Generali Brasil cresce e tem lucro de R$ 24,5 milhões em 2022 

Fonte: Generali

A Generali Brasil – um dos maiores grupos de seguros do mundo – fechou o ano com lucro de R$ 24,5 milhões. A seguradora atingiu R$ 58,7 milhões de Resultado Operacional e encerrou 2022 com R$ 491,5 milhões de Patrimônio Líquido, R$ 61 milhões a mais do que em 2021. 

Os resultados são fruto de uma estratégia focada na consolidação das relações com os parceiros comerciais e no investimento em tecnologia, de acordo com o CEO Andrea Crisanaz. “Em prêmios, por exemplo, a Generali Brasil emitiu quase R$ 1,3 bilhão, dos quais R$ 981,6 milhões foram provenientes de massificados. Esse número é 36% maior do que em 2021”, explica. 

Outro ponto da estratégia que impulsionou o crescimento da companhia foi o lançamento de produtos inovadores no mercado, como, por exemplo, a “Cobertura PIX”, pensada nas necessidades dos clientes. Além dos Seguros Massificados, a seguradora também visou consolidar o seu foco em Vida em Grupo e Grandes Riscos. 

“A Generali Brasil aproveita a excelência do Grupo na Europa para executar sua estratégia de forma disciplinada, focada nos canais de distribuição e no modelo de negócio diversificado”, afirma Andrea Crisanaz.

Para este ano, a expectativa de crescimento é de 59% no resultado. Somente a área de massificados teve um CAGR de 50% de 2018 a 2022, o que representa um crescimento muito acima do mercado. 

A Generali está presente em todo o território nacional. No mundo, tem mais de 82 mil funcionários e 69 milhões de clientes, contando com uma posição de liderança na Europa e presença crescente na Ásia e na América Latina. Somente no Brasil, são mais de 4 milhões de clientes. 

No ano passado, a Generali Brasil foi eleita uma das 20 empresas mais inovadoras do país pelo MIT Technology Review, sendo a única seguradora no ranking. “Essa é uma conquista que muito nos orgulha, porque demonstra que estamos no caminho certo ao investir em tecnologia e inovação, sempre com foco em nossos colaboradores, parceiros e clientes”, finaliza o executivo. 

Parceiros do seguro auto Pay Per Use podem captar leads dos visitantes direto no site deles

Andre_Gregori Thinkseg

Fonte: Thinkseg

Corretores individuais ou empresas podem se tornar parceiros da Thinkseg, em até 48 horas, por meio de conexão personalizada (via API), desenvolvida durante 3 anos para facilitar as parcerias. A tecnologia exclusiva permite que o corretor gerencie as vendas do seguro auto intermitente Pay Per Use e ainda capte os leads dos visitantes. O parceiro tem total controle da gestão dos dados e posicionamento do Pay Per Use no site dele. 

Após a estreia do processo automático, em abril, a Thinkseg já conta com dezenas de parcerias, entre grandes empresas e corretores, via API, vendendo o seguro auto Pay Per Use, com os leads sendo mensurados por eles, explica o CEO da Thinkseg, Andre Gregori.

Para se tornar o parceiro e consultor do Pay Per Use, é necessário clicar em “parceiros” no site da Thinkseg e preencher o cadastro, com processo automático de aprovação em 48 horas. Quando aprovado, o parceiro recebe o passo-a-passo das instruções para abrir e configurar a sua página de venda. Tudo é automático. A remuneração do parceiro é feita a partir da comissão sobre o número de contratos fechados com os clientes do Pay Per Use.

Todas as instruções da parceria com a Thinkseg, via API, estão descritasem 5 páginas online. Empresas tradicionais apresentam um manual de 100 páginas para a integração, com meses de espera e trabalho para esse tipo de conexão. A equipe de tecnologia da Thinkseg ajuda a tirar dúvidas dos parceiros.

Liberty Seguros reforça compromisso com segmento de vida por meio de ações para corretores

Fonte: Liberty

O setor de seguros de vida é um dos mais estratégicos para a Liberty Seguros há alguns anos e, como parte do planejamento da companhia para ampliar a presença nessa frente, a seguradora anunciou novas ações do Cresça com o Vida e Acelera no Vida, ambos focados no desenvolvimento e incentivo aos corretores. Depois de registrar crescimento no segmento em 2022, a empresa vem reforçando a importância do segmento em 2023 por meio de produtos, serviços e projetos para parceiros.

“Nossos bons resultados no setor de vida só foram possíveis por conta da parceria que temos com os  corretores e do trabalho indispensável que eles fazem”, comenta Alexandre Vicente, diretor de Seguros de Pessoas na Liberty Seguros. “Por isso, gostaríamos de convidar todos a participarem da nossa campanha de incentivo e do curso Acelera no Vida, que foi pensado justamente para capacitar ainda mais nossos parceiros no segmento de vida. Venham crescer conosco em 2023!”, completa o executivo.

Campanha de incentivo Cresça com o Vida

O compromisso com a capacitação e incentivo dos parceiros é um dos principais pilares da Liberty, tendo premiado mais de 8 mil profissionais em campanhas no ano passado. Além disso, a companhia promove uma série de cursos por meio de sua plataforma de treinamentos a fim de fomentar o conhecimento e os negócios dos corretores.

E como forma de continuar reconhecendo os parceiros pelas vendas de seguros de vida, a seguradora lançou a primeira campanha de 2023 como parte do Cresça com o Vida, que teve início no dia 1 de abril e terá duração até 31 de maio. A iniciativa premiará os corretores por meio de duas dinâmicas: “Vendeu, Ganhou” e “Ranking”.

Na etapa “Vendeu, Ganhou”, participantes das filiais e de cooperativas acumularão 50 pontos a cada apólice emitida com prêmio mínimo de R$ 500. Já para os da categoria de Núcleo de Negócios, a pontuação é a mesma, mas o valor mínimo do prêmio é de R$ 300 e de R$ 100 para o produto Vida Mais Tranquila, que acumula 30 pontos por apólice. Para cada ponto acumulado, o corretor recebe R$ 1 no cartão Cresça com a Liberty.

Já no “Ranking”, a mecânica funciona da mesma forma e os premiados serão aqueles com maior pontuação no ranking de apólices emitidas durante o período de vigência da campanha.

Acelera no Vida

Além do reconhecimento pelas vendas, a Liberty lançou mais uma edição do Acelera no Vida, curso de capacitação que já contou com a participação de mais de 200 corretores e foi criado para auxiliá-los na comercialização de seguros de vida, por meio de uma estrutura específica de vendas. Os parceiros que participarem da ação, que teve início no mês de abril, receberão um certificado do curso, além de fazer parte de um grupo de WhatsApp para troca de informações com outros parceiros.

A dinâmica do Acelera no Vida é dividida em três partes, sendo elas, uma masterclass, uma aula de vendas para pessoas e outra para vendas avançadas. Todos os corretores que tiverem interesse em participar de outras edições ao longo do ano devem consultar seus gestores de negócios.

Treinamentos e ações de relacionamento

No dia 03/05, a Liberty promoverá um treinamento para corretores, que será simultâneo em todas as regiões do Brasil. A ideia é aumentar o conhecimento dos parceiros no setor de vida por meio de conversas com especialistas da companhia. Todos os corretores interessados podem participar ao vivo e tirar dúvidas para melhorar ainda mais as técnicas de vendas dos produtos.

Além disso, a seguradora fará uma série de encontros regionais sobre seguros de vida, que têm início no mês de abril e vão até junho. Entre eles, a companhia anuncia o Tour de Vida, um evento de relacionamento com corretores que será realizado no Hub Brooklin, em São Paulo, no dia 16 de maio. O objetivo da iniciativa é aproximar ainda mais os corretores da Liberty e os executivos de diversos departamentos para que possam atuar juntos.

Clientes do Zurich Automóvel agora podem acionar seguro de maneira 100% digital

Com a premissa de proporcionar a melhor experiência aos clientes e corretores, a Zurich tem promovido mudanças nos diversos canais de atendimento da empresa. A mais recente diz respeito ao acionamento do seguro auto em caso de sinistro (ou seja, qualquer ocorrência que tenha cobertura na apólice): agora, os clientes podem executar o processo diretamente pelo portal da seguradora.

Atualmente, a nova funcionalidade está disponível para acionamentos de colisão, tanto para clientes quanto para terceiros, assim como para segurados que tenham o seu veículo roubado ou furtado. Segundo Fabio Santos Silva, Superintendente de Sinistros, Personal Lines da Seguradora Zurich, esses casos correspondem a 95% dos acionamentos recebidos pela seguradora no Zurich Automóvel. Outros tipos de avisos, decorrentes de sinistros como incêndios e aqueles provocados por desastres naturais, devem ser liberados em breve na plataforma. 

“Essa funcionalidade é fruto do nosso compromisso em ter o cliente no coração de tudo que fazemos, mas também do feedback dos corretores. O objetivo é melhorar a experiência de ambos. Para o cliente, existe a praticidade do autoatendimento, de acionar o seguro de maneira simples e rápida, sem precisar falar com ninguém. E para o corretor há a economia de tempo, uma vez que o cliente tem autonomia para acionar seu seguro, mas caso acione o corretor, ele também tem uma ferramenta prática e ágil para apoiá-lo”, explica o executivo. “Em outras palavras, buscamos oferecer maior eficiência a partir da simplificação”. 

À medida que proporciona mais um canal além da central de atendimento para que os clientes acionem o seguro, a nova funcionalidade possibilita uma jornada 100% digital para o cliente, já que não é necessário nenhum contato adicional para seguir com os trâmites relativos ao seu processo.  

Já está disponível na plataforma, inclusive, uma funcionalidade a partir da qual segurados, terceiros e corretores podem fazer a escolha de uma oficina e agendamento da vistoria pós-aviso através do próprio portal, desde que o prestador escolhido esteja entre as oficinas referenciadas da seguradora – para oficinas fora da rede, por hora, mantém-se o processo via central de atendimento. 

 “A comunicação pelo portal do cliente é simples e intuitiva, com a possibilidade de envio antecipado das fotos dos danos no veículo e de outros documentos, escolha da oficina para reparação e agendamento da vistoria – que pode ser feita online por um aplicativo com Inteligência Artificial”, pontua Fabio. 

Segundo o executivo, o andamento do processo pode ser consultado por qualquer canal digital da Zurich, assim como o acesso ao laudo detalhado dos procedimentos de reparação. “Todas estas funcionalidades agilizam o processo de análise e a aprovação dos reparos”, completa. 

Freela chega oficialmente ao mercado

Fonte: Freela

Na noite desta terça-feira, dia 11 de abril, as revistas Apólice e Cobertura – duas das mais tradicionais mídias especializadas no mercado de seguros brasileiro – promoveram uma happy hour para o lançamento oficial da Freela, empresa criada em parceria pelas duas publicações para realizar eventos diferenciados e exclusivos para o setor. 

Com a presença de dezenas de convidados entre jornalistas, corretores, executivos e representes de seguradoras, empresas de tecnologia e insurtechs, os sócios – Paulo Kato, Carol Rodrigues (revista Cobertura), Kelly Lubiato e Francisco Pantoja (revista Apólice) – puderam apresentar alguns dos planos da nova empresa para este ano, como uma premiação voltada para as ações de ESG e um evento direcionado ao agronegócio.

“Gostaria de parabenizar a Apólice e a Cobertura por essa iniciativa. Eu achei muito legal as duas revistas se juntarem para trazer mais conteúdo para o mercado. Tenho certeza de que todos vão sair ganhando”, disse Eduardo Machado, gerente comercial da Marsh Corretora de Seguros.

Quem também viu a iniciativa com otimismo foi Rosana Oliveira, representante da equipe de Marketing da Bradesco Seguros. “Estou muito feliz em participar deste evento, com propostas muito boas para o nosso ramo, que é um segmento ainda muito carente. Tenho certeza de que a gente vai agregar, teremos grandes planos e projetos pela frente”.

Átila Santos, superintendente da Newe Seguros, destacou a importância da proposta: “Essa é mais uma oportunidade para o mercado de seguros divulgar seus produtos, e falar diretamente com os corretores de seguros, que é um grande parceiro do mercado. É uma excelente iniciativa”. 

Já Nicholas Weiser, CEO e fundador da WGA Adviser Consultoria lembrou da importância de conectar os players do setor. “Todos precisam de informações, conteúdos, parcerias, conexões e acho que esse mercado está carente de algo que trga informações estratégicas, que conecte os corretores, as insurtechs, que aproxime as seguradoras. Essa nova proposta deve trazer coisas diferentes para o setor e nós acreditamos muito nesse projeto”.

Entre os eventos que a Freela deve realizar ainda este ano estão encontros de negócios ou de relacionamento, workshops, premiações, fóruns e happy hours. Vale lembrar que a junção das duas revistas envolve única e exclusivamente a gestão de eventos e sua respectiva divulgação. O editorial diário continuará totalmente independente.

Europ Assistance Brasil encerra temporada de verão com mais de 5 mil atendimentos realizados

Fonte: Europ Assistance

O final do verão encerra também um período de muito trabalho para a Europ Assistance Brasil (EABR), que durante a alta temporada aumenta o número de prestadores para atender os turistas que viajam para mais de 30 cidades no litoral, em quatro estados. Neste ano, o ‘Plano Verão’ realizou 5.480 atendimentos.

Diferentemente do que geralmente acontece, este ano quase metade dos atendimentos envolveu reboque mecânico (47%). Na sequência, as principais demandas foram socorro mecânico (21%), táxi (13%), reboque utilitário (10%), reboque pesado (6%) e chaveiro Auto (3), entre outros serviços.

“As ocorrências mais comuns sempre são as panes. Este ano fomos muito impactados pelas fortes chuvas que ocorreram no litoral norte de São Paulo, fazendo com que tivéssemos um volume muito acima da média na região. A principal ocorrência foram casos de alagamento de veículos”, afirma Daniel Arzon, gerente executivo de Rede de Prestadores da Europ Assistance Brasil.

Para atender toda essa demanda foram utilizados 181 prestadores diferentes, sendo 169 com atuação local – 115 guinchos, 95 táxis, 58 mecânicos e 44 chaveiros – seis prestadores de apoio, que como possuem equipamentos extras, conseguem atender mais de um serviço ao mesmo tempo (como chaveiro, mecânico e guincho, por exemplo), além de outros seis prestadores que auxiliaram na entrega dos veículos.

“Historicamente, o volume de atendimentos no litoral neste período de alta temporada tem um aumento de 40%, quando comparado aos demais meses do ano. Então, além de deslocar a frota de apoio para essas áreas, nós também realizamos alguns procedimentos internos para melhorar a operação logística, como o controle de veículos nos pátios das bases do litoral e o deslocamento de veículos rebocados para fora das cidades litorâneas sendo feito sempre a noite, quando se tem um menor fluxo de veículos na estrada”, explicou Arzon. 

As cidades que mais receberam atendimentos da EABR neste período foram Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião, Ilhabela e Bertioga (todas no litoral norte de SP); seguidas por Guarujá (SP), Praia Grande (SP); Cabo Frio (RJ), Armação dos Búzios (RJ), Angra dos Reis (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Balneário Camboriú (SC) e Florianópolis (SC).

Outro ponto positivo desta edição do Plano Verão foi a brusca redução de problemas relacionados a espera por atendimento, situação bem diferente ao do ano passado, quando todo o setor enfrentou a maior crise de sua história.

Seguradora Akad leva gestores de risco e corretores para ‘tour’ no Porto de Santos 

A Akad Seguros levou gestores de risco e corretores ao Porto de Santos para uma ação especial nesta quinta-feira (13/04). A intenção da seguradora foi mostrar em detalhes o funcionamento do maior porto da América Latina para quem já trabalha ou deseja trabalhar com o seguro de Transporte internacional e nacional da companhia, seja para exportação ou importação. Até o momento, mais de 100 profissionais já garantiram presença. 

O seguro de Transporte da Akad é contratado pelo dono da carga (embarcador), trading ou agentes de carga. O objetivo é proteger a mercadoria durante o transporte por via terrestre, aérea, ferroviária ou marítima. O produto cobre riscos de perda e danos referentes a eventos naturais, acidentes no trajeto e roubos. 

Durante o tour, os gestores de risco e corretores terão a oportunidade de fazer um passeio de escuna para ver de perto os terminais do porto. Eles serão ainda conduzidos até o ponto onde os navios ficam ancorados para atracar no porto, tendo uma rica visão para quem atua ou pretende atuar no segmento de seguro de transportes internacional.

“Desenvolvemos essa ação para gerar relacionamento e engajar os corretores”, destaca Ivor Moreno, head de Transporte da Akad. “Queremos nos posicionar como uma seguradora que de fato está interessada em agregar valor para além das transações do dia a dia”, reforça o executivo.

Trégua no embate judicial entre Americanas e bancos alivia seguradoras

Se tem um setor que “reza” para dar certo as tratativas de acordos entre bancos e Americanas e assim evitar a falência da varejista é o de seguros. Os executivos respiraram aliviados nesta semana ao lerem no Valor Econômico notícias sobre uma trégua na batalha judicial entre Americanas e seus bancos credores, com uma previsão de aporte dos acionistas da varejista de até R$ 12 bilhões, segundo fontes próximas às negociações.

Se isso realmente ocorrer, o setor de seguros prevê que terá um desembolso bem menor no pagamento das indenizações de seguro de crédito comprados pelos fornecedores da Americanas para se precaver de riscos como o que se concretizou com o pedido de recuperação judicial: não receber o valor do crédito.

O seguro de crédito oferece proteção contra o risco de não pagamento por motivo de insolvência ou falência dos seus devedores. Indeniza o segurado pelo valor das faturas de bens e serviços adquiridos e não pagos.

A preocupação é válida. As estimativas de pagamentos de indenizações ultrapassam R$ 3 bilhões deste que foi decretada a Recuperação Judicial, em 19 de janeiro. É comum ouvir em eventos do setor executivos espantados com pedidos de perdas e advogados felizes que seus clientes perceberam o valor do seguro que até então tinha registrado poucos sinistros.

“Nada melhor para mostrar a importância do seguro para os consumidores do que o uso da proteção financeira num momento de perda inusitada como foi neste caso. Ninguém esperava por este problema numa empresa do porto da Americana”, comentou um advogado envolvido no processo de pagamento de uma indenização de R$ 25 milhões a um fornecedor da Americanas.

Já o tom nas seguradoras é de apreensão. “Temos um aviso de possível perda de US$ 400 milhões. Mas com a negociação da Americanas com os credores, quem sabe o fluxo de negócios se restabeleça e o “sinistro” não se consolide. Caso se confirme, certamente o seguro de crédito sofrerá reajustes de preços para compensar as perdas e equilibrar o resultado das companhias”, disse um executivo na condição de anonimato.

Todas as perdas de seguro de crédito são resseguradas, ou seja, as seguradoras compram seguro de um pool de resseguradoras, que dividem o risco entre si para garantir que haverá dinheiro para pagar um risco catastrófico, como tem sido chamado o caso das Americanas, que veio seguido por outras grandes empresas revisando seus balanços, desencadeando um temor generalizado para quem opera com riscos de crédito diante do risco reputacional.

O farol amarelo foi aceso no dia que a Americans pediu recuperação judicial, alegando dever R$ 42,5 bilhões, tendo o trio de acionistas de referência Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. A maioria dos bancos já decidiu em fazer a provisão integral dessa perda no resultado financeiro de 2022. “Então, o que vier daqui para frente, é um alivio para todos, com os fornecedores retomando o fluxo do negócio”, cita o segurador.

Em recente entrevista, Kaspar Mueller, CEO de resseguros para a América Latina da Swiss Re, disse que o farol amarelo está aceso para o seguro de crédito no setor de resseguro. O principal fator de ganho ou lucro de uma varejista, depende basicamente de duas variáveis: emprego e crédito. Sem isso, é inevitável um cenário de desaceleração da economia que vai impactar também o setor de seguros, seja no crescimento das vendas daqueles que descobriram como o seguro pode ser um aliado em momento de crise, ou no aumento do volume de indenizações pagas.

“Para nós, o mais importante neste assunto é o risco reputacional. Estamos aqui para sermos parceiros de longo prazo e nos comprometemos a pagar milhões se algo der errado. Mas a reputação é nossa prioridade número um. Se eu olhar para um negócio e acreditar que há risco para a nossa reputação, então é claro que vamos evitar completamente, mesmo que ele possa ser lucrativo”, finalizou Mueller.  

Conselho formado por governo e Susep tem nova titular para analisar conflitos

Ana Paula Almeida Santos

A diretora de Sustentabilidade, Consumo e Relações Institucionais da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), Ana Paula de Almeida Santos, foi nomeada membro titular do Comitê de Avaliação e Seleção de Conselheiros do Conselho de Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados, de Previdência Privada Aberta e de Capitalização (CAS-CRSNSP), representando a entidade.

A nomeação foi feita pelo ministro da Economia, Fernando Haddad, por meio da Portaria MF nº 573, de 4 de abril de 2023. A superintendente de Acompanhamento Técnico da CNseg, Karini Madeira, que já atuava representando a Confederação como suplente no CAS-CRSNSP, desde a publicação da Portaria de Pessoal SETO/ME nº 5.910, de 25/05/2022, permanece na função.

Entre as atribuições do Comitê de Avaliação e Seleção de Conselheiros do CRSNSP, estão a de conduzir o processo seletivo de conselheiros, avaliar o desempenho dos mesmos em exercício de mandato e apresentar propostas de alteração de critérios de composição do CRSNSP e de seleção de conselheiros.

O CRSNSP é integrado por dez conselheiros titulares e oito suplentes, sendo cinco conselheiros indicados pelo setor público e outros cinco indicados pelas entidades representantes dos mercados regulados pela Susep (Superintendência de Seguros Privados). Sua função é julgar, em última instância administrativa, os recursos contra penalidades de natureza administrativa aplicadas pela reguladora.

Políticos acolhem agenda do setor de seguros em evento realizado em Brasília pela CNseg

A primeira Agenda Institucional da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), lançada em evento na noite desta quarta-feira (12), em Brasília, apresenta ações para melhoria do ambiente regulatório e uma agenda legislativa, que contempla os diversos ramos de seguros e temas como relações de consumo; ASG; seguro de catástrofes, seguros de pessoas e previdência, como instrumentos de garantia; títulos de capitalização, importante instrumento de acumulação de reservas; e o novo Marco Regulatório da Saúde Suplementar.

Para o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, o ineditismo da iniciativa de divulgar a Agenda Institucional do setor de seguros tem como objetivo a melhoria do ambiente de negocial, para que o agente econômico possa cumprir a sua função social. “Quanto mais amplo e urgente for o debate sobre a legislação do setor de seguros, mais protegidos estarão os cidadãos, as empresas e os governos federal, estaduais e municipais”, afirma. 

“Venho ratificar o meu compromisso em apoiar as matérias que contemplem alterações legislativas que sejam interesse do cidadão, das empresas e do governo. É conhecido de todos que nós temos desafios a enfrentar questões legislativas que vão merecer o olhar mais apurado do Congresso Nacional a fim de tornar o ambiente de seguros cada vez mais acessível”, disse o 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcos Pereira (Republicanos-SP).

“O Congresso trabalhará para o fortalecimento do setor de seguros”, declarou a senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB). A congressista também afirmou que o segmento deve ser reconhecido dentro da reforma tributária por, em suas palavras, ter importância e peso para o país. “Não tenho dúvida de ter essa tranquilidade. O Congresso trabalha pensando no país. E, finalmente, construir uma reforma que tem anseio de muitos e muitos anos e, diante da perspectiva, a gente acredita que vai acontecer finalmente”.

A senadora Tereza Cristina (PP/MS) comentou que possivelmente o PL 29/2017 precisará ser debatido e atualizado. “Valor ler com muita atenção pois muita coisa pode ter mudado em 5 anos”, afirmou ao ser indagada pelo Sonho Seguro.

Roberto Santos, presidente da Porto e do conselho da CNseg, afirma o mesmo: “precisamos discutir alguns pontos do projeto para adapta-lo as muitas mudanças que o setor de seguro passou nestes últimos cinco anos. Todos os negócios foram influenciados pelos avanços da tecnologia, da pandemia e da mudança de hábito de consumo. São mudanças significativas”, acrescentou.

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Atualmente, a CNseg acompanha cerca de 5.500 projetos em tramitação na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, nas 26 Assembleias Legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. São proposições que sugerem alterações legislativas e novas regras para o setor segurador, que tem importância histórica na economia nacional.

No Brasil, o mercado de seguros gera cerca de 255 mil empregos diretos e indiretos e, somente em 2022, pagou R$ 452,1 bilhões em indenizações, um crescimento de mais de 14% em relação a 2021.

Para o alcance dessa proposta, a Agenda Institucional traz luz para alguns temas relevantes para o setor, com destaque para os dez tópicos, citados abaixo, que a Confederação vem trabalhando junto ao Congresso e governo federal:

1Aumentar a proteção do consumidor através do patrimônio de afetação.
2Utilização das reservas previdenciárias como garantia para crédito. 
3Ampliação do acesso saúde: plano de saúde com financiamento tripartite. 
4Permitir Adesão automática do trabalhador ao plano de previdência oferecido pelo empregador ao trabalhador. 
5Seguros contra os efeitos dos desastres naturais.  
6Seguros como instrumento de proteção para trabalhadores de aplicativos
7Seguros de acidente de trânsito. Modelo aberto e concorrencial em que todas as seguradoras vão competir para oferecer para o cidadão brasileiro o menor custo possível dentro de uma cobertura estabelecida pela legislação.  
8Permitir o pagamento de seguro por meio de consignação em folha, incluindo previdência social. 
9Combate a atividade ilegal das Associações de Proteção Veicular (APVs).   
10Participação do Setor Privado no Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP).