Seguradora 88i acelera expansão com foco estratégico em corretores de afinidades e transportes

A 88i inicia seu primeiro ano como seguradora definitiva no segmento S4 – após o cumprimento integral dos objetivos do Sandbox regulatório pelo período de três anos – com um reposicionamento de sua estratégia de distribuição, colocando os corretores de afinidades e de transportes em sua operação B2B e B2B2C. A iniciativa visa escalar a proteção digital em grandes plataformas de e-commerce, delivery, logística, transportes e ecossistemas financeiros.

Com a nova estratégia, a 88i busca ter como aliados os corretores de afinidade especializados em B2B2C e os corretores voltados para o segmento de transportes que buscam digitalizar grandes carteiras de clientes. Através de APIs de alta performance, a seguradora permite que o seguro seja integrado de forma invisível e fluida na jornada de compra do consumidor final.

Gig Economy

A 88i se especializou em nano seguros embarcados em grandes plataformas, trabalhando na chamada “gig economy”, ou economia de aplicativos. Com um modelo de negócio B2B e B2B2C, a empresa integra seus seguros nos aplicativos das plataformas digitais de delivery, logística, mobilidade e fintechs.

Além das grandes plataformas as soluções da 88i também foram incorporadas aos aplicativos de pequenas e médias empresas prestadoras de serviços e intermediárias dessas plataformas, com destaque para as do ramo de logística gestão de serviços, delivery, como Posta Já, Let´s, Closeer e Ship Now

Para o mercado de Afinidades, a 88i oferece aos corretores a capacidade de criar produtos personalizados e em tempo recorde, como proteção de renda para profissionais autônomos e com veículo próprio, bem como seguros de acidentes pessoais. “O corretor de afinidades moderno conectado com o novo mundo do trabalho e do consumo não quer apenas uma apólice. Ele quer uma experiência do usuário que não interrompa a venda da mercadoria ou do serviço do parceiro. Nós entregamos essa infraestrutura,” afirma Rodrigo Ventura, CEO da 88i.

No segmento de Transportes, a atuação da empresa é focada na mitigação de riscos em tempo real na última milha. A 88i disponibiliza ferramentas de telemetria e análise de dados que permitem ao corretor oferecer seguros de mercadorias embarcadas diretamente no fechamento do frete, garantindo conformidade e agilidade para embarcadores e transportadoras de todos os tamanhos.

Os pilares da nova atuação da 88i estão sustentados em APIs que conectam o produto de seguro ao checkout de grandes plataformas em poucos dias, em seguros flexíveis que se adaptam ao perfil de risco e ao bolso do cliente, além  de controle de sinistralidade e conversão que permitem ao corretor gerir a performance de seus canais de afinidade e logística com precisão cirúrgica.

Icatu tem lucro recorde de R$ 525,1 milhões em 2025 e aposta em vida individual e renda para sustentar avanço

A Icatu Seguros encerrou 2025 com lucro líquido recorde de R$ 525,1 milhões, alta de 20% em relação ao ano anterior, apoiada na expansão das linhas de negócios, ganho de eficiência operacional e investimentos em tecnologia. Maior seguradora independente do país em seguro de vida, previdência e capitalização, a companhia chega a 2026 com a meta de manter o ritmo de crescimento dos últimos anos em um ambiente mais competitivo e de maior disputa pela renda do consumidor.

As receitas com prêmios, contribuições de previdência e capitalização somaram R$ 14,6 bilhões em 2025. O retorno sobre o patrimônio (ROE) ficou em 26,1%, enquanto o volume devolvido à sociedade em sinistros, resgates, rendas e sorteios alcançou R$ 8,4 bilhões. A base de clientes superou 14 milhões, apoiada em uma estrutura de distribuição formada por mais de 350 parceiros estratégicos e mais de 10 mil corretores ativos.

Para Luciano Soares, CEO da Icatu, preservar resultados robustos e consistentes em 2026 “não é uma coisa trivial”, sobretudo em um mercado em que novos concorrentes passaram a olhar com mais atenção para o ramo de pessoas. Segundo o executivo, a estratégia para sustentar o desempenho envolve um conjunto de fatores, entre eles portfólio de produtos, diversificação de canais, eficiência operacional e inovação.

Na avaliação de Soares, porém, a principal disputa do setor vai além da concorrência entre seguradoras. “A maior concorrência dos últimos anos é a não decisão de compra”, afirmou. Para ele, o avanço de mais participantes no segmento pode ter efeito positivo se contribuir para ampliar o debate sobre educação financeira e aumentar a percepção da população sobre a importância da proteção financeira.

“Os resultados refletem uma gestão financeira consistente, com foco em rentabilidade, equilíbrio, eficiência operacional, controle de custos e sustentabilidade do negócio. A combinação entre escala, eficiência operacional e um portfólio diversificado nos permitiu alcançar um lucro recorde e manter indicadores robustos, como ROE elevado, criando bases sólidas para o crescimento de longo prazo da companhia”, afirma Márcio Palmeira, CFO da Icatu Seguros.

O CEO também chamou atenção para a crescente competição da indústria por espaço no orçamento das famílias. Citou como exemplo o avanço das apostas esportivas, que vêm preocupando governo e empresas de diferentes setores pelo potencial de desviar renda do consumo e da poupança de longo prazo.

No seguro de vida, um dos principais motores de crescimento da companhia, o prêmio retido alcançou R$ 6,1 bilhões em 2025, com expansão de 19% em relação ao ano anterior. O desempenho foi puxado principalmente pelo vida individual, que avançou 67,1%, além do crescimento de vida em grupo, de 17,8%, e prestamista, de 17,7%. Segundo dados da Fenaprevi citados pela seguradora, a Icatu ocupa a primeira posição em faturamento em vida coletivo.

Soares afirmou que o segmento de vida individual deve continuar em trajetória de expansão, diante do espaço ainda existente para crescimento no país. Na visão dele, todo movimento que eleve a percepção de valor do seguro tende a favorecer a companhia, caso de coberturas como doenças graves, que vêm apresentando crescimento sustentado.

Na previdência, a Icatu encerrou 2025 com R$ 55 bilhões em reservas, apoiada em uma plataforma com mais de 400 fundos distribuídos entre 150 gestores. Para 2026, a expectativa é de crescimento de 17% nas reservas. A companhia vê espaço para avanço da conversão da poupança acumulada em produtos de renda, como renda vitalícia e temporária, em linha com o envelhecimento da população e a necessidade crescente de planejamento financeiro no pós-carreira.

O executivo avalia que o mercado de previdência aberta foi afetado pela tributação de IOF nos planos VGBL, o que reduziu a captação nesse tipo de produto. Na Icatu, no entanto, o impacto foi parcialmente amortecido pela maior participação do PGBL no portfólio. Hoje, esse produto representa 35% da carteira da companhia, ante cerca de 25% no mercado, o que ajudou a suavizar os efeitos da menor entrada líquida em VGBL.

A seguradora também acompanha com cautela o ambiente macroeconômico e seus reflexos sobre a indústria de investimentos. Segundo Soares, a volatilidade decorrente da guerra no Irã como inflação, energia, fertilizantes e tensões geopolíticas pode afetar o comportamento dos fundos de investimentos em geral, mas o impacto depende da composição das carteiras. Produtos de curto prazo e renda fixa tendem a sofrer menos, enquanto estratégias mais longas e expostas à marcação a mercado podem enfrentar maior estresse.

Em capitalização, as provisões técnicas somaram R$ 4,2 bilhões em 2025, alta de 3,2%. O destaque foi a modalidade garantia de aluguel, com avanço de 7,5%. Na frente de tecnologia, a companhia informou ter investido mais de R$ 2 bilhões nos últimos cinco anos e prevê aportes superiores a R$ 300 milhões em 2026, com foco em digitalização, subscrição, uso de inteligência artificial, automação de processos e melhoria da experiência de corretores e clientes.

Sobre a entrada das cooperativas no setor, Soares afirmou que ainda é cedo para medir com precisão o impacto sobre o mercado segurador. Segundo ele, o tema permanece em estágio preliminar, especialmente quando envolve riscos mais complexos, de natureza atuarial, como longevidade. Nesse contexto, acrescentou, solidez e experiência continuarão sendo diferenciais importantes para os participantes do setor. A Icatu já atua nesse nicho por meio da frente Icatu Coopera.

MAG Capitalização firma parceria com a CrediSIS e amplia presença no cooperativismo de crédito

A MAG Capitalização, empresa do Grupo MAG, anuncia uma nova parceria estratégica com a CrediSIS, uma das maiores centrais de cooperativas de crédito do Brasil, conhecida pela forte atuação regional e proximidade com seus cooperados.

A colaboração começa com a oferta do produto tradicional da companhia, com perspectiva de ampliação do portfólio ao longo do ano. A iniciativa fortalece a atuação da MAG Capitalização e amplia o alcance das soluções oferecidas. 

“A CrediSIS possui uma conexão muito forte com seus cooperados e com o desenvolvimento regional. Isso torna essa união ainda mais estratégica para ampliarmos nossa presença e gerar valor de forma conjunta”, destaca Camila Beck, gerente de Negócios em Afinidades da MAG Capitalização.

Com a parceria, a MAG Capitalização avança em sua estratégia de crescimento ao acessar novos públicos e regiões, ao mesmo tempo em que fortalece sua presença no segmento cooperativista, um dos mais dinâmicos do sistema financeiro nacional. A expectativa é que a colaboração também abra caminho para novas oportunidades de negócios dentro do ecossistema CrediSIS ao longo dos próximos meses.

HDI Global amplia faturamento para € 10,3 bilhões e eleva lucro em 10% em 2025

A HDI Global encerrou 2025 com aumento de faturamento e lucro, impulsionada pelo crescimento de novos negócios, disciplina na subscrição e reajustes de preços relacionados à inflação. A receita de seguros da seguradora corporativa e de specialty somou € 10,3 bilhões no ano, ante € 10 bilhões em 2024, enquanto a contribuição para o lucro líquido do Grupo Talanx avançou para € 551 milhões, alta de 10% em relação aos € 501 milhões registrados no exercício anterior. O lucro operacional (EBIT) também cresceu, passando de € 702 milhões para € 732 milhões.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira, 24 de março, a companhia informa que o desempenho reflete tanto a expansão da base de negócios quanto a manutenção da rentabilidade técnica. Em escala global, o crescimento da receita foi de 5% ajustado pelos efeitos cambiais, ou de 2% em euros. Segundo a HDI Global, a evolução foi sustentada principalmente por novos contratos e por correções de preços no portfólio existente, em resposta ao ambiente inflacionário.

A companhia também manteve o índice combinado em patamar considerado saudável, de 90,3%, praticamente estável em relação aos 90,0% de 2024 e dentro da meta de ficar abaixo de 92% no ano. O resultado foi beneficiado pela menor frequência de sinistros e por perdas de grandes riscos abaixo do previsto no orçamento. Os pagamentos relacionados a grandes perdas subiram ligeiramente, para € 426 milhões, frente a € 402 milhões um ano antes, mas ficaram € 125 milhões abaixo do valor projetado pela seguradora.

O resultado de serviços de seguros permaneceu estável, em € 997 milhões, ante € 1,004 bilhão em 2024. Já o resultado financeiro líquido de seguros e investimentos, antes dos efeitos cambiais, avançou para € 102 milhões, contra € 83 milhões no ano anterior, favorecido pelo maior volume de investimentos.

Para o CEO da HDI Global, Edgar Puls, o desempenho de 2025 mostra a capacidade da seguradora de combinar crescimento com rentabilidade, apoiada em profundidade técnica, agilidade e soluções de longo prazo para clientes e corretores. O executivo também destaca que a atividade relativamente moderada de catástrofes naturais ao longo do ano ajudou a manter as grandes perdas abaixo do orçamento, ao mesmo tempo em que a companhia reforçou o foco na melhora de performance, especialmente no segmento de specialty.

A HDI Global também ressalta que a solidez de capital e a rentabilidade sustentam a estratégia de crescimento internacional da companhia. De acordo com Puls, a seguradora avança com a estratégia Xcelerate29, voltada à expansão global, ao ganho de excelência operacional e ao uso de inteligência artificial para elevar eficiência e qualidade em subscrição e sinistros. A empresa conta atualmente com mais de 5,5 mil funcionários no mundo.

Zurich promove Caravana em Porto Alegre e Salvador com foco comercial no seguro auto e ações sociais nas regiões

Marcio Benevides

A Zurich Seguros realiza novas etapas da Caravana Zurich 2026 nas cidades de Porto Alegre e Salvador, iniciativa que integra estratégia comercial no segmento de automóvel, relacionamento com corretores e ação social em regiões prioritárias para o crescimento do negócio. 

Porto Alegre e Salvador estão entre as praças consideradas estratégicas para o mercado de seguros varejo por combinarem densidade populacional, renda regional, frota relevante de veículos e concentração urbana. Essas características favorecem o avanço de produtos como automóvel, residencial e vida individual, além de reforçarem o papel dessas capitais como polos regionais relevantes para a atuação da companhia. 

Na operação da Zurich, Porto Alegre desempenha um papel relevante, sendo a segunda maior filial da companhia na região e responsável por 18,7% de todo o prêmio emitido na Diretoria Regional Sul. Já em Salvador, a seguradora registrou crescimento de 9,1% em prêmio emitido na comparação entre 2024 e 2025, com destaque para linhas comerciais, que avançaram 20,9% no período. 

Como parte da Caravana, a companhia disponibiliza 10% de desconto no Zurich Automóvel nas duas cidades. Em Porto Alegre, a campanha acontece entre os dias 23 e 29 de março. Em Salvador, as condições comerciais são válidas entre os dias 29 de março e 4 de abril. A iniciativa busca impulsionar cotações e ampliar a presença da marca junto a clientes e corretores locais. 

Para a Zurich, a Caravana funciona como uma alavanca regional, combinando ativação de vendas, proximidade com parceiros e reforço institucional nas praças onde a companhia busca ampliar sua presença. 

“A Caravana Zurich integra nossa estratégia de fortalecer o canal e ampliar nossa presença regional com foco em linhas pessoais, especialmente automóvel. Ao mesmo tempo em que promovemos a campanha comercial, também nos aproximamos das comunidades locais e dos nossos parceiros de negócios”, afirma Nathalia Abreu, gerente executiva de Sustentabilidade e Responsabilidade Social da Zurich Seguros. 

Além da frente comercial, as ações incluem iniciativas sociais em instituições das duas cidades. Em Porto Alegre, a companhia realizará uma atividade de voluntariado na Pequena Casa da Criança, organização que atende mais de mil beneficiários e desenvolve projetos nas áreas de educação, assistência social e profissionalização de crianças e jovens. 

“A presença de voluntários e o apoio de empresas que se envolvem com a comunidade são fundamentais para fortalecer o trabalho que realizamos diariamente com crianças, jovens e demais públicos. A iniciativa contribui para ampliar oportunidades de convivência e aprendizados dos nossos atendidos e reforça a importância de parcerias comprometidas com o desenvolvimento social”, pontua Murilo Priebe, analista de Voluntariado e Parcerias da Pequena Casa da Criança. 

Em Salvador, a ação será realizada no Lar Vida, instituição dedicada ao acolhimento e cuidado integral de crianças, adolescentes e adultos com deficiência, muitos deles encaminhados pela Vara da Infância e Juventude. 

“A iniciativa reforça a importância da parceria entre instituições sociais e empresas comprometidas com o desenvolvimento das comunidades. A participação da Zurich contribui para ampliar a visibilidade do trabalho realizado e apoiar o cuidado contínuo com os beneficiários atendidos pela instituição”, destaca Roberto Brito, gerente do Lar Vida. 

Nas duas cidades, as atividades incluem momentos de recreação com os beneficiários das instituições e contam com a participação de colaboradores da Zurich, corretores e assessores da região. 

“Quando conectamos nossa estratégia comercial à atuação social nas regiões onde operamos, fortalecemos o relacionamento com corretores, ampliamos nossa presença local e reforçamos nosso compromisso com um crescimento responsável”, conclui Marcio Benevides, diretor executivo de Distribuição da Zurich Seguros. 

A Caravana Zurich 2026 também inclui ações em Recife e Ribeirão Preto ao longo do ano, mantendo o foco em praças que combinam maturidade de mercado e potencial de expansão para o segmento de seguros varejo. 

Sete em cada dez carros no Brasil estão sem seguro, e muitos motoristas ignoram os riscos diários 

A maior parte dos veículos brasileiros ainda circula sem seguro. Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), apenas 30% da frota conta com apólice. Na prática, isso significa que aproximadamente sete em cada dez automóveis rodam sem qualquer tipo de proteção para acidentes, roubos, furtos ou até eventos cada vez mais frequentes, como enchentes e danos causados pelas condições das vias. 

Para especialistas da Yelum, marca do Grupo HDI, ainda existem muitas dúvidas sobre quando o seguro realmente vale a pena e quais situações ele cobre no dia a dia. “Muita gente só lembra do seguro em casos extremos, mas os imprevistos mais comuns – como pequenos danos, panes ou incidentes no trânsito – também podem gerar custos relevantes. A proteção existe para trazer mais previsibilidade e reduzir o impacto dessas situações no dia a dia do motorista”, afirma Carla Oliveira, Diretora de Produto Auto do Grupo HDI. 

Parte da resistência à contratação do seguro ainda está ligada a interpretações incompletas sobre custo, perfil de motorista e tipo de veículo. Para explicar essas questões, a Yelum destaca alguns mitos e verdades: 

Seguro só vale a pena para carros novos:  

Mito. Embora veículos mais recentes tenham peças mais caras, carros usados também podem gerar prejuízos relevantes em situações de colisão, roubo ou danos a terceiros. Em muitos casos, o custo de um único reparo – como troca de faróis, retrovisores ou sensores – pode ser significativo, especialmente em modelos com mais tecnologia embarcada. 

Seguro é apenas para motoristas jovens ou inexperientes:  

Mito. Acidentes, furtos ou eventos climáticos não dependem apenas da habilidade do motorista. Mesmo condutores experientes estão expostos a situações fora do seu controle, como falhas de outros veículos, alagamentos ou problemas mecânicos inesperados. 

Ser um bom motorista pode ajudar a pagar menos no seguro:  

Verdade. O perfil de risco é um dos fatores considerados no cálculo da apólice. Histórico sem sinistros, uso mais previsível do veículo e características do condutor podem influenciar positivamente o valor do seguro ao longo do tempo. 

Pequenos incidentes podem gerar despesas altas:  

Verdade. Danos aparentemente simples podem ter custos elevados. Peças como retrovisores, sensores de estacionamento, câmeras e lanternas têm ficado mais caras com a evolução tecnológica dos veículos. 

Seguro também inclui suporte para situações do dia a dia:  

Verdade. Muitos motoristas associam o seguro apenas a acidentes, mas diversas apólices oferecem assistência para ocorrências comuns, como pane elétrica ou mecânica, troca de pneus, chaveiro ou reboque. 

Proteção além dos grandes imprevistos 

Com o aumento do custo de peças e manutenção automotiva, especialistas apontam que o seguro passou a ter também um papel de planejamento financeiro. A cobertura ajuda a reduzir o impacto de despesas inesperadas e oferece suporte em diferentes situações envolvendo o veículo. 

Além da proteção contra danos ao carro, a apólice pode incluir cobertura para prejuízos causados a terceiros – um aspecto que ganha importância em centros urbanos com trânsito intenso. “Quando o motorista entende melhor como o seguro funciona, ele passa a enxergá-lo de forma mais ampla, não apenas como algo ligado a grandes acidentes, mas como uma ferramenta para lidar com imprevistos”, afirma Carla.

Seguro Garantia nas execuções fiscais: o que mudou e por que o corretor deve prestar atenção

AGATHA fator seguradora

Uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) trouxe mais segurança jurídica para o uso do Seguro Garantia em execuções fiscais — processos em que governos cobram judicialmente tributos supostamente devidos por empresas. Ao julgar o Tema 1385, o tribunal consolidou o entendimento de que o Seguro Garantia e a fiança bancária não podem ser recusados automaticamente pelo Fisco. Esse entendimento foi consolidado a partir de recursos especiais julgados pelo tribunal envolvendo execuções fiscais movidas por entes públicos.

“O STJ pacificou, em fevereiro de 2026, que o Seguro Garantia Judicial é plenamente hábil para garantir execuções fiscais tributárias, afastando definitivamente a possibilidade de recusa pela Fazenda Pública com base em critérios de preferência de penhora. Essa decisão tem efeito vinculante e consolida o produto do Seguro Garantia como alternativa eficiente ao depósito em dinheiro nas execuções fiscais, reduzindo o risco de sinistro por recusa judicial e ampliando a segurança jurídica para emissão de apólices”, comenta Ariane Guimarães, sócia do escritório de advocacia Mattos Filho. 

Esse cenário ganha ainda mais relevância quando se observa o volume de processos dessa natureza no país. Dados do relatório Justiça em Números 2025, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostram que as execuções fiscais continuam sendo um dos maiores gargalos do sistema judicial brasileiro. Em 2024, esse tipo de ação representava cerca de 27% de todos os processos em tramitação no Judiciário, somando aproximadamente 21,7 milhões de casos relacionados à cobrança judicial de tributos por parte da União, estados e municípios. 

O estudo também indica que essas ações possuem altíssima taxa de congestionamento — próxima de 87%, o que significa que a maior parte dos processos permanece em tramitação por longos períodos antes de chegar a uma solução definitiva.  Outro dado relevante é o tempo de duração desses litígios. Em média, um processo de execução fiscal pode levar mais de sete anos para ser concluído, considerando o tempo entre o ajuizamento da cobrança e a baixa definitiva do processo nos tribunais. 

Para explicar o impacto prático dessa decisão para o mercado e para a atuação dos corretores de seguros, o Sonho Seguro conversou com Agatha Lopes Mateus, gerente de subscrição de Seguro Garantia Judicial da Fator Seguradora: “É justamente nesse intervalo prolongado que o Seguro Garantia ganha importância econômica para as empresas. Ao substituir o depósito judicial em dinheiro, a apólice permite preservar liquidez durante um período que pode ultrapassar vários anos, mantendo recursos disponíveis para investimento e operação enquanto a discussão tributária segue na Justiça”, afirma. 

Leia os principais trechos da entrevista:

O que é uma execução fiscal e por que ela preocupa as empresas?

Execução fiscal é o processo judicial usado pelo governo para cobrar tributos que considera devidos por uma empresa. Quando isso acontece, a empresa precisa garantir o valor da dívida enquanto discute o débito na Justiça. Caso contrário, pode sofrer bloqueios de contas ou penhora de bens. Tradicionalmente, muitas empresas eram obrigadas a depositar o valor integral em dinheiro, o que pode representar um impacto significativo no fluxo de caixa.

Onde entra o Seguro Garantia nesse cenário?

O Seguro Garantia funciona como uma alternativa ao depósito em dinheiro. Em vez de imobilizar capital em juízo, a empresa apresenta uma apólice de seguro que garante o pagamento da dívida caso ela perca o processo. Isso permite que ela continue operando normalmente enquanto a discussão judicial acontece, podendo alocar o valor em discussão em sua atividade empresarial ou em investimentos rentáveis, já que a média do tempo de tramitação deu um processo judicial fiscal, de acordo com os dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é de 7 anos e a correção de um valor eventualmente depositado é uma correção monetária simples.

Se o Seguro Garantia já existia, qual era o problema?

Apesar de a legislação permitir o uso do Seguro Garantia, na prática alguns órgãos fiscais recusavam a garantia. O argumento utilizado era que deveria ser respeitada a ordem prevista na Lei de Execução Fiscal, que coloca o dinheiro como primeira opção de garantia. Ou seja, mesmo quando a empresa apresentava Seguro Garantia válido, em alguns casos o Fisco insistia que o depósito em dinheiro deveria ser feito primeiro. Isso gerava insegurança jurídica e muitas disputas judiciais.

O que decidiu o STJ no Tema 1385?

O Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento de que o Seguro Garantia e a fiança bancária não podem ser recusados apenas com base na ordem legal de penhora prevista na Lei de Execução Fiscal. Na prática, isso significa que não é possível exigir automaticamente o depósito em dinheiro quando há uma apólice válida apresentada no processo. A decisão ajuda a uniformizar o entendimento nos tribunais e reduz a resistência ao uso do produto.

O que muda para o mercado de Seguro Garantia?

A decisão traz efeitos importantes para o mercado: aumenta a previsibilidade na aceitação das apólices; fortalece a equivalência entre depósito judicial, fiança bancária e Seguro Garantia; amplia a segurança jurídica do produto. Na prática, o Seguro Garantia passa a ser visto de forma ainda mais clara como instrumento legítimo para garantir processos judiciais envolvendo tributos.

Qual é o benefício para as empresas?

O principal ganho é financeiro. Ao utilizar Seguro Garantia, a empresa pode preservar seu fluxo de caixa; evitar imobilizar recursos em depósitos judiciais; manter capital disponível para investimentos e operação. Isso é especialmente relevante em discussões tributárias que podem durar vários anos.

E onde entra o corretor nesse cenário?

Para os corretores de seguros, a decisão abre espaço para novas oportunidades de atuação consultiva. Muitas empresas ainda desconhecem que podem usar o Seguro Garantia em execuções fiscais ou acreditam que o produto não será aceito pela Justiça. Com o entendimento consolidado pelo STJ, o corretor pode orientar clientes em situações como:

  • execuções fiscais em andamento
  • substituição de depósitos judiciais por Seguro Garantia
  • garantias em discussões tributárias
  • reestruturação de passivos fiscais

Qual a principal mensagem para o corretor?

O Tema 1385 reforça que o Seguro Garantia é uma ferramenta cada vez mais relevante para empresas que precisam discutir débitos fiscais sem comprometer seu caixa. Para o corretor, isso significa uma oportunidade de ampliar o diálogo com clientes empresariais e atuar de forma mais estratégica na estruturação de soluções que combinam gestão de riscos, eficiência financeira e segurança jurídica.

Icatu e Amcham realizam missão no South Summit Brazil para 100 convidados

A Icatu e a Rio Grande Seguros, em parceria com a Câmara Americana de Comércio (Amcham-RS), estão mais uma vez unidas para proporcionar experiências e conhecimento a parceiros convidados durante o South Summit Brazil 2026, em Porto Alegre. De 24 a 27 de março, 100 convidados participarão do Amcham Lab On Tour, um programa da Amcham Brasil que une startups e médias e grandes empresas para fomentar a inovação e o desenvolvimento de novos produtos e negócios. O grupo participará de uma intensa programação no evento e com atividades paralelas em diversos locais da capital gaúcha. 

Segundo o Diretor de Mercado da Icatu Seguros, Leonardo Neustadt, os executivos da companhia têm se provocado constantemente sobre como desenvolver novas perspectivas diante de uma realidade tão desafiadora e, ao mesmo tempo, tão fantástica. O momento é de grandes transformações tecnológicas, que estão alterando a forma como as relações se estabelecem entre pessoas e empresas, entre o físico e o virtual, entre o local e o global. 

“O comportamento do consumidor mudou, as diferentes gerações convivem nos mesmos ambientes e a diversidade de ofertas de produtos e serviços se multiplicam, oferecendo infinitas possibilidades em uma velocidade quase exponencial. Pensando nisso, reunimos um grupo de parceiros estratégicos das nossas empresas, que têm um papel essencial no fortalecimento do mercado de seguros e previdência na Região Sul do país. O cronograma inclui programação exclusiva, com curadoria especial de palestras, momentos de networking, painéis de debate e muito mais. Tudo foi organizado em cada detalhe para impactar com o máximo de conteúdo, expandindo a troca de experiências e a ampliação de negócios. Entendemos que este é o momento de pensar grande, desafiar o óbvio e descobrir novos caminhos possíveis de crescimento. E vamos fazer isso juntos”, salientou.

Cronograma Missão South Summit Brazil 2026

– Terça-feira (24/03), a partir das 8h15, ocorre o credenciamento e networking no Farol Santander (Rua Sete de Setembro, 1028 – Centro Histórico). No mesmo local, durante todo o dia terá uma programação intensa com apresentação de cases da Dell, Arezzo, Claro e Genesys. A partir das 16h terá um painel de conteúdo com membros da comitiva e em seguida um Happy Hour para fechar o dia.

– Quarta-feira (25/03) é o primeiro dia do South Summit e cada participante do grupo poderá explorar a programação que vier ao encontro do seu perfil pessoal e do seu negócio. À noite será realizado o Happy Hour especial da missão, que acontecerá a partir das 18h, no Instituto Caldeira, e, além de membros do Ecossistema, contará com a participação de startups de destaque no South Summit. 

– Quinta-feira (26/03) o dia começa com o Café da Manhã com Conteúdo, com Michelle Lane Messina, que é CEO da Explora International LLC, empresa global de treinamento e consultoria, e coautora do best-seller “Decoding Silicon Valley: The Insider’s Guide”. Ela trabalhou em mais de 65 países, compartilhando programas de treinamento sobre as melhores práticas do Vale do Silício para empreendedores, empresas, investidores, redes de mentores e governos. 

Na parte da tarde, o grupo tem agenda livre no South Summit e, à noite participa do evento “churras gaúcho” exclusivo dos participantes da missão, que acontecerá no El Huerto y Playa.

– Sexta-feira (27/03), último dia do South Summit, o grupo tem a manhã livre no evento e, às 12 horas, participa do almoço de encerramento das atividades da missão no restaurante Barolo.

Programação especial: O Grupo também será convidado para um passeio de veleiro nas águas do Lago Guaíba.

CNseg cria página “Memória do Seguro” no portal da entidade

Mais do que promover a segurança pessoal e patrimonial as pessoas, o setor de seguros é um dos pilares da construção socioeconômica do Brasil. Para garantir que essa trajetória não se perca no tempo, o portal Notícias do Seguro criou uma seção especial chamada “Memória do Seguro”, uma iniciativa dedicada a preservar e narrar a evolução da proteção e do amparo no país.


Desde a chegada da Família Real em 1808, com a fundação da primeira seguradora em solo brasileiro, o setor tem sido testemunha e protagonista de grandes transformações. A “Memória do Seguro” atua como uma ponte entre esses marcos históricos e o mercado atual, oferecendo um olhar humano e estratégico sobre como o conceito de prevenção moldou a nossa sociedade.


O espaço traz amplo material história pertencente ao Centro de Documentação e Memória da CNseg (CEDOM), que guarda, entre outros documentos, apólices centenárias, fotografias de época e documentos que revelam como eram protegidos os bens e as vidas nos séculos passados.

  • O projeto vai além do saudosismo. Ele busca educar o público contemporâneo, mostrando que o seguro é um mecanismo de resiliência presente em cada etapa do desenvolvimento nacional.
  • O espaço também resgata depoimentos e biografias de personalidades que ajudaram a regulamentar e profissionalizar o mercado, transformando-o no ecossistema robusto que movimenta trilhões de reais hoje.

Por que isso importa hoje?

Em um mundo cada vez mais digital e imediato, é fundamental entender as raízes da confiança e da mutualidade, que são as bases do sistema segurador. A “Memória do Seguro” prova que, embora as tecnologias mudem, a necessidade humana de segurança e planejamento permanece constante.


“Preservar a nossa história não é apenas olhar para o que passou, mas sim fornecer as bases sólidas para as inovações que o mercado de seguros entrega todos os dias à sociedade brasileira.”, afirmou a superintendente-executiva de Comunicação e Marketing da CNseg, Carla Simões.

Fleury assina acordo com Oncoclínicas e Porto Seguro para criar nova empresa

porto seguros seguradora

por Estadão

O Fleury aderiu a um termo de compromisso com a Oncoclínicas e a Porto Seguro para uma possível operação envolvendo as companhias. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o acordo prevê que o Fleury e a Porto investiriam, em conjunto, R$ 500 milhões na nova companhia (NewCo) por meio de uma nova sociedade holding, da qual seriam os únicos acionistas e por meio da qual passariam a deter o controle da nova empresa.

A Oncoclínicas ainda entraria com os ativos e operações relacionadas às clínicas oncológicas e os seus endividamentos e passivos no valor total de, no máximo, R$ 2,5 bilhões, incluindo parcelamentos de M&A, parcelamentos tributários, parcelamentos com fornecedores e outros instrumentos de endividamento financeiro.

Segundo o documento, a nova empresa vai emitir debêntures voluntariamente conversíveis em ações ordinárias, que seriam subscritas pela Porto e/ou por Fleury, observado que a Oncoclínicas teria o direito de também subscrever debêntures conversíveis até o limite de 30% do volume total. A operação pode chegar a R$ 500 milhões, com vencimento em 48 meses do seu desembolso e remuneração equivalente a 110% do CDI, sendo que a conversão poderia ser solicitada a partir do 36º mês da data de emissão, ou se verificado um evento de liquidez da NewCo.