JPMorgan revisa estimativas para IRB (IRBR3) e Qualicorp (QUAL3) após resultados do 4º trimestre

Fonte: InfoMoney

O JPMorgan atualizou suas estimativas de lucro para o ressegurador IRB Brasil (IRBR3) e para Qualicorp (QUAL3) após incorporar os resultados referentes ao quarto trimestre do ano passado.

O IRB anunciou prejuízo líquido de R$ 38,8 milhões no quarto trimestre de 2022, queda de 89,5% na comparação com o mesmo período de 2021.

Em seu release de resultados, a empresa explicou que o número foi impactado pelo resultado negativo de subscrição de R$ 152,8 milhões, parcialmente compensado pelo resultado financeiro positivo de R$ 153,0 milhões.

Com base nesses resultados, o banco americano optou por cortar em 80% a estimativa de lucro do IRB em 2023, para R$ 27 milhões, “principalmente devido ao menor crescimento de receita e melhoria mais lenta do que o esperado na taxa de perdas”, destaca. Para 2024, reduziu as estimativas de lucro em cerca de 50% para R$ 119 milhões, também como resultado de maiores sinistros.

De forma geral, analistas acreditam que recuperação está mais próxima agora e os múltiplos estão mais consistentes com a faixa justa estimada em torno do valor contábil, o que levou o banco a manter recomendação neutra para as ações do ressegurador, com novo preço-alvo de R$ 25, para refletir o recente grupamento de ações na proporção de 30 para 1.

O JPMorgan também revisou suas estimativas para Qualicorp para incorporar os resultados do 4T22, que “foram ruins, como esperado, (e contaminados), com a empresa registrando um lucro por ação (EPS, na sigla em inglês) ajustado de R$ 0,08, abaixo das expectativas do banco e do consenso”, diz relatório do JPMorgan.

Em geral, devido à deterioração dos resultados operacionais de curto prazo e despesas financeiras mais altas, o banco cortou a estimativa de EPS para este ano em 33%, para R$ 0,30/ação e em 1 centavo para R$ 0,50 por ação em 2024.

No entanto, o banco disse que não mudou suas expectativas de médio e longo prazo para a Qualicorp e mantém recomendação neutra e preço-alvo para dezembro de 2023 de R$ 5.

Em termos de operação, o JPMorgan destaca que a Qualicorp possui uma nova estratégia de crescimento que consiste em 1) afastar-se de altos volumes de adições brutas, especialmente planos de menor valor, enquanto 2) direciona planos de classe média a alta, que são os que apresentam menor churn.

“A nova estratégia de crescimento da Qualicorp deve impulsionar a geração de fluxo de caixa livre enquanto traz mais resiliência aos resultados de longo prazo”, explicam analistas. “Por outro lado, no curto prazo, a empresa deve ver uma potencial queda em sua base de membros, limitando a visibilidade do crescimento real, enquanto os níveis de rentabilidade devem ser estruturalmente mais baixos do que no passado.”

Na avaliação do JPMorgan, a empresa está bem posicionada para capturar a rápida mudança para uma população mais velha no Brasil, capturando uma população que normalmente perde benefícios de saúde quando se aposenta.

Por fim, analistas veem a Qualicorp com um ritmo de crescimento de receita de 1% nos próximos cinco anos, o que, na opinião deles, sustenta sua avaliação descontada.

Seguro protege painel solar de eventos climáticos, incêndio e roubo; veja preços e como contratar

Fonte: Gilmara Santos, InfoMoney

O preço da energia elétrica tem pesado no bolso dos brasileiros. Apesar de ter dado uma trégua no ano passado com a redução da carga tributária, a conta de luz acumula alta de 70% nos últimos oito anos (entre 2015 e 2022), conforme dados da Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia). Para se ter uma ideia, no mesmo período, o IPCA, índice oficial de inflação, apresentou elevação de 58%.

Diante disso, muitas pessoas físicas e jurídicas estão buscando a energia solar para reduzir as despesas com a conta de luz fornecida pelas distribuidoras. A estimativa é de diminuição de até 95% nas despesas com energia elétrica para quem opta pela placa solar. Da mesma forma que mais brasileiros querem essa energia alternativa, cresce também a busca por seguro para os equipamentos solares, que cobre danos materiais e acidentes com causas externas.

“Mesmo no pós-pandemia, o home office tem crescido cerca de 30%. Consequentemente, a energia ficou cada vez mais cara, o que tornou a opção de um sistema fotovoltaico mais vantajoso a longo prazo”, avalia Jarbas Medeiros, diretor executivo de ramos elementares da Porto Seguro.

O que é?

O seguro para painéis solares tem a finalidade de cobrir os equipamentos e placas solares em casos de incêndio, roubo e furto ou fenômenos naturais. Pode ser residencial, comercial ou para fazendas solares.

“A energia solar vem crescendo no país e é importante que a proteção a esses equipamentos acompanhe essa tendência. Por serem aparelhos que exigem investimentos robustos, é fundamental que, no momento da compra, sejam avaliadas as vantagens e os benefícios que o seguro desses equipamentos tem a agregar para o segurado”, comenta Igor Di Beo, vice-presidente técnico da HDI Seguros.

“Vale destacar que os eventos de roubo e furtos simples [envolvendo placas solares] têm se tornado mais frequentes e que em ambos os produtos [engenharia e operações] esta cobertura encontra-se disponível para contratação”, diz Sandro Povegliano, diretor de property e riscos de engenharia da EZZE Seguros.

Leia o texto completo no portal do Infomoney, na vertical Seguros, escrito pela jornalista Gilmara Santos.

OAB-SP cria página para agrupar aulas do Programa de Formação em Seguro

A Comissão Especial de Direito do Seguro e Resseguro da OAB/SP, presidida por Ernesto Tzirulnik, organizou uma página com as aulas ministradas on-line, sem custo algum, do Programa de Formação em Direito do Seguro, coordenado por Walter Polido e que contou com o engajamento de diversos membros da Comissão. São mais de 21 temas debatidos.

Quem tiver interesse, encontrará material farto sobre os principais debates que envolvem jurídico e seguros. A Comissão conta hoje com mais de 100 membros. Duas mulheres como vice-presidentes Juliana Lopes Decausseau Machado e Inaê Siqueira de Oliveira. Luiza Bartolo é a secretária que organiza tudo.

Os colaboradores e consultores têm como norte de atuação proporcionar a melhor compreensão do direito do seguro e resseguro por todos os advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil, notadamente a advocacia paulista, o público assistido pela OAB e a sociedade em geral.

Os trabalhos estão divididos em subgrupos, coordenados por Carlos S. Leal de Carvalho; Gustavo de Medeiros Melo; Nei Vieira Prado Filho; Raíssa Livalati Barbosa Abbas Campelo; Walter Polido e Wolf Ejzenberg.

A Comissão está organizando a retomada do Programa, ainda neste semestre, com expectativa de início das aulas em maio, sobre novos e variados temas.

Aconseg-SP é a primeira associação a firmar uma parceria de educação continuada com a ENS

Fonte: Aconseg-SP

A Aconseg-SP e a Escola de Negócios e Seguros (ENS) selaram, em 4 de abril, uma parceria inédita no mercado de seguros. Com a ação, que consiste em oferecer bolsas de estudos para a qualificação dos profissionais que atuam nas assessorias em seguros, a Aconseg-SP é a primeira associação em todo o Brasil a firmar uma parceria de educação continuada com a ENS.

Com a parceria, as assessorias em seguros oferecerão bolsas de estudos ao seus colaboradores em cursos livres, que vão de técnicas de vendas de produtos específicos a marketing digital e mídias sociais. 

A trilha dos cursos livres será customizada e já está sendo formatada por Rodrigo Matos, superintendente da Regional São Paulo, e Valéria Graciano, coordenadora de Ensino Técnico da ENS.

A primeira turma está prevista para a segunda quinzena de maio deste ano. 

Segundo Helio Opipari Junior, presidente da Aconseg-SP, a iniciativa tem como propósito aprimorar o conhecimento dos colaboradores das assessorias para melhor auxiliar os corretores no atendimento a um consumidor cada vez mais exigente.

“A parceria com a ENS é um sonho antigo – do período da gestão de Marcos Colantonio, atual presidente do Conselho -, que está sendo realizado. Acreditamos no conhecimento e na qualificação como base para o crescimento. O momento vivido pelas assessorias favorece muito a entrada em um projeto importante como esse. Temos 720 colaboradores e 18 mil corretores, ou seja, um universo enorme para trabalhar”, destaca Opipari Junior.

“Agradecemos a oportunidade de a Escola estar junto da Aconseg-SP e, evidentemente, de todas as assessorias. O mote da Escola não é engessar, mas sim dar acesso à educação. Queremos trazer para o mercado algo que vai fazer a diferença na vida dos profissionais. As consequências serão produtividade, venda e conquista de novos segurados. Tudo isso passa pela educação”, comenta Rodrigo Matos.

Opipari Junior lembra que, no passado, quando a diretoria da Aconseg-SP pensou em promover capacitação para seus colaboradores e corretores parceiros, defendeu a importância de se aliar à ENS. “A Escola é nota máxima no MEC e oferece em seu portfólio mais de 300 cursos. Estamos fazendo um upgrade muito grande ao nos aliarmos à ENS para oferecer mais capacitação aos nossos colaboradores”, comemora o presidente.

Cultura do seguro

Inclusive, sob a ótica da educação, a iniciativa vai ao encontro do que preconiza o Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS) apresentado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em março.
“A Aconseg-SP é a entidade que está liderando a qualificação que vai ao encontro do PDMS apresentado pela CNseg, cuja matriz é divulgar, de forma ampla, a cultura do seguro para o brasileiro. A partir do momento que a CNseg lidera o incentivo para que todos os brasileiros tenham o seu seguro, precisamos ter equipes capacitadas para atender a esse segurado”, explica Matos sobre a importância da iniciativa da associação.

Ruptura do segurês

Hoje, os cursos livres da Escola que têm a temática técnicas e abordagens de vendas já trabalham uma linguagem simples de comunicação com o segurado.
“Atualmente, já estamos trabalhando a ‘disruptura’ do segurês com os nossos professores. Eles já trabalham com casos práticos para que a pessoa entenda a contextualização sem entrar em palavras difíceis que a grande maioria desconhece”, comenta Valéria.
“O segurês é tratado de forma objetiva nos cursos livres de Técnicas de Vendas. Embora o corretor tenha a necessidade de entender o segurês, a Técnica de Venda já tem uma comunicação para o segurado”, acrescenta Matos.

Corretora Alper fecha parceria e estreia em consórcio

Fonte: Alper

A Alper Consultoria de Seguros fechou parceria com a Unifisa Administradora de Consórcio, especialista no segmento, e lançou a Alper Consórcio. A nova empresa já nasce com uma grande expertise e atuando em áreas estratégicas, como: consórcio de imóveis, autos, caminhões, aeronaves, náuticos, offroad, instrumentos musicais entre outros. 

A Unifisa tem mais de 27 anos de atuação no segmento de consórcios e tornou-se uma das mais versáteis do mercado, disponibilizando um portfólio diversificado de planos, além de oferecer soluções customizadas para necessidades específicas de seus clientes.

De acordo com o vice-presidente de Auto/Frota da Alper, Antonio Azevedo, essa parceria é mais um passo no objetivo da companhia de se tornar cada vez mais uma empresa de multicanais. “Faltava para nós um produto financeiro de grande relevância no mercado, voltado para a aquisição de bens móveis e imóveis. Fomos para o mercado e identificamos a Unifisa, uma empresa com excelentes níveis de compliance, com um portfólio de todos os produtos disponíveis para comercialização, concluímos a parceria e, agora, estamos trabalhando no modelo White Label, usando nossa marca Alper Consórcio, junto com a expertise da Unifisa”, explica.

Esta parceria alinha um time de alta performance com o que há de melhor em suporte e serviços para consórcio.  Com um amplo portfólio de produtos em diferentes segmentos, a Alper Consórcio passa a contar com uma solução completa, segura e inteligente no segmento de consórcios. 

“Em nossa estratégia de expansão, ter um parceiro como a Alper nos traz mais tranquilidade em concretizar nossos objetivos. Além de estarmos alinhados como empresas no propósito de transformar vidas e impulsionar negócios. A Unifisa sempre se manteve na vanguarda do setor, seja pela sua eficiente gestão ou pelo seu espírito inovador”, afirma Luiz Savian, sócio-diretor da Unifisa Administradora de Consórcio

Assim como a Alper, a Unifisa investe continuamente em áreas fundamentais, como tecnologia, gestão da informação, desenvolvimento de produtos exclusivos e treinamento profissional. 

Azevedo ressalta ainda que a expectativa é grande para o segmento. Ele lembra, por exemplo, que a taxa básica de juros, a Selic, está em 13,75% ao ano, o que acaba dificultando o acesso ao crédito para a aquisição de bens móveis e imóveis e, neste sentido, o consórcio acaba sendo uma alternativa. 

Segundo dados da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (ABAC), no ano passado foram cerca de 4 milhões de adesões aos mais diversos tipos de planos oferecidos. Passando da marca de R$ 252 bilhões em créditos, o produto se mantém em alta prospectando excelentes expectativas para 2023.

Podcast: Tatiana Cerezer, da Mapfre, entrevista Denise Bueno

PODcast denise bueno

Obrigada Tati Cerezer pela oportunidade! Muito bom ser entrevistada por você! Quem quiser ouvir ou assistir, basta clicar abaixo ou no link do YouTube.

Austral Seguradora e Sompo investem em seguros marítimos

Os seguros marítimos, que inclui riscos de petróleo e gás, chamam a atenção de seguradoras de grandes riscos. Setor de óleo e gás movimentou R$ 1,6 bilhão em seguros no País em 2022. A Sompo Seguros criou uma área de petróleo e gás, de olho no potencial de crescimento em apólices voltadas a esse mercado, e que terá Thais Delazari como gerente. Ela tem 15 anos de experiência no segmento, e em 11 deles, esteve no IRB Brasil Re, que é líder em resseguros para o setor.

Já a Austral Seguradoras nomeou Narely Nicolau de Paula para o cargo de gerente de Subscrição de Specialty. Ela continua à frente da linha de negócios de Riscos de Petróleo, da qual a companhia detém 55% de market share, com cerca de R$ 850 milhões em prêmio emitido, se mantendo na liderança nacional pelo quarto ano consecutivo. A novidade é que a carteira de Marine da Austral Seguradora também passa a ser comandada pela executiva.

A Sompo é hoje a quinta colocada em seguros corporativos no mercado brasileiro, e quer chegar à terceira posição em cinco anos. O ramo de petróleo e gás é um dos pilares da estratégia da Sompo, diante dos novos investimentos em exploração pela Petrobras e por grandes petroleiras globais, além das empresas de menor porte.

Neste ano, o objetivo da Sompo é chegar a R$ 100 milhões em prêmios emitidos no segmento. Em 2022, o setor de óleo e gás movimentou cerca de R$ 1,6 bilhão em seguros no Brasil, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep). A decisão de avançar na área foi tomada em 2022, durante a revisão da estratégia de longo prazo da companhia.

Narely é formada em Engenharia de Petróleo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e The University of Kansas (KU), e especialista em Engenharia de Sistemas Submarinos e Offshore pela Coppe-UFRJ, Narely trabalha na companhia desde 2014.

Será gestora de duas carteiras estratégicas para a companhia, uma vez que o nicho detém atualmente a segunda posição de mercado no segmento de Riscos Marítimos corporativos no Brasil. Narely pretende manter a excelência que a empresa desempenha e é reconhecida junto aos clientes. 

“A expectativa do país é de concentrar US$ 150 bilhões de investimento no setor de Exploração e Produção até 2030, aquecendo a cadeia de suprimentos e de apoio offshore, onde a contratação de seguros marítimos ganha impulso. Portanto, é um novo momento em que pretendo reforçar a atuação da companhia explorando a intersecção de conhecimento entre as áreas de negócio”, declara. Além de trabalhar com olhar no futuro, Narely se prepara para o cenário de transição energética.

Artigo: A comunicação que movimenta uma cultura no mercado de seguros

Por Regina Macedo, Superintendente de Comunicação e Análise de Mercado do Grupo Bradesco Seguros 

Qual o papel da comunicação? Começo essa reflexão com uma pergunta complexa e relevante para a nossa discussão. A comunicação permeia as relações humanas, desde os primórdios nas suas mais variadas formas, sempre foi essencial, por meio dela os seres humanos e os animais compartilham diferentes ideias e informações entre si, tornando a ação uma atividade crucial para a vida em sociedade.  É como o laço que nos une, que nos conecta e que nos permite trabalhar em conjunto, seja por meio da voz, escrita ou linguagem de sinais. Sem ela dificilmente algo grandioso seria construído. Digo isso porque, apesar da relevância do esforço individual, é na cooperação que crescemos como humanidade, unindo esforços e caminhando juntos, rumo ao progresso.  

Pensando nas organizações, a relevância da comunicação não poderia ser diferente e, portanto, se mostra fundamental para que qualquer desafio seja bem-sucedido. De dentro para fora, ela contribui com toda a construção de valor de uma marca frente ao seu público-alvo. E, ao olharmos para o mercado de seguros, setor no qual atuo há quase 10 anos, vejo que seu papel tem um propósito ainda maior, visto que, mais do que comunicar os diferenciais de um produto ou serviço, a comunicação contribui para disseminação de uma cultura ainda incipiente na sociedade, ampliando a consciência da população em torno da importância do seguro para a proteção.  Mas, mesmo com um papel tão relevante nesse mercado, acredito que ainda há espaço para que o ato seja aprimorado e atinja a sociedade plural que temos de maneira mais personalizada e precisa, levando em consideração as diferentes faixas etárias, etnias e classes sociais. Dando sequência, antes de falar sobre como podemos trabalhar a comunicação no mercado, gostaria de retomar um pouco na história do seguro.  

Para quem não sabe, há registros da origem do seguro, claro que de maneira  rudimentar, na Mesopotâmia, mais de 2 mil anos antes de Cristo, quando condutores de caravanas firmavam contratos de seguros para proteção de seus animais de carga. Com um histórico tão longo de existência, é de se pensar que todos já deveriam saber da sua importância, não é mesmo?  Ao longo desse período, muitos paradigmas sobre o seguro já foram criados,  no Brasil o produto passou ai a ser visto como um custo e não como uma opção de investimento para o futuro, diferentemente da realidade em muitos outros países no mundo, que já tem essa cultura muito mais estabelecida.   

Nesse cenário, não há como negar que o seguro é imprescindível em qualquer período ou década, tanto é que sua existência, ainda que vista de outras perspectivas, sempre perdurou na sociedade. E a comunicação tem participado como uma grande aliada para desmistificar as percepções contrarias  e conscientizar a população, levando em conta a necessária diversificação das mensagens e canais.   

Mesmo com uma grande evolução, que acompanhou o desenvolvimento desse mercado ao longo das décadas, ainda há espaço para aprimorarmos a comunicação e atingirmos cada vez mais a nossa missão como securitários e atuantes na área de comunicação. Nesse sentido, é preciso marcar presença do e-mail corporativo ao vídeo do TikTok, da feira agropecuária ao festival de música, do ponto de ônibus à área VIP do aeroporto, para, de fato, podermos impactar e conscientizar o maior número de pessoas. Devemos desenvolver mensagens que exponham a importância dos produtos do meio, tocando cada indivíduo de um país tão culturalmente rico e diverso como o Brasil.  

Costumo dizer que o seguro é previsibilidade e segurança em um mundo extremamente incerto; é não ser surpreendido; é saber que se algo acontecer com você ou sua família há como enfrentar as adversidades de uma forma melhor; é saber que sua empresa estará segurada, caso algum imprevisto ocorra. É nesse cenário que devemos, como profissionais de comunicação atuantes neste mercado tão poderoso, direcionar os nossos esforços para que, cada vez mais, pessoas conheçam os seus benefícios e consigam levar a  vida com mais tranquilidade.  

Marcelo Blay e Manes Erlichman passam a ser “senior advisors” na Creditas

Depois de quase dois anos da compra da Minuto Seguros, a Creditas conclui a aquisição. Segundo comunicado, Marcelo Blay e Manes Erlichman, fundadores da Minuto Seguros em 2011, assumem agora posição de Senior Advisors, deixando os respectivos papéis executivos na Creditas.

“Na capacidade de consultores, Marcelo e Manes contribuirão com sua profunda expertise no mercado de Seguros no qual está inserida a Minuto, uma empresa Creditas desde 2021”, informa a nota.

Em julho de 2021, a Creditas adquiriu a corretora de seguros com mais de R$ 250 milhões em prêmios anuais e 160 mil clientes, tendo mais de 15 seguradoras parceiras na cotação online. Também conta com contratação e renovação digitais, administração de sinistros e atendimento pós-venda. Ao todo, a Minuto tinha 350 funcionários, que foram integrados aos 2,5 mil funcionários da Creditas.

Em recente entrevista, o CEO da Creditas, Sergio Furios, criada em 2012, afirmou estar dedicada a reduzir o prejuízo e projeta equilíbrio ainda em 2023. A fintech anunciou em março uma reestruturação do seu centro de recondicionamento de automóveis, localizado em Barueri, na região metropolitana de São Paulo.

Com o movimento, 95 funcionários diretos foram demitidos, mas a empresa prometeu um esforço para realocação dos impactados nas empresas terceirizadas que agora serão responsáveis pela manutenção de veículos.

Em entrevista ao Estadão, Furio complementou que a empresa entra em um novo tempo, focando na venda direta entre os clientes, sem a intermediação de lojas físicas. Por isso, três de suas seis unidades serão fechadas nas próximas semanas, incluindo espaços físicos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A Creditas é uma das principais startups de concessão de empréstimos por meio de garantia no país. Dentro da categoria unicórnio, onde estão outros pares avaliados em mais de US$ 1 bilhão, a empresa foi uma das únicas a resistir ao movimento de demissões em massa que acontecem no setor desde agosto do ano passado.

Bradesco Saúde registra crescimento de 60% na base de beneficiários de planos regionais

flavio bitter bradesco saude

Fonte: Bradesco

A Bradesco Saúde registrou crescimento de 60% no número de segurados em relação ao ano anterior, superando a marca de 160 mil pessoas, com crescimento em praticamente todos os mercados. O bom desempenho é creditado, em parte, aos produtos desenvolvidos para atender às necessidades de cada praça, com cobertura nacional. Em comparação ao ano de 2019, período pré-pandemia, o aumento na base de segurados da Bradesco Saúde atendidos por planos regionais em todo o país é ainda mais expressivo: 84%.  

O destaque fica por conta do plano Efetivo, que tem alavancado as vendas. Lançado em 2017, e disponível para empresas de todos os perfis e tamanhos, a partir de três pessoas, esse produto já está presente em versões locais em 18 mercados, que correspondem a mais de 80% do PIB nacional. Além de contar com rede dimensionada para a realidade local, esse produto conta com uma relação custo-benefício atraente para as empresas, ampliando a mais pessoas o acesso ao plano de saúde.  

“A diversificação do portfólio vem se comprovando uma estratégia muito bem-sucedida, com destaque para a regionalização dos produtos. Ao olhar para as necessidades específicas de cada lugar e trabalhar em parceria com as redes assistenciais locais, conseguimos levar a diferentes mercados produtos de acordo com o que aquela população deseja, ao mesmo tempo em que garantimos cobertura nacional sempre que o cliente precisar”, destaca Flávio Bitter, diretor-gerente da Bradesco Saúde, em comunicado.

Sul e Sudeste, números crescentes

Na região Sudeste, o Rio de Janeiro desponta como estado de maior expansão em 2022. A base de segurados fluminenses atendidos por planos regionais mais que dobrou de tamanho no último ano, com avanço de 134%.  

São Paulo — o maior mercado da Bradesco Saúde — e Minas Gerais registraram o mesmo percentual robusto de crescimento da base de beneficiários na comparação entre 2022 e o ano anterior: 46%.  

No mercado paulista, estão disponíveis os produtos Efetivo São Paulo — voltado para a capital e a região metropolitana — e Efetivo São Paulo Interior, que abrange mais de 130 municípios. Já o Efetivo Minas Gerais conta com prestadores locais que são referência em diversas regiões do estado, da capital Belo Horizonte a cidades como Betim, Nova Lima, Juiz de Fora, Uberlândia e Montes Claros.  

Na região Sul, Santa Catarina registrou crescimento de 27,5% na base de beneficiários atendidos por planos de saúde regionais. O desempenho também foi influenciado pelo plano Efetivo, que tem entre os prestadores locais os hospitais Baía Sul, em Florianópolis, e Dona Helena, em Joinville.  

Base dobra na Bahia e no Distrito Federal

Na Bahia e no Distrito Federal, a Bradesco Saúde duplicou sua base de beneficiários atendidos por planos regionais. Nesses dois mercados, foram registrados avanços de 101,6% e 96%, respectivamente, com as contribuições dos planos Efetivo Bahia e Efetivo DF.

Entre parceiros locais da Bahia estão os hospitais Português e Santo Amaro, em Salvador, além de prestadores reconhecidos em cidades como Feira de Santana, Lauro de Freitas, Vitória da Conquista e Itabuna. Na capital federal, o destaque da rede Efetivo fica por conta dos hospitais do Grupo Santa. 

Outros dois mercados com alta expressiva na base de segurados de planos regionais no Nordeste são a Paraíba, com expansão de 77%, e Pernambuco, com 37%. O Efetivo Paraíba tem entre os prestadores da rede referenciada em João Pessoa nomes como o Hospital Nossa Senhora das Neves e a Clínica Santa Clara. O Efetivo Pernambuco tem como destaque a parceria com o Real Hospital Português.