A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, adicionou o produto Vida Individual no Aggilizador, plataforma de multicálculo da Agger by Dimensa, ampliando o acesso dos corretores ao portfólio da marca a partir de abril. O movimento visa dar mais autonomia e agilidade aos profissionais parceiros, além de reforçar a estratégia de expandir a presença da companhia onde o corretor estiver.
A Agger by Dimensa conta com uma base de mais de 16 mil clientes em todo o país e realiza mais de 1,1 milhão de cotações mensalmente, o que demonstra a importância da presença da Seguros Unimed na plataforma.
O seguro de Vida Individual foi cuidadosamente desenvolvido para proteger o segurado em vida, com coberturas como doenças graves e diária de internação hospitalar, além de garantir amparo e segurança para a família. O produto conta ainda com benefícios sem custo adicionais, como orientação financeira, orientação à vida saudável e telemedicina, agregando mais valor à proteção oferecida.
Vale destacar que todas as cotações da Seguros Unimed realizadas na Agger by Dimensa são integradas ao Calcule+, ferramenta digital desenvolvida pela seguradora para os corretores parceiros. Essa integração reforça o investimento em tecnologia e o foco da empresa em tornar o dia a dia dos profissionais que estão na ponta cada vez mais fácil.
“O Vida Individual é um produto estratégico e com foco na proteção em vida. Estar na Agger é um passo importante no nosso compromisso de oferecer agilidade e soluções adaptadas às demandas dos corretores”, afirma Rodrigo Aguiar, superintendente Comercial e Produtos da Seguros Unimed. “A inclusão de mais uma solução nossa no multicálculo garante a presença da marca onde o corretor está, e isso é fundamental para a companhia”, finaliza o executivo.
A Allianz Seguros apresenta Rodrigo Camargo Novaes como novo superintendente de Linhas Financeiras. Ele assume o cargo a partir de 23 de março e se reportará diretamente a Mauricio Masferrer, diretor executivo de Negócios Corporativos. Com forte conhecimento técnico e visão estratégica da área, Rodrigo chega para contribuir com o avanço da companhia no segmento.
O executivo conta com sólida trajetória no mercado de seguros e resseguros, reunindo passagens por empresas como Liberty, Itaú e AIG. Em 15 anos de atuação, desenvolveu competências técnicas e de gestão, liderando frentes estratégicas de portfólio, desenvolvimento de negócios e eficiência operacional.
“Chego em um momento muito importante para a Allianz, que vem reforçando, cada vez mais, o seu apetite crescente pelo mercado de seguros corporativos voltados a médios e grandes riscos, o que inclui as linhas financeiras. Minha expectativa é atuar ativamente no fortalecimento da área por meio de soluções que apoiem os clientes com ainda mais qualidade, o relacionamento estreito com corretores e clientes e o apoio direto ao crescimento sustentável da companhia.”
Rodrigo Camargo Novaes é formado em Economia pela FEA USP e possui MBA Executivo pelo Insper.
Sobre a Allianz Seguros
No Brasil há 120 anos, a Allianz Seguros atua em Ramos Elementares e Vida e está presente em todo o território nacional, por meio de 57 filiais, além de 45 assessorias e mais de 32 mil corretores de seguros em todo o país.
Tendo como premissa desenvolver ações de longo prazo, tanto nos seus negócios como no campo social, há mais de 30 anos um grupo de funcionários criou a ABA – Associação Beneficente dos Funcionários do Grupo Allianz. Nesse período, mais de 10 mil crianças e adolescentes da Comunidade Santa Rita (zona Leste de São Paulo) foram atendidos pela ABA, por meio de atividades complementares à educação formal, como artes, esportes e inclusão digital.
A seguradora nomeia o Allianz Parque, a arena multiuso mais moderna do país. Desde sua inauguração, em novembro de 2014, já recebeu mais de 11 milhões de pessoas.
O leilão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, marcado para o dia 30 na B3, deve movimentar o mercado de seguros com uma estrutura de garantias mais complexa do que a observada em concessões tradicionais de infraestrutura. Isso porque, segundo especialistas, a operação não envolve um projeto novo, mas a transferência assistida de uma concessão já existente, com histórico de desequilíbrio econômico-financeiro, repactuação contratual e novas bases para exploração do ativo.
“Não estamos falando de uma concessão tradicional. O que está sendo feito é a venda assistida de uma concessão já existente, com a assunção integral da concessionária e, junto com isso, todos os seus ativos, passivos e obrigações. O investidor não está entrando em um projeto novo, ele está assumindo um ativo que já teve desequilíbrio econômico-financeiro e que passou por um processo de repactuação. Isso muda completamente a lógica do risco”, afirma Fabiano Suzarte, diretor da Fator Seguradora e especialista em seguro garantia.
A avaliação é que essa característica altera não apenas a percepção dos investidores, mas também a forma de atuação das seguradoras. De acordo com Eduardo Cruci, diretor técnico da Junto Seguros, o Galeão chega ao mercado depois de uma trajetória marcada por eventos que comprometeram a modelagem original da concessão. “O caso do Galeão é emblemático”, afirma. “As características originais da concessão se mostraram inviáveis à luz do novo cenário, tanto no aspecto de modelagem financeira como de investimentos originalmente previstos.” Segundo ele, a nova estrutura de obrigações futuras e de pagamento de outorga, somada à retomada do fluxo de passageiros, ajuda a explicar o interesse dos potenciais concorrentes.
No campo do seguro garantia, dois instrumentos aparecem como centrais. O primeiro é a garantia de proposta, ou bid bond, exigida na fase do leilão para assegurar que o vencedor manterá a oferta e cumprirá as condições necessárias para assinatura do contrato. “É um risco de curto prazo, muito mais comportamental”, explica Suzarte.
Cruci observa que essa etapa serve para dar conforto ao poder concedente de que os pagamentos e as condições precedentes à assinatura do contrato serão efetivamente cumpridos. Já depois da assinatura entra a garantia de execução contratual, ou performance bond, voltada ao cumprimento das obrigações assumidas pelo concessionário.
“Essa garantia não está protegendo um contrato novo. Ela está protegendo um contrato já reestruturado, com histórico de estresse”, afirma Suzarte. Na prática, a cobertura alcança compromissos como pagamento de outorga, investimentos, operação, manutenção e níveis de serviço do aeroporto.
Na avaliação de Cruci, é justamente aí que o seguro garantia ganha papel estratégico. “Assinado o contrato, é exigida uma garantia de concessão, voltada a cobrir todas as obrigações do novo concessionário perante o regulador, como operação, manutenção e ampliação”, afirma. “Em caso de falhas da concessionária em atender seus requisitos operacionais ou o cronograma definido de manutenção e investimentos, a apólice poderá ser chamada.”
Ao longo do processo, o risco também muda de natureza. Suzarte afirma que, na fase inicial, a análise é mais simples, mas depois passa a envolver crédito, estrutura de capital, geração de caixa, demanda e ambiente regulatório. “Na prática, o seguro garantia deixa de ser um instrumento acessório e passa a se comportar mais como uma forma de crédito estruturado de longo prazo”, afirma.
Cruci segue a mesma linha ao observar que a seguradora precisa avaliar a robustez financeira dos interessados, a experiência em concessões e a capacidade de gestão e execução. “Nossa maior preocupação em uma concessão como esta se concentra em financiabilidade e capacidade de gestão e execução”, afirma. Para ele, um interessado que não consiga comprovar esses fatores se torna um risco relevante para a subscrição.
Suzarte acrescenta que não existe underwriting padronizado para uma operação desse porte. “A análise passa essencialmente por quem é o sponsor, qual a capacidade de capital, como está estruturado o financiamento e qual o nível de ágio pago”, afirma. Segundo ele, um ágio elevado pode pressionar diretamente o fluxo de caixa e aumentar o risco futuro da concessão.
Outro ponto de atenção é o risco regulatório. No caso do Galeão, Suzarte destaca a dinâmica concorrencial com o Santos Dumont como variável capaz de afetar a demanda do ativo. Por isso, segundo ele, operações desse porte dificilmente ficam concentradas em uma única seguradora, sendo comum a montagem de estruturas com cosseguro e resseguro.
Além do seguro garantia, o futuro concessionário precisa manter um programa robusto de seguros operacionais. Entre as coberturas mais usuais estão responsabilidade civil, riscos operacionais, patrimonial e seguro de engenharia, especialmente quando houver novos investimentos ao longo da concessão.
“Uma concessão costuma ser obrigada a manter diversos seguros para proteção do ativo e dos usuários”, afirma Cruci. Suzarte ressalta que essas coberturas são fundamentais em ativos aeroportuários por serem intensivos em capital e altamente sensíveis à interrupção das operações. “Eles são fundamentais dentro dos aeroportos porque são ativos intensivos em capital e extremamente sensíveis à interrupção da operação”, afirma.
Há ainda uma camada adicional de proteção envolvendo os prestadores de serviço contratados pela concessionária, que também costumam ser obrigados a manter seguros específicos para danos e responsabilidades. Para as seguradoras, quanto mais robusta a matriz de risco e o programa de seguros exigido, maior o conforto em relação à diligência e à maturidade da concessão.
Num leilão em que o governo e o mercado observam tanto a arrecadação quanto a capacidade do futuro operador de sustentar a retomada do Galeão, os seguros aparecem não apenas como exigência contratual, mas como peça relevante da engenharia financeira e operacional da concessão. de seguros, exigida dos prestadores de serviço, sempre com o objetivo de proteger a operação”, acrescenta.
A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) participou do lançamento da Agenda ConectAR, a nova Política de Estado voltada ao desenvolvimento da conectividade aérea no Brasil, coordenada pelo ministério de Portos e Aeroportos com o objetivo de estabelecer um marco estratégico para a expansão sustentável e inclusiva da aviação civil. Entre os pilares centrais da iniciativa, destaca-se a participação ativa do setor segurador como agente facilitador de inovação, eficiência operacional e redução de custos sistêmicos no transporte de passageiros e cargas.
O programa surge em resposta ao cenário de baixa capilaridade do modal aéreo no país e aos altos níveis de judicialização que sobrecarregam o setor. Para reverter esse quadro, a Agenda ConectAR propõe uma sinergia inédita entre os entes públicos e o mercado segurador privado, utilizando tecnologia de ponta para transformar a experiência do usuário.
Inovação e seguros
Segundo a superintendente de Relacionamento com o Poder Executivo da CNseg, Laíne Meira, que esteve presente no evento, uma das principais frentes de atuação do setor segurador na iniciativa é a possibilidade de implementação de seguros paramétricos, entre outras tecnologias.
“O setor segurador apoia a Agenda ConectAR, pois deve integrar tecnologia, regulação e proteção securitária, apoiando no desenvolvimento de um ecossistema aéreo mais resiliente e alinhado aos padrões internacionais de eficiência”, afirmou.
Apoiados em ferramentas de Internet das Coisas (IoT) para o rastreamento em tempo real de voos e bagagens, esses produtos podem revolucionar a gestão de intercorrências. Por meio de smart contracts (contratos inteligentes), a indenização poderá ser processada e transferida de forma automática e imediata para o passageiro assim que um problema for detectado — como um atraso de voo além do limite estipulado ou o extravio registrado de uma mala. Esse modelo pretende eliminar barreiras burocráticas e atuar diretamente na racionalização da judicialização, oferecendo uma solução rápida e consensual para conflitos que antes terminavam nos tribunais.
Modernização e personalização
A Agenda também prevê o desenvolvimento de coberturas inéditas, desenhadas sob medida para novos perfis de risco, como os riscos cibernéticos e operacionais da aviação sub-regional. O objetivo é oferecer ao consumidor uma “prateleira” diversificada de produtos, permitindo que o passageiro personalize sua proteção de forma fluida no momento da compra da passagem.
Parceria institucional e dados
Além do impacto direto no consumidor, a participação do setor segurador fortalece a governança pública. A possibilidade de compartilhamento estratégico de dados de sinistralidade entre o mercado e as agências reguladoras tem como intuito fornecer indicadores precisos de desempenho ao Estado. Esse fluxo de informações será fundamental para o aprimoramento contínuo das políticas públicas e para a criação de um ambiente de negócios mais seguro e previsível.
A Zurich Seguros passou a incluir na cobertura de vidros do seguro automóvel um serviço importante para carros mais modernos: a recalibração do sistema ADAS, conjunto de câmeras e sensores que ajuda o motorista em situações de risco no trânsito.
Na prática, esses recursos funcionam como assistentes de segurança do veículo. Eles podem emitir alerta de colisão, acionar a frenagem automática, ajudar o carro a permanecer na faixa e apoiar a condução em determinadas situações. Como muitos desses sensores ficam instalados no para-brisa, a troca do vidro exige um novo ajuste para que o sistema continue funcionando corretamente.
A novidade foi lançada em parceria com a Maxpar e já está disponível para apólices com vigência iniciada a partir de 2 de fevereiro. O atendimento será feito pela rede parceira da empresa.
Segundo João Merlin, diretor executivo de Negócios em Automóvel da Zurich, a mudança acompanha a evolução tecnológica da indústria automobilística. “A inclusão da calibração do ADAS na cobertura de vidros torna a proteção mais alinhada às práticas do mercado e às necessidades dos veículos mais modernos”, afirma.
ADAS é a sigla em inglês para Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor. Embora o nome técnico pareça distante do dia a dia do consumidor, a função é simples de entender: trata-se de uma tecnologia criada para aumentar a segurança ao volante e reduzir o risco de acidentes.
De acordo com a Zurich, sempre que o para-brisa é substituído, os sensores e câmeras precisam ser recalibrados, conforme orientação das montadoras. Isso porque uma pequena alteração de posicionamento pode comprometer a leitura do ambiente pelo veículo.
Eduardo Borges, vice-presidente do Grupo Autoglass e head da Maxpar, explica que até uma diferença mínima no encaixe da câmera pode afetar o desempenho do sistema. Segundo ele, isso pode gerar leitura incorreta da via e comprometer a segurança, razão pela qual a calibração deve seguir o padrão de fábrica.
A cobertura passa a contemplar a troca do para-brisa com leitura de scanner e calibração do ADAS, além da substituição dos vidros laterais, quando aplicável, com diagnóstico e ajuste eletrônico de sensores instalados nesses componentes. O benefício está disponível nos pacotes Básico, Completo e VIP, além das coberturas para vidros blindados.
A seguradora ressalta que a cobertura não inclui a troca da câmera do sistema, mas apenas a leitura e a calibração dos sensores.
A aposta da Zurich ocorre em um momento em que esse tipo de tecnologia ganha espaço no mercado brasileiro. Embora o ADAS ainda não esteja presente em todos os veículos novos, o sistema já equipa muitos modelos e deverá se tornar cada vez mais comum. A tendência é que esses recursos deixem de ser diferenciais para se consolidar como item padrão de segurança, a exemplo do que ocorreu com airbag e freios ABS.
Para a Zurich, a mudança reforça o posicionamento da companhia em um segmento que passa por rápida transformação tecnológica. “Ao incorporar essa cobertura, ampliamos nosso portfólio e acompanhamos a transformação do setor automotivo”, afirma Merlin.
O avanço das mudanças climáticas e a maior incidência de eventos extremos estão impondo uma revisão profunda na forma como projetos de infraestrutura são estruturados, financiados e protegidos. Rodovias, portos, ativos de energia e saneamento já convivem com uma realidade em que chuvas intensas, secas, enchentes e furacões deixaram de ser exceção. Nesse contexto, o seguro e o resseguro ganham papel cada vez mais estratégico, não apenas como instrumentos de proteção financeira, mas como alavancas para destravar investimentos e induzir melhores padrões de engenharia e gestão de riscos.
Ao longo da minha trajetória em resseguradoras globais e corretoras internacionais, tive a oportunidade de participar de projetos de infraestrutura em diferentes países, como Suíça, Estados Unidos e, mais recentemente, na América Latina. Essa experiência mostra que uma das principais diferenças entre o Brasil e mercados mais maduros está no peso da incerteza macroeconômica sobre a subscrição. Em projetos de infraestrutura com prazo médio de execução de quatro anos, fatores como taxa de juros, custo de mão de obra e preço de insumos têm influência direta sobre o custo de reconstrução e, portanto, sobre o risco segurado.
Na América Latina, e particularmente no Brasil, outro fator recorrente é o atraso nos projetos. Em média, 70% das obras são entregues com custo superior ao planejado e fora do prazo inicial. Isso afeta não apenas o cronograma dos empreendimentos, mas também o fluxo de caixa das seguradoras, sobretudo quando há atraso no pagamento do prêmio. Em mercados mais maduros, embora os riscos técnicos e climáticos também sejam relevantes, a previsibilidade institucional e macroeconômica tende a reduzir parte dessas incertezas.
A agenda climática, reforçada pela realização da COP30 no Brasil, amplia ainda mais a relevância desse debate. O mercado de seguros pode exercer função decisiva ao tornar países vulneráveis mais atrativos para investimentos em infraestrutura. Isso ocorre porque a proteção securitária ajuda a reduzir a percepção de risco e contribui para viabilizar financeiramente projetos de longo prazo em regiões expostas a eventos severos. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento recente de modelos climáticos mais robustos pelos resseguradores tem tornado soluções como o seguro paramétrico mais acessíveis do que eram cinco anos atrás.
Um exemplo concreto dessa evolução foi um projeto recente de seguro paramétrico para a cidade de Miami. A iniciativa envolveu parceria entre o setor público e o mercado segurador. Além da avaliação do plano de gestão de risco da cidade para exposições como furacões e inundações, foi possível modelar uma cobertura paramétrica cujo prêmio acabou sendo pago por uma fundação filantrópica, já que o município não tinha recursos orçamentários reservados para essa finalidade. A experiência mostra como a atuação conjunta entre setor público, mercado segurador e outras fontes de capital pode viabilizar soluções inovadoras de proteção e, com isso, apoiar investimentos em infraestrutura em áreas sensíveis às mudanças climáticas.
Os investidores já começaram a incorporar esses riscos à estruturação dos projetos. Do ponto de vista técnico, alguns empreendimentos, especialmente em rodovias e portos, vêm revisando normas de engenharia para responder a eventos de maior severidade. Sob a ótica econômico-financeira, financiadores passaram a exigir estudos de resiliência dos ativos, com cenários climáticos de longo prazo, como condição para apoiar novos investimentos. Isso sinaliza uma mudança importante: não basta mais avaliar a viabilidade econômica tradicional; é preciso testar a robustez dos ativos diante de condições climáticas futuras e incertezas associadas.
Nesse ambiente, o seguro paramétrico tende a ganhar espaço em situações nas quais a frequência e a severidade dos eventos climáticos tornam mais difícil ou mais cara a transferência de risco pelos modelos tradicionais. Inicialmente mais explorado pelo setor público, esse instrumento vem despertando interesse crescente também entre agentes privados, sobretudo quando há necessidade de cobrir diversos ativos concentrados em determinada região. Trata-se de uma solução que pode complementar a cobertura convencional, especialmente em carteiras expostas a perdas catastróficas de rápida materialização.
O seguro também pode contribuir para destravar o financiamento de projetos sustentáveis. Organismos multilaterais, bancos e investidores institucionais vêm exigindo estruturas mais robustas de gestão de risco climático, e a presença de coberturas adequadas pode reforçar a bancabilidade dos empreendimentos. As seguradoras já começam a desenvolver uma agenda mais clara de atuação nesse campo, inclusive com apoio a iniciativas relacionadas à restauração de ecossistemas, o que amplia o papel do setor para além da simples indenização.
Apesar do aumento das catástrofes naturais, ainda há capacidade disponível no mercado segurador para apoiar grandes obras. O foco, neste momento, parece estar menos na escassez de capacidade e mais na qualidade da gestão de risco e da sustentabilidade dos projetos. Seguradoras e resseguradoras buscam incentivar empresas que adotam postura proativa na mitigação de riscos climáticos. No Brasil, os eventos recentes aceleraram um movimento importante entre seguradoras locais: o aperfeiçoamento da qualidade dos dados para melhorar a precificação e a gestão das carteiras.
Na prática, estruturar um projeto de infraestrutura climate resilient significa abandonar a lógica de que o clima do passado será uma boa referência para o futuro. É necessário considerar condições meteorológicas futuras e as incertezas associadas a elas desde a fase de concepção. Isso implica critérios mais rigorosos de projeto, construção e operação. Nesse processo, o seguro pode funcionar como instrumento indutor de melhores práticas, oferecendo termos e condições mais favoráveis para projetos mais resilientes e bem planejados.
O novo ciclo de investimentos em infraestrutura no Brasil, ancorado em concessões, PPPs, energia e saneamento, abre uma janela relevante de oportunidades para o mercado segurador. As seguradoras não apenas oferecem capacidade para cobrir obras, mas também aportam conhecimento técnico ao longo de todo o ciclo do investimento. Dada a complexidade desses projetos, esse movimento também tende a elevar o nível técnico de todos os profissionais envolvidos, de subscritores e gerentes de risco a reguladores de sinistros. Com o protagonismo crescente do capital privado, a disciplina na avaliação de riscos se torna mais rigorosa, o que favorece a evolução do mercado e reforça a importância do seguro como parte da engrenagem de desenvolvimento da infraestrutura brasileira.
De acordo com o último relatório realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi, com os resultados contabilizados em janeiro de 2026, os planos de previdência privada aberta administravam R$ 1,8 trilhão em ativos, o equivalente a aproximadamente 14% do PIB do Brasil. O montante representa uma evolução de 13,2% quando comparado com o mesmo mês de 2025.
Esse montante é fruto do esforço de 11,2 milhões de pessoas, que possuem ao menos um dos mais de 13,7 milhões de planos. Ainda em janeiro de 2026, quase a totalidade – 99,4% desses planos – estavam em fase de acumulação, evidenciando o quanto ainda é jovem o setor e seu potencial de crescimento.
Captação líquida cresce em janeiro O relatório também aponta que o setor arrecadou R$ 15,3 bilhões em janeiro, ao mesmo tempo em que teve uma queda de 15,2% nos resgates, que totalizaram R$ 12,2 bilhões. Dessa forma, a captação líquida, que é o resultado dos prêmios e contribuições menos as retiradas, foi positiva (de R$ 3,2 bilhões).
No acumulado de 12 meses (encerrados em janeiro de 2026), houve forte impacto provocado pela alteração da tributação em 2025. Os prêmios e contribuições somaram R$ 157,2 bilhões, com queda de 19,4% nos aportes, ao passo que os resgates subiram 9,4%, chegando a R$ 151 bilhões no período.
VGBL lidera em aportes e quantidade de planos Nesse mesmo período, os planos VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre – somaram R$ 138,6 bilhões, e correspondem a mais de 8,6 milhões de planos. Os planos PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre – são responsáveis por 10% da arrecadação no período, enquanto os planos Tradicionais totalizaram R$ 2,8 bilhões ou 1,8% do total de prêmios e contribuições.
A Wiz Co (WIZC3) acaba de anunciar a mudança em sua liderança executiva. Lucas Neves, que ocupava a cadeira de CFO e Diretor de Relações com Investidores da companhia, assume como CEO da companhia no lugar de Marcus Vinícius de Oliveira, que foi indicado pela acionista controladora do grupo para compor a chapa de candidatos ao Conselho de Administração, cuja eleição será definida em Assembleia, no final de abril.
O novo CEO, que continua também na função de Diretor de Relações com Investidores, entra com a missão de dar continuidade à estratégia de crescimento, inovação e fortalecimento institucional.
A transição aponta para a evolução do modelo de negócios da Wiz Co, já que Lucas Neves já fazia parte do quadro diretivo da empresa. Com mais de 20 anos de experiência na área financeira, participou de marcos relevantes da companhia, como o processo de IPO, e liderou o fortalecimento da disciplina financeira e da governança corporativa nos últimos anos.
“Recebo uma companhia em elevado grau de maturidade operacional. Nosso foco será escalar as unidades atuais e abrir novas frentes de crescimento, consolidando a Wiz Co como uma das principais plataformas de distribuição de produtos financeiros do país”, afirma Lucas.
Com uma trajetória que se confunde com a própria história da Wiz Co desde os tempos da Fenae Corretora, Marcus Vinícius de Oliveira, que esteve à frente da companhia desde 2023, reforça que a empresa dará seguimento ao ciclo estratégico que a levou a um dos momentos mais expressivos em termos operacionais e financeiros. Sob sua liderança, a Wiz Co consolidou de forma definitiva sua transição para um ecossistema independente.
“A transição de um modelo monocanal para uma plataforma agnóstica e multicanal foi o principal desafio do nosso ciclo. Hoje, a Wiz Co é reconhecida como uma gestora de canais sólida, diversificada e sustentável”, destaca Marcus Vinícius, referindo-se, entre outros aspectos, à aceleração da estratégia de diversificação da companhia, que levou à ampliação de parcerias com instituições como Inter, Bmg e Banco do Brasil (via Promotiva), e ao fortalecimento da atuação no segmento de seguros, crédito e consórcios.
Resultados recordes
O ciclo liderado por Marcus Vinícius de Oliveira consolidou uma trajetória de crescimento consistente e expansão de market share. Em 2025, a Wiz Co superou a marca de R$ 1,1 bilhão em Receita Líquida ex-comissões. O desempenho operacional atingiu patamares recordes, com um EBITDA acumulado de R$ 739,3 milhões (+7,8% vs. 2024) e um Lucro Líquido da Controladora de R$ 201,1 milhões, representando um avanço expressivo de 25,6% em relação ao ano anterior. O volume total distribuído em seguros, crédito e consórcios alcançou R$ 18,3 bilhões em 2025, impulsionado pelo recorde histórico de R$ 4,0 bilhões em prêmios emitidos de seguros.
Paralelamente à expansão comercial, a gestão promoveu uma profunda otimização da estrutura de capital, reduzindo a dívida líquida em 48,6% — encerrando o ciclo com R$ 229,0 milhões devidos. Essa desalavancagem, somada à unificação de linhas de passivos e ao foco na geração de caixa operacional, fortaleceu a solidez financeira e a capacidade do grupo de sustentar novos investimentos e retornar valor aos acionistas.
Transição e nova etapa
Com Lucas Neves assumindo o cargo de CEO e Diretor de Relações com Investidores, Marcelo Pereira Kronemberg, que ocupava o cargo de Diretor de Administração Corporativa e Tesouraria, assume a cadeira de CFO do Grupo. Graduado em Administração de Empresas e em Gestão Financeira e Tributária, com pós-graduação em Gestão de Pessoas e Economia, o executivo está na Wiz Co há 27 anos.
A mudança se estende a Antônio Cássio dos Santos, que deixa o cargo de presidente do Conselho de Administração da Wiz, após Assembleia, para novos desafios pessoais e profissionais. “Agradecemos imensamente todo o período de dedicação de Antônio Cássio, que também foi fundamental para atingirmos resultados eficazes e consistentes durante o período em que ocupou a cadeira de presidente do conselho”, conclui Marcus Vinícius de Oliveira.
A Berkshire Hathaway vai investir 287,4 bilhões de ienes (US$ 1,8 bilhão) na seguradora Tokio Marine Holdings, ampliando a exposição do conglomerado americano ao mercado japonês.
A National Indemnity Company, subsidiária da Berkshire, fará um investimento estratégico de 2,49% na Tokio Marine, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira. As duas empresas vão colaborar em resseguros e investimentos globais, incluindo fusões e aquisições.
O movimento reforça as ambições crescentes da Berkshire no Japão, onde, há cerca de seis anos — sob a liderança de Warren Buffett — revelou investimentos nas maiores trading companies do país. Buffett afirmou, em carta anual aos acionistas, que a empresa pretende aumentar sua participação nas cinco maiores tradings japonesas “ao longo do tempo”.
O novo acordo mostra que a Berkshire busca conquistar espaço no aquecido mercado de seguros do Japão, cada vez mais atrativo para empresas estrangeiras. KKR & Co., Apollo Global Management e outros grandes players internacionais também têm se movimentado para expandir no setor de seguros de vida, em meio a uma corrida global por oportunidades no país.
“A parceria com a Berkshire deve trazer vantagem ao aproveitar expertise global para ampliar o escopo de operações antes dos concorrentes”, disse Ikuo Mitsui, gestor da Aizawa Securities.
A Tokio Marine é a maior seguradora de ramos elementares (property & casualty) do Japão.
O acordo permitirá que a Tokio Marine utilize a National Indemnity como opção de resseguro sem restrições quanto ao tipo de seguro, afirmou o porta-voz Mitsuhiro Izu, acrescentando que a iniciativa da parceria partiu da Berkshire.
A parceria terá duração de uma década, e nos primeiros cinco anos tanto a Berkshire quanto a Tokio Marine não poderão firmar acordos semelhantes com concorrentes, acrescentou Izu.
A Berkshire comprará cerca de US$ 1,8 bilhão em ações em tesouraria da Tokio Marine, que por sua vez recomprará o mesmo valor em ações existentes. Caso a Berkshire adquira mais ações da empresa, é provável que o faça no mercado aberto, segundo a Tokio Marine.
A empresa americana afirmou que não elevará sua participação acima de 9,9% sem aprovação do conselho da Tokio Marine.
O crescente interesse da Berkshire no Japão como destino de investimentos vem acompanhado de captações no país. No fim do ano passado, a companhia levantou pouco mais de 210 bilhões de ienes (US$ 1,3 bilhão) com a emissão de títulos denominados em iene, retornando a um mercado que acessou pela primeira vez em 2019.
Buffett se aposentou oficialmente do cargo de CEO da Berkshire no fim de 2025. Seu sucessor, Greg Abel, prometeu manter os princípios e valores que ajudaram o “Oráculo de Omaha” a transformar uma fábrica têxtil em dificuldades em um conglomerado de US$ 1 trilhão.
Transformar um imprevisto em uma solução completa. Esse é o objetivo da Porto Serviço ao inaugurar o primeiro Chaveiro Automotivo, localizado no bairro da Casa Verde, Zona Norte de São Paulo.
“Nosso papel é estar ao lado do cliente em todos os momentos, inclusive nos imprevistos. Identificamos uma oportunidade clara de ampliar a jornada de cuidado com o veículo e estruturamos uma solução completa, que traz mais agilidade e tranquilidade”, destaca Daniel Morroni, diretor da Porto Serviço responsável pelos Centros Automotivos.
A novidade nasce a partir de uma observação direta da jornada do cliente. Hoje, em casos de perda ou roubo de chaves veiculares, os prestadores da Porto Serviço realizam a abertura do veículo. Mas a necessidade não termina ali. E a nova chave?
Agora, o atendimento passa a ser de ponta a ponta: além da abertura do carro, o cliente pode ser direcionado para a unidade exclusiva da Porto Serviço para a confecção de novas chaves, com qualidade, segurança e confiança da marca. E ainda conta com horário estendido, das 6h às 24h, levando em conta o caráter quase sempre emergencial desse tipo de situação.
Serviço para todos, vantagens para o ecossistema
O Chaveiro Automotivo é aberto ao público, e oferece condições especiais para clientes do ecossistema Porto:
Clientes Porto Seguro Auto: 20% de desconto na mão de obra
Clientes Itaú, Azul e Mitsui: 15% de desconto na mão de obra
A iniciativa reforça o papel da Porto Serviço como unidade de negócio voltada ao público geral, mas também integrada ao ecossistema Porto, com soluções que ampliam sua presença na jornada real do motorista. A nova unidade fortalece o território do automóvel, um dos pilares estratégicos do Grupo Porto, e amplia a atuação da Porto Serviço no segmento B2C.
Serviço
Avenida Casa Verde, 3388 – Casa Verde – São Paulo/SP
WhatsApp: (11) 99812-0775 Segunda a sexta-feira, das 6h às 24h | Sábados, das 6h às 18h
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