Mercado de Capitalização cresce 17,25% no primeiro semestre

Fonte: Fenacap

Os títulos de Capitalização continuam crescendo acima dos dois dígitos e registraram alta de 17,25% no primeiro semestre de 2022, no comparativo do ano anterior. O resultado positivo fez o setor atingir, em junho, R$ 13,56 bilhões em receita, de acordo com os dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Os títulos de Capitalização se mostram versáteis e adaptados às necessidades do consumidor final, estimulando a disciplina financeira, oferecendo prêmios em dinheiro e a oportunidade de doações para entidades filantrópicas. Houve um volume de recursos da ordem de R$ 10,65 bilhões oriundos de sorteios e resgates. Foram R$ 9,92 bilhões (+3,8%) em resgates e R$ 733 milhões (+15,7%) nos sorteios, que chegaram ao mercado em forma de investimento e consumo até junho deste ano. 

Para Marcio Coutinho, presidente interino da FenaCap, outro sinal de robustez financeira do setor são suas reservas técnicas: “Registramos um avanço de 6,2% para o maior patamar da história: R$ 34,7 bilhões. Outro ponto que revela o atrativo dos títulos está ligado ao número de ativos. Hoje, o título é o segundo instrumento financeiro mais conhecido, atrás apenas da poupança. São mais de 11 bilhões de títulos ativos em todo o Brasil”.

Além de crescer no quantitativo total, as receitas avançaram em todas as regiões e estados do Brasil. Por regiões, o Nordeste apresentou o maior crescimento (28%), seguido do Norte (26%), do Centro-Oeste (22%), do Sul (16%) e do Sudeste (15%). Todos os estados, mais o Distrito Federal, tiveram evolução de dois dígitos nos primeiros seis meses de 2022 comparada a igual período do ano passado.

“São boas notícias e seguimos com o desafio de rejuvenescer a nossa base de clientes e estreitar ainda mais o relacionamento para atrair mais fãs da Capitalização. Mas entendemos que aprimorar os mecanismos de aproximação com o consumidor e oferecer soluções mais ágeis e completas serão determinantes para a sustentabilidade do mercado. Há um próspero caminho pela frente, continuamos resilientes e otimistas”, analisa Marcio Coutinho.

Quanto aos clientes, seguem contribuindo para o crescimento das categorias mais tradicionais que movimentaram R$ 9,9 bilhões. Foram seguidos por Filantropia Premiável (R$ 1,58 bilhão); Instrumento de Garantia (R$ 1,5 bilhão); Incentivo (R$ 427 milhões) e Popular (R$ 183 milhões). 

A Filantropia Premiável registrou crescimento de 15,5% sobre igual período de 2021, totalizando R$ 1,58 bilhão. Com isso, o volume de recursos direcionado às organizações filantrópicas foi de R$ 720 milhões, 24,7% acima do valor repassado em 2021.

Para o segundo semestre, a Fenacap espera que a Capitalização continue ganhando espaço no cotidiano dos brasileiros com sua missão de ser uma importante ferramenta de disciplina financeira, geração de reserva de valor e a motivação dos titulares dos produtos de participarem de sorteios. 

MetLife realiza encontro de corretores com participação do apresentador Zeca Camargo

MetLife corretores de seguros

Fonte: MetLife

No último dia 18 de agosto, a MetLife reuniu, em São Paulo, cerca de 160 empreendedores de forma presencial e quase 350 virtualmente, durante a edição 2022 do “Encontro de Corretores”, evento destinado aos parceiros que comercializam soluções da MetLife. Ao longo do encontro, conduzido pelo jornalista e apresentador Zeca Camargo, foram reconhecidas e homenageadas as corretoras com destaques comerciais, bem como, realizada a premiação da Convenção de Vendas que leva as 43 corretoras de seguros que mais se destacaram no ano de 2021, para uma viagem internacional, em outubro desse ano.

As corretoras puderam participar de uma dinâmica para conhecer o destino escolhido: Aruba. Durante o evento, foram revelados, em primeira mão, os destinos das campanhas de vendas TOP Club 2022, que será Porto de Galinhas (PE), e Convenção de Vendas 2022, a qual levará as corretoras ganhadoras para Bahamas (Caribe).

Na ocasião, diversos representantes da companhia, apresentaram os lançamentos e novidades que dão suporte para a melhoria contínua de desempenho das corretoras parceiras deste canal de vendas. Para Guillermo Innocenzi, Vice-presidente Comercial da MetLife Brasil, o evento foi singular. “Foi um encontro muito especial, há cinco anos realizamos esse evento, mas retomar, em formato híbrido, e reunir tantas corretoras é muito proveitoso e gratificante, principalmente pelas trocas e feedbacks que recebemos.”, ressaltou o executivo.

De 2021 para 2022 a MetLife aumentou em 72% o número de corretoras parceiras cadastradas para a comercialização de produtos e soluções de Seguro de Vida Individual o que tem permitido um crescimento sustentável do negócio.

Setor de seguros exibe alta média de 20% no lucro do segundo trimestre de 2022 na B3

O lucro líquido das empresas do mercado de seguros listadas na B3 avançou 20% no segundo trimestre deste ano, para R$ 2 bilhões, comparado aos R$ 1,6 bilhão do mesmo período de 2021, segundo levantamento da TradeMap, a pedido do Sonho Seguro. Das companhias listadas, apenas duas viram seus ganhos menores, Porto e IRB Brasil Re.

Segundo explicou em teleconferência com analistas, o CEO da Porto, Roberto Santos, o cenário macroeconômico é desafiador e impõe resiliência. “Hoje, no mercado de seguros como um todo, muito do que impacta os resultados de uma seguradora está na combinação entre sinistralidade, aumento de custos de reparo e inadimplência. E nós, na Porto, já tomamos todas as ações para resolver essas questões. E já pudemos observar isso nos resultados do segundo trimestre desse ano, com um crescimento agregado de 37%, quando comparado ao mesmo trimestre de 2021”.

Ao longo dos seis primeiros meses deste ano, a Porto atingiu o maior crescimento de sua receita total em mais de 10 anos. Segundo o grupo, o marco é decorrente da expansão de todas as verticais de negócios. No segundo trimestre de 2022, as áreas apresentaram expressivo crescimento em suas receitas, no comparativo com o 2T21: Porto Seguros (+32,1%), Porto Saúde (+46,2%), Porto Seguro Bank (+32,5%) e Serviços (+44,8%). “Seguimos em evolução constante para oferecer as melhores soluções e inovações para os nossos clientes. Atuamos no mercado para que mais pessoas conheçam os nossos produtos e serviços e para que o seguro seja cada vez mais inclusivo para as pessoas”, comenta.

Já o IRB Brasil Re sofre as consequências da reestruturação que vem implementando nos últimos dois anos. Quando iria respirar mais aliviado com os ajustes, veio uma seca prolongada no Sul do país, que afetou tanto a safra de inverno 2021 como a de verão de 2022, causou perdas relevantes para todos os players que atuam no segmento, comprometendo resultados.

O CEO do IRB, Raphael de Carvalho, ressaltou que o primeiro semestre foi impactado por um efeito climático atípico. “Uma estiagem dessa magnitude não ocorria no Paraná há 90 anos. No Rio Grande do Sul, o último registro tem mais de 75 anos”. O IRB acumula R$ 614 milhões de insuficiência do indicador de patrimônio líquido ajustado em relação ao capital mínimo requerido — ou seja, 64% do capital mínimo.

Além disso, está R$ 730 milhões abaixo do índice de cobertura de provisão técnica. O plano de recuperação inclui realizar uma oferta subsequente de ações (“follow-on”) ou outra operação para aumento de capital, que pode alcançar até R$ 1,2 bilhão. Um segundo passo consiste na venda de ativos imobiliários e participações societárias, informou em teleconferência. 

Na última quarta-feira, 24, o Conselho de Administração do IRB aprovou a realização da oferta pública subsequente de distribuição primária de ações ordinárias de emissão da companhia. A oferta restrita consistirá na distribuição pública primária de, inicialmente, 597.014.925 novas ações, com esforços restritos de colocação, a ser realizada no Brasil, com esforços de colocação no exterior. Com base na cotação de fechamento das ações de emissão da companhia na B3 nesta quarta-feira (24) de R$ 2,01, a oferta totalizaria R$ 1,199 bilhão, segundo informou em comunicado à CVM.

Na outra ponta temos a SulAmérica, com alta de 373% no lucro, para R$ 138 milhões. Segundo a companhia, melhora do resultado vem de uma queda no impacto das indenizações e custos de tratamento para Covid-19. As indenizações no primeiro semestre de 2022 somaram R$ 77 milhões relativos a sinistros e custos médicos relacionados à doença, bem melhor em relação aos R$ 200 milhões pagos no mesmo período em 2021.

“Temos sinais de que estamos finalmente vendo o final desta crise, com números de casos, internações e óbitos ligados ao coronavírus em patamares cada vez menores”, afirmou o presidente do grupo, Ricardo Bottas, em comunicado. “Assim temos observado importante redução nos impactos com a covid-19, tanto no segmento de seguro saúde quanto no de vida, o que traz perspectivas mais positivas para gradativamente recuperarmos a sazonalidade regular da frequência e severidade de sinistros em nossas carteiras”, acrescentou.

O lucro da BB Seguridade no primeiro semestre de 2022 foi de R$ 2,58 bilhões, ante R$ 1,73 bilhão vistos na primeira metade do ano de 2021. “Em um cenário afetado pelo fenômeno La Niña, que elevou os sinistros do seguro agrícola a níveis recordes e causou impacto de R$ 236 mi sobre o resultado, a BB Seguridade supera as adversidades e fecha o primeiro semestre de 2022 com lucro de R$ 2,6 bi, representando crescimento de quase 50% sobre o registrado no mesmo período do ano passado. Na comparação 2T22 versus 2T21, o lucro líquido cresceu 87%, atingindo o nível recorde de R$ 1,4 bi”, diz a companhia.

O otimismo é grande para o fechamento de 2022 com a venda de seguros fora do balcão do Banco do Brasil. Segundo ele, até 2021, a BB Seguridade vendia menos de 1% fora do banco. Hoje, após 15 parcerias fechadas com outras instituições, as vendas por esse tipo de canal já alcançam a fatia de 5%. Entre os parceiros já fechados, estão o Banco Original, do grupo J&F, da família Batista, que vende produtos de previdência e capitalização da BB Seguridade, e o Modal, comprado pela XP, que comercializa produtos de previdência.

SulAmérica assina compromisso de equidade de gênero

Fonte: SulAmérica

Neste mês, a SulAmérica comemora a assinatura do compromisso do Movimento Elas Lideram 2030, promovido pelo Pacto Global da ONU. A iniciativa tem como objetivo reunir empresas que se preocupam com a paridade de gênero na alta liderança e desejam aumentar a participação feminina nos negócios dentro de oito anos.

Por meio da assinatura do compromisso, a SulAmérica reforça a busca por equidade de gênero na companhia e se compromete a ter 50% de mulheres em cargos de alta liderança no período. Hoje, conta com 42%.

O compromisso é parte das ações realizadas pelo programa de Inclusão e Diversidade da SulAmérica, que completa, neste mês, um ano de atuação. Ao longo desse período, a empresa estruturou e consolidou diversas ações internas para garantir que a jornada das pessoas colaboradoras seja cada vez mais inclusiva. Esse cuidado também foi colocado em prática na forma de comunicação de processos seletivos, treinamentos e com os diversos pontos de contato da SulAmérica.

“O programa de Inclusão e Diversidade atua para que a inclusão se consolide como parte do modo de agir da empresa. Por meio das ações que estão sendo trabalhadas internamente queremos reforçar a educação para os temas prioritários nessa agenda e colocar em prática iniciativas que tornem a companhia cada vez mais inclusiva e diversa”, comenta Patrícia Coimbra, vice-presidente de Capital Humano, Sustentabilidade e Marketing da SulAmérica.

Jornada de Inclusão e Diversidade

Nos últimos anos, a SulAmérica tem colocado em prática diversas iniciativas com o objetivo de promover um ambiente de trabalho mais diverso e inclusivo para seus mais de 4 mil colaboradores e colaboradoras. Ações como jornada de trabalho flexível, salas de amamentação, licença familiar que vai além do programa empresa-cidadã – concedendo 180 dias para cuidadoras(es) de primeiro nível e 40 dias (20 a mais do previsto) para cuidadores(as) de segundo nível, treinamentos para as lideranças sobre variados temas da pauta de inclusão e diversidade como, por exemplo, vieses inconscientes, além de processos de atração, seleção e contratação de profissionais de grupos minorizados fazem parte das iniciativas da empresa.

O primeiro ano do programa de Inclusão e Diversidade da SulAmérica marca a estruturação de diversas outras ações para garantir que o tema seja reforçado em todas as frentes. Durante esse período, a empresa promoveu treinamentos e sensibilizações com aprofundamentos no assunto para os diversos níveis da liderança, bem como para toda sua força de trabalho. Atualmente, conta com Grupos de Polinização que atuam na Equidade de Gênero, Raça e Etnia, LGBTI+, Pessoas com Deficiência e Gerações. Esses grupos garantem a execução e ações relacionadas aos temas.

Em 2022, a SulAmérica foi reconhecida pelo comprometimento com a equidade de gênero pelo índice da Bloomberg (GEI – Bloomberg Gender Equality Index), que avalia a transparência e o desempenho da companhia em 5 pilares: liderança feminina e pipeline de talentos, ignualdade salarial e paridade de remuneração entre gêneros, cultura inclusiva, políticas contra assédio sexual e marca pró-mulher. Essa evolução foi reconhecida também pelo mercado financeiro, uma vez que a companhia foi incluída no fundo de índices ELAS11, lançado em março de 2022, ETF que moitora 350 empresas listadas na bolsa brasileira, identificando aquelas com melhores índices de presença feminina no Conselho de Administração, Conselho Fiscal, Diretoria, Comitê de Auditoria, dentre outros comitês.

Instituto Porto oferece cursos profissionalizantes em carreiras digitais  

Fonte: Porto

O Instituto Porto acaba de lançar mais uma iniciativa para cursos profissionalizantes em carreiras digitais, com 247 vagas disponíveis para o Brasil todo. O Acesso Tech é um projeto idealizado para dar acesso às pessoas de baixa renda à oportunidade de desenvolvimento profissional por meio detrilhas de conhecimento focadas em TI, desde o básico até carreiras específicas, como desenvolvimento de sistemas, hardware e marketing digital. A iniciativa terá parceria social com grandes players no segmento de tecnologia, como Cisco e Microsoft. Conta ainda com a Impacta e o Senac São Paulo no programa de desenvolvimento e capacitação profissional nos cursos de Desenvolvedor de Sistemas, Hardware e Sistemas Operacionais (Impacta) e Marketing Digital (Senac São Paulo). Os interessados podem se inscrever até dia 7 de outubro pelo site do Instituto Porto.  

Os alunos e alunas vão contar com ferramentas digitais (Cisco Networking Academy, Microsoft,aplicativo Instituto Porto), tutor para auxiliar no uso dos sistemas e tirar dúvidas, e para alguns cursos, serão disponibilizadas salas de aula, além de equipamentos para uso nas aulas práticas. Os cursos terão temas relacionados à tecnologia e inovação, e estarão disponíveis nos formatos de aulas híbridas e 100% digitais.  

“O Acesso Tech será o guarda-chuva do Instituto para cursos profissionalizantes em carreiras digitais. Nosso objetivo com este projeto é ampliar a nossa atuação na área de tecnologia, a nível nacional, e fomentar ainda mais o desenvolvimento de carreiras digitais de forma gratuita e acessível para alunos e alunas de qualquer lugar do País”, comenta a gerente de Sustentabilidade da Porto, Mirian Mesquita. 

As vagas de classificação nacional disponíveis serão: 80 para Introdução ao digital, onde os alunos irão aprender a usar um computador e ferramentas do Microsoft 365, 75 para Marketing digital, 20 para Desenvolvedor de Sistemas e 72 para Hardware e Sistemas Operacionais. Todos os cursos têm previsão de início para 17 de outubro. 

IRB realizará oferta restrita de ações no valor de até R$ 1,199 bilhão

IRB Brasil re

Fonte: Infomoney

O Conselho de Administração do IRB (IRBR3) aprovou na quarta-feira (24) a realização da oferta pública subsequente de distribuição primária de ações ordinárias de emissão da companhia.

A oferta restrita consistirá na distribuição pública primária de, inicialmente, 597.014.925 novas ações, com esforços restritos de colocação, a ser realizada no Brasil, com esforços de colocação no exterior.

Com base na cotação de fechamento das ações de emissão da companhia na B3 nesta quarta-feira (24) de R$ 2,01, a oferta totalizaria R$ 1,199 bilhão.

O preço por ação será definido na próxima quinta-feira (1) após a realização do procedimento de bookbuilding. Já as novas ações começam a negociar em bolsa no dia 05 de setembro de 2022.

A quantidade de ações inicialmente ofertada poderá, a critério da companhia, em comum acordo com os coordenadores da oferta, ser acrescida em até 200% do total de ações inicialmente ofertadas, ou seja, em até 1.194.029.850 novas ações de emissão do ressegurador.

Considerando o limite de capital autorizado previsto no estatuto social da empresa, a emissão de ações adicionais poderá ocorrer caso haja excesso de demanda a um preço por ação inferior ao indicado no fato relevante de R$ 2,01, mas sempre de maneira que o aumento de capital social observe o limite de R$ 1,2 bilhão, destacou a empresa em comunicado. “O Preço por Ação não é indicativo do preço que prevalecerá no mercado após a conclusão da Oferta Restrita, podendo ser alterado para mais ou para menos após a conclusão do Procedimento de Bookbuilding”, destaca.

egundo comunicado, o IRB pretende utilizar os recursos líquidos da oferta restrita prioritariamente para regularização dos indicadores regulatórios estabelecidos pela SUSEP, como já tinha sido sinalizado pela companhia. “Após a referida regularização, caso haja recursos excedentes, a companhia pretende alocá-los para fins corporativos gerais, notadamente, crescimento orgânico da companhia frente a oportunidades de negócios existentes e para pagamento de passivos contingentes, incluindo aqueles que podem surgir de acordos com as autoridades norte-americanas.”

A oferta será coordenada pelo o Banco Bradesco BBI, Itaú BBA e Santander Brasil.

Por fim, o ressegurador informa que não será admitida a distribuição parcial no âmbito da oferta Restrita. Assim, caso não exista demanda para a subscrição da totalidade das ações inicialmente ofertadas até a data da conclusão do procedimento de bookbuilding, nos termos do contrato de colocação, a oferta restrita será cancelada.

Insurtech entra na disputa por seguros financeiros com aporte de US$ 6,7 milhões em pré-Seed

paola Latu insurtech

 A Latú, insurtech focada em fornecer coberturas para empresas latino-americanas, anuncia hoje (25) sua primeira rodada de investimento no valor de US$ 6,7 milhões (R$ 35 milhões), a maior já registrada na América Latina. Liderada pela monashees, pioneira na indústria de capital de risco no Brasil e na América Latina, e pela CRV (Charles River Ventures), a rodada também teve participação da ONEVC, Latitud e SVAngels.

Com a Latú, abreviação para Latin American Tech Underwriters, as empresas podem obter, em apenas alguns minutos, cobertura de até US$ 10 milhões contra ações judiciais, ataques cibernéticos, tempo de inatividade, danos à propriedade, erros de profissão e lacunas de compliance, entre outros. E, ainda, políticas mais conhecidas como responsabilidade geral, propriedade, cibernética, Erros e Omissões (E&O) e Diretores e Executivos (D&O).

A fundadora da startup, Paola Neira, liderou anteriormente a equipe responsável por construir a tecnologia de logística da Rappi. Ela concebeu a Latú enquanto fornecia capital de giro para pequenas e médias empresas de um fundo que ela administra há mais de uma década. Ajudar esses negócios a fez perceber como era difícil para as empresas obterem apólices de seguro e como eram vulneráveis a milhões de riscos.

“As operadoras tradicionais têm tentado entender e combater os riscos atuais com ferramentas antiquadas, que limitam o crescimento do mercado. A Latú quer mudar radicalmente a forma como o seguro empresarial funciona, impulsionando a inovação na indústria. Há uma verdadeira sensação de empoderamento ao apoiar as empresas da América Latina, ao oferecer acesso a produtos financeiros aos quais, de outra forma, essas organizações não teriam acesso”, explica Paola.

“A verdadeira mágica acontece quando se combina o conceito de rede de proteção, que é fundamentalmente o cerne do mercado de seguros, com tecnologia” diz Neira. “Temos uma oportunidade incrível de substituir apólices desatualizadas por parcerias vitalícias de mitigação de riscos, que funcionam melhor para resolver as necessidades de um mundo acelerado e hiperconectado. As empresas não podem mais confiar em livros de papel, mas querem e merecem alavancar uma mistura de inovação tecnológica, experiência em seguros e conhecimento local que é exatamente o que estamos usando na Latú para construir produtos”, conclui.

Fabiola Quinzaños, principal na monashees, ressalta que as empresas na América Latina são severamente mal atendidas pelo setor de seguros. “Menos de 20% delas têm pelo menos uma apólice, comparado a 70% nos mercados desenvolvidos. Paola conseguiu atrair uma equipe de ponta com habilidades complementares, colocando-a na melhor posição para reinventar a forma como o seguro é consumido na América Latina e democratizando o acesso”, afirma

Para James Green, sócio geral da CRV, há muito tempo existe um desafio para as empresas em obter seguro e a proteção necessária para permitir que cresçam. “Ironicamente, garantir o seguro é o que literalmente desbloqueia o crescimento, permitindo que elas façam negócios com grandes corporações, garantam financiamento, abram uma nova vertical e muito mais. Nós, da CRV, acreditamos que as empresas fundamentais são criadas fortalecendo dados demográficos específicos e estamos profundamente entusiasmados com a ideia de que Paola pode fazer isso dando acesso a seguros para os negócios da América Latina”.

Artigo: sinistralidade acima de 99,9% – pode isso Arnaldo?

por Roberto Parenzi, diretor do grupo Capitolio

Recentemente, a equipe da Capitolio produziu o Relatório sobre a Sinistralidade na Saúde Suplementar, relativo ao 1° Trimestre de 2022.

O percentual médio deste indicador, neste trimestre analisado, foi da ordem de 86% enquanto que no mesmo período de 2021 o indicador foi de 81%, ou seja, segue em ascensão.

Sim, considero preocupante, não encontrando muitas razões para que este percentual caia, ou, se cair, será levemente, mantendo-se contudo, elevado.

Mas deste trabalho, resolvi pinçar um número que chama mais a atenção ainda.

Aquelas empresas cuja taxa de sinistralidade se situa na casa de 100% ou acima.

Considerando as 632 empresas da amostra analisada, (excetuadas as empresas Administradoras de Benefícios, Odontologia de Grupo e Cooperativa Odontológica que não fizeram parte da análise) chegou-se ao número de 52 empresas ou 8,23%.

É muito, considerando que estas empresas estão gastando com a Despesa Assistencial mais do que recebem de contraprestações.  A conta não fecha e não se sustentarão.

O problema é que neste risco estão 2.041.637 beneficiários com uma contribuição per capta mensal com média superior a R$ 480,00.

Neste número cabe destacar por porte das operadoras, com sinistralidade acima de 99,9%:

Grande PorteMédio Porte          Pequeno Porte
05 empresas12 empresas35 empresas
9,6%23,1%67,3%

Já em relação à modalidade destas operadoras, encontramos a seguinte distribuição:

AutogestãoCoop. MédicaFilantropiaMed. de GrupoSeguradora Especializada
1809012301
34,6%17,3%1,9%44,3%1,9%

Só para esclarecer, a questão dos números serem tão alarmantes, é válido ressaltar que o percentual ideal de sinistralidade deveria se situar na casa de 70 a 75% no máximo, para que do restante possa haver um resultado mais razoável após a retirada das despesas administrativas, comerciais, não operacionais e impostos.

Finalizando, é preocupante o fato de que está prestes a ser votado no Congresso a questão do Rol, com grandes chances de que seja considerado exemplificativo. Aí sim as torneiras serão abertas e este número de empresas pode crescer potencialmente. 

Federação de corretores pede explicações para seguradoras sobre alta do seguro de carro

Fonte: Fenacor

O Grupo de trabalho inicialmente criado para tratar dos problemas enfrentados na assistência 24 horas, integrado por representantes da Fenacor e da FenSeg, está ampliando sua atuação para buscar, em conjunto, soluções referentes a outras questões relevantes, como o aumento do preço médio do seguro de automóveis em diversas regiões do País e a terceirização, pelas seguradoras, dos serviços de vistoria prévia e regulação de sinistros.

Especificamente sobre o aumento dos preços do seguro, após solicitação dos representantes da Fenacor no grupo de trabalho, a FenSeg apresentou as razões que justificam tais reajustes. 

A federação lembrou que a variação de preços atinge os mais diversos setores na economia brasileira, incluindo o mercado de seguros. “A precificação do Seguro Auto é pautada em bases técnicas atuariais, tendo como princípio o mutualismo. Além disso, ela sofre forte interferência das oscilações de valores dos bens segurados, dos custos de reparação e dos valores de mão de obra especializada, ou seja, de toda uma cadeia na qual o automóvel está inserido”, informou a FenSeg. 

A Federação acrescentou que, no Seguro Auto, como nos demais segmentos, a prática da livre concorrência oferece ao cliente a liberdade de decidir o melhor preço de acordo com a sua necessidade. 

Mas, a despeito da precificação ser livre, as seguradoras devem observar as normas da Susep, além de respeitar o Código de Defesa do Consumidor e, principalmente, das legislações e regulamentações especificas do setor. 

Nesse contexto, a FenSeg citou a Circular 639/21 da Susep, em vigor desde 09 de agosto do ano passado, que dispõe sobre as regras e os critérios para operação de seguros do grupo automóvel. Essa publicação flexibilizou a norma ao permitir a comercialização de novos produtos, além da manutenção e evolução dos existentes.

De acordo com a FenSeg, outros fatores que também têm impactado na variação do preço do seguro auto são os seguintes: 

Redução de preços na pandemia – nesse período, a redução de risco levou à queda no preço do seguro. Já com a volta à dinâmica anterior, a tendência foi um retorno ao patamar de valores cobrados antes. 

Abastecimento de peças – com a crise internacional, associada primeiramente à pandemia de Covid-19 e, desde março de 2022, à Guerra na Ucrânia, tem faltado insumos para os fabricantes produzirem as peças de reposição. Essa situação causou aumento no preço das peças, por causa da falta de muitas delas, variação que é repassada para o preço do seguro.

Aumento do roubo e do furto – veículos estão sendo roubados e furtados, com frequência crescente, com o objetivo do desmanche para revenda de peças, por canais irregulares.

Índice de recuperação de veículos – por se tornarem alvos dos desmanches para venda de peças, a recuperação de automóveis tem se revelado um desafio cada dia maior.

Outros fatores – assim como no roubo e furto, outras frequências (colisão, assistência etc.) também retornaram a índices iguais ou superiores a 2019 (pré-pandemia).

Por fim, a FenSeg enfatizou que todos esses fatores podem influenciar, de alguma forma, “no aumento ou mesmo na redução dos preços do seguro auto praticados pelas seguradoras”.

Prudential do Brasil anuncia Juliana Capuchinho como diretora de parcerias comerciais

Fonte: Prudential

Com mais de 15 anos de experiência no setor de seguros, Juliana Capuchinho é a nova Diretora de Parcerias Comerciais da seguradora Prudential do Brasil. Formada em Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com especializações em Administração de Negócios pelo Insper e pela Fundação Dom Cabral, a executiva já passou por seguradoras como Unibanco AIG, Zurich e AXA. 

Por meio de sua visão estratégica de mercado, Juliana Capuchinho vai fortalecer a atuação da Prudential com Itaú, parceiro estratégico da seguradora, focando em novas oportunidades e aumentando a representatividade da companhia na oferta de seguros de vida nos principais segmentos do banco.