Liberty Seguros fortalece parceria com corretores no LC Summit 2023

Fonte: Liberty

Com foco no compromisso da companhia com a inovação, a Liberty Seguros, uma das principais seguradoras do Brasil, participa do LC Summit 2023, a 7ª edição da Convenção Lojacorr, que acontece entre os dias 1 e 2 de junho no pavilhão Parque Barigui, em Curitiba (PR). O encontro é promovido pela Rede Lojacorr e oferece uma imersão completa no mercado de seguros com base em quatro pilares: relacionamento, conhecimento, negócios e entretenimento.

O primeiro dia do evento foi marcado pela presença da CEO da Liberty no Brasil, Patricia Chacon, no painel “Seguros por uma perspectiva inovadora”. Na ocasião, a executiva reforçou a atuação da companhia como agente de inovação no mercado de seguros, guiada, principalmente, pela co-criação com os corretores parceiros e clientes. A companhia acredita que, para sustentar uma perspectiva de negócios inovadora, é preciso valorizar a parceria com cada público, compreendendo seus desafios e expectativas, sempre com foco no crescimento e personalização.

“Valorizamos encontros como o LC Summit 2023, pois eles nos permitem fortalecer nosso relacionamento com a região Sul, além de reforçar nossa conexão com os corretores parceiros e os clientes. O encontro é essencial para fomentar o crescimento do mercado segurador como um todo e, claro, discutir como as iniciativas promovidas pela Liberty e outras seguradoras podem favorecer a transformação e a inovação no setor”, comenta Patricia Chacon.

No evento, a CEO reforçou a preocupação da Liberty em redefinir o conceito de parceria, elevando-o a um novo nível. Para a companhia, o ‘sucesso’ nos negócios é resultado da estratégia de valorizar a voz de corretores e clientes a fim de promover experiências positivas e fortalecer esse relacionamento. “A Liberty é regida pela crença de entregar jornadas fluidas, co-criando as soluções com os corretores e mantendo as estratégias alinhadas a nossa visão de futuro”, comenta a CEO.

Outros executivos da Liberty também marcaram presença em painéis: José Mello, diretor de Inovação do Solaria Labs, laboratório de inovação da companhia inaugurado em 2019, participou de um painel sobre inovação; o diretor de Produtos, Mário Cavalcante, falou sobre o Seguro Automóvel; o gerente da filial Juvevê e Campos Gerais, Johnson Zonta, falou sobre o seguro de vida; e por fim, o gerente da filial de Maringá, Fernando Lucas, participou de um painel sobre seguro residência e empresarial.

Nilton Molina ressalta os riscos da longevidade como uma oportunidade para os corretores de seguros

O corretor de seguro é insubstituível na tarefa de vender proteção de vida e previdência e a tecnologia é o que nos facilita a vida, afirma o presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros e do Instituto de Longevidade, Nilton Molina, participou da 7a. edição do LC Summit, realizado pela Lojacorr no Centro de Eventos Positivo, em Curitiba (PR), nos dias 1 e 2 de junho.

Envelhecer é algo que mudou muito com o passar dos anos – e, diante desse novo conceito de longevidade, o planejamento da aposentadoria sustentável é um cuidado que todos devem ter. “As crianças que estão nascendo hoje serão centenárias e saudáveis. Por isso é preciso priorizar discussões sobre as mudanças que precisam acontecer na sociedade para acolher esta nova realidade”, defende.

O executivo destacou duas oportunidades primordiais para o avanço e futuro do mercado de seguros: a longevidade e o seguro de vida. “Hoje o corretor da Lojacorr praticamente vende muito pouco seguros de pessoas, concentrando as vendas eu automóvel. O que custa fazer uma pergunta singela ao cliente de carro: o senhor tem um tempinho para eu lhe mostrar um seguro de vida para proteger a sua família”, sugeriu.

“Nem era para eu estar vivo. Quando nasci, a expectativa de vida era de 42 anos. E eu estou com mais de 80”, citou. Brincadeiras à parte, ele trouxe um tema crucial para o setor de vida e previdência: o pacto intergeracional foi quebrado e em poucos anos a aposentadoria do governo não passará de um salário mínimo, com poucos jovens pagando para bancar a aposentadoria de muitos velhos, disse.

“Ou seja, nasce menos gente e os velhos não querem morrer. Isso causa um grande problema. O Brasil tem 16 milhões de pessoas com mais de 65 anos. Daqui a 30 anos, serão 60 milhões. O seguro social vai remunerar com uma renda mínima universal. Sendo assim, o setor de seguros é quem vai prover a sociedade com produtos de proteção financeira, como vida e previdência. E este é um grande desafio que depende de todos nós em criamos condições econômicas e atuariais sustentáveis”, disse. 

Segundo ele, os corretores têm um papel fundamental para ajudar o brasileiro a se preparar para o futuro. Os seguros de vida individuais, aqueles que efetivamente garantem proteção para uma família, não alcançam sequer 5% da população brasileira.

Hoje, uma pessoa com mais de 60 anos tem todas as possibilidades de permanecer ativa, com vitalidade para aproveitar todas as reservas que constituíram ao longo da vida. “Eu mesmo sou um exemplo vivo disto”, diz. No entanto, 80% delas não estão satisfeitas com os produtos e serviços que consomem. “Esse grupo de idade mais velha tem uma participação no PIB imensa, ele tem mais poupança para gastar do que um jovem que está comprometido com a família”, afirma.

Reforçou ainda como reflexão que o mercado precisa pensar em mais produtos voltados às pessoas da 3ª idade já que, no futuro de curto prazo, o número de idosos será muito maior do que crianças até 15 anos no Brasil. Entre os produtos, citou planos de cuidados com o envelhecimento (long term care), coberturas para saúde para fazer frente ao elevado custo com planos de saúde que acabam sendo cancelados diante do orçamento mais apertado de pessoas já aposentadas.

Há também o hipoteca reversa, onde a pessoa negocia com a seguradora uma renda vitalícia em troca do apartamento enquanto ele viver. “Não é um produto simples e é para a alta renda”, citou. O quarto produto é um “resort para velhos baleados”, ou seja idosos sozinhos que ficam em instituições dedicadas a este segmento. “Esses projetos já existem nos EUA e devem chegar ao Brasil”.

Além disso, Molina destacou que como serviço à comunidade, a MAG criou o Instituto de Longevidade que tem como propósito ajudar o cidadão brasileiro a entender e por isso garantir a sua longevidade financeira em todas as fases da vida. “O Instituto de Longevidade MAG tem ainda a missão de levar a sociedade a discutir de forma virtuosa os impactos sociais, econômicos e comportamentais do aumento da expectativa de vida no Brasil”, reverberou.

“Eu sou um corretor, eu sou um vendedor, nasci menino pobre, fiquei um homem rico, fazendo uma única coisa: vendendo seguro de vida. Nunca vendi nenhum outro tipo de seguro, só seguro de vida. E assim virei corretor, gerente, superintendente, diretor, presidente, etc e trabalho em uma companhia grande, que é a MAG. Eu fiz muitos outros negócios. Perdi dinheiro em todos. Só ganhei dinheiro vendendo seguro de vida. Esse é um recado, é a mais clara verdade, que é a minha vida”, afirmou. 

Carlos Heitor Campani, PhD em Finanças, definiu bem os 5 produtos sugeridos por Molina. “Todos eles tratam de resolver problemas na longevidade e se configuram em soluções de proteção social. Naturalmente, um arcabouço legal precisaria acompanhar a regulação desses produtos”, escreve Campani que também é pesquisador da Cátedra Brasilprev em Previdência e da ENS – Escola de Negócios e Seguros.

Long-Term Care: garantiria uma renda mensal até determinada idade (ou até de forma vitalícia) por perda (parcial ou total) da autonomia física ou intelectual. Note que se trata de algo diferente do seguro invalidez por conta do nível de especificidade. Por exemplo: se um cantor passa a ter problema severo com sua voz, ele não se torna um inválido, mas perde a chance de gerar renda com o talento de cantar. O produto serviria exatamente para recompor a sua renda devido à essa perda inesperada.

Hipoteca Reversa: imóvel próprio vendido antecipadamente a instituição financeira (ou seguradora). Imagine que o único bem que você possua seja a sua casa própria e que você não gostaria de vender para morar de aluguel. Esse produto garantiria uma renda mensal vitalícia em troca da instituição financeira receber a posse do seu imóvel após a sua morte. Enquanto você viver, o imóvel é seu!

Compra Atuarial: de moradia, alimentação, saúde etc. Produto que garantiria, como diz Nilton Molina, o custeio “da última milha da vida”. Ao longo de sua vida ativa, você pagaria por este produto e, caso venha a chegar à sua última milha (definida por você, tal como, por exemplo, 90 anos de vida), teria direito a usufruir, por exemplo, de um hotel para idosos pelo resto da vida. Esse hotel proveria as condições (moradia, alimentação e saúde) para um final de vida adequado. Alternativamente, esse produto poderia prover essas condições na residência do idoso.

Capital Segurado de Saúde: auxílio financeiro pontual decorrente de algum evento de saúde, como por exemplo o aparecimento de um câncer ou de outra doença grave. Se, por um lado, um plano de saúde custeia (de forma parcial ou total) os gastos médicos e hospitalares, por outro, é muito usual que a pessoa perca renda por não ter como trabalhar pelo período de tratamento. Este produto serviria de apoio financeiro neste tipo de situação.

Capital Segurado de Sobrevivência: auxílio financeiro pontual ou vitalício que você receberia caso atingisse determinada idade avançada. Note que seria um produto atuarial e, portanto, mais barato porque você só receberia caso atingisse aquela idade. Quanto maior a idade escolhida, mais barato esse capital sairia hoje porque a probabilidade de chegar até lá se reduz. Isso permitiria que as pessoas se aposentassem por planos previdenciários com uma renda temporária (que é maior que a renda vitalícia), tendo em vista que sua longevidade estaria financeiramente protegida por este produto.

Bradesco Seguros investe em tecnologia e pesquisas para facilitar a vida do corretor

Com mais de R$ 1 bilhão em investimentos em tecnologia, a Bradesco Seguros já fez neste ano mais de 55 mil pesquisas para criar soluções que facilitem definitivamente a vida do corretor de seguros e agregam valor aos consumidores de seguros. “Nossos resultados são frutos deste investimento em ouvir o que precisamos mudar para melhorar a experiencia dos nossos clientes, que são os corretores de seguros”, disse Guilherme Haraguchi, superintendente Executivo de Inovação do grupo Bradesco Seguros, no painel “Inovação em Seguros, durante a 7ª Convenção Nacional Lojacorr – LC Summit, promovido pela rede de corretoras de seguros independentes Lojacorr em Curitiba (PR).

Faz parte da estratégia do grupo trabalhar com o conceito de Inovação Aberta. Diferentemente do método tradicional, inclui agentes de fora da empresa como parceiros na criação de novos produtos, serviços e soluções. “Apesar de toda discussão nos últimos anos sobre a distribuição de seguros, sempre esteve claro para nós que o corretor é o responsável por vender seguro no Brasil e por isso sempre mantivemos o foco em ouvir o corretor e usar a tecnologia para facilitar a vida dos profissionais de vendas”, disse.

O executivo destacou que a Bradesco Seguros é uma companhia diferente por atuar em diferentes segmentos e por isso se transformou muito nos últimos anos. Segundo ele, a inovação requer investimentos relevantes em tecnologia e soluções que fazem sentido para o nosso negócio. Importante também pensar em como aplicar esta tecnologia no dia a dia.

“Na Bradesco Seguros pensamos em primeiro lugar no nosso cliente, que é o corretor e o consumidor. Por isso fazemos pesquisas para que a voz do corretor dite as prioridades do nosso departamento de desenvolvimento”, disse. Um dos exemplos deste investimento em ouvir o corretor resultou no novo APP, relançado no final do ano passado.

“Ele foi baseado em tudo que ouvimos. São mais de 55 funcionalidades de todas as áreas em que atuamos. São mais de 1 milhão de usuários e nota recebida de usuários nas lojas de aplicativos mostra que estamos no caminho certo de levar ao corretor cotação fácil e rápida e emissão de forma eficiente.”

O aplicativo tem uma tela inicial totalmente personalizável, sendo possível adaptar a ferramenta de acordo com uso. Além disso, o app dá  acesso direto à plataforma de treinamentos da seguradora: a Universeg. Os profissionais que utilizam a ferramenta podem encontrar o mesmo conteúdo do Portal de Negócios agora na palma de suas mãos.

Sincor-SP divulga ranking de seguradoras 2022

ranking de seguradoras

Com base nos dados divulgados pelas seguradoras e entidades do setor de seguros, o consultor de economia do Sincor-SP, diretor da Rating de Seguros, Francisco Galiza, produz, anualmente, o Ranking das Seguradoras. “O Ranking das Seguradoras é o mais tradicional estudo do Sincor-SP, bastante aguardado pelo mercado, pois serve de orientação aos corretores de seguros e ao mercado em geral sobre os caminhos do setor. O ano de 2022 ficou marcado pela retomada completa da normalidade, em um cenário pós-pandemia, quando as pessoas puderam estar novamente juntas presencialmente”, afirma Boris Ber, presidente do Sincor-SP.

O levantamento mostra que em 2022 a receita do setor de seguros, considerando somente os produtos de riscos, atingiu quase R$ 233 bilhões, com uma variação de 18,4% em relação ao ano anterior. “Foi um crescimento mais favorável do que no período 2019-2020, que registrou elevação de 13%. Se somarmos ainda os produtos de acumulação, a receita total de 2022 ultrapassou o patamar de R$ 385 bilhões, uma variação de 15% em relação ao ano anterior”, avalia Galiza.

Segundo o Ranking, um importante destaque foi o crescimento do seguro rural. Desde 2017, a variação acumulada foi de 220%, um número extremamente expressivo. Também tem relevância a recuperação parcial do seguro automóvel em 2022, após anos de relativa estabilidade em termos de receita – mas ainda dá para fazer mais para voltarmos aos patamares que registrávamos anteriormente. Outro destaque foi o crescimento do faturamento do seguro saúde em 2022, que chegou a 12%, superando a taxa de inflação no período, apesar dos desafios atuais desse segmento. “É um reflexo positivo da pandemia para nosso setor, que ressaltou a importância dos seguros, impulsionando as contratações”, indica Boris Ber.

O Ranking das Seguradoras, como diz o próprio nome, também aponta as empresas que estão se destacando e conquistando a liderança em cada ramo, bem como traz os valores das operações. No mercado brasileiro de seguros, há 84 grupos empresariais atuando no segmento de seguros de produtos de risco. Em 2022, tal como em 2021, os cinco maiores grupos do setor de seguros em produtos de risco foram Bradesco, SulAmérica, Porto Seguro, Banco do Brasil e Zurich Santander – essas cinco empresas têm representado de 50% a 55% de todo o mercado.

“Com este relatório, o Sincor-SP disponibiliza valiosa informação para que os profissionais de seguros possam compreender o cenário atual e definir suas oportunidades de empreendedorismo”, conclui o presidente.

VALOR: CNseg entra na Justiça para barrar registro de seguros

Fonte: Valor

Em uma situação provavelmente sem precedentes no Brasil, as principais entidades de um setor regulado entraram na Justiça Federal contra o próprio regulador. Foi o que ocorreu no setor de seguros. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Federação Nacional das Seguradoras (Fenaseg) abriram uma ação civil na 6ª Vara Federal de Curitiba para interromper a implementação do Sistema de Registro de Operações de Seguros (SRO).

O processo tenta barrar a aplicação das resoluções do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e das circulares da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que instituem o programa.

As entidades solicitaram tutela antecipada, ou seja, uma decisão que adianta total ou parcialmente os efeitos do julgamento de mérito, para barrar a implementação do sistema. Até ontem, o juiz responsável pelo processo não havia deferido a petição em caráter liminar. A ação foi iniciada no fim de março, mas só ficou conhecida agora.

O SRO tem como objetivo modernizar o envio de dados ao regulador, diz a Susep. As informações são passadas pelas seguradoras e outras empresas do setor às entidades chamadas de registradoras, que recebem e conciliam os dados de operações de seguros, previdência complementar aberta, capitalização e resseguros. Esses agentes disponibilizam para a Susep os dados tratados para compor a base de supervisão do órgão.

A ideia da plataforma é permitir acesso em tempo real às informações para o regulador. Além disso, o sistema estabelece padronização para o setor, que deve funcionar como base para o ambiente de compartilhamento de dados, o “open insurance”, que vai compor com o “open banking”, do Banco Central, um ecossistema mais amplo, o “open finance”.

Conforme a ação protocolada, “inexiste fundamento constitucional ou legal para a criação da obrigação de registro eletrônico perante entidades registradoras”. O documento protocolado pela CNseg e Fenaseg aponta ainda que “foi evidenciado que a proposta [do SRO] infringia os princípios constitucionais da proporcionalidade, da legalidade, da livre iniciativa e do livre exercício da atividade econômica, e descumpria as determinações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)”.

As entidades argumentaram que a legislação em vigor não respalda as decisões do regulador. “Nenhuma dessas regras contempla atribuição ao CNSP ou à Susep de competência para impor às empresas do setor o dever de contratar entidades registradoras e de submeter a elas o registro de suas operações”, afirmaram a confederação e a federação.

Em resposta ao Valor, a Susep afirma que “está acompanhando a ação movida pela CNseg e pela Fenaseg na Justiça Federal do Paraná”. De acordo com o regulador do setor de seguros, “o SRO continua em andamento”.

A autarquia alega que o projeto do registro de seguros aprimora e moderniza sua capacidade de supervisão ao permitir acesso “tanto pela Susep como por toda a sociedade brasileira” a um amplo conjunto de dados. Assim, afirma, a expectativa é que melhore confiança dos consumidores e impulsione a demanda.

Sobre a questão de obrigatoriedade do registro, a Susep ressalta já haver a mesma prática nos setores bancários e de investimentos. “No Brasil, a atividade de registro de ativos financeiros e de valores mobiliários está regulamentada pelo Banco Central e pela CVM, em suas respectivas áreas de competência”, pontua.

A CNseg, em resposta ao Valor, diz que o SRO “não está em funcionamento e até hoje a plataforma integrada que permitirá que os dados enviados pelas seguradoras às registradoras cheguem até a Susep não foi disponibilizada pelas registradoras”. De acordo com a entidade, “o sistema tem gerado custos excessivos para as seguradoras”. Para a confederação, “as informações de operações ficam represadas nas registradoras sem utilização pela autarquia”.

A entidade das seguradoras cita um cenário de “insegurança jurídica” para justificar a ação na Justiça. Conforme a instituição, o processo aberto tem como objetivo “requerer a suspensão do SRO apenas até que todos os problemas que impedem o envio das informações registradas à plataforma integrada sejam corrigidos e o sistema esteja em condições de cumprir os objetivos estabelecidos pela Susep”.

FISCALIZAÇÃO EM TEMPO REAL

A ideia de implementar o Sistema de Registro de Operações de Seguros, Previdência Complementar Aberta, Capitalização e Resseguros (SRO) existe há quase dez anos. Em 2014, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) propuseram uma reforma da supervisão do setor que incluía uma plataforma digital com dados das operações.

A implementação do sistema começou a tomar forma a partir de março de 2020, com a resolução 383 do CNSP. A regulação estabelecia que as empresas supervisionadas efetuassem o registro de suas operações de seguro, previdência complementar aberta, capitalização e resseguro “em sistemas de registro previamente homologados pela Susep e administrados por entidades registradoras credenciadas pela autarquia”.

Entre 2020 e 2021, o regulador credenciou cinco entidades como registradoras: B3, Cerc, CSD, Maps, Ângulo Capital e CRDC. A Susep também estabeleceu um cronograma de implantação do projeto que passou por ajustes. De acordo com o planejamento em vigor, o processo de implementação do SRO já está na fase final.

A execução teve início em novembro de 2020 e a última etapa está prevista para setembro deste ano. A primeira categoria a ser registrada foi o seguro garantia. Ao longo dos últimos três anos, os ramos foram sendo incluídos gradativamente. Já faz parte do sistema a maioria das categorias, como seguros marítimo, aeronáutico, de petróleo, nuclear, rural, de responsabilidades, patrimonial, auto, transportes, habitacional, microsseguros, de pessoas coletivo e individual estruturados em regime financeiro de repartição simples.

As últimas fases, incluem, em agosto de 2023, os produtos de previdência aberta. Já no mês seguinte o cronograma tem como últimas modalidades, a capitalização e a assistência financeira.

Folha: STF retoma julgamento bilionário sobre contribuição de bancos e seguradoras

Fonte: Folha

O STF (Supremo Tribunal Federal) retoma nesta sexta-feira (2) um julgamento bilionário envolvendo a tributação de intermediação financeira no período de 2000 a 2014.

As perdas para a União em caso de derrota são estimadas em pelo menos R$ 115 bilhões, segundo maior valor envolvendo ações de natureza tributária na última instância do Judiciário.

A controvérsia (Tema 372) é sobre a cobrança das contribuições sociais PIS e Cofins, que incidem sobre o faturamento.

A tese defendida pelo setor financeiro —bancos, corretoras e seguradoras— é que não sejam consideradas como faturamento nesse período suas receitas de intermediação financeira, como empréstimos e financiamentos. O mesmo se aplica aos prêmios de seguros.

Esse entendimento seria aplicado até 2014, quando uma nova lei (12.973) esclareceu que essas receitas são mesmo tributadas.

Até o momento, somente o relator do caso, o ex-ministro Ricardo Lewandowski, apresentou seu voto —contrário ao pleito da União. Para ele, o conceito de faturamento para cobrança do PIS/Cofins das instituições financeiras deve considerar a receita com a venda de produtos e serviços.

Em 2005, os bancos começaram a recorrer à Justiça para restringir a tributação do PIS/Cofins. Na época, ao julgar o caso de uma empresa do setor comercial, o STF determinou que esses tributos devem ser recolhidos somente sobre o faturamento com a venda de mercadorias ou prestação de serviços. Foram excluídas receitas não operacionais, como aluguel e venda de imóveis, e receitas financeiras com investimentos.

Com base nesse entendimento, os bancos foram à Justiça para recolher os tributos somente sobre prestação de alguns serviços, como cobrança de tarifas, e muitos obtiveram decisões favoráveis.

Em caso de vitória, essas instituições podem recuperar o tributo pago nos cinco anos anteriores às ações, desde 2000 em alguns casos, até a edição da lei de 2014.

A União sempre se posicionou contra esse entendimento. Há argumentos técnicos sobre o conceito jurídico-constitucional de faturamento, uma vez que a atividade típica dessas instituições é justamente a intermediação financeira, e também a avaliação de que haveria um tratamento desigual para setores que estão entre os que têm mais condições de contribuir.

Em 2013, o governo chegou a lançar um programa de parcelamento para instituições que quisessem zerar esses débitos e desistir das ações, mas ainda há centenas de casos na Justiça.

O julgamento será retomado em plenário virtual após pedido de vista do ministro Dias Toffoli e está previsto para ir até o dia 12 de junho.

Em evento no Paraná, CEO da Liberty reforça compromisso com corretores e clientes

A convite do SINCOR-PR, a CEO da Liberty Seguros, Patricia Chacon, falou ontem para um auditório repleto de corretores, no projeto “Com a palavra, a Presidente”, organizado em parceria com a Federação das Indústrias do Paraná (FIEP). Na cerimônia, que ocorreu nesta quarta-feira, dia 31, em Curitiba (PR), a CEO comentou sobre o anúncio de compra da Liberty pela HDI, sujeita à aprovação dos órgãos competentes. A executiva também ressaltou o orgulho que sente do momento da Liberty no Brasil que, segundo ela, representa um dos ciclos mais virtuosos de história da companhia no País e relembrou a importância dos corretores no atingimento dos resultados.

A companhia apresentou um crescimento de 37% em 2022, alcançando a marca de 3,6 milhões de clientes e mais de 20 mil corretores parceiros. Além disso, a executiva destacou a expansão de 39% em prêmios emitidos no primeiro trimestre de 2023 em comparação ao mesmo período do ano passado e lembrou da expansão no segmento auto (49% nos primeiros três meses do ano, em comparação ao mesmo período de 2022), que fez com que a Liberty subisse uma posição no ranking da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), assumindo a 4ª colocação entre as principais seguradoras do segmento de automóveis do país.

Com uma liderança regida pela experiência de corretores e clientes, Patricia Chacon potencializou a participação da Liberty no mercado, ressaltando a importância de talentos que sempre estiveram ao seu lado. Durante o evento, a CEO relembrou os fatores que permitiram a conquista de resultados históricos da companhia em 2022 e no primeiro trimestre deste ano.

“Estou há 10 anos na Liberty e tem sido um período maravilhoso. Quando iniciei a minha jornada no Brasil, a empresa estava aberta a mostrar como o mercado brasileiro é dinâmico e sofisticado. Durante esse período pude liderar diversas iniciativas, como a sofisticação dos processos de sinistro, a evolução da experiência dos clientes e corretores, além do lançamento da marca Aliro, uma proposta mais acessível para o mercado, criada em parceria com corretores”, celebrou.

Na cerimônia, Patricia relembrou que a Liberty é uma empresa formada pela junção de empresas, culturas e pessoas que se uniram trazendo sempre o melhor de cada um e que conta com esta atitude no novo ciclo da seguradora, que se iniciará após a aprovação pelos órgãos competentes.

“Sucesso para nós é entregar jornadas fluidas para nossos públicos e cumprir nossa promessa aos nossos clientes com excelência”, define Patricia, ressaltando ainda a importância da co-criação e entrega de soluções em parceria com corretores. Sua visão é de trazer uma proposta de valor que atenda às necessidades dos clientes e parceiros a cada vez mais pessoas, contribuindo assim à expansão da indústria de seguros no Brasil.

Marcio Batistuti celebra 30 anos de carreira com foco no crescimento do mercado

por Marcia Alves

Diretor de Varejo da MAG Seguros e presidente do Clube Vida em Grupo São Paulo (CVG-SP), Marcio Batistuti comemorou no início de maio a importante marca de 30 anos de carreira na área de seguro de vida. Nas redes sociais, ele fez questão de mostrar a carteira profissional com o registro na empresa Top Life, em 1993. Hoje, aos 47 anos de idade, manifesta orgulho pela trajetória, satisfação pelo trabalho realizado e disposição para continuar colaborando com o desenvolvimento do seguro de pessoas. Aliás, já estabeleceu que esta é a sua meta.

Na diretoria de Varejo da MAG, que tem foco na distribuição de planos individuais, Batistuti comanda, atualmente, as diretorias de sucursais, de corretores de mercado (com 2,5 mil profissionais) e a de parcerias financeiras, contando com o apoio de mais de 500 colaboradores. “É uma área muito expressiva na companhia e tenho muito orgulho da parceria com o Nuno David, diretor Comercial e de Marketing”, diz.

Já no CVG-SP, construiu história. Ele iniciou na diretoria da entidade, em 2009, a convite do saudoso Osmar Bertacini, e desde então participou de todas as gestões. Sua chegada à presidência coincide com um momento especial do CVG-SP, mais moderno e digital, marcado pelo lançamento de nova identidade visual, incremento na área de cursos e redes sociais. Foi sua criação o slogan que acompanha a nova logomarca “Conectando o nosso mercado”. 

Segundo Batistuti, seu objetivo no CVG-SP é colaborar para o crescimento dos segmentos de vida e previdência. “O CVG-SP passou por uma transformação e, hoje, o vejo que pode exercer a missão de conectar o mercado, ser um instrumento capaz de impactar o maior número de pessoas”, diz. Sua estratégia é investir em uma comunicação mais leve e objetiva, que também atraia os mais jovens.

O começo

A vida profissional de Batistuti começou mesmo aos 13 anos de idade, como office boy, em um escritório de contabilidade na pequena Osvaldo Cruz, sua cidade natal, com cerca de 28 mil habitantes, no interior de São Paulo. “O contador Pedro era muito estudioso, inteligente e metódico, aprendi muito com ele”, diz. Quando tinha 16 anos de idade, seu irmão Beto, já trabalhava com seguros. “Ele falava com tanta paixão do seguro de vida que não hesitei em aceitar o convite para trabalhar como assistente comercial”, diz. 

Na Top Life, seu primeiro emprego, se recorda do momento em que escolheu seguir carreira no seguro. “Paguei pela primeira vez o benefício para uma família, entendi o propósito do seguro de vida e me apaixonei”, diz. Um episódio que jamais se esquece nessa época, foi quando o corretor Haroldo, então delegado do Sincor-SP, vendo o seu interesse, lhe mostrou a imagem desenhada de Nilton Molina no jornal Gazeta Mercantil e disse “Você tem que trabalhar com este homem aqui”. O conselho – quase uma profecia -, se tornaria realidade muitos anos depois.

Melhor momento

Batistuti seguiu na área comercial, passando por alguns Clubes. Em 2000, quando o Nobre foi adquirido pela Icatu Hartford, ele conheceu Nilton Molina. “Ele me dizia que não bastava fazer o corretor olhar para o seguro de vida, também era preciso formar novos profissionais”, diz. E assim foi feito, tanto que até hoje o programa de formação de corretores existe na MAG Seguros. 

Nesse período, Batistuti intensificou sua atuação no interior paulista. Em 2005, quando Molina saiu da Icatu e foi para a Mongeral, ele foi junto com a equipe de varejo e, depois, designado para a superintendência nas capitais de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, onde permaneceu por um ano e meio. “Montamos uma equipe incrível e aumentamos exponencialmente as vendas”, diz. Na Mongeral, trabalhou com outra grande referência na sua carreira, Osmar Navarini, que se tornaria um grande amigo e conselheiro.

Em 2007, recebeu o convite para assumir a superintendência da capital paulista e passou a atuar diretamente com Molina. “Foi um prazer e um grande aprendizado”, diz. São Paulo marcou uma grande mudança em sua carreira e foi o seu maior desafio. “Demorou algum tempo para termos resultados, mas depois não pararam mais, colocando a Mongeral com o destaque que merecia em São Paulo”, diz. Dois anos depois, o crescimento se acelerou.

Em 2012, Batistuti assumiu a diretoria regional, que incluía a capital paulista e estados da região Sul, até que, em 2018, recebeu o convite para ocupar a diretoria Comercial de Varejo, na qual permanece, atualmente. No presente, fazendo um balanço da sua trajetória, se dá conta do quanto avançou. “Sinto que estou no melhor momento da minha carreira. Mas, tenho muitas metas ainda mais desafiadoras e ousadas. Quero continuar realizando meus sonhos e, mais do que isso, ajudar esse mercado a ser maior e melhor”, diz.

Janela de oportunidades

Hoje, a resistência aos produtos de vida diminuiu e a população está mais consciente sobre a importância dessa proteção. Na visão de Batistuti, no momento existe uma janela de oportunidades para o seguro de vida. “O mercado está maduro e mais bem visto pela sociedade, temos os melhores produtos e cada vez mais distribuidores especialistas”, diz. Para ele, cabe aos corretores transformar os produtos em soluções para os clientes. “Este é o segredo, o caminho para o mercado nos próximos anos”, diz.

Ex-ministro Esteves Colnago assume diretoria de Assuntos Legislativos da CNseg

Fonte: CNseg

Esteves Pedro Colnago Junior assume nesta quinta-feira, primeiro de junho, a Diretoria de Assuntos Legislativos na Confederação Nacional das Seguradoras, CNseg. Ele fará a articulação das pautas do mercado segurador com o Senado, a Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas.

Esteves tem um extenso currículo na gestão pública. É mestre em Economia pela Universidade de Brasília, ex-ministro do Planejamento, ex-Secretário Especial do Tesouro e Orçamento. Foi Presidente do Conselho de Administração da Casa da Moeda e do BNDES e Presidente do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional. 

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, diz que o ex-ministro Esteves Colnago é um dos quadros mais qualificados e experientes da administração pública brasileira. “Com sua experiência e capacidade contribuirá muito para que a indústria de seguros no Brasil continue a prestar serviços relevantes para a sociedade brasileira e avance na democratização do acesso ao seguro.”

Esteves chega à CNseg para priorizar uma extensa agenda de reformas a aprimorar e a implementar para o setor segurador, considerada desafiadora e ao mesmo tempo gratificante. 

“Estou muito feliz com a minha vinda para os setores de seguros, previdência complementar, capitalização e saúde suplementar. São mercados com grande potencial de desenvolvimento e de forte ligação com o crescimento econômico e com a melhoria do bem-estar da população”, diz Colnago. 

Segundo ele, o corpo de colaboradores da Confederação é de excelência. O convite veio de Dyogo Oliveira, amigo de longa data. “Dyogo é um profissional de enorme competência e com perfil talhado para empreender e superar os desafios existentes para o desenvolvimento de setores tão importantes para o nosso dia a dia e para o futuro da economia brasileira.”

Hoje o mercado segurador corresponde a 6,2% do PIB brasileiro. A CNseg projeta aumentar esta participação para 10% até 2030 com o lançamento do PDMS (Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros) que contempla uma série de ações que buscam impulsionar o mercado segurador no País. 

No futuro, HDI poderá se tornar uma seguradora multimarca

por Carol Rodrigues, da Revista Cobertura

A aquisição da Liberty Seguros pela HDI Seguros foi um dos assuntos principais do painel do LC Summit realizado pela Lojacorr no Centro de Eventos Positivo, que abordou o tema “Seguros por uma perspectiva inovadora”, que contou com os presidentes de seguradoras.

“Estamos muito felizes com essa aquisição porque estamos adquirindo uma empresa que era a maior concorrente nossa e uma das que mais admirávamos. Realizo o sonho de unir as nossas forças”, comentou Eduardo Dal Ri, CEO da HDI Seguros.

Segundo ele, no Brasil, a grande força motivadora da aquisição foram os talentos. “A parte mais importante são as pessoas que vêm junto, além da distribuição, que são os corretores de seguros. Podemos construir algo muito melhor do que a soma da HDI e da Liberty. Vamos construir genuinamente o melhor dos dois mundos e ter uma característica que a gente ainda não conhece”, comentou Dal Ri.

Ele antecipou que, no futuro, uma nova marca vai substituir a Liberty. Inclusive, demonstrou a intenção de a HDI seguradora se tornar multimarca. “Estamos conversando muito com os corretores para tranquilizar, pois queremos trazer ainda mais valor para eles. Não queremos perder nenhum corretor. Continuaremos crescendo e, quando nos unirmos, iremos crescer ainda mais”.

“A Liberty continuará a trabalhar para ter uma oferta ampla de produtos, sempre com foco nas necessidades dos clientes”, completou Patricia Chacon, CEO da Liberty Seguros.

Ela lembrou as aquisições feitas pela Liberty cuja história começou com a Paulista de Seguros. “Fomos incorporando empresas, culturas e pessoas com o melhor de cada uma e isso deu origem ao Grupo Liberty Brasil”, comentou sobre a cultura da empresa que também é formada pela entrega de soluções em conjunto com o corretor.

Durante o evento, ela citou a criação da marca Aliro como um case de sucesso. “Hoje, Aliro é um motor importante de crescimento da companhia”.

Experiência do cliente e do corretor

“Seguimos crescendo em todos os segmentos de seguros a uma velocidade maior do que a média de mercado. Oferecer uma experiência melhor aos nossos clientes e corretores é o grande motivador das mudanças”, disse Ney Dias, presidente de Auto/RE da Bradesco.

“Usamos a cocriação e as ferramentas para melhorar o serviço e a experiência que o cliente tem. Lançamos seguro para celular usado ou novo. Temos um processo com nossos parceiros e inteligência artificial para que saia o voucher no mesmo dia ou no dia seguinte”, comentou Sven Feistel, CFO da Seguradora Zurich.

José Adalberto Ferrara, CEO da Tokio Marine Seguradora, destacou o crescimento da companhia, de R$ 1,6 bilhão, e fechou maio com R$ 11,4 bilhões. “Qualquer área de negócios é formada por pessoas. Nossa prioridade são os corretores, os colaboradores e os clientes. Procuramos usar tecnologia agregada para resolver problemas e trazer inovações e usamos automação para melhorar os processos da companhia”, comentou Ferrara, que destacou o seguro viagem, como um produto que vem obtendo destaque e sendo bem aceito pelos corretores.