Bradesco Saúde registra crescimento no segmento de PMEs no 1° trimestre de 2023 

A base de segurados de pequenas e médias empresas (SPG) – seguro para grupos de 03 a 199 segurados – do Grupo Bradesco Saúde registrou crescimento de 5%, na comparação de março deste ano com o mesmo período do ano passado. No total, o segmento reúne mais de 1 milhão de segurados e mais de 177 mil empresas clientes dos planos Bradesco Saúde e Mediservice.

Os estados que obtiveram os avanços mais expressivos no período foram Piauí, com 34,3%; Amapá, com 29,1%; Santa Catarina, com 22,9%; Paraná, com 21,1%; e Mato Grosso do Sul, com 20,5% a mais de pessoas cobertas pelos planos das duas operadoras.

Para levar seus produtos a mais clientes, o Grupo Bradesco Saúde investe na diversificação do portfólio, com planos regionais e nacionais, com soluções adaptadas a todos os perfis e necessidade das empresas contratantes. Outro destaque para o segmento SPG é o novo modelo de coparticipação em procedimentos médico-hospitalares, adotado este ano. A novidade contribui para tornar os planos ainda mais acessíveis, além de proporcionar aos beneficiários e às empresas mais transparência e previsibilidade de custos. É possível que uma mesma apólice SPG tenha planos com e sem coparticipação, proporcionando ainda mais flexibilidade ao cliente.

“O novo modelo de coparticipação é mais um importante diferencial que agrega competitividade ao nosso produto no segmento de PMEs. Ele torna nossos planos ainda mais acessíveis para as pequenas e médias empresas, pois pode representar uma economia de até 18% para as empresas-clientes em relação aos planos que não oferecem a modalidade, além de estimular o uso mais consciente e adequado do produto. Além disso, temos produtos cada vez mais flexíveis à realidade de cada empresa, ampliando a nossa competitividade no mercado”, explica Flávio Bitter, diretor-gerente da Bradesco Saúde.

De acordo com dados do Sebrae, as pequenas e médias empresas somam, aproximadamente, 30% do PIB brasileiro, empregando quase 52% da mão de obra formal no país, absorvendo 40% da massa salarial brasileira. 

Conselheiros argentinos visitam Sancor Seguros no Brasil

sura seguros

Fonte: Sancor

O Conselho de Administração do maior grupo segurador da Argentina realizou uma série de visitas e participou de eventos em cidades do estado do Paraná. Entre os dias 12 e 16 de junho, acompanhado da diretoria executiva da seguradora no Brasil, o CEO Edward Lange e o CCO Paulo Dawibida, a equipe passou por Foz do Iguaçu, Cascavel, Francisco Beltrão, Campo Mourão, Maringá e Curitiba.

O itinerário começou com uma visita técnica à Itaipu Binacional, onde o presidente do Grupo Sancor Seguros, Gustavo Badosa, realizou o plantio de uma muda de jabuticabeira no jardim de preservação da fauna e flora, localizado às margens brasileiras da usina. “Embora a Sancor Seguros Brasil tenha completado sua primeira década no País, o Grupo Sancor Seguros conta com uma trajetória de mais de 70 anos de sucesso na Argentina. Com essa visita ao Paraná, reafirmamos nosso compromisso contínuo em entender as necessidades dos clientes e parceiros locais para cumprir nossa missão de entrega de nossos serviços em alta qualidade”, destaca Edward Lange. 

A viagem também contou com encontros de corretores de seguros e parceiros de negócios, com o objetivo de fortalecer as parcerias existentes, apresentar o conglomerado e os objetivos estratégicos do Grupo Sancor Seguros, além de aprofundar o conhecimento sobre o mercado segurador brasileiro. 

Nubank lança seguro de vida que permite a cliente presentear outra pessoa com apólice individual

Leandro Martinez CEO da Chubb Seguros

Fonte: Nubank

O Nubank anuncia o Nu Vidas Juntas, o seu mais novo produto no mercado de seguros em parceria com a Chubb Seguros. A novidade entrega um elemento inovador neste setor ao permitir que o cliente adquira uma apólice para si e presenteie a outro cliente Nu uma apólice individual – sem a necessidade de qualquer vínculo comprovado em cartório –, de forma independente e com privacidade. O Nu Vidas Juntas começa a ser disponibilizado gradualmente nas próximas semanas aos usuários do Nubank elegíveis entre os mais de 75 milhões no Brasil.

Este é o segundo produto da companhia em seguro de vida, seguindo o Nubank Vida, lançado no fim de 2020. O Nu Vidas Juntas pode ser contratado de maneira fácil e transparente, diretamente pelo app do Nubank, em um fluxo 100% digital. Com custo médio anual competitivo para as duas apólices, a simulação e confirmação do serviço leva menos de um minuto diretamente no app, e o preço da apólice não tem reajuste por idade durante cinco anos. Além disso, caso a pessoa presenteada não ative a apólice individual, o contratante tem o valor reembolsado.

“Desde que entramos no mercado de seguros, nossa proposta era bastante clara: reinventar este segmento historicamente burocrático para oferecer proteções com uma experiência livre de complexidade. O Nu Vidas Juntas é mais um avanço em nosso objetivo de inovar no mercado de seguros, agora com a possibilidade de outra pessoa ter acesso a coberturas específicas sem ter de pagar a mais por isso”, afirma Lívia Chanes, líder de operações do Nubank no Brasil.

O Nu Vidas Juntas é parte da parceria regional com a Chubb Seguros, uma das maiores seguradoras do mundo, anunciada no ano passado, que viabiliza o desenvolvimento de novos produtos de seguros para os clientes Nu na América Latina. A plataforma global de distribuição de produtos digitais da seguradora, o Chubb Studio, permite que seus parceiros desenvolvam de forma rápida e fácil ofertas de produtos de seguros em suas próprias plataformas.

“Além da proteção financeira de nossos clientes, acreditamos que esse produto também tem o poder de aumentar a cultura do seguro de vida em nosso país, multiplicando a proteção e o cuidado a quem amamos de forma natural e orgânica”, afirma Leandro Martinez, Presidente da Chubb Seguros no Brasil.

O cliente que contrata o seguro tem direito à cobertura em casos de morte e funeral e a cobertura diária por acidente (DIT), ou seja, caso a pessoa sofra algum tipo de acidente que impossibilite retornar ao trabalho, a seguradora realiza um pagamento durante um prazo específico para ajudar nos custos do dia a dia.

Para acionar a DIT, basta enviar um atestado médico comprovando a incapacidade temporária e a causa do acidente. Já a pessoa que recebe a apólice de presente tem acesso à cobertura de morte e funeral e passa a fazer a gestão separada dela a partir do momento que aceitá-la, conforme os termos e condições do contrato – a utilização será possível enquanto a pessoa que adquiriu e presenteou a apólice mantiver o contrato do produto.

Com mais de 1 milhão de apólices ativas, o Nubank, em conjunto com a Chubb, também disponibiliza o Nubank Vida e o Nubank Celular Seguro como reforço ao compromisso com os clientes em oferecer produtos livres de complexidade, seguros e de qualidade.

Aplicativo Bradesco Seguros traz a funcionalidade “Minhas Proteções”

Giuliano Generali Bradesco

Fonte: Bradesco Seguros

O grupo Bradesco Seguros lançou em seu aplicativo a nova atualização “Minhas Proteções”, que permite ao usuário visualizar todos os seguros e produtos contratados e suas proteções em cada uma das categorias: Bem-estar, Patrimônio e Futuro.

Dentro do app, o segurado pode obter mais informações a respeito das soluções que ainda não possui e realizar a contratação de forma digital para aumentar seu grau de proteção.

Este lançamento foi realizado a partir de entrevistas e testes de usabilidade com consumidores e uma comunidade interna de Beta Testers Funcionários (colaboradores voluntários da própria companhia), considerando suas principais demandas e apontamentos. Tal medida fortalece o compromisso da seguradora em colocar o cliente sempre no centro de suas ações.

“Alinhada a estratégia de sempre envolver o nosso segurado em todas as frentes, estamos levando diversos serviços digitais com jornadas simples e fluídas, permitindo o gerenciamento de todos os seguros e produtos em um único lugar. Além disso, fortalece nosso papel de promover e disseminar a cultura do seguro e da proteção no mercado brasileiro”, afirma Giuliano Generali, Superintendente Executivo de Canais Digitais do Grupo Bradesco Seguros.

O aplicativo Bradesco Seguros está disponível para download no Google Play e App Store.

HDI oferece proteção para danos ao meio ambiente 

Fonte: HDI

Diante das constantes transformações sociais e ambientais do mundo, o mercado depara-se com a importância de as empresas adotarem condutas cada vez mais responsáveis e alinhadas com a preservação do meio ambiente. A estratégia, além de ser uma ação urgente para frear os impactos industriais no mundo, gera credibilidade para clientes e consumidores. 

Uma das boas práticas a ser adotada pelas empresas é garantir um seguro de Responsabilidade Civil Ambiental. Esse produto, pertencente ao portfólio da HDI e é a solução ideal para as empresas no momento de entregar resíduos, bens ou mercadorias com segurança no caso de danos ao meio ambiente decorrentes do transporte ou do armazenamento de produtos perigosos. A cobertura do RC Ambiental também se estende aos danos corporais e materiais. Há ainda a possibilidade de contratar a cobertura adicional para despesas ambientais e para extensão de cobertura em países da América do Sul.

Com a contratação do RC Ambiental, o segurado contribui para preservar a natureza de possíveis danos, especialmente durante o transporte ou o armazenamento de produtos perigosos., afinal de contas, um tombamento ou vazamento de carga, pode gerar diversos impactos ambientais, compreendendo a contaminação do solo, das águas, de superfície e lençóis freáticos.

Fenaprevi: seguros de pessoas fecham o 1° quadrimestre em R$ 19,2 bilhões em prêmios 

Os prêmios o setor de seguros de pessoas fechou o 1° quadrimestre de 2023 com R$ 19,2 bilhões em prêmios, valor 9,5% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Verificando apenas o resultado do mês, o segmento alcançou em abril R$ 4,6 bilhões, segundo levantamento da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), com base nos dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados).

Seguro de vida participa com 48% do total de prêmios, 28% vem de Prestamista, 12% em Acidentes Pessoais e 12% nos demais tipos. Vida cresceu 11,3% no período, sendo responsável por R$ 9,2 bilhões em prêmios. Prestamista e Acidentes Pessoais totalizaram, respectivamente, R$ 4,2 bilhões e R$ 3,4 bilhões, com elevações de 8,6% e 3,8% em relação ao observado de janeiro a abril de 2022. Ainda no acumulado dos quatro primeiros meses, as principais variações foram nos ramos Vida Individual, crescendo 17,1%; Funeral, com alta de 18,1% e o seguro Viagem com alta de 20,5%.

“O crescimento no volume de prêmios é um sinal muito positivo para a indústria, pois demonstra o valor percebido destes produtos por parte do cidadão. Em termos nominais crescemos 9,5% e 4,4% quando consideramos a inflação do período. Os R$4,8 bilhões de indenizações pagas nesse primeiro quadrimestre mostram o impacto positivo para a economia do país e principalmente para as famílias assistidas no momento em que mais necessitam de apoio financeiro e emocional.”, avalia Edson Franco, presidente da Fenaprevi. 

Pagamento de benefícios à população segurada soma R$ 4,8 bilhões

O estudo traz também as informações sobre os pagamentos de benefícios (sinistros) à população segurada, que subiu 6,3% na comparação com o mesmo quadrimestre do ano passado. Foram pagos R$ 4,8 bilhões no total, cerca de 300 milhões acima do observado em 2022. 

Do total, 54% (aproximadamente R$ 2,6 bilhões) foram em indenizações do seguro de Vida (coletivo e individual); 18% no Prestamista (R$ 850 milhões), 14% em Acidentes Pessoais (R$ 670 milhões) e outros 14% nos demais ramos. Destes, apenas o pagamento de benefícios no seguro de Vida apresentou retração, com queda de 3,0% no período. O seguro prestamista aumentou o pagamento de benefícios em 2,5%, e em Acidentes Pessoais o crescimento foi de 32,4% no período.  

Seguradora Pottencial investe R$ 80 milhões para liderar ramos em que atua

Fonte: Pottencial

A mineira Pottencial Seguradora completa 13 anos embalada por um crescimento recorde em 2022 e perspectivas de ampliar o market share também em outros segmentos. A estratégia, segundo o CEO da Pottencial, João Geo Neto, é continuar investindo forte em tecnologia para aprimorar processos e entregar um atendimento de excelência, com produtos que satisfaçam as principais necessidades dos clientes.

Em 2023, estão sendo investidos R$ 80 milhões nessa área – em dois anos, o valor chega a R$ 160 milhões. Geo lembra que a Pottencial já nasceu digital e com um sistema operacional próprio, com foco em mudar a relação que as pessoas e empresas têm com seguro. “Sempre tivemos como objetivo de mostrar aos clientes que contratar um seguro pode ser algo simples. Neste ponto, ter a tecnologia como principal aliada é fundamental”.

A Pottencial também aposta em um novo nicho: há dois meses, a empresa lançou o seguro vida, reforçando a presença do grupo no mercado B2C (Business to Consumer), como parte da estratégia de manter o crescimento alcançado no ano passado. A companhia atingiu a marca de R$ 1 bilhão em prêmios, crescimento de 30% sobre o ano anterior. O planejamento é seguir nesse mesmo ritmo em 2023. No primeiro trimestre de 2023, houve expansão de 20%.

“Neste ano, o objetivo da Pottencial é a manutenção do ritmo de crescimento, com foco na eficiência das operações e no desenvolvimento de processos que viabilizem experiências cada vez mais relevantes para os clientes”, diz o CEO. Além de apostar também em seu novo produto, o seguro Vida, para sustentar sua expansão e se aproximar do consumidor final, a Pottencial planeja estruturar suas ações em sustentabilidade.

“Temos uma preocupação real de contribuir para pautas relacionadas ao meio ambiente, e o momento é agora. Além disso, nosso crescimento tem sido pautado na valorização das pessoas, de todos os nossos stakeholders, de colaboradores a fornecedores e clientes”, afirma João Geo Neto. Ele lembra que a Pottencial foi eleita um dos melhores lugares para se trabalhar em Minas Gerais por três anos seguidos. “As mulheres estão em metade dos nossos cargos de liderança, e isso é algo que foi se configurando naturalmente. Acredito que nascemos com a diversidade em nosso DNA”, diz ele.

Camex define novas regras sobre o Seguro de Crédito à Exportação ofertado pela União

Fonte: Estadão

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou no Diário Oficial da União (DOU) resolução com as orientações para formulação do novo modelo de Seguro de Crédito à Exportação (SCE) ofertado pela União. A decisão, tomada em reunião da semana passada, revoga as regras anteriores, editadas em janeiro de 2020.

O ato lista quatro princípios que deverão ser atendidos na formulação do novo modelo do seguro: sustentabilidade financeira; equilíbrio atuarial de longo prazo; qualidade do gasto público; e responsabilidade e prestação de contas.

Quanto aos objetivos, o novo modelo do seguro pretende reduzir a dependência orçamentária e aumentar a eficiência da utilização de recursos públicos no apoio oficial à exportação; proporcionar mais segurança e previsibilidade ao Sistema de Apoio Oficial à Exportação; ampliar a participação do setor privado na oferta; e conferir maior competitividade das exportações brasileiras.

“As orientações previstas nesta resolução deverão ser observadas pelos órgãos competentes na proposição de atos normativos e adoção de atos administrativos necessários para a implementação do novo modelo de Seguro de Crédito à Exportação da União”, cita a norma.

A resolução estabelece ainda as diretrizes para formulação de propostas relativas aos recursos para o seguro. Dentre elas, cita as possibilidades de desvinculação da carteira do novo modelo de SCE da carteira do Seguro de Crédito à Exportação custeada pelo Fundo de Garantia às Exportações (FGE), e de utilização dos recursos para concessão de outros tipos de cobertura de risco pela União além do SCE, como garantias de crédito e garantias de obrigações contratuais, desde que relacionadas a exportações brasileiras, nos termos da legislação e do regulamento aplicável.

A norma ainda diz que as propostas do novo modelo de SCE poderão prever a responsabilidade subsidiária da União pelas coberturas concedidas. Pela responsabilidade subsidiária, a União arcaria com parte dos pagamentos de indenização em caso último de insuficiência de recursos do novo modelo de Seguro de Crédito à Exportação da União, garantindo que as coberturas concedidas sejam equiparadas a garantias da União para fins de regulação bancária prudencial. Além disso, as propostas poderão prever a remuneração da União por sua responsabilidade subsidiária em relação às coberturas do Seguro de Crédito à Exportação.

Relatório de Sustentabilidade da Porto indica avanços em 2022 e objetivos futuros

Roberto Santos CEO Porto Seguros
©Fernando Martinho

Fonte: Porto

Em um mundo que exige maior consciência e responsabilidade, novas medidas vão sendo criadas: pegadas de carbono e emissão de gases de efeito estufa (GEE) passam ser unidades de mensuração, a erradicação da pobreza se torna uma meta de muitos países e novos compromissos, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), são traçados e assinados. Nesse cenário, empresas tendem a deixar de atuar como agentes de uma economia pautada apenas por números e transversalizam a agenda ASG em seus negócios. 

Com 77 anos de atuação, a Porto lança seu 15º Relatório de Sustentabilidade, que nesta edição tem um valor especial por se referir a um ano em que a Porto se posicionou como holding, deixando de ser unicamente Porto Seguro, e atuando com três verticais de negócios: a Porto Seguro, a Porto Saúde e a Porto Bank. É também o período no qual a companhia tomou decisões importantes a fim de introjetar ainda mais a agenda de responsabilidade socioambiental.

“Continuamos nos aprofundando no avanço da agenda ambiental, social e de governança (ASG). Passamos a ser signatários do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), nos comprometendo publicamente com os dez princípios universalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção, além dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que já inspiram o planejamento em sustentabilidade da Porto há mais de 20 anos”, afirma Roberto Santos, CEO da Porto.  

Tendo o avanço econômico como um dos pilares de seu próprio desenvolvimento e, consequentemente, de seus públicos relacionados, no período de janeiro a dezembro de 2022, a empresa chegou à expressiva receita de R$ 28 bilhões – um avanço de 29,5% ante 2021. E o ano de 2023 começou com a mesma toada: no intervalo T1 2023, a Porto registrou o maior lucro de sua história para um primeiro trimestre.

Sustentabilidade nos negócios

Porto Seguro e Porto Assistência

Em 2022 foram adquiridas 30.402 apólices de seguros para veículos elétricos e híbridos, 19.254 apólices de bike, 12.846 apólices de placas solares, 421 apólices do RC Ambiental (Seguro de Responsabilidade Civil Ambiental de Transportes da Porto) e 13.794 hectares de florestas no seguro Agro.

No caso dos seguros de automóveis, a companhia tem buscado soluções voltadas à redução das emissões de carbono na atmosfera por meio da instalação de 30 estações de recarga de veículos elétricos e híbridos na Grande São Paulo, em diferentes cidades e regiões, onde clientes e não clientes podem fazer as suas recargas gratuitamente. Também tem investido na utilização de bicicletas como modo de transporte para o atendimento aos segurados, por meio de uma frota de 46 bikes elétricas. Mais recentemente alternativa como o guincho elétrico têm contribuído para minimizar os impactos dos deslocamentos da Porto no meio ambiente. Em 2022, o uso de guinchos leves e light (mais compactos e que consomem menos combustível), Passo Certo (projeto de atendimento a cliente a pé) e frota elétrica, correspondeu a 74,71% dos 92,12 milhões de quilômetros rodados. Além disso, ao longo do ano foram realizados mais de 1,7 milhão (41%) de atendimentos por meio destas iniciativas.

Porto Bank

A vertical de produtos financeiros da Porto oferece diferentes soluções financeiras para o público há mais de 25 anos. Em 2022, por meio da modalidade Consórcio + sustentável, foram adquiridos mais de R$1.269.035 em créditos de bicicletas e motos elétricas, bem como R$572.000 em créditos para placas solares, contando neste período com uma carteira de aproximadamente 930 participantes.

Por meio do Porto Plus, nossa plataforma de benefícios, foram doados 15.513.440 pontos pelos clientes do cartão, dos quais foram revertidos aproximadamente R$232.496,96 destinados a instituições sociais, demonstrando a conscientização e preocupação social de nossos clientes. 

Porto Saúde

No aspecto ambiental, uma das grandes ações é o uso de uma ambulância elétrica na cidade de São Paulo, com abastecimento nos CAPs que dispõem de base de recarga. Estima-se que este veículo obtenha uma redução de 87,33% nas emissões de gás carbônico equivalente, comparado com uma ambulância convencional com rodagem de 3 mil km/mês e consumo médio de diesel de 71 litros/mês. Com relação à dimensão social, a Porto Saúde dispõe de diversos projetos – como os programas de Saúde Emocional, atendidos por uma equipe multidisciplinar de psicólogos; e a plataforma on-line que realizou mais de 73,6 mil atendimentos em 2022, por meio de uma equipe com 3 mil psicólogos especializados em mais de 89 abordagens, inclusive com atendimento em libras.

Impactos tangibilizados 

A Renova Ecopeças, que dá um destino ambientalmente correto para veículos no final da vida útil é pioneira na desmontagem de veículos no Brasil e atua com a venda de peças usadas, com garantia, procedência e rastreabilidade. Em 2022, a empresa desmontou 2.472 veículos, além de prensar e/ou destinar outros 1.833, contribuindo para que 3.119 toneladas de resíduos automotivos pudessem ser recicladas, contribuindo assim para a redução de emissões de CO2 na produção de novos componentes.

Foram ainda comercializadas mais de 58 mil peças – volume 48% superior ao registrado no ano anterior. Para 2024, a Renova pretende atender a totalidade dos veículos gerados por sinistros socorridos pela Porto.

Esse desempenho se reflete nos resultados financeiros da Renova, que em 2022 registrou faturamento de R$36,59 milhões – quase o triplo do que foi registrado no ano anterior. A Renova foi responsável por desmontar quase 30% dos veículos sinistrados com danos de grande monta (sucatas) da Porto, o que é um indicador de alta relevância no contexto de economia circular e de protagonismo no mercado.

A Renova Ecopeças desmontou mais de 2,4 mil veículos, devolvendo suas peças recicladas ao mercado – contribuindo assim para a redução de emissões de CO2 na produção de novos componentes. Os números são expressivos e refletem nosso comprometimento em crescer de forma consciente e responsável”, complementa Roberto Santos.

Gestão de recursos 

Não é de hoje que os recursos hídricos são uma preocupação, afinal, sem o uso apropriado, pode ser que falte um elemento vital à existência. No último trimestre de 2022, a Porto aprimorou o método de monitoramento do consumo de água de reuso utilizada nas suas instalações. Com a implementação de novos hidrômetros específicos para avaliar esse tipo de água, foi possível verificar o uso de 2 mil m³ provenientes da Estação de Tratamento de Água Cinza (Etac). Esse volume é equivalente ao utilizado por 110 famílias brasileiras (200 l/dia) e gerou uma economia financeira de R$48.240,00 para a companhia.

O mesmo pode ser dito sobre o consumo de eletricidade que, feito de maneira desenfreada, pode colapsar uma cadeia de dependentes. Em 2022, o Programa Hora da Terra, quando as luzes da companhia são apagadas por uma hora e se faz uso da iluminação natural, garantiu uma economia de energia de 41.220 kwh, o equivalente a aproximadamente R $27 mil. Além dos projetos de redução no consumo, a Porto possui autogeração a partir de placas solares. No ano de 2022, 1.074.965 kWh foram gerados.

“Queremos continuar avançando – não só aprofundando as ações que já adotamos, mas também ampliando a presença em índices reconhecidos de sustentabilidade. Além de realizarmos a manutenção de nossa participação no Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3) e no CDP Clima, pretendemos integrar as listas de outros importantes índices e protocolos públicos. O caminho da sustentabilidade é contínuo e temos o compromisso de continuar seguindo nessa jornada”, acrescenta Roberto. 

Diversidade e Inclusão (D&I)

Em 2022, a empresa completou um ano da criação do programa de diversidade e inclusão, o Juntos, que tem o compromisso contínuo de fomentar um ambiente de trabalho respeitoso, inclusivo, igualitário e de valorização da diversidade. por meio do qual são promovidas palestras de sensibilização para lideranças e demais colaboradores. 

A Porto também conta com um Comitê dirigido para o tema, formado por diretores e gerentes que aceleram a pauta internamente e no relacionamento com os demais stakeholders, além de possuir grupos de afinidade para equidade de gênero, etnia/raça, comunidade LGBTQIAP+ e pessoas com deficiência (PcD).

Outra frente reforçada em 2022 foi o fortalecimento de lideranças femininas, que vem a ganhar mais corpo em 2023, com o lançamento do Lidera, uma jornada dedicada ao desenvolvimento pessoal e profissional das mulheres da Porto, com o objetivo  de estimular a potência e o protagonismo de suas colaboradoras (líderes e não líderes).

Ao todo, 44% dos cargos de liderança são ocupados por pessoas que se identificam com esse gênero. Considerando as equipes de colaboradores próprios, no final de 2022, a Porto contava com 7.138 mulheres – o que correspondia a 58,2% do total. A empresa busca elevar a representatividade por meio de diversas ações de sensibilização, palestras e treinamentos, como foi o caso do Lidera, ainda embrionário em 2022 e oficialmente implementado em 2023.

Instituto Porto: impacto a longo prazo e em larga escala

Em 2022, o ‘Ação Educa’, iniciativa do Instituto que visa complementar as atividades do ensino escolar por meio de atividades socioeducativas para crianças e adolescentes da rede pública de ensino, com idades entre 6 a 15 anos, impactou 239 estudantes, 19% a mais em relação a 2021. Esse projeto também realiza diversas ações sociais. Em 2022, foram entregues 195 kits, contendo itens escolares; 140 alunos foram beneficiados com a campanha de Saúde Bucal; e 278 cestas de Natal foram doadas para famílias em situação de vulnerabilidade.

Nesse mesmo intervalo de janeiro a dezembro, o ‘Pré-Formação’ registrou 544 inscrições. Os alunos formados são indicados para as vagas de jovens aprendizes, nas quais, após a contratação, realizam atividades teóricas e práticas, em diversas áreas, por um período de 15 meses. Já no ‘Programa de Aprendizagem’, foram 83 alunos ativos ao longo do ano, sendo que 22 deles foram efetivados durante a aprendizagem ou ao final da formação. A iniciativa ofertou mais de 1.608 horas de formação para as três turmas em andamento; e o ‘Primeiro Emprego’ permitiu a geração de renda de mais de R$ 470 mil para todos os jovens beneficiados pelo programa.

O Instituto oferece, também, capacitação profissional a jovens e adultos de diferentes regiões do País. Em 2022, foram mais de 20 cursos profissionalizantes, oferecidos gratuitamente, e 5.373 inscrições em diversas áreas de formação, entre elas, técnicas, comerciais, de beleza, de tecnologia (por meio do Acesso Tech), artesanato e empreendedorismo. Dos 751 formados, 247 foram avaliados como potenciais para a empregabilidade e 41 alunos foram empregados, o que equivale a 17% do grupo.

Porto Voluntário: por intermédio do Programa de Voluntariado Corporativo, o Instituto Porto potencializa a cultura de voluntariado com foco no desenvolvimento e no apoio às comunidades em que atua, por meio do engajamento de diferentes públicos – colaboradores, instituições sociais e empresas. A Porto oferece 1h por semana, durante o horário de trabalho, para que o colaborador atue no programa. Em 2022, o tema do Porto Voluntário foi “Leve Pra Você”, com a proposta de ter ações leves e que se encaixem na rotina do colaborador. Foram desenvolvidas mais de 128 ações – 20% a mais em relação a 2021 -, envolvendo atividades de voluntariado diferentes em todo o Brasil, nas modalidades a distância e presencial.

Artigo: o futuro dos seguros e resseguros na era dos eventos climáticos extremos

Pedro Farme d’Amoed, CEO da Guy Carpenter no Brasil

O Relatório de Riscos Globais de 2023, desenvolvido pelo World Economic Forum em parceria com a Marsh McLennan, aponta que eventos climáticos extremos dominarão o horizonte de riscos de longo prazo nos próximos anos. Para o mercado de seguros e resseguros, a necessidade de se adaptar a um novo cenário de fenômenos inéditos se traduz sobretudo na busca por novos modelos preditivos, expansão de ofertas e fronteiras de atuação. A seguir, gostaria de explorar os principais desafios e oportunidades que se revelam nesse movimento.

1. Preparar-se para a maior dispersão geográfica de catástrofes da natureza

Entre 1990 e 2005, a concentração de catástrofes naturais, especialmente as seguradas, era maior nas regiões de atividade frequente de furacões nos Estados Unidos, além de regiões mapeadas de atividade vulcânica e sísmica do Pacífico.

No entanto, entre 2006 e 2020, observou-se um aumento na ocorrência desses eventos em áreas antes consideradas não-catastróficas, como Europa Central, Brasil, África e Oceania. Atividade de alagamentos na Alemanha e França, além de aumento da severidade de chuvas de granizo na África, incêndios florestais e enchentes na Austrália tornaram-se recorrentes anualmente, expandindo o mapa de eventos segurados por catástrofe no mundo.

No Brasil, por exemplo, por muito tempo considerado refúgio do mercado para exposições não-catastróficas, temos vivenciado a ocorrência anual de ciclones-bomba na Região Sul do país. Também observamos variações de períodos de secas e chuvas agravadas pelo La Niña, que afetaram a safra de 2020/21 e geraram perdas superiores a um bilhão de dólares apenas cedidas em resseguro. No que tange ciclones e alagamentos extremos, apenas em 2022 mais de R$ 1,5 bilhão em indenizações foram pagas em decorrência dessas naturezas.

A repercussão financeira desses fenômenos reforçou o alerta de que o setor ainda não opera com o provisionamento necessário frente ao risco de eventos extremos em regiões historicamente não-catastróficas. A resiliência do sistema depende da compreensão das novas fronteiras e novos eventos que ocorrem para garantir que seguradoras e resseguradores estejam provisionando, monitorando e com níveis adequados de provisão para fazer frente a impactos antes não esperados.

Além das novas fronteiras, a expansão da atividade de eventos climáticos também se manifesta nas regiões tradicionalmente afetadas e força a necessidade de revisar modelos e provisões.

Segundo levantamento de líderes resseguradores globais, quando analisamos blocos de 5 anos, o total de eventos segurados praticamente dobra de U$300 bilhões (2005 a 2010) para U$600 bilhões acumulados (2017 a 2022), além da frequência superior de 13 eventos registrados com mais de U$ 10 bilhões em perdas, comparado com 6 no primeiro período (valores atualizados por inflação).

2. Desenvolver novos modelos preditivos para novos riscos imprevisíveis

O mercado é atualmente bem provido de modelagens catastróficas e capacidade preditiva para as regiões tradicionais e eventos conhecidos. Há ampla gama de provedores de sistemas preditivos, além de modelagem estocástica associada para quantificar perdas esperadas a depender de rotas de furacões, intensidade e epicentro de terremotos e erupções vulcânicas. No entanto, o aumento da dispersão de eventos traz também o desafio de ampliar esse conhecimento e capacidade para a indústria e sociedade.

Hoje precisamos seguir desenvolvendo modelos preditivos igualmente eficientes nesta ampliação de horizonte, seja para catástrofes causadas pela seca, por incêndios e excesso de chuva, como também para furacões, ciclones e tufões em regiões antes não mapeadas. Afinal, o mercado depende da capacidade acurada de estimativas para prever, provisionar, mitigar e gerenciar seus acúmulos e capitais de forma a assegurar solvência e liquidez do sistema.

Ainda que as perdas iniciais dos eventos não modelados estejam em patamares aceitáveis de recorrência e severidade, é necessário garantir que haja reservas para cobrir prejuízos inesperados de grandes proporções, que podem vir de exemplos como incêndios florestais na Europa, ciclones no Sul do Brasil, enchentes na Oceania ou mesmo de variações abruptas e contínuas de produtividade em negócios agrícolas. Afinal, o que podemos esperar se um ciclone atingir uma região industrial maior ou áreas com imóveis de alto valor e maior penetração de seguros? O mercado estaria preparado para perdas nas casas dos bilhões de reais?

Podemos dizer que o setor é capaz de absorver esse impacto, mas não sem efeitos colaterais. Desde falta de cobertura adequada de resseguro até situações nas quais seguradoras de menor porte, por exemplo, poderiam enfrentar dificuldades para solvência e condições de recapitalização mais desafiadoras. Sem o avanço dos modelos preditivos, não será possível suportar a sociedade civil afetada e garantir a solvência do sistema.

3. Reforçar a cultura e a penetração de seguros em áreas historicamente não-catastróficas

No Brasil o volume de prêmios de seguro em relação ao PIB sempre foi inferior ao de outros países. Estando girando na casa de 4% do PIB, abaixo de países com economias mais desenvolvidas, mas também abaixo da média global acima dos 8% e de pares da América Latina, como Colômbia, Argentina, Chile e México.

Essa realidade contrastante com a de regiões de tufões na Ásia ou furacões nos Estados Unidos é fundamentalmente explicada pela percepção de risco onde as catástrofes são constantes e a conscientização sobre a necessidade de seguros é maior, mas também pela necessidade de distribuição, adequação de produtos e formas de contratação que abranjam maior gama da sociedade.

Ainda que haja menor percepção de risco no Brasil, eventos extremos recentes, com perda de vidas advindas da pandemia de Covid-19 (acima dos R$ 7 bilhões apenas em valores segurados) e danos bilionários a ativos públicos e privados (mais de R$ 1,2 bilhões de indenizações pagas em 2022 por alagamento), alertam que o cenário mudou – e a percepção de risco do brasileiro também precisa mudar.

Por exemplo, o último temporal que arrasou o Litoral Norte de São Paulo, em fevereiro de 2023, teve a maior precipitação da história do Brasil em termos de concentração geográfica em 24 horas. Foi completamente inesperado, mas não isolado: já observamos um fenômeno semelhante em Angra dos Reis (RJ) em 2022, no mesmo período do ano. Junto aos ciclones-bomba do Sul, alagamentos constantes no sul do Nordeste e eventos na Serra do Mar, já podemos traçar uma tendência de catástrofes na extensão do litoral brasileiro vindos de causas naturais como chuva e vento (similares aos danos de furacões, por exemplo).

Devido à baixa penetração de seguros, em casos como esse a estimativa de perdas seguradas está abaixo de 10% em relação às perdas econômicas dos ativos atingidos, enquanto a média global gira em torno de 30 a 35%. Ainda que globalmente a proteção de ativos ainda demonstre um gap, mais de 60% dos prejuízos não são cobertos. No Brasil, estamos abaixo de 1/3 desse cenário já pequeno, o que demonstra a vulnerabilidade do sistema econômico, tanto para agentes privados quanto para a sociedade civil, além do próprio Governo.

Para minimizar o impacto dos danos frente a essa nova realidade, é imprescindível reforçar a cultura do seguro e aumentar a conscientização sobre a importância do investimento em mitigação de riscos e proteção de ativos públicos e privados.

4. Expandir a oferta de resseguros para o setor público

Uma das principais alternativas para reduzir o gap de cobertura de ativos não protegidos são proteções em modelo ‘guarda-chuva’ para todos os ativos em grandes áreas ou decorrentes de eventos específicos. Esses mecanismos, muitas vezes controlados e contratados pelo Governo para substituir ou gerenciar o uso de fundos de reconstrução de catástrofes, são alternativas eficientes de Parcerias Público-Privadas para levar mitigação e proteção de risco para esferas da sociedade muitas vezes não atendidas além de ativos públicos em geral.

Os esquemas estatais de seguros são comuns em países desenvolvidos como Estados Unidos e Europa. O governo da Flórida, por exemplo, controla uma seguradora estatal que vende, em condições mais econômicas, apólices residenciais que contam com cobertura de furacões. Há amplo esquema privado de resseguro por trás dessa companhia, por exemplo.

Já o governo da Califórnia, através de esquema PPP, compra proteções contra incêndios florestais há mais de três anos em decorrência do avanço amplo de extensão e severidade de tais danos. Na Europa, também existem esquemas tradicionais para cobrir até mesmo prejuízos causados por pequenos atentados terroristas e outras intempéries da natureza, em especial, esquemas na Inglaterra e França que também se utilizam de ampla cobertura privada de resseguro de forma a otimizar a alocação de recursos estatais.

Já na América Latina este tipo de desenvolvimento já está presente e ganha novos exemplos. Tradicionalmente o México opera o maior esquema de proteção de resseguro estatal através de uma operação controlada de seguros e resseguros. Dada a ampla exposição de eventos da natureza, tal mecanismo possui amplo apoio e adesão constante.

Em regiões também afetadas, especialmente por terremotos na cadeia andina, já existem soluções implementadas na América do Sul, como o Corredor Andino com Peru, Chile e Colômbia, além de recente proteção de ativos públicos pelo governo chileno. Em todos a conexão com capital privado traz benefícios contábeis e disponibilização imediata de recursos em casos de eventos extremos, mas também atua como mitigador de corrupção e ineficiências gerais.

É positiva a notícia, considerando todas as vantagens dessa modalidade: a oferta de resseguros para governos pode gerar benefícios econômicos significativos, liberando liquidez para investimentos mesmo em um cenário de recessão global e garantindo mais eficiência na gestão de recursos públicos.

No Brasil, por exemplo, eventos climáticos extremos geralmente levam o setor público a acessar fundos de catástrofe para obra de reconstrução, que dispensam processo licitatório e criam um ambiente propenso à corrupção.

Por outro lado, com esquemas de seguros privados adquiridos pelo governo, as seguradoras podem distribuir prêmios mediante obrigações contratuais de reconstrução com custos controlados, além de condicionar ações preventivas em contrato, o que beneficia o público como um todo através de mecanismos de mitigação.

Na prática, os bilhões de reais parados em fundos de catástrofes poderiam ser investidos em seguros na ordem de dezenas ou centenas de milhões, com garantia de cobertura quando necessário, enquanto o restante seria investido de forma mais inteligente em obras de mitigação.

5. Ampliar a oferta de resseguros para o mercado de créditos de carbono

A necessidade de reduzir as emissões de carbono abre diversos novos mercados e oportunidades, inclusive no setor de resseguros. É o caso das operações voltadas para o reflorestamento da Amazônia, que já estão acontecendo no Brasil. 

Trata-se de um novo negócio, baseado em projetos de replantio de árvores nativas com o objetivo de vender créditos de carbono para grandes multinacionais. O ressegurador atua como garantidor e avalizador dessa operação, considerando que os créditos só serão gerados se a floresta permanecer preservada.

Assim, caso ocorra um grande incêndio, por exemplo, os recursos para o replantio e a continuidade do contrato são assegurados. Essa garantia democratiza o modelo de negócio, tornando-o ainda mais atrativo para novos investidores.

Vale destacar que esse tipo de operação vai além dos projetos de reflorestamento com eucalipto, tradicionais na indústria de papel e madeireiras. Para gerar créditos de carbono, é necessário considerar o replantio com foco em biodiversidade, em projetos de alta complexidade com a participação de agrônomos, engenheiros bioquímicos e outros especialistas, além de órgãos reguladores internacionais.

Equalizando desafios e oportunidades, o mercado de seguros e resseguros tem a missão de se reinventar e fortalecer sua posição como um pilar de estabilidade e resiliência. Com esforços conjuntos entre seguradoras, resseguradoras, governos, sociedade e especialistas em diversos campos, podemos enfrentar os crescentes riscos climáticos e garantir a continuidade do progresso, mesmo em tempos de incerteza.