Brasil é mercado prioritário para o grupo Mapfre, que prevê crescer acima de 10% em 2023, com resultado consistente

grupo Mapfre

O grupo segurador espanhol Mapfre, que completa 90 anos e é o maior da Espanha, elegeu o Brasil como mercado prioritário em 1992, quando se estabeleceu no país. Fernando Pérez-Serrabona, CEO da Mapfre no Brasil, e Felipe Nascimento, CEO da MAPFRE Seguros, conversaram com jornalistas nesta manhã de segunda-feira, 29, para falar sobre as perspectivas futuras. 

“Estamos orgulhosos com os resultados. O lucro líquido da subsidiária brasileira evoluiu de forma significativa, passando de 11,6 milhões de euros para 53,6 milhões de euros no cálculo de janeiro a março deste ano, o que representa uma alta de 362,1%, a maior entre todas as operações da companhia no mundo. Mesmo diante de tantos desafios que estamos vivenciando, o Brasil sustentou seu grande potencial para o desenvolvimento do mercado de seguros, justamente por ser uma potência econômica”, orgulha-se Pérez-Serrabona.

O Brasil continua posicionado como a segunda região que mais contribui para as receitas globais do grupo, atrás de Espanha e Portugal, que juntos obtiveram um lucro líquido de 67,3 milhões de euros. Em vendas, a unidade brasileira do grupo avançou 21,5% em prêmios emitidos no primeiro trimestre, para 1,2 bilhão de euros. O resultado foi impulsionado, principalmente, pela evolução positiva dos negócios de seguros Rurais (44,0%) e de Vida (28,5%).

Segundo o “Índice Global de Potencial Segurador” (GIP), desenvolvido pela Mapfre Economics, área do grupo Mapfre dedicada a pesquisas e análises sobre seguros, previdência, macroeconomia e finanças, o Brasil permanece como um dos dez países com maior potencial para crescimento do setor segurador pelo quarto ano consecutivo. No ranking, que analisou 96 mercados, o País se manteve no 8º lugar no segmento Não Vida e ficou em 9º no segmento Vida.

O grupo hoje atua praticamente em todas os segmentos potenciais de seguros, exceto saúde, cuja decisão estratégica foi entrar em 2012 com um piloto para funcionários e sair em 2019, seguida por outras companhias nos anos seguintes, sendo a mais recente a Allianz. “É um setor com imenso potencial para atender à população, mas é preciso ter um cenário regulatório mais claro”, comentaram os executivos.

Nestes 30 anos de história no Brasil, a seguradora espanhola teve altos, como a parceria com Banco do Brasil, e baixos, por apostar em produtos à frente do tempo do país, que foram prejudicados pelo fraco crescimento econômico e queda na renda do brasileiro, ambos fatores decisivos para se investir em seguros. Agora, o que se espera, é um ciclo de prosperidade da economia, com crescimento do PIB, beneficiando desde o segmento de grandes riscos até microsseguros voltados para pessoas de menor renda.

“Temos um projeto piloto em uma comunidade que tem sido construído a quatro mãos e estamos a cada dia mais surpresos com os resultados”, antecipa Nascimento, sem dar mais detalhes previstos para serem divulgados em dois meses, quando as primeiras impressões da estratégia neste nicho estarão mais claras.

Segundo ele, o projeto é fruto de uma parceria com uma ONG dedicada a comunidades. “As prioridades do microempreendedor são diferentes. Por exemplo: a geladeira é a principal preocupação de uma pequena empresa alimentícia. Este cliente não quer um novo eletrodoméstico e sim uma solução rápida para não perder alimentos. Assim como o secador ou chapinha é importante para cabeleleiros. E por que não ir além no social e incluirmos na estratégia o treinamento de técnicos da própria comunidade?”, comentou, acrescentando que a distribuição será feita por agentes treinados pela seguradora.

A previsão das vendas em 2023 é avançar acima de 10% sobre os 4,8 bilhões de euros em 2022, que já representou avanço de 45%, com foco em Auto e Rural, além dos ramos de Vida e Empresas. A companhia está entre as maiores do Brasil em agronegócios, com oferta de coberturas para mais de 70 tipos de culturas e para o patrimônio do agricultor, tendo superado recentemente o montante de R$ 1 bilhão em prêmios emitidos no setor. “O Brasil está apenas iniciando em seguro rural e a Mapfre, que começou neste nicho, pode contribuir muito para o desenvolvimento deste produto”, afirma Pérez-Serrabona.

O otimismo dos executivos conta ainda com a melhora da percepção dos corretores e dos consumidores no processo operacional. O uso de inteligência artificial e ter uma resseguradora no grupo são dois pilares estratégicos para que a seguradora vislumbre novos mercados e também tenha resultados sólidos em segmentos nervosos como o seguro automóvel, seguro rural e vida. “Efetuamos uma série de mudanças com o robusto investimento que o grupo tem aportado em tecnologia e estamos colhendo bons resultados. Temos diversos exemplos, desde facilidades e benefícios para conquistar o corretor de seguros até triplicar as vendas apenas por alterar a ordem da oferta durante a jornada do cliente”, conta Nascimento.

A carteira de auto, a maior do grupo, arrecadou cerca de R$ 3,3 bilhões em 2022 com avanço de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior, com 1,5 milhão de veículos segurados. Nas oficinas, a autorização para conserto do veículo passou de 3 dias para horas. “Registramos elevação do NPS (Net Promoter Score), uma métrica de lealdade do cliente e, consequentemente, as vendas aumentaram. Diante deste conjunto de ações, somos otimistas e temos visto um bom resultado de crescimento este ano no Brasil, amparado pela conquista de novos clientes e pelo reforço nos canais de distribuição, com atenção especial para o relacionamento com o corretor”, disse. A meta, segundo ele, é dobrar a base de corretores para 17 mil em três anos.

Em relação ao impacto na carteira automóvel com uma possível queda do preço do seguro de carro, diante da tendência de baixa dos preços dos usados até três anos com a nova política do governo com estímulos aos veículos populares, ambos executivos acreditam que é preciso aguardar. “Temos de ter mais clareza sobre este assunto, mas certamente a medida poderá contribuir para reduzir o preço do carro usado e, com isso, o valor do seguro”, disse Nascimento.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou na quinta-feira (25) que carros de até R$ 120 mil comercializados no Brasil terão descontos em impostos. Para entrar em vigor, contudo, a medida depende de definições do Ministério da Fazenda sobre o aspecto fiscal. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira que apresentará “cenários” sobre impactos econômicos do incentivo a carros populares ao presidente Lula. O presidente da associação de montadoras Anfavea, Márcio Lima Leite, disse na quinta-feira (25) que é possível que os preços dos veículos novos caiam para menos de R$ 60 mil com as medidas anunciadas pelo governo federal.

“Temos várias novidades para 2023, como lançamentos de produtos mais acessíveis e benefícios que vão ajudar o corretor a conquistar mais clientes. Temos uma resseguradora no grupo que nos facilita o acesso ao capital neste segmento que está num momento complexo. Estamos muito ligados a insurtechs em nosso centro de inovação, que trazem soluções para o dia a dia. Isso tudo nos traz otimismos e por isso estamos certos de que teremos novamente um ano muito bom”, finalizam os executivos do grupo Mapfre aos jornalistas.

Relatório Global Previdenciário 2023 da Allianz: rupturas no pacto intergeracional

Fonte: Allianz

A Allianz lançou a segunda edição do “Relatório Global Previdenciário”, que analisou 75 sistemas previdenciários ao redor do mundo, com base em seu índice proprietário: o Allianz Pension Index (API). O índice consiste em três pilares: análise das condições demográficas e fiscais básicas; determinação da sustentabilidade (por exemplo, financiamento e períodos de contribuição) e adequação do sistema previdenciário (por exemplo, grau de difusão e nível de previdência). São considerados um total de 40 parâmetros, com valores que variam de 1 (muito bom) a 7 (muito ruim). Na soma ponderada de todos os parâmetros, a avaliação do respectivo sistema cristaliza uma pontuação global.

Sem trégua

A pandemia do coronavírus levou a um declínio na expectativa de vida em muitos países; em alguns, foi possível até registrar um (pequeno) baby boom. No entanto, trata-se apenas de uma interrupção a curto prazo da tendência inalterada e acelerada do envelhecimento da sociedade, legível no índice global de dependência dos idosos: até 2050, espera-se que aumente dos atuais 15,1% para 26,3%; em 2019, previa-se um aumento para “apenas” 25,3%.

“Os dados mais recentes da China, Coréia ou Itália, por exemplo, apontam para uma aceleração da mudança demográfica”, disse Michaela Grimm (foto), coautora do Relatório. “Em particular, as taxas de natalidade estão evoluindo ainda pior do que se supunha, apesar de todos os esforços de políticas familiares. Mas não adianta lamentar; temos que enfrentar os fatos: o pacto intergeracional tornou-se frágil. As gerações mais jovens Y e Z, em particular, estão sendo chamadas a fazer (ainda) maiores provisões para a própria velhice. A verdade inconveniente é: eles têm que trabalhar mais, bem como economizar mais e de maneira mais focada.”

Paralisação 

A pontuação global não ponderada para todos os sistemas previdenciários estudados é de 3,6: pouco satisfatória. Em comparação com o último relatório, em 2020, o índice representa apenas uma pequena melhoria. Por um lado, isso não é surpreendente: depois da covid-19, da guerra e da crise energética, o espaço fiscal da maioria dos países diminuiu ainda mais. Por outro lado, porém, é muito decepcionante: a necessidade de reformas previdenciárias não está em discussão, mas a retórica raramente é seguida por ações: o trabalho no canteiro de obras da previdência não está progredindo. Na verdade, apenas alguns países – como a França ou a China – conseguiram melhorar significativamente sua pontuação por meio de reformas.

A França quase exemplifica o dilema político de tais reformas, pois elas invertem a política econômica usual: em vez de distribuir benefícios hoje em troca de imposições mais tarde, eles exigem imposições hoje para evitar cortes mais tarde. Os poucos sistemas previdenciários que estão indo bem hoje – notadamente Dinamarca, Holanda e Suécia, com uma pontuação geral bem abaixo de 3 – também têm uma coisa em comum: eles traçaram o caminho para a sustentabilidade muito cedo, em uma época em que a bomba demográfica ainda marchava silenciosamente. Eles podem, portanto, servir de modelo para muitos países em desenvolvimento, que também ainda têm uma janela de oportunidade para estabilizar seus sistemas previdenciários. Em muitos outros países, porém, dificilmente será possível sem reformas dolorosas.

Repensar

Além dos detalhes técnicos, tais como níveis e períodos de contribuição, há um ajuste fundamental para sistemas previdenciários sustentáveis e adequados: o valor social do trabalho. “Automação, digitalização e inteligência artificial estão permitindo o acesso universal à educação e, portanto, novos conceitos de trabalho. A dissolução da rígida dicotomia entre emprego e aposentadoria atualmente existe apenas para alguns poucos privilegiados. O sistema previdenciário do futuro começa repensando o mundo da educação e do trabalho para todos”, disse Ludovic Subran, economista-chefe da Allianz. 

Reforma previdenciária

Embora o aumento da idade de aposentadoria tenha ajudado a melhorar a sustentabilidade do sistema previdenciário brasileiro, a pontuação geral de 4,3 indica a necessidade de reformas adicionais. Dada a limitada margem de manobra financeira e a combinação de taxas de contribuição já elevadas e uma parcela alta de gastos públicos com os idosos – mesmo o Brasil tendo uma população ainda relativamente jovem – a sustentabilidade do sistema previdenciário, a longo prazo, é questionável. Isso se reflete em uma pontuação de 4,7 no índice de sustentabilidade.

Ao mesmo tempo, o Brasil ainda possui um dos sistemas previdenciários mais generosos do mundo, pelo menos em termos do nível de benefício bruto. No entanto, níveis baixos de cobertura e demanda atrasada em termos de acesso a serviços financeiros impedem uma pontuação acima da média no subíndice de adequação, que é 3,6. Dado que o panorama demográfico está mudando rapidamente, a taxa de dependência dos idosos deverá mais do que duplicar para 34,7% até 2050, aumentando a importância da cobertura do sistema de aposentadoria.

Uma condição necessária será a redução adicional do trabalho informal. O acesso a serviços financeiros e à educação financeira precisam melhorar ainda mais, já que a provisão de previdências privadas deve ganhar importância. Isso porque, a longo prazo, as reduções no nível de benefícios do sistema previdenciário público podem se tornar necessárias para manter sua sustentabilidade.

Com “Doação da Sorte”, Icatu reforça apoio à causas sociais do País 

Marcelo Oliveira_Icatu

Fonte: Icatu

A Icatu – 5ª maior seguradora em Capitalização do País – traz novidades na modalidade de Filantropia Premiável, título de capitalização com foco na geração de recursos para as instituições filantrópicas. Com o Doação da Sorte, a companhia reforça o seu propósito de fortalecer o impacto social no País com um produto dinâmico e acessível, com contratação 100% online. Ao longo dos últimos anos, a Icatu já repassou mais de 13 milhões para as instituições beneficentes.

Entre as instituições que passam a fazer parte da modalidade está o Instituto do Coração da Criança e do Adolescente (InCor Criança), que se juntam a diversas outras, como: Instituto Ronald McDonald; Liga Feminina de Novo Hamburgo; Abrigo Coração do Pai (via +Solidariedade); Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (via Banestes Solidário); a Santa Casa de Misericórdia da Bahia; e a Associação Peter Pan. A modalidade conta ainda com outros produtos de destaque lançados recentemente, como o Cristo Solidário, que arrecada fundos para o Santuário Cristo Redentor, instituição responsável pela manutenção do monumento histórico localizado no Rio de Janeiro. 

“Os títulos de capitalização mostraram ser uma importante ferramenta para a ampliação da filantropia no Brasil. Com o Doação da Sorte, temos um produto que gera captação de novos recursos para as instituições filantrópicas e fortalece a causa social no país. Queremos ampliar cada vez mais essa corrente do bem, que também possibilita ao cliente concorrer a sorteios. Desenvolvemos um produto descomplicado, aliado à segurança de ter uma intermediação da Icatu, uma seguradora brasileira com mais de 30 anos de atuação no mercado e uma das maiores companhias independentes do País”, afirma o diretor de Produtos de Capitalização da Icatu, Marcelo Oliveira. 

O produto conta com uma jornada de contratação totalmente digital e maior variedade de meios de pagamento como: pix, cartão de crédito, PicPay ou Mercado Pago. Qualquer pessoa a partir de 16 anos pode adquirir o produto, fazendo sua gestão de forma simples e intuitiva, através dos respectivos sites, de acordo com a instituição beneficente escolhida. 

Todos Ganham: A partir de R$ 1, já é possível adquirir o título de capitalização Doação da Sorte, produto que apoia financeiramente diversas instituições sociais cadastradas. Ao comprar o título, o cliente recebe um “número da sorte” para concorrer a prêmios através de sorteios. “Todos que contribuírem com essa ação concorrerão a sorteios de até 10 mil vezes o valor do produto”, informa o diretor da Icatu. 

A parceria mais recente na região Nordeste, com o InCor Criança – que cuida há 20 anos do coração de crianças e adolescentes cardiopatas no Estado do Ceará –, possibilitará o apoio a diversas iniciativas da instituição, entre elas a construção de um hospital para crianças.

“Acreditamos muito nessa união de propósitos. Por meio do produto Doação da Sorte conseguimos agregar valor aos serviços de cada empresa, com os sorteios e premiações, além de ampliarmos as ações de impacto social na região”, afirma Henrique Jenkins, Diretor Comercial da Icatu no Nordeste.

Filantropia premiável ganhando espaço – De acordo com a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), de janeiro a dezembro de 2022, a modalidade registrou crescimento de 12% comparado ao mesmo período de 2021. Em Capitalização, além da modalidade de filantropia premiável, a Icatu atua com a modalidade Tradicional, de Incentivo e Instrumento de Garantia, sendo o quinto maior grupo econômico do país. Saiba mais sobre o que é a Filantropia Premiável no blog da Icatu.

Uso de tecnologias hands-free durante a direção: segurança ou ilusão? 

Por Tiago Santana, engenheiro e gerente do time de Engenharia de Riscos da seguradora Zurich no Brasil 

Cada vez mais fabricantes de automóveis incluem tecnologias hands-free em seus carros. O recurso permite aos motoristas o controle de recursos do veículo e de seu sistema de multimidia, como o volume/som do veículo, a seleção de músicas, conversar por telefone e até mandar mensagens de texto sem fazer o uso das mãos, tudo por meio de um sistema que funciona por ativação de voz. Será que o uso de aparelhos com tais instrumentos de fato proporciona segurança ao dirigir? 

Um caso judicial nos Estados Unidos, decorrente de uma colisão de automóvel em 2015 e que resultou na morte de um homem do estado de Ohio, levantou dúvidas a respeito. O advogado de defesa, cujo cliente foi acusado de homicídio qualificado devido à troca de mensagens de texto enquanto dirigia, argumentou que o réu não violou a lei em vigor, porque ele estava usando um recurso hands-free. De fato, o uso deste tipo de mecanismo não é crime de trânsito nos Estados Unidos – assim como não é no Brasil. Mas o caso apresenta uma oportunidade para refletirmos a respeito. 

Segundo a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet)¹ o uso de celulares, que contam o recurso de viva-voz e podem se conectar via bluetooth aos aparelhos de som dos veículos, é responsável por cerca de 57% dos acidentes de trânsito que acontecem no país entre motoristas com idade na faixa de 20 a 39 anos. Parece incerto que dispositivos que mantenham as mãos no volante e os olhos na estrada representem riscos de direção distraída. 

No entanto, pesquisas apontam que até mesmo a distração cognitiva por falar ao telefone cria perigos significativos. Psicólogos da Universidade de Sussex², na Inglaterra, publicaram em 2016 um estudo que mostrou que motoristas imersos em conversas que ativam a imaginação faz com que enxerguem menos riscos ao dirigir. 

Também indicou que conversar com outros passageiros traz menos risco do que falar ao celular, porque os pilotos tendem a moderar a discussão quando os perigos da estrada se tornam aparentes e compartilham pistas não verbais que criam um bate-papo menos exigente mentalmente. Sem essas pistas visuais, exige-se mais atenção da parte dos motoristas, obrigando-os a imaginar as situações narradas ao telefone. 

O National Safety Council (NSC), dos EUA, também analisou a distração cognitiva e riscos de direção com o estudo técnico“Understanding the Distracted Brain: Why Driving While Using Hands-free Cell Phones Is Risky Behavior”2 (“Compreendendo o Cérebro Distraído: Porque é Arriscado Usar Celular com o Recurso com Hands-free Enquanto Dirigimos”, em tradução livre). A conclusão do relatório de 2012, que se baseou em 30 pesquisas científicas, foi de que prestar atenção a uma voz que não está presente contribui para inúmeras deficiências de direção. 

Os motoristas e as empresas para as quais trabalham podem considerar o uso do telefone ao volante como uma parte fundamental da atividade. No entanto, o NSC afirma que este conceito é um mito, e vaticina: “o cérebro humano não realiza duas tarefas ao mesmo tempo. Ao invés disso, lida com elas de forma sequencial, alternando entre uma e outra. Ele pode fazer um malabarismo rápido, levando-nos erroneamente a acreditar que estamos fazendo duas coisas de forma simultânea”. 

Ainda que existam leis e políticas que impeçam o uso de celulares e de outras tecnologias móveis durante a direção, muitas permitem dispositivos com recursos hands-free. Porém, a maioria delas conta com um enorme “ponto cego” em relação à distração cognitiva, tanto que o relatório da NSC fala de “cegueira por falta de atenção”, bem como atesta que motoristas olham para a frente quando usam celulares, mas perdem até 50% das informações do ambiente. 

Assim, antes de fazer uso destes aparelhos, motoristas devem se perguntar: vale a pena colocar a minha vida e a de outros em risco por causa de uma ligação ou de uma mensagem não respondida? Estou realmente seguro em optar por fazer uso de tecnologias hands-free? Consigo de fato manter minha mente atenta ao trânsito enquanto converso com outra pessoa, mesmo que somente por voz? 

Certamente as respostas a todas essas perguntas, se dadas com franqueza, serão: “não”. Então, eis as dicas: fale depois, mas se for de fato necessário, pare o veículo em local seguro e então desfrute dos recursos que a tecnologia proporciona.

Fundación MAPFRE anuncia vencedores dos Prêmios à Inovação Social

FONTE: Mapfre

A Fundación MAPFRE, organização global sem fins lucrativos, anunciou, nesta quarta-feira (24), os três vencedores da 6ª edição dos Prêmios à Inovação Social, em cerimônia realizada em Madrid, na Espanha. Entre os doze finalistas estavam três iniciativas brasileiras de impacto, que foram apresentadas por seus representantes no auditório do museu Reina Sofía.

Na categoria Mobilidade Sustentável, o vencedor foi o projeto americano TASL (This App Saves Lives), um sistema de pontos e recompensas para conscientizar os motoristas sobre a importância de não usar o celular ao dirigir, ajudando a reduzir a sinistralidade no trânsito.

O aplicativo digital LUP, desenvolvido na Espanha, foi o vencedor da categoria Economia Sênior. A ideia do projeto é facilitar a leitura para as pessoas com dificuldades por perda de visão, dislexia, entre outros problemas. O APP converte textos ou fotos em arquivo de voz em menos de dois segundos, além de oferecer a possibilidade de traduzir o conteúdo para mais de 30 idiomas. A Espanha também conquistou espaço na categoria Melhoria de Saúde e Tecnologia Digital (e-Health), com a Acceleradora Unoentrecienmil. A iniciativa promove o exercício físico como terapia para melhorar a recuperação de crianças e adolescentes com câncer.  

Os vencedores anunciados receberão 40 mil euros cada para potencializar seus projetos e multiplicar os seus impactos. Além disso, eles farão parte da Rede Innova, um ecossistema que conecta os inovadores sociais, que foram finalistas e semifinalistas em todas as edições dos Prêmios à Inovação da Fundación MAPFRE.

Este ano, a 6ª edição contou com 347 projetos inscritos, de empreendedores da Espanha, Alemanha, Brasil, Chile, Guatemala e Estados Unidos, o número de projetos inscritos representa 70% a mais do que na edição do ano anterior. Entre eles, doze finalistas foram selecionados para sessões de coaching da IE University.

“O foco da premiação não é o valor em dinheiro, mas todo o processo de reconhecimento e incentivo a novas ideias motivadas a enfrentar problemas sociais. Além disso, a formação de uma rede de impacto capaz de potencializar o desenvolvimento de todas as iniciativas envolvidas”, destaca a representante da Fundación MAPFRE no Brasil, Fátima Lima. Ela ainda atenta para a participação significativa do Brasil nas demais edições dos Prêmios à Inovação.

As inscrições para a 7ª edição dos prêmios serão abertas mundialmente no segundo semestre de 2023.

Conheça os finalistas brasileiros 

Na categoria Saúde e Tecnologia Digital (e-Health), com foco em promover a saúde e incentivar comportamentos saudáveis, a finalista brasileira foi a catarinense Altrum, que torna cirurgias complexas mais seguras e acessíveis através de dispositivos cirúrgicos desenvolvidos para cada paciente, utilizando da manufatura aditiva (Impressão 3D). O primeiro problema resolvido é a reconstrução craniana para pacientes que sofreram algum acidente ou problema oncológico, que atualmente esperam anos por uma cirurgia, dado o alto custo de uma prótese craniana.

Na categoria mobilidade sustentável, o finalista brasileiro foi o Seebot – Smart Mobility Solutions, um semáforo inteligente que detecta e ajuda pessoas com deficiência visual a atravessarem a rua em segurança. A iniciativa do Paraná integra tecnologia de fusão de dados, inteligência artificial e IoT para semáforos inteligentes.

No eixo de economia sênior, que busca incentivar o envelhecimento ativo, ganhou destaque a plataforma Talento Sênior, com foco na reinserção de idosos no mercado de trabalho. O objetivo da plataforma, desenvolvida em São Paulo, é criar conexões entre empresas que valorizam a expertise de fornecedores sêniores, promovendo geração de renda e autoestima.

“A nossa equipe ficará ainda mais robusta com os corretores e talentos da Liberty, diz CEO da HDI Brasil

“O Brasil é um país core para o Grupo Talanx, do qual a HDI Seguros é integrante, e essa aquisição dos negócios da Liberty Seguros na América Latina faz parte de um projeto muito claro de crescimento da empresa no país. Também é fundamental reforçar que o relacionamento com os distribuidores e os talentos da Liberty são fatores fundamentais, garantindo o valor desse negócio”, explica Eduardo Dal Ri, CEO da HDI Seguros.

A aquisição envolve uma grande carteira de clientes e corretores, que são o principal elo da HDI com o consumidor. “Estamos muito felizes com essa negociação e, certamente, o nosso objetivo final é oferecer produtos ainda mais competitivos, com um dos mais amplos portfólios do mercado. A Liberty preza muito pelo cliente e pelo relacionamento com os corretores, valores que também são a base do negócio da HDI. Vamos seguir estreitando cada vez mais o nosso relacionamento com todos os nossos parceiros, apoiando-os em seu dia a dia, com todo o nosso time, além de ferramentas e recursos que facilitem as negociações e a identificação de novas oportunidades e negócios”, acrescenta Dal Ri.

Com a transação, a companhia também somará novos talentos da Liberty em seu time. “A nossa equipe ficará ainda mais robusta e acredito que o principal dessa transação são os talentos que construíram o sucesso da Liberty até aqui”, enfatiza Dal Ri. 

Grupo Talanx, por meio da HDI, compra operações da Liberty na América Latina por US$ 1,48 bi

aquisição

A alemã Talanx divulgou a compra das operações da Liberty Mutual Insurance na América Latina por cerca de 1,38 bilhão de euros (US$ 1,52 bilhão), por meio de sua subsidiária HDI International. A aquisição abrange os negócios de varejo da Liberty no Brasil, Chile, Colômbia e Equador. A transação deve ser concluída no primeiro semestre de 2024. A HDI foi assessorada no Brasil pelo escritório de advocacia Machado Meyer.

A HDI passa a consolidar receitas (em prêmios brutos IFRS 4) na América Latina em cerca de EUR 1,7 bilhão. Com esta transação, a HDI alcança o 2º lugar pro forma no Brasil, o 1º no Chile e o 7º na Colômbia. Além disso, o portfólio geral da divisão será significativamente mais diversificado como resultado do aumento dos negócios na América Latina para aproximadamente 45%.

O grupo alemão aposta suas fichas no Brasil, um país considerado potencial em crescimento não só na América Latina como também no mundo. Em junho do ano passado, a HDI comprou as carteira de automóvel, vida, empresarial, residencial, habitacional e condomínio da filial brasileira da japonesa Sompo. Em recente entrevista, o CEO da HDI, Eduardo Dal Ri, disse que a aquisição trouxe diversidade de portfólio, de regiões, de talentos e em parcerias comerciais. Somos líderes no sul do País e agora queremos ganhar tração em São Paulo. “O primeiro bimestre já nos mostra resultados relevantes”, contou. Ainda hoje, Dal Ri deve comentar a compra da Liberty.

Agora arremata uma das seguradoras mais inovadoras e querida dos corretores de seguros no Brasil. Trata-se da maior operação realizada no Brasil neste ano e traz uma mudança significativa no ranking de automóvel. No primeiro trimestre, Liberty arrecadou R$ 457 milhões e HDI R$ 306 milhões. Com R$ 763 milhões, a HDI sobe para a segunda posição do ranking da consultoria Siscorp, superada apenas pela Porto Seguro, com R$ 1,2 bilhão, e empurrando a Tokio Marine para terceira posição, com R$ 647 milhões.

A disputa pela Liberty no Brasil, a maior dentro do pacote negociado, foi acirrada, tendo entre os interessados grupos estrangeiros que operam na América Latina, como Mapfre e Allianz. Comandada por Patrícia Chacon, a companhia registrou R$ 143 milhões de lucro líquido no primeiro trimestre deste ano, com índice combinado de 90%, devolvendo à sociedade R$ 908 milhões em indenizações pagas.

“Com a aquisição dessas operações da Liberty Mutual, damos continuidade à nossa história de sucesso na América Latina”, disse Torsten Leue, presidente do conselho de administração da Talanx AG. Juntamente com a Europa, a América Latina é uma das nossas principais regiões no negócio de varejo. Estamos, portanto, satisfeitos por estar entre os 3 primeiros da América Latina com esta aquisição. A aquisição melhorará o lucro líquido do nosso grupo e nosso retorno sobre o patrimônio já no primeiro ano após o fechamento esperado em 2024. A aquisição fortalecerá ainda mais nosso principal negócio de seguros e nossa diversificação nas linhas de negócios”.

“A aquisição é um marco importante na implementação de nossa estratégia para alcançar uma posição top 5 em nossos principais mercados nos negócios de ramos elementares até 2025, para diversificar ainda mais nosso portfólio e fortalecer nossa excelência técnica. Além disso, as aquisições nos permitirão alcançar oportunidades significativas com nossos negócios existentes no Brasil, Chile e Colômbia. Estou muito satisfeito com o fato de nossos futuros colegas da Liberty nos fortalecerem com sua excelente expertise e experiência na América Latina”, acrescentou Wilm Langenbach, membro do Conselho de Administração da Talanx AG responsável pela divisão Retail International e CEO da HDI International AG.

“Em um mundo que está mudando rapidamente, o foco operacional aprimorado em nossos canais, produtos e mercados está se tornando cada vez mais importante para o sucesso a longo prazo e garantirá a entrega de valor excepcional a nossos clientes, corretores, agentes, parceiros, funcionários e comunidades. servimos”, diz Tim Sweeney, presidente e diretor executivo da Liberty Mutual Insurance. “Agradecemos às nossas equipes latino-americanas de mais de 4,6 mil funcionários por seu grande comprometimento e dedicação ao nosso negócio ao longo de muitos anos. Estamos confiantes em seu futuro com a Talanx, que compartilha valores centrais semelhantes”.

A Liberty Mutual opera em 29 países, tornando-se uma das maiores seguradoras do mundo em receita de seguros. A Liberty Seguros Brasil ocupa uma das 5 primeiras posições em automóveis e uma das 10 primeiras em ramos elementares após o ano de 2022. Em 2022, a empresa brasileira gerou prêmios brutos subscritos de R$ 6,1 bilhões (EUR 1,1 bilhão), muitos dos quais foram gerados por meio de uma rede de distribuição de 20 mil corretores independentes.

A Liberty Seguros Chile oferece produtos não vida e alcançou um volume bruto de prêmios de CLP $ 325 bilhões (EUR 0,4 bilhão) em 2022. O volume bruto de prêmios da Liberty Seguros Colômbia em 2022 foi de COP $ 1.033 bilhões (EUR 0,2 bilhão). A Liberty Seguros Equador gerou um volume bruto de prêmios de US$ 33 milhões (EUR 31 milhões) em 2022.

A transação inclui os negócios de seguros diretos da Liberty Specialty Markets no Brasil, Chile e Colômbia. A transação não inclui o resseguro facultativo da Liberty Specialty Markets, o resseguro de tratado de resseguro da Liberty Mutual e os negócios de garantia da Liberty Mutual, que continuarão a operar no Brasil, Chile e Colômbia.

A HDI International AG já está representada no Brasil, Chile e Colômbia através de suas subsidiárias. A HDI Seguros gerou um volume bruto de prêmios de cerca de R$ 4,5 bilhões (789 milhões de euros) no Brasil em 2022. A HDI Seguros no Chile gerou um volume bruto de prêmios de 488 bilhões de pesos chilenos (533 milhões de euros) e a HDI Seguros na Colômbia 425 bilhões de pesos colombianos (82 milhões de euros).

Fator Seguradora comemora 15 anos com grandes conquistas

A Fator Seguradora chega aos 15 anos jovem e preparada para o futuro. Apesar das incertezas mundiais e locais, uma coisa é certa no mercado de seguros brasileiro: o setor cresce sem reformas e pode chegar a dobrar a participação no PIB (Produto Interno Bruto), de 6% para 12%, com reformas positivas para a politica, para a economia e para o setor, segundo o Plano de Desenvolvimento do Mercado Segurador (PDMS), elaborado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), com metas de crescimento do setor até 2030.

Com tal cenário, vence quem apostar em equipe qualificada, tecnologia e solidez financeira. São essas as estratégias mestras definidas pelo economista Luís Eduardo Assis, que está há 11 anos no comando da Fator Seguradora. “Certamente temos muito a comemorar. Nossas conquistas diárias constroem nosso futuro, para o qual estamos nos preparando dia a dia”, conta. 

Em maio deste ano, a Fator Seguradora ganhou um presente de aniversário valioso. Conquistou o rating A-.br, da Moody’s, que resume um pouco do esforço diário da equipe de profissionais. A classificação obtida é uma consequência de um trabalho feito há anos de melhorias nos processos, na governança, na mitigação de riscos e no planejamento estratégico. 

“Em grandes riscos, os clientes querem enxergar na seguradora uma empresa que tem capacidade de pagar grandes sinistros. O rating acelera e alavanca a nossa capacidade de fazer seguros. Ele é um atestado de que somos uma empresa sólida também para os resseguradores e nos permite ofertar aos nossos corretores melhores condições para o programa de seguro de seus clientes”, orgulha-se. 

Segundo Assis, ter profissionais destacados no mercado, decidir pela diversificação de produtos e o pesado investimento em tecnologia para lançar o  fatorconnect há um ano são consideradas as bases do bom desempenho da seguradora. “Iniciamos a companhia com apenas um produto: o Seguro Garantia. Algumas concorrentes mantiveram a especialização neste produto, de boa rentabilidade, mas com uma cauda longa com vigências que chegam até a 15 anos e riscos regulatórios que podem comprometer os contratos”, avalia. 

A diversificação iniciada há seis anos foi uma escolha acertada aos olhos da agência de riscos e de Assis. A Fator passou a operar nos segmentos de riscos operacionais, de engenharia, de responsabilidade civil e de linhas financeiras para atender clientes corporativos nos segmentos de construção civil, concessões rodoviárias, siderurgia, energia, empreendimentos imobiliários, construção naval, óleo e gás. 

“Estamos muito satisfeitos com o resultado. Somos menos dependentes do comportamento de apenas uma carteira e ampliamos nosso relacionamento com corretores de seguros de grande, médio e pequeno portes. Garantia que era 100% das nossas vendas, hoje representa 25%. Saímos de um segmento de poucos sinistros, mas geralmente de grande severidade, para atuarmos em nichos com frequência de sinistros, porém de baixo valor”, afirma. 

O fatorconnect foi o ponto alto desta história. Trata-se de uma plataforma de negócios diferenciada, idealizada para que os corretores de seguros possam explorar novos mercados e ofertar seguros para pequenas e médias empresas de todo o país, sem limitações geográficas. “Existe um mito de que o mercado de seguros é tradicional. Não há como ficar preso a uma cápsula do tempo quando todos que trabalham neste setor usam e gostam da tecnologia usada em tudo que fazem, desde pagar contas em um clique como fazer o check-in aéreo rapidamente em uma máquina”, comenta. “É um caminho sem volta, que evolui constantemente. E seguros está incluído nesta jornada”. 

Para Assis, tecnologia não é apenas um assunto técnico. É sobre mudança de cultura. “Boa parte do meu tempo é dedicado a este canal digital, que é uma seguradora dentro de outra seguradora e não um puxadinho como vemos por aí”, explica. É uma transição complexa e desafiadora, porque tem de rodar o canal digital sem parar o dia a dia da seguradora. “É uma outra lógica. Pessoas de tecnologia falam com máquinas. Pessoas de negócios falam com pessoas. Temos de ter profissionais bilingues, que falam com máquinas e com pessoas. E isso demanda um esforço muito grande e uma disciplina praticamente religiosa”, explica.

A parte mais sensível tem sido transformar a experiência do subscritor de grandes riscos em algoritmos. Em todo o mundo, é um grande desafio mudar o padrão manual da subscrição para entender como definir os fatores de riscos de forma lógica para a máquina trazer uma cotação assertiva. “Nosso canal digital não é apenas uma captação de propostas como boa parte dos concorrentes. Capturamos a proposta, o sistema analisa e, se for o caso, o corretor emite a apólice na hora”, afirma.

“Ainda temos um longo caminho pela frente. Mas já temos resultados interessantes. Passamos de 2 mil apólices para 17 mil nos últimos 12 meses. Emitimos 60 mil boletos. E se o cliente deixa de pagar um parcela? Não podemos mais ficar no telefone perguntando para o corretor o que aconteceu. Tem de ter um sistema de cobrança digital. E assim por diante. Não vejo outro caminho sem ter a tecnologia como uma grande aliada na solução de problemas e na redução de custos”, diz. 

Assis é categórico ao afirmar que o fatorconnect é a direção rumo ao futuro para ajudar o corretor a traçar sua trajetória conosco. “Futuro que concilia a tecnologia e o relacionamento pessoal. Sempre continuará importante o contato do corretor com o seu cliente”. 

A Fator Seguradora conta com 112 pessoas. Mais de 30 pessoas em tecnologia. “Temos também pessoas especializadas em projetos, em nichos, em gente. Avançamos na equidade de gênero: 50% de homens e 50% de mulheres”, destaca. Em dezembro de 2022, a Fator Seguradora reportou um prêmio bruto de R$ 614 milhões e um lucro líquido de R$ 23 milhões. Na mesma data, o total de ativos somava R$ 1,4 bilhão e o patrimônio líquido R$ 176 milhões. Com base no seu processo de subscrição e nos esforços estratégicos para reduzir despesas, é esperado que a companhia apresente resultados mais fortes, afirma a Moody’s.

Seguradora Pottencial é a seguradora do contrato do Monotrilho desfeito por Tarcisio de Freitas

A Pottencial Seguradora, que ocupa a liderança das vendas de seguro garantia no Brasil, é a líder do contrato do consórcio responsável pela construção da Linha 17-Ouro do Monotrilho. O seguro garante a finalização da obra, que deveria ter sido concluída em 2013, ficou para 2014, quando aconteceu a Copa do Mundo, pulou para 2016 e até hoje e não foi concluído. Diante disso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse na semana passada que vai romper o contrato. A previsão do Estado agora é finalizar a obra 2024 ou, no máximo, em 2025.

“Vamos rescindir o contrato e vamos punir a empresa e buscar alternativas”, disse Tarcísio, no último dia 2. Segundo o governo, as opções que estão na mesa do governo são: convocar a terceira colocada na licitação, o Consórcio Paulitec-Sacyr, para continuar a construção ou fazer novo certame – o que atrasaria ainda mais o prosseguimento das obras. O projeto prevê a ligação entre o Aeroporto de Congonhas à estação Morumbi, da linha 9 da CPTM, na zona sul da capital, e inicialmente fazia parte da Matriz de Responsabilidade da Copa, o que lhe dava direito a financiamento especial da Caixa.

Em nota, a Pottencial Seguradora informa que o caso referente à apólice de seguro mencionada está sendo analisado internamente, e que, por se tratar de um grande contrato, uma série de documentos precisa ser levantada e verificada antes que a empresa possa dar um parecer.

O segmento de seguro garantia encerrou 2022 com vendas de R$ 3,47 bilhões, alta de 14% em comparação a 2021, considerando-se prêmios diretos. As indenizações somaram R$ 891 milhões no ano passado, gerando um índice de sinistralidade de 28%. A maior parte das vendas vem do seguro garantia judicial desde 2014, quando os seguros de garantia de contratos praticamente congelaram com as investigações da Lava Jato, que praticamente derrotou os investimentos em infraestrutura no Brasil.

Apesar do bom resultado do segmento, o setor levou um grande susto com a crise da Americanas e outros que vieram a reboque, que podem ter impactos no seguro garantia judicial. Já o seguro de contratos, é um seguro rentável, que atrai muitos players, mas tem uma período de vigência longo, que pode ultrapassar 15 anos, dependendo da duração da construção do empreendimento. Ambos contam com a maior parte do risco pulverizado em contratos de resseguros.

MAG renova parceria para distribuição de seguro de vida com Sodexo

fusões aquisicoes

MAG Seguros anunciou a renovação por cinco anos da parceria com a Sodexo Benefícios e Incentivos, líder global em serviços de qualidade de vida. O acordo entre as empresas é um dos pioneiros no mercado segurador e está em vigor desde 2013.

A parceria tem o objetivo de garantir a distribuição da solução MAG em seguros de vida por meio de estabelecimentos credenciados pela Sodexo e já conta com resultados expressivos.

“Estamos muito felizes com a renovação dessa parceria. A Sodexo tem sido muito importante para a propagação da cultura do seguro no país por meio desta parceria e queremos seguir com este propósito junto aos estabelecimentos comerciais de pequeno e médio porte, como os credenciados pelo parceiro”, destaca Carice Weber, diretora de Afinidades e Massificados da MAG Seguros.

“Temos como objetivo oferecer soluções de qualidade para nossos clientes, independentemente de seu porte e a parceria com a MAG Seguros reitera especialmente esse cuidado com os pequenos e médios negócios. Certamente, os estabelecimentos serão os maiores beneficiados com essa renovação, uma vez que continuarão tendo à disposição um seguro de vida desenhado para atender as suas necessidades, celebra Antônio Aguiar (Tombé), Diretor de Estabelecimentos da Sodexo Benefícios e Incentivos.

Como funciona?

Bares, restaurantes, padarias e minimercados entram em contato com a empresa de benefícios por meio da central de vendas ou pelo autosserviço para credenciamento e assim poder aceitar o cartão Sodexo como meio de pagamento. Durante esse processo, o seguro de vida global Sodexo Pass é ofertado com condições exclusivas e especiais para sócios, funcionários e estagiários, atendendo a convenção coletiva da categoria.

“O seguro de vida é uma solução que resguarda a proprietários e colaboradores diante dos imprevistos que podem acontecer no dia a dia. Além de adaptável às possibilidades financeiras da empresa, de acordo com o tamanho e o ramo, o seguro garante socorro financeiro aos empresários e assistência aos segurados em diversas situações”, destaca Carice.

“A Sodexo Corretora busca atender as necessidades dos seus estabelecimentos analisando as tendencias de mercado e aprimorando as ofertas de produtos e serviços voltados a seguros, assistências e bem-estar e saúde criando e cultivando relações de longo prazo com nossos estabelecimentos.”. destaca Raquel Guerreiro, Gerente de Produtos da Sodexo.