Corretora de seguros Inter anuncia Dalve Ortolani como CCO e novos investimentos na estrutura

corretora inter

Fonte: Inter

A partir desta segunda-feira, 3, a corretora Inter Risk Services, uma empresa do Grupo Amwins, tem um novo CCO. Dalve Ortolani, ex-CEO da Howden Re, e com um histórico na sua carreira como CCO da THB, vice-presidente da AON e underwriter da Allianz, onde iniciou sua carreira no mercado de seguros há 26 anos.

Dalve assume a posição de liderança dos times comerciais do broker de seguros e resseguros sediado no Rio de Janeiro. O anúncio veio acompanhado de uma marca histórica e a adição de reforços com a contratação de altos executivos nas operações do Rio, São Paulo e Salvador. Um destaque importante que no quadro da empresa: 51% dos colaboradores são mulheres, e 54% das posições de liderança também ocupadas por elas.

Formado em engenharia civil, tem MBA pela FGV e fez sua extensão internacional na Universidade da California/Irvine. Em seu currículo, soma-se também especialização em Finanças para Executivos pela renomada Universidade Insead na França, e especialização em negociação comercial por Harvard.

“Me sinto energizado e pronto para conduzir novos tempos a frente de um time que já vem alcançando resultados expressivos e de grande crescimento, sendo amplamente reconhecido pelo mercado nacional e internacional além de seus clientes. Estou muito feliz e honrado em voltar a trabalhar com os executivos que já conheço há mais de uma década”, afirma em nota.

Dalve revela ainda os próximos passos. “Devemos anunciar em breve um pacote de expansão com novas contratações, uma nova sede para o escritório da Inter em São Paulo, e um plano arrojado de investimentos e capilarização da empresa nas grandes capitais brasileiras fora do eixo Rio-São Paulo.”

Chegada de executivos – A Inter também anunciou hoje Marco Antonio Campos como diretor da nova área de Power. Há 40 anos no setor, tem grande expertise na gestão, negociação e colocação de resseguros e seguros de riscos industriais nas áreas de geração de energia, mineração, siderurgia e celulose, incluídas as áreas de riscos de engenharia. Construiu sua sólida carreira em grandes brokers como Marsh (por mais de 35 anos) e JLT.

Cristina Vieira, executiva de longa data da Porto Seguros e ex-Howden, assume como nova gerente de resseguros e Gisele Queiroz, na corretora desde 2019, torna- se diretora de P&C.

Com a nova estrutura, Fernando Coelho torna-se CSO (Chief Strategic Officer), apoiando o CEO Mario Faria Jr diretamente na condução da estratégia da companhia na matriz, além de manter a liderança como MD de P&C, Linhas Financeiras e Benefícios. “A Inter é cada vez mais uma alternativa competitiva e diferenciada no atendimento de riscos complexos com uma equipe altamente especializada e reconhecida pelo mercado. Nossa estratégia está focada em prover soluções customizadas trazendo as melhores condições locais e internacionais”, revela Coelho.

MetLife marca presença no Insurance Experience XP pelo 3º ano consecutivo

metlife xp seguros
Carlos Eduardo Fernandez - Head Comercial XP, Marcelo Tomei – VP Comercial de Parcerias MetLife, Gustavo Pires - Sócio e Diretor Execeutivo XP, Caio Peres - Sócio e Head Inside Sales XP, André Iziquiel - Superintendente Comercial de Parcerias e Novos Negócios MetLife, Roberto Teixeira - Sócio e Head da XP Seguridade, Rodrigo Saldanha - Head de Produtos e Comercial XP

Fonte: MetLife

Entre os dias 17 e 20 de março, aconteceu a 3ª edição do Insurance Experience XP 2023, em Punta del Este. O evento, realizado pela XP, tem o objetivo de discutir novidades sobre o mercado segurador, além de reconhecer os profissionais que mais venderam seguro e previdência no último ano. 

Durante o evento, o Superintendente Comercial de Parcerias da MetLife, André Iziquiel, fez uma apresentação sobre o panorama do mercado de seguro de vida no Brasil para os mais de 300 profissionais presentes, de 25 escritórios de investimento de todo país. Na palestra ele abordou como o mercado se posicionou cobrindo as indenizações de COVID, mesmo com cláusulas de exclusão de pandemia e epidemia nas apólices; a evolução tecnológica nas análises e pagamento dos sinistros; a alta liquidez e segurança que o mercado segurador oferece para os clientes.

Além disso, alguns outros temas foram destaque, como:

– Arrecadação – em 2022, a arrecadação do Seguro de Vida teve um crescimento de +15,1%, o que equivale a cerca de R$ 27 bilhões. Isso se deu graças a maior oferta de solução com maior margem; a procura por serviços financeiros; a evolução tecnológica X Melhor experiência para parceiros e clientes; e a criação de uma nova jornada de comunicação com o cliente: mais fácil, ágil e segura.

– Sinistralidade – enquanto a sinistralidade no mercado de seguros teve uma queda de 13,7 p.p em relação a 2021, a MetLife indenizou cerca de 8.000 famílias. 

O executivo comenta a participação no evento: “saímos de lá com um grupo muito motivado para disseminar a mensagem de proteção e sabendo que podem oferecer um pacote integral para seus clientes com uma consultoria completa para o momento de vida de cada pessoa, com as melhores soluções. A meta de todos é aumentar a rentabilidade do negócio e a satisfação do cliente, oferecendo sempre um serviço melhor e melhores produtos. O foco está nas pessoas!”

Marco Antunes assume a vice-presidência de inteligência para saúde na Neurotech

A Neurotech anunciou a nomeação de Marco Antunes como vice-presidente de Inteligência para Saúde. Com 25 anos de experiência no segmento, o especialista em Inovação Focada no Cliente pela Universidade de Stanford tem como meta consolidar o protagonismo da companhia no segmento de saúde, segundo maior mercado em termos de movimentação financeira do mundo. 

Formado em Química Industrial e pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Antunes acumula funções de diretoria em companhias como SulAmérica e Porto Seguro. Além disso, o executivo teve participações ativas em fóruns como Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Fenasaúde e Câmara de Saúde Suplementar. Ele também foi membro do Comitê Técnico do Instituto de Estudo de Saúde Suplementar (IESS). 

“Quando se fala do mercado de saúde, geralmente existe uma visão muito simplista, reduzindo o ecossistema ao plano de saúde, à operadora e aos prestadores de serviços médicos hospitalares . Mas em paralelo, existem investimentos gigantes em pesquisas, medicamentos, vacinas, tratamentos, equipamentos, profissionais, hospitais, laboratórios e uma gama enorme de outros players. Nós temos a oportunidade de atuar como uma espécie de facilitador da saúde com toda a experiência IA adquirida pela Neurotech nos últimos anos”, comenta ele em comunicado.

O executivo tem como primeiros passos de sua estratégia aprofundar o desenvolvimento de soluções para mitigar riscos de Abusos e Fraudes, aperfeiçoar os mecanismos de gestão na aceitação de risco para contratos de PMEs e Empresariais além de intensificar o fornecimento de scores de anti Abusos e Fraudes baseados em modelos de Machine Learning para apoiar e estar ao lado das empresas na tomada das suas decisões. 

“Vamos focar nestes três pontos em 2023, mas existe uma floresta gigante de oportunidades que pretendemos aproveitar. Minha atuação será mais voltada à provocação, apontando caminhos ainda inexplorados, e que sejam possíveis e rápidos de serem implementados, afinal o tempo hoje é o nosso maior desafio. Costumo dizer que, se em outros mercados cada pazada revela uma minhoca, em saúde, cada pazada traz uma anaconda, e isso eu não tenho dúvidas ”, afirma. 

Uma das apostas futuras da Neurotech citadas por Antunes será assumir uma condição de empresa amiga do setor, que reconhece suas dificuldades, e que está disposta a apoiar todos os seus integrantes, disponibilizando uma equipe preparada de cientistas e engenheiros de dados de alto nível do Brasil.

AMBest mantém rating negativo para resseguros no Brasil

Ao citar fatores abrangentes adversos que continuam a alimentar uma maior incerteza para a economia do Brasil, a AM Best manteve perspectiva negativa do segmento de mercado no mercado de resseguros do país. No Relatório de Segmento de Mercado da AM Best, com o título “Perspectivas do Segmento de Mercado: Resseguros no Brasil“, a AM Best também reconhece que o setor de resseguros do Brasil permanece um tanto isolado, devido à restriçõe regulatórias para ativos estrangeiros que limitam o crescimento das resseguradoras locais no exterior. Contudo, um ambiente de taxas de juros persistentemente altas e preços elevados para exposições de risco ajudaram a estimular o crescimento.

Os prêmios de resseguro continuam crescendo anualmente (líquidos de comissões), impulsionados principalmete pelas linhas de negócios automotivo, agrícola, pessoas físicas e patrimonial. Porém, o crescimento é compensado em parte por sinistros em uma linha específica de negócios.

“A linha agrícola, que é a segunda maior linha de negócios em resseguros no Brasil, registrou um aumento nos sinistros devido a interrupções nas safras em 2021, seguido por um sinistro catastrófico casusado pela seca no sul do Brasil em 2022, o que afetou significativamente as empresas locais,” disse Ricardo Rodríguez Pérez, analista financeiro da AM Best. “Como resultado, as (res)seguradora diminuíram suas exposições no segmento, lideradas por players offshore que vinham reduzindo sua exposição geral ao risco.”

O segmento de (res)seguros do país vem se beneficiando das taxas de juros mais altas, devido à capacidade das empresas em aumentar receita financeira-com juros altos, à medida que as reservas são investidas. A receita de investimentos contribuiu significativamente para a lucratividade do setor de resseguros do Brasil nos últimos anos. Melhorar as contas fiscais continua sendo um dos principais desafios do país, pois os programas de assistência à renda do governo (iniciados durante a pandemia de COVID-19) contribuíram para o elevado endividamento, segundo o relatório.

A desvalorização da moeda diminuiu o tamanho e o perfil do mercado local de resseguros do Brasil e pode reduzir sua atratividade às resseguradoras globais. Além disto, as empresas multinacionais que enviam dividendos ou cedem prêmios ao exterior, ou que são consolidadas com operações fora do Brasil, ficam expostas a oscilações cambiais ao fazier pagamentos de sinistros em reais.

Fides Rio 2023: Como as mudanças climáticas afetam os seguros

Fonte: CNseg

No mês de março de 2023, foi divulgado um relatório elaborado por um grupo de cientistas do clima, apoiado pela ONU (Organização das Nações Unidas), que ampliou o alerta à humanidade sobre a gravidade dos efeitos climáticos sobre vários aspectos da nossa sociedade. Pelas estimativas, no fim deste século, a temperatura do planeta pode chegar a 1,5ºC acima dos níveis vistos antes da Revolução Industrial, no século XVIII. E isso é considerado um nível bastante elevado.  

Além do calor, as consequências são eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes: ondas de frio intenso, terremotos e maremotos, secas prolongadas e chuvas devastadoras. Os cientistas afirmam: o mundo precisa agir agora para conseguir controlar a situação. E como todos os segmentos econômicos que são afetados por essas ocorrências, a indústria seguradora vai debater o assunto para ampliar a visão dos executivos, das autoridades e de todos os participantes da 38ª Conferência Hemisférica de Seguros, a Fides Rio 2023. 

Um dos eixos temáticos do encontro internacional é chamado “Mudanças Climáticas: mitigação de riscos e desenvolvimento de novas soluções”. O evento reunirá representantes de entidades de seguros privados de 20 países da América Latina, mais Estados Unidos e Espanha, no Rio de Janeiro, de 24 a 26 de setembro de 2023. O tema central da conferência é “Seguros para um Mundo mais Sustentável”. 

Munich Re descontinua a adesão à NZIA

joachim-wenning-ceo-munich-re

A Munich Re descontinuou sua participação na Net-Zero Insurance Alliance (NZIA). “Em nossa opinião, as oportunidades de buscar metas de descarbonização em uma abordagem coletiva entre seguradoras em todo o mundo sem nos expor a riscos antitruste materiais são tão limitadas que é mais eficaz perseguir nossa ambição climática de reduzir o aquecimento global individualmente”, disse Joachim Wenning, CEO de Munique Re.

A NZIA, convocada pelas Nações Unidas, lançou o primeiro protocolo de definição de metas da Aliança na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, em janeiro deste ano e foi assinado por 29 resseguradoras e seguradoras. Entre elas, a Munich Re. Como gerentes de risco, seguradoras e investidores, o setor de seguros tem um papel importante a desempenhar na transição para uma economia global com emissões zero, apoiando seus clientes na tomada de medidas concretas para alcançar tal objetivo.

Passados três meses, em comunicado, o grupo afirma que está cumprindo com as metas climáticas. Em uma primeira etapa, as emissões de GEE relacionadas ao portfólio de investimentos serão reduzidas em 29% até o final de 2025 e, posteriormente, sucessivamente reduzidas a zero líquido até 2050.

Quanto à exploração e produção de petróleo e gás natural (seguro primário, resseguro direto e facultativo), a Munich Re reduzirá sua exposição da indústria relacionada ao clima de tal forma que não haverá emissões líquidas de GEE associadas até 2050. Em uma primeiro passo, pretendemos reduzir as emissões em 5% até 2025.

A partir de abril de 2023, a Munich Re não fará seguro para projetos envolvendo novos campos de petróleo e gás ou nova infraestrutura de petróleo midstream. Ao mesmo tempo, a Munich Re reduzirá a exposição relacionada ao carvão térmico em seus negócios de seguros diretos e facultativos em 35% em todo o grupo até 2025, antes de eliminar completamente essa exposição até 2040. Desde 2018, paramos de segurar novas fontes movidas a carvão usinas, minas de carvão e desde 2019 minas de areia betuminosa.

Em relação às emissões de suas próprias operações, a Munich Re é neutra em carbono desde 2015 e reduziu anteriormente as emissões de CO2 por funcionário em 44% de 2009 a 2019. As emissões atuais de GEE devem ser reduzidas em mais 12% por funcionário até 2025. Até Até 2030, a Munich Re espera alcançar emissões líquidas zero de GEE em suas operações. “Nosso compromisso climático é inabalável. Seguimos as recomendações científicas. Até o momento, estamos descarbonizando ainda mais rápido do que o necessário para atingir o zero líquido até 2050”, enfatiza Wenning.

Seguradora Zurich lança app para clientes pessoa física

Luci­a Sarraceno Zurich Seguros

A Zurich Seguros lança um aplicativo com diversas funcionalidades para ter mais proximidade com clientes. Por meio do app Zurich Brasil: seu seguro, que por enquanto é destinado aos que possuem o seguro auto, é possível consultar informações das apólices e obter segunda via, tanto das próprias apólices quanto de boletos para pagamento dos prêmios. Permite ainda acessar a carteirinha digital, na qual figuram todos os dados pessoais e da proteção contratada, bem como direcionar o segurado à Central de Atendimento, caso necessitem de orientações específicas. 

Outro benefício do app do cliente da Zurich é que ele se conecta à Laiz através do WhatsApp, assistente virtual disponibilizada em 2021 pela seguradora e que tem sido cada vez mais utilizada pelos segurados. Em 2022, foram mais de 380 mil atendimentos no WhatsApp, e o número só tende a crescer, já que recentemente, a empresa implementou melhorias que propiciaram ainda mais rapidez no atendimento ao segurado. 

De acordo com a Superintendente de Canais Digitais e Relacionamento com o Cliente da Seguradora Zurich, Lucia Sarraceno, a implementação do app do cliente se configura como mais uma opção de autosserviço da Zurich para os seus segurados.  

“O movimento faz parte da nossa jornada de digitalização, um processo que se intensificou nos últimos dois anos: seu principal objetivo foi dar foco e proximidade aos nossos clientes, pois se junta aos demais serviços que disponibilizamos – todos ancorados à nossa estratégia multicanal, por meio da qual oferecemos nossos serviços no canal de preferência de cada cliente”, conta. 

A executiva revela que essa expansão dos canais de atendimento faz parte de um movimento do Grupo Zurich em nível global, que fomenta que suas unidades de negócio invistam em apps e se guiem pelo clientecentrismo. O termo diz respeito à cultura de colocar os clientes no centro de tudo o que a companhia faz, antecipando suas necessidades, atendendo suas demandas e oferecendo a eles uma experiência positiva enquanto consumidores. 

Em breve, o app do cliente da Zurich ganhará mais funcionalidades, assim como estará disponível para os outros produtos de proteção que a seguradora oferece às pessoas físicas.  

Quais são os riscos que tiram o sono dos executivos em 2023?

principais riscos no mundo

Incidentes cibernéticos e lucros cessantes classificam-se como as maiores preocupações para as companhias ao redor do mundo pelo segundo ano consecutivo (ambos com 34% de todas as respostas). Entretanto, são os desenvolvimentos macroeconômicos como por exemplo a inflação, a volatilidade dos mercados financeiros e uma recessão iminente, bem como o impacto da crise energética que são os riscos com maior subida na lista deste ano, à medida que as consequências econômicas e políticas de um mundo pós-Covid e a guerra da Ucrânia se instalam.

De acordo com o estudo Allianz Risk Barometer 2023, tais preocupações urgentes exigem uma ação imediata das empresas, explicando porque tanto as catástrofes naturais quanto as mudanças climáticas caíram no ranking, assim como o surto pandêmico, uma vez que as vacinas trouxeram um fim aos bloqueios e restrições. Os riscos e a violência política são outra nova entrada no top 10 global, enquanto a escassez de mão-de-obra qualificada sobe para o número 8. As mudanças na legislação e regulamentação continuam sendo um risco-chave, ao passo que Incêndio/explosão cai para o nono posto.

Brasil: preocupação com cenários disruptivos cresce 

No Brasil os três maiores riscos levantados na pesquisa são os Lucros Cessantes- BI (34% das respostas), que subiu do 3º lugar para o 1º lugar comparado à última pesquisa, os Incidentes Cibernéticos (32%), que caíram uma posição e este ano dividem o segundo lugar com os Desenvolvimentos Macroeconômicos (32%), que avançou dois postos desde 2022 e agora fecham o top 3.

Os 53 especialistas em seguros e riscos de todo o país que participaram da pesquisa indicam crescente preocupação com a interrupção de negócios, especialmente com a interrupção nas cadeias de abastecimento e as consequências de um ataque cibernético na operação de uma companhia. 

“Ainda que, durante a pandemia, muitas empresas diversificaram seus modelos de cadeia de abastecimento para minimizar os impactos de uma disrupção, os efeitos da Covid ainda perduram e foram exacerbados por fatores como a inflação global, a guerra na Ucrânia, a crise energética na Europa Latina”, comenta Felipe Orsi, Diretor Property AGCS América Latina.

Uma possível recessão global pode ser outra fonte provável de interrupção em 2023, com potencial de falha e insolvência de fornecedores, o que é uma preocupação especial para empresas com fornecedores críticos únicos ou limitados. De acordo com a Allianz Trade , as insolvências comerciais globais podem aumentar significativamente em 2023: +19%.

Como observado, riscos de BI (lucros cessantes) estão muito ligados a ameaças cibernéticas – a principal causa de BI no Brasil – e que ocupam o segundo lugar do ranking nacional. O principal motivo dos riscos cibernéticos preocuparem as companhias, de acordo com o relatório, são os vazamentos de dados (53% das respostas globais), seguidos de perto pelos ataques de ransomware (50%).

Em setembro de 2022, a empresa de privacidade e segurança virtual Surfshark, divulgou que o Brasil era o 6º em número de vazamento de dados por atos criminosos ou por falhas de sistemas, o que expõe a fragilidade de muitas empresas. De acordo com o relatório da IBM “Custo de uma Violação de Dados 2022”, o Brasil foi o país com o maior aumento relativo no custo por ataque, com incidentes de vazamento de dados cerca de 27% mais custosos em 2022 comparando com 2021 (passando para aproximadamente USD 1.38 mn). 

Com relação aos Desenvolvimentos macroeconômicos, de acordo com a Allianz Research, a situação atual é caracterizada por uma peculiaridade: todas as três maiores regiões econômicas globais – Estados Unidos, China e Europa – estão em crise ao mesmo tempo, ainda que por razões diferentes. 

Glaucia Smithson, Diretora Distribuição AGCS Ibero/LatAm e CEO América do Sul destaca como principais pontos de atenção a guerra da Ucrânia e a crise energética na Europa como ameaças aos negócios, mesmo no Brasil. “Mesmo com esses acontecimentos ocorrendo longe de nosso país, o impacto é global. A crise gerada nas economias europeias tem efeito nas políticas monetárias desses países e influencia todo o cenário de inflação e economia mundial. O Brasil como grande parceiro comercial de EUA, União Europeia e China, é diretamente impactado por tudo o que acontece ali”.

O Allianz Risk Barometer é um ranking anual de risco empresarial compilado pela seguradora Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), juntamente com outras entidades do Grupo Allianz, que incorpora a visão de 2.712 especialistas em gestão de risco em 94 países e territórios, incluindo CEOs, gerentes de risco, corretores e especialistas em seguros.

O CEO da AGCS, Joachim Mueller, comenta sobre as conclusões: “Pelo segundo ano consecutivo, o Allianz Risk Barometer mostra que as empresas estão mais preocupadas com o aumento dos riscos cibernéticos e a interrupção nos negócios. Ao mesmo tempo, elas veem a inflação, uma recessão iminente e a crise energética como ameaças imediatas aos seus negócios. As empresas – na Europa e nos EUA em particular – preocupam-se com a atual “permacrise” resultante das consequências da pandemia e do impacto econômico e político da guerra na Ucrânia. É um teste para a resiliência de cada empresa.

A notícia positiva é que, como seguradora, vemos uma melhoria contínua nesta área entre muitos de nossos clientes, particularmente no sentido de tornar as cadeias de abastecimento mais à prova de falhas, na melhoria de um plano de continuidade dos negócios e no fortalecimento dos controles cibernéticos. A tomada de medidas para construir resiliência está agora no foco das companhias, dados os eventos dos últimos anos”.

O sobe e desce dos riscos

A crise energética é o maior ascensor do Allianz Risk Barometer aparecendo pela primeira vez em 4º lugar (22%). Algumas indústrias, tais como química, fertilizantes, vidro e fabricação de alumínio, podem depender de uma única fonte de energia – o gás russo, no caso de muitos países europeus – e, portanto, são vulneráveis à interrupção do fornecimento de energia ou ao aumento de preços.

Impulsionado por 2022 sendo mais um ano de tumultos com conflitos e agitação civil dominando as notícias, os riscos e violência política é uma nova entrada no top 10 (13%). Além da guerra, as empresas também estão preocupadas com a crescente perturbação causada por greves, motins e atividades de tumulto civil à medida que a crise do custo de vida se agrava em muitos países.

Apesar da queda no ranking, as catástrofes naturais (19%) e as mudanças climáticas (17%) continuam sendo grandes preocupações para as empresas. Em um ano que incluiu o Furacão Ian, uma das tempestades mais poderosas registradas nos EUA, ondas de calor que quebraram recordes, secas e tempestades de inverno em todo o mundo, e mais de 100 bilhões de dólares de perdas seguradas, eles ainda estão entre os sete maiores riscos globais.

Comitê de Open Insurance faz sua primeira reunião para debater seguros na economia digital

O Comitê de Open Insurance, criado pela Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net), que reúne empresas e instituições com atuação no setor de seguros, fez hoje sua primeira reunião. O Comitê pretende promover debates sobre a implementação do Open Insurance no Brasil, além do desenvolvimento do setor de seguros na economia digital.

O Open Insurance, sistema de seguros aberto, permite aos consumidores de seguros, previdência complementar aberta e capitalização consentir com o compartilhamento de suas informações para a oferta de serviços personalizados e inovadores.

Hoje foi apenas um “boas vindas” a todos, sem decisões ou pautas. “A reunião teve como objetivo estabelecer as premissas do comitê, com base na participação ativa de todos os membros, além de estabelecer os principais temas que serão discutidos pelo grupo, com base na análise dos resultados preliminares do Open Insurance e impactos no setor de seguros e na economia em geral”, disse Leonardo Elias, vice-presidente de Finanças e Controle da camara-e.net e vice-presidente de Tecnologia e Inovação da Fenacor.

Também participaram Leonardo Palhares, presidente da câmara-e.net, Danilo Silveira, diretor executivo da Fenseg, associados da camara-e.net e convidados, reunindo diversos segmentos impactados pela implementação do OPIN, como corretores de seguros, seguradoras, educação e membros do mercado financeiro.

Atualmente, o mercado de seguros representa cerca de 6,4% do PIB nacional e é composto por mais de 120 mil corretores de seguros, pessoas físicas e jurídicas, além das seguradoras e operadoras.

InfoMoney estreia a “Segura Essa”, newsletter que fala sobre seguros sem complicar

InfoMoney estreia nesta quinta-feira (30) a “Segura Essa“, uma newsletter especializada sobre o universo dos seguros. Semanalmente, o boletim vai chegar na caixa de e-mail de seus assinantes com dicas, notícias e curiosidades sobre a área, com a curadoria e assinatura da jornalista Heloisa Brenha.

A ideia da “Segura Essa” é falar sobre seguros de um jeito descontraído e bem-humorado, traduzindo um universo que costuma ser repleto de palavras difíceis e burocracias, além de mostrar aos leitores a importância dos seguros na vida cotidiana.

A primeira edição da Segura Essa será enviada nesta quinta-feira, às 10h. Inscreva-se gratuitamente no box acima. Na edição de estreia, o destaque será para o seguro home office, uma modalidade que pode ser a salvação de muita gente em tempos pós-pandemia.

“A ‘Segura Essa’ já nasce ousada: vai abordar o complexo mundo dos seguros de uma forma humorada. Além de despojada, queremos que ela reúna a melhor curadoria sobre o tema, com informações de produtos e serviços, dicas sobre como usar de forma producente as coberturas disponíveis no mercado, além de guias e e-books que vão ajudar traduzir para o nosso leitor comum o que está escrito nas apólices”, diz Dhiego Maia, editor de Finanças do InfoMoney.

A newsletter chega para reforçar a cobertura especial sobre Seguros do InfoMoney, que estreou no início de fevereiro com um conteúdo multimídia que envolve matérias especiais, guias, um podcast especializado no assunto (o “Tá Seguro”), além de uma coluna quinzenal escrita por Denise Bueno, jornalista especializada no tema.

A “Segura Essa”, assim como a cobertura especial de seguros do InfoMoney, tem o apoio da CNSeg (Confederação Nacional das Seguradoras), da XP Seguros e do BB Seguros.