Generali Brasil e Systemsat fecham parceria e criam produto para centrais de rastreamento de veículos

Fonte: Generali

A Generali Brasil, subsidiária do Grupo Generali, em parceria com Systemsat, referência no segmento de rastreamento veicular, deu início à comercialização do novo produto. Trata-se de uma modalidade de seguro de Responsabilidade Civil para garantir a indenização de veículos não localizados pelo serviço de rastreamento. A apólice cobrirá uma possível falha na operação de centrais do serviço, a fim de garantir a integridade patrimonial dos clientes destas empresas.

A parceria tem duração prevista de cinco anos. O seguro é acionado após 30 dias do evento de roubo ou furto de um veículo, caso não haja sucesso em localizá-lo. Neste caso, o seguro indenizará o cliente conforme a tabela FIPE ou em até R$ 60 mil para carros e R$ 15 mil para motos. Para chegar a esse valor, a seguradora realiza cálculos com base na tabela FIPE ou no laudo de avaliação do automóvel.

“O mercado de rastreamento veicular tornou-se uma grande opção para quem possui veículos particulares. Sempre atenta às oportunidades, a Generali fechou essa parceria com a Systemsat para comercialização do seguro de Responsabilidade Civil que cobre as Centrais nos casos de não localização dos ativos monitorados”, comenta Claudia Lopes, diretora comercial & marketing da Generali Brasil, em nota.

MAPFRE fecha parceria com Continental Assessoria para atender corretores em São Paulo

Fonte: Mapfre

A MAPFRE iniciou uma nova parceria com a Continental Assessoria para atender corretores em São Paulo. A aliança faz parte do plano da companhia de se unir a assessorias pelo Brasil para ampliar seus canais de distribuição e atendimento.

“O canal de assessorias se profissionalizou, investiu em tecnologias e reorganizou a forma de atendimento. Essa união com a Continental tem o objetivo de aumentar ainda mais a nossa capilaridade em São Paulo.”, explica Jonson Marques Sousa, diretor comercial do Canal Corretor da MAPFRE.

Como parte da parceria, a Continental irá disponibilizar aos seus corretores cadastrados o sistema da MAPFRE para cotações e gestão de produtos e vendas. O aumento do número desses profissionais em todo o Brasil — atualmente são mais de 100 mil em todo o País — também estimulou a seguradora a buscar a parceria. “Para nós, o corretor é o elo que liga a MAPFRE ao cliente final. Nosso objetivo é que eles façam parte de todo o processo e nos ajudem nas tomadas de decisão. A parceria com a Continental acelera ainda mais esse movimento.”, conta Jonson.

“Iniciamos a conversa com a MAPFRE em novembro de 2021, quando começamos a moldar a forma de parceria, o contrato e o trâmite operacional. Tudo para garantir o melhor atendimento a todos os envolvidos. A Continental destacou uma comercial exclusiva para a MAPFRE e terá ainda dez comerciais e cinco técnicos à disposição no atendimento aos corretores de seguros”, destaca Liza Maria Faveri Miranda de Sousa, sócia-diretora da Continental Assessoria. “Nossos corretores terão uma marca de peso e um excelente portfólio de produtos para oferecer aos seus clientes”, completa a diretora.

BTG Pactual compra fatia da LLZ e prevê alavancar vendas de seguro garantia

O interesse em atuar em seguros cresce e as notícias não param de chegar. Nesta terça-feira, 18, o BTG Pactual informou que adquiriu uma fatia de 25% da LLZ Garantidora de Condomínios. A participação poderá chegar a 49%, mediante a aprovação de reguladores, informou em comunicado. O valor da transação não foi divulgado.

A negociação impacta no mercado de seguros por envolver a oferta de seguro garantia. Leonardo Felix, sócio responsável pela seguradora do BTG Pactual, comenta em nota que “além do investimento, o BTG Pactual trará maior robustez e solidez para a operação da LLZ, de forma a acelerar este crescimento, na medida que passará a emitir seguro garantia através de sua seguradora”.

A expectativa para 2023 é de um crescimento significativo do número de clientes, diz Costa. “Encontramos um mercado com forte busca por soluções de garantia e agora temos as condições para expandir ainda mais o nosso negócio em todo o mercado brasileiro”, afirma no comunicado.

“Com este investimento aumentaremos o nosso time, disponibilizando a nossa oferta de garantia para um número ainda maior de condomínios que precisam solucionar a inadimplência e garantir que os recursos financeiros deixem de ser um problema de gestão e passem a ser investimentos em benefícios para os condôminos”, ressalta o CEO da LLZ, Zener Costa.

A LLZ é considerada a maior empresa individual do mercado de cobrança e receita garantida para condomínios. Com lucro líquido de R$ 10 milhões, em 2021, a companhia almeja atingir uma receita garantida anual de R$ 5 bilhões em cinco anos. Fundada em Belo Horizonte (MG), a LLZ tem como propósito levar tranquilidade e autonomia para os síndicos, garantindo a receita mensal dos condomínios, independente do pagamento dos condôminos acontecerem na data prevista. Atualmente a LLZ atua em mais de 60 cidades, distribuídas em 11 estados (MG, SP, RJ, CE, PR, SC, GO, DF, MS. AL e AM).

Akad passa a vender seguro para médicos e dentistas pelo celular

Akad seguros

Pela primeira vez no Brasil, uma corretora passará a vender seguros de Responsabilidade Civil Profissional diretamente por um aplicativo de celular. A iniciativa é da Akad, que lidera o mercado nacional nesta categoria. A cobertura já está disponível para médicos, dentistas, advogados e contadores, que poderão fazer a jornada de cotação, contratação e emissão de apólices pelo app em menos de cinco minutos.

A novidade é resultado de uma parceria da Akad com a Madalozzo Seguros, uma das mais tradicionais corretoras do Brasil, fundada em 1932. Para colocar a solução em funcionamento, ambas as empresas trabalharam durante dois meses na integração do sistema de cotação e geração de apólices da Akad com o aplicativo mobile da Madalozzo, o Madaseg.

De acordo com o executivo de vendas Alexsandro Queiroz, a Akad já tinha configurado sua API para oferecer o seguro de RC Profissional pelo site da corretora, mas queria dar um passo adiante para otimizar a jornada: “90% das pessoas já fizeram alguma compra pelo celular. Além disso, o aplicativo traz mais segurança e confiança para os usuários”. Ainda segundo Queiroz, a ideia de oferecer o produto dentro de um app vinha muitas vezes dos próprios corretores, interessados em dar mais autonomia ao cliente final no processo de contratação do seguro.

Mitsui Sumitomo Seguros lança videocast dedicado ao corretor de seguros

Mitsui sumitomo podcast

A Mitsui Sumitomo Seguros acaba de lançar o primeiro videocast, a união de podcast com vídeo, dedicado totalmente aos corretores de seguros. Os conteúdos vão contar histórias reais de seus segurados, o papel do corretor no mercado, as dificuldades, os pontos positivos e muito mais. O objetivo central é realmente dar voz ao corretor, contando seu dia a dia de uma forma leve e descontraída. 

“Quando pensamos no projeto tínhamos em mente criar um canal em que o corretor de seguros realmente fosse o centro das atenções, um canal em que ele pudesse falar como ele vê o mercado, contar suas histórias e trazer informações que poucas pessoas conhecem sobre o mercado segurador”, comenta Julia Christensen, superintendente de Marketing da Mitsui Sumitomo Seguros. 

O primeiro episódio conta com a presença de Paulo Rogério dos Santos, sócio-proprietário da SBM Corretora de Seguros e CEO da SegPartners, e tem como tema central os seguros patrimoniais, principalmente o empresarial. “Para nós, é uma honra trazer nossos principais parceiros para um bate-papo, esse novo formato mais leve de contar histórias vai ajudar a aproximar o mercado segurador do público em geral. Criar o podcast do corretor de seguros é motivo de muito orgulho para todos nós”, conta Helio Kinoshita, vice-presidente da Mitsui Sumitomo Seguros. 

O MitiCast pode ser acompanhado em sua versão na íntegra (Spotify e Youtube) e em cortes dos principais momentos em suas redes sociais (LinkedIn e Instagram). “No mês do corretor de seguros, a Mitsui Sumitomo Seguros traz mais essa novidade como um presente ao mercado, aos clientes e, principalmente, aos que fazem tudo isso acontecer. O MitiCast será feito ‘com’, ‘para’, e ‘pelos’ corretores de seguros”, reitera Julia. 

Zurich está no ranking da GPTW das Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil 2022 

Edson Franco

Fonte: Zurich

A Seguradora Zurich vem ganhando reconhecimento nos rankings Great Place to Work (GPTW). Mais uma vez a companhia foi certificada, agora no Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil 2022 que engloba 150 empresas de diversos setores. A Zurich aparece entre as grandes empresas na categoria com 1.000 a 9.999 funcionários. O resultado foi divulgado na noite desta segunda-feira (17).  

A conquista da Zurich reflete o trabalho desenvolvido na companhia em cuidar das pessoas para que se sintam integrantes de um ambiente de confiança, no qual podem se desenvolver e encontrar o equilíbrio emocional.  

“A indicação é resultado de todo o nosso esforço para colocar em prática iniciativas que façam toda a diferença na vida profissional e pessoal dos colaboradores. Promovemos e valorizamos a diversidade, a inclusão, incentivamos o potencial de cada colaborador e cuidamos da saúde, bem-estar e qualidade de vida de todos. Nossa promessa a eles é crescermos juntos, e isso só é possível se tivermos esse olhar integral para o ser humano, para além do profissional”, explica Carlos Toledo, Diretor Executivo de Pessoas & Cultura da Seguradora Zurich. 

Seguradora já foi reconhecida em outras oportunidades 

Além da certificação GPTW, que a companhia já conquistou por 3 anos consecutivos – e que é condição primordial para participar dos rankings GPTW, que visam premiar as empresas em âmbito nacional, regional, setorial e temático – a Zurich também figurou em outros rankings e premiações ligados a recursos humanos, diversidade, equidade e inclusão.  

O Ranking GPTW Brasil é o 3º ranking GPTW consecutivo em que a seguradora é reconhecida. Em 2022, a Zurich ficou top 5 das seguradoras no Ranking GPTW Instituições Financeiras, e também foi destaque no Ranking GPTW São Paulo. Além disso, em 2021, a seguradora já havia sido avaliada como a melhor seguradora para a mulher trabalhar entre as grandes empresas no Ranking GPTW Mulher – este voltado especificamente para a avaliação da inclusão da mulher no mercado de trabalho. 

“O reconhecimento é consequência do forte trabalho que temos feito há muitos anos, construindo uma governança sólida de Diversidade, Equidade e Inclusão, criando programas de apoio à saúde integral do colaborador, repensando os modelos de trabalho e construindo parcerias que contribuam para criar o melhor ambiente possível para os nossos colaboradores. Estamos muito felizes em ver todo esse empenho reconhecido”, pontua Carlos Toledo. 

Graças à liderança à frente da área de Pessoas & Cultura da companhia, o executivo também foi reconhecido no início do mês com o Prêmio Melhor RH Sudeste, da Plataforma Melhor RH, em que foi escolhido por seus pares como um dos líderes mais relevantes da região. Agora, Carlos concorre entre os indicados do prêmio RHs e CEOs Mais Admirados, do Grupo Gestão RH, ao lado CEO da Seguradora Zurich, Edson Franco. 

Democratização do seguro: varejista online Shopee começa a vender produtos do setor

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A tecnologia tem instigado o desejo das seguradoras de avançarem em mercados sonhados, mas trabalhosos. Com inteligência artificial e análise de dados, boa parte do temor de entrar em novos nichos tem sido superado. Ontem, a insurtech Igloo, em parceria com a gigante do comércio eletrônico Shopee, introduziu o Home Content Insurance no Vietnã, a “primeira” solução de proteção abrangente “para ativos internos, contra eventos inesperados, como desastres naturais e incêndio na plataforma”, informa o portal Crowfunding Insider.

Para isso chegar no Brasil é um clique. Com o sucesso que a Shopee tem feito no Brasil – de janeiro a junho, o número de acessos mensais da plataforma chinesa subiu 7%, segundo dados do Relatório Setores do E-Commerce de junho elaborado pela Conversion – , certamente teremos notícias em breve de uma parceria local. O Home Content Insurance é subscrito pela Bao Viet Insurance, uma seguradora líder no país. Apesar da taxa de penetração de seguros de menos de 1% para seguros não vida, a indústria de seguros geral do Vietnã está projetada para atingir US$ 3,5 bilhões em 2026, de acordo com a empresa de análise de dados, Global Data”. O seguro de propriedade é uma das principais linhas de produtos que impulsionam o crescimento do setor devido ao aumento da frequência de desastres naturais.

Os dados de seguros do Vietnã são muito semelhante ao Brasil. Em vida, por exemplo, a penetração não chega a 1%. Em residência, de um total de 68 milhões de domicílios, apenas 9,1 milhões têm seguro residencial, segundo dados da CNseg, confederação nacional das seguradoras. Em automóveis, há quem diga que menos de 25% da frota circulante conta com seguro. Em celulares, seguro protege menos de 10% dos 242 milhões de celulares inteligentes em uso no país, com 214 milhões de habitantes, de acordo com o IBGE.

As soluções mundiais como a da insurtech Igloo e outras dedicadas a ajudar as seguradoras na missão de tornar o seguro acessível a todos priorizam big data, avaliação de risco em tempo real e gerenciamento automatizado de sinistros de ponta a ponta para criar soluções de seguro B2B2C para empresas de plataforma e seguradoras. Soluções como esta tem incrementado a oferta de seguros em diversos canais como varejo, bancos digitais, fintechs, concessionárias de serviços públicos entre outras grandes empresas que querem vender seguro para seus clientes.

As seguradoras no Brasil sempre disputaram o comércio varejista, que hoje faz ofertas como o seguro garantia estendida, de vida, de acidentes pessoais, para residência, de assistências em parceria com seguradoras como Zurich, AXA, Assurant e BNP Cardif, entre as principais. Com tecnologia embarcada, o cliente tem uma jornada mais ágil, simples e fluída, com um seguro mais acessível e aderente a necessidade de cada público. Isso, aliado a um momento de maior conscientização da população sobre como as seguradoras podem ajudar na proteção financeira de riscos aleatórios do dia a dia, torna seguros um mercado promissor para os próximos anos.

O meio de pagamento do seguro e as fraudes eram dois impeditivos para o crescimento explosivo da venda de seguros de baixo valor por meio de grandes bancos de dados de empresas, conhecido como “canal de afinidades”. Com o PIX e com a tecnologia que tem ajudado muito a prevenir e mitigar a fraude, a expectativa é de que as vendas neste canal de distribuição aumentem de forma expressiva. “E o Brasil tem mais e-commerce do que Estados Unidos e Europa, com Amazon, Mercado Livre, Americanas, Magalu entre tantos outros”, comenta Fábio Luchetti, empreendedor e ex-presidente da Porto, nas redes sociais.

No Brasil, a corretora MDS, a MetLife e o Ifood criaram um seguro de acidentes pessoais para motoqueiros e que tem sido um sucesso, segundo os parceiros de negócios. Anos atrás, ofertar seguro para um grupo de risco tão elevado como motoqueiros era praticamente nulo em qualquer estratégia de seguradoras. Neste caso, a legislação ajudou a abrir o apetite das companhias para um nicho com grande potencial de crescimento em seguros de vida e acidentes pessoais no nicho de aplicativos de delivery. A lei 14.297, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro no início de janeiro deste ano, exige a contratação de seguros de vida para entregadores de aplicativos como como iFood, Loggi, Rappi e Aiqfome.

Isso tornou as empresas de delivery responsáveis pela segurança dos prestadores de serviços. “Trata-se de um seguro inclusivo. Por muitos anos, este público era invisível para as seguradoras em razão do elevado risco que representam nos indicadores de acidentes de trânsito”, conta Thomaz Tescaro, vice-presidente de Affinity e Bancassurance da MDS Brasil, corretora que atua neste nicho desde 2019, conto o executivo em uma entrevista realizada em maio deste ano.

Segundo Tescaro, o pacote de benefícios oferecido em conjunto com as empresas de delivery vai muito além do que a legislação prevê. “Desenvolvemos uma solução para uma experiência de atendimento ainda mais digital. A nossa plataforma digital permite que o entregador e seus familiares solicitem a indenização com uma navegação simplificada, com envio de documentos e acompanhamento dos processos em um único sistema. Além disso, contamos com central de atendimento telefônicos e atendimentos via whatsapp aos entregadores.

Até mesmo os planos de saúde devem voltar a um ciclo de democratização da saúde, interrompido pelos elevados preços e menor poder de renda da população. Tanto pela redução de custos proporcionada pelo uso da tecnologia, como também pelo cruzamento de dados que ajudam a mitigar as fraudes, que chegam a representar algo próximo de 30% dos custos de algumas operadoras. Semana passada, a Fenasaúde, federação que representa 14 grupos de planos de saúde no país, apresentou ao Ministério Público de São Paulo uma notícia-crime sobre uma rede de empresas de fachada criada com o intuito de fazer pedidos de reembolsos fraudulentos em larga escala contra operadoras, com desvios que somam cerca de R$ 40 milhões.

MAG Seguros comemora Dia do Corretor de Seguros e Dia do Securitário

 

Outubro é um mês repleto de comemorações e homenagens aos profissionais do setor de seguros. Na última quarta-feira, dia 12, e nesta segunda-feira, dia 17, são celebrados respectivamente o Dia do Corretor de Seguros e o Dia do Securitário. Esses dois profissionais são responsáveis por contribuir para que o consumidor faça suas melhores escolhas em relação à proteção de vida, saúde e patrimônio.

As comemorações do Dia do Corretor de Seguros surgiram durante o I Encontro Mundial dos Corretores de Seguros, realizado na Argentina, em 1970, com o objetivo de homenagear a categoria de profissionais que cumpre uma missão de extrema relevância para toda a sociedade, amparando e protegendo pessoas e garantindo a continuidade dos negócios.

Já o Dia do Securitário, comemorado na terceira segunda-feira de outubro, é uma data reconhecida como um dia de repouso remunerado e computado no tempo de serviço dos trabalhadores do setor de seguros. É uma forma de homenagear cada profissional das mais diferentes ocupações exercidas em seguros, previdência e capitalização, que atuam na reparação contra imprevistos ocorridos e pela garantia do futuro de seus clientes.

Atualmente, o setor de seguros brasileiro gera mais de 250 mil empregos diretos e indiretos, entre prestadores de serviços, corretores de seguros, securitários e demais profissionais da cadeia produtiva. O setor conta com cerca de 122 mil corretores de seguros espalhados por todo Brasil.

Seguradora alerta empresas sobre aumento na inquietação popular no segundo turno das eleições

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Um levantamento realizado em junho pela Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), em 75 países, indicou que as empresas precisam se preparar para um aumento de inquietação civil até o final de 2022. Crises econômicas, aumento do custo de vida, alta polarização política e os reflexos da pandemia são os principais motivos.

Aqui no Brasil, a crescente polarização política que acompanha o segundo turno das eleições presidenciais pode ser considerado um fator para a ocorrência de possíveis paralisações, inquietações e protestos, com potencial de se tornarem violentos. De acordo com a AGCS, esses contextos podem representar riscos para as empresas porque, além de edifícios ou bens estarem expostos a danos materiais custosos, as operações comerciais também podem ser severamente interrompidas com risco de bloqueio no acesso a suas instalações, resultando em possíveis perdas financeiras.

As melhores práticas de como as empresas devem se preparar ou responder a tais incidentes de agitação civil dependem de muitos fatores, incluindo a natureza do evento precipitante, a proximidade do local e o tipo de negócio. Segundo Felipe Orsi, Diretor Property AGCS Latam, as empresas precisam estar atentas a esses indicadores e ter planos de resposta claros, que antecipem e evitem potenciais danos a pessoas ou bens.

“As companhias precisam rever suas apólices de seguro em caso de aumento da atividade de inquietação social local. As apólices tradicionais de Property podem cobrir sinistros de violência política em alguns casos, mas algumas seguradoras já oferecem cobertura especializada para mitigar o impacto de greves, motins e comoção civil. As apólices precisam conter uma definição clara de cada evento para evitar dúvidas com relação à cobertura somente depois do evento já ocorrido”. Além da cobertura adequada é crucial que existam planos de emergência bem elaborados que contemplem este risco, bem como plano de continuidade de negócios.

As perdas econômicas e seguradas de protestos anteriores têm sido significativas, gerando sinistros importantes para as empresas e suas seguradoras. Em 2018, o movimento dos Coletes Amarelos na França se mobilizou para protestar contra os preços dos combustíveis e a desigualdade econômica, com os varejistas franceses perdendo US$ 1,1 bilhão em receitas em apenas algumas semanas. Um ano depois, no Chile, manifestações em grande escala foram desencadeadas por um aumento nas tarifas de metrô, levando a perdas seguradas de US$3bi.

Nos Estados Unidos, os protestos de 2020 pela morte de George Floyd durante uma abordagem policial foram estimados em mais de US$2 bilhões em perdas seguradas, enquanto os motins sul-africanos de julho de 2021, que se seguiram à prisão do ex-presidente, Jacob Zuma, e alimentados por demissões de empregos e desigualdade econômica, causaram danos no valor de US$1,7 bilhões. No início deste ano, no Canadá, França e Nova Zelândia, as manifestações contra as restrições do Covid-19 incluíram grandes carreatas que criaram interrupções nas principais cidades.

Alta do preço faz empresas cancelarem seguro frota, mas corretora MDS alerta sobre riscos

MDS seguro frota

As instabilidades trazidas pela pandemia deixaram para trás impactos econômicos e comerciais enfrentados por todo o ecossistema corporativo até os dias de hoje, contudo, alguns ramos de mercado lidam com consequências mais expressivas – a exemplo do setor automobilístico. Durante a crise sanitária, a redução na oferta dos automóveis acarretou um aumento no valor dos veículos novos, seminovos e usados. Consequentemente, a precificação do seguro também subiu, levando muitas empresas a romperem os contratos das apólices dos seus seguros – mesmo sabendo que ficar sem a cobertura é um risco que pode sair bem mais caro do que os atuais reajustes. 

De acordo com o Superintendente de Transporte, Aeronáutico, Frota e Cascos Marítimos da MDS Brasil, Rodrigo Fugishima, para que os clientes não abandonassem seus seguros, as companhias passaram a trabalhar com prêmios menores do que os realmente necessários diante dos riscos eminentes. “A consequência disso foi uma sinistralidade elevada, nunca antes vista nas carteiras das seguradoras”, afirma Rodrigo.  

A tendência é de mudança e retomada da estabilidade, entretanto, essa previsão não se aplica ao curto prazo. “Vai levar no mínimo um ano para que este setor volte à normalidade, com uma freada no aumento do valor dos automóveis”, prevê o executivo. A explicação para a alta atual está na escassez de determinadas peças e componentes no mercado: atualmente, a cada cinco itens disponibilizados, quatro são destinadas à linhas de montagem, e apenas uma à linha de reposição. “E se falta peça de reposição para a linha de montagem do veículo, o cenário é ainda mais crítico em lojas e concessionárias”, salienta Fugishima.  

Atualmente, essa lógica aumenta o custo das franquias, eleva os valores da Tabela Fipe e, naturalmente, dispara o valor dos prêmios, com um aumento em torno de 50 a 60%.  O resultado dessa equação é um sinistro médio com um custo muito maior.  

Seguro Frota como salvaguarda 

Apesar desse cenário, abrir mão da contratação de um Seguro Frota é uma manobra arriscada para as empresas, afinal, ao abdicar da solução, o segurado deixa de contar com toda a proteção em caso de acidentes e perde a possibilidade de gerir os veículos em uma mesma apólice e sob as mesmas condições. “Na verdade, diante dessa conjuntura, o Seguro Frota passa a ser uma ferramenta ainda mais essencial, pois, além de agregar coberturas para aumentar a vida útil e a segurança dos veículos corporativos, a modalidade engloba mais automóveis em uma única apólice e, por isso, viabiliza negociações e formas de pagamento diferenciadas”, argumenta o especialista. 

A gestão de apólice é outro grande diferencial da solução. “Ao unificar todos os veículos em um mesmo contrato de seguro, o beneficiário passa a ter uma visão simplificada das vantagens e coberturas contratadas – o que é muito mais eficaz do que ter diversos veículos alocados em seguradoras e tarifas diferentes”, detalha o Superintendente. A negociação do produto também é individualizada de acordo com o segmento, o porte e as necessidades das frotas.