Pedido de recuperação da Light pode gerar perdas de até R$ 5 bi em seguros

O dia nem tinha raiado mas o ritmo das mensagens em grupos de WhatsApp de executivos de seguro garantia judicial já era de horário de rush. O pedido de recuperação judicial da Light pode ser o gatilho para outro dos maiores eventos de sinistro na história do mercado brasileiro de seguros, com impacto bilionário no segmento de seguro de garantia judicial. As previsões preliminares de alguns executivos é de algo em torno R$ 5 bilhões.

No caso Americanas, o seguro mais afetado, inicialmente, foi o seguro de crédito, com pedidos de indenizações de fornecedores ainda em andamento, com valores que devem superar os R$ 3 bilhões. No caso do seguro garantia, se a Americanas quebrar, as seguradoras podem perder outros bilhões. “Mas no caso da Americanas, há sócios que injetaram dinheiro e isso aliviou as perdas em seguro garantia. Já no caso da Light é muito pouco provável que alguém injete dinheiro e evite uma falência”, comentam executivos que pediram anonimato.

Um advogado especializado no tema pondera. “Se houver impacto em garantia judicial não será imediato. Outras garantias de expansão de rede podem ser impactadas”, afirmou ao Sonho Seguro. “É um caso parecido com a OI. Tem fluxo de caixa garantido e isso ajuda durante a recuperação judicial, pois os clientes não param de pagar a conta de energia”.

Outro advogado vê o risco para o mercado segurador de outra forma. Segundo ele, a recuperação judicial da Light é altamente questionável, pois discute-se se uma concessionária de energia pode mesmo pedir uma RJ. Se o judiciário entender que cabe a RJ, o cenário acima é o mais provável de acontecer.

O problema é se o Judiciário não entender cabível a RJ. “A Light pode simplesmente falir do dia pra noite. Nesse caso, provavelmente todas os seguros garantia judiciais já seriam acionáveis pelos respectivos credores. Provavelmente estamos falando de credores trabalhistas e as fazendas Federal, Estaduais e Municipais. As apólices são dadas em garantia de execuções trabalhistas e fiscais, via de regra. Ou seja, o garantido é o Juízo em que se processa a execução. Não vai ter muito “argumento” para as seguradoras, como vêm tentando no caso do D&O e seguro de crédito da Americanas. Vão ter que pagar de imediato as indenizações, caso a Light venha à falência”.

A Light afirma que a recuperação judicial compreende obrigações de aproximadamente R$ 11 bilhões e embora venha avançando nas negociações com credores, a atual situação econômico-financeira está se agravando. Aproximadamente R$ 7 bilhões estão com detentores de debêntures e R$ 3,1 bilhões em títulos de dívida no exterior (bonds).

O pedido de recuperação judicial da concessionária foi efetivado pela Light S/A, holding de capital aberto sediado no Rio de Janeiro, envolvendo as controladas Light Serviços de Eletricidade S/A, concessionária de transmissão e distribuição de energia elétrica e Light Energia S/A, de geração de energia elétrica, ambas localizadas no mesmo endereço da holding.

Segundo informou o Estadão, a Light diz que vinha avaliando alternativas e empreendendo esforços na busca do equacionamento de obrigações financeiras, “inclusive mediante tratativas com certos credores no âmbito de procedimento de mediação devidamente instaurado e em curso na presente data”. No entanto, a Light cita que a situação se agravou, “embora siga avançando nas negociações”.

O pedido segue-se a uma tentativa de mediação forçada com credores, levada à Justiça pelos advogados da empresa, que também suspendia as cobranças por 30 dias. O prazo expirou ontem (11). A pretensão da Light era não só avançar numa conversa com seus credores, mas também com a Aneel, órgão regulador, para antecipar à renovação da concessão em termos financeiros melhores que os que a companhia tem hoje.

O segmento de seguro garantia movimentou em 2022 cerca de R$ 3,47 bilhões, praticamente 80% proveniente de apólices judiciais. O ramo de garantia tradicionais, dadas para assegurar a conclusão de um contrato, deixou de ser líder no ramo nos últimos anos. Por outro lado, o seguro garantia judicial não para de crescer, graças aos avanços legais e normativos.

O seguro garantia judicial assegura que os débitos judiciais, isto é, a indenização em um processo, seja paga à parte vencedora do processo. Substitui outras formas de caução, como o depósito em dinheiro, a carta-fiança bancária e a penhora de bens durante um trâmite processual.

Este é um nicho de mercado que vem atraindo muito competidores, principalmente em seguro garantia judicial. São 36 seguradoras disputando um mercado tido com imenso potencial. As indenizações somaram R$ 891 milhões no ano passado, gerando um índice de sinistralidade de 28%.

A probabilidade de um grande sinistro existe. Mas é baixa. Segundo executivos, a empresa vai fazer de tudo para honrar seus compromissos, pois se der default enfrentará sanções de crédito, sem poder contratar novas apólices de seguro garantia.  Por isso, antes de uma seguradora dar crédito para o seguro judicial, é feita uma análise criteriosa da companhia, olhando seus resultados passados e buscando entender a perspectiva da empresa para os anos a frente.

Apesar de a Light não ter novas apólices, as que têm contam com vigência longa. Boa parte delas de 5 anos – nestes tipos de risco. E é aqui que a preocupação do setor reside. Todos olham suas exposições, que contam com resseguro. Se o cenário já era considerado difícil para obtenção de capital em resseguro, principalmente para seguro de crédito e rural, agora a situação pode ficar um pouco mais complicada para seguro de garantia, que não sofria desta seca.

Vendas da Liberty Mutual avançam para US$ 11,8 bi no 1o. trimestre

A Liberty Mutual Holding Co. Inc. divulgou prejuízo líquido de US$ 74 milhões no primeiro trimestre, em comparação com o lucro líquido de US$ 498 milhões no mesmo período do ano anterior. As vendas atingiram US$ 11,89 bilhões em prêmios líquidos totais emitidos no primeiro trimestre, avanço de 2,8% em relação ao mesmo período de 2022.

A perda foi “principalmente devido às perdas elevadas por catástrofes, em grande parte impulsionadas por fortes tempestades climáticas em todo o meio-oeste”, disse Tim Sweeney, presidente e CEO da Liberty Mutual, em um comunicado.

“Excluindo as catástrofes, a inflação continua a pesar nos resultados subjacentes das linhas pessoais, pois os custos de peças, materiais e mão-de-obra permaneceram altos”, disse ele. “Dado esse ambiente de tendência de perdas elevadas, continuamos pressionando por taxas e alcançamos reajustes de renovação premium de 12,8% nas Linhas Pessoais dos EUA nos últimos 12 meses.”

O índice combinado total foi de 103,2%, em comparação com 98,9% no primeiro trimestre do ano anterior. A seguradora com sede em Boston disse que seu negócio de Global Risk Solutions progrediu em direção às metas de índice combinado de 97,5%, uma melhoria de 2,2 pontos em relação ao primeiro trimestre de 2022.

Dia Continental do Seguro: CNseg reforça importância da integração entre mercados internacionais

Fonte: CNseg

O Dia Continental do Seguro é celebrado no dia 14 de maio. A data, que nasceu no México, em 1948, durante a 2ª Conferência Hemisférica de Seguros, tem objetivo de destacar a importância social e econômica do setor, completa 75 anos. A ocasião, também marcou a fundação da atualmente nomeada Conferência Hemisférica da Federação Interamericana de Empresas de Seguros (Fides).

Para a CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), uma das entidades fundadoras da Fides, o Dia Continental do Seguro é uma oportunidade para reforçar a relevância do setor e seus profissionais, além de destacar a necessidade da integração entre os mercados seguradores internacionais.

“O setor tem se mostrado cada vez mais dinâmico, e a troca com outros países representa não apenas novos aprendizados e oportunidades, mas também um mercado global mais robusto e promissor que contribui para um futuro mais sustentável e economicamente saudável”, explica Dyogo Oliveira, Presidente da CNseg.

Fides Rio 2023

A Fides é um exemplo de iniciativa criada entre países que visa fortalecer o debate acerca de temas relevantes e, também, promover novos negócios.  “A CNseg entende que para chegar a novas soluções e produtos que atinjam com sucesso as necessidades dos clientes e impacte de maneira positiva a economia, é preciso promover a troca de ideias”, explica Oliveira.

Esse ano, de 24 a 26 de setembro, agentes da indústria seguradora de toda a América Latina e Europa se reunirão, no Rio de Janeiro, para a 38º Conferência Hemisférica de Seguros. No evento, temas que pedem a atenção do mercado como mudanças climáticas, aumento da longevidade e transformação digital, assim como o desafio da ampliação da aderência de seguros por pessoas e empresas serão debatidos nos 3 dias.

“O mercado precisa seguir atento às necessidades e tendências globais. A indústria seguradora possui um papel fundamental na vida das pessoas e na economia, e nós estamos dispostos a contribuir com um mundo mais sustentável, e convidamos todos os profissionais da área a se unir nesta empreitada”, conclui o presidente da CNseg.

Lucro da Porto avança 90% no 1o. trimestre, para R$ 332,8 milhões

A Porto registrou lucro líquido de R$ 332,8 milhões no primeiro trimestre de 2023, crescimento de 90,1%, que representa o maior resultado da companhia para um primeiro trimestre. No trimestre, o crescimento de receitas foi expressivo, com um aumento de 26,5% (vs. 1T22) e ampliação de 10,2% em número de clientes, alcançando 12,7 milhões de consumidores dos produtos e serviços da companhia.

Nas verticais, foram registrados crescimentos de receitas, que fecharam o período com os seguintes números (vs. 1T22): Porto Seguro com R$ 4,768 bilhões (+24,1%); Porto Saúde com R$ 976 milhões (+32,7%); Porto Bank com R$ 1,1 bilhão (+11,1%); e Serviços com R$ 147,5 milhões (+50,2%).

Na Porto Seguro, vertical que responde pelos produtos e serviços de seguros da companhia, as receitas do trimestre aumentaram 24,1% (vs. 1T22), impulsionadas principalmente pelo seguro Auto, que registrou 25,5% de incremento nos prêmios emitidos em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Os seguros de Ramos Elementares avançaram 20,8% (vs. 1T22), com destaque para o Empresarial, Residencial e Celulares. Outro destaque é para o segmento de Vida, que obteve aumento de 16,8% no período, liderado por Vida em Grupo e Prestamista. 

O Índice Combinado da Vertical Seguros melhorou substancialmente, atingindo 91,1% (-8,7 p.p. vs. 1T22), explicado principalmente pela redução na sinistralidade do Auto, decorrente do aprimoramento na subscrição de riscos, aumento no controle de sinistros e recomposição tarifária.

A vertical Porto Saúde obteve uma superação de 32,7% nas receitas do trimestre (vs. 1T22), alavancado pela expansão de 35,4% nos prêmios do seguro Saúde, cuja carteira obteve um incremento de 58 mil vidas ante o mesmo período do ano anterior, alcançando 427 mil vidas. Os dados representam o maior lucro histórico da vertical de saúde da Porto em comparação com o mesmo período de anos anteriores. Nesta segmentação, o lucro líquido foi de R$ 43 milhões, o que aponta alta de 19% em relação à apuração de 1T 2022.

A vertical de negócios financeiros, representada pela marca Porto Bank, obteve avanço de receita na ordem de 11,1% (vs. 1T22), com ênfase para a expansão de 23,5% nas receitas de Consórcio e para o aumento de 240 mil negócios na vertical. Já a inadimplência das Operações de Crédito acima de 90 dias aumentou 0,4 pontos percentuais em comparação ao trimestre anterior, mas permaneceu 0,8 pontos percentuais abaixo da média de mercado.

Já no segmento de Serviços*, a companhia registrou crescimento de 50,2% nas receitas (vs. 1T22), tendo um aumento de 41% na quantidade de usuários no modelo B2B nos últimos 12 meses em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento do público está alinhado com a estratégia da Empresa de gerar valor por meio da ampliação da oferta de serviços para novos segmentos. Ao total, a Porto realizou 1,2 milhão de assistências por meio dos prestadores de serviços neste trimestre.

O índice de eficiência operacional obteve uma melhora de 0,6 pontos percentuais no trimestre (vs. 1T22), alcançando um dos melhores patamares históricos da Companhia, decorrente dos ganhos de produtividade observados ao longo dos últimos anos.

O retorno sobre as aplicações financeiras (ex-previdência) foi de R$ 293,6 milhões, o que representa uma rentabilidade equivalente a 79% do CDI. A rentabilidade do trimestre foi impactada principalmente pelo desempenho das alocações em renda variável. No comparativo anual, o resultado financeiro avançou 35,9% (vs. 1T22), atingindo R$ 162,8 milhões.

O período foi marcado também pela rentabilidade sobre o patrimônio de 12,4%, uma elevação de 4,9 pontos percentuais em comparação com o primeiro trimestre de 2022. Com isso, o ROAE ajustado, excluindo os efeitos dos ativos intangíveis, foi de 13,4% no 1T23.

A empresa também foi eleita a 16ª marca mais valiosa do país pela Interbrand e esteve no 1º lugar do ranking de melhores serviços do Estadão pela sexta vez consecutiva.

Principais destaques (1T23 em comparação com 1T22): 

•                    Receita Total: R$ 7.240,6 milhões (+26,5%) 

•                    Receita Porto Seguro: R$ 4.768 milhões (+24,1%) 

•                    Receita Porto Bank: R$ 1.105 milhão (+11,1%) 

•                    Receita Porto Saúde: R$ 976 milhões (+32,7%) 

•                    Receita Serviços: R$ 148 milhões (+50,2%) 

•                    Lucro Líquido: R$ 332,8 milhões (+90,1%) 

EZZE Seguros registra lucro de R$ 11,4 milhões no 1º trimestre de 2023

A EZZE Seguros registrou lucro líquido de R$ 11,4 milhões no primeiro trimestre de 2023, alta de 20% em comparação aos R$ 9,5 milhões apresentados no mesmo período do ano passado. As vendas tiveram aumento de 55%, para R$ 170,4 milhões em prêmio bruto no período analisado. A margem de subscrição avançou 29% para R$ 31,6 milhões. 

“Registramos um resultado excepcional. O lucro do trimestre já representa mais do que a metade do ano de 2022 inteiro, o que nos coloca em linha com nosso anseio de dobrar o ganho da seguradora em 2023″, afirmou o vice-presidente financeiro da EZZE, Bruno Cals. 

Segundo o executivo, todos os segmentos tiveram uma boa performance. Ele destacou o ramo de Afinidades, no qual bancos e empresas vendem seguros para o seu público final, com avanço de 157% no período analisado, com vendas de R$ 29,6 milhões. O crescimento foi sustentado por novas parcerias e também com a ampliação do leque de produtos e serviços em alguns parceiros, como as Lojas Colombo, onde apenas o prestamista era ofertado e agora evoluiu para outros produtos aderentes ao público-alvo da varejista. 

Assim como Afinidades, o segmento de Bancassurance (seguros vendidos por bancos) avançou 103%, para R$ 24,2 milhões, e Linhas Financeiras, com alta de 23,9%, para R$ 11,4 milhões, contribuíram para o bom desempenho dos três primeiros meses do ano. 

A expectativa para os próximos trimestres é grande. “A execução da estratégia de multiprodutos e multicanais por pessoas talentosas sem dúvida é o grande diferencial da EZZE. Aliados a todos os nossos parceiros e clientes, estamos em conjunto construindo a seguradora do século XXI”, avalia o CEO da EZZE Seguros, Richard Vinhosa.

Pix para bandido: como o seguro pode me proteger de golpes e sequestro?

video cast Infomoney denise bueno

por Jamille Niero, do InfoMoney

O Brasil já o segundo país com mais registros de pagamentos instantâneos do mundo. Segundo o Banco Central, por meio do Pix, já foram realizadas mais de 29 bilhões de transações.

Contudo, a facilidade desse tipo de transação financeira tem atraído golpistas e até sequestradores que se aproveitam para cometer crimes, como o que aconteceu com João, nome fictício de uma vítima de sequestro-relâmpago, que teve um prejuízo de mais de R$ 60 mil retirados de sua conta bancária pelos sequestradores, utilizando o Pix.

João relatou sua história no mais recente episódio do videocast Tá Seguro, disponível no YouTube, no canal do InfoMoney, e nas principais plataformas de podcast (clique aqui para ouvir no Spotify). No programa, ele narra que ficou quase 24h em poder dos sequestradores, que o levaram em um carro e o deixaram em cativeiro enquanto faziam os trâmites bancários utilizando as senhas e o seu celular.

“Demorou algumas horas para eu entender o que estava acontecendo. Eu só sabia que eles estavam com meu celular. E por volta das 6h da manhã, eu sei disso porque a televisão ficou ligada o tempo todo e eu escutava os programas, entraram novas pessoas no lugar e me mandaram ajoelhar e colocaram o meu celular, na minha frente, apontaram a arma para mim e falaram pra eu olhar pra tela. Eu imaginei que eu estava fazendo um reconhecimento facial, e que eles estavam de alguma forma fazendo algo com a minha conta bancária, só que eu não sabia o que era”, conta.

Após ser solto em uma rua residencial, sem o celular e sem seu carro, próximo a uma pizzaria, ele chamou a polícia e conversou também com a mãe, orientando-a a bloquear o acesso a e-mails e redes sociais, além de ligar para o banco para tentar entender o que houve com sua conta. Isso aconteceu na passagem de sexta-feira para sábado, às vésperas de um feriado que seria na terça-feira.

“Minha mãe ligou para o banco e falaram que a conta estava bloqueada. Então eu teria que esperar realmente até a terça-feira para ir até a minha agência e conversar com a minha gerente para entender o que tinha acontecido, o que eles tinham feito na minha conta porque naquele momento eu só conseguia pensar que eles tinham conseguido entrar nos meus investimentos e arrancado tudo”, relembrou.

Quando ele foi ao banco, soube que os bandidos haviam usado a conta dele para pedir um empréstimo pelo aplicativo do banco no valor de R$ 150 mil. Com a entrada da quantia na conta quase que automaticamente, porque era um crédito pré-aprovado, os sequestradores passaram a fazer transferências (o Pix foi um dos formatos utilizados) de valores variados até o sistema do banco “estranhar” a movimentação e bloquear a conta. Mas até isso acontecer, eles conseguiram transferir cerca de R$ 60 mil.

De acordo com Ana Carolina Mello, vice-presidente de subscrição da seguradora AXA no Brasil, que também participou deste episódio do “Tá Seguro”, o seguro Pixnão cobre todas as situações, mas o caso ocorrido com João, sim, que é quando envolve a realização de transferências “obrigando” a vítima segurada a fornecer senhas e acessos por  mecanismos como a biometria facial.

“Quando ele conta que ficou ali no cativeiro, pediram as senhas e pegaram a fotografia dele, que é uma biometria, e daí fizeram empréstimos, várias transferências, pode ser Pix, TED, DOC ou qualquer tipo de transferência, o seguro hoje está desenhado exatamente para esse tipo de situação. Para fazer para ele, o que eu vou chamar de ‘reembolso do valor’ que ele perdeu no banco, com essa ressalva do limite que está contratado. Praticamente todos os bancos oferecem a contratação. É um seguro barato, de R$ 2 a R$ 25, dependendo do limite contratado”, explica Mello.

Por outro lado, o seguro Pix não tem cobertura para casos em que não ocorra algum tipo de coação para obtenção de senhas. “Por exemplo, se você está no carro, alguém quebra o vidro, rouba o seu celular e consegue ele desvendar a sua senha. Sem você fornecer senha ou sem fornecer biometria ele entra no seu banco e faz um saque, uma transferência, isso não está coberto. Isso que a gente chama de engenharia social, que é o bandido descobrir a sua senha, é um outro tipo de seguro, é uma novidade que vem por aí, o mercado ainda tá estudando como fazer, mas hoje isso não tem cobertura”, esclarece Ana Carolina.

A colunista de Seguros do InfoMoneyDenise Bueno, ressalta que as seguradoras passaram a oferecer os seguros Pix quando os bancos melhoraram seus sistemas de segurança, o que ocorreu com a pandemia de Covid-19. “Porque eles começaram a ser muito cobrados pela população, justamente porque estava tendo muito sequestro [motivado pelo] Pix. E aí só depois que os bancos mudaram essa configuração de segurança é que a seguradoras entraram ofertando o seguro Pix, porque antes era muito risco”, afirma a colunista.

Denise ressalta que as seguradoras estão  empenhadas em vender esse tipo de proteção e procuram formas, “mas elas também não vão vender qualquer coisa. Também têm que ter uma margem de segurança para lançar um produto, que é esse caso por exemplo do Pix. Hoje várias seguradoras oferecem esse seguro”, diz.

A colunista comenta ainda que, em entrevista recente com um dos quatro maiores bancos do Brasil, soube que a instituição bancária chegou a registrar aumento nas contratações dessa cobertura em 17% no início deste ano, com indenizações na faixa dos R$ 580 mil.

Ana Carolina, da AXA, explica que o processo para acionar o seguro e receber a indenização é bem simples e pode ser feito todo pelo meio digital, basta ter o boletim de ocorrência (B.O.), que serve como prova.

Cassio Gama, advogado especializado em seguros, reforça que um B.O. bem feito é muito importante em casos como o vivido por João. “Se ele contar com a ajuda de um advogado na hora é importante também, como vítima, porque as delegacias no Brasil não estão preparadas para acolher. Em situações como essa, numa véspera de feriado. Como ele foi acolhido na delegacia? Então não é descritivo suficiente, não é detalhado o suficiente. Então tem que ter um cuidado no B.O. Pode se fazer um digitalmente, em certas circunstâncias, mas não é o correto. Tem que ir à delegacia numa situação de violência como essa”.

Os especialistas que participaram do videocast forneceram dicas fundamentais para os interessados em contratar um seguro Pix:

  • O primeiro ponto é sobre o valor de indenização contratado, que precisa estar alinhado com o risco de perdas financeiras, ou seja, uma quantia que vá fazer a diferença em uma situação como essa;
  • O segundo ponto é a franquia, que é o valor que será descontado da indenização. É preciso avaliar se vale a pena ter um valor fixo ou uma proporção da cobertura contratada;
  • O terceiro fator a ser observado é a carência, ou seja, em quantas horas, dias ou semanas o segurado poderá receber a indenização em caso de sinistro (quando o risco previsto acontece);
  • É importante prestar atenção no prazo de pagamento, que é em quanto tempo o segurado receberá a indenização. A legislação do setor estipula um prazo máximo de 30 dias, mas dentro desse limite pode variar de seguradora para seguradora;
  • Vale ainda ficar atento ao local de cobertura, se é válido para uma cidade, estado ou tem cobertura nacional (ou mesmo internacional, caso esteja viajando, por exemplo).

Todos esses pontos devem ser avaliados na contratação do seguro e precisam constar na apólice.

Magalu e BNP Paribas Cardif renovam parceria exclusiva na área de seguros por mais 10 anos

Sheynna-Hakim-da-BNP-Paribas-Cardif-Brasil

A BNP Paribas Cardif, especializada em parcerias bancassurance e em seguros prestamista, e o Magalu, plataforma online para comprar e vender do Brasil, anunciaram hoje a renovação de uma parceria exclusiva para a venda de seguros por meio de todas as plataformas da varejista.

O contrato tem validade até o final de 2033 e começa a vigorar em julho deste ano. BNP Paribas Cardif e Magalu são parceiros desde 2002 e, nesta nova fase, as empresas colocarão foco, principalmente, no lançamento de produtos e serviços adaptados às particularidades da experiência de consumo no ambiente digital.

“O Magalu é parte fundamental da trajetória da BNP Paribas Cardif no Brasil. É nosso parceiro praticamente desde o início da operação no país. Chegar a 30 anos dessa aliança reforça a mútua confiança e a credibilidade que sempre permearam a nossa relação. Além disso, uma empresa que atinge uma extensa rede de consumidores nos mantém no caminho certo para alcançar o nosso propósito de tornar os seguros mais acessíveis. Com o desejo de levar a muitos o que é privilégio de poucos, o Magalu traduz muito da sinergia que buscamos em nossas parcerias”, afirma Sheynna Hakim, CEO da BNP Paribas Cardif no Brasil, em nota enviada à imprensa.

Estudo realizado pela seguradora em 2021 revelou que as pessoas não se sentem suficientemente protegidas. A pandemia também trouxe à tona a necessidade urgente de tornar os seguros mais inclusivos, na medida em que mais pessoas possam ser cobertas e melhor protegidas. Antes da crise de saúde, a América Latina era a região onde os sentimentos de vulnerabilidade eram mais altos, 50% dos brasileiros se sentiam desprotegidos em caso de um imprevisto ou acidente de vida. Nesse sentido, para a BNP Paribas Cardif, essa parceria está totalmente alinhada com sua estratégia e missão de tornar os seguros mais acessíveis.

Potencial de crescimento

O Magalu, hoje, fatura 1,3 bilhão de reais e atinge cerca de 13 milhões de clientes com seus diferentes seguros. No futuro, a empresa pretende desenvolver novos produtos e serviços que possam atender clientes de marcas como, por exemplo, Netshoes e Kabum.

Atualmente, cerca de 70% do GMV do Magalu têm origem nos canais digitais da companhia. “Já temos uma das maiores operações de seguros e serviços do Brasil e um excelente portfólio de produtos para nossa operação de lojas”, diz Carlos Mauad, CEO da Fintech Magalu. “Por isso, uns dos principais objetivos da parceria, daqui em diante, é desenvolver produtos e serviços compatíveis com a experiência do cliente nos ambientes virtuais e dar mais um salto de escala em nosso negócio”.

Todos os seguros oferecidos até o momento (Garantia Estendida, Roubo e Furto qualificado com quebra acidental, Compra Segura, Casa Protegida e Cartão Superprotegido) serão mantidos e novos serão lançados.

Caixa Seguridade lucra R$ 820 milhões até março de 2023

A Caixa Seguridade registrou lucro de R$ 820,1 milhões no primeiro trimestre deste ano, 47,2% superior ao registrado no mesmo período de 2022 e 8,9% acima do contabilizado no último trimestre do ano passado. Hoje, quinta-feira (11/5), às 13h, será realizada uma teleconferência para apresentação dos resultados com analistas, investidores e jornalistas.

Os prêmios de seguros aumentaram em 16,2% na comparação anual para R$ 2,231 bilhões. O índice de sinistralidade do primeiro trimestre de 2023 teve redução de 2,6 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2022 para 23,9%.

As receitas dos planos de previdência apresentaram redução de 25,9% em relação ao primeiro trimestre de 2022 para R$ 6,287 bilhões. A captação líquida no primeiro trimestre de 2023 alcançou R$ 744,2 milhões e as reservas atingiram R$ 138,3 bilhões, o que representou um crescimento anual de 18,5% em 12 meses.

No período, a companhia atingiu o volume de R$ 3,4 bilhões em cartas de crédito de consórcio comercializadas na rede da controladora Caixa Econômica Federal, crescimento de 66,8% em relação ao mesmo período de 2022, com destaque para as carteiras de imóveis.

A arrecadação de recursos de capitalização apresentou crescimento de 274,6% e 57,8% em relação ao primeiro e o último trimestre de 2022, respectivamente.

Em comunicado, o grupo informou que nos primeiros três meses de 2023, as receitas operacionais da Caixa Seguridade cresceram 54,9% em relação ao mesmo período de 2022, totalizando R$ 1,1 bilhão. Dentre estas receitas, destaque para as Receitas de Participações Societárias (MEP), que registrou expansão anual de 63,8%, e para as receitas de comissões e corretagem, que cresceram 44,8%.

No primeiro trimestre de 2023, com a conclusão da alienação da totalidade da participação societária detida pela companhia na CNP Capitalização e na Previsul, a instituição “fortaleceu sua estrutura e permite o melhor alinhamento estratégico, comercial e de produtos junto ao controlador Caixa, permitindo assim a ampliação do aproveitamento de oportunidades de negócios e agilidade no lançamento de produtos e ações comerciais”.

A operação gerou um ganho bruto de capital de R$ 30,7 milhões, com efeito de R$ 20,3 milhões no lucro líquido da companhia, de acordo com o comunicado. “Assim, na visão contábil, que considera o efeito dos ganhos de capital na alienação de investimentos, o lucro líquido de R$ 840,4 milhões representa um crescimento de 50,9% em relação ao primeiro trimestre de 2022.”

FF Seguros alerta para os riscos de incêndio e explosão em fazendas

Um acidente ocorrido em uma fazenda no Texas (EUA), no dia 10 de abril, provocou a morte de 18 mil vacas e deixou uma funcionária gravemente ferida. Até o momento, especulações apontaram que, possivelmente após o superaquecimento de um sistema de remoção de esterco e ignição de gás metano presente no local, houve uma grave explosão, seguida de incêndio.

De acordo com o Comissário para a Agricultura do Texas, Sid Miller, os fatos ocorridos estão sendo investigados. “Esse foi o incêndio em celeiro mais mortal para o gado na história do Texas e a investigação e a limpeza podem levar algum tempo. Há lições a serem aprendidas e o impacto deste incêndio pode influenciar a área e a própria indústria para que tragédias como essa possam ser evitadas no futuro”, declarou o comissário em comunicado oficial.

Essa notícia registrou repercussão internacional e aqueceu debates sobre a segurança das instalações pecuárias e potenciais riscos que poderiam ameaçar a criação de animais. De acordo com Guilherme Frezzarin, superintendente de agronegócio da seguradora FF Seguros, as benfeitorias presentes em fazendas, como galpões e currais, podem ser prejudicadas por incêndios e explosões. “Além disso, outros riscos como vendavais e chuvas excessivas podem causar destelhamento e outros tipos de avarias nas estruturas das benfeitorias”, afirma em nota divulgada.

A criação de gado de leite, em especial, requer salas de ordenha, tanques de resfriamento de leite e outros equipamentos que são essenciais para a produção de leite. As estruturas físicas, máquinas e equipamentos e até mesmo os animais podem ser gravemente prejudicados durante a ocorrência de intempéries.

Outro exemplo de atividade que enfrenta esses potenciais riscos é a avicultura, já que os aviários são compostos por uma série de equipamentos importantes, como comedouros, bebedouros, sistemas de climatização, entre outros, que são essenciais para garantir o bem-estar das aves e a produção de carne de frango e de ovos.

“A utilização de cama aviária, que é um material inflamável, pode facilitar o alastramento de incêndios. Além disso, os frangos são animais muito sensíveis que ficam confinados em ambiente enclausurado. Mesmo com um bom controle de climatização, se houver alguma explosão, foco de incêndio ou até apenas a incidência de fumaça no aviário, o produtor pode perder um lote inteiro de aves”, diz Frezzarin.

Proteção patrimonial

É nesse contexto que o seguro patrimonial rural pode ser uma ferramenta valiosa para os produtores. Essa modalidade de seguro que tem como objetivo proteger o patrimônio do agricultor ou pecuarista contra perdas ou danos que possam ocorrer em sua propriedade rural e assim garantir a perpetuidade da produção agrícola ou de proteína animal, leite e ovos.

O seguro patrimonial rural protege bens que não tenham sido oferecidos em garantia de operações de crédito rural. De acordo com Frezzarin, o produtor pode contratar a apólice para proteger benfeitorias, máquinas e equipamentos e mercadorias, abrangendo produtos agrícolas ou animais. “A apólice pode ser customizada para determinar item a item o que será coberto pelo seguro”, explica o superintendente de agronegócio da seguradora.

Coberturas

De forma geral, é possível mitigar os riscos de incêndio, queda de raio e explosão. Além disso, a depender dos itens escolhidos para serem assegurados, a FF Seguros oferece várias opções de proteção extra. O produtor pode optar por contratar cobertura adicional contra danos elétricos; roubo e furto mediante arrombamento; vendaval; granizo; inundação; tromba d’água; acidentes de transporte; fumaça; responsabilidade civil por exploração agrícola; responsabilidade civil por fuga de animais; cobertura para repor lucros cessantes, entre outras.

Ao contratar um seguro patrimonial para benfeitorias, máquinas e equipamentos e mercadorias, o produtor rural pode ter a tranquilidade de saber que o seu negócio estará protegido. Em caso de sinistro, o seguro pode cobrir os prejuízos causados pelo evento, permitindo que o produtor se recupere mais rapidamente e volte a produzir.

Liberty Seguros registra trimestre com crescimento de 39% em vendas e R$ 143 milhões em lucro líquido

Após crescer 37% em 2022, o Grupo Liberty Brasil, parte do Grupo Liberty Mutual, um dos maiores conglomerados seguradores do mundo, anunciou expansão de 39% em prêmios emitidos no primeiro trimestre de 2023, em comparação ao mesmo período do ano passado. A companhia registrou R$ 143 milhões de lucro líquido no período e índice combinado de 90%, devolvendo à sociedade R$ 908 milhões em sinistros pagos. Os resultados consolidam a estratégia de crescimento com rentabilidade da seguradora.

Um dos destaques foi o desempenho do segmento de Automóvel, que cresceu 49% em relação ao primeiro trimestre de 2022, e fez a companhia subir uma posição no ranking da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), assumindo a 4ª colocação entre as principais seguradoras do segmento de automóveis do país. 

Os resultados históricos da empresa são consequência de um conjunto de iniciativas envolvendo diversas áreas. A Liberty vem fazendo um trabalho importante na evolução do modelo de distribuição, precificação e eficiência dos custos operacionais. Tais ações somam-se ao forte compromisso de oferecer as melhores experiências para os clientes, parceiros de vendas e colaboradores alavancando o poder do digital – enquanto continua a se expandir no mercado brasileiro.

A empresa segue investindo para transformar a jornada dos públicos e anunciou uma série de melhorias nos processos de atendimento e de pós-venda. Um exemplo recente é que, desde março, clientes que possuem seguros para automóveis têm a possibilidade de abrir sinistros de roubo e furto, e podem solicitar o voucher de mobilidade, que é um crédito disponibilizado em aplicativos de mobilidade durante o reparo do veículo, ou carro reserva – tudo diretamente pelo app da Liberty. Além disso, agora também é possível enviar documentos relacionados a sinistros diretamente por WhatsApp, de forma ágil e simplificada.

A Liberty mantém altos investimentos na experiência dos corretores parceiros por meio de ferramentas digitais de ponta, ações de capacitação e de incentivo. Atualmente, além das Campanhas Conexão Mundo e Conexão Brasil, a companhia está promovendo duas iniciativas de destaque para apoiar o crescimento dos corretores no segmento de Vida.

A campanha Cresça com o Vida – que em 2022 premiou mais de oito mil profissionais – vai reconhecer os corretores que mais se destacarem nas vendas. A seguradora também lançou mais uma edição do Acelera no Vida, curso de capacitação que já contou com a participação de mais de 200 corretores e foi criado para auxiliá-los na abordagem de vendas desse produto tão importante para a estabilidade financeira das famílias.

“Fechamos 2022 com excelente performance, e começamos 2023 com impulso, atingindo marcas históricas para a companhia. Tenho muito orgulho de anunciar os resultados do trimestre e confiança de que nossa cultura e estratégia fortes nos levarão a ampliar ainda mais o nosso alcance. Agradeço aos nossos times e parceiros, que dão seu melhor cada dia; continuaremos trabalhando diligentemente em conjunto na busca do nosso propósito de entregar experiências excepcionais aos nossos públicos” finaliza Patricia Chacon, CEO do Grupo Liberty Brasil.