AXA lucra € 6,68 bilhões em 2022 e receita ultrapassa € 100 bilhões

A AXA registrou lucro líquido de € 6,68 bilhões em 2022, 8% menor do que o registrado no ano anterior, principalmente devido a uma queda no valor dos ativos investidos e derivativos de impactos de mercado desfavoráveis. A receita aumentou 2%, para € 102,3 bilhões.

A unidade de seguros gerais e responsabilidade (ou Property & Casualty, na sigla em inglês), a maior contribuinte para a receita, teve um aumento de 2% nas vendas, para € 51,6 bilhões. A unidade de saúde, para a qual a empresa almeja uma taxa de crescimento anual de 5%, registrou aumento de 16% nas vendas, para € 17,4 bilhões. A receita de gestão de ativos caiu 3% para € 1,6 bilhão, impulsionada por menores taxas de administração e performance. A unidade registrou entradas de € 18 bilhões.

“A AXA apresentou um forte desempenho em 2022, apesar de um ambiente desafiador, uma confirmação da resiliência do nosso modelo de negócios”, disse o CEO da AXA, Thomas Buberl. “Continuamos focados na execução da nossa estratégia. Registramos um bom crescimento em nossos negócios, particularmente em seguros P&C, saúde e proteção”, continuou ele. “Nossos fundamentos são fortes e podemos oferecer crescimento sustentável no futuro, em particular abordando novas áreas de cobertura, inclusive da transição energética”.

A seguradora pretende anunciar um novo plano estratégico junto com seus ganhos de 2023 no final de fevereiro de 2024. O grupo também divulgou planos para recomprar até € 1,1 bilhão (US$ 1,2 bilhão) de suas ações, já que a seguradora anunciou ganhos subjacentes para 2022 que aumentaram e disse que espera superar uma de suas principais metas financeiras até o final do ano.

A empresa com sede em Paris pretende realizar este novo programa de recompra “assim que razoavelmente possível”, com planos de concluir as compras até o final do ano, segundo comunicado divulgado na quinta-feira. A AXA também pagará um dividendo de € 1,70 por ação, 10% a mais que no ano anterior.

Desde que assumiu o cargo de CEO da AXA em 2016, Thomas Buberl mudou o foco da seguradora para seu negócio de subscrição, reduzindo a exposição de sua unidade de resseguro a desastres naturais. Isso permitiu à empresa realizar vários programas de recompra totalizando cerca de € 3,2 bilhões nos últimos dois anos e atualizar sua perspectiva de lucratividade.

Charles Graham, analista de seguros da Bloomberg Intelligence, disse: “O lançamento de um novo programa de recompra de ações de até € 1,1 bilhão sustenta a capacidade da AXA de exceder seu crescimento de lucro subjacente de 3 a 7% por faixa-alvo de ação em 2020-23. Isso se soma à recompra de ações anunciada anteriormente a ser realizada após o fechamento da venda do portfólio fechado de vida e pensões pela AXA Alemanha. O lucro subjacente por ação aumentou 12% em 2022, refletindo um aumento de 4% no lucro subjacente, os efeitos da recompra de ações (um aumento de 4%) e câmbio (também 4%).”

É preciso falar sobre previdência, mesmo sem uma nova reforma

A reforma da previdência é sempre algo urgente em qualquer país do mundo, mas tocar neste assunto é algo difícil em qualquer governo. Luiz Inácio Lula da Silva fez a primeira importante reforma em seu primeiro mandato como presidente do Brasil. No entanto, é “quase improvável que neste terceiro mandato, Lula avance em uma nova reforma. Mas uma hora ela será necessária e é preciso pensar neste assunto deste já”, afirma Nilton Molina, presidente do Conselho da MAG Seguros, especialista no tema previdência.

“Quando nasci, a expectativa de vida era de 42 anos. E eu estou com mais de 80”, brincou, trazendo à tona um tema extremamente relevante para o setor de vida e previdência: o pacto intergeracional foi quebrado. “Ou seja, nasce menos gente e os velhos não querem morrer. Isso causa um grande problema. O Brasil tem 16 milhões de pessoas com mais de 65 anos. Daqui a 30 anos, serão 60 milhões. O seguro social vai remunerar com uma renda mínima universal. Sendo assim, o setor de seguros é quem vai prover a sociedade com produtos de proteção financeira, como vida e previdência. E este é um grande desafio que depende de todos nós em criamos condições econômicas e atuariais sustentáveis”, disse. 

Veja/ouça o vídeo e entenda mais sobre os desafios a serem tratados para que a aposentadoria, com qualidade, seja uma realidade num futuro próximo. “A mensagem de longevidade tem de ser para o jovem e não para os velhos”, afirma.

Lucro da Munich Re avança para € 3,4 bilhões em 2022

A Munich Re registrou um lucro de € 3,4 bilhões (2,9 bilhões) no exercício financeiro de 2022, superando assim sua meta de lucro de € 3,3 bilhões. Os prêmios brutos subscritos aumentaram 12,7% para € 67,1 bilhões (59,5 bilhões) ano a ano.

Os resultados estão em linha para atingir as metas financeiras especificadas em seu programa estratégico Ambition 2025. No exercício de 2022, o retorno sobre o patrimônio líquido (RoE) foi de 13,5%. O lucro por ação aumentou 17,6%, para € 24,63 em 2022. No final do ano, depois de efetuada a habitual dedução ao dividendo proposto, o índice de solvabilidade era de cerca de 260% (31 de dezembro de 2021: 227%), encontrando-se assim também num nível elevado.

O resultado operacional para o ano fiscal de 2022 totalizou € 3,5 bilhões (3,5 bilhões). Com € 21,2 bilhões, o patrimônio caiu em relação ao nível do início do ano (€ 30,9 bilhões), principalmente devido a uma queda nas reservas de avaliação de títulos de renda fixa. O último foi atribuído a taxas de juros mais altas – que são economicamente vantajosas para as seguradoras.

A área de negócios de resseguro contribuiu com € 2,5 bilhões (2,3 bilhões) para o resultado consolidado no exercício financeiro de 2022. O resseguro foi, portanto, bem capaz de absorver as despesas do furacão Ian no terceiro trimestre e o menor resultado do investimento e – com maior lucratividade do negócio – superou ligeiramente a expectativa de lucro ajustado de € 2,5 bilhões. O resultado operacional totalizou € 2,57 bilhões (2,6 bilhões).

Como esperado, os prêmios brutos subscritos de resseguros aumentaram significativamente, para € 48 bilhões (41,3 bilhões), como resultado da estratégia de crescimento em um ambiente de mercado melhorado e devido aos efeitos positivos da conversão cambial. O segmento de resseguro de vida e saúde gerou um lucro de € 737 milhões (325 milhões) em 2022. A receita de prêmios aumentou para € 13,6 bilhões (12,5 bilhões). O resseguro de seguros gerais e responsabilidades (Property & Casualty) contribuiu com € 1,8 bilhão (2 bilhões) para o resultado de 2022. O volume de prêmios cresceu robustamente para € 34,3 bilhões (28,7 bilhões). Apesar das altas perdas por catástrofes naturais no mercado, o índice combinado caiu para 96,2% (99,6%) dos prêmios líquidos ganhos.

Os preços evoluíram positivamente em geral e mais do que compensaram as estimativas de perda significativamente mais altas em algumas áreas, causadas principalmente pela inflação ou outras tendências de perda. Em graus variados, os aumentos de preços foram evidentes em todo o mundo. No total, os preços do portfólio da Munich Re aumentaram 2,3%. Este valor é, como sempre, ajustado ao risco. Em outras palavras, os aumentos de preços são compensados se estiverem associados a um aumento de risco e, conseqüentemente, a expectativas de perdas elevadas. Apesar da crescente pressão do mercado, a Munich Re espera que o ambiente de mercado permaneça positivo e apresente oportunidades de crescimento atraentes nas próximas rodadas de renovação de abril e julho.

“A Munich Re absorveu bem as crises de 2022 e continua crescendo com lucratividade. Somos robustos, tanto financeiramente quanto em termos de capital. Nosso portfólio de negócios amplamente diversificado não apenas nos torna mais resilientes, mas também abre novas perspectivas de ganhos. Em tempos de grande incerteza devido à guerra e aos mercados de capitais voláteis, nossos clientes valorizam a confiabilidade. Nossos acionistas se beneficiarão de um dividendo maior e de uma nova rodada de recompras de ações. A Munich Re também leva muito a sério suas responsabilidades sociais. É por isso que estou satisfeito com o progresso que fizemos nas áreas de descarbonização e diversidade. No que diz respeito às alterações climáticas e à transformação digital, continuamos totalmente empenhados, oferecendo novas soluções para cobrir as necessidades de seguros. Além disso, todas as áreas de negócios estão focadas em atingir as metas de nossa Ambição 2025. No ano atual, pretendemos gerar um lucro consolidado de € 4 bilhões”, comenta Joachim Wenning, presidente do Conselho de Administração, em nota.

Plano de emergência da Zurich atende clientes e população do Litoral Norte de São Paulo

Zurich Brasil

Desde domingo, dia 19, a Seguradora Zurich deu início a um protocolo de emergência para atender clientes e a população do Litoral Norte de São Paulo das cidades de Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba, Ubatuba e Ilhabela. A região foi atingida por fortes chuvas no final de semana. Com o cenário de urgência, a seguradora acionou imediatamente seu parceiro de assistência automóvel e residência, que destacou 65 posições para priorizar atendimento de chamadas ligadas aos sinistros na região. Cerca de 140 guinchos já foram acionados.

A cidade mais atingida foi São Sebastião. A Zurich, por meio de duas parceiras, enviou ainda 10 peritos ao local. “A Zurich se solidariza com as famílias em situação de vulnerabilidade no litoral, por isso, além do nosso atendimento aos segurados, também prestamos apoio logístico como deslocamento de táxi para saída das áreas atingidas e envio de equipamentos próprios para tirar carros das lamas”, enfatiza José Carlos Silva, Diretor de Operações de Sinistros da Seguradora Zurich.

Além das medidas emergenciais, o time de Sinistros da seguradora está priorizando todos os processos de vistoria, visando agilizar o pagamento de possíveis indenizações.

“Há uma busca constante em estarmos sempre preparados para atender momentos críticos como este. Nossa missão é estar ainda mais próximos dos nossos clientes, oferecendo um atendimento ágil e eficiente. Atuamos em tudo o que for possível para trazer segurança e acolhimento aos nossos segurados e à população do Litoral Norte de São Paulo”, finaliza José Carlos.

A Zurich também está entre as apoiadoras do Movimento União BR, ONG que já enviou 50 mil refeições desidratadas, filtros de água e kits de higiene para o Centro de São Sebastião e Guarujá.

Em dois dias, seguradoras somam quase 3 mil atendimentos a veículos interditados pelas chuvas no litoral norte de SP

atendimentos seguradoras litoral norte

As chuvas que atingiram o litoral norte de São Paulo durante o Carnaval, consideradas as mais fortes da história na região, fizeram disparar também os chamados de emergência por quem tem o carro segurado. De acordo com a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), foram 2,7 mil atendimentos, realizados entre os dias 19 e 20. O número deve subir, considerando que ainda faltam as atualizações de ontem, 21, quando a região foi tomada novamente por fortes chuvas.

As ações se concentram nas cidades de São Sebastião, Guarujá e Bertioga, e estão sendo realizadas por aproximadamente 15 seguradoras. Para chegar aos locais afetados, os planos de contingência das seguradoras incluem não apenas viaturas, guinchos e pick-ups, mas também veículos especiais aquáticos (marruás e motos aquáticas), uma vez que alguns bairros ficaram completamente ilhados.

O presidente da Comissão de Seguro de Automóvel da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), Marcelo Sebastião, esclarece que a cobertura para veículos atingidos por alagamentos e inundações inclui os casos de veículos guardados em subsolo. “As seguradoras disponibilizam diversos planos de seguros, mas o seguro compreensivo, aquele popularmente chamado de seguro total, é o que garante cobertura securitária para submersão parcial ou total do veículo em água doce, proveniente de enchentes ou inundações. Essa cobertura se aplica inclusive nos casos de veículos guardados em subsolo, além da queda de árvores e de muros sobre o automóvel”, afirma Sebastião, antes de acrescentar que é fundamental o cliente acionar o seu corretor e a seguradora para mais orientações.

Com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a relevância do seguro no dia a dia, a CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras (da qual a FenSeg faz parte), lançou neste Carnaval a segunda fase de sua campanha institucional, intitulada “Seguros. Pra Tudo e Pra Todos”. A nova fase vai durar três meses e abrangerá ações em aeroportos, rádio e redes sociais, e pretende disseminar entre o público mais informações sobre os produtos e serviços do setor que são importantes para garantir proteção. Todos os conteúdos informativos e depoimentos com histórias reais estão disponíveis no hot site da campanha (https://segurospratodos.com.br/).

Chuvas extremas no litoral norte de SP podem afetar rating de seguradoras, diz Moody’s

A agência de risco Moody’s avalia que chuvas extremas no litoral norte de São Paulo vão afetar os perfis de crédito de seguradoras mais expostas à cobertura de automóveis e propriedades no Brasil. ainda assim, a agência de classificação de risco pondera que a baixa penetração de seguros no país é um fator de redução dos impactos da catástrofe para o mercado.

Segundo informa o Valor, o analista sênior da Moody’s local para o Brasil, Diego Kashiwakura, “os eventos recentes no litoral paulista sinalizam para as seguradoras de que o Brasil não está imune a eventos climáticos com elevado poder de destruição”. Ele pondera, no entanto, que “a baixa penetração de seguros no país mitiga, em parte, a exposição a eventos como esse”. 

Conforme o especialista, “observamos que as seguradoras mais expostas a cobertura de automóveis e de propriedade serão as que terão seus perfis de crédito mais afetados negativamente pelo evento”.

Litoral Norte: Porto Seguro fez mais de 1 mil remoções de veículos e levou mais de 400 clientes para casa

Litoral Norte seguradoras Porto Seguro

As fortes chuvas que atingiram o litoral norte de São Paulo desde sábado (18) deixaram um rastro de destruição e mortes. Várias seguradoras montaram planos de contingência para socorrer clientes e não clientes em situação de emergência. Marcelo Sebastião, diretor de assistência e sinistros da Porto, a maior do Brasil no segmento de veículos e residência, conta que entre domingo (19) e segunda (22), já foram feitos 1117 atendimentos de remoção e 411 remoção de clientes com táxi.

“A expectativa é de que teremos muito trabalho nas próximas duas semanas no atendimento aos nossos clientes. Neste primeiro momento, o atendimento está concentrado nos clientes de automóveis, mas certamente os clientes de seguro residencial devem nos acionar nesses próximos dias”, informou. No residencial, não há cobertura contra enchentes, mas algumas das assistências a ele associadas podem ser mais demandadas nas próximas semanas, como as de consertos a danos elétricos.

Veja a entrevista completa:

Tokio Marine se une à Gerando Falcões na ação #Tamojunto de socorro às vítimas no Litoral Norte de SP

Tokio Marine Seguradora

Fonte: Tokio Marine

Diante da catástrofe causada pelas fortes chuvas ocorridas no Litoral Norte Paulista no final de semana, a Tokio Marine aderiu ao movimento #Tamojunto, organizado pela ONG Gerando Falcões, por meio da doação de recurso financeiros que serão destinados à prestação de socorro às vítimas. A iniciativa, que envolve doação de itens de higiene, roupas, alimentos e infraestrutura e já arrecadou cerca de R$ 5 milhões, se soma a medidas que a Companhia, em linha com sua responsabilidade social, já vinha aplicando desde segunda-feira para auxiliar os Segurados locais, convidando Corretores, Clientes e Colaboradores a também prestarem solidariedade à região.

“Estamos muito sensibilizados com essa tragédia e não medimos esforços para prestar apoio à população local e aos Segurados vítimas das chuvas. A doação de recursos à ONG Gerando Falcões é mais uma das frentes pelas quais estamos atuando, uma forma de potencializar esse movimento solidário tão necessário”, afirma José Adalberto Ferrara, Presidente da Tokio Marine, lembrando que a Seguradora já vinha adotando uma série de iniciativas emergenciais, como a adoção de processos e a mobilização de equipes para agilizar atendimentos.

O recrutamento de profissionais para atuarem focados no Litoral Norte Paulista, incluindo alguns mobilizados das cidades de São Paulo, Mogi das Cruzes e São José dos Campos, tem sido essencial para atender as pessoas de forma ágil. Paralelo a isso, a Companhia vem realizando atualizações junto às bases para identificar os veículos que estão em seus pátios, de modo a auxiliar os reguladores que já estão no Litoral Norte.

Vistoriadores da Tokio Marine também já estão atuando em pátios de Caraguatatuba, Ubatuba e Bertioga, realizando verificações e direcionando casos de perda total (PT) para a central da Seguradora, também a fim de agilizar os processos. Com a lista de atendimentos, serão feitas as aberturas de sinistros em uma ação proativa e rápida junto a Corretores e Clientes. Nos casos de Perda Total, as indenizações poderão ser realizadas apenas com o documento de transferência, de modo similar ao adotado na Região Serrana do Rio de Janeiro no ano passado. Nas situações em que o veículo estiver sob os escombros, a Tokio Marine poderá antecipar a indenização mesmo sem a sua retirada. 

Até o momento, a Tokio Marine realizou 595 serviços de assistências nas cidades litorâneas, sendo 107 em Caraguatatuba, 251 em São Sebastião, 84 em Bertioga, 9 em Ilhabela, 69 em Ubatuba e 75 no Guarujá.

Confira abaixo outras ações implementadas pela seguradora, além das doações ao movimento #Tamojunto, da Gerando Falcões:

  • Envio de água e alimentos não perecíveis para as cidades atingidas; 
  • Transporte de veículos avariados para São Paulo por meio de uma plataforma que comporta até três carros por vez; 
  • Envio de dois caminhões e uma cegonha da base de apoio em São José dos Campos para o Litoral Norte com capacidade de transporte de até oito veículos;
  • Envio da base de Caraguatatuba de um caminhão-cegonha que comporta até 12 veículos para remoção dos carros até a capital;
  • Disponibilidade de pátio para recebimento dos veículos danificados;
  • Vistoria local dos veículos alagados;
  • Envio de 16 caminhões de São José dos Campos para auxiliar nas remoções (assim que as estradas de acesso à São Sebastião forem liberadas).

Os números de atendimento da Tokio Marine são:

  • WhatsApp: 11 99578- 6546
  • Central Assistência 24 horas: 0800 318 6546
  • SAC: 0800 703 9000

E buscando aumentar o volume de itens a serem doados para a população do Litoral Norte Paulista, a Tokio Marine convida a sociedade a também aderir ao movimento #Tamojunto. Para saber como fazer doações, basta acessar o link disponibilizado nas redes sociais da Seguradora.

Corretora Lockton faz alerta sobre perdas em decorrência da mudança climática global

Neste feriado de Carnaval, moradores do Litoral Norte de São Paulo enfrentaram chuvas fortes e intensas que infelizmente resultaram em mortes, desabrigados, desaparecidos e prejuízos financeiros milionários. Até o momento, foram confirmados 48 óbitos, sendo 47 em São Sebastião e um (1) em Ubatuba.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), diversas cidades brasileiras estão em estado de alerta em decorrência das chuvas. As regiões que supostamente serão atingidas pelas tempestades nos próximos dias fazem parte do Norte, do Centro-Oeste e, principalmente, do Sudeste. Uma porção do Sul também será atingida, com exceção dos Estados de Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

Em países do hemisfério sul, como o Brasil, por exemplo, surgem situações típicas da estação mais chuvosa do ano. Assim como aconteceu no Carnaval, diariamente, aumentarão as notícias sobre inundações, desmoronamentos, alagamentos, enchentes, desastres naturais, prejuízos financeiros e vítimas afetadas pelas fortes e intensas chuvas de verão. 

Previsões indicam que, ao longo de 2023, o La Niña se dissipará e dará lugar ao El Niño — ambos partes de um mesmo fenômeno atmosférico-oceânico —, mudando drasticamente o clima em todo o País. 

Tal fenômeno é caracterizado pela oscilação da temperatura da superfície do mar no oceano Pacífico Equatorial. Quando a região está mais fria caracteriza-se uma La Niña; quando está mais quente, há um El Niño.

Essa projeção deverá mudar completamente o panorama climático do Brasil, além de influenciar diretamente na estação chuvosa de 2023/2024.

Até lá, segundo especialistas, em outras palavras, o clima poderá prejudicar demasiadamente o Norte e o Nordeste brasileiro. Regiões que tendem a sofrer com as secas e a vivenciar problemas graves de abastecimento de água, por exemplo. 

Já as regiões Sul e Sudeste devem se beneficiar com um aumento das chuvas e da temperatura que podem ser favoráveis aos setores do agronegócio e da energia.

No entanto, a elevação na quantidade e no volume de chuvas ocasionará uma série de intempéries à sociedade. A natureza clama por socorro e demonstra sinais explícitos de que é preciso fazer algo para controlar o aquecimento global da Terra.

Elevação da temperatura global já causa eventos extremos

As chuvas intensas que atingiram municípios da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e diversos outros estados, nos últimos anos, confirmam um marco temporal definido, desde o fim dos anos 80, pelos relatórios do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental de Mudança do Clima da ONU). 

Tais relatórios indicavam que, a partir do ano de 2020, a ocorrência de eventos extremos seria mais expressiva. Embora houvesse episódios isolados de chuvas intensas nas últimas décadas, agora, os índices pluviométricos superam em apenas alguns dias a previsão de precipitação de todo o mês. 

Essa mudança climática gera padrões inéditos, para os quais o mundo, o Brasil e os brasileiros não estão preparados.

A chuva em números 

De acordo com estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM), entre outubro de 2017 e janeiro de 2022, as chuvas no Brasil causaram prejuízos que ultrapassaram R$ 55,5 bilhões.

Somente em 2022, até o início de dezembro, o País sofreu ao menos 11 grandes desastres causados por precipitação severa. Nesse período, foram registradas 386 mortes e cerca de 232.530 pessoas foram afetadas por enchentes e/ou deslizamentos país afora.

No último mês do ano, diversos municípios decretaram Estado de Calamidade Pública ou Situação de Emergência. Por consequência das fortes tempestades e da falta de planejamento urbano, inúmeras pessoas morreram e milhares ficaram desalojadas e desabrigadas. 

Por falta de infraestrutura, boa parte dos custos e dos prejuízos financeiros desses eventos climáticos não são estimados pelas autoridades brasileiras ou pelas seguradoras. 

Quem paga a conta?

Diante de um clima cada vez mais instável, as áreas de risco só aumentam. Isso exige planos de adaptação. Seja por meio de novas políticas públicas ou por intermédio da própria sociedade.

Enquanto isso, a economia registra prejuízos bilionários que são contabilizados pelo Estado e por empresários, varejistas, agricultores e milhares de cidadãos brasileiros. No final, quem arca com os custos desses eventos?

Cada situação deve ser analisada individualmente. Dependendo da ocorrência pode ser possível acionar o Poder Público municipal (prefeitura) e estadual na Justiça, pois a Constituição Federal prevê que a Administração Pública deve garantir o desenvolvimento urbano de forma segura e a adoção de medidas necessárias à redução dos riscos de desastres.

Vale ponderar que uma ação na Justiça nestes casos não é tão simples, daí a importância de consultar sempre um advogado antes de adotar qualquer medida contra o Poder Público.

Uma alternativa pode ser recorrer ao seguro residencial ou patrimonial, no caso de empresas. De acordo com a FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), do total de domicílios registrados no Brasil, somente cerca de 16% têm seguro residencial. Em contrapartida, apesar de obrigatório, apenas 25% das pessoas jurídicas no País possuem seguro, segundo o Sincor-SP.

Para o especialista em gestão de riscos, Eduardo Sampaio Martins, diretor comercial e de filiais, responsável pela divisão de Risk Solutions na Lockton do Brasil, o pouco conhecimento sobre seguro e a falta de fiscalização nos estabelecimentos são motivos para a baixa adesão por parte das empresas.

“Infelizmente, não faz parte da cultura do brasileiro a obtenção dos variados tipos de cobertura que as seguradoras podem oferecer. No caso do seguro patrimonial, por exemplo, a maioria das empresas conhece apenas os seguros contra incêndio, que é obrigatório por lei”, explica.

O especialista complementa que pequenas e médias empresas só têm acesso a uma apólice de seguro quando fazem algum tipo de empréstimo no sistema bancário. Nesta ocasião, normalmente, são apresentadas opções que trazem garantia de pagamento e que preservem os bens de ambas instituições”, diz.

Martins esclarece, ainda, que não basta ter uma apólice de seguro patrimonial para que a seguradora se responsabilize por prejuízos causados por fatores naturais como chuva, por exemplo.. 

“Aqueles que querem proteger a sustentabilidade do negócio, devem ficar atentos aos riscos trazidos por essas mudanças climáticas. Regiões que nunca alagaram, nos últimos anos, começaram a sofrer com esses fenômenos. Não basta fazer um seguro, é preciso contratar a cobertura acessória de Alagamento/Inundação, em suas apólices de seguro patrimonial”, explica o profissional.

Ter seguro não é garantia de cobertura

Boa parte das empresas socialmente conscientes, sustentáveis e corretamente gerenciadas  já adotam boas práticas de ESG — Environmental (Ambiente), Social (Social) e Governance (Governança Corporativa) —, e visam a continuidade de seus negócios. Isso inclui planos de resposta a emergências, como é o caso dos imprevistos ocasionados pelas chuvas.

O especialista em gestão de riscos pontua que os seguros contra fenômenos da natureza podem ser onerosos e, muitas vezes, o empresário tem uma visão distorcida em relação ao preço e às garantias. “É preciso pensar a longo prazo, os custos mensais de uma cobertura sob medida são bem menores que o prejuízo gerado pela perda do patrimônio. O seguro tem que ser visto como um investimento, não um custo”, afirma Martins.

Uma regra para cada caso

Desde que previsto em contrato, as seguradoras se propõem a cobrir os sinistros causados por fenômenos da natureza, como a chuva. Daí a importância de sempre verificar quais coberturas estão de fato incluídas na apólice de seguros. Seja nas residenciais, auto ou patrimoniais.

Segundo Daniel Kaneko, diretor de Property da Lockton, mediante à contratação de uma cobertura adicional, as seguradoras fazem uma análise específica, in loco, para cada risco avaliado. “São avaliadas as probabilidades de alagamento e inundações. Cada caso é analisado isoladamente”, comenta.

No momento dessa vistoria prévia para contratações de coberturas acessórias, nas apólices de seguro patrimonial, as seguradoras levam em consideração as seguintes probabilidades:

Alagamento: acúmulo momentâneo de águas no estabelecimento em decorrência de entrada d’água, provenientes de aguaceiro, tromba d’água ou chuva, seja ou não consequente de obstrução ou insuficiência de esgotos, galerias pluviais, desaguadouro e similares.

Inundação: águas no estabelecimento resultante do aumento do volume de água de rios e canais alimentados por esses rios.

Com base nessas inspeções, se identificado um maior risco a danos decorrentes de desastres causados por água, seja por Alagamento ou Inundação, a seguradora estipula um valor para o prêmio dessa cobertura e determina uma série de recomendações, “que vão desde a instalação de alarme de nível de rio, até a instalação de comportas para resguardar bens e ativos, que estejam mais suscetíveis a danos”, explica Kaneko.

“É óbvio que a sociedade precisa antever os riscos e mudar seu padrão de comportamento com o meio ambiente. Só isso trará uma verdadeira mudança nas perspectivas climáticas das próximas décadas. No entanto, até lá, é necessário que essas informações cheguem ao conhecimento público. Munidos dessas soluções, os cidadãos poderão adotar medidas estratégicas que resguardem as empresas financeiramente e ajudem a população a mitigar, de certa forma, tais situações de riscos”, alerta Eduardo Martins.

InfoMoney estreia cobertura especial sobre o setor de seguros

O InfoMoney acaba de lançar uma nova área de cobertura jornalística: uma vertical sobre seguros 👏 🙌 🙏 . O lançamento faz parte da nova estratégia do portal, de criação de projetos especiais ancorados em temas de grande interesse dos leitores. Eu, Denise Bueno, terei o prazer em colaborar com a equipe formada por @Dhiego Maia, Gilmara Santos e Jamille Niero. O vídeocast contará com a minha participação e também serei a nova integrante do time de colunistas do InfoMoney, com textos publicados quinzenalmente no portal.

A cobertura será dividida entre as reportagens diárias em texto, que já estão sendo publicadas no InfoMoney e que têm foco em serviços, um videocast quinzenal sobre o assunto, o Tá Seguro, além de guias e e-books. Todo o projeto é apoiado pela CNSeg (Confederação Nacional das Seguradoras), XP Seguros e BB Seguros.

Sugestões de pautas serão muito bem vindas.

Leia a matéria na íntegra no portal do Infomoney.