Dos seis vencedores do 1º Prêmio Susep de Pesquisa em Seguros, quatro são mulheres

A Superintendência de Seguros Privados (Susep), em parceria com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), realizou ontem (24), na sede da FGV, no Rio de Janeiro, a cerimônia de entrega do 1º Prêmio Susep de Pesquisa em Seguros.  

Participaram da cerimônia Carlos Queiroz, Superintendente interino da Susep; Otávio Damaso, Diretor de Regulação do Banco Central do Brasil; Alexandre Leal, Diretor Técnico da CNseg; Goret Pereira Paulo, Diretora de Pesquisa e Inovação da FGV; e César Neves, Coordenador-Geral de Regulação Prudencial da Susep e presidente da banca julgadora do Prêmio. 

Em sua fala inicial, o Superintendente da Susep, Carlos Queiroz, citou a importância da iniciativa, voltada para o futuro, para a educação, o conhecimento e o progresso.  E afirmou: “tenho certeza de que valeu a pena, e de que todos os trabalhos recebidos, não somente os premiados, serão de grande importância para o fomento e o desenvolvimento do nosso setor”. No total, foram 96 trabalhos inscritos nas duas categorias, sendo 67 inscrições deferidas.  

Queiroz também mencionou a representatividade feminina nos trabalhos “Um fato que, particularmente, me deixa muito feliz nesta tarde, refere-se à participação feminina no concurso e, principalmente, ao grande sucesso desta participação. Dos seis prêmios entregues neste evento, há participação feminina em cinco”, destacou.  

Os trabalhos foram selecionados por uma banca julgadora composta por 16 membros, acadêmicos ou especialistas da área de seguros, indicados pelas instituições organizadoras do Prêmio, e que avaliaram os trabalhos entre setembro e novembro de 2022.  

Confira os trabalhos vencedores do 1º Prêmio Susep de Pesquisa em Seguros: 

PESQUISA CIENTÍFICA:  

1º lugar:  Karoline Pereira Branco (e autores), com o trabalho “Precificação Atuarial para Seguro Paramétrico contra Veranicos Extremos em Fases Críticas do Café” 

2º lugar: Viviana das Graças Ribeiro Lobo (e autores), com o trabalho “Bayes Mortality: A package in R for Bayesian Graduation of Mortality Rates” 

3º lugar: Luiz Otávio de Oliveira Pala (e autores), com o trabalho “Uma abordagem Estocástica para precificação e análise de indenizações de seguros agrícolas no Brasil” 

TRABALHOS DE GRADUAÇÃO 

1º lugar:  Rafaela Maximo de Carvalho, com o trabalho “Modelagem da Frequência de Sinistros de Automóveis nas Regiões Sul e Sudeste do Brasil: Um Estudo de Caso Utilizando a Distribuição Bell” 

2º lugar: André Luiz Ferreira da Silva, com o trabalho “Ensaios sobre mortalidade: uma abordagem atuarial” 

3º lugar:  Juliana Araújo Gonçalves, com o trabalho “Análise de precificação de microsseguros de pessoas com Cobertura de Morte” 

Finalizando os discursos dos premiados da noite, Karoline Pereira Branco, que ficou em primeiro lugar na categoria Pesquisa Científica, fez agradecimentos aos organizadores e ressaltou a importância da ação. “Iniciativas como essa ajudam bastante no desenvolvimento do setor securitário. É muito importante para o desenvolvimento econômico do nosso país”, concluiu. 

O Prêmio Susep de Pesquisa em Seguros tem o propósito de estimular a produção e a pesquisa acadêmica, contribuindo para o aprimoramento da regulação e da supervisão, para o desenvolvimento do setor brasileiro de seguros, como também para a evolução da educação financeira em nosso país.  

Susep autoriza LTI Seguros a participar do Sandbox Regulatório

insurtech sandbox

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou a LTI Seguros a operar, por até 36 meses, dentro do modelo Sandbox, com menor custo regulatório e mais flexibilidade para inovar. A LTI é mais um projeto da segunda edição do Sandbox Regulatório da Susep a receber a autorização para operação. A partir de agora, a empresa poderá operar seguros de danos. 

Em seu portal, a LTI Seguros se apresenta como uma seguradora com inteligência em proteção contra furto e roubo de carros. “Inventamos um dispositivo plug & play que ao ser conectado ao seu carro traz diversas informações para o seu celular através do nosso aplicativo. Inteligente no preço, nos serviços e na maneira de pensar”, informa. Não informa, porém, quem são os acionistas.

Sandbox Regulatório é um ambiente experimental constituído com condições especiais, limitadas e exclusivas que não representem barreiras à inovação. Na segunda edição do Sandbox, lançada, em 2021, foram 21 projetos habilitados. Já a primeira edição foi lançada pela Susep em 2020 e 11 projetos inovadores foram selecionados.  

FF>>Seguros lança Seguro RD Equipamentos

Fonte: Fairfax Brasil

A Fairfax Brasil (FF>>Seguros) acaba de lançar o seguro Riscos Diversos (RD) Equipamentos o setor de Construção Civil, conhecido com Linha Amarela. O objetivo é oferecer aos clientes proteção e cobertura contra danos em equipamentos como retroescavadeiras, pás carregadeiras, plataformas aéreas (articuladas, tesoura ou vertical), entre outros maquinários utilizados em serviços de engenharia em canteiros de obras, aterro ou terraplanagem.

O seguro de RD Equipamentos visa garantir o ressarcimento de  prejuízos decorrentes de danos de causa externa, além da flexibilidade de considerar outras coberturas como roubos, furtos qualificados, incêncidos, danos elétricos e outras, ocorridos em máquinas e equipamentos nas mais diversas formas de utilização voltados as operações.

head de Canais Digitais da FF>>Seguros, Eduardo Pitombeira, informa que o produto atenderá equipamentos de até R$ 1 milhão e, cada apólice, poderá ter até 5 itens. O seguro é emitido 100% digital e não exige vistoria prévia na contratação do serviço. Pitombeira esclarece que esse modelo de seguro não aceita implementos ou máquinas agrícolas, apenas equipamentos usados em obras civis.

Reconhecida pelo mercado brasileiro como especialista na oferta de soluções diferenciadas na cobertura de seguros corporativos (Empresas, Cargo, Riscos Financeiros, Agro e Pessoas), a FF>>Seguros tem ampliado seu portfólio de produtos no segmento de Varejo. Esse movimento é resultado da consolidação de sua plataforma digital multiprodutos de seguros desenvolvida exclusivamente para corretores de seguros e parceiros. Rápida e descomplicada, a plataforma digital oferece uma solução integrada e proporciona a melhor experiência para toda a cadeia de relacionamento do setor de seguros. A plataforma facilita o dia a dia do corretor, tanto para consultas quanto emissão de apólices, movimentando o mercado e aumentando as oportunidades de negócios e sua relação com clientes.

O Seguro RD Equipamentos foi lançado esse mês no mercado e passa a integrar o portfólio de produtos de Varejo da Fairfax composto hoje pelo Seguro de Responsabilidade Civil Profissional (E&O) voltado para as categorias de Médicos, Dentistas e Corretores de Seguro e Seguro de Responsabilidade Civil para Administradores e Diretores (D&O). Recentemente, a seguradora lançou o Seguro de Bike e oferece diversos modelos de cobertura, como roubo ou furto, danos à bicicleta e a terceiros.

Susep publica normas sobre Open Insurance e Registro de Operações (SRO)

susep

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep), publicou hoje, no Diário Oficial da União, três circulares que tratam dos temas Open Insurance e Sistema de Registro de Operações (SRO). As normas, Circulares Susep nº 686/23, nº 687/23 e nº 688/23, devido à urgência e relevância dos temas, foram aprovadas “ad referendum” do Conselho Diretor, pelo Superintendente Substituto, Carlos Roberto Alves de Queiroz. 

A Circular Susep nº 686/23 dispõe sobre as condições para o registro das operações de assistência financeira das entidades abertas de previdência complementar e sociedades seguradoras no SRO. Seguindo o cronograma previsto, esta é a penúltima norma que define condições de registros, restando agora apenas a definição das condições de registro para as operações de resseguro, que será feita em breve, conforme planejamento do projeto. 

A Circular Susep Nº 687/23 altera as Circulares Susep nº 655, nº 673, nº 675 e nº 679, fornecendo prazo adicional para início de registro de operações de produtos de pessoas, previdência e capitalização ainda não registradas no SRO. O principal objetivo da norma é a adequação à recente alteração trazida pela Resolução CNSP nº 454, de 2022, que, visando a um melhor faseamento do projeto, concedeu prazos adicionais para as sociedades supervisionadas se adequarem internamente para os necessários registros. 

Por fim, a Circular Susep nº 688/23 atualiza datas referentes ao projeto Open Insurance, previstos na Circular Susep nº 635/21, com o objetivo de compatibilizar o cronograma com o prazo complementar concedido recentemente pela alteração da Resolução CNSP nº 415, de 2021.  Com a nova estrutura de prazos definida, a fase de compartilhamento de serviços (fase 3) será implementada até o prazo final de 15 de setembro, em um cronograma mais dinâmico e faseado de entregas, de forma semelhante ao que foi feito recentemente para a fase 2, de compartilhamento de dados pessoais. 

IRB Brasil Re acumula prejuízo de R$ 633,7 milhões até novembro

O IRB Brasil Re divulgou prejuízo líquido acumulado de R$ 633,7 milhões nos primeiros onze meses de 2022, ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2021 de R$ 510,4 milhões. O prejuízo líquido do mês de novembro de 2022 foi de R$ 48,5 milhões, comparado a um prejuízo de R$ 113,8 milhões em novembro de 2021, informa comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

As vendas, contabilizadas em prêmio emitido, somaram R$ 7,1 bilhões no acumulado até novembro, com redução de 9,6% em relação ao mesmo período de 2021. No Brasil houve crescimento de 1,4%, atingindo R$ 4.9 bilhões, enquanto no exterior houve redução de 26,8% em relação ao mesmo período de 2021, com R$ 2,26 bilhões. Em novembro de 2022, o prêmio emitido totalizou R$ 542,4 milhões, uma queda de 23,2% em relação a novembro de 2021. O prêmio no Brasil caiu 6,9% no mês, para R$ 402,8 milhões, enquanto o prêmio no exterior caiu 49%, para R$ 139,6 milhões.

Nos primeiros onze meses de 2022, a despesa com sinistros totalizou R$ 4,6 bilhões, 9% menor quando comparada com o mesmo período do ano anterior. No acumulado dos 11 meses de 2022, o índice de sinistralidade foi de 104,7%, comparado a 98,1% no mesmo período de 2021. Conforme amplamente divulgado, a despesa com sinistros no período foi impactada no segmento Agro pelos eventos climáticos atípicos no Centro-Sul do Brasil e no segmento Vida pela Covid-19. Em novembro de 2022 a despesa de sinistro foi de R$ 384,6 milhões, com índice de sinistralidade de 96%. A despesa de sinistro em novembro de 2021 foi de R$ 413,3 milhões, com índice de sinistralidade de 108,4%.

Em recente entrevista à Reuters, Marcos Falcão, que assumiu o comando do IRB em novembro passado, disse que a resseguradora não planeja fazer novo aumento de capital e aposta numa melhora de gestão e dos números operacionais nos próximos meses para voltar ao azul em 2023.

Expectativas para o Open Insurance ficam para 2025, aponta estudo da Capgemini

O Corretor é o principal canal distribuidor de seguros no Brasil e responde por 85% a 90% dos negócios e até agora estava ausente das minutas e circulares regulam o OPIN. Os desafios para essa categoria continuam altos em termos de entrada no OPIN e que a buscar por uma “digi-intermediação” é essencial para que os corretores alcancem os novos consumidores de Seguros”, destaca Gustavo Leança, líder de soluções para Seguros da Capgemini Brasil, na nova etapa do estudo “Análise de Mercado do Open Insurance”.

Lançado há seis meses, o estudo mapeou o comportamento do setor de seguros em relação a implantação do Open Insurance, em parceria com o consultor Francisco Galiza, e hoje lançou uma nova etapa do estudo para atualização do report e seus indicadores. Quando lançado, ainda no primeiro semestre do ano, o estudo criou indicadores com o objetivo de acompanhar a evolução do Sistema de Seguros Aberto no Brasil e ainda foi pioneiro ao produzir um marco teórico sobre o tema e, ao mesmo tempo, contemplar uma visão prática do cenário. O país é precursor global na adoção da solução para o mundo dos Seguros, por isso, essa primeira atualização produzida agora traz novas percepções do setor sobre a inovação e a consolidação de outras conclusões já discutidas no relatório anterior.

“Com este estudo, a Capgemini reforça seu papel de liderança em relação ao Open Insurance, no que tange ao desenvolvimento de uma visão estratégica do mercado. Queremos dar nossa contribuição a este processo, as entidades, seguradoras, insurtechs e parceiros ao desenvolver um relatório que está acompanhando toda a implantação do Open Insurance e suas tendências. Para esta nova edição, também incorporamos ao nosso material um capítulo de Observatório de Mercado, onde há uma análise econômica e estratégica dos principais fatos que atingiram o segmento neste período”, ressalta Roberto Ciccone, vice-presidente para Serviços Financeiros da Capgemini Brasil.   

A pesquisa contou com 78 entrevistados, número 27% maior em comparação com a primeira edição, e com uma visão mais ampla do ramo, pois além de ouvir os executivos C-Levels passou a ter um olhar mais tático, uma vez que contemplou também profissionais como superintendentes, diretores, gerentes e gestores do mercado de seguros, e ainda agentes com atuação indireta no setor de seguros, como consultorias e prestadores de serviços. 

A nova rodada, realizada nesse segundo semestre de 2022, apontou para uma alteração em relação a expectativa do mercado. Se antes a maior parte dos entrevistados esperava que os primeiros impactos do Open Insurance começassem a ser sentidos em 2024 (38%), agora a aposta da maioria dos executivos é que ocorrerá a partir de 2025 em diante (50%).  Se somarmos com as respostas que apontam para 2024 o número alcança mais de 80% dos respondentes, uma mudança de expectativa importante que pôde ser observada.  Outro relevante indicador que sofreu considerável alteração foi a quantidade de pessoas que acreditavam que o Open Insurance nunca traria impactos para os negócios, que subiu de 3% para quase 10%, um crescimento de 233%.

“O ano de 2022 foi um período de muitas mudanças de direção no setor e no país. Essas profundas transformações impactaram diretamente a velocidade de implementação do Open Insurance. Muitas pessoas estavam com expectativa alta que tudo ocorresse de forma mais rápida.  E esse processo um pouco mais lento acabou produzindo uma sensação de estagnação, o que explicaria os dados encontrados na nova versão da pesquisa. Mas sabemos que a partir março de 2023, com a implementação da fase 2 e 3, tudo volta a acelerar e as pessoas ficarão mais otimistas novamente”, explica Renata Ramos, vice-presidente para Seguros da Capgemini Brasil.  “Soma-se a isso, o fato de que no final de 2023, está prevista a retomada da discussão sobre a integração entre o Open Banking e o Open Insurance, selando definitivamente a criação do Open Finance Brasil”, completa. 

A nova versão do estudo também reafirmou indicadores que preocupam, como é o caso do baixo grau de conhecimento da sociedade em geral com relação ao Open Insurance e o entendimento sobre a SISS (Sociedades Iniciadoras de Serviços de Seguros), agora transformada em SPOC (Sociedade Processadora de Ordem do Cliente) pela resolução 450 da Susep. Esta situação permanece exatamente a mesma após seis meses e pode ser um complicador à adesão da sociedade caso nenhuma medida de correção seja tomada como campanhas educativas, por exemplo.

O relatório avalia que o esforço tecnológico realizado pelas seguradoras para se adaptar e navegar no Open Insurance permanece alto. “As empresas haviam se preparado para implementar a fase 2 em setembro, com as APIs, o que explica toda essa corrida tecnológica. Com a resolução 450, que ampliou o prazo para março, os players ganharam prazos mais longos para desenvolverem suas soluções”, conclui o consultor Francisco Galiza.

Do ponto de vista dos ramos impactados, apesar da ordem ter se modificado entre as primeiras colocações, àqueles cujos modelos de vendas são menos consultivos continuam dominando o ranking. Nesta avaliação Auto, Vida, Previdência e Massificados lideram os produtos mais sensíveis em um modelo open.

“O setor de seguros sempre foi dinâmico nas suas diversas dimensões: produtos, serviços, canais de distribuição e seguradoras. O que estamos trazendo de novo é a necessidade de acompanhar a velocidade dessas mudanças de maneira periódica e consistente tracionadas pelo Open Insurance.”, conclui Laença.

Estadão: Investidores do IRB processam PwC por prejuízos de R$ 95 milhões

IRB Brasil re

Um grupo de 193 investidores do IRB (IRBR3) entrou com processo na justiça contra a PwC, que auditava os balanços do ressegurador antes da descoberta das fraudes contábeis

Os investidores, auxiliados pelo Instituto Empresa, alegam que a empresa contábil os induziu ao erro no investimento, por dar confiabilidade às informações financeiras da companhia

Em fevereiro de 2020, a gestora Squadra anunciou que estava vendida em IRBR3 por inconsistências nos números dos balanços. Até aquele momento, era a PwC a auditoria responsável por verificar a contabilidade do ressegurador

Um grupo de 193 investidores do IRB (IRBR3) entrou na Justiça contra a PwC, que auditava os balanços do ressegurador antes da descoberta das fraudes contábeis que vieram à tona em 2020. O processo foi oficializado no fim da semana passada.

Os investidores, auxiliados pelo Instituto Empresa, alegam que a empresa contábil os induziu ao erro no investimento, por dar confiabilidade às informações financeiras da companhia.

Em fevereiro de 2020, a gestora Squadra anunciou que estava vendida em IRBR3 por inconsistências nos números dos balanços. Até aquele momento, era a PwC a auditoria responsável por verificar a contabilidade do ressegurador e vinha aprovando os dados sem ressalvas.

Inicialmente, o IRB negou erros nas demonstrações financeiras. Contudo, poucos meses depois, em junho de 2020, foram descobertas fraudes contábeis e os balanços de 2019 e 2018 tiveram que ser republicados com uma redução de lucro de mais de R$ 600 milhões.

Desde a primeira carta da Squadra, as ações caíram 97,5%. De acordo com o Instuto Empresa, o cálculo inicial do prejuízo desses investidores é de cerca de R$ 95 milhões.

“O pedido, contudo, está em aberto porque demanda análise econométrica e depende da análise do prejuízo de cada uma das partes. Antes, contudo, se espera que o juízo se manifeste sobre o próprio dever de indenizar”, afirma o Instituto Empresa, em nota.

Outros investidores que se sentem prejudicados pelo caso IRB têm até 10 de fevereiro aderirem à ação contra a PwC.

Falha no caso Americanas

A PwC também foi a auditoria que aprovou os últimos balanços da Americanas (AMER3), que anunciou a descoberta de inconsistências contábeis bilionárias em seus balanços no dia 11 de janeiro. Na última quinta-feira (19), a companhia entrou com pedido de recuperação judicial.

As ações da Americanas caem mais de 90% nos últimos 12 dias. O Instituto Empresa organiza um processo idêntico contra a PwC no caso da varejista, alegando que a auditoria não identificou o rombo bilionário nas demonstrações financeiras da varejista.

“Falhas de auditorias ensejam indenizações a investidores. É exemplo o caso do Banco do Nordeste, onde a PwC foi condenada por falha de seus serviços, na ordem de R$ 25 milhões de Reais”, relembra o Instituto Empresa.

Neon lança seguro de proteção de dinheiro e itens pessoais em parceria com a BNP Paribas Cardif

O banco digital Neon, em parceria com a seguradora BNP Paribas Cardif, anunciam o lançamento da proteção financeira a partir de R$4,90 por mês. O novo seguro, chamado “Proteção pra Bens e Dinheiro” está disponível para todo o público por meio do app Neon e é o primeiro produto do gênero comercializado pela empresa. Ele difere dos demais seguros padrões do mercado, já que, para acionar a cobertura para bens, basta que o cliente esteja de posse dos itens no momento do roubo ou furto qualificado e eles não precisam estar dentro da bolsa ou junto com o cartão físico na ocorrência.

Segundo Victor Loyola, diretor de Crédito Pessoal e Seguros na Neon, a solução faz parte da missão e estratégia da fintech. “Nosso objetivo, com a entrada no mercado de seguros e lançamento da solução, é que brasileiras e brasileiros trabalhadores, formais e informais, possam proteger aquilo que conquistaram com muito trabalho, por um custo que não seja um empecilho para eles no final do mês”, explica. 

Na carteira da fintech, 80% dos clientes não possuem seguros e a principal causa é o alto custo do serviço. Além disso, muitos dos clientes da Neon que já contrataram o produto de outras empresas no passado, justificam que não renovaram por conta de questões financeiras (37%) e experiências ruins (12%). Com isso, a proposta é oferecer uma alternativa para esse público, com um preço justo e um amplo pacote de serviços.

A cobertura para bens engloba indenização em casos de roubo ou furto qualificado de pertences pessoais, como: celular, notebook, tablet, mochila e relógio. O cliente Neon tem disponível dois planos: ao custo de R$ 4,90 por mês, contrata uma cobertura de R$ 1,5 mil para bens pessoais e de R$ 5 mil na modalidade dinheiro. Na mensalidade de R$ 8,90, o valor assegurado dos bens pessoais passa para R$ 3 mil.
 
No caso do dinheiro, a cobertura protege contra situações que envolvam saque, compra, Pix e outras transferências feitas sob ameaça, além de transações feitas no App Neon após roubo, qualquer tipo de furto ou perda de dispositivo móvel e ainda o roubo do dinheiro após saque da conta Neon. Em ambos os planos, os clientes concorrem a sorteio mensal de R$10 mil.

“Um produto moderno, completo e acessível – esse é um resumo do seguro que desenvolvemos com a Neon. Ele faz parte do nosso programa de proteção, que ainda terá outras novidades esse ano, e garante ao cliente tranquilidade no mundo físico, em relação aos seus pertences pessoais, e no digital, ao movimentar o seu dinheiro. Estamos muito felizes com mais essa conquista da parceria!”, enfatiza Marcel Dorf, Diretor Executivo Comercial, Marketing e Digital da BNP Paribas Cardif.

Americanas: catástrofe total, afirmam executivos do mercado de seguros

recuperacao judicial americanas seguradoras

Catástrofe total. Assim os executivos de seguros definem a situação do seguro de crédito, o primeiro que será mais afetado no caso Americanas, liderada pelo trio de acionistas Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. Afinal, são R$ 43 bilhões em dívidas com mais de 16,3 mil credores citados no pedido de recuperação judicial (RJ) aprovado pela Justiça do Rio de Janeiro no dia 19 de janeiro. O pedido de recuperação judicial inclui além da Americanas as empresas B2W, JSM Global e ST Importações, deixando de fora a fintech Ame, que vinha recebendo forte impulso do ecossistema de lojas físicas e online do grupo.

Este caso é muito interessante pela abrangência das consequências. O mercado de seguros está envolvido em diversos produtos. Desde contratos para seguradoras explorarem o balção de vendas da varejistas — que antigamente contava com luvas bilionárias pagas como adiantamento e agora tem como praxe a negociação com base no desempenho das vendas– até contratos de seguro de crédito para os lojistas. E é aqui que o prejuízo começa.

O seguro de crédito dá garantia para a indústria fornecedora da rede varejista. “O pedido de RJ já é gatilho para execução das apólices. A exposição estimada está em R$ 3 bilhões, com pagamento de indenizações certos, o que equivalente a quatro anos do volume de vendas deste nicho do setor de seguros”, afirmou um executivo sob a condição de anonimato. “Problema é que sem seguro de crédito a indústria não vende à prazo. E sem prazo a Americanas não tem competitividade. Então a chance de sair da RJ e sobreviver é pequena”, acrescenta. Desde ontem, os lojistas passaram a aumentar consideravelmente os seus preços nos sites da empresa para tentar impedir uma venda maior e ficar com recebíveis de cartões presos na companhia.

O segundo mais afetado é o seguro garantia judicial, muito concentrado em uma grande corretora de seguros multinacional. Segundo fontes do setor, a Americanas, assim como Ambev, são péssimas pagadoras de impostos. Questionam tudo e judicializam tudo, o que fez deles grandes usuários do seguro garantia judicial fiscal. A exposição é altíssima. Estimada entre R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões. “Se a empresa falir, será também uma ‘hecatombe’ (massacre, matança, carnificina) no seguro garantia.

A Americanas é a quarta maior RJ do Brasil, superada por Odebrecht, com R$ 98,5 bilhões em dívidas em 2019; Oi, com R$ 65,4 bilhões em 2016; e Samarco com R$ 50 bilhões em 2021. Destas, a que mais assuntou o mercado de seguros garantia judicial, que vivia seu momento de maior crescimento no Brasil, foi a OI, diante da exposição deste seguro estimada na época em R$ 4 bilhões. O impacto foi amenizado quando o STJ vetou o pagamento de dívidas trabalhistas da OI por meio de seguro-garantia judicial. Os valores do caso julgado foram incluídos no processo de recuperação judicial da empresa.

O garantia passou por um período muito ameaçador quando a OI pediu recuperação judicial. Mas os executivos garantem que desta vez a situação é bem pior. Nas análises feitas ao Sonho Seguro, a OI acabou comportando-se bem perante as seguradoras de garantia. Pagou as apólices de seguros em dia, aceitou taxas mais altas e reduziu as exposições sempre que possível. Americanas é diferente: perante os resseguradores, seguro de crédito e garantia estão na mesma caixinha. “Se doer em crédito, rapidamente há restrição no garantia. Ainda mais que Americanas já não pagava nenhum prêmio em dia, o que desencadeia ainda mais a má vontade das seguradoras em ajudar”, contou um segurador.

No caso OI, algumas vitórias na Justiça também trouxeram alívio. Na época, em janeiro de 2019, Cassio Gama Amaral e Maricí Giannico, do escritório Mattos Filho, afirmaram em uma reportagem publicada pelo Valor Economico, “que se as seguradoras e os bancos arcarem com as garantias, eles vão se voltar contra a empresa e não no âmbito da recuperação judicial. Será uma ação individual, porque esse crédito não se sujeita ao processo de recuperação, e eles vão exigir 100% do valor. Já se a apólice não for acionada e a dívida for incluída no plano de recuperação, a empresa geralmente terá desconto e conseguirá pagar o ex-funcionário de forma parcelada”.

Em responsabilidade civil dos executivos, seguro conhecido como Directors & Officers e também Erros e Omissões, a situação é tranquila, com a apólice de R$ 50 milhões liderada pela seguradora Zurich, segundo informações arquivadas na CVM. Como a fraude é um fato citado com veemência em todo o processo, a empresa perde a cobertura. Até que seja julgado, no entanto, as despesas e serviços prestados aos executivos eventualmente acionados por acionistas, devem ser pagos.

O mercado de resseguros que já estava “hard” para recuperar as perdas com a pandemia, consequências da guerra da Ucrânia e Rússia e catástrofes naturais, já mostra sinais de piora para o Brasil, que ainda conseguia boa negociação exceto em agronegócios e riscos cibernéticos. Com a crise de credibilidade desencadeada pela Americanas, agora o Brasil enfrenta condições ainda mais duras de negociação de seguros financeiros, principalmente de crédito, e de responsabilidade civil de executivos. “Mas não paramos de vender. Neste Day After de Americanas estamos atendendo dezenas de pedidos de seguro de crédito, tanto de novos clientes como dos atuais que querem maior cobertura para o programa”, disse um dos principais corretores do país.

A crise de credibilidade tem fundamento para os resseguradores e seguradores estrangeiros, que são chamados pela matriz que precisa responder questionamentos dos principais acionistas. Não é para menos. O lendário grupo de investidores brasileiros que além de serem acionistas de referência da Americanas, controlam Ambev; Kraft Heinz; e Zamp, nome oficial da operadora do Burger King no Brasil. A CVM constituiu uma força-tarefa de áreas técnicas para analisar o caso Americanas e tem sete procedimentos abertos para analisar o assunto, incluindo a conduta do trio de acionistas: Lemann, Sicupira e Telles. Segundo o Valor, o Instituto Ibero-americano Empresa, associação que reúne investidores do mercado de capitais, entrou nesta quinta-feira (19) com requerimento para o início de uma arbitragem coletiva contra a Americanas na Câmara da B3. O pedido de indenização é de R$ 500 milhões.

Assim como a OI sobreviveu, alguns executivos apostam na volta da Americanas. “O grupo de acionistas tem caixa. Certamente vão reformular o negócio”, afirmou uma especialista em seguros financeiros com mais de 15 anos de atuação neste segmento, a única mulher e a mais otimista. Ninguém espera que o plano de recuperação judicial da Americanas seja aprovado antes de dois anos. “Vamos ver o que sobra no final” foi a principal frase no final de cada uma das entrevistas sobre Seguros da Americanas.

Universal Assistance e Z Zurich Foundation lançam o programa Transforming The Future

A Universal Assistance , empresa do grupo Zurich, com mais de 40 anos de atuação no segmento de seguro viagem e líder no mercado brasileiro, lança em conjunto com a Z Zurich Foundation, o programa social Transforming The Future. O objetivo principal é gerar impacto positivo, nas comunidades vulneráveis localizadas em alguns dos principais destinos turísticos latino-americanos. 

O projeto social tem como meta impactar a vida de mais de 12 mil pessoas em um período de três anos, aprimorando as habilidades das pessoas e apoiando o empreendedorismo local. Além do Brasil, mais quatro países serão contemplados com a iniciativa: Argentina (Puerto Iguazú), Chile (Puerto Montt), Colômbia ( Melgar) e México ( Vera Cruz). 

No Brasil, foi escolhida a Comunidade Pesqueira de Zacarias, localizada na região metropolitana do Rio de Janeiro, em Maricá. A ideia é integrar a comunidade pesqueira de Zacarias, respeitando seu patrimônio cultural e criando novas oportunidades econômicas e de trabalhos: como a venda de peixes para turistas, restaurantes e visitas guiadas à Lagoa de Maricá.

“Um importante passo que demos em direção à responsabilidade social, nossa expectativa com o Transforming The Future, é gerar um impacto relevante na Comunidade Pesqueira de Zacarias e criar novas possibilidades de trabalhos para as pessoas”, conclui Federico Siri presidente da Universal Assistance Brasil.

O projeto será executado em etapas: a primeira fase começou em dezembro de 2022, os trabalhos de campo em Puerto Iguazú e Zacarias duram três anos. Já no Chile, Colômbia e México a implementação começa no final de 2023. Os destinos serão certificados com o selo Biosfera – um importante reconhecimento internacional alinhado aos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), que garante a sustentabilidade dos projetos locais. 

“Transforming The Future é, sem dúvida, o programa de responsabilidade social mais importante que lançamos. Temos orgulho de apoiar essas iniciativas que oferecem oportunidades às comunidades que precisam de nossa ajuda e permitem que as pessoas aprimorem suas habilidades e desenvolvam seus empreendimentos, ou ainda, adquiram conhecimentos para empreenderem em novos negócios”, afirma o Fernando García Ruiz, CEO Regional da Universal Assistance.