2022 tem sido exigido muita dedicação para conseguir bons seguros para clientes, diz diretora da corretora Sanyuu

Sofia Banuls Scatena corretora de seguros

2022 tem sido um ano desafiador para o mundo. Assim também como para os corretores de seguros. “O endurecimento da aceitação de risco por parte das seguradoras aumentou muito o trabalho de colocação dos seguros dos nossos clientes, sem mencionar o realinhamento do prêmio imposto pelas seguradoras em algumas linhas especificas”, comenta Sofia Banuls Scatena, diretora comercial da Sanyuu Corretora de Seguros, uma corretora hoje independente, mas que nasceu como cativa da seguradora japonesa Mitsui Sumitomo.

Muitos resseguradores e investidores avaliam suas posições estratégicas ao contabilizarem perdas com a pandemia e segmentos com elevada sinistralidade. No Brasil, as perdas recordes no seguro rural assustaram os resseguradores, que já vinham buscando novos negócios com a estagnação de novos investimentos corporativos e governamentais. O resultado é elevação de taxas, de franquias e menor apetite pelos contratos, mesmo aqueles sem histórico de sinistros.

Diante de um cenário extremamente competitivo em seguro e em corretagem, a prioridade de 2023 da corretora Sanyuu é investir em pessoas para blindar atuais clientes e conquistar novos. “Investimos muito no desenvolvimento individual de cada colaborador. Definimos anualmente uma verba obrigatória que para esse desenvolvimento que pode ser desde cursos de idiomas até cursos para a Certificação de Corretor. No próximo ano aumentaremos esse valor em 50%”, contou a executiva. Segundo ela, a pandemia ajudou a valorizar ainda mais os colaboradores. “O esforço de todos para manter as operações foi muito importante. Hoje empoderamos mais os colaboradores, temos horários flexíveis, comemoramos todas as conquistas e o melhor de tudo, a idade média dos nossos colaboradores é de 30 anos.”

O investimento na equipe e em parceiras é recompensado. Com 80% das vendas em seguros dos segmentos de seguros gerais e riscos financeiros, a corretora treina seu departamento comercial em linhas especificas, o que garante um atendimento diferenciado. “Temos uma equipe muito ativa na captação de clientes, mas boa parte do nosso crescimento tem vindo por sermos indicados pelos nossos clientes a outras companhias”, conta. Outro orgulho, cita a executiva, é ter em carteira clientes com os quais trabalhamos desde a fundação da Sanyuu”. Outra fonte de crescimento vem das parcerias internacionais. “Fazemos parte de quatro redes internacionais de corretores que nos indicam clientes para atendimento de programas mundiais no Brasil”.

A Sanyuu foi fundada em 1969 para ser a corretora cativa da Mitsui Corporation no Brasil e em 2003, se tornou independente. Tem clientes em quase todos os segmentos da atividade econômica, localizados nos diversos estados brasileiros. Atualmente, a Sanyuu trabalha com 45 seguradoras e tem 39 colaboradores. Para ela, a sigla ESG, que se traduz em investimento em social, ambiental e governança, faz parte do dia a dia. “Além de cuidarmos da nossa equipe, investimos tempo e recursos em 13 instituições de caridade, impactando diretamente mais de 1 mil pessoas por ano. No próximo ano, aumentaremos essa verba em 30%”, finaliza a executiva que atua há 18 anos no mercado de seguros.

Seguro de carro apresenta queda em setembro, após 11 meses de alta consecutiva

Fonte: TEx

A TEx, insurtech especializada em soluções online para o mercado segurador, divulga os números de setembro do IPSA – Índice de Preços do Seguro Automóvel. De acordo com o estudo, o índice geral de Seguro Auto apresentou queda após 11 meses consecutivos de aumento, caindo de 6,6%, em agosto, para 6,5% em setembro. Mesmo com a redução, o índice apresenta aumento acumulado de 27,5% nos últimos 12 meses. Para baixar o IPSA completo acesse o link.

Para Genildo Dantas, gerente de inteligência de dados da TEx, a tendência é que o IPSA siga estável ou com leve queda nos próximos meses de 2022. “A queda da sinistralidade das seguradoras nos últimos meses é decorrente do aumento dos preços do seguro e não da redução dos sinistros. Em São Paulo por exemplo, o roubo e furto no terceiro trimestre de 2022 aumentou 4,6% em relação ao trimestre anterior de acordo com a SSP/SP”.

Em relação ao IPSA por gênero é possível verificar que o índice seguiu a tendência do Índice geral, apresentando uma leve queda. “O sexo feminino caiu de 6,2%, agosto, para 6,1%, setembro. Já o masculino passou de 6,8% para 6,7%”, explica o executivo.

Dados regionais – A região onde o segurado reside é um fator muito importante na precificação do seguro, pois interfere diretamente nas taxas de roubo e furto. Neste mês, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RJ) segue com a maior taxa, sendo 47% superior na comparação à Região Metropolitana de Belém (PA).

Especificamente na cidade de São Paulo, o IPSA revela que o seguro na Zona Norte é 70,8% superior à região central. Já na capital fluminense, a Zona Norte segue com o maior índice, sendo 80,4% maior na comparação com a Zona Sul do Rio de Janeiro.

Já em relação ao ranking dos carros mais cotados pelo TELEPORT, o Chevrolet Onix segue na liderança com 6,4% do volume total, seguido por Hyundai HB20 com 4,8%. Vale lembrar que o top 10 dos carros mais cotados representa 31,8% do total de automóveis cotados no mês de setembro.

SulAmérica lança FOF de alocação visando público institucional

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Fonte: SulAmérica

Buscando ampliar o forte relacionamento já existente com os investidores institucionais, como fundos de pensão, a SulAmérica Investimentos, gestora com mais de R$ 54 bilhões sob gestão e administração, criou um produto para reforçar sua atuação no segmento: o SulAmérica Alocação FIC FIM Crédito Privado.

O novo fundo Alocação da SulAmérica tem como objetivo ajudar as EFPCs (Entidades Fechadas de Previdência Complementar) a terceirizar a escolha dos melhores gestores do mercado, assim como a diversificar suas alocações em fundos classificados como “estruturados” de acordo com a CMN nº 4.994, por meio de um FOF (fundo de fundos) com uma exposição média de 8 a 12 fundos, isso a partir de uma análise inicial de macroalocação das mais diversas estratégias.

“O objetivo é montar uma carteira que os fundos apresentem uma baixa correlação entre si. Ou seja, enquanto um fundo, em dado momento, pode não estar performando tão bem, outros tendem a performar melhor, gerando equilíbrio nesta carteira e assim apresentando consistência de performance. A ideia é que esse FOF também proteja o investidor, em cenários de stress de mercado, dada a baixa correlação entre os fundos investidos. Estamos facilitando a vida dos clientes dos fundos de pensão oferecendo essa estrutura”, afirma Marcel Andrade, gestor responsável pela área de fundos de fundos.

O produto, que tem 0,50% de taxa de administração, resgate D+30 e aplicação mínima de R$1.000, buscando entregar uma rentabilidade de CDI + 4% ao ano.

“Com o cenário de juros para o ano que vem, a classe de multimercados deve se beneficiar, podendo aproveitar tanto o movimento de fechamento de juros do segundo semestre quanto o resultado mais positivo esperado para os ativos de renda variável”, explica Marcelo Mello, VP de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica.

Porto e Bradesco vencem “Top of Mind” da Folha

Marcas tradicionais do setor de finanças mais uma vez reafirmaram sua liderança no Top of Mind. A competição tem ficado acirrada em algumas categorias. Em seguros, apesar da competitividade, a Porto ainda reina. Segundo a Folha, Porto, com 10%, e Bradesco Seguros, com 8%, dividem a vitória na categoria. Tecnicamente empatadas, dada a margem de erro, elas permanecem na liderança pelo desempate, o awareness: cada uma registrou 13% das menções. A pesquisa mostra que só 20% declararam ter algum tipo de seguro.

Em abril, a antiga Porto Seguro anunciou a mudança de nome da empresa para Porto e seu desmembramento em Porto Seguros, Porto Saúde e Porto Seguro Bank. O objetivo foi dar visibilidade aos diferentes negócios, com marcas distintas para cada segmento.

A Porto Saúde patrocinou o Rock in Rio e fez uma campanha em parceria com Osgêmeos e empreendedores reais. Na área de seguros, deu-se mais foco ao produto para celulares, com investimentos direcionados a influenciadores digitais. No mais, ênfase na transformação digital e na experiência omnicanal, com o cliente escolhendo o canal que mais lhe convém. Atualmente, 44% dos acionamentos de serviço são realizados por WhatsApp.

Luiz Arruda, vice-presidente de marketing, clientes e dados da Porto, diz que a companhia tem indicadores trimestrais de sustentabilidade. Assim, procura medir eficiência energética e hídrica, redução de uso e reciclagem de recursos, e emissões de gases de estufa. Em 2021, veículos mais sustentáveis representaram cerca de 47,16% da distância percorrida em atendimentos.

Quais os motivos recentes que podem ter ajudado a Bradesco Seguros a continuar na dianteira? Na comunicação, o diretor de marketing Alexandre Nogueira ressalta campanhas como a “Amigo”, baseada na canção de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, “pensada para lembrar que o seguro também é o amigo certo nas horas incertas”.

Na área ambiental, o combate às mudanças climáticas é um pilar estratégico para o grupo, segundo Valdirene Secato, diretora de recursos humanos, ouvidoria e sustentabilidade. “O grupo neutralizou 100% das emissões de gases de efeito estufa decorrentes de atividades operacionais”, diz.

Indenizações aumentam 132% este ano

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Fonte: Valor

O seguro rural enfrenta o cenário mais desafiador de toda a sua história. Depois de uma perda recorde em 2021, as seguradoras lidam novamente com prejuízos significativos em 2022, com danos nas lavouras de soja e milho, carros-chefes da produção de grãos. Em 2021, as indenizações pagas aos produtores totalizaram R$ 7,1 bilhões, alta de 94% em relação a 2020, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), consolidados pela CNseg, a confederação nacional das seguradoras. Até agosto deste ano, as indenizações pagas já somam R$ 9,5 bilhões, alta de 131,6%. Para se ter uma ideia, esse valor é maior do que as seguradoras arrecadaram nos primeiros oito meses de 2022, de R$ 8,9 bilhões, 45,4% maior comparado ao mesmo período do ano anterior.

“Precisamos que se confirme para o ano que vem recursos do PSR na ordem de R$ 2,2 bilhões para garantir o seguro rural para a safra brasileira, que tem salvado o PIB”, afirma Laura Neves, CEO da AgroBrasil Seguros, braço da Essor Seguros. Segundo Neves, na última reunião com o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Bastos, em julho, o setor solicitou que ela levasse aos novos eleitos – deputados estaduais, federais e governadores – para que suas regiões desenvolvam o seguro rural com programas próprios de fomento para os produtores rurais a nível estadual e municipal. “Estamos confiantes nesta jornada. Temos que procurar novos desenhos de produtos, inovar, dimensionar, achar o equilíbrio que impacta no sinistro do produtor”, sugere Neves.

Leia a matéria completa no Valor Econômico.

MAPFRE Brasil registra crescimento de 45,3% em prêmios no acumulado do ano até setembro

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COOP WEEK MAPFRE SEGUROS

No acumulado deste ano até o mês de setembro, em comparação ao mesmo período de 2021, a MAPFRE Brasil registrou crescimento de 45,3% em prêmios emitidos, com volume total de 3,68 bilhões de euros. O forte resultado foi apoiado, principalmente, pela evolução dos negócios de forma geral e a valorização do real no período – que foi de cerca de 18%.

Em relação aos ramos, Seguros Gerais continua sendo o que mais volume de negócio proporciona à companhia, com 2,13 bilhões de euros (+59,5%), seguido pelo seguro de Vida, com prêmios de 1,09 bilhão de euros (+25,8%), e Automóveis, que cresceu 39,3% e atingiu 468 milhões de euros.

Outro destaque para o Brasil foi a contribuição para os lucros globais do Grupo MAPFRE, como segunda principal área regional, com 93 milhões de euros. O montante é 86% maior do que no mesmo período do ano anterior, graças, entre outros fatores, à menor taxa de sinistros derivados da Covid e à maior rentabilidade das carteiras de investimentos.

“Nossos resultados comprovam que temos atravessado o cenário de desafios econômicos com eficiência, solidez e resiliência. Nosso modelo de negócio no Brasil segue muito forte, sustentável e totalmente alinhado ao planejamento estratégico global da MAPFRE, caminhando para encerrarmos 2022 com os principais objetivos superados”, comenta Fernando Pérez-Serrabona, CEO da MAPFRE Brasil.

A MAPFRE no mundo  – Os prêmios da MAPFRE entre janeiro e setembro deste ano somaram 18,64 bilhões de euros, representando um aumento de 12,1%, com crescimento em praticamente todos os países em que o Grupo MAPFRE atua e nas principais ramos do negócio. Na região da Ibéria (Espanha e Portugal), os prêmios somaram 5,76 bilhões de euros, 1,1% a mais do que no ano anterior.  A Ibéria continua sendo a área que mais contribui para o lucro do Grupo, com um total de 299 milhões de euros.

As três regiões que compõem os negócios da MAPFRE na América Latina registraram uma evolução muito positiva tanto no crescimento da atividade de seguros quanto na rentabilidade obtida. Os prêmios da MAPFRE na América Latina cresceram 26% em relação ao ano anterior e ficaram em 6,85 bilhões de euros, enquanto o lucro cresceu 65%.

Globalmente, o negócio de resseguros fechou os primeiros nove meses deste ano com prêmios de 4,20 bilhões de euros (+14,4%), enquanto o lucro cresceu 10,1%. Os prêmios do negócio de Global Risks aumentaram 30,7%, para 1,36 bilhão de euros.

Por ramos, destacaram-se os segmentos de Seguros Gerais e Vida Risco, com sinistralidade por Covid que desacelerou de forma significativa em todos os países. O aumento do lucro dessas linhas mitiga parcialmente a evolução dos automóveis, afetados pela recuperação da mobilidade pós-covid e o atual cenário de inflação persistente. Destaca-se também a melhora do resultado financeiro recorrente em um contexto de alta da taxa de juros, que deve se manter nos próximos trimestres, o que permite mitigar a queda dos ganhos de capital realizados em ações e fundos de investimento.

O índice combinado da MAPFRE no final de setembro ficou em 98,4%, o que representa um aumento de 1,9%, impactado, principalmente, pelo ramo Auto. O aumento da sinistralidade em 3,4% é parcialmente compensado pelo plano de redução de custos implementado, que melhora o índice em quase 1,5%.

Swiss Re reporta prejuízo no acumulado do ano, até setembro

Christian Mumenthaler Swiss Re

A Swiss Re reportou um prejuízo líquido de US$ 285 milhões nos primeiros nove meses de 2022, impulsionado por um prejuízo líquido de US$ 442 milhões no terceiro trimestre. Embora a P&C Re tenha sido impactada pelo furacão Ian e um aumento nos sinistros de pequeno e médio porte no terceiro trimestre, a L&H Re e a Corporate Solutions continuaram a apresentar bons resultados e permanecer no caminho certo para atingir suas metas anuais.

O CEO do Grupo Swiss Re, Christian Mumenthaler, disse: “Os primeiros nove meses deste ano foram marcados por uma confluência de eventos que afetaram o desempenho financeiro da Swiss Re: de turbulência nos mercados financeiros a um aumento nos sinistros de catástrofes naturais, aumento da inflação e guerra na Ucrânia. Embora a P&C Re tenha sido significativamente afetada por esses ventos contrários, todas as outras empresas estão tendo um bom desempenho e estão a caminho de atingir suas metas financeiras para 2022.”

Setor de seguros avança a passos largos, afirma Juliana Amaral, executiva da Fator Seguradora

Juliana Amaral, diretora jurídica e de sinistros da Fator Seguradora, participou do CQCS Insurtech & Innovation 2022, realizado em São Paulo, nos dias 25 e 26 de outubro. “A transformação digital discutida nos dois dias do evento mostrou a verdadeira jornada que o mercado segurador vem construindo, com a tecnologia se consolidando rapidamente, tendo os corretores de seguros como aliados, trazendo a humanização como vetorna relação com os clientes”, ressaltou. 

Ela elogiou a organização do evento, que conseguiu reunir temas e palestrantes que conectam os novos rumos do setor e as tendências que devem se consolidar nos próximos anos. Foram mais de 40 painéis, divididos em 5 salas, com a presença de importantes lideranças do mercado de seguros. “Sai do evento me sentindo uma profissional privilegiada por trabalhar em um setor que está no caminho certo. Que já vê a tecnologia não como uma solução individual, e sim como potencializador de todo ecossistema que deve integrar as ramificações dos seguros. Esta clareza nos possibilita avançar ainda mais rápido em 2023″, disse ela, que também é vice-presidente da Comissão Especial de Seguro e Resseguro da OAB/SP.

Ela ressalta que a Fator Seguradora está completamente inserida neste momento de avanço do mercado segurador, com a criação de soluções digitais e humanizadas para apoiar os corretores de seguros nesta missão de proteger a sociedade brasileira com “seguro para tudo e para todos”, como traz o slogan da mais recente campanha institucional lançada pela CNseg, a confederação das seguradoras. 

“Estamos alinhados com todas as tendências apresentadas no evento, tanto tecnológicas, de processos e, principalmente, de capital humano. Teremos muitas novidades ainda neste ano e em 2023 com a fatorconnect, novo canal digital da seguradora com emissões 100% on-line, com processos bem desenhados, desde a cotação, subscrição de risco, emissão da apólice, o que contribui muito para a massificação dos seguros financeiros no Brasil”, adianta. 

A forte participação das mulheres entre os palestrantes e mais de 1,5 mil participantes foi outro ponto destacado por Juliana. “Fiquei muito feliz de assistir palestras com a presença feminina. Vemos claramente a equidade de gênero avançando no setor, o que certamente trará mais diversidade em produtos e serviços”. Dos 40 painéis, 20 tinham mulheres como palestrantes. Dos 1,7 mil participantes, 30% eram mulheres.

CEO da Liberty Seguros discute futuro do mercado segurador em evento de inovação em SP

A Liberty Seguros, uma das principais seguradoras do Brasil e referência em inovação, marcou presença na quarta edição do CQCS Insurtech & Innovation, que aconteceu entre os dias 25 e 26 de outubro, em São Paulo. O evento, que é um dos maiores sobre inovação em seguros da América Latina, reuniu representantes de seguradoras, agências reguladoras, insurtechs, empresas de tecnologia, startups e muito mais.

A convenção contou com a presença de colaboradores e membros do staff da Liberty, bem como da CEO da companhia, Patricia Chacon, e da superintendente de transformação da experiência digital de clientes, Etienne Gonçalves, em painéis de discussão com executivos e executivas de outras companhias.

No painel de encerramento, intitulado “A construção do amanhã do seguro”, Chacon discorreu sobre os impactos da Covid-19 no Brasil e perspectivas sobre o futuro do trabalho no mercado de seguros. “Com a pandemia, nós aprendemos que o trabalho remoto funciona, mas também entendemos que encontros presenciais são muito importantes. Temos visto nos congressos como é bom rever nossos colegas de mercado e corretores. Por isso, o grande aprendizado que fica para as empresas é que a flexibilidade é fundamental”, pontuou a executiva.

Já no painel “Tech & UX – Empoderando a Distribuição”, do qual Etienne Gonçalves fez parte, a superintendente destacou a importância da tecnologia e de colocar o usuário no centro dos negócios. “A tecnologia vem, cada vez mais, transformando a experiência do consumidor. É fundamental que as empresas entendam que os produtos devem ser desenvolvidos para quem vai usá-los”, comentou Gonçalves.

Ransomware continua a ser um dos principais riscos cibernéticos para as empresas

riscos cibernéticos Allianz

O ransomware continua a ser um dos principais riscos cibernéticos para as organizações em todo o mundo, enquanto os incidentes de comprometimento de e-mails comerciais vem crescendo e aumentarão ainda mais na era dos “deep fakes”. Ao mesmo tempo, a guerra na Ucrânia e tensões geopolíticas mais amplas são uma grande preocupação, pois as hostilidades podem se espalhar pelo espaço cibernético e causar ataques direcionados contra empresas, infra-estrutura ou cadeias de abastecimento, de acordo com um novo relatório da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS).

A análise anual da seguradora sobre o cenário de risco cibernético também destaca as ameaças emergentes decorrentes da crescente dependência dos serviços em nuvem, um cenário de responsabilidade civil em evolução que significa maiores indenizações e penalidades, bem como o impacto da escassez de profissionais de segurança cibernética. Tais vulnerabilidades potenciais significam que hoje a resiliência da segurança cibernética de uma empresa é examinada por mais gente do que nunca, incluindo investidores globais, o que significa que muitas empresas agora a classificam como sua maior preocupação relacionada a riscos ambientais, sociais e de governança (ESG), observa o relatório.

“O cenário de risco cibernético não permite que uma empresa durma no ponto. Ransomwares e esquemas de phishing estão tão ativos como sempre e, além disso, há a perspectiva de uma guerra cibernética híbrida”, diz Scott Sayce, Diretor Global de Cyber na AGCS e Diretor de Grupo do Centro Cibernético de Competência. “A maioria das empresas não será capaz de escapar de uma ameaça cibernética”. Entretanto, é claro que as organizações com boa maturidade no assunto estão mais bem equipadas para lidar com incidentes. Mesmo quando são atacadas, as perdas são tipicamente menos graves devido aos mecanismos de identificação e resposta estabelecidos.

“Embora vejamos bons progressos, nossa experiência também mostra que muitas empresas ainda precisam fortalecer seus controles cibernéticos, particularmente no que diz respeito a treinamentos em segurança de TI, melhor segmentação de rede para ambientes críticos e planos de resposta a incidentes cibernéticos e governança da segurança. Como seguradora atuante no ramo cyber, estamos dispostos a ir além da pura transferência de riscos, ajudando os clientes a se adaptarem a um cenário em constante mudança e a elevar seus níveis de proteção”.

Em todo o mundo, a freqüência dos ataques de ransomware permanece alta, assim como os custos de sinistros relacionados. Houve um recorde de 623 milhões de ataques em 2021, o dobro e 2020.  Embora a freqüência tenha caído em 23% globalmente durante o primeiro semestre de 2022, o total acumulado no ano ainda excede o montante dos anos de 2017, 2018 e 2019, quando a Europa viu os ataques aumentarem durante este período. Prevê-se que os ransomwares causarão US$ 30 bilhões em danos a organizações em todo o mundo até 2023. Do ponto de vista da AGCS, o valor dos sinistros de ransomware nos quais a empresa esteve envolvida juntamente com outras seguradoras, representou bem mais de 50% de todos os custos de sinistros cibernéticos durante 2020 e 2021.

Dupla e tripla extorsão são agora a regra

“O custo dos ataques de ransomware aumentou à medida que os criminosos visavam empresas maiores, infra-estrutura crítica e cadeias de abastecimento.  Os criminosos aperfeiçoaram suas táticas para extorquir mais dinheiro”, explica Sayce. “Ataques duplos e triplos de extorsão são agora o padrão – além da criptografia dos sistemas, dados sensíveis são cada vez mais roubados e utilizados como uma alavanca para demandas de extorsão a parceiros comerciais, fornecedores ou clientes”. É provável que a severidade do resgate continue sendo uma ameaça chave para as empresas, alimentada pela crescente sofisticação dos criminosos e pelo aumento da inflação, o que se reflete no aumento do custo dos especialistas em TI e segurança cibernética.

Cada vez mais, empresas de pequeno e médio porte, que muitas vezes carecem de controles e recursos para investir em segurança cibernética, estão sendo alvo de criminosos, pois estão mais expostas que as grandes companhias. As gangues cibernéticas também estão usando uma ampla gama de técnicas de assédio, adaptando suas demandas de resgate a empresas específicas e utilizando negociadores especializados para maximizar os retornos.

Esquemas sofisticados

Os ataques a e-mails comerciais (BEC) continuam a aumentar, facilitados pela crescente digitalização e disponibilidade de dados, a mudança para o trabalho remoto e, cada vez mais, a tecnologia ‘deep fake’ e as conferências virtuais. De acordo com o FBI, os golpes BEC totalizaram 43 bilhões de dólares no mundo inteiro de 2016 a 2021, com um pico de 65% entre julho de 2019 e dezembro de 2021 apenas. Os ataques estão se tornando mais sofisticados e direcionados com os criminosos agora utilizando plataformas de reuniões virtuais para enganar os funcionários e conseguir que transfiram fundos ou compartilhem informações sensíveis. Cada vez mais, estes ataques são possibilitados pela inteligência artificial com “deep fakes” de imagem e voz que imitam os executivos das empresas. No ano passado, um funcionário de um banco dos Emirados Árabes Unidos fez uma transferência de 35 milhões de dólares após ter sido enganado pela voz clonada de um diretor da empresa.

A ameaça da guerra cibernética

A guerra na Ucrânia e as tensões geopolíticas mais amplas são um fator importante para remodelar o cenário da ameaça cibernética, pois aumenta o risco de espionagem, sabotagem e ataques cibernéticos destrutivos contra empresas com laços com a Rússia e a Ucrânia, bem como contra aliados e países vizinhos. Os atos cibernéticos patrocinados pelo Estado poderiam ter como alvo potenciais infraestruturas críticas, cadeias de abastecimento ou corporações. “Até agora, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia não levou a um notável aumento nos sinistros de seguros cibernéticos, mas aponta para um risco potencialmente maior por parte dos Estados-nação”, explica Sayce. Embora atos de guerra sejam tipicamente excluídos dos produtos de seguros tradicionais, o risco de uma guerra cibernética híbrida acelerou os esforços no mercado de seguros para tratar a questão da guerra e dos ataques cibernéticos patrocinados pelo Estado em clausulados e fornecer clareza de cobertura para os clientes.

Os especialistas da AGCS identificam uma série de outras tendências no relatório Cyber: O cenário de ameaças em mudança, inclusive:

–        Os ataques às cadeias de abastecimento – seja em infraestruturas críticas como o Gasoduto Colonial ou em serviços de nuvem – surgiram como um risco significativo. Cada vez mais, as gangues de ransomware usam a ameaça de perturbação para pressionar as empresas a pagar resgates, sendo as empresas fabricantes particularmente vulneráveis.

–        As empresas continuam a transferir seus serviços e armazenamento de dados para a nuvem, apesar da crescente preocupação com a segurança e a agregação de riscos. Ao depender de um pequeno número de provedores para serviços em nuvem ou segurança cibernética, a sociedade está criando grandes concentrações em torno de poucos pontos de falha. É um equívoco comum que a terceirização ou o fornecedor da nuvem assumirá total responsabilidade no caso de um incidente.

–        A responsabilidade civil de terceiros, incluindo multas e penalidades, está se tornando mais relevante com os avanços da tecnologia, organizações que coletam mais informações e a regulamentação de privacidade de dados aplicada. Praticamente qualquer incidente cibernético – incluindo ransomware de dupla-extorsão – pode levar a litígios e demandas de indenização das partes afetadas.

–        A escassez de profissionais está dificultando os esforços para melhorar a segurança cibernética. Embora haja uma conscientização crescente entre os conselhos administrativos, o número de empregos de segurança cibernética não preenchidos no mundo todo cresceu 350% nos últimos oito anos para 3,5 milhões, estimativas mostram, o que significa que muitas empresas lutam para contratar, impactando sua capacidade de melhorar sua postura de segurança cibernética.

–        Segurança cibernética cada vez mais vista através da lente ESG. Hoje, a resiliência da segurança cibernética das empresas é examinada por muito mais grupos do que no passado. Cada vez mais, considerações de segurança cibernética são incorporadas às estruturas de análise de risco ESG de provedores de dados, que examinam as práticas das empresas para avaliar sua preparação com o crime cibernético. Garantir que os processos e políticas cibernéticas de uma empresa sejam compreendidos em nível de diretoria e que os processos de monitoramento de risco estejam em vigor nunca foi tão importante.

Em resposta a um ambiente de risco mais complexo e ao aumento da atividade de sinistros cibernéticos, o setor de seguros está avaliando mais diligentemente os perfis de risco cibernéticos das empresas em uma tentativa de incentivar as empresas a melhorar sua segurança e seus controles de gerenciamento de risco.

“A boa notícia é que agora estamos vendo uma conversa muito diferente do que há alguns anos atrás sobre a qualidade do risco cibernético”, diz Sayce. “Estamos ganhando muito melhores percepções e apreciamos os clientes que vão mais longe a fim de nos fornecer dados abrangentes”. Isto também nos ajuda a fornecer mais valor e oferecer informações e conselhos úteis aos clientes, tais como quais controles são mais eficazes ou onde melhorar ainda mais a gestão de riscos e as abordagens de resposta. O resultado deve ser menos eventos cibernéticos (ou menos significativos) para nossos clientes e menos sinistros para nós. Tal colaboração também ajudará a criar um mercado de seguro cibernético sustentável a longo prazo que não apenas se baseia em coberturas tradicionais, mas, cada vez mais, na integração de riscos cibernéticos em programas cativos e outros conceitos alternativos de transferência de riscos”.