ressalta.
Cunha Bueno cita outro exemplo de vantagem na contratação do seguro paramétrico. “No caso de muita chuva, um dos indicadores levados em conta é justamente a precipitação pluviométrica superior a um índice acordado entre o produtor e nossa seguradora. Por isso, o modelo é 100% customizado. No caso das seguradoras tradicionais, leva-se em conta apenas a ocorrência de eventos climáticos isolados”, explica.
IMPULSO – Em 2021, após autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural aprovou uma resolução que estabeleceu o percentual de subvenção ao prêmio de 20% para o seguro paramétrico, para qualquer atividade. Na ocasião, técnicos do Ministério a Agricultura já destacaram que a inclusão do seguro no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) representava um avanço importante para o desenvolvimento do seguro rural no país.
Segundo o diretor da Amana, atualmente o seguro paramétrico é largamente difundido no exterior. Para ele, a contratação pode ser acelerada no Brasil a partir deste ano, principalmente após os grandes eventos climáticos da última safra que causaram impacto sem precedentes no seguro tradicional.
A Confederação Nacional das Seguradoras, a CNseg, passará a usar o WhatsApp para reforçar a divulgação das principais ações e informações sobre seguros e o setor segurador. O objetivo da ação é estar mais próximo dos stakeholders do mercado, levando conteúdo de qualidade de forma ágil e próxima. Esta é mais uma iniciativa do time de Comunicação da CNseg para democratizar o acesso ao seguro, desmistificar o setor e mostrar sua relevância para a sociedade brasileira.
Através da parceria com a TakeBlip, o fornecedor oficial de uma plataforma de comunicação, será implantado o “WhatsApp Business API” (a versão em nuvem do aplicativo). “Por meio dela, estaremos onde o nosso público está, levando conteúdo de qualidade de forma ágil e próxima. É mais uma ação do time de Comunicação para democratizar o acesso ao seguro, desmistificar o setor e mostrar sua relevância para a sociedade brasileira, explica a Superintendente Executiva de Comunicação da CNseg, Carla Simões.
Para se cadastrar e obter mais informações, mande uma mensagem no perfil da CNseg! A comunicação só será realizada a partir do consentimento prévio do destinatário (opt-in).
A Aon plc, líder global em serviços profissionais, divulga o Relatório de Comparação do Impacto dos Ativos Intangíveis nos Estados Financeiros, realizado em parceria com a Ponemon Institute, que constata que 70% das empresas da América Latina não estão asseguradas contra os ataques cibernéticos e à propriedade intelectual. A metade das corporações participantes do estudo sofreu um ou mais incidentes de vulnerabilidade da segurança ou violação de dados nos últimos dois anos, com perdas de até US$ 1 milhão.
A companhia estima, ainda, que as perdas intangíveis – dos ativos cibernéticos, digitais e de propriedade intelectual — custem US$ 355 milhões até o fim deste ano. Em 2019, os crimes cibernéticos custaram US$ 301 milhões para as empresas em operação na América Latina, portanto, espera-se um aumento de custo total de 18%.
De acordo com Marco Mendes, Líder de Cyber e da Vertical de Tecnologia da Aon no Brasil, os incidentes cibernéticos são qualificados como o maior perigo para as organizações da América Latina. “As ameaças à responsabilidade cibernética estão entre os riscos empresariais mais graves, seguidos da ameaça à propriedade intelectual, da interrupção indeterminada do negócio e das catástrofes naturais”, comenta. “E as primeiras três ameaças estão totalmente relacionadas, porque após um ataque de malware destrutivo, as empresas podem não conseguir colocar equipamentos e dispositivos suficientes em funcionamento para voltar rapidamente para o ambiente online. Se essa situação durar quatro, seis ou oito semanas, elas poderão sobreviver sem renda?”, continua.
Embora o impacto da interrupção do negócio pelas perdas de ativos de informação seja mais significativo do que pela perda de ativos tangíveis, a pesquisa identificou que 58% dos bens materiais das empresas latinas têm seguro, frente à segurança de apenas 18% ativos intangíveis.
Ele chama a atenção para o problema, que não deve ser encarado como um desafio da área de Tecnologia da Informação (TI), mas de toda a organização. “Os executivos da alta direção das empresas costumam ser os mais atacados em crimes cibernéticos, então esse é um problema corporativo. Quando analisamos a raiz dos ataques, percebemos que o recurso humano é o elemento mais frágil, por isso, é importante que as empresas façam treinamentos periódicos com as equipes para alertá-las sobre boas práticas de segurança e resiliência cibernética, principalmente em um cenário em que muitos trabalhadores têm jornadas laborais híbridas ou remotas e, muitas vezes, usam seus smartphones e computadores pessoais para acessar as redes de suas empresas”.
Para garantir a proteção às ameaças cibernéticas, outros pontos importantes para as empresas são entender seu perfil de risco cibernético e seus possíveis impactos frente a qualquer ataque, buscar soluções efetivas de financiamento de riscos e de seguros para ameaças cibernéticas e priorizar a proteção e a higiene cibernética adequada.
O Relatório de Comparação dos Ativos Intangíveis nos Estados Financeiros 2022 contou com a participação de 493 profissionais envolvidos no gerenciamento de riscos cibernéticos e corporativos das principais empresas da América Latina.
O Presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou ontem, 21 de dezembro, a Medida Provisória nº 1.149, indicando a continuidade da Caixa Econômica Federal, na qualidade de agente operador do Fundo do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, ou por sua Carga, a Pessoas Transportadas ou Não – FDPVAT, para realizar a gestão de seus recursos e a gestão e a operacionalização dos pedidos das indenizações. Com a decisão, mantém-se em 2023 a isenção de cobrança de prêmio aos condutores de veículos, com a garantia de que as indenizações devidas continuarão sendo pagas com os recursos acumulados no Fundo do Seguro DPVAT. O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) de hoje.
Neste momento, a Susep está adotando os procedimentos necessários para propor ao Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) a regulamentação complementar exigida pelo próprio texto da Medida Provisória.
O Banco BMG assinou um acordo que estabelece o cosseguro entre a MG Seguros, braço de seguros da companhia, e a Generali, na proporção de 40% e 60%, respectivamente, para todos os produtos distribuídos nos canais do banco e operados pela Generali. O formato de cosseguro terá vigência a partir de 01 de janeiro de 2023, sendo válido pelos próximos 15 anos tanto para as novas apólices quanto para as já existentes, de acordo com o cronograma de migração.
O acordo, segundo a seguradora, fortalece seus negócios de seguros em sinergia com as demandas dos seus clientes e canais de distribuição de produtos, além de evoluir a estratégia de fortalecimento do seu braço de seguro.
Segundo a companhia, a Generali segue com exclusividade de distribuição nos canais do BMG para seguros de pessoas e ramos elementares. Já a BMG Corretora poderá atuar com outras seguradoras de mercado com relação a outros produtos de seguridade, e a MG Seguros poderá emitir apólices para outros canais de distribuição, em exceção aos canais do banco.
A Gallagher Brasil anuncia hoje o fortalecimento de sua atuação no mercado segurador brasileiro com a aquisição do Grupo Interbrok de Seguros. A transação garante mais capilaridade e abrangência para a consultoria especializada e o atendimento personalizado promovido pela empresa global. O valor não foi revelado.
Fundado em 1976, o Grupo Interbrok de Seguros é uma corretora de varejo que oferece seguros de ramos corporativos e pessoais, bem como programas de benefícios a funcionários de empresas em todo o Brasil. O Grupo se destaca por seu profissionalismo, conhecimento, experiência e dedicação ao atendimento ao cliente. Tanto a Gallagher quanto a Interbrok são conhecidas por terem uma forte reputação ética e um alto nível de profissionalismo, ambas focadas nas necessidades dos clientes e comunidades. Além disso, a Interbrok se alinha com as premissas do Core360, a abordagem abrangente da Gallagher para avaliação de risco.
“O Grupo Interbrok tem uma rica história de serviços focados no cliente e expandirá significativamente nossa presença no Brasil”, disse J. Patrick Gallagher Jr., presidente do conselho, presidente e CEO, em um comunicado global.
Seguros e resseguros, diz Rodrigo Protasio, CEO da Gallagher Brasil, são essenciais para minimizar riscos que podem comprometer investimentos de curto, médio e longo prazo. “Para a Gallagher, unir forças com equipes que desenvolveram um importante trabalho de conscientização sobre a importância do seguro e do resseguro é fundamental para o desenvolvimento do mercado. Estamos muito felizes em unir nossas empresas em benefício de nossos clientes”, acrescenta.
As condições de temperatura e umidade influenciam no bem-estar animal. Os equinos são especialmente impactados pelo clima por terem um aparelho digestório delicado. Nas regiões que registram tempo seco nesta época do ano, os criadores devem ficar mais atentos e reforçar os cuidados para promover a adequada hidratação de cavalos, éguas e potros.
De acordo com o médico veterinário Fabio Camargo, que é responsável técnico de seguro de animais da FF Seguros (Fairfax), o período entre novembro e dezembro costuma registrar um pico de ocorrências de cólicas em equinos, principalmente entre aqueles que são criados em baias. “No período mais seco, sempre temos um aumento na demanda por reembolso cirúrgico em decorrência de complicações de cólicas nos cavalos segurados”, conta.
Seguro de equinos
É importante que os criadores possam contar com um seguro para preservar a saúde dos cavalos, éguas e potros. O seguro de equinos da FF Seguros oferece indenização em caso de atendimento clínico e cirúrgico de emergência. A cobertura reembolsa as despesas com transporte, internação e medicações, respeitando o limite máximo contratado na apólice de até R$ 30 mil, e esse tipo de sinistro de emergência veterinária pode ser registrado até duas vezes ao ano. A FF Seguros é líder na comercialização de seguros para equinos, oferecendo essa modalidade de produto no Brasil desde 2013.
Sazonalmente, o tempo seco impacta na alimentação dos animais. O trato gastrointestinal do cavalo pode sofrer com um funcionamento mais lento e ter mais dificuldade para digerir as rações e feno oferecidos. Com isso, há o risco de maior incidência de cólicas e outras complicações que podem até levar ao óbito do animal. “Os animais mais velhos, principalmente a partir dos 15 anos de idade, possuem uma dentição diferente e costumam mastigar menos, então esses animais requerem mais cuidados com a alimentação”, alerta o veterinário.
Diferentemente dos bovinos, os equinos não são ruminantes, então o estômago do cavalo não apresenta diferentes compartimentos que facilitam a digestão. Além disso, o órgão é considerado pequeno para o porte dos equinos, com capacidade em distensão máxima de 20 a 25 litros. A ingestão de alimentos em excesso e formação de gases podem provocar dilatação abdominal e o cavalo não tem a habilidade de vomitar. Dessa forma, pode até mesmo ocorrer uma ruptura gástrica.
O intestino delgado e grosso podem somar cerca de 40 metros de comprimento e são também considerados órgãos delicados. Os alimentos podem “parar” em determinada região do intestino delgado ou grosso do cavalo, principalmente na transição entre eles, e o órgão pode torcer ou se deslocar. A torção intestinal é uma situação grave que provoca dor intensa e pode requerer rápida intervenção cirúrgica. Se não for atendido brevemente, o animal pode vir a óbito.
É fundamental buscar atendimento veterinário sempre que houver quaisquer sinais de cólica equina. “O cavalo é muito sensível à dor. Quando sente dor, o animal fica inquieto, olhando para a barriga ou pode até se jogar no chão e se machucar. A síndrome cólica pode provocar diferentes sinais de dor, o que requer a atenção do responsável por provocar sinais como inquietação, frequência cardíaca aumentada e sudorese”, alerta Camargo. A cólica pode ser diagnosticada rapidamente em exame clínico com um médico veterinário, por meio de auscultação, e ser controlada com a passagem de sonda nasogástrica e às vezes medicamentos.
Para prevenir a cólica equina, é fundamental fracionar a alimentação, oferecendo porções menores de rações e feno por três a quatro vezes ao dia. Também é essencial priorizar a hidratação, realizando a limpeza do cocho e a troca de água com maior frequência durante o verão. “Os equinos são seletivos. Se a água estiver suja, o animal não bebe, então é importante sempre oferecer água bem fresca”, diz Camargo. Além disso, é recomendável disponibilizar sal mineral, cujo consumo geralmente estimula o animal a beber mais água.
Além de prejudicar a qualidade de vida e o rendimento do animal, as cólicas geralmente lideram os casos de emergência veterinária de equinos. Existem outras razões para as ocorrências de cólicas como a gastrite e as infecções causadas por microrganismos. No entanto, os cuidados com a alimentação e hidratação sempre são recomendados para prevenir problemas de saúde principalmente durante o verão.
ATUALIZAÇÃO – Este texto foi atualização dia 23 de dezembro para corrigir dados divulgados pelo estudo que envolviam a Susep. Segue a versão correta:
O “Open Finance Mega Report 2022“ traz um panorama sobre inovações jurídicas, regulatórias, de usabilidade e de atendimento que, em boa parte, começam a impactar um número cada vez maior de usuários dos serviços de bancos e fintechs. Nele, um capítulo especial sobre Open Insurance.
Entre as novidades, o estudo cita MockInsurance, como algo que trará muitas facilidades para todos no futuro. Basicamente, a solução MockInsurance foi construída pela Finansystech para testar a implementação de soluções. De acordo com o estudo, é possível testar as soluções em todas as fases do Open Insurance em ambiente simulado para garantir que tudo vai estar nos padrões da Susep antes de lançar ao mercado. Isso é importante para prever problemas e prever testes de fluxo. A plataforma vai ser lançada para todos os participantes no dia 13 de janeiro de 2023, informa Alberto Beloni, tech leader da Finansystech.
A plataforma foi constituída pela Finansystech, empresa que oferece tecnologia para mais de 30 instituições financeiras que desejam participar do open finance, e apoio da Fenasbac (Federação Nacional de Associações de Servidores do Banco Central). A Estrutura de Governança do OPIN contratou as empresas para disponibilizar o MockInsurance para testar o compartilhamento. “A iniciativa completa é da Susep, mas esse produto específico passa por uma série de outros fornecedores e processos de contratação”, disse.
O autor comenta que trocar dados entre seguradoras, facilitando jornadas e criando novos produtos para inovar dentro de um mercado pouco propenso à mudanças, tem se mostrado promissor. Diferente do Open Banking, regulado pelo Banco Central do Brasil, o Opin é regulado pela Susep, a Superintendência de Seguros Privados, o órgão fiscalizador das operações de seguro, previdência complementar aberta e capitalização. O foco é trazer segurança e transparência ao processo de compartilhamento de dados, que tem informações extrema- mente sensíveis.
Segundo ele, o Open Insurance tem uma agenda importante para 2023. A fase 1 começou em todas as instituições registradas em 2022 e a fase 2 começa em janeiro. “A lógica e o processo são extremamente parecidos com o Open Banking. As grandes mudanças só acontecem na fase 3, que vai ter o escopo definido no decorrer de 2023. A integração do ecossistema com as seguradoras é extremamente importante. É bom lembrar que quando falamos de Open Finance, já estamos falando de Open Banking e Insurance juntos. Sobre o que vai ser feito em 2023, a discussão gira em torno da contratação de serviços, sobre como envolver corretores e criar soluções para melhorar a jornada de contratos, mas os detalhes técnicos ainda estão em aberto. Pessoalmente, acho melhor não antecipar as discussões.”
Diferente do Open Banking, onde com cerca de 800 instituições, o Opin trabalha com algo em torno de 80, mas com uma diferença importante. No Banking, há muitas instituições pequenas. No Insurance, as instituições são maiores e mais tradicionais. “Encontramos alguns problemas no processo que ninguém estava esperando, não apenas problemas técnicos, mas também de usabilidade. Diferen- te dos bancos, não é comum para as seguradoras ter áreas logadas e a relação dos clientes é bem diferente. São idiossincrasias de mercado e as se- guradoras tiveram que correr atrás, já que são pro- cessos obrigatórios. A sensação geral é que o Open Insurance nasceu mais imaturo. “Ttivemos que correr mais atrás do cronograma. Muitas especificações já nasceram incompletas e corrigimos muitas coisas no meio do caminho. Foi um processo vivo, mas nem de longe um cenário insuperável. A Susep ajudou bastante, com workshops e ações diretas”, comenta.
De acordo com ele, a primeira grande evolução é que agora tem um material técnico unificado, juntando todos os sistemas. “Vamos finalmente entender como inovar, colocando produtos bancários e de seguros no mercado ao mesmo tempo. Para as instituições, isso é uma evolução incrível, onde se pode construir novas soluções para análise de perfil dos clientes e novas experiências de usuário, entre muitas outras ideias. Temos um novo sistema de compartilhamento de dados que pode ser usado para agregar valor em ofertas baseadas no perfil individual de cada cliente, em todo o ecossistema. Hoje, já é possível para uma seguradora trazer uma solução de pagamentos do Open Banking. Mas ainda é preciso muito tra- balho para trazer mais dados para o ecossistema e deixar tudo nos mesmos padrões e protocolos”, acrescenta.
Para o autor, a fase 3 ainda é uma grande interrogação quando se fala em detalhes técnicos e ainda é preciso trabalhar em todo o resto da fase 2. “Hoje, o obrigatório é apenas a transmissão dos dados. Em 2023, vamos ver quem vai receber os dados e é isso que vai agregar valor real ao mesmo. Depois disso, vamos ter o maior desafio, que é analisar os dados.”
O IRB Brasil registrou lucro líquido de R$ 6,4 milhões em outubro de 2022, ante prejuízo de R$ 84,8 milhões na comparação com o mesmo mês de 2021. No acumulado dos dez meses do ano, o prejuízo líquido acumulado foi de R$ 585,2 milhões, ante um prejuízo líquido de R$ 396,6 milhões reportado nos dez meses do ano passado. A informação consta do Formulário de Informações Periódicas (FIP), divulgado pela companhia nesta terça-feira, 20.
O prêmio emitido totalizou R$ 541,8 milhões em outubro de 2022, de R$ 543,2 milhões em 2021. O prêmio no Brasil subiu 12,0% no mês, para R$ 386,8 milhões, enquanto o prêmio no exterior caiu 21,6%, para R$ 155,0 milhões, segundo o IRB.
Nos dez primeiros meses de 2022, o prêmio emitido atingiu R$ 6,644 bilhões, redução de 8,3% ante igual intervalo de 2021. No Brasil houve crescimento de 2,2%, atingindo R$ 4,5 bilhões, enquanto no exterior houve diminuição de 24,6% em relação ao mesmo período de 2021, com R$ 2,124 bilhões.
A despesa de sinistro em outubro de 2022 foi de R$ 324,3 milhões, com índice de sinistralidade de 80,6%. A despesa de sinistro em outubro de 2021 foi de R$ 41,9 milhões, reduzida em R$ 450,0 milhões por operação de LPT (Loss Portfolio Transfer).
Nos primeiros dez meses de 2022, a despesa com sinistros totalizou R$ 4,308 bilhões, 9,1% menor quando comparada com o mesmo período do ano anterior. No acumulado dos dez meses de 2022, o índice de sinistralidade foi de 105,6%, comparado a 97,3% no mesmo período de 2021.
Conforme amplamente divulgado, a despesa com sinistros nos dez meses de 2022 foi impactada no segmento Agro pelos eventos climáticos atípicos no Centro-Sul do Brasil e no segmento Vida pela covid-19, informou o IRB em comunicado ao mercado.
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