As chuvas que atingiram o litoral norte de São Paulo durante o Carnaval, consideradas as mais fortes da história na região, fizeram disparar também os chamados de emergência por quem tem o carro segurado. De acordo com a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), foram 2,7 mil atendimentos, realizados entre os dias 19 e 20. O número deve subir, considerando que ainda faltam as atualizações de ontem, 21, quando a região foi tomada novamente por fortes chuvas.
As ações se concentram nas cidades de São Sebastião, Guarujá e Bertioga, e estão sendo realizadas por aproximadamente 15 seguradoras. Para chegar aos locais afetados, os planos de contingência das seguradoras incluem não apenas viaturas, guinchos e pick-ups, mas também veículos especiais aquáticos (marruás e motos aquáticas), uma vez que alguns bairros ficaram completamente ilhados.
O presidente da Comissão de Seguro de Automóvel da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), Marcelo Sebastião, esclarece que a cobertura para veículos atingidos por alagamentos e inundações inclui os casos de veículos guardados em subsolo. “As seguradoras disponibilizam diversos planos de seguros, mas o seguro compreensivo, aquele popularmente chamado de seguro total, é o que garante cobertura securitária para submersão parcial ou total do veículo em água doce, proveniente de enchentes ou inundações. Essa cobertura se aplica inclusive nos casos de veículos guardados em subsolo, além da queda de árvores e de muros sobre o automóvel”, afirma Sebastião, antes de acrescentar que é fundamental o cliente acionar o seu corretor e a seguradora para mais orientações.
Com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a relevância do seguro no dia a dia, a CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras (da qual a FenSeg faz parte), lançou neste Carnaval a segunda fase de sua campanha institucional, intitulada “Seguros. Pra Tudo e Pra Todos”. A nova fase vai durar três meses e abrangerá ações em aeroportos, rádio e redes sociais, e pretende disseminar entre o público mais informações sobre os produtos e serviços do setor que são importantes para garantir proteção. Todos os conteúdos informativos e depoimentos com histórias reais estão disponíveis no hot site da campanha (https://segurospratodos.com.br/).
A agência de risco Moody’s avalia que chuvas extremas no litoral norte de São Paulo vão afetar os perfis de crédito de seguradoras mais expostas à cobertura de automóveis e propriedades no Brasil. ainda assim, a agência de classificação de risco pondera que a baixa penetração de seguros no país é um fator de redução dos impactos da catástrofe para o mercado.
Segundo informa o Valor, o analista sênior da Moody’s local para o Brasil, Diego Kashiwakura, “os eventos recentes no litoral paulista sinalizam para as seguradoras de que o Brasil não está imune a eventos climáticos com elevado poder de destruição”. Ele pondera, no entanto, que “a baixa penetração de seguros no país mitiga, em parte, a exposição a eventos como esse”.
Conforme o especialista, “observamos que as seguradoras mais expostas a cobertura de automóveis e de propriedade serão as que terão seus perfis de crédito mais afetados negativamente pelo evento”.
As fortes chuvas que atingiram o litoral norte de São Paulo desde sábado (18) deixaram um rastro de destruição e mortes. Várias seguradoras montaram planos de contingência para socorrer clientes e não clientes em situação de emergência. Marcelo Sebastião, diretor de assistência e sinistros da Porto, a maior do Brasil no segmento de veículos e residência, conta que entre domingo (19) e segunda (22), já foram feitos 1117 atendimentos de remoção e 411 remoção de clientes com táxi.
“A expectativa é de que teremos muito trabalho nas próximas duas semanas no atendimento aos nossos clientes. Neste primeiro momento, o atendimento está concentrado nos clientes de automóveis, mas certamente os clientes de seguro residencial devem nos acionar nesses próximos dias”, informou. No residencial, não há cobertura contra enchentes, mas algumas das assistências a ele associadas podem ser mais demandadas nas próximas semanas, como as de consertos a danos elétricos.
Diante da catástrofe causada pelas fortes chuvas ocorridas no Litoral Norte Paulista no final de semana, a Tokio Marine aderiu ao movimento #Tamojunto, organizado pela ONG Gerando Falcões, por meio da doação de recurso financeiros que serão destinados à prestação de socorro às vítimas. A iniciativa, que envolve doação de itens de higiene, roupas, alimentos e infraestrutura e já arrecadou cerca de R$ 5 milhões, se soma a medidas que a Companhia, em linha com sua responsabilidade social, já vinha aplicando desde segunda-feira para auxiliar os Segurados locais, convidando Corretores, Clientes e Colaboradores a também prestarem solidariedade à região.
“Estamos muito sensibilizados com essa tragédia e não medimos esforços para prestar apoio à população local e aos Segurados vítimas das chuvas. A doação de recursos à ONG Gerando Falcões é mais uma das frentes pelas quais estamos atuando, uma forma de potencializar esse movimento solidário tão necessário”, afirma José Adalberto Ferrara, Presidente da Tokio Marine, lembrando que a Seguradora já vinha adotando uma série de iniciativas emergenciais, como a adoção de processos e a mobilização de equipes para agilizar atendimentos.
O recrutamento de profissionais para atuarem focados no Litoral Norte Paulista, incluindo alguns mobilizados das cidades de São Paulo, Mogi das Cruzes e São José dos Campos, tem sido essencial para atender as pessoas de forma ágil. Paralelo a isso, a Companhia vem realizando atualizações junto às bases para identificar os veículos que estão em seus pátios, de modo a auxiliar os reguladores que já estão no Litoral Norte.
Vistoriadores da Tokio Marine também já estão atuando em pátios de Caraguatatuba, Ubatuba e Bertioga, realizando verificações e direcionando casos de perda total (PT) para a central da Seguradora, também a fim de agilizar os processos. Com a lista de atendimentos, serão feitas as aberturas de sinistros em uma ação proativa e rápida junto a Corretores e Clientes. Nos casos de Perda Total, as indenizações poderão ser realizadas apenas com o documento de transferência, de modo similar ao adotado na Região Serrana do Rio de Janeiro no ano passado. Nas situações em que o veículo estiver sob os escombros, a Tokio Marine poderá antecipar a indenização mesmo sem a sua retirada.
Até o momento, a Tokio Marine realizou 595 serviços de assistências nas cidades litorâneas, sendo 107 em Caraguatatuba, 251 em São Sebastião, 84 em Bertioga, 9 em Ilhabela, 69 em Ubatuba e 75 no Guarujá.
Confira abaixo outras ações implementadas pela seguradora, além das doações ao movimento #Tamojunto, da Gerando Falcões:
Envio de água e alimentos não perecíveis para as cidades atingidas;
Transporte de veículos avariados para São Paulo por meio de uma plataforma que comporta até três carros por vez;
Envio de dois caminhões e uma cegonha da base de apoio em São José dos Campos para o Litoral Norte com capacidade de transporte de até oito veículos;
Envio da base de Caraguatatuba de um caminhão-cegonha que comporta até 12 veículos para remoção dos carros até a capital;
Disponibilidade de pátio para recebimento dos veículos danificados;
Vistoria local dos veículos alagados;
Envio de 16 caminhões de São José dos Campos para auxiliar nas remoções (assim que as estradas de acesso à São Sebastião forem liberadas).
Os números de atendimento da Tokio Marine são:
WhatsApp: 11 99578- 6546
Central Assistência 24 horas: 0800 318 6546
SAC: 0800 703 9000
E buscando aumentar o volume de itens a serem doados para a população do Litoral Norte Paulista, a Tokio Marine convida a sociedade a também aderir ao movimento #Tamojunto. Para saber como fazer doações, basta acessar o link disponibilizado nas redes sociais da Seguradora.
Neste feriado de Carnaval, moradores do Litoral Norte de São Paulo enfrentaram chuvas fortes e intensas que infelizmente resultaram em mortes, desabrigados, desaparecidos e prejuízos financeiros milionários. Até o momento, foram confirmados 48 óbitos, sendo 47 em São Sebastião e um (1) em Ubatuba.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), diversas cidades brasileiras estão em estado de alerta em decorrência das chuvas. As regiões que supostamente serão atingidas pelas tempestades nos próximos dias fazem parte do Norte, do Centro-Oeste e, principalmente, do Sudeste. Uma porção do Sul também será atingida, com exceção dos Estados de Espírito Santo e Rio Grande do Sul.
Em países do hemisfério sul, como o Brasil, por exemplo, surgem situações típicas da estação mais chuvosa do ano. Assim como aconteceu no Carnaval, diariamente, aumentarão as notícias sobre inundações, desmoronamentos, alagamentos, enchentes, desastres naturais, prejuízos financeiros e vítimas afetadas pelas fortes e intensas chuvas de verão.
Previsões indicam que, ao longo de 2023, o La Niña se dissipará e dará lugar ao El Niño — ambos partes de um mesmo fenômeno atmosférico-oceânico —, mudando drasticamente o clima em todo o País.
Tal fenômeno é caracterizado pela oscilação da temperatura da superfície do mar no oceano Pacífico Equatorial. Quando a região está mais fria caracteriza-se uma La Niña; quando está mais quente, há um El Niño.
Essa projeção deverá mudar completamente o panorama climático do Brasil, além de influenciar diretamente na estação chuvosa de 2023/2024.
Até lá, segundo especialistas, em outras palavras, o clima poderá prejudicar demasiadamente o Norte e o Nordeste brasileiro. Regiões que tendem a sofrer com as secas e a vivenciar problemas graves de abastecimento de água, por exemplo.
Já as regiões Sul e Sudeste devem se beneficiar com um aumento das chuvas e da temperatura que podem ser favoráveis aos setores do agronegócio e da energia.
No entanto, a elevação na quantidade e no volume de chuvas ocasionará uma série de intempéries à sociedade. A natureza clama por socorro e demonstra sinais explícitos de que é preciso fazer algo para controlar o aquecimento global da Terra.
Elevação da temperatura global já causa eventos extremos
As chuvas intensas que atingiram municípios da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e diversos outros estados, nos últimos anos, confirmam um marco temporal definido, desde o fim dos anos 80, pelos relatórios do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental de Mudança do Clima da ONU).
Tais relatórios indicavam que, a partir do ano de 2020, a ocorrência de eventos extremos seria mais expressiva. Embora houvesse episódios isolados de chuvas intensas nas últimas décadas, agora, os índices pluviométricos superam em apenas alguns dias a previsão de precipitação de todo o mês.
Essa mudança climática gera padrões inéditos, para os quais o mundo, o Brasil e os brasileiros não estão preparados.
A chuva em números
De acordo com estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM), entre outubro de 2017 e janeiro de 2022, as chuvas no Brasil causaram prejuízos que ultrapassaram R$ 55,5 bilhões.
Somente em 2022, até o início de dezembro, o País sofreu ao menos 11 grandes desastres causados por precipitação severa. Nesse período, foram registradas 386 mortes e cerca de 232.530 pessoas foram afetadas por enchentes e/ou deslizamentos país afora.
No último mês do ano, diversos municípios decretaram Estado de Calamidade Pública ou Situação de Emergência. Por consequência das fortes tempestades e da falta de planejamento urbano, inúmeras pessoas morreram e milhares ficaram desalojadas e desabrigadas.
Por falta de infraestrutura, boa parte dos custos e dos prejuízos financeiros desses eventos climáticos não são estimados pelas autoridades brasileiras ou pelas seguradoras.
Quem paga a conta?
Diante de um clima cada vez mais instável, as áreas de risco só aumentam. Isso exige planos de adaptação. Seja por meio de novas políticas públicas ou por intermédio da própria sociedade.
Enquanto isso, a economia registra prejuízos bilionários que são contabilizados pelo Estado e por empresários, varejistas, agricultores e milhares de cidadãos brasileiros. No final, quem arca com os custos desses eventos?
Cada situação deve ser analisada individualmente. Dependendo da ocorrência pode ser possível acionar o Poder Público municipal (prefeitura) e estadual na Justiça, pois a Constituição Federal prevê que a Administração Pública deve garantir o desenvolvimento urbano de forma segura e a adoção de medidas necessárias à redução dos riscos de desastres.
Vale ponderar que uma ação na Justiça nestes casos não é tão simples, daí a importância de consultar sempre um advogado antes de adotar qualquer medida contra o Poder Público.
Uma alternativa pode ser recorrer ao seguro residencial ou patrimonial, no caso de empresas. De acordo com a FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), do total de domicílios registrados no Brasil, somente cerca de 16% têm seguro residencial. Em contrapartida, apesar de obrigatório, apenas 25% das pessoas jurídicas no País possuem seguro, segundo o Sincor-SP.
Para o especialista em gestão de riscos, Eduardo Sampaio Martins, diretor comercial e de filiais, responsável pela divisão de Risk Solutions na Lockton do Brasil, o pouco conhecimento sobre seguro e a falta de fiscalização nos estabelecimentos são motivos para a baixa adesão por parte das empresas.
“Infelizmente, não faz parte da cultura do brasileiro a obtenção dos variados tipos de cobertura que as seguradoras podem oferecer. No caso do seguro patrimonial, por exemplo, a maioria das empresas conhece apenas os seguros contra incêndio, que é obrigatório por lei”, explica.
O especialista complementa que pequenas e médias empresas só têm acesso a uma apólice de seguro quando fazem algum tipo de empréstimo no sistema bancário. Nesta ocasião, normalmente, são apresentadas opções que trazem garantia de pagamento e que preservem os bens de ambas instituições”, diz.
Martins esclarece, ainda, que não basta ter uma apólice de seguro patrimonial para que a seguradora se responsabilize por prejuízos causados por fatores naturais como chuva, por exemplo..
“Aqueles que querem proteger a sustentabilidade do negócio, devem ficar atentos aos riscos trazidos por essas mudanças climáticas. Regiões que nunca alagaram, nos últimos anos, começaram a sofrer com esses fenômenos. Não basta fazer um seguro, é preciso contratar a cobertura acessória de Alagamento/Inundação, em suas apólices de seguro patrimonial”, explica o profissional.
Ter seguro não é garantia de cobertura
Boa parte das empresas socialmente conscientes, sustentáveis e corretamente gerenciadas já adotam boas práticas de ESG — Environmental (Ambiente), Social (Social) e Governance (Governança Corporativa) —, e visam a continuidade de seus negócios. Isso inclui planos de resposta a emergências, como é o caso dos imprevistos ocasionados pelas chuvas.
O especialista em gestão de riscos pontua que os seguros contra fenômenos da natureza podem ser onerosos e, muitas vezes, o empresário tem uma visão distorcida em relação ao preço e às garantias. “É preciso pensar a longo prazo, os custos mensais de uma cobertura sob medida são bem menores que o prejuízo gerado pela perda do patrimônio. O seguro tem que ser visto como um investimento, não um custo”, afirma Martins.
Uma regra para cada caso
Desde que previsto em contrato, as seguradoras se propõem a cobrir os sinistros causados por fenômenos da natureza, como a chuva. Daí a importância de sempre verificar quais coberturas estão de fato incluídas na apólice de seguros. Seja nas residenciais, auto ou patrimoniais.
Segundo Daniel Kaneko, diretor de Property da Lockton, mediante à contratação de uma cobertura adicional, as seguradoras fazem uma análise específica, in loco, para cada risco avaliado. “São avaliadas as probabilidades de alagamento e inundações. Cada caso é analisado isoladamente”, comenta.
No momento dessa vistoria prévia para contratações de coberturas acessórias, nas apólices de seguro patrimonial, as seguradoras levam em consideração as seguintes probabilidades:
Alagamento: acúmulo momentâneo de águas no estabelecimento em decorrência de entrada d’água, provenientes de aguaceiro, tromba d’água ou chuva, seja ou não consequente de obstrução ou insuficiência de esgotos, galerias pluviais, desaguadouro e similares.
Inundação: águas no estabelecimento resultante do aumento do volume de água de rios e canais alimentados por esses rios.
Com base nessas inspeções, se identificado um maior risco a danos decorrentes de desastres causados por água, seja por Alagamento ou Inundação, a seguradora estipula um valor para o prêmio dessa cobertura e determina uma série de recomendações, “que vão desde a instalação de alarme de nível de rio, até a instalação de comportas para resguardar bens e ativos, que estejam mais suscetíveis a danos”, explica Kaneko.
“É óbvio que a sociedade precisa antever os riscos e mudar seu padrão de comportamento com o meio ambiente. Só isso trará uma verdadeira mudança nas perspectivas climáticas das próximas décadas. No entanto, até lá, é necessário que essas informações cheguem ao conhecimento público. Munidos dessas soluções, os cidadãos poderão adotar medidas estratégicas que resguardem as empresas financeiramente e ajudem a população a mitigar, de certa forma, tais situações de riscos”, alerta Eduardo Martins.
O InfoMoney acaba de lançar uma nova área de cobertura jornalística: uma vertical sobre seguros 👏 🙌 🙏 . O lançamento faz parte da nova estratégia do portal, de criação de projetos especiais ancorados em temas de grande interesse dos leitores. Eu, Denise Bueno, terei o prazer em colaborar com a equipe formada por @Dhiego Maia, Gilmara Santos e Jamille Niero. O vídeocast contará com a minha participação e também serei a nova integrante do time de colunistas do InfoMoney, com textos publicados quinzenalmente no portal.
A cobertura será dividida entre as reportagens diárias em texto, que já estão sendo publicadas no InfoMoney e que têm foco em serviços, um videocast quinzenal sobre o assunto, o Tá Seguro, além de guias e e-books. Todo o projeto é apoiado pela CNSeg (Confederação Nacional das Seguradoras), XP Seguros e BB Seguros.
As fortes chuvas que atingiram o litoral norte de São Paulo desde sábado (18) deixaram um rastro de destruição e mortes, que afirmam, mais uma vez, que o Brasil não está livre de catástrofes. “É urgente uma discussão para a estruturação de seguros contra eventos climáticos em parceria com o Estado à semelhança do que acontece na Califórnia, Austrália, México entre outros países europeus. O Brasil deixou de ser um país “abençoado por Deus”. Temos sim eventos climáticos impactantes e hoje vemos isso com esta tragédia no litoral norte de São Paulo nas manchetes das mídias”, comentou Cássio Gama Amaral, especializado em seguros e sócio do Machado Meyer Advogados.
Diante do baixo índice de penetração de seguros no Brasil, as perdas seguradas devem ficar num patamar muito abaixo das perdas econômicas sofridas pela região, um dos pontos turísticos mais procurados no Estado de São Paulo, principalmente no Carnaval, com praticamente lotação máxima em hotéis, pousadas e Airbnb. “No Brasil, apenas automóvel e saúde exibem uma penetração acima de 30%. Outros ramos, como residencial, vida e pequenas e médias empresas são inferiores a 15%”, comenta em diversas entrevistas o presidente da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), Dyogo Oliveira.
Ontem a noite, dezenas de guinchos da Porto Seguro, a maior do Brasil na venda de seguros de carros e de residências, circulavam pelas praias de São Sebastião. A Riviera de São Lourenço, um condominio de luxo do litoral paulista, registrou vários pedidos de atendimentos. Vários vídeos foram postados de garagens de prédios de luxo inundadas. Em um dos vídeos, um cliente mostra socorristas da Porto Seguro em guinchos, jetski e motos.
Praia de Juquey, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo
No início da noite deste domingo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) decretou estado de calamidade pública para as cidades de Ubatuba, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba, todas no litoral norte de São Paulo, além de Bertioga. De acordo com a Defesa Civil do estado, 36 mortes já foram confirmadas. Há também 228 pessoas desalojadas e 338 desabrigadas. Há ao menos 40 desaparecidos.
A decretação do estado de calamidade em si, não é motivo para alegar isenção de responsabilidade da seguradora. “O estado de calamidade demonstra que as chuvas foram acima da média”, acrescenta Amaral. Walter Polido, advogado especializado em responsabilidade civil, chama a atenção para exclusões genéricas que os produtos apresentam. “Pode ter alguma “surpresa” indesejável, mas para mim seria abusiva e, como tal, nula. Na região litorânea, certamente com encostas, excluir chuva e deslizamentos de terra, seria algo despropositado”.
O Sonho Seguro entrou em contato com as seguradoras sobre mais detalhes desta situação catastrófica. Este post será atualizado com as informações obtidas.
Porto Seguro envia 135 viaturas para contornar emergências e encurtar prazo dos atendimentos de assistência e de sinistros
A Porto Seguro intensificou cuidados e atendimentos aos municípios do litoral norte de São Paulo que por conta das chuvas deste feriado estão em estado de calamidade pública por 180 dias segundo decreto do Governo do Estado de SP. A empresa criou duas bases, situadas no quilômetro 40 da Rodovia Anchieta e na Riviera de São Lourenço, erguidas em caráter emergencial e sem previsão de encerramento de atividades. As operações estão ocorrendo em São Sebastião, Guarujá, Bertioga, Maresias, Juquehy e contam com o suporte de mais de 25 profissionais na administração da operação.
No sábado (18.02), primeiro dia de intensificação das chuvas, mais de 60 viaturas foram enviadas para os locais afetados. Até essa segunda-feira (20.02), 135 viaturas foram destinadas aos litorais sul e norte, dentre elas, veículos especiais aquáticos (marruás e moto aquática), guinchos e pick-ups. “Neste momento, estamos atendendo aos segurados e aos não-segurados, considerando a urgência humanitária que as chuvas ocasionaram no trecho litorâneo. Manteremos esse modelo de atuação enquanto houver necessidade e a situação não for dada como encerrada pela Defesa Civil”, destaca Rivaldo Leite, CEO da Porto Seguro.
Até o fim de segunda-feira (19.02), a Porto Seguro atendeu 546 acionamentos, sendo 322 somente no domingo. Em um dia regular, a média diária é de 70 acionamentos. Dado o cenário, a companhia reforçou a estrutura para agilizar todas as etapas de abertura e acompanhamento de tais serviços. Quando necessário, os retornos estão ocorrendo em menos de 24 horas. A empresa foi, então, acionada devido a ocorrências com automóveis, havendo também um time de plantão para responder por situações relacionadas à residência e vida.
“A equipe de Sinistros está atuando para agilizar e apoiar os segurados que tiveram seus veículos afetados, sendo indenização parcial ou Integral. Disponibilizaremos despachantes e, quando possível, serviços de cartório para acelerar a entrega dos documentos necessários”, complementa Marcelo Sebastião, diretor de Sinistros e Assistência na Porto Seguro. A Porto segue à disposição em seus canais de atendimento: aplicativo, WhatsApp (11 3003.9303) e Corretores.
Liberty Seguros adota medidas emergenciais para amparar pessoas impactadas por chuvas no litoral de São Paulo
Diante das interdições, deslizamentos e alagamentos causados pelas fortes chuvas no litoral paulista, a Liberty Seguros anuncia ações emergenciais para acolher e dar suporte às necessidades urgentes das pessoas nas regiões afetadas. Até o momento, a companhia registra mais de 180 casos em atendimento.
Entre as medidas adotadas nos últimos dias, a companhia mobilizou prestadores para realizar atendimentos emergenciais, inclusive por meio de motocicletas, para chegar aos clientes mais rapidamente, agilizando os processos de sinistros e indenizações.
A seguradora ainda enviou equipes de assistência da capital para as regiões a fim de apoiar os prestadores de serviços locais, e disponibilizou pátios e bolsões para recolhimento de veículos danificados, além de deslocar carros e guinchos de outras regiões para ajudar com a retirada de automóveis.
A empresa está monitorando os acontecimentos desde o início das chuvas, e, à medida que as estradas de acesso para as cidades estão sendo liberadas, todos os atendimentos necessários estão sendo feitos. A Liberty Seguros também realizou uma doação para o Instituto Verdescola, ONG com mais de 15 anos de atuação em São Sebastião, que está na linha de frente no auxílio às vítimas da catástrofe.
“É uma tragédia o que ocorreu no litoral paulista nos últimos dias e a Liberty Seguros se solidariza com os moradores das cidades impactadas”, afirma o Diretor de Sinistros da companhia, Marcio Probst. “Nossa atenção está completamente voltada para esses casos no momento, e faremos o possível para dar todo o apoio e ajudar as pessoas que sofreram com os desastres”, completa o executivo.
Para auxiliar os segurados neste momento, qualquer situação de emergência pode ser informada por meio dos canais oficiais da Liberty no WhatsApp e telefone, via assistência 24h e SAC.
Allianz presta atendimento especial ao Litoral Norte paulista
A Allianz Seguros lamenta as vítimas e se solidariza com os seus familiares, como também com moradores que tiveram os seus bens atingidos devido às fortes e constantes chuvas que atingiram o Litoral Norte do estado de São Paulo. Como forma de dar andamento aos processos de sinistros ocorridos nas cidades do Litoral Norte, a Allianz Seguros está tomando uma série de ações. Entre elas estão:
• Disponibilização de estrutura especial aos segurados, com fluxos ainda mais ágeis de atendimento. As medidas tomadas pela empresa são para apoiar os clientes; e facilitar as assistências aos segurados e a regulação dos sinistros.
• Remoção de veículos segurados para os pátios de guincho, após a liberação de acesso pela Defesa Civil. Em seguida, as vistorias e as análises de coberturas são realizadas para indenização do sinistro.
• Atuação em contingência com a assistência 24h, com reforço na Central de Atendimento e de prestadores de serviços. Mais guinchos foram enviados previamente ao local, para reforço aos atendimentos ocorridos no período de Carnaval.
Tokio Marine adota ações emergenciaispara auxiliar clientes
Sensibilizada com a situação e ciente de sua responsabilidade social, a Tokio Marine Seguradora adotou uma série de ações para ajudar seus Clientes e a população do Litoral Norte de São Paulo, região atingida por fortes chuvas neste final de semana. Além de medidas emergenciais como remoção de veículos avariados para a cidade de São Paulo, a Companhia também vai agilizar o processo de sinistros para efetuar o pagamento imediato das indenizações.
Entre as ações já implementadas pela Seguradora estão:
– Envio de água e alimentos não perecíveis para as cidades atingidas;
– Transporte de veículos avariados para São Paulo por meio de uma plataforma que comporta até três carros por vez;
– Envio de dois caminhões e uma cegonha da base de apoio em São José dos Campos para o Litoral Norte com capacidade de transporte de até oito veículos;
– Envio da base de Caraguatatuba de um caminhão-cegonha que comporta até 12 veículos para remoção dos carros até a capital;
– Disponibilidade de pátio para recebimento dos veículos danificados;
– Vistoria local dos veículos alagados.
“Além disso, estamos aguardando apenas a liberação das estradas para acesso à cidade de São Sebastião a fim de mandarmos mais 16 caminhões de São José dos Campos e auxiliar nas remoções”, informa a diretora de Operações da Tokio Marine, Andrea Ribeiro.
Segundo ela, todas as equipes de prestadores que estão trabalhando nos locais afetados estão orientadas de que devem agilizar ao máximo os atendimentos. “Sabemos que não temos como diminuir a dor de quem perdeu um ente querido, mas faremos tudo que estiver ao nosso alcance para amenizar o sofrimento material de nossos Segurados e da população do Litoral Norte de São Paulo”, finaliza Andrea Ribeiro.
Bradesco monta força tarefa para acelerar o processo de indenização
A Bradesco Seguros informa que direcionou boa parte de sua frota dedicada de assistência para atendimento às cidades do litoral Norte de São Paulo, o que inclui guinchos e vans, além de time de campo, para direcionamento dos veículos a pátios seguros. A companhia também está atuando com uma força-tarefa para acelerar o processo de regulação de sinistros para os seus segurados que se encontravam na região. Algumas de suas vans também estão auxiliando as autoridades no transporte de donativos para as regiões de maior necessidade.
Sompo Seguros implementa Plano de Contingência de Sinistro
“A Sompo Seguros já conta com processos estabelecidos para situações de impacto social e econômico relevantes como essa. O mais importante é garantir meios para o pronto atendimento, fácil comunicação e trâmite agilizado de todo o processo de análise e indenização de sinistros. Temos uma equipe dedicada ao atendimento desses segurados, acionamos os prestadores locais e disponibilizamos todos os nossos canais de atendimento para prestar todo o suporte aos segurados e parceiros corretores de seguros”, avalia Andreia Paterniani, diretora da área de Sinistro da Sompo Seguros. “Até a manhã desta quarta-feira, dia 22 de fevereiro, tivemos 34 aberturas de processos de sinistro por conta de danos em veículos, residências, condomínios e empresas. Porém, pela nossa experiência anterior com eventos de grande proporção, esse número deve aumentar nos próximos dias”, considera.
Como parte do Plano de Contingência de Sinistro, a Sompo Seguros mantém uma equipe interna dedicada para atendimento dos sinistros da região. Também foram disponibilizados os serviços de Vistoria na Palma da Mão (vistoria de baixa complexidade feita pelo próprio cliente, de seu aparelho celular), Fast Track de Sinistro (que dispensa documentos e garante indenização em até 48 horas) e estabelecido esquema especial com a Assistência 24 Horas e demais prestadores de serviços das regiões atingidas para agilizar atendimentos, vistorias, dar rápido encaminhado de veículos aos pátios e agilizar a pronta indenização de sinistros para os casos de perda total de veículos.
“Desenvolvemos uma estratégia por meio da qual integramos a competência técnica de nossa equipe com toda a tecnologia disponível para que possamos atuar de forma assertiva e efetiva no atendimento dos segurados”, lembra Andreia. “Gostaria de prestar nossa solidariedade às famílias e pessoas que foram atingidas de alguma forma por essa situação. Em nome de toda a equipe da Sompo Seguros, reitero nosso compromisso de dedicar todos os esforços para prestar um atendimento rápido e eficiente de forma a agilizar os processos de análise, liberação de reparos e indenização de ocorrências”, conclui a executiva.
Índices pluviométricos são dos maiores já registrados no país em curto período
De acordo com o governo do estado, em menos de 24 horas o acumulado de chuva ultrapassou os 600 mm em alguns pontos do litoral. As áreas mais atingidas estão entre Bertioga (683 mm) e São Sebastião (627 mm). Tais índices pluviométricos são dos maiores já registrados no país em curto período e em situação não decorrente de ciclone tropical. A Defesa Civil alertou para que evitem se deslocar para o litoral norte em razão da quantidade de interdições nas estradas.
A chuva também impactou o fornecimento de água. Segundo o governo do estado, algumas estações de tratamento foram afetadas pela enxurrada, que arrastou troncos, pedras e muita lama, e técnicos da Sabesp tentam desde a madrugada restabelecer o serviço. Caminhões-pipa estão disponíveis para hospitais e áreas mais afetadas. A recomendação é que as pessoas economizem água.
Prioridade em programas habitacionais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a visita ao município de São Sebastião, anunciou que haverá prioridade para construção de moradias do Minha Casa Minha Vida nos municípios afligidos pelos efeitos das chuvas. “Eu às vezes vejo na televisão lugares em que houve desabamento e que já passaram, cinco, seis, sete anos e não foi resolvido o problema habitacional. Dessa vez, prefeito, você vai ter certeza de que o programa de construção de casas para pessoas que perderam suas casas vai acontecer de verdade. Você só tem de arrumar um terreno mais seguro para que a gente possa dizer para as pessoas: “vocês vão voltar a ter um ninho de vocês, para cuidar das famílias de vocês”, disse Lula, citando a retomada do Minha Casa, Minha Vida. O programa habitacional do Governo Federal tem a meta de contratar até 2 milhões de moradias até o fim de 2026.
O Grupo MAG, através da MAG Fundos de Pensão, foi escolhido para gerir o Regime de Previdência Complementar (RPC) de servidores públicos em três das principais capitais do país: Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
“A larga experiência da MAG com servidores públicos, dentre outros diferenciais, foi determinante para o nosso destaque neste mercado emergente: fomos escolhidos por três das maiores capitais do país, Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e encerramos 2022 próximos da adesão, entre convênios aprovados pela Previc e em elaboração, de mais de 90 municípios ao MAG Federação, nosso plano multipatrocinado”, detalha Ugo Garcia, gerente de Estratégias Públicas da empresa.
A implantação do RPC nos municípios avança gradualmente. Embora o prazo dado pela Reforma tenha se encerrado no dia 12 de novembro de 2021, muitos municípios não contrataram servidores com remuneração acima do teto, de maneira que o descumprimento do comando constitucional não causa, ao menos de imediato, maiores transtornos à gestão municipal.
A criação do Regime de Previdência Complementar (RPC) para os servidores públicos se tornou obrigatória a partir da Reforma da Previdência (Emenda Constitucional nº 103 de 2019), que determinou a nova regra aos estados, Distrito Federal e municípios que possuem um Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), visando aproximar o regime previdenciário dos novos servidores às regras da iniciativa privada.
Assim, em um só movimento, a Reforma estabeleceu uma nova regra que auxiliará no equilíbrio das contas da Previdência Pública no longo prazo e assegurou aos servidores municipais uma dupla cobertura previdenciária, agora oferecida pelo RPPS acrescido do RPC, operado por meio de um plano de benefícios de uma Entidade Fechada de Previdência Complementar (Fundo de Pensão). Cada Ente Federativo é livre para escolher o Fundo de Pensão que fará a gestão do seu plano.
“Os critérios para escolha são diversos em cada processo seletivo, assim como a forma adotada pelas comissões ao avaliá-los. Considerando a grande dispersão do público-alvo dos novos regimes, literalmente espalhados em todo território nacional, é de suma importância a experiência do Fundo com a distribuição do benefício e comunicação com os servidores públicos”, explica Garcia.
Segundo levantamento da Secretaria de Previdência do Ministério do Trabalho e Previdência, mostrado no Relatório Gerencial da Previdência Complementar do 3º trimestre de 2022, 497 entes federativos têm seu RPC instituído (Lei aprovada) e vigente (convênio de adesão aprovado), ao passo que outros 1.359 apenas aprovaram as leis de instituição e outros 289 permaneceram inertes após a promulgação da EC nº 103/2019. Estes últimos são os que mais devem se preocupar, na medida em que a aprovação da lei que institui o RPC é exigida para emissão do Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP) independe da posse de servidores com remuneração acima do teto.
“O governo central tem feito um trabalho bastante consistente na orientação dos demais entes federativos, tendo a maioria das orientações consolidadas no Guia da Previdência Complementar para Entes Federativos”, relata Garcia.
“Consideramos a implantação do RPC uma política pública de ampla utilidade para as finanças públicas e para a formação de poupança individual que poderá assegurar o futuro dos servidores e suas famílias, por isso nosso time está à disposição para auxiliar os gestores públicos nesta nobre missão”, finaliza.
O uso de máquinas agrícolas é fundamental para a realização de plantios, operações de pulverização e fertilização e para a colheita de lavouras. Por isso, imprevistos que prejudiquem o funcionamento das máquinas podem ter um severo impacto na qualidade das operações e no planejamento de safra.
Entre os meses de janeiro e fevereiro, por exemplo, a quebra de uma colheitadeira ou trator pode atrasar a colheita da soja e deixar os grãos à mercê do clima por mais tempo no campo, prejudicando a qualidade desses produtos. “A interrupção dos trabalhos de campo por causa de uma quebra de máquina pode gerar mais perdas financeiras do que o prejuízo com o conserto do equipamento”, opina Guilherme Frezzarin, superintendente de agronegócio da seguradora FF Seguros.
A intensificação de uso do maquinário durante a colheita da safrinha de milho, em meados de junho a agosto, também eleva os riscos de acidentes. Dessa forma, os agricultores precisam prevenir esses problemas com boas práticas de manutenção do maquinário, prezando pela boa lubrificação e substituição dos componentes desgastados, além de investir em um seguro para minimizar prejuízos financeiros quando houver acidentes ou colisões.
De acordo com uma amostragem de 1.000 sinistros registrados no período entre 2019 e 2022, a FF Seguros mapeou os principais riscos que causaram a interrupção dos trabalhos de campo com máquinas e implementos, provocando a perda total do equipamento segurado ou gerando a necessidade de indenização ao produtor pelos reparos realizados.
As apólices da FF Seguros asseguravam diversas máquinas e implementos, como plantadeiras, tratores, pulverizadores, colheitadeiras, pivôs e bombas de irrigação, motoniveladoras, vagões forrageiros, retroescavadeiras, escarificadores, entre outros. “Já tivemos um sinistro acionado porque o sistema de uma colheitadeira foi muito danificado pela entrada de uma pedra com cerca de 20 centímetros. Nesse caso, o produtor recebeu uma indenização de R$ 150 mil”, exemplifica Frezzarin.
Colheitadeiras
De acordo com o ranking da FF Seguros, as colheitadeiras foram as máquinas que mais sofreram acidentes ou colisões, representando 34,3% das ocorrências analisadas no levantamento. “Em sua maioria, os sinistros ocorrem devido aos acidentes por variados motivos, como batidas e a entrada de pedras e pedaços de madeira na plataforma da colheitadeira que acabam danificando componentes”, diz o superintendente da FF Seguros.
Após colisões ou acidentes, que foram a causa de 29% dos casos de colheitadeiras sinistradas, os incêndios foram o segundo maior fator de risco, com 9,7% do total de sinistros de colheitadeiras. A origem do incêndio é variada, podendo ser desde um curto-circuito no painel de controle até uma batida em um poste da rede elétrica ou qualquer contato com fios de alta tensão. “Outro problema é que, em épocas de seca, as condições climáticas podem provocar incêndios espontâneos. A palha da soja muito seca pega fogo rápido, por exemplo. Então, de repente, uma faísca ocasiona um incêndio que se alastra rapidamente pela fazenda, atingindo máquinas e até galpões”, diz Frezzarin.
Tratores
Os tratores ocuparam o segundo lugar no ranking de máquinas agrícolas sinistradas, com 27,5% do total registrado pela FF Seguros. A causa predominante foi representada por acidentes ou colisões, com 54% do total de sinistros de tratores da amostragem analisada. “Os tratores são fundamentais para rebocar e transportar cargas e implementos. É a máquina mais versátil, estando sempre presente nas operações agrícolas em vários momentos durante a safra. Justamente por essa razão, por ser a máquina mais utilizada no campo, o trator fica mais exposto às ocorrências de acidentes e recomendamos que seja protegido por seguro”, comenta Frezzarin. Segundo o superintendente, plataformas de corte, que representaram 10,8% do total de sinistros, e pulverizadores, com 9,5%, também costumam ser bens que demandam a proteção dos seguros.
Máquinas protegidas
Os interessados em mitigar os riscos de acidentes das máquinas agrícolas e equipamentos podem contratar seguro patrimonial rural ou seguro de penhor rural. A modalidade patrimonial rural oferece coberturas básicas contra acidentes, roubo e furto mediante arrombamento. O produtor pode optar por contratar coberturas adicionais contra furto simples, danos elétricos, quebra de vidros, incêndio, raio e explosão, entre outras opções. A apólice pode até mesmo cobrir os prejuízos financeiros em decorrência da interrupção das atividades agropecuárias, mediante inclusão da cobertura adicional de lucros cessantes.
O seguro de penhor rural traz as mesmas opções de coberturas e vantagens para proteger o maquinário. Porém, pode ser contratado somente nos casos em que as máquinas e equipamentos foram adquiridos por meio de financiamento. Isso ocorre porque o seguro de penhor rural visa proteger bens dados em garantia às instituições financeiras e terá o nome do banco credor como beneficiário na apólice.
Em ambas as modalidades de seguros, a apólice pode assegurar tratores, pulverizadores, colheitadeiras, implementos agrícolas, equipamentos estacionários e equipamentos portáteis. Além disso, é possível negociar a contratação de seguro para uma ou mais máquinas, com condições especiais, flexibilidade de cláusula de rateio (percentual do valor do bem assegurado) e diferentes opções de prazos de vigência da apólice.
Em caso de sinistro, os clientes da FF Seguros acionam a seguradora e, em até 48 horas, são contatados por um perito encarregado de avaliar o estado geral da máquina e constatar os danos. Independentemente do tipo de seguro contratado, é importante que o produtor não realize reparos por conta própria antes da perícia ou autorização da seguradora para respeitar as condições estipuladas em contrato.
A FF Seguros vem investindo continuamente no desenvolvimento dos seguros patrimonial rural e de penhor rural. Além de proteger máquinas agrícolas e equipamentos, esses ramos permitem assegurar benfeitorias e mercadorias, com a estruturação da apólice de acordo com a atividade desenvolvida pelo produtor rural.
De acordo com Diego Caputo, gerente comercial de agronegócio da FF Seguros, a seguradora emitiu cerca de R$ 21 milhões em prêmios de seguros patrimonial rural e de penhor rural em 2021 e, já no ano seguinte, a atuação nesses ramos saltou para R$ 84 milhões em prêmios. “O nosso objetivo é seguir crescendo em 2023 e ultrapassar a marca de R$ 100 milhões em prêmios”, revela Caputo.
Já tem um seguro de vida? Fique por dentro das novidades sobre as apólices de seguros que oferecem proteção financeira para situações que vão desde um desemprego, um acidente corriqueiro, até uma doença grave nesta conversa com a Liberty Seguros.
O seguro de vida mudou de patamar com a pandemia. Foram quase 6,5 milhões de mortes registradas por Covid-19 no mundo e 698 mil no Brasil. Segundo dados da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência e Vida), 193,4 mil contavam com uma apólice de seguros, que traz auxílio financeiro num momento de dor e reorganização da vida. Com o maior interesse das pessoas pelo produto, as seguradoras investiram em novas coberturas, canais de distribuição e, principalmente, em facilitar a contratação por meio digital.
Alexandre Vicente, diretor de vida da Liberty Seguros, contou que a seguradora tem investido forte na comunicação para democratizar o seguro, tendo como foco agregara valor ao corretor para que ele possa encontrar a cobertura mais adequada para cada um de seus clientes. A partir da personalização, as pessoas se sentem mais confortáveis em ter o produto certo para ela e compra algo de forma consciente.
A cobertura de doenças graves é uma das quem mais tem impulsionado o interesse das pessoas pelo seguro por ser uma forma de usar o produto em vida. “Só de ter o diagnóstico de um câncer, por exemplo, a indenização e paga para que o cliente possa usar num momento em que busca lidar com a cura da doença. Por meio de benefícios diferenciados que podem ser usados por toda família, o seguro de vida ajuda a gerenciar melhor o planejamento financeiro dos brasileiros”, comenta Alexandre Vicente.
Ouça abaixo o podcast disponível no Spotify, Apple Podcast e Deezer, e saiba mais. Se gostar, compartilhe com os amigos.
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